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	<title>Portal Cultura PE &#187; Gastronomia</title>
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		<title>Dia dos Povos indígenas: conheça os saberes e sabores do povo Pankará</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 10:20:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123573" aria-labelledby="figcaption_attachment_123573" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome.png"><img class="size-medium wp-image-123573" alt="Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-607x318.png" width="607" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé</p></div>
<p><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p>O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a população. É o caso dos povos indígenas, submetidos a um apagamento sistemático desde o século 16. Uma dessas lacunas relacionadas à cultura indígena na identidade pernambucana vem sendo trabalhada pelo Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará, de Carnaubeira da Penha, Sertão do São Francisco. O projeto incentivado pela Fundarpe através do Funcultura, que vem documentando e resgatando toda a cadeia cultural desse povo indígena, do plantio dos alimentos até a forma de consumi-los.</p>
<p>O projeto foi aprovado no edital Funcultura Geral 2023/2024, na categoria “Patrimônio Cultural” (hoje desmembrada em edital próprio) pela produtora Gato de Gengibre, da pesquisadora Monica Larangeira Jácome. Está em andamento desde 2025 e pode ser prorrogado até 2027. Depois de validado pelo Funcultura (em processos como o de prestação de contas), ele será avaliado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. As chances de isso acontecer são consistentes, pois a Fundação do Patrimônio Histórico Artístico de Pernambuco (Fundarpe) emitiu parecer preliminar (antes da realização da pesquisa) atestando a importância de se registrar essa cultura alimentar e reconhecê-la como Patrimônio.</p>
<p>“O inventário não abrange apenas as receitas do povo Pankará. A realização dele foi dividida em cinco etapas: a forma de produzir alimentos; as receitas e registro sobre a memória gustativa das pessoas em relação às receitas; o artesanato voltado para a alimentação, com utensílios de barro, de fibra de catolé, palha de coqueiro etc.; os lugares da comida, como casa de farinha, engenho de rapadura, horta e outros; e as celebrações em torno da comida”, resume Monica Jácome. Por demanda do Funcultura, serão produzidos ainda produtos culturais relacionados a esse trabalho, como um documentário curta-metragem e o cadastro dos mestres e mestras relacionados à cultura alimentar Pankará.</p>
<p>Práticas alimentares são parte da cultura humana por envolverem memórias e discursos relacionados à convivência entre as pessoas e aos usos e saberes relacionados à natureza – abrangem, por exemplo, o que pode ou não ser consumido, como se consome um alimento, o que plantar ou criar e como se faz isso em uma determinada localidade. São conhecimentos transmitidos por gerações e que podem sofrer adaptações ao longo do tempo graças a processos históricos; um exemplo são os usos da mandioca, planta nativa da América do Sul largamente usada por povos indígenas e depois pelas demais populações que chegaram ao continente por conta da colonização.</p>
<div id="attachment_123574" aria-labelledby="figcaption_attachment_123574" class="wp-caption img-width-467 alignnone" style="width: 467px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123574" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação-467x486.jpeg" width="467" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisador Monica Jácome</p></div>
<p>O reconhecimento da importância do sistema alimentar e culinário Pankará contribui para proteger a diversidade cultural de Pernambuco. “A memória social é seletiva. Na área de gastronomia, quando se pensa em patrimônio alimentar o que se fala são as comidas da casa-grande: bolo de rolo, bolo souza leão e outros. A história de Pernambuco é fruto de uma memória fragmentada. Como é possível falar de bens culturais, de referências históricas, se eles se limitam apenas ao grupo social dominante? O resgate que o inventário faz beneficia todo o Estado porque enriquece a história humana que ocorre aqui”, pontua a pesquisadora.</p>
<p>O Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará é coletivo e envolve a comunidade. Entre os integrantes indígenas estão cinco bolsistas e uma produtora, afora toda a participação da comunidade na finalização de cada etapa. “Houve também uma oficina para que fosse elaborado um protocolo de consulta e consentimento, com normas para regrar as relações do povo Pankará com os não indígenas envolvidos no projeto e com o Estado. Ao final de cada fase, há uma prestação de contas para que se discuta e decida os próximos passos”, afirma a pesquisadora. Os bolsistas farão uma oficina de audiovisual para criar o roteiro do curta-metragem que será entregue com a pesquisa.</p>
<p>“O projeto do inventário veio pra nos fortalecer ainda mais dentro das nossas tradições. E o que não pode faltar, que os nossos antepassados sempre recomendam, os nossos mais velhos, é o respeito, a valorização, a tradição do nosso povo. Para nós, não é simplesmente um inventário alimentar e culinário; é um inventário de saber, de tradição, de cultura, de resistência, mesmo”, afirma a cacica Dorinha, liderança do povo Pankará. Segundo a cacica Dorinha, o projeto trabalha diversos elementos da cultura Pankará, “como cultivar o alimento, como retirar o alimento e como preparar. Esses modos são praticados pelos nossos antepassados, e são levados para nossos jovens, nossas crianças, para que eles possam dar continuidade a esses saberes tradicionais. Também trabalhamos como manejar a terra, também, nós manipulamos ela através dos saberes dos nossos mais velhos, e isso nos fortalece”.</p>
