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	<title>Portal Cultura PE &#187; Notícias</title>
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		<title>Maracatu de baque solto chega pela primeira vez a aldeias indígenas do Sertão de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Hugo Muniz/Divulgação Caboclos de lança com golas bordadas, reis e rainhas, damas do paço, baianas, mateus e catita prometem levantar poeira e fazer história em maio. Pela primeira vez, aldeias indígenas do Sertão de Pernambuco recebem o maracatu de baque solto. O responsável pela circulação é o Maracatu Estrela Brilhante, de Nazaré da Mata, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-23-at-16.26.13.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123629" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-23-at-16.26.13-607x390.jpeg" width="607" height="390" /></a><br />
Foto: Hugo Muniz/Divulgação</p>
<p dir="ltr">Caboclos de lança com golas bordadas, reis e rainhas, damas do paço, baianas, mateus e catita prometem levantar poeira e fazer história em maio. Pela primeira vez, aldeias indígenas do Sertão de Pernambuco recebem o maracatu de baque solto. O responsável pela circulação é o Maracatu Estrela Brilhante, de Nazaré da Mata, um dos mais importantes grupos em atividade na Zona da Mata Norte.</p>
<p dir="ltr">As apresentações acontecem nos dias 5 (terça-feira), 6 (quarta-feira) e 7 de maio (quinta-feira), nos territórios Kapinawá, em Buíque, Fulni-ô, em Águas Belas, e Xukuru, em Pesqueira. A entrada é gratuita.</p>
<p dir="ltr">A iniciativa faz parte do projeto “Quando uma Estrela Chegar no Seu Terreiro &#8211; Conexão com os Territórios Indígenas”, incentivado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Governo de Pernambuco. A proposta leva o maracatu rural para além da Zona da Mata Norte e amplia o acesso à manifestação em outras regiões do estado.</p>
<p dir="ltr">Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o maracatu rural nasce do encontro de matrizes africanas, indígenas e europeias. A tradição se mantém pela oralidade. Mestres ensinam no fazer. Brincantes aprendem no cortejo. As loas, a música e a dança formam o espetáculo.</p>
<p dir="ltr">As apresentações serão realizadas nos terreiros das aldeias, espaços de convivência e transmissão de saberes. Em cena, cerca de 25 brincantes conduzem o cortejo, com a presença de personagens como o caboclo de lança, Mateus e Catita, além da corte real. O público acompanha de perto cada gesto, cada movimento e cada símbolo do maracatu.</p>
<p dir="ltr">“Estamos muito contentes em poder promover esse encontro de culturas intergeracionais. O maracatu tem em seu DNA as tradições indígenas. Mesmo sem a presença dessas comunidades na Zona da Mata Norte, vivenciar esse momento é algo que ficará na história”, disse o presidente da agremiação carnavalesca, Nailson Vieira.</p>
<p dir="ltr">Atualmente, o Estrela Brilhante reúne mais de 150 integrantes. Para essa circulação, o grupo será representado por cerca de 25 brincantes. A formação reduzida mantém os principais elementos estéticos e simbólicos do maracatu de baque solto.</p>
<p dir="ltr">A circulação prevê deslocamentos de até cinco horas por trecho, totalizando mais de 12 horas de viagem ao longo da agenda. O grupo atravessa a Zona da Mata e segue até o Sertão, em um percurso que amplia o alcance da cultura popular pernambucana.</p>
<p dir="ltr">O projeto também valoriza a troca de saberes entre mestres, brincantes e comunidades indígenas. A proposta reforça a cultura como prática viva, que circula entre territórios e fortalece a memória e a identidade dos povos.</p>
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		<title>“Bailarinas em Suspeição” lança videodança e artigo sobre dançarinas invisibilizadas em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 19:56:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A história de mulheres que dançaram, trabalharam e resistiram nos cassinos pernambucanos entre as décadas de 1930 e 1950 ganha nova visibilidade com o lançamento do projeto &#8220;Bailarinas em Suspeição: Mulher, Dança e Trabalho nos Cassinos Pernambucanos (1930–1950)&#8221;. Idealizado pela artista da dança, pesquisadora e videomaker Marcela Rabelo, o projeto será lançado na quarta-feira, 29 [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Crédito-das-fotos-de-Morgana-Narjara-3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123617" alt="Foto: Morgana Narjara" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Crédito-das-fotos-de-Morgana-Narjara-3-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify">
<p>A história de mulheres que dançaram, trabalharam e resistiram nos cassinos pernambucanos entre as décadas de 1930 e 1950 ganha nova visibilidade com o lançamento do projeto &#8220;Bailarinas em Suspeição: Mulher, Dança e Trabalho nos Cassinos Pernambucanos (1930–1950)&#8221;. Idealizado pela artista da dança, pesquisadora e videomaker Marcela Rabelo, o projeto será lançado na quarta-feira, 29 de abril, Dia Internacional da Dança, data simbólica que reforça o diálogo da iniciativa com a valorização da arte do corpo e de suas histórias.</p>
<p align="justify">
<p>A estreia reúne duas frentes principais: a publicação de um artigo científico e o lançamento de uma videodança no canal do Youtube do projeto: @bailarinasemsuspeição, fruto do processo de criação e investigação em dança a partir da pesquisa. Também contempla o projeto a criação de um blog/site que funcionará como um pequeno acervo digital aberto, reunindo o artigo, a videodança e conteúdos reunidos na pesquisa e materiais históricos.</p>
<p align="justify">
<p>A iniciativa, desenvolvida entre setembro de 2025 e abril de 2026, propõe revisitar um período em que os cassinos eram importantes centros de produção artística no Recife e em Pernambuco, ao mesmo tempo em que lança um olhar crítico sobre as condições de trabalho e as narrativas construídas em torno das mulheres que atuavam como bailarinas nesses espaços.</p>
<p align="justify">
<p>Resultado de um extenso levantamento documental, o projeto parte da análise de jornais, revistas e, especialmente, de fichas e prontuários do antigo DOPS, acessados a partir do projeto &#8220;Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos&#8221;, de 2016, da pesquisadora e jornalista Clarice Hoffmann, que integra a equipe ao lado da professora e antropóloga Selma Albernaz.</p>
<p align="justify">
<p>Ao todo, cerca de 90 mulheres, entre brasileiras e estrangeiras, foram mapeadas, revelando trajetórias atravessadas por vigilância, estigmas e também por intensa produção artística em dança.</p>
<p align="justify">
<p>“Quando tive acesso a esses documentos, me chamou atenção não só a quantidade de mulheres identificadas como bailarinas, pernambucanas, brasileiras de outros estados e estrangeiras, mas principalmente a forma como eram descritas. Fichas do prontuário e matérias de jornais que designavam a profissão bailarina, caminhavam juntos com discursos marcados por julgamento, objetificação e desvalorização. Isso gerou em mim uma identificação imediata e uma pergunta que move toda a pesquisa: o que realmente mudou na forma como a mulher artista da dança é vista, dos anos 1930 até hoje?”, enfatiza a artista da dança Marcela Rabelo.</p>
<p align="justify">
<p>Ao investigar essas histórias, o projeto evidencia como o olhar de suspeição sobre essas mulheres era construído a partir de critérios recorrentes, como nacionalidade, tipos de dança praticados, estado civil, raça e circulação entre diferentes cidades e países.</p>
<p align="justify">
<p>Nos documentos e matérias da época, surgem classificações como bailarina clássica, de salão, vedete, fantasista, sambista, rumbeira, sapateadora, acrobata ou girls (integrante de coros). Categorias que, muitas vezes, vinham acompanhadas de discursos moralizantes e de uma vigilância que ultrapassava os palcos. As trajetórias mapeadas revelam um cenário complexo e cheio de contradições.</p>
<p align="justify">
<p>A maioria das bailarinas fichadas eram pernambucanas e de outros estados brasileiros. Mesmo percebendo uma maior glamourização em torno das bailarinas estrangeiras nas notícias e propagandas dos cassinos, o estigma moralizante recaía sobre todas elas. No caso de Maria José Rodrigues, bailarina pernambucana que atuava no Cassino Império, um detalhe chama atenção: no momento de seu fichamento no DOPS/PE, uma ficha do Departamento de Saúde Pública. Esse tipo de documento, associado a práticas de controle sanitário direcionadas a mulheres em situação de prostituição, historicamente submetidas a processos de estigmatização, evidencia como sua atuação artística era atravessada por dispositivos de vigilância que extrapolavam o campo da dança. Já Lilia Naldi, nome artístico de Maria de Lourdes de Sousa Pinheiro, transitava entre a dança clássica e as chamadas danças típicas brasileiras, com vínculos institucionais importantes, mas ainda assim foi monitorada, mostrando que nem o reconhecimento artístico a afastava da suspeição. Outras histórias chegam de forma fragmentada, como a de Dolores, que se apresentava ao lado do parceiro cubano Salvador Cárdenas, formando uma dupla que circulava por teatros e cassinos com repertórios que incluíam frevo e rumba.</p>
<p align="justify">
