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	<title>Portal Cultura PE &#187; Patrimônio</title>
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		<title>Secult-PE e Fundarpe divulgam o resultado do julgamento dos recursos e pós recursos do 21º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/secult-pe-e-fundarpe-divulgam-o-resultado-dos-recursos-e-o-resultado-pos-recurso-do-21o-concurso-do-registro-do-patrimonio-vivo/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (SecultPE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC/PE), divulga o resultado do julgamento dos recursos referentes à etapa de análise documental do 21º Concurso Público de Registro do Patrimônio Vivo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (SecultPE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC/PE), divulga o resultado do julgamento dos recursos referentes à etapa de análise documental do 21º Concurso Público de Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco &#8211; RPV PE (edição 2026). Além dos recursos, também está disponível para consulta o documento único contendo a lista final consolidada das candidaturas habilitadas e não habilitadas na fase pós-recurso desta mesma etapa documental. O concurso visa reconhecer e apoiar mestres, mestras e grupos que mantêm vivas as tradições culturais do nosso estado.</p>
<p><strong>&gt;&gt;&gt; Confira os resultados nos links abaixo: </strong></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/01-06-2026-resultado-do-julgamento-de-recurso-da-analise-documental.pdf">01-06-2026-resultado-do-julgamento-de-recurso-da-analise-documental</a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/01-06-2026-resultado-pos-recurso-da-analise-documental.pdf">01-06-2026-resultado-pos-recurso-da-analise-documental</a></p>
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		<title>Projeto cultural transforma monumentos pernambucanos em miniaturas 3D</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/projeto-cultural-transforma-monumentos-pernambucanos-em-miniaturas-3d/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2026 18:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O projeto Coleção Encaixe – Monumentos de Pernambuco realiza, nesta terça (26) e quarta-feira (27), no Recife, as primeiras ações de sua programação, unindo patrimônio cultural, design e educação por meio de oficinas gratuitas e do lançamento oficial da coleção. A iniciativa conta com com incentivo do Funcultura do Governo de Pernambuco, por meio da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Oficinas.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124059" alt="Oficinas" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Oficinas-388x486.jpeg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>O projeto Coleção Encaixe – Monumentos de Pernambuco realiza, nesta terça (26) e quarta-feira (27), no Recife, as primeiras ações de sua programação, unindo patrimônio cultural, design e educação por meio de oficinas gratuitas e do lançamento oficial da coleção. A iniciativa conta com com incentivo do Funcultura do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p>Coleção Encaixe propõe uma nova forma de aproximar o público do patrimônio cultural pernambucano a partir de cartilhas educativas e miniaturas tridimensionais montáveis de importantes monumentos da cidade: o Marco Zero, o Forte das Cinco Pontas e a Ponte da Boa Vista. As peças são produzidas em MDF e utilizam encaixes para formar réplicas 3D em miniatura, transformando o aprendizado em uma experiência prática, acessível e interativa.</p>
<p>Além do caráter lúdico e educativo, o projeto busca fortalecer a identificação da população com os espaços históricos da cidade, democratizando o acesso ao conhecimento sobre patrimônio cultural e estimulando novos olhares sobre a paisagem urbana do Recife.</p>
<p>As atividades terão início nesta terça-feira (26), com oficina gratuita realizada das 15h às 17h, destinado aos alunos da Escola Técnica Estadual Professor Alfredo Freyre, em Água Fria. Já nesta quarta-feira (27), acontece o lançamento oficial da Coleção Encaixe, acompanhado da segunda oficina do projeto, das 13h às 15h, dessa vez voltada aos estudantes da ETE Porto Digital, localizada no Bairro do Recife.</p>
