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	<title>Portal Cultura PE &#187; Cultura popular e artesanato</title>
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		<title>Coco de Umbigada celebra 28 anos da Sambada de Coco do Guadalupe</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 20:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma grande celebração marca os 28 anos do fortalecimento identitário promovido pelo Coco de Umbigada no bairro de Guadalupe, em Olinda. Uma trajetória de promoção da cidadania cultural, empoderamento da juventude preta periférica e salvaguarda das manifestações populares. Neste sábado (06), a partir das 20h, o Centro Cultural do grupo, localizado no Beco da Macaíba, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_124135" aria-labelledby="figcaption_attachment_124135" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/MÃE-BETH2-_EM-ALTA-8-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-124135" alt="Mãe Beth de Oxum" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/MÃE-BETH2-_EM-ALTA-8-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Beth de Oxum</p></div>
<p>Uma grande celebração marca os 28 anos do fortalecimento identitário promovido pelo Coco de Umbigada no bairro de Guadalupe, em Olinda. Uma trajetória de promoção da cidadania cultural, empoderamento da juventude preta periférica e salvaguarda das manifestações populares. Neste sábado (06), a partir das 20h, o Centro Cultural do grupo, localizado no Beco da Macaíba, realiza uma edição especial da Sambada de Coco do Guadalupe, que também denuncia o racismo ambiental que vulnerabiliza as casas de culto de matriz africana e indígena e seus praticantes, além de espaços culturais. O evento tem acesso gratuito.</p>
<p>A programação musical inicia a partir das 20h com a participação de grupos que já fazem parte da história da Sambada que é liderada pela ialorixá, Patrimônio Vivo de PE e brincante Mãe Beth de Oxum ao lado de Mestre Quinho, filhos consanguíneos, filhos do terreiro, do bairro, além de parceiros diversos. Capoeira, Coco de Roda, Afoxé e música eletrônica estarão representados na programação que, além do Coco de Umbigada, conta com as participações de DJ MK, Grupo Luz de Angolinha com Mestra Di, Afoxé Babá Orixalá Funfun, Marcela Souza, Mestra Ana Lúcia, Grupo Flor de Catemba e Neto da xambá.</p>
<p>“São 28 anos que fazemos o nosso coco, a idade da minha filha Ialodê. É uma noite de celebração, festa e resistência. Poucos grupos tiveram a coragem de segurar uma resistência tão grande. Por um lado, nossa história é marcada pela violência policial, tivemos instrumentos saqueados, respondi quatro processos na justiça pelo crime de fazer Coco, e celebramos a superação de, apesar de tudo isso, resistir, e nos tornar um patrimônio de Olinda, articular a comunidade mensalmente. Através dessa ação, a gente também influenciou outros movimentos de Sambadas que nasceram no Estado”, comenta a Ialorixá.</p>
<p>A edição de Junho acontece no contexto da realização da 6ª Teia Nacional de Pontos de Cultura, realizada em maio passado no município de Aracruz, no Espírito Santo. O Centro Cultural Coco de Umbigada integrou a delegação de Pernambuco representando toda a rede mobilizada por meio das ações desenvolvidas enquanto Pontão Memória Viva, que realizou ainda a TEIA estadual. Outra importante iniciativa capitaneada pelo Pontão foi a criação da plataforma Memória Viva, que reúne dados sobre a cadeia da cultura popular estadual com o objetivo de oferecer um mapeamento sobre as principais demandas e necessidades do setor.</p>
<p>Sem separar festa de militância, o Pontão Coco de Umbigada, promove ações de formação política e de qualificação e conscientização da juventude. Seguindo seu cunho político, a edição comemorativa da Sambada também denuncia o racismo ambiental que tem precarizado os espaços de cultura e casas de axé de Pernambuco. No último dia 01 de Maio, às fortes chuvas que afetaram o Estado provocaram uma série de prejuízos estruturais que também foram sentidos pelo Ilé Àṣè Osún Karé, localizado em Maranguape (Paulista), que é liderado por Mãe Beth de Oxum. “Foi uma situação calamitosa. As águas invadiram o nosso terreiro, os santos ficaram boiando, foi desesperador”, descreve a líder religiosa, que quer provocar o debate sobre estratégias de preservação dos terreiros e equipamentos ligados à cultura negra, quilombola e indígena.</p>
<p>Além das apresentações musicais, a Sambada do Guadalupe também promoverá homenagens a artistas, lideranças religiosas e brincantes da cultura popular pernambucana. Na ocasião, o Pontão Memória Viva também aproveita para apresentar uma síntese dos principais pontos e diretrizes abordados ao longo da TEIA Nacional e convocar a classe artística a se engajar com os debates sobre as políticas culturais e estratégias de sustentabilidade para toda cadeia produtiva da cultura.</p>
<p><strong>MEMÓRIA VIVA - </strong>Atualmente, o Brasil possui mais de 15 mil Pontos e Pontões de Cultura certificados pelo Ministério da Cultura, entre eles o Centro Cultura Coco de Umbigada, que recebeu o título de Pontão Memória Viva PE em 2025 e lidera iniciativas de mapeamento, diagnóstico e articulação de Pontos e Pontões de Cultura em Pernambuco com o objetivo de fortalecer e dar suporte à retomada das políticas da Lei Cultura Viva. Ao longo de 2026, o projeto promoveu formação para agentes jovens e outros participantes sobre o processo de certificação e a importância da cultura e ancestralidade no estado. Em Maio passado, o Pontão Memória Viva PE realizou a 1ª TEIA estadual no Centro Cultural Coco de Umbigada com participação de representações culturais de cinco mesorregiões. O momento foi fundamental para a construção de estratégias e soluções de impactos que foram levadas para a TEIA Nacional no Espírito Santo, realizado depois de um hiato de 12 anos e que contou com a presença do Presidente Lula e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p>Sambada de Coco do Guadalupe</p>
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		<title>Dia da Ciranda: Conheça a vida e a obra do mestre Antônio Baracho</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes “O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123883" alt="Foto: Danilo Souto Maior/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c-607x369.jpg" width="607" height="369" /></a></p>
<p align="justify"><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p align="justify">“O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que viveram em seu tempo e depois. Sua importância é tanta que o dia de seu nascimento, 10 de maio, foi definido como o Dia Estadual da Ciranda em Pernambuco, em 2019.</p>
<p align="justify">A ciranda tornou-se Patrimônio Imaterial do Brasil em 2021, e um elemento importante nesse processo foi o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) da Ciranda em Pernambuco, produzido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) entre 2013 e 2014. “Trata-se de uma das manifestações culturais mais significativas de Pernambuco. O Dia Estadual da Ciranda é emblemático para celebrarmos, promovermos debates e pensarmos em políticas públicas de cultura, fortalecendo a salvaguarda desse bem cultural”, diz a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Jacira França.</p>
<p align="justify">Desde o início da atual gestão, o Governo de Pernambuco investiu, através da Fundarpe, R$1.454.915,25 no setor da ciranda. O valor diz respeito a contratações diretas nos ciclos do Carnaval, São João, nas edições do Festival Pernambuco Meu País, em ações dos equipamentos culturais estaduais e outros apoios a festejos locais, evidenciando uma política permanente de valorização e fortalecimento dessa expressão cultural ao longo de todo o ano, para além dos grandes ciclos festivos.</p>