<p>A pesquisa também revela situações em que o próprio corpo em cena era motivo de vigilância. Marga Hernandez, por exemplo, dançava em dupla com Cecy, ou seja, duas mulheres em parceria artística em número de dança a dois, o que, em um contexto conservador, provocava estranhamento. Casos como o de Maria Lino, ligada ao maxixe, dança historicamente associada à sensualidade, mostram como determinadas expressões corporais eram usadas para reforçar julgamentos morais. Enquanto isso, Carmen Brown, artista negra de origem norueguesa, com atuação em danças afro-brasileiras e presença no cinema, era ao mesmo tempo celebrada e atravessada por discursos exotizantes, chegando a ser registrada oficialmente como branca, o que revela distorções profundas nos arquivos. Há ainda trajetórias marcadas por deslocamentos e narrativas dramáticas, como a de Alda Bogoslowa, artista russa que se apresentava como bailarina clássica e acumulava histórias de viagens, relações e episódios pessoais explorados publicamente. Ou como Geraldine Pike, acrobata estadunidense conhecida como “mulher sem ossos”, cuja vida privada também era monitorada, evidenciando como a vigilância se estendia para além da cena.</p>
<p align="justify">
<p>Mais do que exceções, essas histórias apontam para um padrão, que são mulheres artistas constantemente observadas, classificadas e julgadas, em um contexto em que suas trajetórias profissionais eram atravessadas por mecanismos de controle social. Mais do que reconstruir o passado, o projeto propõe um diálogo direto com o presente. As questões levantadas pela pesquisa, sobre trabalho, corpo, moralidade e representação, continuam atravessando a experiência de mulheres na dança hoje.</p>
<p align="justify">
<p>“Ao longo da pesquisa, reconheci nessas histórias experiências que ainda fazem parte da trajetória de muitas artistas da dança na atualidade, inclusive a minha e a de colegas de cena. Esses corpos seguem sendo atravessados por julgamentos, mas também seguem criando, resistindo e reinventando formas de existir”, complementa Marcela Rabelo.</p>
<p align="justify">
<p><strong>VIDEODANÇA</strong> &#8211; Essa reflexão também se desdobra na criação de videodança por Marcela Rabelo, obra inspirada nos registros históricos que busca tensionar, no corpo contemporâneo, as camadas de glamour, precarização e estigmatização associadas à figura da bailarina ao longo do tempo.</p>
<p align="justify">
<p>No processo de criação, além de participar como bailarina, Marcela convida mais três artistas da dança pernambucanas que dialogam com as técnicas de dança apresentadas nos documentos e arquivos históricos das bailarinas abarcadas na pesquisa: Amanda Andrade, Júlia França e Giselly Andrade.</p>
<p align="justify">
<p>A produção da videodança, em processo de construção, que estreia no dia 29/04 no canal do Youtube do projeto, dialoga diretamente com o artigo científico, estabelecendo uma ponte entre linguagem acadêmica e criação artística.</p>
<p align="justify">
<p>Em um movimento que conecta arte, pesquisa e memória, o projeto reafirma a importância de reconhecer o papel das mulheres na construção da cultura e de questionar as narrativas que, ainda hoje, atravessam seus corpos e suas trajetórias.</p>
<p align="justify">
<p>Realizado com incentivo do edital de fomento à cultura PNAB 2024 do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, e do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco (Secult-PE), o projeto reforça a importância do investimento público em iniciativas que articulam pesquisa, criação artística e preservação da memória cultural.</p>
<p align="justify">
<p><strong>INFORMAÇÕES</strong><br />
Instagram: @bailarinasemsuspeicao<br />
Canal do Youtube do projeto: @bailarinasemsuspeição<br />
Blog/site: https://bailarinasemsuspeicao.blogspot.com/</p>
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		<title>Pequeno Encontro da Fotografia chega ao Recife em abril de 2026</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O festival Pequeno Encontro da Fotografia será realizado pela primeira vez no Recife, desta quarta a sexta-feira (22 a 25 de abril de 2026), com recursos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE). Pessoas de várias [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/PEF-2023_ciranda_Foto-Francisco-11.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123611" alt="Foto: divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/PEF-2023_ciranda_Foto-Francisco-11-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>O festival Pequeno Encontro da Fotografia será realizado pela primeira vez no Recife, desta quarta a sexta-feira (22 a 25 de abril de 2026), com recursos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE). Pessoas de várias cidades brasileiras apresentarão suas criações ao público na Ciranda Fotográfica e nas Projeções, atividades realizadas no prédio do Núcleo de Gestão do Porto Digital, no Bairro do Recife.</p>
<p>No mesmo local, ocorrerão as aulas das oficinas ministradas por Marina Feldhues (PE) e pelo Coletivo Ciano, Cidade (PE). Já o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam), na Boa Vista, receberá o Café Pequeno, com lançamentos de livros, apresentação de obras criadas por fotógrafas convidadas e de imagens feitas durante a Expedição Fotográfica, entre outras atrações. A programação da 11ª edição do evento conta ainda com o Espaço da Pesquisa, que será transmitido ao vivo pelo YouTube (mas os textos já estão disponíveis para leitura pelo site). Tudo com acesso gratuito.</p>
<p>“É sempre um grande desafio desenhar o Pequeno Encontro da Fotografia, mas é sempre muito gratificante ver a riqueza das trocas que costumam acontecer. Neste ano, experimentamos ampliar ainda mais o espaço das convocatórias na programação do evento e foi muito interessante ver tantas propostas diferentes, vindas dos mais variados lugares, garantindo a diversidade e a pluralidade que nos animam desde o início”, resumem os curadores do festival, Eduardo Queiroga, Maria Chaves e Mateus Sá.</p>
<p>As criações apresentadas no Espaço da Pesquisa, na Ciranda Fotográfica e nas Projeções foram selecionadas por meio de convocatória. “Recebemos muitos trabalhos interessantes, e a tarefa da curadoria foi garantir um equilíbrio entre a diversidade de perspectivas e os diálogos possíveis entre elas. Esta edição é marcada pela presença de eixos temáticos como corpo, gênero, memória e território, que refletem os direcionamentos do pensamento sobre fotografia e imagem na atualidade. A seleção contempla ainda trabalhos mais focados no fazer fotográfico e no pensar esse fazer”, comenta a professora Greice Schneider (UFS), convidada para a curadoria do Espaço da Pesquisa neste ano.</p>
<p>Os temas citados pela curadora também se fazem presentes em obras escolhidas para Ciranda Fotográfica e as Projeções. Há criações sobre identidade e ancestralidade ou sobre relações entre os seres humanos e a natureza, por exemplo. Algumas foram criadas a partir de imagens de álbuns de família ou de outros acervos. Outros ensaios foram realizados em lugares como terreiros de candomblé no Recife e em Olinda; a aldeia Ulupuwene, no Alto Xingu (MT); o território afro-indígena situado a Serra dos Paus Dóias, no alto da Chapada do Araripe (PE); os terreiros do Pajé Barbosa, no território Pitaguary (CE); ou acompanhando as comitivas de esmolação de São Benedito que saem do Pará e chegam até o Maranhão.</p>
<p>Quem assistir às apresentações da Ciranda Fotográfica poderá indicar sua obra favorita. Os dois mais votados (um da manhã e outro da tarde) receberão como prêmio cinco impressões Fine art 30 x 45 cm feitas pelo ADI – Atelier de Impressão, apoiador do evento junto com o Porto Digital e o Mamam. O resultado será anunciado durante o Café Pequeno, que marca o encerramento do festival em confraternização.</p>
<p>Na ocasião serão realizados lançamentos de três livros. Arquivo, Fotografia e a Carne Negra: um estudo ante-estética de suas (po)éticas implicadas, de Marina Feldhues (PE) apresenta reflexões críticas sobre as implicações (po)éticas entre arquivos diversos, a fotografia e a carne negra tanto para a ordenação do mundo antinegro, quanto para sua desordem e a emergência de outros mundos (im)possíveis – a autora também participa de uma conversa com o público na sexta-feira. O fotolivro Sertão de Lembranças nasceu de uma pesquisa de linguagem em fotografia desenvolvida entre 2021 e 2024 no Sertão do Pajeú e objetiva criar sentidos entre a noção de lembrança elaborada com fotografias familiares e da poesia através da interação entre o fotógrafo José Afonso Jr., a poetisa Mariana Véras (PE). O fotolivro Presenças é descrito como um exercício de arqueologia visual, em que Mergulha e Voa (PE) busca decifrar a própria identidade não no espelho, mas nos vestígios do mundo: na dureza do concreto, na memória das paredes e nos objetos que sobrevivem ao tempo.</p>
<p>Durante a noite o público também poderá conferir obras de artistas convidadas. O projeto Mergulho é composto de 21 trabalhos, cada um contendo uma foto de um objeto da casa, uma foto de arquivo e um poema. Esse é o último projeto em que a fotógrafa Eliane Velozo, que tem deficiência visual com perda progressiva da visão, teve autonomia total na utilização do programa Photoshop. Já videoarte Madonnas e Fridas foi elaborada como uma ação artística e colaborativa integrante do projeto Madonnas e Fridas: arte e maternidade como agenciamentos políticos, de Ana Sabiá (SC). Por meio de uma convocatória pública, foram selecionados os trabalhos que compõem a obra, um caleidoscópio de olhares e sentidos em torno de maternidades críticas e fotografia através das experiências poéticas de 50 mulheres artistas brasileiras.</p>
