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	<title>Portal Cultura PE &#187; Música</title>
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		<title>Com apoio do Pernambuco Meu País, São João Gomes retorna às suas raízes e reúne mais de 40 mil pessoas no Recife Antigo</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 11:39:44 +0000</pubDate>
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<div id="attachment_124376" aria-labelledby="figcaption_attachment_124376" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Crédito: Marina Torres/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3480.JPG1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-124376" alt="Crédito: Marina Torres/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3480.JPG1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Pernambuco Meu País apoia São João Gomes</p></div>
</div>
<p><span style="font-family: verdana, sans-serif;">Depois de levar a cultura pernambucana para novos públicos em São Paulo e na cidade do Porto, em Portugal, o projeto São João Gomes voltou para casa. Na noite dessa quarta-feira (17), a Avenida Alfredo Lisboa, no Recife Antigo, foi tomada por uma multidão de mais de 40 mil pessoas que celebrou a força da música nordestina, das tradições juninas e da cultura popular em uma edição especial do evento idealizado pelo cantor João Gomes.</span></p>
<p>A circulação do projeto São João Gomes contou com o apoio do Pernambuco Meu País, iniciativa do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). A parceria acompanhou o São João Gomes desde as edições realizadas em São Paulo e no Porto, até o retorno à sua terra natal, reforçando a política estadual de valorização da cultura popular, incentivo ao turismo cultural e promoção da identidade pernambucana dentro e fora do Brasil.</p>
<p>A programação começou cedo, a partir das 15h, e aos poucos foi reunindo o público que ocupou mais de 1,2 km da Avenida, entre o Cais do Sertão e o Terminal Marítimo de Passageiros, com cortejos da cultura popular, feira de gastronomia, moda e de artesanato. Ao longo da tarde, dez grupos tradicionais percorreram o espaço celebrando a diversidade das manifestações culturais pernambucanas.</p>
<p><span style="font-family: verdana, sans-serif;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3473.JPG.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124360" alt="Crédito: Marina Torres/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3473.JPG-324x486.jpeg" width="324" height="486" /></a></span></p>
<p>Os cortejos reuniram a Quadrilha Junina Explosão, a Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (SOBAC), a Banda de Pífanos Zabumba do Mestre Chimba, a Quadrilha Junina Raio de Sol Mirim, o Batalhão 19 – Flor de Lis, João do Pife e Banda Dois Irmãos, a Bandeira de São João Utopia e Paixão do Morro da Conceição, o Boi Maracatu, a Quadrilha Mulambembes, a Quadrilha Raio de Sol e a União dos Bacamarteiros de Cupira – Batalhão 1, que realizaram apresentações ao longo da Avenida, antes do início da programação musical do palco.</p>
<p>&#8220;O Pernambuco Meu País nasceu com o compromisso de fortalecer a cultura pernambucana, ampliar o acesso da população às nossas manifestações tradicionais e criar oportunidades para que os artistas e grupos culturais circulem cada vez mais. Apoiar o São João Gomes desde as edições em São Paulo e no Porto e, agora, no Recife, mostra como o Governo de Pernambuco acredita na cultura como instrumento de identidade, desenvolvimento e promoção do nosso estado. Além de reunir milhares de pessoas em torno da música, o projeto permitiu que grupos da cultura popular, artesãos e empreendedores da gastronomia levassem a riqueza das nossas tradições para diferentes públicos, dentro e fora de Pernambuco&#8221;, expressa a secretária de Cultura de Pernambuco em exercício, Ana Paula Jardim.</p>
<p>Para a diretora-geral do Pernambuco Meu País e diretora de Cultura da Fundarpe, Carla Pereira, apoiar iniciativas como essa significa ampliar o acesso da população às manifestações culturais e fortalecer as tradições que fazem parte da identidade pernambucana: &#8220;Essa é a missão do Governo do Estado de Pernambuco: democratizar, potencializar e fortalecer a cultura e as festividades tradicionais do nosso estado&#8221;.</p>
<p><span style="font-family: verdana, sans-serif;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3507.JPG.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124361" alt="Crédito: Marina Torres/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3507.JPG-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></span></p>
<p>A abertura da programação ficou por conta do grupo Ivison e Arthur e A Casa dos Oito Baixos, de Caruaru, que reuniu no palco artistas de todas as idades e mestres da cultura popular, em uma apresentação marcada pela valorização da tradição dos oito baixos e pela transmissão desse patrimônio cultural entre diferentes gerações.</p>
<p>Na sequência, Mestrinho assumiu o palco levando a sanfona para o centro da festa. O artista abriu o show com a música “Mala e cuia”, seguida de “Medo bobo”, conquistando o público com um repertório que transitou entre canções autorais, sucessos românticos e clássicos do forró. Em um dos momentos mais emocionantes da apresentação, homenageou Dominguinhos ao interpretar “Eu só quero um xodó”, reforçando a influência do mestre em sua trajetória musical. A celebração ao legado dos grandes nomes do forró continuou com “O xote das meninas” e “Sabiá”, de Luiz Gonzaga. O cantor também dedicou “Te faço um cafuné”, “Lembrei de nós” e “Flor”, do projeto Dominguinho, aos casais apaixonados, já anunciando que na sequência teria muito mais no show de João Gomes.</p>
<p><span style="font-family: verdana, sans-serif;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3501.JPG.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124362" alt="Crédito: Marina Torres/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3501.JPG-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></span></p>
<p>Recebido sob a euforia de um público que aguardava ansiosamente o grande momento da noite, João Gomes subiu ao palco em um cenário inspirado na casa da sua avó, na cidade de Serrita, no Sertão de Pernambuco, onde foi gravado o álbum “Pé de Serrita”, com inspiração nas origens do artista. O anfitrião abriu a apresentação com clássicos do seu repertório, como “Eu tenho a senha”, “Se for amor” e “Meu pedaço de pecado”. Em coro, o público acompanhou cada letra sem pestanejar, fazendo ecoar o som no Terminal Marítimo de Passageiros. Durante o show, João Gomes destacou o orgulho de levar a cultura nordestina para diferentes lugares e ressaltou a importância de receber visitantes em Pernambuco com o mesmo acolhimento encontrado pelo projeto em outras regiões e países, valorizando a riqueza cultural do estado e do Nordeste.</p>
<p><span style="font-family: verdana, sans-serif;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3504.JPG.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124363" alt="Crédito: Marina Torres/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3504.JPG-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></span></p>
<p><span style="font-family: verdana, sans-serif;"><br />
Sem perder de vista suas referências musicais, ele ainda interpretou “Fixação”, da banda Kid Abelha, e “Gostava tanto de você”, de Tim Maia. Emocionou a plateia com “Morena Tropicana”, de Alceu Valença, e mergulhou nas raízes do forró em um pot-pourri com “Pagode russo” e “O xote das meninas”. O show também abriu espaço para homenagens à música pernambucana contemporânea com canções de Chico Science e Nação Zumbi. Mestrinho voltou ao palco para uma participação especial no show de João Gomes, presenteando o público com músicas do projeto Dominguinho, faltando apenas Jota.Pê no palco para completar a parceria.  “Beija-flor” e “Arriadin por tu” foram algumas das faixas cantadas e que fizeram os fãs esquecerem tudo para viver somente aquele momento.<br />