<p align="justify">Em todos esses momentos, o nome de Baracho é reverenciado. Sua obra aparece também como elemento importante dentro do INRC, que reconhece a importância de seu trabalho e legado. “Acompanhei Baracho durante 4 anos, balancei muito ganzá enquanto ele cantava. Ele era muito grande, o mito da ciranda”, conta mestre João Limoeiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco e fundador da Ciranda Brasileira. “Baracho foi uma grande inspiração pro meu pai, tanto no maracatu rural quanto na ciranda”, lembra Pedro Salustiano, dançarino, produtor e empresário, filho de Mestre Salustiano (1945-2008). “Presenciei muitos momentos entre eles. Às vezes, por exemplo, ele acordava meu pai no meio da noite pra contar alguma história ou pra dizer algum verso que ele criou. Era um grande improvisador, grande poeta”, continua Pedro.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yHi74-rZpWs?si=Wp2m9E0NjQyKOWMw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p align="justify">Entre os artistas mais jovens que trabalham com ciranda, seu nome é influente. Em <i>live</i> durante a pandemia (2021), no Circuito Cepe de Cultura, o jovem mestre Anderson Miguel lembra que um dos primeiros refrões de ciranda que criou foi este: “Rei da Ciranda/ Rei da Ciranda/ Foi Baracho, grande cirandeiro/ Maracatuzeiro lá de Santa Fé/ O destino manda/ O destino manda/ Que eu seja o sucessor dele/ Ser rei como ele/ E honrar Nazaré”. O cantor e compositor Siba Veloso, em entrevista à revista <i>Continente </i>(2019), afirma que uma frase de Baracho, presente em um curta-metragem dos anos 1980, seria definidora para sua carreira: “Formiga vive do que carrega”. “Aquilo foi muito definidor durante meu conflito para escolher uma profissão. Baracho quis dizer que o poeta tinha que viver da poesia. Eu já sabia que queria ser músico ou artista. Mas, depois daquilo, despertei para a poesia, que é central para mim”, conta.</p>
<p align="justify">“A genialidade com que Baracho fazia improvisos move muitos a acreditar que ele foi o criador da ciranda e assim merecedor do respeito de mestres, mestras e da população em geral”, registra o INRC da Ciranda. Como pontua Deborah Callender em sua dissertação de mestrado em História (“Quem deu a ciranda a Lia?”, defendida em 2011 na UFPE), Baracho era tido, nos anos 1970, como um dos cirandeiros mais autênticos e tradicionais, e seu nome tinha alcance nacional, pois era conhecido entre quem acompanhava de perto a música popular brasileira no período. Era conhecido, já naquele tempo, como “o rei sem coroa”.</p>
<p align="justify">Esse reconhecimento coincide com o auge dessa manifestação cultural na Região Metropolitana do Recife (RMR), pois na década de 1970 e na anterior foram realizados os Festivais da Ciranda do Recife. Esses eventos davam visibilidade a essa arte e faziam circular o trabalho dos grupos e mestres, mas também de aproximar as formas de dançar e tocar ciranda da Mata Norte e da RMR, apesar das várias diferenças ainda existentes – a mais evidente delas é que, na Mata Norte, o ritmo é mais rápido e agitado, enquanto na RMR ele é mais lento e suave, acompanhando o embalo das ondas do mar.</p>
<p align="justify">A Mata Norte é o lugar de origem de Baracho, mas é a praia o cenário de sua composição mais famosa, conhecida na voz de Lia de Itamaracá: “Eu estava na beira da praia/ Ouvindo as pancadas/ Das ondas do mar/ Essa ciranda quem me deu foi Lia/ Que mora na Ilha/ De Itamaracá”. Segundo mestre João Limoeiro, Baracho tinha uma namorada em Itamaracá chamada Lia e esses versos foram inspirados nessa mulher, que não seria a famosa cirandeira, mas uma senhora homônima. A autoria dessa composição foi disputada pela própria Lia de Itamaracá, mas entre os cirandeiros parece prevalecer a versão de que o criador foi Baracho. Apesar dessa disputa, Lia e as duas filhas cirandeiras de Baracho, as mestras Severina (1953-2025), conhecida como Biu, e Dulce, cantam juntas há mais de 20 anos. “Ela [Lia] é a rainha, meu pai é o rei”, disse Dulce Baracho em vídeo de 2023 para o Paço do Frevo.</p>
<p align="justify">“Quando ele chegava, os outros cirandeiros ficavam com medo”, garante mestre João Limoeiro. “Uma vez, teve um jogo do Sport e Santa Cruz, e o Sport meteu 5, o Santa não fez gol nenhum. No mesmo dia, teve uma apresentação e Baracho subiu ao palco. Aí ficaram com medo que ele cantasse a goleada, e claro que ele cantou”, ri o cirandeiro.</p>
<p align="justify">Essa história indica a importância de Baracho para outros artistas e suas qualidades como improvisador, mas também aponta para a inteligência dele na forma de cativar o público. Isso fica mais evidente em outro causo. Conforme registra Deborah Callender, uma matéria do <i>Diario de Pernambuco</i>, publicada em 1975, conta uma história sobre Baracho, ocorrida em um festival de ciranda realizado em 1972. O evento, promovido pelo Sport Club do Recife e patrocinado pela Pitú, deveria decidir qual o maior cirandeiro do Recife. Baracho sobe ao palco e canta: Sou Baracho/ o cirandeiro afamado/ Arrespeitado desde o Norte até o Sul/ Eu digo a tu/ não mexa na minha sorte/ pois meu time é o Sport/ e minha cachaça era a Pitú”. Ele venceu, mesmo revelando uma informação no evento: seu time do coração era o Santa Cruz. Ou seja, ele agradou, com versos, ao público, ao realizador do evento e ao patrocinador, o que mostra seu tino comercial e também a força de sua arte, moldada para animar todos os envolvidos sem perder as qualidades poéticas que a caracterizam, como em um jogo ou brincadeira, acrescentando imaginação à realidade para vencer demandas.</p>
<p align="justify">Até o começo dos anos 1980, os engenhos eram locais importantes para a ciranda, mas a migração de moradores fez com que essa manifestação cultural passasse a ser fortemente associada às praias e a locais como o Pátio de São Pedro, no centro do Recife. Em meados da mesma década, os quase 20 anos de sucesso dos festivais de ciranda foram encerrados, sem que voltassem a ser realizados. Baracho viveu todo esse movimento, mas o amplo reconhecimento de suas qualidades de artista não se converteu em sucesso financeiro: ele faleceu em 5 de maio de 1988, empobrecido, após anos de saúde fragilizada, condição relacionada, entre outros fatores, ao consumo de álcool e cigarro. Consumou-se a previsão que ele mesmo fez no curta-metragem visto por Siba Veloso nos anos 1980, veiculado pela TV Viva e disponível no YouTube: “Agora fico bem satisfeito. Porque morro, [mas] meu nome fica na História. Como um rei sem coroa”.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123884" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify"><b>TRAJETÓRIA </b>– A vida de Antônio Baracho não é documentada, então o que se diz dele vem das lembranças de amigos e familiares, além dos poucos registros deixados. Existem, portanto, diversas imprecisões sobre sua trajetória. Sabe-se que nasceu em 10 de maio de 1907, era mestre de maracatu rural e de ciranda. “Ele começou a cantar ciranda com 8 anos de idade”, contou mestra Severina Baracho (1953-2025) – conhecida como Biu, filha do mestre –, em vídeo gravado para a Ocupação Lia de Itamaracá, no Paço do Frevo. “A ciranda veio da palha da cana”, afirma mestra Dulce Baracho, irmã mais velha de dona Biu, com quem formava a ciranda As Filhas de Baracho. Quando indagada sobre o que significa essa frase, ela responde brevemente que o pai tirava ciranda (ou seja, criava os versos) enquanto trabalhava no eito cortando cana, indicando que ele teria sido não apenas o criador dessa manifestação cultural, mas também “quem botou ciranda no comércio”, ou seja, seria o pioneiro na transformação da ciranda em meio de sustento.</p>
<p align="justify">Mas, em entrevista ao <i>Jornal do Commercio</i> em 1978, o próprio Baracho afirma que a ciranda chegou depois em sua vida. “Morava em Nazaré da Mata. Meu causo era o maracatu. O maracatu eu comecei com 10 anos de idade. Era mestre. A ciranda eu descobri porque quando eu saí de Nazaré da Mata, tá fazendo 21 anos, aqui não dava maracatu. Eu tinha que viver da minha veia [de] poeta e inventei a ciranda”. A matéria, cujos trechos são reproduzidos por Deborah Callender na dissertação citada, ainda informa que ele era analfabeto e que sustentava a família com o que ganhava de sua arte. Era um homem alto, negro, magro e de braços grandes “de varrer a rua”, diz Dulce Baracho.</p>