<p>No Café Pequeno ainda serão exibidos resultados das oficinas desta 11ª edição: Fotografia Experimental, ministrada pelo Coletivo Ciano, Cidade (PE) para estudantes Escola de Referência em Ensino Médio Professor Ernesto Silva, e Colagem e a fabulação de si, ministrada por Marina Feldhues (PE).</p>
<p>Além disso, serão projetadas imagens feitas na manhã do sábado pelos participantes da Expedição Fotográfica. A atividade é aberta ao público e não é necessário se inscrever para participar, nem ser profissional da fotografia (a organização lembra apenas que o uso de uma câmera digital que pode ser a do celular facilita o processo para quem quiser enviar suas imagens a tempo de participar da projeção coletiva). O roteiro muda a cada edição do festival e o ponto de partida será divulgado em breve pelo site e pelas redes sociais.</p>
<p><strong>Mais informações:</strong><br />
pequenoencontrodafotografia.com<br />
pequenoencontro@gmail.com<br />
Instagram: @pequenoencontrodafotografia<br />
YouTube: @pequenoencontrodafotografia<br />
Facebook: PequenoEncontroDaFotografia</p>
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		<title>5ª Semana do Audiovisual Negro com programação de oficinas, cineclube e rodas de conversa</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com uma programação distribuída ao longo do ano, a 5ª Semana do Audiovisual Negro (SAN) entra no momento presencial, acontecendo primeiramente na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. As atividades sobre formação e mercado audiovisual negro e indígena são gratuitas, sendo realizadas durante três dias seguidos, desta quarta-feira [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/July-foto-5ª-Semana-do-Audiovisual-Negro-destaca-que-é-essencial-esse-diálogo-entre-estudantes-e-profissionais-premiados-e-referências-do-audiovisual-do-Nordeste.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123604" alt="Foto: divulgação " src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/July-foto-5ª-Semana-do-Audiovisual-Negro-destaca-que-é-essencial-esse-diálogo-entre-estudantes-e-profissionais-premiados-e-referências-do-audiovisual-do-Nordeste-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Com uma programação distribuída ao longo do ano, a 5ª Semana do Audiovisual Negro (SAN) entra no momento presencial, acontecendo primeiramente na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. As atividades sobre formação e mercado audiovisual negro e indígena são gratuitas, sendo realizadas durante três dias seguidos, desta quarta-feira a sexta-feira (22 a 24 de abril), à tarde e à noite. A curadoria, a direção e a facilitação são de profissionais periféricos e populares de Pernambuco e do Nordeste.</p>
<p>A 5ª Semana do Audiovisual Negro tem incentivo do Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), pelo 17º edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de PE, por meio do Governo de Pernambuco, da Fundarpe e da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE).</p>
<p>A abertura, no dia 22/04, começa às 17h30, com a primeira gira de conversa (tema: “Griôs do Audiovisual de PE”). Às 18h30, a pauta do debate é “Curadorias no cinema/audiovisual”. Em seguida, às 19h30, acontece a oficina de direção de fotografia com Sylara Silvério (RN). O cineclube “Alma no Olho” abre as atividades do dia 23/04, levando a curadoria de Feane Toê. Na sequência tem a formação em desenvolvimento de roteiro, trazendo a facilitação de Caio Dornelas (PE), às 19h30. O dia 24/04 reúne a roda de conversa, com o tema “Cinema independente no BR”, às 18h, e a exibição de filmes — curadoria de Luly Peligrosa — pelo “Alma no Olho”, às 19h30.</p>
<p>Caio Dornelas é realizador audiovisual com experiência em produção de conteúdo para televisão, cinema e internet. Ao longo da carreira artístico-cultural, são mais de 15 produções de curta-metragens. Ele também tem pesquisas em longas documentais e ficção. Já Sylara Silvério é diretora de fotografia com formação na EICTV (Cuba) e na Bucareste Ateliê de Cinema. Ela é do povo indígena Potiguara Mendonça, do Rio Grande do Norte.</p>
<p>“Nesta edição da 5ª SAN, além de debates e sessões com realizadoras e realizadores, temos masterclasses na imersão formativa”, reforça Rafa Nascimento, que assina a direção artística da 5ª Semana do Audiovisual Negro.</p>
<p>Além de Rafa Nascimento, Jota Carmo está na coordenação pedagógica e Tatiana Quintero, juntamente com Alexandre HN, na produção geral. A maioria da equipe técnica é pernambucana, sobretudo da Região Metropolitana do Recife (RMR), reunindo pessoas negras e indígenas. A realização da 5ª edição é do cineclube “Alma no Olho”, com a produção executiva de “Alto Mar &#8211; Imagens &amp; Movimentos”.</p>
<p>A SAN abriu inscrição ainda no ano passado para “Desafio Griô” e reabriu a oportunidade recentemente (indo até o dia 18 de abril). O desafio é uma atividade de formação com o objetivo tanto de incentivar como fortalecer estudantes das culturas negra e indígena, a partir da produção coletiva de um filme de duração máxima de cinco minutos (curta-metragem). A equipe tem que lançar a obra audiovisual em 72 horas, ou seja, três dias seguidos é o tempo recorde para criar, produzir e entregar. Sendo assim, foi necessário formar um grupo com pessoas de cursos, escolas, universidades, oficinas e capacitações de comunicação, rádio, tv, cinema e audiovisual, acompanhadas por professor, professora, orientador e orientadora.</p>
<p>É importante dizer que o tema do “Desafio Griô” é único, sendo revelado para os cinco grupos contemplados justamente depois dos encontros formativos. Feito isso, começa o processo de produção para realizar o roteiro, a filmagem, a edição, a finalização e a entrega do curta-metragem em até três dias. Além disso, concorrem a prêmios de estímulo à produção audiovisual, como locação de equipamentos de fotografia e de som (em parceria com a “Cabra Quente Filmes”, do Recife), consultorias profissionais de roteiro e de produção e distribuição do filme na tv e na internet. Caso o grupo não cumpra o prazo, o curta-metragem estreia nas programações, mas não compete pelas premiações.</p>
<p>As futuras obras autorais produzidas pelos grupos de estudantes já têm exibições de lançamento confirmadas: na 5ª Semana do Audiovisual Negro, no mês de maio deste ano, na TVU Recife (TV Universitária &#8211; canal aberto), afiliada à TV Brasil, e na UBUPLAY, plataforma de streaming gratuita destinada aos filmes realizados por pessoas negras e afrodiaspóricas.</p>
<p><strong>Maio</strong></p>
<p>A Semana do Audiovisual Negro segue para o Museu da Abolição, no bairro da Madalena, Zona Norte do Recife (rua Benfica, nº 1150), exatamente no dia 01/05 (sexta-feira, feriado nacional do Dia do Trabalhador). Nos dias 02/05 (sábado) e 03/05 (domingo), entra em cartaz no Cinema São Luiz, no bairro da Boa Vista, Zona Central do Recife (Rua da Aurora, nº 175). A programação segue nos dias 04/05 e 06/05, indo para o Cinema da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife (Avenida Professor Moraes Rego, nº 1235). As sessões itinerantes também chegam aos municípios de Camaragibe/PE (Região Metropolitana do Recife) e Afogados da Ingazeira/PE (Sertão), com datas e horários a definir.</p>
<p>Com temáticas de raça, gênero e classe social, sobretudo de identidade racial, mais de 40 filmes de curta-metragem (ficção, documentário, animação e exposição de vídeos, como clipes) foram selecionados para a exibição na 5ª SAN. A escolha das obras de cinema — pernambucanas, do Nordeste e nacionais — foi feita pela curadoria formada por profissionais locais do audiovisual: Bia Pankararu (produtora cultural, audiovisual e comunicadora); João Rêgo (curador, programador, jornalista e crítico de cinema); Lúcio Vinícius (licenciado em História pela FASP); Karla Fagundes (educadora, pesquisadora e formada em História na UFPE); e Feane Toê (realizadora audiovisual, educadora e pesquisadora formada em Letras pela UPE, pós-graduada em Cultura Visual pela Unicap e mestranda em Estudos de Linguagem pela UFRPE).</p>
<p><strong>Programação do mês de abril &#8211; formação e mercado audiovisual negro e indígena<br />
</strong>Local: Unicap (bairro da Boa Vista, centro do Recife, Rua do Príncipe, nº 526)<br />
Entrada: gratuita (inscrição: bit.ly/4dOtihE)<br />
22/04 (quarta-feira)<br />
17h30 &#8211; abertura com a Gira 1 (tema: “Griôs do Audiovisual de PE”)<br />
18h30 &#8211; Gira 2 (tema: “Curadorias no cinema/audiovisual”)<br />
19h30 &#8211; atividade formativa de direção de fotografia com Sylara Silvério<br />
23/04 (quinta-feira)<br />
18h &#8211; Sessão cineclube “Alma no Olho” (curadoria: Feane Toê)<br />
19h30 &#8211; atividade formativa de desenvolvimento de roteiro com Caio Dornelas<br />
24/04 (sexta-feira)<br />
18h &#8211; Gira 3 (tema: “Cinema independente no BR”)<br />
19h30 &#8211; Sessão cineclube “Alma no Olho” (curadoria: Luly Peligrosa)</p>
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		<title>Dia dos Povos indígenas: conheça os saberes e sabores do povo Pankará</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 10:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>
		<category><![CDATA[Pankará]]></category>
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		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123573" aria-labelledby="figcaption_attachment_123573" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome.png"><img class="size-medium wp-image-123573" alt="Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-607x318.png" width="607" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé</p></div>