<div id="attachment_123575" aria-labelledby="figcaption_attachment_123575" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123575" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Vanja, do povo Pakará, prepara farofa de catolé</p></div>
<p><strong>HERANÇAS GASTRONÔMICAS E CULTURAIS</strong> – O complexo sistema dos alimentos na cultura Pankará abrange uma série de saberes que alcançam, inclusive, os não indígenas. Monica Jácome lembra que o coco catolé, por exemplo, é usado por não indígenas de diversas formas, entre elas como petisco para se tomar com cerveja. “Os indígenas fazem um rosário, em que os coquinhos são unidos por um fio e vendidos para serem consumidos”, cita. A lista de elementos envolvidos no cadeia gastronômica Pankará é grande. Eis alguns exemplos:</p>
<p>Catolé, mandioca, milho, feijão andu, fava, feijão de arranca, inhame, mucunã, batata-doce, jerimum; acerola, banana, abacate, jaca, manga, goiaba, cana-de-açúcar, mel de abelha, café, mamão, caju, murici, pinha, maracujá, favela, gergelim, batata de macambira, imbu, jaca, colorau; as carnes de caça como preá, mocó, punaré, tatu, peba, veado, gato do mato, cambamba, tamanduá, juriti, codorniz, jacu, teiú, camaleão; as carnes de criação como galinha, porco, vaca, cabra; pão de catolé, catolé cozido, bró de catolé, farofa de catolé, massa, goma e farinha de mandioca, beiju na pedra, bolo de macaxeira, licores, doces e geleias de frutas, imbuzada, doce de cafofa de imbu, doce de facheiro, doce de coroa de frade, xeléu cozido, café morto no pau, queijo de coalho, rapadura, mel de cana, fubá e farinha de milho, milho assado e cozido, bolo de milho, feijão cozinhado, baião de dois, munguzá de feijão, angu da agonia (angu de feijão), café de feijão andu, Rubacão de fava, mingau de mucunã, farofa de murici, fubá da castanha de caju, fubá doce de favela, fubá de gergelim, lambedores, chás de ervas, xaropes e garrafadas; engenhos de farinha, engenho de cana-de-açúcar, fogões à lenha, moendas de milho, pilões de madeira; artesanato culinário barro (o caco, a cuscuzeira|), madeira e fibras naturais (os abanadores do fago, as cestas); a dança do toré nas celebrações da Semana dos Povos Indígenas; a Feira de Cultura Pankará, todo mês de maio; os festejos em comemoração a São Gonçalo; a Novena de Nossa Senhora nas aldeias Jardim e Ladeira.</p>
<p>Em Pernambuco, as manifestações de influência indígena vão além da gastronomia. Entre as manifestações culturais que tem direta herança dos povos originários temos o caboclinho, maracatu rural, coco, ciranda, além do artesanato com os usos da macaxeira, do barro e de fibras vegetais, por exemplo. É uma matriz existencial fundamental para o povo pernambucano, cuja cultura vem sendo reconhecida pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, que dispõe dos títulos de Patrimônio Vivo e da abertura de linhas de fomento que sejam abrangentes a ponto de abarcar projetos. No primeiro caso, já foram reconhecidas agremiações como os caboclinhos Sete Flexas (Recife), União Sete Flexas (Goiana), os dois Canindé (Recife e Goiana), Caheté (Goiana) e Tribo Indígena Carijó (Goiana). Também as Cantadeiras do Povo Indígena Pankararu detêm o título. O título abrange pessoas (mestres) e grupos, e o concurso para eleger os novos Patrimônios Vivos do Estado segue aberto até o dia 30 de abril.</p>
<p>No segundo caso, os editais do Funcultura abarcam diversas linguagens artísticas em iniciativas diversas (apresentação, pesquisa, oficina, produção de conteúdos, entre outros). Dos editais abertos, o Funcultura Música é destinado a toda cadeia sonora (produção, pesquisa e afins), e segue aberto até 30 de abril. Já o Funcultura Geral abrange manifestações de dança, literatura, artes visuais, teatro, circo e outras linguagens. O Funcultura Patrimônio Cultural, por sua vez, possui linhas específicas para pesquisas, produção de conteúdo e ações de salvaguarda em gastronomia em outras manifestações culturais. As inscrições para os Funculturas Geral e Patrimônio Cultural seguem abertas até o dia 13 de maio.</p>
<div id="attachment_123576" aria-labelledby="figcaption_attachment_123576" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife.jpg"><img class="size-medium wp-image-123576" alt="Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caboclinho Sete Flechas do Recife, Patrimônio Vivo</p></div>
<p><strong>O POVO PANKARÁ</strong> – Segundo dados estatísticos do site Terras Indígenas do Brasil (terrasindigenas.org.br), a Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá, demarcada em 2025 e localizada no município de Carnaubeira da Penha (Sertão do São Francisco), tem população de quase 3 mil pessoas. São 52 aldeias em cerca de 15 mil hectares. A agricultura de subsistência é a base da economia alimentar desse povo, em especial os cultivos de milho, macaxeira e feijão. As origens remontam ao povo Atikum e a remanescentes quilombolas na região, e o nome “Pankará” só passa a ser usado como autodenominação no começo dos anos 2000. “O nome ‘Pankará’ veio do costume de usarmos pakaiá, que é o fumo, e também de urá, que vem do mangará da bananeira. A gente era conhecido como ‘os índios da Serra do Arapuá’, os ‘caboclos da Serra do Arapuá’. Em 2003, fomos reconhecidos como povo Pankará. O nome veio através dos saberes das Forças Encantadas, que me apresentaram esse nome de ‘Pankará’”, explica a cacica Dorinha.</p>