</span></p>
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		<title>&#8220;Pernambuco Meu País apresenta: Vila São João Gomes&#8221; reforça política de valorização da cultura popular do Governo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 01:22:54 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3486.JPG-2.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124368" alt="IMG_3486.JPG-2" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3486.JPG-2-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto: Marina Torres / Secult-PE</p>
<p>A avenida Alfredo Lisboa, no centro do Recife, se vestiu do colorido da cultura pernambucana nesta quarta-feira (17). A via, importante artéria para o fluxo de carros, serviu de passarela para o desfile dos cortejos brincantes durante o “Pernambuco Meu País apresenta: Vila São João Gomes”. O evento, que tem o artista João Gomes como seu ápice, contou com 11 grupos de cultura popular, reforçando a política de valorização promovida pelo Governo de Pernambuco.</p>
<p>Com o apoio do Governo Estadual, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o evento contou com cortejos brincantes ao longo de toda a tarde e início da noite, além de quadrilhometro e barracas com comidas típicas do São João.</p>
<p>As atrações foram desde quadrilhas juninas até grupos bacamarteiros e de pífano. Os cortejos contaram com a presença de 11 grupos de cultura popular: Quadrilha Junina Explosão, Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (SOBAC), Banda de Pífanos Zabumba do Mestre Chimba, Quadrilha Junina Raio de Sol Mirim, Batalhão 19 &#8211; Flor de Lis, João do Pife e Banda Dois Irmãos, Bandeira de São João Utopia e Paixão do Morro da Conceição, Boi Maracatu, Quadrilha Mulambembes, Quadrilha Raio de Sol e União dos Bacamarteiros de Cupira &#8211; Batalhão 1.</p>
<p>“Promover e valorizar a cultura popular pernambucana é uma das missões da Secretaria de Cultura de Pernambuco. Ver o centro do Recife ocupado por grupos de diferentes regiões do Estado, com suas tradições, saberes e expressões artísticas, é a demonstração da força e da diversidade da nossa identidade cultural”, explica Ana Paula Jardim, secretária de Cultura em exercício.</p>
<p>Um dos primeiros grupos a tomar as ruas do centro do Recife foi a Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (SOBAC). Alagoano de nascimento, mas pernambucano de coração, o chefe Ivan Marinho não escondeu a felicidade em poder participar do evento ao lado de tantos outros fazedores de cultura.</p>
<p>“A palavra ‘Pernambuco’ não repete nenhuma letra, já notou? A mesma coisa acontece com a cultura local. A gente tem uma cultura diversificada. No sertão você vê uma coisa, vai na capital e tem outra, lá em Caruaru também há outras manifestações artísticas. A cultura pernambucana é uma coisa que realmente surpreende o mundo inteiro”, destaca.</p>
<p>Para Carla Pereira, diretora de cultura da Fundarpe, um dos objetivos do órgão é criar espaços que valorizam artistas locais e a cultura pernambucana. “Planejamos esta programação com o objetivo de reunir diferentes expressões da cultura popular pernambucana em um grande encontro de celebração das nossas tradições juninas. A presença dos grupos nos cortejos trouxe ainda mais vida e significado”, afirma.</p>
<p>Quem também esteve no “Pernambuco Meu País apresenta: Vila São João Gomes” foi Maria das Dores da Silva, de 58 anos, e moradora da cidade de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Emocionada com os cortejos, ela reforçou a importância do evento como política pública de valorização da cultura pernambucana.</p>
<p>“Esta é a primeira vez que participo. Um evento como esse aproxima as pessoas da cultura popular e faz com que as novas gerações conheçam e valorizem aquilo que é nosso. Pernambuco tem uma diversidade cultural muito grande, e momentos como este mostram exatamente isso. É lindo ver o centro do Recife tomado pela nossa cultura”, afirma.</p>
<p>Teve quem estivesse pela primeira vez curtindo a programação, mas também outros “veteranos”. É o caso do Maestro Ewerton Macena, do Boi Maracatu, que se apresentou pela segunda vez. Apesar de não ser a estreia, a felicidade foi a mesma da primeira vez.</p>
<p>“Para nós do Maracatu é um orgulho. Esta é a segunda vez que estamos participando deste grande evento. No começo do ano nós já tínhamos participado e é um prazer poder estar aqui de novo”, afirma.</p>
<p>O “Pernambuco Meu País apresenta: Vila São João Gomes” é realizado e idealizado pelo cantor pernambucano João Gomes e tem como missão apresentar uma vivência que transporta o público para o universo das tradicionais festas do interior pernambucano. É seguindo esta linha que o evento já foi organizado em outras cidades, como Fortaleza e São Paulo.</p>
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		<title>Studio Tear Formativo — Ciclo II promove encontros gratuitos sobre música, carreira e produção cultural em Arcoverde e Garanhuns</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/studio-tear-formativo-ciclo-ii-promove-encontros-gratuitos-sobre-musica-carreira-e-producao-cultural-em-arcoverde-e-garanhuns/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PNAB Pernambuco]]></category>
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		<description><![CDATA[O artista Revoredo, idealizador do projeto. Foto: Divulgação. Com realização do Selo Studio Tear, e incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), através do Governo de Pernambuco e Ministério da Cultura, o Studio Tear Formativo — Ciclo II promove uma ação gratuita voltada para músicos, artistas, produtores culturais, compositores, técnicos, estudantes, fazedores de cultura e toda a rede [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-11.00.30.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124064" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-11.00.30-607x429.jpeg" width="607" height="429" /></a><br />
O artista Revoredo, idealizador do projeto. Foto: Divulgação.</p>
<p>Com realização do Selo Studio Tear, e incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), através do Governo de Pernambuco e Ministério da Cultura, o Studio Tear Formativo — Ciclo II promove uma ação gratuita voltada para músicos, artistas, produtores culturais, compositores, técnicos, estudantes, fazedores de cultura e toda a rede produtiva da música independente pernambucana.</p>
<p>Entre os dias 28 e 31 de maio, as cidades de Arcoverde e Garanhuns recebem o projet, que propõe uma grande experiência de formação, circulação, troca de saberes e fortalecimento das redes culturais do interior do estado, reunindo artistas, produtores, técnicos, gestores e profissionais da música em uma programação intensa de palestras, masterclasses, painéis técnicos, sessões autorais, exibições audiovisuais e shows intimistas.</p>
<p dir="ltr">Todas as atividades formativas são gratuitas e os participantes com 75% de presença receberão certificado de participação.</p>
<p dir="ltr">O Studio Tear é uma iniciativa musical do Agreste pernambucano que atua no fortalecimento da música autoral independente e das produções artísticas do interior do estado, o selo é gerido por Revoredo e Stephany Metódio. Através do selo, são desenvolvidas ações de formação, circulação, gestão artística, lançamentos musicais e criação de redes colaborativas entre artistas, produtores e trabalhadores da cultura. Já o Coletivo Tear amplia essa atuação com projetos nas áreas de música, teatro, literatura, audiovisual e formação cultural, conectando arte, educação, oralidade e cultura popular em processos criativos e educativos comprometidos com a produção independente e os territórios do interior.</p>