<p align="justify">“Meu pai foi muita coisa”, lembra a filha do mestre. “Trabalhou em roçado, casa de farinha, corte de cana, mestre de alambique e por aí vai”. No curta-metragem citado, o próprio Baracho afirma ter sido mestre de açúcar do Engenho Santa Fé, em Nazaré da Mata. João Limoeiro também diz que ele foi “mestre carreiro” no Santa Fé. “E depois de sair do Santa Fé, fomos morar em Goiana e depois em Abreu e Lima, onde ele ficou. Antes de Nazaré, ele morou em Carpina, que foi onde eu nasci. A falta de trabalho fez a gente se mudar. O engenho virou usina, o corte da cana acabou. Ele foi pra Goiana ver se tinha emprego, mas moramos pouco lá, e a gente foi pra Abreu [e Lima] e aí ficou. Ele trabalhava pavimentando pista”, continua mestra Dulce.</p>
<p align="justify">A família chegou na cidade nos anos 1950. “A gente veio morar aqui [em Abreu e Lima] quando ainda se chamava Maricota. Então, fomos morar no Alto da Bela Vista, na casa de um amigo do meu pai. Aí, todo final de semana, pai fazia uma ciranda. Isso pagava o aluguel, já se tirava daquele dinheiro que se apresentava”, lembra dona Biu, em vídeo gravado para as redes sociais da Prefeitura de Abreu e Lima. Dulce Baracho afirma que sua mãe, Josefa Maria da Conceição, não tirava ciranda: “achava bonito, mas não ia muito”. Dos filhos do casal – Duda, Maria, Dulce, Lia e Severina –, apenas ela e Biu deram continuidade ao legado do pai (“Lia também cantava, mas depois foi pro Rio e voltou evangélica, não quis mais”, diz).</p>
<p align="justify">No auge da popularidade da ciranda, o mestre gravou o álbum <i>Baracho e seus cirandeiros </i>(1976). Em seus últimos anos, ele comparecia às cirandas, mas quem cantava eram as filhas. “Quando Baracho adoeceu, ele fez o último pedido a meu pai”, lembra Pedro Salustiano. “Ele queria ser enterrado em Nazaré da Mata. A família não queria, mas meu pai conversou com as filhas e convenceu. Ele faleceu no que era o Hospital Central de Paulista. Foi velado na sede do Maracatu Piaba de Ouro, já na nossa sede da Cidade Tabajara”.</p>
<p align="justify">No depoimento para a Prefeitura de Abreu e Lima, dona Biu conta como as coisas se deram após o falecimento do pai: “A gente parou. Depois de um tempo, apareceu Beto [Hees, produtor], com Lia de Itamaracá, gravou [que tinha gravado] umas cirandas de Baracho. Pensavam que não tinha mais ninguém da família. [...] Ela veio procurar a gente para pagar os direitos [autorais], resolver [isso] porque ela tinha gravado. Aí Beto – o empresário de Lia de Itamaracá – convidou eu e minha irmã pra gente ficar acompanhando Lia [mesmo] tendo a ciranda da gente, As Filhas de Baracho, e fazendo <i>back</i><i>ing</i><i> vocal </i>pra Lia”. Acompanhando Lia, mas sem deixar de ter a própria ciranda, elas visitaram diversos lugares e chegaram a se apresentar em uma edição Rock in Rio.</p>
<p align="justify">Mestra Dulce continua a se apresentar mesmo após o falecimento de dona Biu, em dezembro de 2025. Ela diz que seus filhos não brincam ciranda. “Mas uma bisneta minha de 8 anos, Maria, tá dizendo que quer substituir a tia-bisavó”, completa a artista, pontuando a necessidade de mais visibilidade para a ciranda e os cirandeiros de Pernambuco. Ainda assim, a roda continua a andar, sem esquecer o caminho aberto pelo velho professor – ou, como diz a canção “Baracho”, do Coco de Toré Pandeiro do Mestre: “Baracho/ eu acho uma roda que anda/ uma corda de ciranda/ que parece nunca acabar”.</p>
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		<title>Ciranda marca etapa final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 17:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gira para um lado, gira para o outro, movendo-se como as ondas do mar: a ciranda marcou a reta final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas 2026, iniciativa de Educação Patrimonial do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e da Secretaria de Educação, que leva mestres e agremiações da cultura popular para unidades [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123179" aria-labelledby="figcaption_attachment_123179" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119267334_f58eb4606e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123179" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119267334_f58eb4606e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dulce Baracho, herdeira e mestra da ciranda</p></div>
<p align="justify">Gira para um lado, gira para o outro, movendo-se como as ondas do mar: a ciranda marcou a reta final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas 2026, iniciativa de Educação Patrimonial do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e da Secretaria de Educação, que leva mestres e agremiações da cultura popular para unidades educacionais em todas as regiões do Estado. Nesta sexta-feira (27), o grupo As Filhas de Baracho colocou alunos e professores para dançar ciranda em uma aula-espetáculo na Ilha de Itamaracá.</p>
<p align="justify"> A EREM Senador Paulo Guerra foi uma das unidades a receberem ícones da cultura popular na reta final deste ciclo do Brincantes nas Escolas. A aula foi a primeira apresentação das Filhas de Baracho após o falecimento de Dona Biu (1953-2025), que há mais de 20 anos se apresentava com a irmã, Dona Dulce, para divulgar a ciranda e preservar o legado do pai, Mestre Baracho (1907-1988), figura central na história dessa expressão cultural.</p>
<p align="justify"> “É importante termos essa iniciativa na escola porque Itamaracá é uma cidade cirandeira”, afirmou o professor João Machado, gestor da EREM Senador Paulo Guerra. “Ciranda é uma brincadeira de roda para todas as idades”, informou Dona Dulce aos alunos. “Mas isso vocês já devem saber, afinal Itamaracá é a terra de Lia”, completou, lembrando a mais conhecida cirandeira do país e Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p> Com músicas intercaladas por histórias, por explicações sobre a forma de dançar e sobre o papel dos instrumentos musicais, a aula-espetáculo contribuiu para o fortalecimento da cultura da ciranda entre os alunos. “Eu já conhecia a ciranda por conta de Lia, mas As Filhas de Baracho estou conhecendo hoje”, afirmou Lowgan Rodrigo, de 13 anos, aluno da EREM Senador Paulo Guerra. “É a nossa cultura, né? Acho importante conhecer melhor”, opinou Pedro Lucas, também de 13 anos e aluno da mesma unidade. Em fala aos estudantes, os músicos do grupo lembraram que a ciranda é uma manifestação cultural plural e solidária, pois nela se dá as mãos para quem está ao lado, independentemente de quem seja.</p>
<p align="justify">Focado no lado carnavalesco da cultura popular, este ciclo do Brincantes nas Escolas 2026 também fecha as iniciativas do Governo do Estado para o Carnaval, que abarcou ainda uma série de iniciativas, como o festival Pernambuco Meu País.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119326984_d99148dfe8_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123180" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119326984_d99148dfe8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify"><b>O projeto </b>– Fruto de parceria entre a Secretaria de Educação (Seduc-PE),  a Secretaria de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o ciclo carnavalesco do Brincantes nas Escolas contemplou 150 escolas do estado nos meses de fevereiro e março. Ao colocar estudantes em contato com mestres e grupos da cultura popular pernambucana, o projeto amplia o repertório dos estudantes a partir de vivências que conectam conhecimento, sensibilidade e pertencimento, reafirmando o papel da educação na preservação da memória cultural.</p>
<p align="justify"> “O Brincantes nas Escolas integra o Programa Estadual de Educação Patrimonial, uma instância de implantação e execução de políticas públicas culturais em todo o Estado. Ao levar mestres e agremiações da cultura popular em escolas da rede estadual, a gestão Raquel Lyra reforça seu compromisso com a educação patrimonial, a preservação das tradições e a formação de novas gerações que reconhecem e se orgulham da cultura pernambucana”, ressalta a presidente da Fundarpe, Renata Borba. A educação patrimonial é prevista pela Lei Estadual n. 18.628/2024 e foi consolidada pelo Programa Estadual de Educação Patrimonial, lançado em 2025.</p>
<div id="attachment_123183" aria-labelledby="figcaption_attachment_123183" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55115966540_68c1aeb079_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123183" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55115966540_68c1aeb079_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Clube de Boneco Seu Malaquias</p></div>