<p>Durante as oficinas, os participantes terão contato com conceitos de patrimônio cultural, história dos monumentos e montagem orientada das miniaturas, utilizando o próprio material desenvolvido pelo projeto como instrumento didático. As cartilhas também contam com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição.</p>
<p>A Coleção Encaixe dialoga com educação, memória, arquitetura, design e economia criativa, propondo uma experiência que conecta informação, afeto e participação prática.</p>
<p>O projeto não se encerra nas primeiras oficinas. Nos próximos meses, novas ações serão realizadas nas bibliotecas dos Compaz do Recife, com datas ainda a serem divulgadas. Além das atividades formativas, os protótipos da coleção também estarão disponíveis para venda ao público geral.</p>
<p>Para acompanhar a programação, novidades e informações sobre aquisição da coleção, o público pode acessar os perfis no Instagram: @preamar.cultural e @garca.moura.torta.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong></p>
<p><strong>Coleção Encaixe – Monumentos de Pernambuco</strong></p>
<p><strong>Oficina 1</strong><br />
26 de maio (terça-feira)<br />
15h às 17h<br />
Escola Técnica Estadual Professor Alfredo Freyre<br />
Rua Zeferino Agra, 193 – Água Fria, Recife – PE</p>
<p><strong>Lançamento + Oficina 2</strong><br />
27 de maio (quarta-feira)<br />
13h às 15h<br />
ETE Porto Digital<br />
Av. Rio Branco, 193 – Bairro do Recife – Recife/PE</p>
<p>Informações: @preamar.cultural | @garca.moura.torta</p>
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		<item>
		<title>Formação em editais deu o tom do 3º dia da Semana Estadual da Capoeira</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/oficina-mostra-como-capoeiristas-podem-construir-projetos-para-editais/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2026 15:55:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>

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		<description><![CDATA[A preservação e a continuidade da capoeira são os principais assuntos discutidos na 2ª Semana Estadual da Capoeira, que ocorre até sábado (23). Esses temas estão diretamente ligados a questões econômicas, e a importância do acesso ao fomento financeiro foi contemplada em uma formação em editais para capoeiristas, ocorrida na terça-feira (19) no Espaço Pasárgada, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_124008" aria-labelledby="figcaption_attachment_124008" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Alê Tiburcio/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Oficina.Editais.Capoeiristas_Crédito.Alê.Tiburcio_19.05.26.jpg"><img class="size-medium wp-image-124008" alt="Oficina reuniu capoeiristas e deu orientações sobre necessidades e prioridades na criação de um projeto cultural" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Oficina.Editais.Capoeiristas_Crédito.Alê.Tiburcio_19.05.26-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Oficina deu orientações sobre necessidades e prioridades na criação de um projeto cultural</p></div>
<p dir="ltr">A preservação e a continuidade da capoeira são os principais assuntos discutidos na 2ª Semana Estadual da Capoeira, que ocorre até sábado (23). Esses temas estão diretamente ligados a questões econômicas, e a importância do acesso ao fomento financeiro foi contemplada em uma formação em editais para capoeiristas, ocorrida na terça-feira (19) no Espaço Pasárgada, como parte da programação da Semana. A oficina apresentou os principais mecanismos para se concorrer de maneira competitiva por incentivo financeiro, a fim de realizar iniciativas ligadas à capoeira. A Semana ocorre em diversos locais no Recife e em Olinda, com programação gratuita disponível <strong><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Folder-2%C2%AA-Semana-da-Capoeira_compressed-1.pdf">aqui</a></strong>.</p>