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		<title>Das águas do Janga à mesa da Semana Santa: a história de Elza, pescadora que alimenta tradições</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 11:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Andréa Almeida Na Semana Santa, o peixe ganha protagonismo nas mesas de milhares de famílias pernambucanas. Mas, antes de chegar ao prato, seja no leite de coco, frito ou em moquecas cheias de memória, há histórias que começam ainda de madrugada, no encontro entre o mar e a vida de quem dele tira sustento. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123442" aria-labelledby="figcaption_attachment_123442" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Alyne Pinheiro/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24-2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123442" alt="Foto: Alyne Pinheiro/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24-2-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Elza Anunciada da Silva</p></div>
<p><strong><em>Por Andréa Almeida</em></strong></p>
<p>Na Semana Santa, o peixe ganha protagonismo nas mesas de milhares de famílias pernambucanas. Mas, antes de chegar ao prato, seja no leite de coco, frito ou em moquecas cheias de memória, há histórias que começam ainda de madrugada, no encontro entre o mar e a vida de quem dele tira sustento.</p>
<p>É nesse cenário que vive Elza Anunciada da Silva, pescadora de 60 anos, moradora do Janga, em Paulista, e integrante da Colônia Z2. Mãe de três filhos, casada há 36 anos, Elza carrega no corpo e na fala a experiência de uma vida moldada pelas águas e pela transmissão de saberes.</p>
<p>Filha de uma grande família com 14 irmãos ao todo, sendo sete homens e sete mulheres, foi dentro de casa que a pesca deixou de ser apenas paisagem para se tornar destino. A raiz desse caminho vem da figura do pai. “Eu sou filha de João Hilário, um pescador que pescou a vida toda. Um grande homem, de honra e de garra”, lembra. Foi com ele que viveu uma das primeiras memórias no mar: “Ele lançou a tarrafa e pegou muita tainha de uma vez só. Eu achava muito bonito. Aí peguei o gosto, até hoje&#8221;. Com o tempo, a trajetória também passou a ser compartilhada com o marido, que aprendeu o ofício ao seu lado.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24-5.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123443" alt="Foto: Alyne Pinheiro/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24-5-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Da Rua Caxambu, no Loteamento Conceição, em Paulista-PE, onde mora e também comercializa o pescado, Elza mantém uma relação direta com a comunidade. Quem passa por lá encontra não só peixe fresco, mas o resultado de um trabalho que exige técnica, resistência e profundo conhecimento do mar.</p>
<p>“Às vezes o povo vai lá em casa comprar, às vezes encomenda… eu mesma levo. É muito bom ver as pessoas comprando o peixe que eu peguei”, diz, com orgulho.</p>
<p>Entre os peixes que chegam à sua rede estão tainha, carapeba, bagre, arraia, cambuba e coró. Espécies que, mais do que alimento, carregam possibilidades culinárias que atravessam gerações. Na Semana Santa, elas se transformam em pratos que fazem parte da identidade pernambucana.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123444" alt="Foto: Alyne Pinheiro/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>“O melhor é o bagre pra fazer no leite de coco, porque ele é bem gordinho, carnudo”, explica Elza, com a propriedade de quem conhece cada detalhe do que pesca. “Fica muito delicioso”, completa. O camurim, também conhecido como robalo, a salema e a carapeba aparecem entre as escolhas, dependendo do dia, da maré e da sorte.</p>
<p>Mais do que listar peixes, Elza descreve um saber tradicional, construído na prática e transmitido no cotidiano. Saber o lugar certo, a época, o tipo de peixe e como ele melhor se transforma na panela é parte de uma tradição que sustenta não só famílias, mas também a cultura alimentar do Estado.</p>
<p>Esse conhecimento também passa pela leitura do próprio mar. “Quando a gente olha e não vê nenhum peixe se mexendo, já sabe que tá fraco. Tem dia que a água tá escura, quente, aí o peixe some”, explica.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24-3.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123445" alt="Foto: Alyne Pinheiro/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-21.40.24-3-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Em períodos como a Semana Santa, quando o consumo de pescado aumenta, histórias como a de Elza ajudam a lembrar que o alimento que chega à mesa tem origem, tem rosto e tem trajetória. É fruto do trabalho de mulheres e homens que, como ela, enfrentam o mar para manter vivas tradições que atravessam o tempo. Nem sempre, porém, o retorno é certo. “Tem dia que pega só um ou dois peixes, ou só sargaço”, conta. Ainda assim, ela segue.</p>
<p>Entre a dureza da rotina e a beleza do ofício, é no mar que Elza encontra sentido. “É uma sensação muito boa. Eu me sinto feliz”, resume. Se tivesse que definir a pesca em uma palavra, ela não hesita: “É felicidade. É amor!”.</p>
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		<title>‘NaPerifa’: Secult-PE realiza consulta pública para mapear produção cultural nas comunidades até sexta-feira (21)</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/naperifa-secult-pe-realiza-consulta-publica-para-mapear-producao-cultural-nas-comunidades-ate-sexta-feira-21/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 17:44:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Produção cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[“O que e quem move a arte e cultura na tua comunidade?”. É com esse mote que o  Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), está realizando uma consulta pública para mapear a produção cultural das periferias da Região Metropolitana do Recife. A ação integra a primeira etapa do NaPerifa: [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_6730.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-121299" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/IMG_6730-607x341.png" width="607" height="341" /></a></p>