<p><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p>O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a população. É o caso dos povos indígenas, submetidos a um apagamento sistemático desde o século 16. Uma dessas lacunas relacionadas à cultura indígena na identidade pernambucana vem sendo trabalhada pelo Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará, de Carnaubeira da Penha, Sertão do São Francisco. O projeto incentivado pela Fundarpe através do Funcultura, que vem documentando e resgatando toda a cadeia cultural desse povo indígena, do plantio dos alimentos até a forma de consumi-los.</p>
<p>O projeto foi aprovado no edital Funcultura Geral 2023/2024, na categoria “Patrimônio Cultural” (hoje desmembrada em edital próprio) pela produtora Gato de Gengibre, da pesquisadora Monica Larangeira Jácome. Está em andamento desde 2025 e pode ser prorrogado até 2027. Depois de validado pelo Funcultura (em processos como o de prestação de contas), ele será avaliado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. As chances de isso acontecer são consistentes, pois a Fundação do Patrimônio Histórico Artístico de Pernambuco (Fundarpe) emitiu parecer preliminar (antes da realização da pesquisa) atestando a importância de se registrar essa cultura alimentar e reconhecê-la como Patrimônio.</p>
<p>“O inventário não abrange apenas as receitas do povo Pankará. A realização dele foi dividida em cinco etapas: a forma de produzir alimentos; as receitas e registro sobre a memória gustativa das pessoas em relação às receitas; o artesanato voltado para a alimentação, com utensílios de barro, de fibra de catolé, palha de coqueiro etc.; os lugares da comida, como casa de farinha, engenho de rapadura, horta e outros; e as celebrações em torno da comida”, resume Monica Jácome. Por demanda do Funcultura, serão produzidos ainda produtos culturais relacionados a esse trabalho, como um documentário curta-metragem e o cadastro dos mestres e mestras relacionados à cultura alimentar Pankará.</p>
<p>Práticas alimentares são parte da cultura humana por envolverem memórias e discursos relacionados à convivência entre as pessoas e aos usos e saberes relacionados à natureza – abrangem, por exemplo, o que pode ou não ser consumido, como se consome um alimento, o que plantar ou criar e como se faz isso em uma determinada localidade. São conhecimentos transmitidos por gerações e que podem sofrer adaptações ao longo do tempo graças a processos históricos; um exemplo são os usos da mandioca, planta nativa da América do Sul largamente usada por povos indígenas e depois pelas demais populações que chegaram ao continente por conta da colonização.</p>
<div id="attachment_123574" aria-labelledby="figcaption_attachment_123574" class="wp-caption img-width-467 alignnone" style="width: 467px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123574" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação-467x486.jpeg" width="467" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisador Monica Jácome</p></div>
<p>O reconhecimento da importância do sistema alimentar e culinário Pankará contribui para proteger a diversidade cultural de Pernambuco. “A memória social é seletiva. Na área de gastronomia, quando se pensa em patrimônio alimentar o que se fala são as comidas da casa-grande: bolo de rolo, bolo souza leão e outros. A história de Pernambuco é fruto de uma memória fragmentada. Como é possível falar de bens culturais, de referências históricas, se eles se limitam apenas ao grupo social dominante? O resgate que o inventário faz beneficia todo o Estado porque enriquece a história humana que ocorre aqui”, pontua a pesquisadora.</p>
<p>O Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará é coletivo e envolve a comunidade. Entre os integrantes indígenas estão cinco bolsistas e uma produtora, afora toda a participação da comunidade na finalização de cada etapa. “Houve também uma oficina para que fosse elaborado um protocolo de consulta e consentimento, com normas para regrar as relações do povo Pankará com os não indígenas envolvidos no projeto e com o Estado. Ao final de cada fase, há uma prestação de contas para que se discuta e decida os próximos passos”, afirma a pesquisadora. Os bolsistas farão uma oficina de audiovisual para criar o roteiro do curta-metragem que será entregue com a pesquisa.</p>
<p>“O projeto do inventário veio pra nos fortalecer ainda mais dentro das nossas tradições. E o que não pode faltar, que os nossos antepassados sempre recomendam, os nossos mais velhos, é o respeito, a valorização, a tradição do nosso povo. Para nós, não é simplesmente um inventário alimentar e culinário; é um inventário de saber, de tradição, de cultura, de resistência, mesmo”, afirma a cacica Dorinha, liderança do povo Pankará. Segundo a cacica Dorinha, o projeto trabalha diversos elementos da cultura Pankará, “como cultivar o alimento, como retirar o alimento e como preparar. Esses modos são praticados pelos nossos antepassados, e são levados para nossos jovens, nossas crianças, para que eles possam dar continuidade a esses saberes tradicionais. Também trabalhamos como manejar a terra, também, nós manipulamos ela através dos saberes dos nossos mais velhos, e isso nos fortalece”.</p>
<div id="attachment_123575" aria-labelledby="figcaption_attachment_123575" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123575" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Vanja, do povo Pakará, prepara farofa de catolé</p></div>
<p><strong>HERANÇAS GASTRONÔMICAS E CULTURAIS</strong> – O complexo sistema dos alimentos na cultura Pankará abrange uma série de saberes que alcançam, inclusive, os não indígenas. Monica Jácome lembra que o coco catolé, por exemplo, é usado por não indígenas de diversas formas, entre elas como petisco para se tomar com cerveja. “Os indígenas fazem um rosário, em que os coquinhos são unidos por um fio e vendidos para serem consumidos”, cita. A lista de elementos envolvidos no cadeia gastronômica Pankará é grande. Eis alguns exemplos:</p>
<p>Catolé, mandioca, milho, feijão andu, fava, feijão de arranca, inhame, mucunã, batata-doce, jerimum; acerola, banana, abacate, jaca, manga, goiaba, cana-de-açúcar, mel de abelha, café, mamão, caju, murici, pinha, maracujá, favela, gergelim, batata de macambira, imbu, jaca, colorau; as carnes de caça como preá, mocó, punaré, tatu, peba, veado, gato do mato, cambamba, tamanduá, juriti, codorniz, jacu, teiú, camaleão; as carnes de criação como galinha, porco, vaca, cabra; pão de catolé, catolé cozido, bró de catolé, farofa de catolé, massa, goma e farinha de mandioca, beiju na pedra, bolo de macaxeira, licores, doces e geleias de frutas, imbuzada, doce de cafofa de imbu, doce de facheiro, doce de coroa de frade, xeléu cozido, café morto no pau, queijo de coalho, rapadura, mel de cana, fubá e farinha de milho, milho assado e cozido, bolo de milho, feijão cozinhado, baião de dois, munguzá de feijão, angu da agonia (angu de feijão), café de feijão andu, Rubacão de fava, mingau de mucunã, farofa de murici, fubá da castanha de caju, fubá doce de favela, fubá de gergelim, lambedores, chás de ervas, xaropes e garrafadas; engenhos de farinha, engenho de cana-de-açúcar, fogões à lenha, moendas de milho, pilões de madeira; artesanato culinário barro (o caco, a cuscuzeira|), madeira e fibras naturais (os abanadores do fago, as cestas); a dança do toré nas celebrações da Semana dos Povos Indígenas; a Feira de Cultura Pankará, todo mês de maio; os festejos em comemoração a São Gonçalo; a Novena de Nossa Senhora nas aldeias Jardim e Ladeira.</p>
<p>Em Pernambuco, as manifestações de influência indígena vão além da gastronomia. Entre as manifestações culturais que tem direta herança dos povos originários temos o caboclinho, maracatu rural, coco, ciranda, além do artesanato com os usos da macaxeira, do barro e de fibras vegetais, por exemplo. É uma matriz existencial fundamental para o povo pernambucano, cuja cultura vem sendo reconhecida pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, que dispõe dos títulos de Patrimônio Vivo e da abertura de linhas de fomento que sejam abrangentes a ponto de abarcar projetos. No primeiro caso, já foram reconhecidas agremiações como os caboclinhos Sete Flexas (Recife), União Sete Flexas (Goiana), os dois Canindé (Recife e Goiana), Caheté (Goiana) e Tribo Indígena Carijó (Goiana). Também as Cantadeiras do Povo Indígena Pankararu detêm o título. O título abrange pessoas (mestres) e grupos, e o concurso para eleger os novos Patrimônios Vivos do Estado segue aberto até o dia 30 de abril.</p>
<p>No segundo caso, os editais do Funcultura abarcam diversas linguagens artísticas em iniciativas diversas (apresentação, pesquisa, oficina, produção de conteúdos, entre outros). Dos editais abertos, o Funcultura Música é destinado a toda cadeia sonora (produção, pesquisa e afins), e segue aberto até 30 de abril. Já o Funcultura Geral abrange manifestações de dança, literatura, artes visuais, teatro, circo e outras linguagens. O Funcultura Patrimônio Cultural, por sua vez, possui linhas específicas para pesquisas, produção de conteúdo e ações de salvaguarda em gastronomia em outras manifestações culturais. As inscrições para os Funculturas Geral e Patrimônio Cultural seguem abertas até o dia 13 de maio.</p>
<div id="attachment_123576" aria-labelledby="figcaption_attachment_123576" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife.jpg"><img class="size-medium wp-image-123576" alt="Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caboclinho Sete Flechas do Recife, Patrimônio Vivo</p></div>