<p dir="ltr">Em Arcoverde, a programação acontece nos dias 28 e 29 de maio, com atividades no Teatro Geraldo Barros &#8211; Sesc Arcoverde  e Estação da Cultura. Entre os convidados estão nomes como Stephany Metódio, Rodolfo Lacerda, Revoredo, Djaelton Quirino, Lula Moreira, Silvia Regina, Adriano Galvão, Efraim Rocha e Felipe Morais, abordando temas como gestão de carreira independente, distribuição musical, festivais, circuitos culturais, produção técnica e música autoral.</p>
<p dir="ltr">Já em Garanhuns, nos dias 30 e 31 de maio, as ações acontecem no Espaço Zero — Práticas Artísticas, Cine Jardim do Centro Cultural do Sesc e Área Cafeteria, reunindo artistas e profissionais como Rodolfo Lacerda, Mateus Alves, Everton Kelly, Gabriel Souza, Stephany Metódio, Deyse Leitão, Gabi da Pele Preta, Lucas dos Prazeres, Revoredo, Zeh Lucas, Isabela Moraes e Joana Terra.</p>
<p dir="ltr">O projeto conta com apoio do Sesc Pernambuco, Estação da Cultura e Teatro de Retalhos, em Arcoverde; e do Espaço Zero — Práticas Artísticas, Sesc Garanhuns e Área Cafeteria, em Garanhuns.</p>
<p dir="ltr">A programação completa pode ser conferida nas redes sociais do Studio Tear e segue abaixo:</p>
<p dir="ltr"><strong>PROGRAMAÇÃO — ARCOVERDE</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>28/05 (quarta-feira) - </strong></p>
<p dir="ltr">Sesc Arcoverde 14h — Palestra:<br />
“Gestão de Carreira Independente — Trabalhando com Música no Interior”<br />
com Stephany Metódio</p>
<p dir="ltr">16h às 17h30 — Painel Técnico:<br />
“Backstage Vivo: do Rider ao Palco”<br />
com Adriano Galvão e Efraim Rocha</p>
<p dir="ltr">Espaço Circulador — Estação da Cultura 19h — Palestra:<br />
“Da Criação à Distribuição — Caminhos Possíveis para a Música”<br />
com Revoredo</p>
<p dir="ltr">21h — Sessão Autoral:<br />
Concerto de Bolso com Felipe Morais</p>
<p dir="ltr"><strong>29/05 (quinta-feira)</strong></p>
<p dir="ltr">Teatro Geraldo Barros — Sesc Arcoverde 14h30 — Masterclass:<br />
“Música em Rede: Estratégias e Caminhos para Construção de Carreira”<br />
com Rodolfo Lacerda</p>
<p dir="ltr">Espaço Circulador — Estação da Cultura &#8211; 19h — Olho no Olho:<br />
“Música e Território: Festivais, Espaços Culturais e Movimentações Independentes”<br />
com Djaelton Quirino, Lula Moreira e Silvia Regina</p>
<p dir="ltr">21h — Sessão Autoral: Concerto de Bolso com Revoredo<br />
Lançamento do show “Fino Fio”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>PROGRAMAÇÃO — GARANHUNS</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>30/05 (sexta-feira)</strong></p>
<p dir="ltr">Espaço Zero — Práticas Artísticas 14h — Abertura Oficial</p>
<p dir="ltr">14h30 — Masterclass: “Música em Rede: Estratégias e Caminhos para Construção de Carreira” com Rodolfo Lacerda</p>
<p dir="ltr">16h30 — Palestra: “Branding, Identidade Artística e Comunicação para Artistas”<br />
com Mateus Alves</p>
<p dir="ltr">17h30 — Painel Técnico: “Antes das Cortinas se Abrirem” com Everton Kelly e Gabriel Souza</p>
<p dir="ltr">Área Cafeteria 21h — Tear na Área — 6ª edição Show “Palavra Feminina” com Isabela Moraes e Joana Terra (Ação com ingressos vendidos separadamente).</p>
<p dir="ltr"><strong>31/05 (domingo) — GARANHUNS</strong></p>
<p dir="ltr">Espaço Zero — Práticas Artísticas</p>
<p dir="ltr">14h — Palestra: “Vivências da Criação, Produção e Direção Musical” com Revoredo</p>
<p dir="ltr">15h30 — Olho no Olho: “A Música Além do Palco — Gestão Afetiva de Carreira Artística”<br />
com Stephany Metódio e Deyse Leitão</p>
<p dir="ltr">16h30 — Poéticas da Existência: “Música, Corpo e Identidade” com Gabi da Pele Preta e Lucas dos Prazeres</p>
<p dir="ltr">18h — Sessão Autoral: Concerto de Bolso com Lucas dos Prazeres</p>
<p dir="ltr"><strong>CINE JARDIM &#8211; Centro Cultural SESC Garanhuns</strong></p>
<p dir="ltr">16h — Tela Sonora — Música para Ver &#8211; Exibição audiovisual dos videoclipes:<br />
“Areia-Passotempo”, de Revoredo com direção de Berna Valença e “Paradeiro”, de Zeh Lucas com direção de Bruno Veras</p>
<p dir="ltr">21h  — Sessão Autoral: Concerto de Bolso com Zeh Lucas</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Dia da Ciranda: Conheça a vida e a obra do mestre Antônio Baracho</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/dia-da-ciranda-conheca-a-vida-e-a-obra-do-mestre-antonio-baracho/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:52:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes “O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123883" alt="Foto: Danilo Souto Maior/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c-607x369.jpg" width="607" height="369" /></a></p>
<p align="justify"><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p align="justify">“O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que viveram em seu tempo e depois. Sua importância é tanta que o dia de seu nascimento, 10 de maio, foi definido como o Dia Estadual da Ciranda em Pernambuco, em 2019.</p>
<p align="justify">A ciranda tornou-se Patrimônio Imaterial do Brasil em 2021, e um elemento importante nesse processo foi o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) da Ciranda em Pernambuco, produzido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) entre 2013 e 2014. “Trata-se de uma das manifestações culturais mais significativas de Pernambuco. O Dia Estadual da Ciranda é emblemático para celebrarmos, promovermos debates e pensarmos em políticas públicas de cultura, fortalecendo a salvaguarda desse bem cultural”, diz a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Jacira França.</p>
<p align="justify">Desde o início da atual gestão, o Governo de Pernambuco investiu, através da Fundarpe, R$1.454.915,25 no setor da ciranda. O valor diz respeito a contratações diretas nos ciclos do Carnaval, São João, nas edições do Festival Pernambuco Meu País, em ações dos equipamentos culturais estaduais e outros apoios a festejos locais, evidenciando uma política permanente de valorização e fortalecimento dessa expressão cultural ao longo de todo o ano, para além dos grandes ciclos festivos.</p>
<p align="justify">Em todos esses momentos, o nome de Baracho é reverenciado. Sua obra aparece também como elemento importante dentro do INRC, que reconhece a importância de seu trabalho e legado. “Acompanhei Baracho durante 4 anos, balancei muito ganzá enquanto ele cantava. Ele era muito grande, o mito da ciranda”, conta mestre João Limoeiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco e fundador da Ciranda Brasileira. “Baracho foi uma grande inspiração pro meu pai, tanto no maracatu rural quanto na ciranda”, lembra Pedro Salustiano, dançarino, produtor e empresário, filho de Mestre Salustiano (1945-2008). “Presenciei muitos momentos entre eles. Às vezes, por exemplo, ele acordava meu pai no meio da noite pra contar alguma história ou pra dizer algum verso que ele criou. Era um grande improvisador, grande poeta”, continua Pedro.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yHi74-rZpWs?si=Wp2m9E0NjQyKOWMw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p align="justify">Entre os artistas mais jovens que trabalham com ciranda, seu nome é influente. Em <i>live</i> durante a pandemia (2021), no Circuito Cepe de Cultura, o jovem mestre Anderson Miguel lembra que um dos primeiros refrões de ciranda que criou foi este: “Rei da Ciranda/ Rei da Ciranda/ Foi Baracho, grande cirandeiro/ Maracatuzeiro lá de Santa Fé/ O destino manda/ O destino manda/ Que eu seja o sucessor dele/ Ser rei como ele/ E honrar Nazaré”. O cantor e compositor Siba Veloso, em entrevista à revista <i>Continente </i>(2019), afirma que uma frase de Baracho, presente em um curta-metragem dos anos 1980, seria definidora para sua carreira: “Formiga vive do que carrega”. “Aquilo foi muito definidor durante meu conflito para escolher uma profissão. Baracho quis dizer que o poeta tinha que viver da poesia. Eu já sabia que queria ser músico ou artista. Mas, depois daquilo, despertei para a poesia, que é central para mim”, conta.</p>