<p dir="ltr"><strong>“O que e quem move a arte e cultura na tua comunidade?”</strong>. É com esse mote que o  Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), está realizando uma consulta pública para mapear a produção cultural das periferias da Região Metropolitana do Recife. A ação integra a primeira etapa do<em> NaPerifa: Circuito Gastronômico e Criativo</em>, projeto que visa promover experiências gastronômicas e criativas, valorizando a produção local e estimulando o intercâmbio entre diferentes públicos. As contribuições podem ser enviadas até a próxima sexta-feira (21), por meio de formulário on-line disponível no <a href="https://qualtricsxm7x898lkqw.qualtrics.com/jfe/form/SV_eQCp2arDWqdyMGa">link</a>.</p>
<p dir="ltr">Lançado em maio deste ano, o projeto busca reconhecer e fortalecer o potencial criativo das periferias do Grande Recife – que representam cerca de 26,9% da população da região, com mais de 1 milhão de moradores, vivendo em cerca de 728 comunidades, de acordo com dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Reconhecendo isso, o ‘NaPerifa’ chega como uma política de formação, incentivo e desenvolvimento baseada na escuta atenta e na construção coletiva desde a sua fase inicial, com as contribuições públicas sobre o que pulsa de cultura nesses territórios.</p>
<p dir="ltr">“O projeto fortalece um dos pilares da gestão da governadora Raquel Lyra, que é o de incentivar a geração de renda e o empreendedorismo por meio da economia criativa em territórios que são potências na criação, impulsionamento e salvaguarda da nossa cultura”, destaca a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula.</p>
<p dir="ltr">Nesta primeira fase, o preenchimento do formulário contribuirá para identificar estabelecimentos, organizações, coletivos, centros culturais e agentes que movimentam a cena artístico-cultural em áreas como Gastronomia, Artes Visuais, Música, Design e Moda nas diferentes comunidades.</p>
<p dir="ltr">Para dúvidas e/ou mais informações sobre as contribuições, dois canais estão disponíveis: o e-mail <a href="mailto:naperifa@secult.pe.gov.br">naperifa@secult.pe.gov.br</a> e o Instagram oficial do projeto, o <a href="http://instagram.com/naperifa">@naperifa</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>NaPerifa </strong></p>
<p dir="ltr">Promovido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-PE), o NaPerifa: Circuito Gastronômico e Criativo é um movimento que valoriza a riqueza cultural e a criatividade das periferias, reunindo experiências em gastronomia, design, moda, artes visuais e música. A iniciativa visa destacar a produção local e promover o intercâmbio entre diferentes públicos. Por meio de ações formativas e culturais, o projeto busca fortalecer e legitimar as expressões já existentes nesses territórios, ampliando o acesso da população à sua própria endocultura por meio de espaços e agentes culturais.</p>
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		<title>Secult-PE anuncia resultado final do 2º Prêmio dos Saberes e Fazeres da Gastronomia Pernambucana</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/secult-pe-anuncia-resultado-final-do-2o-premio-dos-saberes-e-fazeres-da-gastronomia-pernambucana/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 15:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), anuncia, nesta quinta-feira (6), o resultado final do 2° Prêmio dos Saberes e Fazeres da Gastronomia Pernambucana &#8211; Edição Dona Menininha do Alfenim. A lista completa pode ser conferida no Mapa Cultural de Pernambuco. &#62;&#62; Confira o resultado aqui O edital disponibiliza o valor [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Banner_SABERES-E-FAZERES_2025.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-121107" alt="Banner_SABERES-E-FAZERES_2025" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Banner_SABERES-E-FAZERES_2025-607x202.png" width="607" height="202" /></a></p>
<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), anuncia, nesta quinta-feira (6), o resultado final do 2° Prêmio dos Saberes e Fazeres da Gastronomia Pernambucana &#8211; Edição Dona Menininha do Alfenim. A lista completa pode ser conferida no <a href="https://www.mapacultural.pe.gov.br/oportunidade/2663/#info">Mapa Cultural de Pernambuco</a>.</p>
<p><strong>&gt;&gt; Confira o resultado</strong> <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/gastronomia-resultado-final.pdf">aqui</a></p>
<p>O edital disponibiliza o valor total de R$ 96 mil e premia dez propostas distribuídas em duas categorias. A primeira categoria reconhece trajetórias artístico-culturais de agentes da Gastronomia e da Cultura Alimentar premiando seis propostas de agentes individuais com o valor de R$ 6 mil e duas propostas de agentes coletivos com o valor de R$ 15 mil. A segunda reconhece iniciativas/práticas coletivas exitosas premiando duas propostas de agentes coletivos com o valor de R$ 15 mil.</p>
<p>A importância deste edital de prêmio pode ser observada na organização atuante que a Gastronomia e a Cultura Alimentar apresentam em Pernambuco, por meio de sua atuação nos Conselhos de Cultura do Estado e nas propostas e moções construídas na Conferência Nacional de Cultura. É possível observar como a gastronomia e a cultura alimentar se conectam com a estrutura formativa e identitária de suas comunidades e de seus territórios, contribuindo para unir e criar laços entre pessoas que habitam espaços comuns e que se perpetuam ao longo do tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Confira o resultado do julgamento dos recursos e pós recursos do 2°Prêmio Euclides da Fonseca de Ópera</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 14:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), anuncia, nesta quarta-feira (22/10), o Resultado dos Recursos e o Resultado Pós Análise dos Recursos do 2º Prêmio Euclides da Fonseca de Ópera 2025. O resultado completo pode ser conferido no Mapa Cultural de Pernambuco. 22.10.2025 &#8211; RESULTADO DOS RECURSOS [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), anuncia, nesta quarta-feira (22/10), o Resultado dos Recursos e o Resultado Pós Análise dos Recursos do 2º Prêmio Euclides da Fonseca de Ópera 2025. O resultado completo pode ser conferido no <a href="https://www.mapacultural.pe.gov.br/oportunidade/2671/#info">Mapa Cultural de Pernambuco</a>.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/22.10.2025-RESULTADO-DOS-RECURSOS1.pdf">22.10.2025 &#8211; RESULTADO DOS RECURSOS</a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/22.10.2025-RESULTADO-PÓS-ANÁLISE-DOS-RECURSOS1.pdf">22.10.2025 &#8211; RESULTADO PÓS ANÁLISE DOS RECURSOS</a></p>