<p><strong>O POVO PANKARÁ</strong> – Segundo dados estatísticos do site Terras Indígenas do Brasil (terrasindigenas.org.br), a Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá, demarcada em 2025 e localizada no município de Carnaubeira da Penha (Sertão do São Francisco), tem população de quase 3 mil pessoas. São 52 aldeias em cerca de 15 mil hectares. A agricultura de subsistência é a base da economia alimentar desse povo, em especial os cultivos de milho, macaxeira e feijão. As origens remontam ao povo Atikum e a remanescentes quilombolas na região, e o nome “Pankará” só passa a ser usado como autodenominação no começo dos anos 2000. “O nome ‘Pankará’ veio do costume de usarmos pakaiá, que é o fumo, e também de urá, que vem do mangará da bananeira. A gente era conhecido como ‘os índios da Serra do Arapuá’, os ‘caboclos da Serra do Arapuá’. Em 2003, fomos reconhecidos como povo Pankará. O nome veio através dos saberes das Forças Encantadas, que me apresentaram esse nome de ‘Pankará’”, explica a cacica Dorinha.</p>
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		<title>Com inscrição gratuita para grupos de estudantes, Desafio Griô reúne oficinas de cinema e prêmios</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123569" aria-labelledby="figcaption_attachment_123569" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/July-foto-Os-filmes-de-curta-metragem-produzidos-pelos-cinco-grupos-já-têm-exibições-confirmadas-na-abertura-da-V-Semana-do-Audiovisual-Negro-TVU-Recife-e-UBUPLAY..jpg"><img class="size-medium wp-image-123569" alt="Foto: divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/July-foto-Os-filmes-de-curta-metragem-produzidos-pelos-cinco-grupos-já-têm-exibições-confirmadas-na-abertura-da-V-Semana-do-Audiovisual-Negro-TVU-Recife-e-UBUPLAY.-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os filmes de curta-metragem produzidos pelos cinco grupos já têm exibições confirmadas, na abertura da V Semana do Audiovisual Negro, TVU Recife e UBUPLAY</p></div>
<p>A 5ª Semana do Audiovisual Negro (SAN) investe no Desafio Griô como atividade de formação, com o objetivo tanto de incentivar como fortalecer estudantes das culturas negra e indígena a partir da produção coletiva de um filme de duração máxima de cinco minutos (curta-metragem). A equipe tem que lançar a obra audiovisual em 72 horas, ou seja, três dias seguidos é o tempo recorde para criar, produzir e entregar. A inscrição é gratuita, podendo ser efetuada até este sábado (18/04).</p>
<p>O projeto tem incentivo público, com financiamento do Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco) do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), pelo 17º edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de PE.</p>
<p>Para preencher o formulário é necessário formar um grupo com pessoas de cursos, escolas, universidades, oficinas e capacitações de comunicação, rádio, TV, cinema e audiovisual, acompanhadas por professor, professora, orientador e orientadora. As inscrições, que foram reabertas, contemplam ao todo cinco grupos. É válido reforçar que Griôs são guardiões da memória dos povos africanos, contadores de histórias e transmissores de conhecimentos de seus ancestrais por meio da tradição oral (repasse do saber e crença na ancestralidade).</p>
<p>Vale dizer que o tema do Desafio Griô é único, sendo revelado para todas as pessoas envolvidas justamente depois dos encontros formativos. Feito isso, começa o processo de produção para realizar o roteiro, a filmagem, a edição, a finalização e a entrega do curta-metragem em até três dias. Além disso, concorrem a prêmios de estímulo à produção audiovisual, como locação de equipamentos de fotografia e de som, consultorias profissionais de roteiro e de produção e distribuição do filme na TV e na internet. Caso o grupo não cumpra o prazo, o curta-metragem estreia nas programações, mas não compete pelas premiações.</p>
<p>“No Desafio Griô, a gente une formação, coletividade, vivências artístico-culturais e mercado audiovisual, tudo dentro da programação da 5ª Semana do Audiovisual Negro. Consideramos como o primeiro dos desafios a formação do grupo, conforme o preenchimento das vagas com estudantes de comunicação e de audiovisual que estejam em cursos, escolas e universidades. O desafio vai além da seleção dos cinco grupos, isso porque, a partir da realização das atividades, fortalecemos o espaço de formação, conhecimento e produção no cinema das culturas negra, indígena, periférica e popular. O propósito também é potencializar estudantes e ao mesmo tempo conhecer novas pessoas, talentos etc.”, explica Rafa Nascimento.</p>
<p>As formações com especialistas do cinema ocorrem na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) nos dias 22 de abril (quarta-feira) — direção de fotografia com Sylara Silvério (RN) — e 23 de abril (quinta-feira) — desenvolvimento de roteiro com Caio Dornelas (PE) —, ambas às 19h30. A universidade fica no bairro da Boa Vista, centro do Recife (Rua do Príncipe, nº 526). Nessas datas e também no mesmo local, acontecem debates e sessões de filmes de curta-metragem, com a direção e facilitação de profissionais periféricos e populares de Pernambuco e do Nordeste. As exibições são pelo cineclube “Alma no Olho”. Essa programação na Unicap sobre formação e mercado audiovisual negro e indígena vai até sexta-feira (24/04), chegando a três dias seguidos de atividades. A entrada para os encontros é gratuita, sendo necessário inscrever-se.</p>
<p>A abertura, no dia 22/04, começa às 17h30, com a primeira gira de conversa (tema: “Griôs do Audiovisual de PE”). Às 18h30, a pauta do debate é “Cinema independente no BR”. No dia 23/04, entra em cena uma nova sessão do cineclube “Alma no Olho” (curadoria: Feane Toê;), às 18h30. Já no dia 24/04, a programação traz a gira com o tema “Curadorias no cinema/audiovisual”, às 18h, e o cineclube “Alma no Olho” (curadoria: Luly Peligrosa), às 19h30.</p>
<p>“Caio Dornelas é realizador audiovisual com experiência em produção de conteúdo para televisão, cinema e internet. Ao longo da carreira artístico-cultural, são mais de 15 produções de curta-metragens. Ele também tem pesquisas em longas documentais e ficção. Já Sylara Silvério é diretora de fotografia com formação na EICTV (Cuba) e na Bucareste Ateliê de Cinema. Ela é do povo indígena Potiguara Mendonça, do Rio Grande do Norte. É essencial esse diálogo entre estudantes e profissionais premiados e referências do audiovisual do Nordeste”, destaca Rafa Nascimento, à frente da direção artística e da produção executiva da 5ª Semana do Audiovisual Negro.</p>
<p>Além de Rafa, Jota Carmo está na coordenação pedagógica e Tatiana Quintero, juntamente com Alexandre HN, na produção geral. A maioria da equipe técnica é pernambucana, sobretudo da Região Metropolitana do Recife (RMR), reunindo pessoas negras e indígenas. A realização da 5ª edição é do Cineclube “Alma no Olho”, com a produção executiva de “Alto Mar &#8211; Imagens &amp; Movimentos”.</p>
<p><strong>Estreias na TVU Recife e UBUPLAY</strong></p>
<p>É importante informar que as futuras obras autorais produzidas pelos grupos de estudantes já têm exibições de lançamento confirmadas: na abertura da V Semana do Audiovisual Negro, no mês de maio deste ano, na TVU Recife (TV Universitária &#8211; canal aberto), afiliada à TV Brasil, e na UBUPLAY, plataforma de streaming gratuita destinada aos filmes realizados por pessoas negras e afrodiaspóricas.</p>
<p><strong>Maio</strong></p>
<p>A abertura da 5ª edição da Semana do Audiovisual Negro acontece no Museu da Abolição, no bairro da Madalena, Zona Norte do Recife (rua Benfica, nº 1150), exatamente no dia 01/05 (sexta-feira, feriado nacional do Dia do Trabalhador). Nos dias 02/05 (sábado) e 03/05 (domingo), chega ao Cinema São Luiz, no bairro da Boa Vista, Zona Central do Recife (Rua da Aurora, nº 175). A programação segue nos dias 04/05 e 06/05, indo para o Cinema da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife (Avenida Professor Moraes Rego, nº 1235). As sessões itinerantes também chegam aos municípios de Camaragibe/PE (Região Metropolitana do Recife) e Afogados da Ingazeira/PE (Sertão), com datas e horários a definir.</p>
<p>Com temáticas de raça, gênero e classe social, sobretudo de identidade racial, mais de 40 filmes de curta-metragem (ficção, documentário, animação e exposição de vídeos, como clipes) foram selecionados para a exibição na Semana do Audiovisual Negro. A escolha das obras de cinema — pernambucanas, do Nordeste e nacionais — foi feita pela curadoria formada por profissionais locais do audiovisual: Bia Pankararu (produtora cultural, audiovisual e comunicadora); João Rêgo (curador, programador, jornalista e crítico de cinema); Lúcio Vinícius (licenciado em História pela FASP); Karla Fagundes (educadora, pesquisadora e formada em História na UFPE); e Feane Toê (realizadora audiovisual, educadora e pesquisadora formada em Letras pela UPE, pós-graduada em Cultura Visual pela Unicap e mestranda em Estudos de Linguagem pela UFRPE).</p>
<p><strong>Programação do mês de abril &#8211; formação e mercado audiovisual negro e indígena</strong></p>
<p>Local: Unicap (bairro da Boa Vista, centro do Recife, Rua do Príncipe, nº 526)<br />
Entrada: gratuita (inscrição: bit.ly/4dOtihE)<br />
22/04 (quarta-feira)<br />
17h30 &#8211; abertura com a Gira 1 (tema: “Griôs do Audiovisual de PE”)<br />
18h30 &#8211; Gira 2 (tema: “Cinema independente no BR”)<br />
19h30 &#8211; atividade formativa de direção de fotografia com Sylara Silvério<br />
23/04 (quinta-feira)<br />
18h &#8211; Sessão cineclube “Alma no Olho” (curadoria: Feane Toê)<br />