<p align="justify">“A genialidade com que Baracho fazia improvisos move muitos a acreditar que ele foi o criador da ciranda e assim merecedor do respeito de mestres, mestras e da população em geral”, registra o INRC da Ciranda. Como pontua Deborah Callender em sua dissertação de mestrado em História (“Quem deu a ciranda a Lia?”, defendida em 2011 na UFPE), Baracho era tido, nos anos 1970, como um dos cirandeiros mais autênticos e tradicionais, e seu nome tinha alcance nacional, pois era conhecido entre quem acompanhava de perto a música popular brasileira no período. Era conhecido, já naquele tempo, como “o rei sem coroa”.</p>
<p align="justify">Esse reconhecimento coincide com o auge dessa manifestação cultural na Região Metropolitana do Recife (RMR), pois na década de 1970 e na anterior foram realizados os Festivais da Ciranda do Recife. Esses eventos davam visibilidade a essa arte e faziam circular o trabalho dos grupos e mestres, mas também de aproximar as formas de dançar e tocar ciranda da Mata Norte e da RMR, apesar das várias diferenças ainda existentes – a mais evidente delas é que, na Mata Norte, o ritmo é mais rápido e agitado, enquanto na RMR ele é mais lento e suave, acompanhando o embalo das ondas do mar.</p>
<p align="justify">A Mata Norte é o lugar de origem de Baracho, mas é a praia o cenário de sua composição mais famosa, conhecida na voz de Lia de Itamaracá: “Eu estava na beira da praia/ Ouvindo as pancadas/ Das ondas do mar/ Essa ciranda quem me deu foi Lia/ Que mora na Ilha/ De Itamaracá”. Segundo mestre João Limoeiro, Baracho tinha uma namorada em Itamaracá chamada Lia e esses versos foram inspirados nessa mulher, que não seria a famosa cirandeira, mas uma senhora homônima. A autoria dessa composição foi disputada pela própria Lia de Itamaracá, mas entre os cirandeiros parece prevalecer a versão de que o criador foi Baracho. Apesar dessa disputa, Lia e as duas filhas cirandeiras de Baracho, as mestras Severina (1953-2025), conhecida como Biu, e Dulce, cantam juntas há mais de 20 anos. “Ela [Lia] é a rainha, meu pai é o rei”, disse Dulce Baracho em vídeo de 2023 para o Paço do Frevo.</p>
<p align="justify">“Quando ele chegava, os outros cirandeiros ficavam com medo”, garante mestre João Limoeiro. “Uma vez, teve um jogo do Sport e Santa Cruz, e o Sport meteu 5, o Santa não fez gol nenhum. No mesmo dia, teve uma apresentação e Baracho subiu ao palco. Aí ficaram com medo que ele cantasse a goleada, e claro que ele cantou”, ri o cirandeiro.</p>
<p align="justify">Essa história indica a importância de Baracho para outros artistas e suas qualidades como improvisador, mas também aponta para a inteligência dele na forma de cativar o público. Isso fica mais evidente em outro causo. Conforme registra Deborah Callender, uma matéria do <i>Diario de Pernambuco</i>, publicada em 1975, conta uma história sobre Baracho, ocorrida em um festival de ciranda realizado em 1972. O evento, promovido pelo Sport Club do Recife e patrocinado pela Pitú, deveria decidir qual o maior cirandeiro do Recife. Baracho sobe ao palco e canta: Sou Baracho/ o cirandeiro afamado/ Arrespeitado desde o Norte até o Sul/ Eu digo a tu/ não mexa na minha sorte/ pois meu time é o Sport/ e minha cachaça era a Pitú”. Ele venceu, mesmo revelando uma informação no evento: seu time do coração era o Santa Cruz. Ou seja, ele agradou, com versos, ao público, ao realizador do evento e ao patrocinador, o que mostra seu tino comercial e também a força de sua arte, moldada para animar todos os envolvidos sem perder as qualidades poéticas que a caracterizam, como em um jogo ou brincadeira, acrescentando imaginação à realidade para vencer demandas.</p>
<p align="justify">Até o começo dos anos 1980, os engenhos eram locais importantes para a ciranda, mas a migração de moradores fez com que essa manifestação cultural passasse a ser fortemente associada às praias e a locais como o Pátio de São Pedro, no centro do Recife. Em meados da mesma década, os quase 20 anos de sucesso dos festivais de ciranda foram encerrados, sem que voltassem a ser realizados. Baracho viveu todo esse movimento, mas o amplo reconhecimento de suas qualidades de artista não se converteu em sucesso financeiro: ele faleceu em 5 de maio de 1988, empobrecido, após anos de saúde fragilizada, condição relacionada, entre outros fatores, ao consumo de álcool e cigarro. Consumou-se a previsão que ele mesmo fez no curta-metragem visto por Siba Veloso nos anos 1980, veiculado pela TV Viva e disponível no YouTube: “Agora fico bem satisfeito. Porque morro, [mas] meu nome fica na História. Como um rei sem coroa”.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123884" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify"><b>TRAJETÓRIA </b>– A vida de Antônio Baracho não é documentada, então o que se diz dele vem das lembranças de amigos e familiares, além dos poucos registros deixados. Existem, portanto, diversas imprecisões sobre sua trajetória. Sabe-se que nasceu em 10 de maio de 1907, era mestre de maracatu rural e de ciranda. “Ele começou a cantar ciranda com 8 anos de idade”, contou mestra Severina Baracho (1953-2025) – conhecida como Biu, filha do mestre –, em vídeo gravado para a Ocupação Lia de Itamaracá, no Paço do Frevo. “A ciranda veio da palha da cana”, afirma mestra Dulce Baracho, irmã mais velha de dona Biu, com quem formava a ciranda As Filhas de Baracho. Quando indagada sobre o que significa essa frase, ela responde brevemente que o pai tirava ciranda (ou seja, criava os versos) enquanto trabalhava no eito cortando cana, indicando que ele teria sido não apenas o criador dessa manifestação cultural, mas também “quem botou ciranda no comércio”, ou seja, seria o pioneiro na transformação da ciranda em meio de sustento.</p>
<p align="justify">Mas, em entrevista ao <i>Jornal do Commercio</i> em 1978, o próprio Baracho afirma que a ciranda chegou depois em sua vida. “Morava em Nazaré da Mata. Meu causo era o maracatu. O maracatu eu comecei com 10 anos de idade. Era mestre. A ciranda eu descobri porque quando eu saí de Nazaré da Mata, tá fazendo 21 anos, aqui não dava maracatu. Eu tinha que viver da minha veia [de] poeta e inventei a ciranda”. A matéria, cujos trechos são reproduzidos por Deborah Callender na dissertação citada, ainda informa que ele era analfabeto e que sustentava a família com o que ganhava de sua arte. Era um homem alto, negro, magro e de braços grandes “de varrer a rua”, diz Dulce Baracho.</p>
<p align="justify">“Meu pai foi muita coisa”, lembra a filha do mestre. “Trabalhou em roçado, casa de farinha, corte de cana, mestre de alambique e por aí vai”. No curta-metragem citado, o próprio Baracho afirma ter sido mestre de açúcar do Engenho Santa Fé, em Nazaré da Mata. João Limoeiro também diz que ele foi “mestre carreiro” no Santa Fé. “E depois de sair do Santa Fé, fomos morar em Goiana e depois em Abreu e Lima, onde ele ficou. Antes de Nazaré, ele morou em Carpina, que foi onde eu nasci. A falta de trabalho fez a gente se mudar. O engenho virou usina, o corte da cana acabou. Ele foi pra Goiana ver se tinha emprego, mas moramos pouco lá, e a gente foi pra Abreu [e Lima] e aí ficou. Ele trabalhava pavimentando pista”, continua mestra Dulce.</p>