<p>A ação, que homenageia em seu nome um dos pioneiros na criação de óperas em Pernambuco, pretende contribuir ativamente com a formação e o desenvolvimento do setor e incentivar a criação e a realização de mais montagens operísticas locais, contribuindo para o crescimento e a difusão do gênero no Estado. Nesta edição, o chamamento público buscou contemplar os agentes culturais selecionados com prêmios nos valores de R$8 mil a R$15 mil.</p>
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		<title>Confira o resultado do julgamento dos recursos e pós recursos do 2º Prêmio dos Saberes e Fazeres da Gastronomia Pernambucana</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/confira-o-resultado-do-julgamento-dos-recursos-e-pos-recursos-do-2o-premio-dos-saberes-e-fazeres-da-gastronomia-pernambucana/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 13:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, anunciou, nesta quarta-feira (22/10), o Resultado do Julgamento dos Recursos da Análise de Mérito e o Resultado Pós Julgamento dos Recursos do Edital do 2º Prêmio dos Saberes e Fazeres da Gastronomia Pernambucana – Edição Dona Menininha do Alfenim – 2025. Confira: Resultado do Julgamento [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, anunciou, nesta quarta-feira (22/10), o Resultado do Julgamento dos Recursos da Análise de Mérito e o Resultado Pós Julgamento dos Recursos do Edital do 2º Prêmio dos Saberes e Fazeres da Gastronomia Pernambucana – Edição Dona Menininha do Alfenim – 2025.</p>
<p><strong>Confira:</strong></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/gastronomia-resultado-do-julgamento-dos-recursos-merito.pdf">Resultado do Julgamento dos Recursos do Mérito</a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/gastronomia-resultado-pos-recursos-merito.pdf">Resultado Pós Recursos do Mérito</a></p>
<p>O edital disponibilizará o valor total de R$ 96 mil e premiará dez propostas distribuídas em duas categorias. A primeira categoria reconhece trajetórias artístico-culturais de agentes da Gastronomia e da Cultura Alimentar premiando seis propostas de agentes individuais com o valor de R$ 6 mil e duas propostas de agentes coletivos com o valor de R$ 15 mil. A segunda reconhece iniciativas/práticas coletivas exitosas premiando duas propostas de agentes coletivos com o valor de R$ 15 mil.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>2º Prêmio Saberes e Fazeres da Gastronomia Pernambucana tem resultado do julgamento de recursos divulgado</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/2o-premio-saberes-e-fazeres-da-gastronomia-pernambucana-tem-resultado-do-julgamento-de-recursos-divulgado/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 17:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, anunciou, nesta terça-feira (9), o resultado do julgamento de recursos do 2º Prêmio do Saberes e Fazeres da Gastronomia. O resultado completo pode ser conferido aqui, no Mapa Cultura de Pernambuco. O edital disponibilizará o valor total de R$ 96 mil e premiará dez [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Card_SABERES-E-FAZERES_Inscricoes-1.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-120190" alt="Card_SABERES-E-FAZERES_Inscricoes (1)" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Card_SABERES-E-FAZERES_Inscricoes-1-364x486.png" width="364" height="486" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, anunciou, nesta terça-feira (9), o resultado do julgamento de recursos do 2º Prêmio do Saberes e Fazeres da Gastronomia. O resultado completo pode ser conferido <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/gastronomia-resultado-preliminar-da-analise-documental.pdf">aqui</a>, no Mapa Cultura de Pernambuco.</p>
<p>O edital disponibilizará o valor total de R$ 96 mil e premiará dez propostas distribuídas em duas categorias. A primeira categoria reconhece trajetórias artístico-culturais de agentes da Gastronomia e da Cultura Alimentar premiando seis propostas de agentes individuais com o valor de R$ 6 mil e duas propostas de agentes coletivos com o valor de R$ 15 mil. A segunda reconhece iniciativas/práticas coletivas exitosas premiando duas propostas de agentes coletivos com o valor de R$ 15 mil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/2o-premio-saberes-e-fazeres-da-gastronomia-pernambucana-tem-resultado-do-julgamento-de-recursos-divulgado/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Do caderno de receitas à tradição, o bolo de noiva foi o protagonista no País da Cultura Alimentar nesta sexta (5)</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/do-caderno-de-receitas-a-tradicao-o-bolo-de-noiva-foi-o-protagonista-no-pais-da-cultura-alimentar-nesta-sexta-5/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 20:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto: Valentine Herold Uma receita de bolo é bem clara nos ingredientes e na proporção de cada elemento. Duas xícaras de farinha, 200g de manteiga, 3 ovos e por aí vai. Mas se dentro da batedeira e do forno não pode faltar precisão matemática para que a química gastronômica aconteça da forma correta, já não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_120104" aria-labelledby="figcaption_attachment_120104" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/cris-barros.jpeg"><img class="size-medium wp-image-120104" alt="A confeiteira Cristianne Barros ministrou oficina no PEMP Caruaru" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/cris-barros-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A confeiteira Cristianne Barros ministrou oficina no PEMP Caruaru</p></div>