19h30 &#8211; atividade formativa de desenvolvimento de roteiro com Caio Dornelas<br />
24/04 (sexta-feira)<br />
18h &#8211; Gira 3 (tema: “Curadorias no cinema/audiovisual”)<br />
19h30 &#8211; Sessão cineclube “Alma no Olho” (curadoria: Luly Peligrosa)<br />
Desafio Griô (quem pode participar &#8211; inscrições gratuitas &#8211; prazo até o dia 18 de abril, sábado)</p>
<p><strong>Inscrições (acesse &#8211; bit.ly/4dOtihE):</strong> para grupos de estudantes das culturas negra e indígena, acompanhados por professor, professora, orientador e orientadora, que moram em Pernambuco e estão na graduação, curso técnico, oficina ou capacitação livre em audiovisual e comunicação (rádio, tv, cinema e áreas relacionadas). Estudantes do interior do estado têm hospedagem e transporte garantidos pela organização.</p>
<p><strong>Desafio:</strong> cinco grupos de estudantes de cursos de comunicação/audiovisual são contemplados para uma imersão formativa, com o objetivo de produzir um filme de curta-metragem (até cinco minutos), em até três dias (72 horas seguidas), a partir de um tema em comum. Os grupos também concorrem às premiações de estímulo à produção audiovisual.</p>
<p>Contato para dúvidas: audiovisualnegrodepe@gmail.com e @audiovisual.negro (perfil no instagram).</p>
<p><strong>Atividades:</strong> a inscrição está disponível tanto para estudantes como para o público em geral que deseja acompanhar especialmente a programação formativa (acesse &#8211; bit.ly/4dOtihE).</p>
<p><strong>Premiações:</strong> locação de equipamentos de fotografia e de som; consultorias profissionais de roteiro e de produção; e distribuição do curta-metragem na televisão e na internet.</p>
<p>Exibição dos filmes de curta-metragem/estreia: V Semana do Audiovisual Negro de Pernambuco; TVU Recife (TV Universitária &#8211; canal aberto), afiliada à TV Brasil; UBUPLAY, plataforma de streaming gratuita destinada aos filmes realizados por pessoas negras e afrodiaspóricas.</p>
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		<title>Espaço Pasárgada celebra 140 anos de Manuel Bandeira com programação sobre cidade, memória e literatura</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 20:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espaço Pasárgada]]></category>
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		<category><![CDATA[programação espaços culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Semana de Manuel Bandeira]]></category>

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<p>&nbsp;</p>
<p>“Vou-me embora pra Pasárgada”, diz o conhecido verso do poeta pernambucano Manuel Bandeira, em que a cidade persa dá nome a um lugar de utopias e de realização de desejos. Neste mês, a Pasárgada de Bandeira não fica no Oriente, mas no número 263 da Rua da União: os 140 anos de nascimento do poeta serão celebrados junto com os 40 anos do Espaço Pasárgada, em uma programação que une literatura, memória e urbanidade. Com o tema “Caminhar pela cidade como quem lê um poema”, a Semana Manuel Bandeira ocorre de 16 a 26 de abril, com entrada gratuita.</p>
<p>O Espaço Pasárgada, gerido pelo Governo do Estado por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), foi a casa em que o poeta passou a infância e recebe feira de livros, lançamento de obras e ações de memória com moradores do bairro. A programação começa no dia 16, segue contínua até o dia 18 e será retomada na semana seguinte.</p>
<p>“A inspiração para o tema da Semana foi o poema ‘Evocação do Recife’. Quando Bandeira fala da infância, e as referências dele são essas tão presente – a da União, a da Saudade. Estamos no bairro da Boa Vista, importante para a cidade e onde estão bibliotecas significativas na cidade. A poesia dele convida a um outro olhar sobre a cidade e o trivial, e a Semana quer pautar isso para o público. A ideia é ativar o território como espaço cultural a partir da obra do poeta”, conta Juliana Albuquerque, da administração do Espaço Pasárgada.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/EspaçoPasargada_Evento_Crédito.Divulgação.Fundarpe.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123561" alt="Acervo Fundarpe/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/EspaçoPasargada_Evento_Crédito.Divulgação.Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><strong>PASÁRGADA 40 ANOS –</strong> Em 19 de abril de 1986, dia do centenário de nascimento do poeta, a já conhecida Casa de Manuel Bandeira foi inaugurada com o nome de Espaço Pasárgada. O prédio, construído em 1825 e tombado em 1983 pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, passou a funcionar como um espaço de preservação da obra do poeta e de fomento à literatura com atividades como mapeamento de poetas e escritores pernambucanos vivos e mortos, recitais poéticos, lançamento de livros e uma gráfica, que publicou, durante a década de 1990, livros de autores pernambucanos, além de cartazes, informativos e cartilhas relacionadas à literatura.</p>
<p>“É um desafio colocar o Pasárgada como um espaço de referência para a cultura livresca, para a literatura. É um equipamento público voltado para a arte literária e que não é somente uma biblioteca, o que é incomum. O prédio já foi Secretaria de Cultura, já teve até um bar dentro. E há 40 anos é esse espaço literário que estamos trabalhando para firmar continuamente como referência para a população”, sintetiza Juliana Albuquerque.</p>
<p>Atualmente o Espaço Pasárgada se configura como um centro de vivência e produção literária. Realiza ações de fomento à literatura dentro da casa – aberta a pesquisas e eventos literários – e fora dela – por meio de intercâmbio e parcerias com outros grupos e espaços ligados à literatura e à cultura de modo geral. O Pasárgada possui uma sala de estudos literários com uma biblioteca de literatura pernambucana e um acervo que reúne a obra completa de Manuel Bandeira, além de biografia, estudos e vídeos sobre a vida e obra do poeta.</p>
<p><strong>MANUEL BANDEIRA</strong> – Nascido no Recife em 19 de abril de 1886, Manuel Bandeira mudou-se aos 10 anos de idade para o Rio de Janeiro, onde passou a maior parte da vida. Mas a cidade do Recife comparece em alguns de seus poemas mais famosos, motivo pelo qual sempre permaneceu associado à capital pernambucana. Estudiosos e leitores o tratam como o “São João Batista do Modernismo”, pois era mais velho do que os artistas que marcaram o Modernismo (Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e outros), mas que antecipou algumas das modificações de linguagem que marcariam a iniciativa modernista, como a presença do verso livre, da ironia e da poesia encontrada no cotidiano. Contraiu tuberculose ainda jovem, e essa experiência marcou sua trajetória e parte de seus poemas. Nunca se curou da doença, mas também dela não morreu: seu falecimento – ocorrido em 13 de outubro de 1968, aos 82 anos – foi ocasionado por uma hemorragia digestiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p>Semana Manuel Bandeira<br />
Onde: Espaço Pasárgada | Rua da União, 263<br />
Entrada gratuita</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>PROGRAMAÇÃO SEMANA MANUEL BANDEIRA</strong><br />
<em><strong>Local: Espaço Pasárgada </strong></em></p>
<p><strong>»16 de abril (quinta-feira)</strong></p>
<p><strong>9h</strong> | Lançamento do livro: <em>O modernismo &#8220;regionalprovinciano-tradicionalista&#8221; de Gilberto Freyre e Manuel Bandeira</em>, de André Cervinskis<br />
Bate-papo do autor com estudantes.<br />
<strong>»17 de abril (sexta-feira)</strong></p>
<p><strong>9h às 17h </strong>| Escambo de livros no Espaço Pasárgada<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>14h </strong>| Encontro com Urban Sketchers<br />
Atividade de desenho urbano no bairro da Boa Vista, com produção de registros gráficos do Espaço Pasárgada e da Rua da União.<br />
Locais: Rua da União (em frente ao Espaço Pasárgada), casa do poeta, salões.<br />
<strong>»18 de abril (sábado)</strong></p>
<p><strong>14h30 | Recifes que já não existem mais</strong><br />
Roda de conversa mediada pelo historiador Jesus Anderson (Fundarpe)<br />
Escuta e ao registro de memórias urbanas relacionadas à cidade do Recife, com foco no bairro da Boa Vista. Inspirada na obra de Manuel Bandeira, a ação reúne moradores, pesquisadores, artistas e demais participantes para compartilhamento de experiências, relatos e referências sobre transformações do território, contribuindo para a construção de memória coletiva.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Começam nesta terça (14) inscrições para os editais do Funcultura Geral e de Patrimônio Cultural</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 10:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[funcultura geral]]></category>
		<category><![CDATA[funcultura patrimonio cultural]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio imaterial]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio material]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123539" aria-labelledby="figcaption_attachment_123539" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Fachada-Fundarpe_Divulgacao.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123539" alt="Geridos pela Fundarpe e pela Secult-PE, os dois editais movimentam as cadeias das linguagens artísicas e dos patrimônios " src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Fachada-Fundarpe_Divulgacao-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Geridos pela Fundarpe e pela Secult-PE, os editais movimentam as cadeias das linguagens artísticas e dos patrimônios</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começam nesta terça-feira (14) as inscrições para dois editais do Funcultura: o Funcultura Geral, destinado a incentivar ações em diversas linguagens artísticas, e o Funcultura Patrimônio Cultural, que está em sua 2ª edição e contribui para desenvolver e fortalecer a cadeia produtiva de Patrimônio em Pernambuco. Com valores totais de R$ 15,99 milhões e R$ 3,51 milhões, respectivamente, os dois editais são geridos pelo Governo do Estado por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE).</p>