<p align="justify">A família chegou na cidade nos anos 1950. “A gente veio morar aqui [em Abreu e Lima] quando ainda se chamava Maricota. Então, fomos morar no Alto da Bela Vista, na casa de um amigo do meu pai. Aí, todo final de semana, pai fazia uma ciranda. Isso pagava o aluguel, já se tirava daquele dinheiro que se apresentava”, lembra dona Biu, em vídeo gravado para as redes sociais da Prefeitura de Abreu e Lima. Dulce Baracho afirma que sua mãe, Josefa Maria da Conceição, não tirava ciranda: “achava bonito, mas não ia muito”. Dos filhos do casal – Duda, Maria, Dulce, Lia e Severina –, apenas ela e Biu deram continuidade ao legado do pai (“Lia também cantava, mas depois foi pro Rio e voltou evangélica, não quis mais”, diz).</p>
<p align="justify">No auge da popularidade da ciranda, o mestre gravou o álbum <i>Baracho e seus cirandeiros </i>(1976). Em seus últimos anos, ele comparecia às cirandas, mas quem cantava eram as filhas. “Quando Baracho adoeceu, ele fez o último pedido a meu pai”, lembra Pedro Salustiano. “Ele queria ser enterrado em Nazaré da Mata. A família não queria, mas meu pai conversou com as filhas e convenceu. Ele faleceu no que era o Hospital Central de Paulista. Foi velado na sede do Maracatu Piaba de Ouro, já na nossa sede da Cidade Tabajara”.</p>
<p align="justify">No depoimento para a Prefeitura de Abreu e Lima, dona Biu conta como as coisas se deram após o falecimento do pai: “A gente parou. Depois de um tempo, apareceu Beto [Hees, produtor], com Lia de Itamaracá, gravou [que tinha gravado] umas cirandas de Baracho. Pensavam que não tinha mais ninguém da família. [...] Ela veio procurar a gente para pagar os direitos [autorais], resolver [isso] porque ela tinha gravado. Aí Beto – o empresário de Lia de Itamaracá – convidou eu e minha irmã pra gente ficar acompanhando Lia [mesmo] tendo a ciranda da gente, As Filhas de Baracho, e fazendo <i>back</i><i>ing</i><i> vocal </i>pra Lia”. Acompanhando Lia, mas sem deixar de ter a própria ciranda, elas visitaram diversos lugares e chegaram a se apresentar em uma edição Rock in Rio.</p>
<p align="justify">Mestra Dulce continua a se apresentar mesmo após o falecimento de dona Biu, em dezembro de 2025. Ela diz que seus filhos não brincam ciranda. “Mas uma bisneta minha de 8 anos, Maria, tá dizendo que quer substituir a tia-bisavó”, completa a artista, pontuando a necessidade de mais visibilidade para a ciranda e os cirandeiros de Pernambuco. Ainda assim, a roda continua a andar, sem esquecer o caminho aberto pelo velho professor – ou, como diz a canção “Baracho”, do Coco de Toré Pandeiro do Mestre: “Baracho/ eu acho uma roda que anda/ uma corda de ciranda/ que parece nunca acabar”.</p>
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		<title>Revoredo Lança “Fino Fio”, uma novela musical sobre o risco de amar</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[Foto: José de Holanda/Divulgação Fino Fio, novo lançamento do artista pernambucano Revoredo, está disponível em todas as plataformas digitais. Apresentada pelo artista como “novela musical”, a obra expande as possibilidades da canção unindo música, poesia, performance e dramaturgia sonora em uma única experiência narrativa. O projeto tem incentivo público, com o financiamento do edital da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/revoredo.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-123879" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/revoredo-607x402.png" width="607" height="402" /></a><br />
Foto: José de Holanda/Divulgação</p>
<p dir="ltr"><em>Fino Fio</em>, novo lançamento do artista pernambucano Revoredo, está disponível em todas as plataformas digitais. Apresentada pelo artista como “novela musical”, a obra expande as possibilidades da canção unindo música, poesia, performance e dramaturgia sonora em uma única experiência narrativa.</p>
<p dir="ltr">O projeto tem incentivo público, com o financiamento do edital da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE); e Ministério da Cultura e Governo Federal.</p>
<p dir="ltr">O lançamento aconteceu em um momento simbólico para Revoredo, que completa 30 anos de trajetória artística em 2026, marco celebrado em show especial que realizou no Centro Cultural Sesc Garanhuns, onde também fez o pré-lançamento ao vivo de “Fino Fio”, antecipando ao público a travessia sensível de seu novo trabalho artístico.</p>
<p>“Fino Fio é uma obra sobre equilíbrio — ou sobre a impossibilidade dele. Trazendo reflexões sobre o amor e a paixão enquanto contrapontos ou complementos. Eu quis criar uma narrativa onde o ouvinte caminha junto, sente junto, e tente se equilibrar junto comigo”, descreve o artista.</p>
<p dir="ltr"><strong>Uma novela musical: entre o amor e a paixão, o abismo.</strong></p>
<p dir="ltr">“Fino Fio” nasce como um gesto artístico que desloca o formato tradicional de álbum para um território narrativo. “Cada faixa não é apenas uma canção, mas um capítulo de uma história maior, onde amor e paixão são investigados como forças simultâneas, instáveis e profundamente humanas. Entre a escuta, existe a reflexão, a beleza, o desconforto. Uma narrativa que propõe riscos”, explica Revoredo.</p>
<p dir="ltr">O roteiro dessa novela propõe ao ouvinte um caminhar sobre esse “fio” simbólico — delicado, tensionado &#8211; onde qualquer movimento pode ser decisivo. Amor e paixão não são tratados como opostos, mas como estados que se atravessam, se confundem, se constroem e, por vezes, se destroem.</p>
<p>“Não é apenas um álbum. É uma obra que exige escuta atenta, disponibilidade e entrega. Uma narrativa que não se resolve facilmente, mas que permanece reverberando — como toda experiência que atravessa”, adverte o artista.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260427-WA0064.jpg.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123880" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260427-WA0064.jpg-486x486.jpeg" width="486" height="486" /><br />
</a>Foto: José de Holanda/Divulgação</p>
<p><strong>Uma construção em tempo: a novela que foi sendo revelada</strong></p>
<p dir="ltr">O lançamento de “Fino Fio” não aconteceu de repente. Ele é resultado de um processo contínuo iniciado ainda em novembro de 2025, quando Revoredo começou a revelar, mês a mês, os primeiros fragmentos dessa narrativa, com o lançamento de três singles.</p>
<p>Foram ao ar, nesta ordem, “Poema Ingênuo” (novembro/2025) &#8211; em parceria com Kleber Albuquerque, inaugura a obra com delicadeza e abertura emocional, “Romance Épico” (dezembro/2025) &#8211; que amplia a escala dramática da narrativa e, por fim, “A Paixão” (janeiro/2026), parceria com Zé Manoel, que mergulha no excesso, na vertigem e na intensidade do sentir.</p>
<p dir="ltr">“Esse movimento gradual não apenas construiu expectativa, mas também permitiu ao público acompanhar a formação da obra como quem acompanha capítulos de uma história em curso”, detalha o artista.</p>
<p>Revoredo entrega ao público uma obra que não busca respostas, mas propõe uma pergunta essencial: até onde é possível caminhar entre o amor e a paixão sem cair?</p>
<p dir="ltr">Na versão integral, “Fino Fio” se revela como uma peça híbrida, onde a música se entrelaça com a palavra falada. Entre as canções, surgem recitações poéticas inéditas, interpretadas por vozes femininas fundamentais da cena musical e literária contemporânea: Babi Jaques, Eliza Morenno, Luna Vitrolira e Mariana Guimarães.</p>