<p dir="ltr"><em>Texto: Valentine Herold</em></p>
<p dir="ltr">Uma receita de bolo é bem clara nos ingredientes e na proporção de cada elemento. Duas xícaras de farinha, 200g de manteiga, 3 ovos e por aí vai. Mas se dentro da batedeira e do forno não pode faltar precisão matemática para que a química gastronômica aconteça da forma correta, já não se pode dizer o mesmo com os sentimentos envolvidos em uma receita de família. Quanto de amor, de cuidado, querer bem e de memória afetiva cabem em um bolo feito para os seus? Não há como mensurar em gramas, colheres ou xícaras. Cozinhar é um ato de carinho, uma linguagem de amor universal e que é passada de geração em geração. É assim que Cristianne Barros, confeiteira e professora do curso de Gastronomia do Senac, transmite seus saberes.</p>
<p dir="ltr">A preservação da memória familiar através dos cadernos de receitas foi o foco na ação do País da Cultura Alimentar da tarde desta sexta-feira no Festival Pernambuco Meu País em Caruaru. A atividade aconteceu na Feira de Caruaru, importante polo gastronômico e cultural da cidade, unindo tradição e salvaguarda. Enquanto preparava um bolo de noiva, Cristianne deu uma aula sobre as origens dessa receita genuinamente pernambucana, registrada inclusive Patrimônio Imaterial do Estado desde 2023, junto às suas práticas socioculturais associadas.</p>
<p dir="ltr">“Somos um povo doce e carregamos a tradição da cana-de-açúcar no sangue. Por isso gostamos tanto de receber bem as pessoas em nossas casas, servir um bolinho com café. Essa tradição faz parte da nossa herança e é muito importante preservarmos essa memória dentro dos seios familiares. Os cadernos de receitas cumprem esse papel de manter o elo com o passado, pensando no futuro. As tradições de cada família não podem morrer”, ressaltou a chef.</p>
<p dir="ltr">Com mais de 20 anos de experiência no setor gastronômico  em Pernambuco com foco em Confeitaria e panificação. Formada em gastronomia, Mestra em Ciência da Educação e pesquisadora cultural, Cristianne dividiu com o público do Festival Pernambuco Meu País a receita de sua avó do bolo de noiva. Desde o descanso das ameixas em vinho Moscatel por semanas até o uso de cacau, cada etapa do processo é feita com amor e atenção ao sabor.</p>
<p dir="ltr">Sobremesa com raízes inglesas, o bolo de noiva pernambucano nasceu ainda no período colonial e foi se adaptando às influências culturais e econômicas ao longo dos anos. Alguns ingredientes são obrigatórios e outros, como o acréscimo de nozes ou outras frutas cristalizadas, vão do gosto e do costume de cada família. Para a coordenadora de Gastronomia da Secult-PE, Dianne Sousa, que articulou a atividade desta sexta (5), ações como essas são complementares ao mapeamento de boleiras de Pernambuco que vem sendo feito pela Secretaria de Cultura dentro do Mapa da Cultura Alimentar.</p>
<p dir="ltr">“Cristianne desenvolveu uma pesquisa sobre bolo de noiva desde 2008. Então há anos ela vem nesse processo de auxílio e mapeamento também em relação às boleiras, principalmente boleiras de confeiteira, que foi muito importante durante o processo de patrimonialização do bolo de noiva. E falar de cadernos de receitas é outro tema central dentro da confeitaria pernambucana. Durante sua pesquisa, Cristianne encontrou muitas receitas que foram passadas de avó, de mãe pra filha, através de cadernos. Então trazermos esse assunto para o festival é falar de salvaguarda da memória alimentar do nosso Estado e exercer ela na prática”, destacou Dianne.</p>
<p dir="ltr">A programação da Cultura do País Alimentar continua neste sábado (6) com Dona Carmem Virginia às 10h, na palestra “Sua Vida Sua História &#8211; Entre Caranguejos e Acarajés”. Em seguida, às 14h, é a vez da intervenção “Cardápio Doce Poético”, com o chef Aleff Souza e a poeta Odailta Alves. Sempre no mesmo local, na Feira de Caruaru, na entrada do polo gastronômico.</p>
<p> <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/caderno-receitas.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-120106" alt="caderno receitas" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/caderno-receitas-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Receitas de comunidade quilombola do interior de Pernambuco ganham registros em áudio e vídeo</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/receitas-de-comunidade-quilombola-do-interior-de-pernambuco-ganham-registros-em-audio-e-video/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 18:07:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A culinária quilombola guarda séculos de saberes transmitidos de geração em geração, quase sempre pela oralidade e pela observação do dia a dia. Pouco documentada e ainda alvo de curiosidade, ela agora ganha espaço no audiovisual com a estreia da &#8220;websérie Saberes e Sabores Quilombolas&#8221;, que estreia em setembro, no canal do Youtube e do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Receitas-de-comunidade-quilombola-do-interior-de-Pernambuco-ganham-registros-em-áudio-e-vídeo-1.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-120039" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Receitas-de-comunidade-quilombola-do-interior-de-Pernambuco-ganham-registros-em-áudio-e-vídeo-1-607x405.png" width="607" height="405" /></a></p>