<p>As inscrições para ambos seguem até 13 de maio (até 16h59) e devem ser feitas exclusivamente pelo Mapa Cultural (mapacultural.pe.gov.br). Os editais estão disponíveis <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/editais/funcultura-edital-geral-20252026/">aqui </a>(Geral) e <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/editais/funcultura-patrimonio-cultural-20252026/">aqui</a> (Patrimônio Cultural). Podem concorrer pessoas físicas e jurídicas com inscrição regular no Cadastro de Produtores Culturais (CPC) e residentes no Estado há, no mínimo, 1 ano.</p>
<p>“A opção por fazer as inscrições dos dois editais no mesmo período se deve a um fator prático: o incentivo à área do Patrimônio Cultural originalmente era tratado dentro do edital Funcultura Geral. Então, para possibilitar uma melhor concorrência, uma maior adesão ao edital, optamos por manter as datas idênticas”, explica Clarice Andrade, Diretora de Fomento da Fundarpe e Presidente da Comissão Especial dos Editais do Funcultura.</p>
<p><strong>EDITAL GERAL</strong> – O valor de R$ 15,99 milhões é distribuído em 12 categorias, que abrangem diversas linguagens artísticas, além de ações de formação, capacitação e pesquisa cultural. São elas:</p>
<p>• Artes integradas (fomento total de R$ 490 mil)<br />
• Artes plásticas, Artes gráficas e congêneres (R$ 1,960 milhão)<br />
• Artesanato (R$ 930 mil)<br />
• Circo (R$ 1,330 milhão)<br />
• Cultura popular e tradicional (R$ 2,610 milhões)<br />
• Dança (R$ 2,08 milhões)<br />
• Design e moda (R$ 460 mil)<br />
• Fotografia (R$ 1,450 milhão)<br />
• Gastronomia (R$ 530 mil)<br />
• Literatura (R$ 1,340 milhão)<br />
• Ópera (R$ 480 mil)<br />
• Teatro (R$ 2,330 milhões)</p>
<p>Cada concorrente pode inscrever até 4 projetos nesse edital e pode aprovar até 2 projetos, desde que a soma deles não ultrapasse o valor de R$ 250 mil.</p>
<p><strong>EDITAL PATRIMÔNIO CULTURAL</strong> – Em sua segunda edição, o edital de Patrimônio Cultural, assim como as demais iniciativas ligadas ao Funcultura, é fruto do diálogo entre a atual gestão e a classe artística. É voltado à preservação, salvaguarda, pesquisa, formação e difusão dos patrimônios material e imaterial de Pernambuco.</p>
<p>Com valor total de R$ 3,510 milhões, o Funcultura Patrimônio Cultural abrange 10 categorias:</p>
<p>• Intervenção no patrimônio edificado com tombamento federal e/ou estadual (fomento total de R$ 1 milhão)<br />
• Intervenção no patrimônio edificado de reconhecido valor cultural e uso na área da cultura (R$ 400 mil)<br />
• Elaboração de projetos de intervenção para bens edificados com tombamento federal e/ou estadual (R$ 240 mil)<br />
• Restauração e/ou conservação de acervos, bens integrados e acervos museológicos e documentais (R$ 340 mil)<br />
• Ações de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial de Pernambuco (R$ 290 mil)<br />
• Produtos e conteúdos (R$ 410 mil)<br />
• Formação e capacitação (R$ 170 mil)<br />
• Pesquisa cultural (Inventários, Pesquisas ou Planos para o Patrimônio Cultural Material) (R$ 310 mil)<br />
• Pesquisa cultural (Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco) (R$ 250 mil)<br />
• Elaboração de projetos de plano museológico e projeto museográfico (R$ 100 mil)</p>
<p>Cada concorrente pode inscrever até 4 projetos nesse edital. Quem for pessoa física pode aprovar até 2 projetos, desde que a soma deles não ultrapasse o valor de R$ 250 mil.</p>
<p>Para as categorias “Intervenção no patrimônio edificado com tombamento federal e/ou estadual” e “Intervenção no patrimônio edificado de reconhecido valor cultural e uso na área da cultura”, o concorrente pessoa física pode aprovar até 2 projetos, e a a soma deles não seja maior que R$ 250 mil. O proponente pessoa jurídica (exceto microempreendedor individual – MEI) também poderá aprovar até 2 projetos, mas a soma dos incentivos recebidos não pode superar R$ 1 milhão.</p>
<p>“Na primeira edição, em 2025, o Funcultura Patrimônio Cultural teve 118 inscritos, com 25 projetos aprovados. O projeto aprovado de maior valor foi de R$ 999 mil, na categoria Intervenção no patrimônio edificado com tombamento federal e/ou estadual”, cita Clarice Andrade.</p>
<p><strong>O FUNCULTURA –</strong> Com um total de R$ 39 milhões em investimentos neste ano, o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura PE) é o principal mecanismo de fomento e difusão da produção cultural no Estado. Além dos editais Geral e Patrimônio Cultural, ele também abrange os editais Funcultura Audiovisual, Funcultura Música (com inscrições abertas até 30/4), e Microprojeto Cultural (cujas inscrições abrirão em breve).</p>
<p>Implantado pelo Governo de Pernambuco, a partir do diálogo com a sociedade civil, o Funcultura PE está inserido no Sistema de Incentivo à Cultura (SIC-PE) e permitiu um grande avanço na política cultural pernambucana, tornando-a mais democrática e plural.</p>
<p>O fundo tem um modelo de gestão compartilhada, que envolve a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), a Fundarpe, instituições culturais e entidades da sociedade civil representativas da classe artística.</p>
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		<item>
		<title>CEN realiza formação gratuita em letramento racial e elaboração de projetos culturais para pessoas com deficiência</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 12:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lei Aldir Blanc]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aldir Blanc]]></category>
		<category><![CDATA[Circo Experimental Negro]]></category>

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		<description><![CDATA[Celebrando as arenas esportivas e culturais como importantes plataformas sociais de validação e confirmação de protagonismos de pessoas negras e com deficiência, o Circo Experimental Negro (CEN) realizará, neste sábado (11), formação gratuita em letramento racial, elaboração e gestão de projetos culturais, na sede da Associação dos Deficientes Motores de Pernambuco (ADM-PE), no bairro do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-08-at-14.16.58.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123525" alt="Foto: Juliana Barbosa/ Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-08-at-14.16.58-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Celebrando as arenas esportivas e culturais como importantes plataformas sociais de validação e confirmação de protagonismos de pessoas negras e com deficiência, o Circo Experimental Negro (CEN) realizará, neste sábado (11), formação gratuita em letramento racial, elaboração e gestão de projetos culturais, na sede da Associação dos Deficientes Motores de Pernambuco (ADM-PE), no bairro do Engenho do Meio, das 9h às 13h e das 14h às 18h.</p>
<p>A formação, que terá oito horas de duração, integra o projeto “Aquilombamento e Afrocentricidade: Letramento Racial e a importância das estéticas negras na pedagogia e nas artes”, viabilizado com recursos dos editais da PNAB 2025, do Governo de Pernambuco. E será facilitada pelos artistas e pesquisadores do CEN Hammai Assis e Rob Silva, proponentes do projeto. O foco das discussões será o racismo estrutural e suas consequências para a população negra. “Mas ampliaremos também a discussão para alcançar outros atravessamentos do debate sobre letramento e autonomia, referentes a pessoas com deficiência, que são um público muito importante no estado de Pernambuco, que registra a terceira maior população PCD do Nordeste”, diz Hammai Assis.</p>
<p>A sede da ADM, fundada em 1972, foi escolhida para ser a casa e também a causa do evento. A entidade, que presta assistência social e cidadã para pessoas com deficiência ligadas ao esporte, em suas mais diversas modalidades, garante lazer, capacitação e encaminhamento para o mercado de trabalho a atletas e ex-atletas PCD. E precisa de ajuda para manter suas atividades. Doações em dinheiro podem ser feitas para a chave Pix 81 98786-5037 (Cinara Gusmão). Doações de materiais de limpeza, artigos esportivos ou até mesmo a prestação de serviços voluntários podem ser articuladas pelo e-mail admpernambuco25@gmail.com.</p>
<p>“Nossa maior dificuldade, na verdade, não é nossa deficiência, mas sim a acessibilidade dos espaços para nos atender”, diz o paratleta Caio Augusto, parceiro constante das ações e programações do CEN, com importante contribuição nas ações de acessibilidade, especialmente no que diz respeito à promoção do protagonismo de pessoas com deficiência no campo da cultura, das artes e da economia criativa.</p>
<p>Para garantir que esse protagonismo também se confirme diante dos holofotes culturais, a formação terá módulo dedicado à elaboração e gestão de projetos para concorrer a recursos públicos. “Nosso objetivo é ampliar a participação de PCDs nos programas, políticas e editais de cultura”, diz Rob Silva, artista que atua, junto com Hammai Assis, no combate ao racismo estrutural, na reparação histórica da população negra e no protagonismo de PCDs na cultura em cima e embaixo dos palcos da cidade.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong><br />