<p>Realizada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), em parceria com o IPHAN, a 2ª Semana Estadual da Capoeira tem como destaque o Plano de Salvaguarda da Capoeira, que será apresentado na quinta-feira (21). Trata-se de um instrumento que reúne diretrizes para proteção e visibilidade das práticas e dos saberes envolvidos na capoeira no Estado. O documento foi construído pela comunidade capoeirista em processos de escuta e diálogo conduzidos pelo Governo de Pernambuco, por meio da Fundarpe, em parceria com o IPHAN-PE.</p>
<p>A formação em editais dialogou com reivindicações levantadas pelos capoeiristas dentro dos processos de escuta para a criação do Plano, a respeito das possibilidades de apoio financeiro. Em vez de apresentar editais específicos, a oficina ministrada por Sandra Silva, da assessoria de Educação e Direitos Humanos da Secretaria de Cultura de Pernambuco, apontou necessidades e prioridades na criação de um projeto. Entre elas, a atenção especial à criação de um portfólio cultural eficaz, medidas para otimizar a escrita do projeto (como responder a perguntas específicas e diretas: o quê, quando, como, onde, quanto custará), além de saber como se encaixar em políticas afirmativas e conhecer os diferentes tipos de edital.</p>
<p>“É sempre necessário pensar nas barreiras a serem quebradas pelo projeto para atingir o público. Porque pouco adianta conquistar fomento e fazer algo de baixo alcance ou pouca circulação. É preciso fazer um projeto de maneira prática, claro, mas sem abrir mão da motivação emocional do trabalho, construir esse apelo com o público-alvo”, sintetizou Sandra Silva.</p>
<p>Além da formação em editais, a Semana Estadual da Capoeira também realizou a oficina “O corpo que ginga, joga e dança” na EREM Santo Inácio de Loyola (Olinda), com presença dos mestres Paqua e Bero e do grão-mestre Mulatinho. “O condicionamento físico na capoeira é muito importante. Equilíbrio, velocidade, ritmo são exigidos. Qualquer pessoa pode aprender a capoeira. Alguns esportes funcionam em campos, no formato quadrilátero, mas a capoeira funciona em forma de roda. Isso ajuda que as pessoas vejam umas às outras, e também serve para lembrar a todos que somos todos iguais”, explicou aos estudantes o grão-mestre João Mulatinho, que ensina capoeira há 50 anos. Participaram da dinâmica cerca de 40 jovens, que aprenderam noções básicas de movimento e da forma de jogar. A capoeira é presente na rede de ensino, e é uma demanda da comunidade capoeirista que essa presença seja fortalecida.</p>
<p><strong>PLANO DE SALVAGUARDA DA CAPOEIRA –</strong> As formas de salvaguardar um bem imaterial podem ir desde a ajuda financeira a detentores de saberes específicos com vistas à sua transmissão, até, por exemplo, a organização comunitária ou a facilitação de acesso a matérias-primas. As demandas, possíveis soluções e formas de fiscalização são construídas pela comunidade que detém o bem cultural (os capoeiristas) em diálogo com o poder público, e são organizadas em um Plano de Salvaguarda. No Estado, a construção ocorreu por meio de eventos presenciais do Sertão ao Litoral, os Fóruns para a Salvaguarda da Capoeira (ocorridos de dezembro de 2025 a março de 2026), e de uma consulta pública online disponível para participação durante todo o mês de abril. “Não se trata de uma lei ou de algo que dispensa divergências, mas sim de um Plano construído coletivamente para dar visibilidade e garantir a transmissão desse patrimônio imaterial para as próximas gerações”, sintetiza a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Jacira França.</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO DA SEMANA –</strong> A 2ª Semana Estadual da Capoeira começou no último domingo (17), com exibição de filmes no Cinema São Luiz, e <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio-cultural-3/protecao-do-patrimonio-cultural-marca-abertura-da-2a-semana-estadual-da-capoeira/" target="_blank">continuou na segunda-feira (18)</a>, com roda de capoeira e uma conferência que resgatou a construção do Plano de Salvaguarda da Capoeira em Pernambuco. Nesta quarta (20), o evento se concentra em atividades de capoeira na EREM Delmiro Gouveia (Recife), e em 2 oficinas – uma de escrita criativa, a fim de auxiliar os participantes a compor materiais escritos para integrar a versão publicada do Plano, e outra envolvendo dança afro e apresentação de espetáculo.</p>