<p>A culinária quilombola guarda séculos de saberes transmitidos de geração em geração, quase sempre pela oralidade e pela observação do dia a dia. Pouco documentada e ainda alvo de curiosidade, ela agora ganha espaço no audiovisual com a estreia da &#8220;websérie Saberes e Sabores Quilombolas&#8221;, que estreia em setembro, <a href="https://www.youtube.com/@soueuquemconto" target="_blank">no canal do Youtube</a> e do Instagram. A produção, registrada em áudio e vídeo, traz uma abordagem inédita, no qual, o público poderá acompanhar todo processo da cultura alimentar das receitas, ficando livre para reproduzir, adaptar e recriar receitas em casa, com familiares e amigos, por exemplo.</p>
<p>O projeto nasce na comunidade de Povoação de São Lourenço, Distrito de Tejucupapo, em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e tem como protagonista a mestra cozinheira Edjane Agostinho. Filha e neta de marisqueiras e agricultoras, ela cresceu acompanhando o preparo de pratos tradicionais do quilombo e assumiu, com o tempo, também a militância no movimento quilombola e da pesca artesanal.<br />
A websérie terá cinco episódios de dez minutos ( melhor não colocar o tempo. Cada um é dedicado a uma receita que carrega, além do sabor, uma história de resistência. Os registros, publicados semanalmente, nas redes sociais do projeto, buscam ser um instrumento de salvaguarda, documentação, catalogação, memória e difusão.</p>
<p>Com uma linguagem simples e ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência, os vídeos buscam abordar desde os ingredientes, processos de produção até a hora de servir à mesa. Entre as receitas estão a moqueca na palha, que ela aprendeu com a mãe para vender nas praias, e o pirão de caranguejo, presença comum em festas comunitárias. Há ainda o lambedor serenado de cupim e de cipó de vaqueiro, herdado da avó, que une alimentação e saberes medicinais, e a moqueca seca na folha de aroeira, receita aprendida nas rodas de conversa da associação de marisqueiras. A série também vai abordar os alimentos de base da dieta quilombola, como macaxeira, inhame, feijão, banana e arroz.<br />
“Cada prato é parte da minha família e da comunidade. Ao registrar nossas receitas, asseguramos que essa cultura continue viva para os mais jovens e também para os que não conhecem os quilombos”, afirma Edjane.</p>
<p>A proposta tem como objetivo incentivar os jovens da comunidade a valorizar a gastronomia local e ampliar a divulgação da cultura quilombola. Em Povoação, o turismo de base comunitária já vem crescendo, e a comida tradicional é um dos principais atrativos para visitantes. Parte da renda obtida é dividida entre marisqueiras e famílias que se organizam coletivamente para receber o público. Nesse sentido, a websérie também atua como ferramenta de fortalecimento econômico e social. Ao valorizar a cozinha, promove o protagonismo feminino e reconhece a importância das práticas culinárias como patrimônio cultural.</p>
<p>A ideia do projeto surgiu de uma experiência curiosa. Em uma reunião na cidade de Goiana, um homem branco se aproximou da antropóloga e produtora cultural, quilombola de Povoação de São Lourenço, Crislaine Venceslau, Edjane e perguntou se poderia assistir ao preparo da moqueca na palha, para aprender e reproduzir em casa com vinho. A cena chamou a atenção dela para a curiosidade externa sobre os modos de fazer da comunidade. Foi a partir dali que surgiu o desejo de escrever, junto a Edjane e realizar o projeto, garantindo que o registro fosse feito de dentro, por quem vive a tradição.</p>
<p>Para Edjane Crislaine , a cozinha é memória, identidade e futuro. “Minha família sempre chamou de mistura o que acompanhava o arroz e o feijão. Essa mistura, que vem da terra e do mar, é a maior riqueza que temos.”<br />
Com apoio do edital de Fomento PNAB – Categoria VI (Diversidade, Cultura e Periferia), do Governo de Pernambuco e do Ministério da Cultura, Saberes e Sabores Quilombolas em Goiana cumpre um papel duplo.<br />
De um lado, preserva saberes ameaçados pelo esquecimento. De outro, amplia o alcance da gastronomia quilombola, colocando-a como parte essencial da história cultural brasileira.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Jornada de Patrimônio Alimentar promove vivência em Casa de Farinha na Zona da Mata</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/jornada-de-patrimonio-alimentar-promove-vivencia-em-casa-de-farinha-na-zona-da-mata/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 20:42:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Zona da mata]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto: Valentine Herold É na zona rural de Lagoa do Itaenga, município da Zona da Mata pernambucana, que Seu Machado, de 83 anos, passa os dias entre as plantações agroecológicas do sítio que leva seu nome. Foi lá que ele criou seus filhos, que hoje dão continuidade ao trabalho no plantio, na colheita e no [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-10.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119983" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-10-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr"><em>Texto: Valentine Herold</em></p>
<p dir="ltr">É na zona rural de Lagoa do Itaenga, município da Zona da Mata pernambucana, que Seu Machado, de 83 anos, passa os dias entre as plantações agroecológicas do sítio que leva seu nome. Foi lá que ele criou seus filhos, que hoje dão continuidade ao trabalho no plantio, na colheita e no preparo dos alimentos a base de mandioca, principal insumo do local, com foco na produção inclusiva, em harmonia com os ciclos da terra e visando o consumo consciente. A rotina da família Machado é indissociável de seu território. Com resistência e luta pela manutenção e aprimoração dos saberes, eles vivem e trabalham num local onde o tempo parece passar de outra forma, sem obedecer às normas dos minutos e das horas.</p>