Formação em letramento racial e elaboração de projetos culturais para pessoas com deficiência<br />
Dia: Sábado &#8211; 11 de abril<br />
Local: Associação dos Deficientes Motores (ADM), na Rua Manoel Corte Real, nº 686, Engenho do Meio<br />
Horário: Das 9h às 13h e das 14h às 18h<br />
Público alvo: Maiores de 18 anos com deficiência motora e/ou visual<br />
Realização: Circo Experimental Negro<br />
Produção: DNAafro<br />
Parceria: Associação dos Deficientes Motores de Pernambuco<br />
Patrocínio: Política Nacional Aldir Blanc &#8211; Pernambuco (PNAB-PE)<br />
Informações: circoexperimentalnegro@gmail.com</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Agrinez Melo lança livro sobre representação feminina negra e a ancestralidade no fazer teatral</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/agrinez-melo-lanca-livro-sobre-representacao-feminina-negra-e-a-ancestralidade-no-fazer-teatral/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 18:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ancestralidade]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Talles-Ribeiro-foto-Assinada-pela-autora-pernambucana-Agrinez-Melo-a-obra-tem-como-propósito-gerar-visibilidade-à-escrita-da-ancestralidade-afrocentrada-no-universo-do-teatro1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123501" alt="Foto: Talles Ribeiro/ Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Talles-Ribeiro-foto-Assinada-pela-autora-pernambucana-Agrinez-Melo-a-obra-tem-como-propósito-gerar-visibilidade-à-escrita-da-ancestralidade-afrocentrada-no-universo-do-teatro1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr">A cena teatral de Pernambuco ganha uma contribuição com o lançamento do livro “A Poética Matricial dos Orixás e Encantados: o Ara Ritual Mulher Negra no Teatro Ancestral” (2026). Assinada pela autora pernambucana Agrinez Melo, a obra tem como propósito gerar visibilidade à escrita da ancestralidade afrocentrada no universo do teatro e consequentemente ampliar a narrativa. A sua classificação indicativa é livre e também específica para o público adulto, pesquisadoras e pesquisadores das artes cênicas.</p>
<p dir="ltr">A obra está à venda por R$ 50. O resumo do livro fica disponível com Audiodescrição no canal “I Pele Ti o Dun”, gratuitamente no YouTube. Agrinez Melo — candomblecista, atriz, professora, figurinista, diretora teatral, pesquisadora e criadora da DoceAgri — realiza o lançamento no Recife nesta sexta-feira (dia 10 de abril), no Espaço O Poste, às 19h, com entrada gratuita e recursos de acessibilidade em Libras e Audiodescrição para as pessoas com deficiência auditiva e visual.</p>
<p dir="ltr">Além da sessão de autógrafos e apresentação sobre o livro, a autora recebe Brenda Lima, Cas Almeida, Gabriel Ferreira, Ester Soares e Sthe Vieira, artistas da dança, música, performance e teatro da Região Metropolitana do Recife que colaboraram na realização da obra e são atrações da programação artístico-cultural. A juventude do Núcleo O Postinho também é presença garantida, assumindo a produção executiva e a assistência de produção. Para acompanhar as atividades, está programado o momento Ajeum (significa alimento, na língua africana iorubá), preparado pela Ialorixá Mãe Inajá Soares, do Ilê Axé Oxum Ipondá (Olinda/PE).</p>
<p dir="ltr">“A partir da potência da mulher negra, dos saberes ancestrais e das matrizes espirituais que estão conectadas com o fazer teatral, revelando caminhos de criação, memória e presença, lanço ‘A Poética Matricial dos Orixás e Encantados: o Ara Ritual Mulher Negra no Teatro Ancestral’. O livro se apresenta como uma proposta inovadora e contracolonial de um fazer teatral artístico, cultural e autoral, realizado a partir de pesquisas diretamente ligadas com os terreiros de matrizes africana e indigena”, declara Agrinez Melo.</p>
<p dir="ltr">A ideia da obra surge da necessidade da representação negra nos escritos sobre teatro, nas teorias teatrais e nas formulações acadêmicas. No conteúdo do livro, ela destaca diretamente a representatividade afrocentrada e feminina nos espetáculos e nas salas de ensaio.</p>
<p dir="ltr">“O livro compartilha a criação da metodologia “Poética Matricial dos Orixás Encantados”, que é da minha autoria. Por meio das vivências nos terreiros e toda a ritualidade, levo essas energias para o Ara Agbara (significa corpo poderoso, na língua africana iorubá). Com a descoberta do próprio corpo, seu poder é reconhecido tanto na cena como fora dela, justamente por ser uma contribuição social”, acrescenta.</p>
<p dir="ltr">“A Poética Matricial dos Orixás e Encantados: o Ara Ritual Mulher Negra no Teatro Ancestral” traz em suas páginas possibilidades de inclusão no teatro e nas artes da cena. As perspectivas são baseadas nas memórias, vivências de estudo e de criação teatral, onde a performance, o teatro e a dança se unem em diálogo, por meio das ritualidades do corpo em movimento.</p>
<p dir="ltr">“Reforço sempre que criei uma metodologia inédita e autônoma, levando para o livro essa poética matricial que desenvolvi. Nos escritos, estamos fortalecendo os rituais ancestrais destacando o ‘Ara Agbara’ nos palcos. A origem do livro também tem a ver com a  necessidade de estimular o conceito da ancestralidade matricial, com o corpo como território de memória, energia e criação”, acentua.</p>
<p dir="ltr">Agrinez Melo acredita que entre as contribuições do livro está a da presença cada vez maior  da mulher negra e artista na cena. “O lançamento da obra colabora para a mudança de paradigmas e padrões do teatro realizado no Estado de Pernambuco, e também nos ambientes nacionais e internacionais”, afirma.</p>
<p dir="ltr">Para alcançar mais espaços com a obra, a autora vai realizar uma distribuição nos espaços públicos do estado, como bibliotecas e universidades, e levá-la para mostras, festivais, encontros acadêmicos e demais movimentos artístico-culturais tanto locais como nacionalmente.</p>
<p dir="ltr">As ilustrações do livro são feitas pelas mãos de Douglas Duan. Com fotografia de Pht.all, a capa é da autoria de Talles Ribeiro, também à frente da revisão juntamente com a escritora e poeta Odailta Alves. Everson Melo e Robson Haderchpek se juntam a Talles e Odailta na função colaborativa. Luiza Saad assume a diagramação, enquanto Foster Costa está na produção, direção criativa e fotografia. Toda a equipe é pernambucana.</p>
<p>O livro tem a realização da DoceAgri, focada na acessibilidade no teatro e nas oficinas, e incentivo público, com o financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE).</p>
<p dir="ltr">Como escritora, Agrinez Melo já lançou anteriormente “Elementos da Encenação e Acessibilidade: relatos de amor e arte nas experiências teatrais” (2022), trazendo narrativas que mostram a importância dos recursos de acessibilidade na inclusão de pessoas com deficiência no fazer teatral.</p>
<p dir="ltr">Agrinez também é a criadora e a facilitadora da oficina teatral &#8221;A Poética Matricial dos Orixás e Encantados”, que possibilita às pessoas respirarem uma vivência centrada na ancestralidade e no corpo. Os exercícios são centrados nos ensinamentos matriciais do corpo, que têm as energias dos Orixás e Encantados como elemento central. Inclusive, ela levou a formação à Mostra de Artes Cênicas do Banco do Nordeste Cultural, realizada de 24 a 26 de março deste ano, em Fortaleza/CE.</p>
<p dir="ltr">“A proposta é um mergulho nas relações entre corpo, ancestralidade e cena, a partir de referências das matrizes afro-indígenas e do teatro de candomblé. Durante a atividade, as pessoas vivenciam práticas corporais e imaginários ligados aos Orixás e Encantados, enxergando novas possibilidades de criação e presença cênica”, conclui.</p>
<p dir="ltr"><strong>Serviço:</strong></p>
<p>Livro “A Poética Matricial dos Orixás e Encantados: o Ara Ritual Mulher Negra no Teatro Ancestral” (2026) &#8211; por Agrinez Melo (autora) &#8211; classificação indicativa: livre<br />
Local: Espaço O Poste (rua do Riachuelo, nº 641, bairro da Boa Vista, centro do Recife/PE)<br />
Data: 10 de abril (sexta-feira)<br />
Horário: 19h<br />
Programação artístico-cultural: apresentação de Agrinez Melo, sessão de autógrafos, participação de artistas da Região Metropolitana do Recife, como Brenda Lima, Cas Almeida, Gabriel Ferreira, Ester Soares e Sthe Vieira, e da juventude do Núcleo O Postinho; e Ajeum, preparado pela Ialorixá Mãe Inajá Soares<br />
Entrada: gratuita<br />
Recursos de acessibilidade em Libras e Audiodescrição para pessoas com deficiência auditiva e visual.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p>Autora: Agrinez Melo</p>
<p dir="ltr">Capa: Talles Ribeiro</p>
<p dir="ltr">Revisão: Odailta Alves e Talles Ribeiro</p>
<p dir="ltr">Ilustrações: Douglas Duan</p>
<p dir="ltr">Diagramação: Luiza Saad</p>
<p dir="ltr">Colaboradores: Everson Melo, Odailta Alves, Talles Ribeiro e Robson Haderchpek</p>
<p dir="ltr">Fotografia da capa: Pht.all</p>
<p dir="ltr">Produção, direção criativa e fotografia: Foster Costa</p>
<p dir="ltr">Produção local em Arcoverde: Jéssica Mendes</p>
<p dir="ltr">Assistência de produção no Recife: Núcleo O Postinho</p>
<p dir="ltr">Mídias sociais: Dispense Perspectiva Preta em Cena</p>
<p dir="ltr">Realização: DoceAgri</p>
<p dir="ltr">Assessoria de imprensa: Daniel Lima</p>
<p dir="ltr">Incentivo público: financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE)</p>
<p dir="ltr">Apoio: Sesc-Arcoverde e Espaço O Poste</p>
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