<div id="attachment_123182" aria-labelledby="figcaption_attachment_123182" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118199925_40b4739ea8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123182" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118199925_40b4739ea8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Boi Sorrizo</p></div>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118068224_df34a77b39_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123181" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118068224_df34a77b39_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
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		<item>
		<title>3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco celebra a tradição Mamulengos com programação multicultural</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; 3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco celebra a tradição Mamulengos com programação multicultural Festa reunirá mestres, artistas, pesquisadores e grupos do Brasil, Peru e Moçambique, entre os dias 27 de fevereiro e 1o de março de 2026 no Shopping Carpina Um dos mais importantes encontros dedicados ao teatro de bonecos popular no Brasil, o Festival [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco celebra a tradição Mamulengos com programação multicultural</p>
<p>Festa reunirá mestres, artistas, pesquisadores e grupos do Brasil, Peru e Moçambique, entre os dias 27 de fevereiro e 1o de março de 2026 no Shopping Carpina</p>
<p>Um dos mais importantes encontros dedicados ao teatro de bonecos popular no Brasil, o Festival Internacional Mamulengando Pernambuco – FIMP reunirá mestres, artistas, pesquisadores e grupos do Brasil, Peru e Moçambique, entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março de 2026 das 13h às 18h no Shopping Carpina, promovendo uma ampla programação cultural, pedagógica e artística voltada à valorização do Mamulengo e de outras expressões tradicionais da cultura popular.</p>
<p>Com atividades presenciais e ações formativas, o FIMP transforma Pernambuco em um grande palco de celebração do teatro de bonecos, conectando saberes ancestrais, práticas contemporâneas e intercâmbio internacional. Espetáculos, apresentações, encontros com mestres da cultura popular, debates e atividades educativas integram a programação oficial do evento. No dia 1º de março, as atividades serão online.</p>
<p>O FIMP é uma realização da Armorial Interações Culturais LTDA, que atua há mais de dez anos na promoção de atividades culturais, e conta com parcerias institucionais, culturais e educacionais, como o Shopping Carpina, as Prefeituras de Carpina e Glória do Goitá, o Comitê Estadual de Cultura, Sebrae e a Associação Brasileira de Teatro de Bonecos &#8211; ABTB, fortalecendo a presença do teatro de bonecos como expressão viva da identidade<br />
nordestina para o mundo. O Festival Mamulengando Pernambuco é fruto do incentivo da Lei Paulo Gustavo do Estado.</p>
<p>O Mamulengando Pernambuco conta com a parceria da Tárbol Teatro de Títeres, companhia peruana fundada em 1999, em Lima, pela atriz e titiriteira María Laura Vélez e pelo titiriteiro Martín Molina.A Tárbol desenvolve espetáculos que dialogam com narrativas tradicionais, identidades culturais e temas contemporâneos, aliando rigor estético, pesquisa de linguagem e compromisso social.</p>
<p>Essa parceria fortalece o intercâmbio cultural latino-americano, promovendo a troca de experiências entre artistas do Brasil e do Peru, além de contribuir para ações formativas, circulação de espetáculos e ampliação do diálogo entre o Mamulengo pernambucano e outras tradições do teatro de títeres no continente.</p>
<p>Em Moçambique, o FIMP conta com a participação dos produtores Makhalla Macamo e Kwanja Zawaris, que representam vertentes do teatro africano contemporâneo em diálogo com tradições populares, pedagogia cultural e intercâmbio internacional, aproximando-se de experiências latino-americanas como o teatro de bonecos popular, o teatro comunitário e as<br />
práticas de educação pela arte.</p>
<p>Essas trajetórias contribuem para o fortalecimento de pontes culturais entre África e América Latina, especialmente no campo das artes cênicas, da formação artística e da preservação dos saberes tradicionais em contextos contemporâneos.</p>
<p>O FIMP estabelece parceria com a UNIMA Peru, Centro Nacional no Peru da Union Internationale de la Marionnette (UNIMA), a mais antiga e uma das mais importantes<br />
organizações internacionais dedicadas ao teatro de títeres, com status consultivo junto à UNESCO e atuação em mais de 90 países.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong><br />
3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco<br />
27/02 A 01/03 no Shopping Carpina<br />
13 hrs às 18 hrs</p>
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		<item>
		<title>Segunda Sambada de Cavalo Marinho da Capital acontece no Cais do Sertão</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/segunda-sambada-de-cavalo-marinho-da-capital-acontece-no-dia-27-de-dezembro-no-cais-do-sertao/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 17:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dando continuidade à celebração da cultura popular pernambucana, o Cais do Sertão, no Recife, recebe no próximo sábado, 27 de dezembro, a 2ª Sambada de Cavalo Marinho da Capital, a partir das 20h. O encontro será conduzido pelo tradicional Cavalo Marinho Estrela de Ouro, do município de Condado (PE), reconhecido como Patrimônio Vivo do Estado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dando continuidade à celebração da cultura popular pernambucana, o Cais do Sertão, no Recife, recebe no próximo sábado, 27 de dezembro, a 2ª Sambada de Cavalo Marinho da Capital, a partir das 20h. O encontro será conduzido pelo tradicional Cavalo Marinho Estrela de Ouro, do município de Condado (PE), reconhecido como Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, sob a condução do Mestre Agnaldo. O projeto tem incentivo da Secretaria de Cultura de Pernambuco e do Governo Federal, através da Política Nacional Aldir Blanc.</p>
<p>A sambada é uma manifestação cultural genuína da Zona da Mata Norte de Pernambuco, reunindo música, poesia, teatro e dança em um ritual coletivo que atravessa a noite, do anoitecer ao amanhecer, respeitando o tempo próprio da brincadeira e suas expressões corporais, simbólicas e cotidianas.</p>
<p>Nesta segunda edição, o projeto presta homenagem ao Mestre Biu Alexandre, referência fundamental na preservação, transmissão e fortalecimento do cavalo marinho e da cultura popular pernambucana, reconhecendo sua trajetória e contribuição para a continuidade desse folguedo tradicional.</p>
<p>Além da sambada noturna, o projeto realiza a Oficina de Cavalo Marinho, conduzida pelo Cavalo Marinho Estrela de Ouro, no dia 26 de dezembro (sexta-feira), também no Cais do Sertão. A atividade é gratuita, aberta ao público e propõe uma vivência prática nas linguagens que compõem o cavalo marinho — música, dança, teatro e poesia.</p>
<p>A oficina será dividida em dois turnos:<br />
● Tarde, das 14h às 17h, contando com intérprete de Libras;</p>
<p>● Noite, das 18h às 21h.</p>
<p>No que se refere à acessibilidade, a produção do evento garante acessibilidade arquitetônica no espaço e ações específicas para acolhimento do público PcD. Durante a sambada, haverá profissional da produção dedicado ao atendimento de pessoas com deficiência, além de cadeiras reservadas, assegurando maior conforto e participação do público.</p>
<p>A 2ª Sambada de Cavalo Marinho da Capital reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, a valorização da cultura popular e o fortalecimento das tradições que integram a identidade cultural de Pernambuco.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong><br />
2ª Sambada de Cavalo Marinho da Capital<br />
Com o Cavalo Marinho Estrela de Ouro (Condado–PE)<br />
Data: Sábado, 27 de dezembro de 2025<br />
Horário: A partir das 20h<br />
Local: Cais do Sertão – Recife<br />
Evento gratuito<br />
Acessibilidade – Sambada:<br />
– Acessibilidade arquitetônica<br />
– Produção dedicada ao acolhimento de pessoas com deficiência (PcD)<br />