<p>O Plano de Salvaguarda será divulgado no dia 21, em dois horários: de 13h30 às 17h, no Mercado Eufrásio Barbosa (Olinda), e das 19h30 às 21h em videoconferência promovida pelo IPHAN. “Vamos apresentar o Plano à comunidade da capoeira desta forma por pensarmos na regionalização. O Plano foi construído com contribuições de capoeiristas de todo o Estado, vários dos quais não estarão no Recife. Então, a apresentação online contempla esse público e também os interessados que não poderão comparecer ao evento presencial no Mercado Eufrásio”, explica a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</p>
<p>Na sexta-feira (22), um cortejo no Sítio Histórico de Olinda levará capoeiristas e demais interessados da Praça do Carmo até o Alto da Sé, com apresentações da Orquestra Recife de Berimbau. O evento passará por lugares de memória relacionados à capoeira, resgatando questões próprias da história dessa manifestação. No mesmo dia, no Recife, uma palestra com os mestres Índio e Baygon abordará a capoeira como prática antirracista.</p>
<p>A Semana Estadual da Capoeira será encerrada no dia 23 (sábado), com uma vivência e caminhada no Centro do Recife, passando pelo Mercado de São José, Pátio do Terço e Pátio de São Pedro</p>
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		<title>Proteção do patrimônio marca abertura da 2ª Semana Estadual da Capoeira</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/protecao-do-patrimonio-cultural-marca-abertura-da-2a-semana-estadual-da-capoeira/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>
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		<description><![CDATA[Em tom celebratório e memorialístico, a abertura da 2ª Semana Estadual da Capoeira reuniu, na segunda-feira (18), capoeiristas e o poder público para começar as discussões sobre a preservação e a continuidade dessa manifestação cultural em Pernambuco. A abertura, realizada no Teatro Arraial Ariano Suassuna, contou com roda de capoeira, falas de mestres e uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123989" aria-labelledby="figcaption_attachment_123989" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Silla Cadengue/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Abertura_2aSemanaCapoeira_Crédito.SillaCadengue.Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-123989" alt="Silla Cadengue/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Abertura_2aSemanaCapoeira_Crédito.SillaCadengue.Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Abertura contou com apresentação da Escola de Capoeira Angola Ifé</p></div>
<p dir="ltr">Em tom celebratório e memorialístico, a abertura da 2ª Semana Estadual da Capoeira reuniu, na segunda-feira (18), capoeiristas e o poder público para começar as discussões sobre a preservação e a continuidade dessa manifestação cultural em Pernambuco. A abertura, realizada no Teatro Arraial Ariano Suassuna, contou com roda de capoeira, falas de mestres e uma conferência que resgatou a importância e a trajetória de construção do Plano de Salvaguarda da Capoeira em Pernambuco – documento cuja divulgação é o destaque desta edição do evento. A programação completa da Semana está disponível <strong><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Folder-2%C2%AA-Semana-da-Capoeira_compressed-1.pdf">aqui</a></strong>.</p>
<p>O Plano de Salvaguarda é um instrumento que reunirá diretrizes diversas para proteção e visibilidade das práticas e dos saberes envolvidos na capoeira no Estado. Ele foi construído pela comunidade capoeirista em processos de escuta e diálogo conduzidos em todo o Estado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), em parceria com o IPHAN-PE. As duas instituições são as realizadoras da 2ª Semana Estadual da Capoeira.</p>