<p dir="ltr">Essas intervenções não funcionam como interlúdios decorativos, mas como expansões da narrativa, aprofundando a dimensão sensível da obra e reforçando sua natureza de novela musical.</p>
<p dir="ltr">“Breve Prelúdio”, com participação de Babi Jaques, abre o universo sonoro da obra e “Fino Fio”, faixa-título em parceria com Zeh Lucas, sintetiza o conceito central do trabalho. O resultado é uma obra que não se organiza apenas por faixas, mas por fluxos — uma escuta contínua, quase cinematográfica.</p>
<p>O lançamento de “Fino Fio” marca não apenas uma nova obra, mas um momento de síntese na carreira de Revoredo. Além de Fino fio, o artista apresenta, ao longo do ano, diferentes desdobramentos de sua pesquisa, entre eles, o show 30 anos de carreira, e os projetos “Encruzilhada Agreste”, ao lado de Gabi da Pele Preta”,  “Te Canto a Canção”, com o Mestre Zezinho da Sanfona, além do show “Fino Fio”, concebido como experiência intimista e imersiva”</p>
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		<title>Cantador agrestino Zé Barreto de Assis lança canção com produção musical de Hugo Linns e participação de Pedro Iaco</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2026 14:04:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[PNAB Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Zé Barreto de Assis está em continuidade na música autoral, sobretudo pelo interior do Estado de Pernambuco. A mais nova realização do artista pernambucano é o lançamento da canção “Pássaro e Pedreira”, nas plataformas digitais. Além de assinar a composição, o cantador toca violão de nylon, potencializando sua arte como músico. Com poesia e cantoria [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/A-capa-da-canção-Pássaro-e-Pedreira-é-assinada-pela-artista-Palloma-Mendes-com-foto-de-Cecília-Távora-ambas-de-Caruaru-no-Agreste-de-Pernambuco.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-123813" alt="A capa da canção Pássaro e Pedreira é assinada pela artista Palloma Mendes, com foto de Cecília Távora, ambas de Caruaru, no Agreste de Pernambuco" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/A-capa-da-canção-Pássaro-e-Pedreira-é-assinada-pela-artista-Palloma-Mendes-com-foto-de-Cecília-Távora-ambas-de-Caruaru-no-Agreste-de-Pernambuco-486x486.png" width="486" height="486" /></a></p>
<p>Zé Barreto de Assis está em continuidade na música autoral, sobretudo pelo interior do Estado de Pernambuco. A mais nova realização do artista pernambucano é o lançamento da canção “Pássaro e Pedreira”, nas plataformas digitais. Além de assinar a composição, o cantador toca violão de nylon, potencializando sua arte como músico. Com poesia e cantoria nordestina, ele destaca elementos da natureza — terra, lua e mar — como símbolos de transformação e pertencimento. (Ouça &#8211; bit.ly/4cNZmQF).</p>
<p>A realização do projeto é da Xiado Produções (PE) e tem incentivo público municipal, com financiamento do edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Ministério da Cultura e Governo Federal e do município de Bezerros. Já a distribuição da música nas plataformas digitais foi feita pela Selo &amp; Editora Preguisom e Symphonic Brasil, ambas de São Paulo.</p>
<p>Conheça @zebarretodeassis https://bit.ly/4sUi2Ef</p>
<p>“A terra caminhando com o som é ribanceira/O mar escorrendo as narinas é lua cheia”, diz um dos versos da letra escrita pelo compositor agrestino Zé Barreto de Assis, criado no município de Bezerros/PE. Em outro trecho, o artista independente canta: “Sou filho da terra, amante da lua, sou talvez a lua desgarrada de seu eixo/Voo sobre o mar, parente de tudo, pássaro e pedreira”.</p>
<p>“Pássaro e Pedreira” tem a produção musical do pernambucano Hugo Linns, que também toca viola de 10 cordas nesse som lançado, e a participação do cantor Pedro Iaco, colocando a sua voz e sendo uma conexão entre São Paulo e Pernambuco. Vinicius Barros Aquino, pernambucano do Recife, assume a mixagem e a masterização.</p>
<p>O contrabaixo, pelos dedos de Fábio Santos, e a percussão, pelas mãos de Wagner Santos, se juntam ao violão e à viola nos arranjos, harmonias e melodias. Ambos são musicistas pernambucanos agrestinos, de Caruaru/PE, cidade vizinha justamente a Bezerros, reforçando as criações artístico-culturais da região Agreste e a importância do território. Inclusive, a capa da canção é da autoria de Palloma Mendes, com foto de Cecília Távora, ambas de Caruaru.</p>
<p>“A presença da viola nordestina tratada com efeitos amplia a textura sonora, criando uma união e uma pulsação entre momentos poéticos, psicodélicos e percussivos a partir das combinações melódicas. A música compõe um ambiente intenso e orgânico baseado no contrabaixo, percussão e violão, dialogando com a cantoria nordestina, territorialidade e referências do estilo musical flamenco”, declara Zé Barreto de Assis.</p>
<p>A gravação da música foi realizada ao vivo no Estúdio Carranca, no Recife (bairro da Torre &#8211; Zona Norte). Além disso, houve a parceria com o Estúdio Arsis, de São Paulo, e o Studio di Fágner, de Caruaru, e a assistência dos profissionais pernambucanos Marcão e Heverton Fágner, ambos de Pernambuco, e Adonias Souza Jr (SP).</p>
<p>Vale dizer que o produtor musical Hugo Linns também atua como músico, reunindo vivências de palco, estúdio, shows e turnês com Maciel Salú (PE) e Renata Rosa (SP), entre outras e outros. Já Pedro Iaco, que, além de cantor, é compositor, músico e artista visual, tem trabalhos com Tiganá Santana (BA), Yamandu Costa (RS) etc.</p>
<p>Zé Barreto de Assis, que também é produtor musical de carreira (acesse o site &#8211; https://bit.ly/4mQ91dX), está no universo digital desde 2021, quando lançou “Os Passarinho”, álbum musical de estreia. Em 2024, fez o lançamento da música “A Serra Negra”, juntamente com seu primeiro clipe.</p>
<p>Videoclipe</p>
<p>No mês de maio, “Pássaro e Pedreira” ganha um clipe. O lançamento ocorre no dia 08/05, na internet. A direção e o roteiro do audiovisual são de Davi Batista e Paulo Lira.</p>
<p>Ficha técnica da música “Pássaro e Pedreira”:<br />
Composição, voz e violão (nylon): Zé Barreto de Assis<br />
Produção musical e viola (dinâmica e eletrodinâmica – 10 cordas): Hugo Linns<br />
Participação (voz): Pedro Iaco<br />
Contrabaixo: Fábio Santos<br />
Percussão: Wagner Santos<br />
Mixagem e masterização: Vinícius Barros Aquino<br />
Gravação: Estúdio Carranca (Recife/PE), Estúdio Arsis (São Paulo/SP) e Studio di Fágner (Caruaru/PE);<br />
Assistência de gravação: Marcão, Adonias Souza Jr e Heverton Fágner<br />
Projeto gráfico e capa: Palloma Mendes<br />
Fotos, redes sociais e fotografia da capa: Cecília Távora<br />
Assessoria de imprensa: Daniel Lima<br />
Realização: Xiado Produções<br />
Distribuição: Selo &amp; Editora Preguisom (SP) e Symphonic Brasil (SP)<br />
Incentivo público municipal: financiamento do edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Ministério da Cultura e Governo Federal e do município de Bezerros</p>
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		<title>Maracatu de baque solto chega pela primeira vez a aldeias indígenas do Sertão de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Hugo Muniz/Divulgação Caboclos de lança com golas bordadas, reis e rainhas, damas do paço, baianas, mateus e catita prometem levantar poeira e fazer história em maio. Pela primeira vez, aldeias indígenas do Sertão de Pernambuco recebem o maracatu de baque solto. O responsável pela circulação é o Maracatu Estrela Brilhante, de Nazaré da Mata, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-23-at-16.26.13.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123629" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-23-at-16.26.13-607x390.jpeg" width="607" height="390" /></a><br />