– Cadeiras reservadas para o público PcD</p>
<p>Oficina de Cavalo Marinho<br />
Música • Dança • Teatro • Poesia<br />
Com o Cavalo Marinho Estrela de Ouro (Condado–PE)<br />
Data: Sexta-feira, 26 de dezembro de 2025<br />
Local: Cais do Sertão – Recife<br />
Atividade gratuita | Público livre<br />
Horários:<br />
– Tarde: 14h às 17h (com intérprete de Libras)<br />
– Noite: 18h às 21h<br />
Acessibilidade – Oficina:<br />
– Intérprete de Libras apenas na oficina da tarde<br />
– Acessibilidade arquitetônica no espaço</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>4ª TEIA Estadual sedia Fórum Estadual de Pontos de Cultura e avança na construção coletiva das políticas de Cultura Viva em Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/4a-teia-estadual-sedia-forum-estadual-de-pontos-de-cultura-e-avanca-na-construcao-coletiva-das-politicas-de-cultura-viva-em-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2025 14:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Secult-PE]]></category>
		<category><![CDATA[teia]]></category>

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		<description><![CDATA[A sexta-feira (12) marcou um dia decisivo na programação da TEIA Estadual dos Pontos de Cultura, realizada em Gravatá pelo Governo do Estado, por meio Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC). Pela manhã, o encontro deu início ao Fórum Estadual de Pontos de Cultura, reunindo agentes culturais [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_122193" aria-labelledby="figcaption_attachment_122193" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/54979888868_0068335327_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-122193" alt="Fotos: Dani Pedrosa/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/54979888868_0068335327_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Dani Pedrosa/Secult-PE</p></div>
<p>A sexta-feira (12) marcou um dia decisivo na programação da TEIA Estadual dos Pontos de Cultura, realizada em Gravatá pelo Governo do Estado, por meio Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC). Pela manhã, o encontro deu início ao Fórum Estadual de Pontos de Cultura, reunindo agentes culturais de todo o estado para uma ampla agenda de diálogo, alinhamento e construção coletiva.</p>
<p>A primeira ação do Fórum foi a leitura, discussão e aprovação do Regimento Interno, consolidando bases comuns para o fortalecimento da articulação entre Pontos e Pontões de Cultura. O debate reafirmou os objetivos centrais do espaço, como promover a organização das redes estaduais e temáticas, ampliar ações transversais em rede e enfrentar os desafios da gestão compartilhada entre Estado e sociedade civil. Também foram reiterados o acompanhamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o fortalecimento da rede de Pontões e o avanço em marcos legais da Política de Cultura Viva, fundamentais para garantir a cultura como direito e ampliar o protagonismo da sociedade.</p>
<p>Ainda durante a manhã, foram abertas as inscrições para candidaturas à Comissão Estadual de Pontos de Cultura, além das inscrições para delegados(as) da TEIA Nacional e para representantes do Colegiado dos Pontos de Cultura, garantindo participação democrática nos espaços decisórios da política cultural.</p>
<p>No período da tarde, a construção colaborativa ganhou força com a formação dos Grupos de Trabalho (GTs), organizados em salas temáticas que reuniram uma ampla diversidade de frentes culturais: intercâmbios e residências artístico-culturais; cultura digital, comunicação e mídia livre; educação e formação cultural; culturas populares e tradicionais; cultura, diversidade e direitos humanos; economia criativa e solidária; culturas para a infância, adolescência e juventudes; cultura e saúde; cultura e meio ambiente, entre outras rodas estratégicas. Esses encontros deram suporte à elaboração de propostas para a TEIA Nacional e para o Plano Estadual Setorial da Cultura Viva, integrando também os eixos nacionais, entre eles “Cultura Viva pela Justiça Climática”; Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos; Governança da Política Nacional de Cultura Viva; Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística.</p>
<p>Para a gerente de Políticas Culturais da Secult-PE, Wanessa Santos, o Fórum reafirma o protagonismo dos Pontos de Cultura na construção das políticas públicas. “Foi um momento de discussão e diálogo na TEIA, com todos os ponteiros e ponteiras dos Pontos de Cultura do Cultura Viva, trazendo o protagonismo para estes agentes culturais, que discutem propostas prioritárias para a construção do Plano Estadual Setorial da Cultura Viva”, destacou.</p>
<div id="attachment_122194" aria-labelledby="figcaption_attachment_122194" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/54979762775_f8d6e04310_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-122194" alt="No período da tarde, a construção colaborativa ganhou força com a formação dos Grupos de Trabalho (GTs), organizados em salas temáticas que reuniram uma ampla diversidade de frentes culturais. " src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/54979762775_f8d6e04310_k-607x405.jpg" width="607" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">No período da tarde, a construção colaborativa ganhou força com a formação dos Grupos de Trabalho (GTs), organizados em salas temáticas que reuniram uma ampla diversidade de frentes culturais.</p></div>
<p>A programação do dia incluiu ainda o Encontro Estadual de Gestores da Cultura Viva, que avançou na criação da Rede Estadual de Gestores, e os Encontros Regionais da Rede Cultura Viva PE com os Pontões de Cultura, dedicados à formação das Redes Macrorregionais nas quatro regiões do estado: Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste, Zona da Mata e Sertão.</p>
<p>De acordo com o mestre da cultura popular Roberto Gercino, do Ponto de Cultura Boi Tira-Teima e Patrimônio Vivo de Pernambuco, o de Fórum representa um espaço essencial de construção coletiva. “Estamos aproveitando essa oportunidade de podermos, nesse espaço democrático de direito, debatermos políticas públicas, construirmos aquilo que é essencial e que nós precisamos. É o momento de construir projetos, levarmos para a Nacional e buscarmos aquilo de melhor para todos nós, agentes culturais de Pernambuco”, afirmou.</p>
<p>Encerrando a noite, o público prestigiou a apresentação de um dos Pontos de Cultura do estado, o Samba de Véio da Ilha do Massangano, do Sertão, além da programação audiovisual do Cine TEIA PE, reafirmando a diversidade e a força da cultura popular pernambucana.</p>
<p><strong>Sobre a TEIA –</strong> Reconhecida como um momento fundamental de articulação das redes culturais, a TEIA reúne fazedoras e fazedores de cultura de todas as regiões de Pernambuco, promovendo a troca de experiências, o fortalecimento das ações comunitárias e a reafirmação da potência transformadora da Cultura Viva. Hoje, centenas de Pontos de Cultura atuam em territórios urbanos, rurais, quilombolas, indígenas, periféricos e comunitários em Pernambuco. No Brasil, são mais de 4 mil iniciativas que desenvolvem ações de impacto social, educativo e cultural em seus contextos.</p>
<p>A TEIA Estadual integra o processo histórico de encontros que, desde 2006, impulsionam a atuação em rede dos Pontos de Cultura no País. Nacionalmente, já foram realizadas cinco edições: São Paulo (2006), Belo Horizonte (2007), Brasília (2008), Fortaleza (2010) e Natal (2014). Em todas elas, as TEIAS Estaduais cumpriram papel essencial na mobilização da sociedade civil e na construção de propostas estratégicas para o fortalecimento da Cultura Viva.</p>