<p>A salvaguarda é um instrumento de gestão elaborado pelo poder público e pela comunidade, feito para mapear a continuidade de uma manifestação cultural – neste caso, a capoeira em Pernambuco. As formas de salvaguardar um bem imaterial podem ir desde a ajuda financeira a detentores de saberes específicos com vistas à sua transmissão, até, por exemplo, a organização comunitária ou a facilitação de acesso a matérias-primas. As demandas, possíveis soluções e formas de fiscalização são construídas pela comunidade que detém o bem cultural (os capoeiristas) em diálogo com o poder público, e são organizadas em um Plano de Salvaguarda. No Estado, a construção ocorreu por meio de eventos presenciais do Sertão ao Litoral, os Fóruns para a Salvaguarda da Capoeira (ocorridos de dezembro de 2025 a março de 2026), e de uma consulta pública online disponível para participação durante todo o mês de abril.</p>
<p>Por tamanha importância, o Plano esteve presente em todos os momentos da abertura da Semana. “Nossa missão aqui é validar o Plano construído por vocês com o auxílio da Fundarpe. A programação foi construída por vocês e devemos juntar forças para facilitar a continuidade da capoeira. Estamos aqui para fortalecer e dar visibilidade a esse bem cultural”, afirmou a presidente da Fundarpe, Renata Borba. “É preciso parabenizar os capoeiristas por terem comparecido e ao Governo do Estado por ter escutado a comunidade e construído o Plano. Mesmo antes do Plano, já tínhamos nos organizado e criado, em 2018, o Conselho de Mestres e Mestras da Capoeira, que precisa ser fortalecido”, pontuou Mestre Danoninho, da Associação Capoeira Rabo de Arraia. “O Plano é um momento de reflexão importante sobre patrimônio, principalmente para podermos avançar na proteção da capoeira. É preciso respeitar quem faz a capoeira todos os dias. Que as ações do Estado possam dar visibilidade e quebrar os preconceitos que ainda existem contra a capoeira”, declarou Mestra Bel, do Centro de Capoeira São Salomão. Na ocasião, a Escola de Capoeira Angola Ifé, liderada pelo Mestre Baygon, apresentou-se ao público, realizando uma roda de capoeira.</p>
<div id="attachment_123992" aria-labelledby="figcaption_attachment_123992" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Silla Cadengue/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Mestra.Bel_.Abertura_2aSemanaCapoeira_Crédito.SillaCadengue.Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-123992" alt="&quot;É preciso respeitar quem faz a capoeira todos os dias&quot;, afirmou Mestra Bel " src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Mestra.Bel_.Abertura_2aSemanaCapoeira_Crédito.SillaCadengue.Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;É preciso respeitar quem faz a capoeira todos os dias&#8221;, afirmou Mestra Bel</p></div>
<p><strong>MEMÓRIA –</strong> A abertura da Semana contou com conferência de Giorge Bessoni, coordenador-geral de Educação, Formação e Participação Social do IPHAN, que fez um panorama sobre a importância histórica da capoeira, destacando seu apelo musical, poético, cênico e filosófico. Lembrou que as discussões da Salvaguarda da Capoeira em Pernambuco remontam a 2014 e que o Plano, enquanto processo inclusivo e participativo, não finaliza a Salvaguarda dessa manifestação cultural. “A finalidade desse cuidado é a sustentabilidade cultural, ou seja, que se torne possível aos mestres garantir a perpetuação da capoeira de maneira autônoma”, pontuou Bessoni. Também apontou a necessidade de que a Salvaguarda deve ser fruto de uma articulação entre os poderes municipal, estadual e federal, para aplicação mais eficaz das diretrizes. Ainda lembrou os limites do Plano de Salvaguarda. “Por exemplo, há uma demanda antiga dos mestres de capoeira para que seu ofício seja reconhecido como profissão. Isso pode constar no Plano, mas órgãos de cultura não têm poder para realizar isso, que é algo das esferas legislativa e do Ministério do Trabalho”, afirmou. Ele ainda citou a importância de ampliar o uso da capoeira como instrumento de educação patrimonial, “a capoeira como elemento de conscientização social sobre a história dos lugares onde ela ocorre”.</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO –</strong> A 2ª Semana Estadual da Capoeira começou no último domingo (17), com exibição de filmes no Cinema São Luiz. Nestas terça (19) e quarta (20), haverá atividades de capoeira na EREM Santo Inácio de Loyola (Olinda) e na EREM Delmiro Gouveia (Recife), além de 4 oficinas – entre elas, uma de formação em editais de fomento para capoeiristas e outra de escrita criativa, a fim de auxiliar os participantes a compor materiais escritos para integrar a versão publicada do Plano de Salvaguarda.</p>