Foto: Hugo Muniz/Divulgação</p>
<p dir="ltr">Caboclos de lança com golas bordadas, reis e rainhas, damas do paço, baianas, mateus e catita prometem levantar poeira e fazer história em maio. Pela primeira vez, aldeias indígenas do Sertão de Pernambuco recebem o maracatu de baque solto. O responsável pela circulação é o Maracatu Estrela Brilhante, de Nazaré da Mata, um dos mais importantes grupos em atividade na Zona da Mata Norte.</p>
<p dir="ltr">As apresentações acontecem nos dias 5 (terça-feira), 6 (quarta-feira) e 7 de maio (quinta-feira), nos territórios Kapinawá, em Buíque, Fulni-ô, em Águas Belas, e Xukuru, em Pesqueira. A entrada é gratuita.</p>
<p dir="ltr">A iniciativa faz parte do projeto “Quando uma Estrela Chegar no Seu Terreiro &#8211; Conexão com os Territórios Indígenas”, incentivado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Governo de Pernambuco. A proposta leva o maracatu rural para além da Zona da Mata Norte e amplia o acesso à manifestação em outras regiões do estado.</p>
<p dir="ltr">Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o maracatu rural nasce do encontro de matrizes africanas, indígenas e europeias. A tradição se mantém pela oralidade. Mestres ensinam no fazer. Brincantes aprendem no cortejo. As loas, a música e a dança formam o espetáculo.</p>
<p dir="ltr">As apresentações serão realizadas nos terreiros das aldeias, espaços de convivência e transmissão de saberes. Em cena, cerca de 25 brincantes conduzem o cortejo, com a presença de personagens como o caboclo de lança, Mateus e Catita, além da corte real. O público acompanha de perto cada gesto, cada movimento e cada símbolo do maracatu.</p>
<p dir="ltr">“Estamos muito contentes em poder promover esse encontro de culturas intergeracionais. O maracatu tem em seu DNA as tradições indígenas. Mesmo sem a presença dessas comunidades na Zona da Mata Norte, vivenciar esse momento é algo que ficará na história”, disse o presidente da agremiação carnavalesca, Nailson Vieira.</p>
<p dir="ltr">Atualmente, o Estrela Brilhante reúne mais de 150 integrantes. Para essa circulação, o grupo será representado por cerca de 25 brincantes. A formação reduzida mantém os principais elementos estéticos e simbólicos do maracatu de baque solto.</p>
<p dir="ltr">A circulação prevê deslocamentos de até cinco horas por trecho, totalizando mais de 12 horas de viagem ao longo da agenda. O grupo atravessa a Zona da Mata e segue até o Sertão, em um percurso que amplia o alcance da cultura popular pernambucana.</p>
<p dir="ltr">O projeto também valoriza a troca de saberes entre mestres, brincantes e comunidades indígenas. A proposta reforça a cultura como prática viva, que circula entre territórios e fortalece a memória e a identidade dos povos.</p>
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		<title>Vinícius Tavares lança videoclipe e single &#8220;Música de Bailinho&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Virgínia Guimarães/Divulgação Com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura &#8211; Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, o cantor Vinícius Tavares desloca o gênero embolada no clipe e single de estreia, MÚSICA DE BAILINHO, lançados nesta quarta-feira (22). A faixa, de 2min9s, abre caminhos e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-09.45.05.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123596" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-09.45.05-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><br />
Foto: Virgínia Guimarães/Divulgação</p>
<p>Com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura &#8211; Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, o cantor Vinícius Tavares desloca o gênero embolada no clipe e single de estreia, <em>MÚSICA DE BAILINHO,</em> lançados nesta quarta-feira (22).</p>
<p>A faixa, de 2min9s, abre caminhos e integra o EP <em>ZÉ DO CÃO &#8211; CAP. 01 (Facção de Arte)</em>, que reúne, ao todo, sete faixas e será lançado no próximo dia 1º de maio, em todas as plataformas digitais. O trabalho se propõe a experimentar a costura de ritmos nordestinos — a exemplo do repente e do samba de coco — aos beats da música eletrônica e camadas de samples do cinema nacional, tensionando as distinções entre cultura popular e música contemporânea.</p>
<p>Em <em>MÚSICA DE BAILINHO</em>, o artista de Toritama, município do Agreste Setentrional, localizado a 170 km da capital, Recife, inaugura seu universo sonoro e imagético. Considerada por Tavares a faixa mais pop do EP, a embolada não perde o pulso oral, mas ganha grave, síncope e pista. Sobre bases de dancehall, sons circulares e buzinas eletrônicas, os versos correm ligeiros, como se o improviso percussivo encontrasse o paredão. A atmosfera evoca as performances de vogue das cenas de ballroom, mas o chão permanece agrestino.</p>
<p>Sob a direção de fotografia de Vinícius, em codireção com a multiartista Virgínia Guimarães, ele passeia entre performances de dança e brincadeiras. Além dos dois, a artesã Maria Laísa completa o elenco. A bandeira do Brasil e a Toyota Bandeirante, ícone recorrente no cotidiano agrestino, não aparecem como ornamento, mas como inscrição geográfica da narrativa. Já o chapéu que veste o palhaço sério — capa do EP inspirada no Mateu do reisado do congo — funciona como síntese visual do projeto: tradição popular convertida em signo pop.</p>
<p>Acesse o single de clipe no link <strong><a href="https://youtu.be/GqRZPMvDaxw?si=kbYpcSlmSrvfuF1Y" target="_blank">www.youtu.be/GqRZPMvDaxw?si=kbYpcSlmSrvfuF1Y</a></strong>.</p>
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		<title>Museu Guitinho da Xambá inicia o Programa Educativo Sociocultural Giras da Memória</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 18:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Guitinho da Xambá. Crédito: Beto Figueirôa/Divulgação O Museu Guitinho da Xambá, vinculado ao Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar (CAC Bongar), em Olinda, inicia no dia 23 de abril, o seu Programa Educativo Sociocultural Giras da Memória, uma imersão cultural e formativa, que articula a preservação do patrimônio cultural, a proteção e promoção [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Guitinho-da-Xambá-Foto-Beto-Figueirôa.JPG.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123582" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Guitinho-da-Xambá-Foto-Beto-Figueirôa.JPG-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><br />
Foto: Guitinho da Xambá. Crédito: Beto Figueirôa/Divulgação</p>
<p dir="ltr">O Museu Guitinho da Xambá, vinculado ao Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar (CAC Bongar), em Olinda, inicia no dia 23 de abril, o seu Programa Educativo Sociocultural Giras da Memória, uma imersão cultural e formativa, que articula a preservação do patrimônio cultural, a proteção e promoção das memórias coletivas e a produção de conhecimento no Quilombo Urbano da Xambá.</p>
<p dir="ltr">A iniciativa, que terá periodicidade anual, funciona como um processo de ativação, construção e consolidação do Museu, cuja exposição de longa duração está prevista para ser inaugurada entre o final deste ano e o início do próximo. O projeto é realizado pelo Museu Guitinho da Xambá, sob a coordenação de uma equipe dedicada à preservação do legado de Guitinho da Xambá (1982–2021), músico e cientista social que idealizou o CAC Bongar em 2016, como um espaço de resistência e salvaguarda das tradições da comunidade Xambá.</p>