<p>Nesta edição em Gravatá, a programação reúne mesas temáticas, painéis, rodas de conversa, oficinas, intercâmbios e momentos de celebração, além do Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, espaço deliberativo que orienta os rumos das políticas setoriais. Em 2025, temas como justiça climática, cultura de base comunitária, acessibilidade, formação cultural, economia criativa e solidária, direitos humanos, juventudes e sustentabilidade atravessam o encontro, reafirmando seu caráter plural, diverso e democrático.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Fundarpe realiza, no Dia da Consciência Negra, o evento Afro PE – Vozes Ancestrais</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/fundarpe-realiza-no-dia-da-consciencia-negra-o-evento-afro-pe-vozes-ancestrais/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 12:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Espaços culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira (20), terá a tradição e ancestralidade homenageada pelo Afro PE – Vozes Ancestrais, evento realizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), no Observatório Cultural Torre Malakoff, no Recife. Com entrada gratuita, a partir das 15h, serão promovidos debates, degustação de comida terreiro e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121312" aria-labelledby="figcaption_attachment_121312" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Bongar_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121312" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Bongar_Divulgação-607x401.jpeg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Programação encerra, às 18h, com um show especial do grupo Bongar, nascido na Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p></div>
<p dir="ltr">O Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira (20), terá a tradição e ancestralidade homenageada pelo Afro PE – Vozes Ancestrais, evento realizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), no Observatório Cultural Torre Malakoff, no Recife. Com entrada gratuita, a partir das 15h, serão promovidos debates, degustação de comida terreiro e apresentações culturais de grupos como Maracatu Nação Maracambuco e do Bongar, com Caetana, Uana e Gabriel Sá juntos no palco.</p>
<p dir="ltr">O Afro PE – Vozes Ancestrais reafirma o compromisso do Governo de Pernambuco em tornar os equipamentos culturais do Estado mais democráticos e inclusivos como parte das políticas públicas da atual gestão. A iniciativa tem o propósito de valorizar a arte afro-brasileira e destacar seu protagonismo na identidade da nação cultural pernambucana.</p>
<div id="attachment_121308" aria-labelledby="figcaption_attachment_121308" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Maracatu-Nação-Maracambuco_Divulgação.jpg"><img class="size-medium wp-image-121308" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Maracatu-Nação-Maracambuco_Divulgação-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Público será recepcionado pelo Maracatu Nação Maracambuco</p></div>
<p dir="ltr">“A Torre Malakoff abre as portas para receber o Afro PE – Vozes Ancestrais, programação 100% gratuita do Governo de Pernambuco em homenagem ao Dia da Consciência Negra. É um encontro com vozes potentes e representativas da nossa cultura. Vamos debater temas importantes, ouvir música de qualidade e celebrar a cultura popular. Convido todo mundo para fazer uma festa bonita e à altura das nossas vozes ancestrais”, ressalta Carla Pereira, diretora de Ações Culturais da Fundarpe.</p>
<div id="attachment_121310" aria-labelledby="figcaption_attachment_121310" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Uana_Foto-de-Felipe-Souto-Maior_SecultPEFundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-121310" alt="Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Uana_Foto-de-Felipe-Souto-Maior_SecultPEFundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Uana é uma das participações especiais do show do Bongar</p></div>
<p dir="ltr"><strong>PROGRAMAÇÃO -</strong> Às 15h, o público será recepcionado pelo Maracatu Nação Maracambuco (Maracatu de Baque Virado), representante deste bem cultural reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No mesmo horário, outra atração será o Polo de Cultura Alimentar, dando destaque à gastronomia dedicada à preparação de comidas de terreiro.</p>
<div id="attachment_121311" aria-labelledby="figcaption_attachment_121311" class="wp-caption img-width-487 alignnone" style="width: 487px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Caetana_Divulgação.jpg"><img class="size-medium wp-image-121311" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Caetana_Divulgação-487x486.jpg" width="487" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A cantora Caetana também subirá ao palco junto ao grupo Bongar</p></div>
<p dir="ltr">Em seguida, a partir das 16h, a Mesa de Debates reúne os artistas Jadion Helena, Gabriel Sá e Uana para promover uma conversa que apresente perspectivas sobre arte, memória e representatividade da cultura negra na nova cena cultural pernambucana.</p>
<div id="attachment_121309" aria-labelledby="figcaption_attachment_121309" class="wp-caption img-width-323 alignnone" style="width: 323px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Gabriel-Sá_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121309" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Gabriel-Sá_Divulgação-323x486.jpeg" width="323" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Quem também se apresenta com o Bongar é o artista Gabriel Sá</p></div>
<p dir="ltr">A programação encerra, às 18h, com um show especial do grupo Bongar, nascido na Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco. A apresentação terá a participação especial de nomes da nova cena da música pernambucana: Caetana, Uana e Gabriel Sá.</p>
<div id="attachment_107579" aria-labelledby="figcaption_attachment_107579" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Morgana Narjara/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/torremalakoffMorganaNarjara.jpg"><img class="size-medium wp-image-107579" alt="Morgana Narjara/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/torremalakoffMorganaNarjara-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">A Torre Malakoff, localizado no Bairro do Recife, é um equipamento cultural gerido pela Fundarpe</p></div>
<p dir="ltr"><strong>SERVIÇO:</strong><br />
Afro PE – Vozes Ancestrais<br />
Quinta (20), a partir das 15h<br />
Observatório Cultural Torre Malakoff (Praça do Arsenal, S/N, Bairro do Recife, Recife-PE)<br />
Gratuito<br />
Mais informações: (81) 3184-3180 | <a href="mailto:torre.malakoff@gmail.com" target="_blank">torre.malakoff@gmail.com</a></p>
<p dir="ltr"><strong>Programação do Afro PE – Vozes Ancestrais</strong></p>
<p><strong>15h -</strong> Apresentação do Maracatu Nação Maracambuco e Polo de Cultura Alimentar<br />
<strong>16h -</strong> Mesa de Debates com os convidados Jadion Helena, Gabriel Sá e Uana<br />
<strong>18h - </strong>Show do Bongar com participação de Caetana, Uana e Gabriel Sá</p>
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		<title>Mostra La Ursa das Artes celebra cultura negra em São Lourenço da Mata</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 13:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Música, cinema, dança, teatro e cultura popular se encontram na 2ª edição da Mostra La Ursa das Artes, que acontece nos dias 19, 21, 22 e 23 de novembro, em São Lourenço da Mata. Exaltando o Novembro Negro e criado para valorizar e fomentar as manifestações artísticas tradicionais e contemporâneas da cidade metropolitana, este ano, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121293" aria-labelledby="figcaption_attachment_121293" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-18-102450.png"><img class="size-medium wp-image-121293" alt="Foto: Urso Branco de Cangaçá/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-18-102450-607x451.png" width="607" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Urso Branco de Cangaçá/Divulgação</p></div>
<p dir="ltr">Música, cinema, dança, teatro e cultura popular se encontram na 2ª edição da Mostra La Ursa das Artes, que acontece nos dias 19, 21, 22 e 23 de novembro, em São Lourenço da Mata. Exaltando o Novembro Negro e criado para valorizar e fomentar as manifestações artísticas tradicionais e contemporâneas da cidade metropolitana, este ano, o projeto conta com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), e vai passar pelos bairros Tiúma e Parque Capibaribe, além da região central, com uma programação gratuita. O público vai poder assistir a sessões de filmes, apresentações musicais, além de participar de rodas de conversa sobre patrimônio, memória e identidade.</p>