<p dir="ltr">A sensação para quem tem a sorte de passar pelo Sítio Machados é a de que o patriarca sempre esteve ali, com sua enxada e seu facão em mãos, colhendo e descascando a mandioca. Ao seu redor, na Casa de Farinha, sua esposa e filhas se movimentam entre as muitas etapas da feitura da farinha e produtos derivados, como beiju, bolos, goma de tapioca e afins. Tudo ali parece cíclico, convidativo e acolhedor. Foi justamente neste cenário único, repleto de plantas, flores e árvores frutíferas, que aconteceu uma das imersões da 4° Jornada de Patrimônio Alimentar, promovido pela Fundarpe e Secult-PE em continuidade à 18ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">Este ano o tema da Jornada gira em torno dos saberes e das práticas socioculturais relacionadas à mandioca e à cachaça no Estado. Dentre as ações da programação, ocorreu durante a quarta-feira (27) a vivência imersiva na Casa de Farinha do Sítio Machados. Além de representantes da Secult-PE e da Fundarpe, participaram professores e estudantes de Gastronomia da faculdade Senac, do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ao longo de todo o dia, o grupo pode participar do dia a dia da família de agricultores, indo à roça para realizar a colheita de mandioca e retornando à Casa de Farinha para acompanhar todos os processos, desde a trituração da raiz até a feitura de alimentos.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-4.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119979" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-4-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr">“Um dos motivos para a gente ter escolhido a mandioca como parte da temática da Jornada do Patrimônio Alimentar deste ano é pelo fato de muitos pratos, muito da cultura alimentar de Pernambuco é formada por esse alimento. Um dos patrimônios registrados que nós temos no Estado de Pernambuco com Patrimônio Imaterial é, por exemplo, o Bolo Souza Leão, feito a partir da mandioca. Então não só ele, mas muitos outros pratos precisam ser salvaguardados, muitos saberes e muitas práticas associadas à essa plantação, a esse alimento, esses saberes e ofícios que estão associados à mandioca”, ressalta Aline Oliveira, antropóloga e assessora técnica da Gerência de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</p>
<p dir="ltr">&#8220;A mandioca é a base de diversos outros produtos da nossa alimentação, como a tapioca, o bolo Souza Leão, o beiju, a farofa. Comidas que fazem parte do nosso cotidiano e por isso nós estamos aqui hoje para ver todo o processo do plantio, a colheita e do processamento da mandioca transformando nesses produtos. Ter um entendimento completo desse ciclo faz parte do nosso papel de salvaguardar esse bem&#8221;, complementou a coordenadora de Gastroomia da Secult-PE, Dianne Souza.</p>
<div id="attachment_119974" aria-labelledby="figcaption_attachment_119974" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119974" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Aline Oliveira e Dianne Souza</p></div>
<p dir="ltr"><strong>Sítio de luta e agricultura familiar</strong> &#8211; Território de resistência e afirmação de ancestralidade, o Sítio Machados integra a Rota Agroecológica de Pernambuco com outras propriedades rurais da Comunidade de Marreco, em Lagoa do Itaenga. Ali também atua a Associação ASSIM, que tem como objetivo fortalecer a organização coletiva e cidadã das famílias de agricultores da região, promovendo vivências turísticas e gastronômicas e articulando a comercialização dos produtos em outras localidades.</p>
<p dir="ltr">Para Maria José, uma das filhas de Seu Machado,  a permanência das pessoas no campo passa primeiro pela garantia de um trabalho mais justo e autônomo. Caçula entre mais de dez irmãos, ela nasceu e foi criada no sítio, mas foi morar no Recife na época da faculdade para estudar técnica agrícola. Depois retornou para perto da família e passou a aplicar o conhecimento técnico adquirido, aprimorando assim a produção. Uma de suas irmãs que atuava como professora também fez esse movimento de retorno à terra em 2015, adquiriu a Casa de Farinha e assim introduziu uma nova vivência e forma de renda.</p>
<p dir="ltr">“Foi com alegria que a gente recebeu hoje diferentes estudantes do curso de gastronomia no dia de hoje aqui para a imersão sobre a cultura da mandioca, que é um patrimônio histórico dos povos originários do Brasil. Então hoje, junto com a minha família aqui no sítio Machado, eles puderam conhecer todo o ciclo de produção da mandioca, desde o plantio a todo o processo junto na Casa de Farinha. É muito importante podermos dividir sempre que possível essa experiência sobre permanecer no campo, nosso trabalho de luta e persistência e o entendimento que temos da terra e do alimento”, finalizou Maria José.</p>
<p> <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-3.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119980" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-3-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-2.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119981" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-2-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-1.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119982" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-5.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119978" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-5-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-6.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119977" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-6-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-7.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119976" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-7-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-9.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119975" alt="Foto: Ronny Colors/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-28-at-15.36.53-9-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
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