<p dir="ltr">O Giras da Memória é organizado em cinco eixos de atuação que percorrem diferentes dimensões, alinhados aos fundamentos da espiritualidade de origem africana: a Gira Palavras, regida pelo orixá Xangô, promove palestras sobre o direito à memória e às políticas públicas; a Gira Experiências, sob o comando de Oyá, estabelece rodas de conversa e partilhas afetivas entre diferentes agentes culturais de base comunitária; a Gira Saberes, guiada por Oxalá, foca na capacitação em processos museológicos que abrangem planejamento, gestão e práticas aplicadas a museus; a Gira Mundo, que tem à frente o orixá Ogum, realiza expedições formativas a outros centros culturais e espaços de memória; e a Gira Sustentabilidade que, sob os auspícios de Oxóssi, envolve a conscientização sociopolítica e cultural dos participantes e desenvolve ações práticas socioambientais e tecnológicas, em busca da sustentabilidade nas dimensões econômica, social, cultural e ambiental da comunidade xambazeira.</p>
<p dir="ltr">Os projetos do CAC Bongar, o Cineclube Erê Sankofa e o Bongarbit: Laboratório de Tecnologias Orgânicas e Digitais da Xambá, incorporam-se às atividades do Programa para discutir economia criativa, tecnologia e inovação cultural.</p>
<p dir="ltr">A programação detalhada traz nomes de peso da intelectualidade negra e da museologia social no Brasil. O ciclo conta com a participação do Pai Ivo de Xambá e da professora e diretora do Museu da Maré (RJ), Cláudia Rose Ribeiro da Silva, discutindo o direito à memória e o movimento social da museologia social no Brasil. Mãe Beth de Oxum, Elinildo Marinho e Vania Brayner abordam memórias coletivas e políticas culturais de base comunitária. Para falar sobre o papel das mulheres na preservação das memórias coletivas, o Programa traz a presidenta do CAC Bongar, Marileide Alves, e a advogada, sanitarista e fundadora da Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco, Vera Baroni.</p>
<p dir="ltr">O debate é ampliado por rodas de conversa com Hildo Leal, fundador e coordenador do Museu Severina Paraíso da Xambá e Maria da Conceição da Silva (Ceiça Axé de Oyá), representando o Terreiro de Pai Adão. Participam também a Mestra Titinha, fundadora e dirigente do Museu do Mamulengo de Glória do Goitá; Andala Quituche do Museu das Tradições do Cavalo Marinho, e Julia Amorim, representando o Museu da Parteira.</p>
<p dir="ltr">Na vertente técnica, o museólogo Elinildo Marinho será responsável pela oficina sobre Introdução ao Plano Museológico em museus de base comunitária; e o professor Eutrópio Bezerra, irá ministrar a capacitação em Conservação Preventiva de Acervos em Papel. O cronograma inclui ainda expedições culturais ao Museu das Tradições do Cavalo Marinho em Aliança; ao Museu do Mamulengo de Glória do Goitá, ao Museu da Memória do Povo Marikito Tapuyá, em Escada; e ao Museu do Homem do Nordeste e Cehibra, da Fundaj.</p>
<p dir="ltr">O Programa Giras da Memória, que é uma realização da empresa Cultivação &#8211; memória, educação e ecologia, proponente do projeto, conta com o incentivo da Lei Paulo Gustavo, uma ação do Ministério da Cultura em parceria com a Secult-PE, e com o apoio institucional do Museu do Homem do Nordeste/Fundaj e do NEPE – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade/UFPE.</p>
<p><strong>Inscrições e programação completa:</strong> <a href="www.girasdamemoria.com">www.girasdamemoria.com</a></p>
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		<title>Mestre Zeca Cirandeiro leva a força da ciranda da Mata Norte para apresentação em Olinda</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 19:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PNAB Pernambuco]]></category>
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		<category><![CDATA[Nazaré da Mata]]></category>
		<category><![CDATA[Zeca Cirandeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Mestre Zeca Cirandeiro. Foto: Sérgio Melo/Divulgação Um dos principais nomes da ciranda popular da Zona da Mata Norte pernambucana, Mestre Zeca Cirandeiro se apresenta neste sábado, 18 de abril, em Olinda, levando ao público o repertório de seu primeiro álbum, A Força Cultural da Mata Norte. A apresentação faz parte da circulação estadual do projeto [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-15-at-15.59.57.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123555" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-15-at-15.59.57-574x486.jpeg" width="574" height="486" /></a><br />
Mestre Zeca Cirandeiro. Foto: Sérgio Melo/Divulgação</p>
<p dir="ltr">Um dos principais nomes da ciranda popular da Zona da Mata Norte pernambucana, Mestre Zeca Cirandeiro se apresenta neste sábado, 18 de abril, em Olinda, levando ao público o repertório de seu primeiro álbum, <em>A Força Cultural da Mata Norte</em>. A apresentação faz parte da circulação estadual do projeto “Zeca Cirandeiro – A Força Cultural da Mata Norte”, produzido pela Terno da Mata Produções e realizado com incentivo do Ministério da Cultura, Governo Federal, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">O artista é a principal atração da Sambada da Praça do Amaro Branco, que acontece a partir das 21h, na Praça Israel Felix, reunindo diferentes expressões da cultura popular em uma noite dedicada às rodas de ciranda, coco e manifestações tradicionais.</p>
<p dir="ltr">A noite contará ainda com apresentações do Grupo Indígena Flishimaya, do Coco do Pneu Mirim e do Mestre Arnaldo do Coco, além de espaço de microfone aberto para participação do público.</p>
<p dir="ltr">Aos 60 anos, Zeca Cirandeiro é considerado um dos principais nomes da ciranda popular de Paudalho, município da Zona da Mata pernambucana, onde construiu sua trajetória artística ligada às tradições locais. O álbum “A Força Cultural da Mata Norte” reúne composições que atravessam diferentes momentos da carreira do artista e reafirmam sua atuação na preservação da cultura da região.</p>
<p dir="ltr">A relação de Zeca com a ciranda começou ainda na infância, nos engenhos de Paudalho, onde as rodas funcionavam como espaços de convivência comunitária. Ele acompanhava a mãe nas festas e se inspirava nas cantorias do padrasto, Severino Cantador. Aos 10 anos, já participava das rodas com os adultos, criando suas primeiras paródias a partir de cirandas tradicionais, especialmente as de Lia de Itamaracá, referência para o artista.</p>
<p dir="ltr">Quatro anos depois, aos 14, compôs uma de suas primeiras músicas: “Sou negrão das correntes amarradas nas pernas, correndo atrás do carro de cana”. A canção era interpretada com amigos utilizando instrumentos improvisados de lata. Desde então, Zeca manteve presença constante na cena cultural da região, criando sua própria ciranda, fundando o Bloco do Camelô e ampliando apresentações por cidades vizinhas e distritos rurais da Zona da Mata.</p>
<p dir="ltr">Além da atuação como músico, o artista também desenvolve atividades como arte-educador e artista plástico. Em 2003, passou a trabalhar com formações percussivas para crianças atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), levando a ciranda para projetos sociais do município. Suas primeiras apresentações públicas aconteceram nas Festas de São Sebastião, padroeiro de Paudalho.</p>
<p dir="ltr">Com cerca de 160 composições catalogadas, Zeca Cirandeiro segue ativo na criação musical, mantendo forte ligação com as histórias e experiências da comunidade rural onde nasceu. “Minhas músicas retratam o lugar onde nasci e as experiências que vivi na comunidade rural de Paudalho”, afirma o artista.</p>
<p dir="ltr">A apresentação em Amaro Branco faz parte de uma circulação que busca fortalecer e difundir as expressões culturais da Mata Norte pernambucana, reunindo artistas, mestres da cultura popular e novos grupos em torno das tradições da ciranda e do coco.</p>
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