<p dir="ltr">Após o sucesso da primeira edição, realizada em 2024, o evento retorna mantendo o compromisso de valorizar a cultura popular, desta vez, com atenção especial para a produção local e patrimônio cultural imaterial. Realizado pela Pareia Cultural Produções Criativas, o evento conta com intérpretes de Libras e celebra elementos culturais negros, que nascem nas ruas, nos bairros, nos terreiros e nas tradições que atravessam gerações em São Lourenço da Mata.</p>
<p dir="ltr">Para Thays Melo, idealizadora e produtora executiva do projeto, nascida e criada na cidade, a Mostra representa o ativismo pela valorização e visibilidade das manifestações culturais do território onde cresceu e aprendeu a amar a cultura popular. “São Lourenço da Mata é um município com grande potencial artístico que precisa de mais ações de fomento e difusão dos seus bens culturais. Temos uma juventude criativa que precisa ter mais oportunidades de acessar uma formação que contribua para o seu desenvolvimento e emancipação”, comenta Thays. A mostra representa o compromisso com a manutenção da memória e os saberes do povo preto, especialmente, que formam a identidade cultural na cidade, reconhecendo expressões vivas como ponto fundamental para a construção de uma sociedade mais diversa.</p>
<p dir="ltr">O nome do evento é inspirado na figura simbólica e popular da La Ursa, brincadeira tradicional que resiste e pulsa com força em São Lourenço da Mata. Por meio de uma programação diversa, a Mostra aproxima o público de grupos e artistas que reverberam o potencial criativo da cidade e do estado. Os espetáculos e apresentações artísticas são protagonizados por performances genuinamente pernambucanas que simbolizam a diversidade do território.</p>
<p dir="ltr">Este ano, a Mostra repete a parceria com o Quintal Capibaribe, que se une à programação por meio da realização do “Parque Criativo: Circuito de Oficinas e Inovações Culturais” nos dias 22 e 23. Haverá ainda uma feirinha criativa reunindo afroempreendedores locais.</p>
<p dir="ltr">Na Escola 10 de Agosto, localizada no Centro, haverá uma atividade formativa voltada para estudantes e professores da própria instituição com o tema “Patrimônio Cultural Imaterial: memória, identidade e resistência”. O encontro também vai contar com a participação de Vando do Urso (Urso Branco do Cangaçá) e Pai Noé (Maracatu Gavião de Ouro), representantes de manifestações reconhecidas como patrimônios culturais imateriais municipais e nacionais. A mediação será feita por George Messias, historiador e pesquisador.</p>
<p dir="ltr">Confira a programação <a href="https://docs.google.com/document/d/1gctjuDpL2-sHXA7B-ORgHhJyxsly-qLm56JxBy_bwn0/edit?tab=t.0">AQUI</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>CINEMA</strong></p>
<p dir="ltr">A edição deste ano contará com três sessões de cinema: Pau Brasil, Tarol e Ursinhas. Cada uma vai exibir até quatro curtas-metragens pernambucanos, além de apresentações artísticas de maracatu, roda de capoeira, orquestra, DJ, dança, teatro, entre outras. Thays Melo assina curadoria musical e da Sessão Pau Brasil.</p>
<p>O público mirim também tem programação especial dentro da Mostra. A programação de filmes infantis que compõem a Sessão Ursinhas é da artista multidisciplinar Iyadirê Zidanes, que atua com Cinema e Audiovisual, Música, Teatro e Poesia.</p>
<p dir="ltr">Os filmes serão exibidos no Sesc Ler São Lourenço, no bairro Tiúma, e na Sede do Quintal Capibaribe, no Parque Capibaribe. Entre os longas selecionados está “O Homem do Fraque Verde”, dirigido pelo cineasta Petrônio Lorena. O filme retrata o cortejo do &#8220;Homem da Meia-Noite&#8221;, que acontece no sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, desde 1932, sempre à meia-noite do sábado para o domingo de carnaval. Confira a programação audiovisual <a href="https://docs.google.com/document/d/1A_sosaog12tbOK0YJAZsOy9_QVcvNCiUjZF6rZrKeMM/edit?tab=t.0">AQUI</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>MOSTRA LA URSA</strong></p>
<p dir="ltr">Dias 19, 21, 22 e 23 de Novembro<br />
Locais: Parque Capibaribe, Tima e Centro &#8211; São Lourenço da Mata (PE)<br />
Instagram: <a href="https://www.instagram.com/mostralaursa/">@mostralaursa</a></p>
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		<title>Azougue Festival de Cultura Popular homenageou os 80 anos do Mestre Salustiano com programação especial na Casa da Rabeca</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 14:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O último sábado (15) marcou uma noite especial na Casa da Rabeca, em Olinda, com a realização da 12ª edição do Azougue Festival de Cultura Popular. Este ano, a celebração ganhou um significado ainda mais profundo, por marcar os 80 anos de nascimento do Mestre Salustiano, Patrimônio Vivo de Pernambuco, Doutor Honoris Causa pela Universidade [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121279" aria-labelledby="figcaption_attachment_121279" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.18.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121279" alt="Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.18-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE</p></div>
<p dir="ltr">O último sábado (15) marcou uma noite especial na Casa da Rabeca, em Olinda, com a realização da 12ª edição do Azougue Festival de Cultura Popular. Este ano, a celebração ganhou um significado ainda mais profundo, por marcar os 80 anos de nascimento do Mestre Salustiano, Patrimônio Vivo de Pernambuco, Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e um dos homenageados do Pernambuco Meu País 2025. O festival celebrou a trajetória do mestre que levou o som da rabeca e a força da cultura popular pernambucana para o Brasil e o mundo, e que hoje tem seu legado preservado e mantido por sua família.</p>
<p dir="ltr">Realizado com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), o Azougue reuniu artistas, grupos tradicionais e novos talentos em uma programação que reforçou a Casa da Rabeca como território vivo de memória, criação e continuidade cultural.</p>
<p dir="ltr">“Pisar nesse solo é especial, é solo de maracatu, de cultura popular, de ancestralidade. Quem chega aqui se arrepia, sente a força da cultura de Pernambuco. Então, celebrar Mestre Salustiano, esse Patrimônio Vivo que segue vivo em sua obra, é celebrar uma história que se perpetua. Aqui vemos crianças, jovens, adultos e idosos, todos tocados pelo maracatu. A cultura popular tem esse papel de reunir, conectar, juntar gente. Por isso, desejo um viva para Mestre Salu, seu legado, toda sua força e da sua família”, ressaltou a secretária Executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves.</p>
<div id="attachment_121281" aria-labelledby="figcaption_attachment_121281" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121281" alt="A secretária Executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves, a gerente de Política Cultural da Secult-PE, Wanessa Santos, e Maciel Salú, multiartista e filho do Mestre Salustiano durante a celebração na Casa da Rabeca." src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A secretária Executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves, a gerente de Política Cultural da Secult-PE, Wanessa Santos, e Maciel Salú, multiartista e filho do Mestre Salustiano, durante a celebração na Casa da Rabeca.</p></div>
<p dir="ltr">A programação começou no início da noite com um cortejo do Maracatu de Baque Solto Piaba de Ouro, abrindo os caminhos para uma sequência de apresentações. Geo Salú, dando continuidade ao legado familiar, encantou o público com sua musicalidade. Em seguida, a Quadrilha Raio de Sol, reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, trouxe ao palco a energia e a coreografia marcanftes do ciclo junino.</p>
<div id="attachment_121280" aria-labelledby="figcaption_attachment_121280" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121280" alt="O Azougue reuniu artistas, grupos tradicionais e novos talentos em uma programação que reforçou a Casa da Rabeca como território vivo de memória, criação e continuidade cultural." src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Azougue reuniu artistas, grupos tradicionais e novos talentos em uma programação que reforçou a Casa da Rabeca como território vivo de memória, criação e continuidade cultural.</p></div>
<p dir="ltr">O ponto alto da noite foi o show ‘Família Salustiano e a Rabeca Encantada’, que recentemente integrou a programação do Festival Pernambuco Meu País 2025. O grupo apresentou a diversidade musical de Mestre Salustiano, reforçando a potência simbólica e afetiva de sua obra.</p>
<p dir="ltr">“O Azougue é isso, uma grande homenagem ao Mestre Salustiano e toda sua luta. Para mim, é uma honra, para mim e para meus irmãos, podermos realizar essa homenagem tão merecida. Também é muito importante contarmos com o apoio e o incentivo da PNAB, do Governo do Estado de Pernambuco. Sabemos que a cultura popular precisa, cada vez mais, desse incentivo e desse cuidado, porque ela gera milhares de empregos, diretos e indiretos. Ela é fruto de uma luta diária, de quem tira do próprio sustento para manter viva essa tradição. Por isso, agradecemos a gestão pública por cada vez mais cuidar do nosso patrimônio cultural”, destacou Maciel Salú, multiartista da cultura popular e filho do homenageado.</p>
<p dir="ltr">O festival contou ainda com apresentações do Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, do DJ Rimas Inc, das projeções visuais de Toni Braga e o Som na Rural, que animou os intervalos durante toda a noite.</p>
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		<title>Azougue Festival celebra 80 anos do Mestre Salustiano em sua 12ª edição</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 13:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121162" aria-labelledby="figcaption_attachment_121162" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Foto-Toni-Braga.jpg"><img class="size-medium wp-image-121162" alt="Foto: divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Foto-Toni-Braga-607x442.jpg" width="607" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">12ª edição do Azougue Festival de Cultura Popular</p></div>
<p>O Azougue Festival de Cultura Popular chega à sua 12a edição celebrando um marco histórico: os 80 anos do Mestre Salustiano (1945 &#8211; 2008), referência maior da cultura popular pernambucana e símbolo do Cavalo Marinho, do Maracatu Rural e da Rabeca. De 12 a 16 de novembro, Olinda e Recife recebem uma programação diversa, gratuita e profundamente enraizada na tradição, com homenagens, oficinas, apresentações e exibições audiovisuais.</p>
<p>Com o tema “Salú 80”, o festival presta tributo ao legado do mestre que dedicou a vida à difusão da cultura popular nordestina, inspirando artistas e comunidades. A abertura, no dia 12 de novembro, data de nascimento de Mestre Salustiano, contará com uma vivência com escolas na Casa da Rabeca e uma sessão solene na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde será apresentado o Projeto de Lei de autoria do deputado estadual João Paulo, que institui o Dia Estadual da Cultura Popular. A homenagem contará ainda com a apresentação da Quadrilha Raio de Sol Mirim, e do banco do Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, formado pelos filhos e netos do Mestre Salustiano.</p>
<p>A programação segue no dia 13 (quinta-feira), com a realização de oficinas gratuitas na Casa da Rabeca. O público poderá participar do curso de Cavalo Marinho, ministrado por Moca Salu, Betânia Salu, Bia Salu e Dinda Salu; e de Rabeca, com o cantor e mestre rabequeiro, Maciel Salú. Não há necessidade de inscrição e as aulas serão realizadas das 18h às 22h.</p>
<p>Já na sexta-feira, dia 14, será realizada a Ação Griô em escolas da rede pública estadual situadas na cidade de Olinda. A Ação Griô leva mestras e mestres da tradição para dentro das escolas, promovendo o encontro entre saberes ancestrais e novas gerações. É um momento de troca viva, onde a cultura popular inspira, ensina e fortalece identidades. Nesta edição quem conduz a atividade serão a Mestra Moca Salu, o Mestre Maciel Salú e o Caboclo Gabriel Salu.</p>
<p><strong>O fim de semana será dedicado a dois grandes momentos de celebração:</strong></p>
<p><strong>FESTA – 15 DE NOVEMBRO | 19h | CASA DA RABECA (OLINDA)<br />
</strong><br />
O coração pulsante do Azougue acontece na Casa da Rabeca, espaço fundado pelo próprio Mestre Salustiano e mantido por sua família. A festa reúne apresentações de Maciel Salú, Família Salustiano e a Rabeca Encantada, Geo Salu, Maracatu Piaba de Ouro, Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, Quadrilha Raio de Sol, além das projeções de Toni Braga e a participação do Som na Rural. Uma noite de celebração, dança e memória viva da cultura popular pernambucana. Aberto ao público.</p>
<p><strong>CINE AZOUGUE – 16 DE NOVEMBRO | 14h às 16h | CINEMA SÃO LUIZ (RECIFE)</strong></p>
<p>Encerrando o festival, o Cine Azougue leva para as telas do Cinema São Luiz uma mostra audiovisual gratuita com curadoria de Mariana Bernardos, reunindo filmes e videoclipes que retratam o universo popular nordestino e a influência de Salu nas expressões artísticas contemporâneas. Serão exibidos:</p>
<p>- Como Vi Salu (Dir. Toni Braga)<br />
- Lia de Itamaracá &#8211; Mar de Fogo (Dir. Bárbara Ramona)<br />
- Vozes do Samba de Coco do Amaro Branco (Dir. Terno da Mata e Nilton Pereira)<br />
- Saramuná (Dir. Gabriela Moura)<br />
- Rei da Ciranda Pesada (Dir. Cíntia Lima)</p>
<p>O Azougue Festival de Cultura Popular reafirma o papel da cultura popular como força criativa e ancestral, reunindo gerações em torno da música, da dança e da oralidade. “O Azougue é um espaço de continuidade e de existência. Celebrar os 80 anos de Mestre Salustiano é reconhecer sua importância na formação cultural de Pernambuco e do Brasil”, afirma Maciel Salú, idealizador e diretor geral do festival.</p>
<p>A 12ª edição do Azougue é realizada com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), através do Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Cultura do Estado, PNAB, Ministério da Cultura e Governo Federal. O evento é realizado pela Grão &#8211; Comunicação e Cultura, Casa Azougue e Maciel Salú.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
12a Azougue Festival de Cultura Popular | Salú 80<br />
12 a 16 de novembro de 2025<br />
Casa da Rabeca (Olinda) e Cinema São Luiz (Recife)</p>
<p><strong>Programação gratuita</strong><br />
Instagram do Azougue: @projetoazougue<br />
Mais informações: Rute Pajeú 81 99933-7271<br />
Entrevista: Maciel Salú</p>
<p><strong>Programação completa:</strong></p>
<p><strong>DIA 12 (QUA)</strong><br />
Vivência com as escolas<br />
08h &#8211; Casa da Rabeca<br />
Homenagem na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco aos 80 anos do<br />
Mestre Salustiano<br />
Iniciativa do Deputado João Paulo<br />
14h &#8211; ALEPE | Auditório Ênio Guerra</p>
<p>- Projeto de Lei pelo Dia da Cultura Popular a ser estabelecida em 12/novembro, data de<br />
nascimento do Mestre Salustiano;<br />
- Apresentação do banco do Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda (filhos e netos do Mestre<br />
Salustiano);<br />
- Participação da Quadrilha Raio de Sol Mirim &#8211; Um São João Salustiano.</p>
<p><strong>DIA 13 (QUI)</strong><br />
Oficinas<br />
18h às 22h &#8211; Casa da Rabeca<br />
- Cavalo Marinho<br />
Facilitadores: Moca Salu, Betânia Salu, Bia Salu e Dinda Salu<br />
- Rabeca<br />
Facilitador: Maciel Salú</p>
<p><strong>DIA 14 (SEX)</strong><br />
Ação Griô<br />
Escolas da Rede Pública Estadual<br />
Com Mestra Moca Salu, Mestre Maciel Salú e o Caboclo Gabriel Salu</p>
<p><strong>DIA 15 (SÁB)</strong><br />
Festival<br />
19h &#8211; Casa da Rabeca<br />
Maciel Salú<br />
Família Salustiano e a Rabeca Encantada<br />
Geo Salu<br />
Maracatu Piaba de Ouro<br />
Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda<br />
Quadrilha Raio de Sol<br />
Som Na Rural<br />
Projeções de Toni Braga</p>
<p><strong>DIA 16 (DOM)</strong><br />
Cine Azougue<br />
14h &#8211; Cinema São Luiz<br />
Curadoria: Mariana Bernardos<br />
Como Vi Salu</p>
<p>Dir. Toni Braga<br />
Lia de Itamaracá &#8211; Mar de Fogo (videoclipe)<br />
Dir. Bárbara Ramona<br />
Vozes do Samba de Coco do Amaro Branco<br />
Dir. Terno da Mata e Nilton Pereira<br />
Saramuná<br />
Dir. Gabriela Moura<br />
Rei da Ciranda Pesada<br />
Dir. Cíntia Lima</p>
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