<p>O Plano de Salvaguarda será divulgado no dia 21, em dois horários: de 13h30 às 17h, no Mercado Eufrásio Barbosa (Olinda), e das 19h30 às 21h em videoconferência promovida pelo IPHAN. “Vamos apresentar o Plano à comunidade da capoeira desta forma por pensarmos na regionalização. O Plano foi construído com contribuições de capoeiristas de todo o Estado, vários dos quais não estarão no Recife. Então, a apresentação online contempla esse público e também os interessados que não poderão comparecer ao evento presencial no Mercado Eufrásio”, explica a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Jacira França.</p>
<p>Na sexta-feira (22), um cortejo no Sítio Histórico de Olinda levará capoeiristas e demais interessados da Praça do Carmo até o Alto da Sé, com apresentações da Orquestra Recife de Berimbau. “Vamos passar por lugares de memória relacionados à capoeira, resgatando questões próprias da história da capoeira e pontuando a importância dela para a existência de outras manifestações culturais”, diz a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe. No mesmo dia, no Recife, uma palestra com os mestres Índio e Baygon abordará a capoeira como prática antirracista.</p>
<p>A Semana Estadual da Capoeira será encerrada no dia 23 (sábado), com uma vivência e caminhada no Centro do Recife, passando pelo Mercado de São José, Pátio do Terço e Pátio de São Pedro. “É uma culminância de celebração. Envolve uma roda de capoeira que existe há cerca de 20 anos no Centro, e é uma demanda dos capoeiristas a ocupação da rua. A capoeira é da rua”, finaliza Jacira França.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Memória da escravidão vem redefinindo políticas de preservação no Estado</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 19:27:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Roda de capoeira, Maracatu Nação, Confraria do Rosário de Floresta do Navio, Pretinhas do Congo: se essas manifestações culturais (e tantas outras) hoje são reconhecidas como patrimônios do Estado de Pernambuco, isso se deve a mudanças significativas na relação do poder público com a memória histórica do país, fruto de décadas de luta de ativistas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123952" aria-labelledby="figcaption_attachment_123952" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Cruz-das-Almas-Crédito.EduardoCunha.Fundarpe.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123952" alt="A Capela das Almas é um patrimônio pernambucano de matriz quilombola, situado em Garanhuns" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Cruz-das-Almas-Crédito.EduardoCunha.Fundarpe-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A Capela das Almas é um patrimônio pernambucano de matriz quilombola, situado em Garanhuns</p></div>
<p dir="ltr">Roda de capoeira, Maracatu Nação, Confraria do Rosário de Floresta do Navio, Pretinhas do Congo: se essas manifestações culturais (e tantas outras) hoje são reconhecidas como patrimônios do Estado de Pernambuco, isso se deve a mudanças significativas na relação do poder público com a memória histórica do país, fruto de décadas de luta de ativistas negros. Os marcos da memória coletiva vêm mudando de maneira consistente desde os anos 1980, e uma das disputas mais relevantes ocorreu em torno dos sentidos do 13 de Maio, por muito tempo conhecido como o “Dia da Abolição” e atualmente uma data em que se  renova um olhar crítico sobre o lugar da escravidão no passado e suas continuidades no tempo presente. As atuais políticas públicas de patrimônio são fruto de lutas diversas, e essa é uma das principais.</p>
<p dir="ltr">“Quando pensamos em políticas públicas do patrimônio, principalmente as que são voltadas para o patrimônio imaterial, é preciso pensar que elas não surgem de maneira neutra ou espontânea. Pelo contrário”, explica Rosely Bezerra, historiadora e assessora técnica da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Ela lembra que a noção de patrimônio, antes restrita ao que era de “pedra e cal”, passou a considerar modos de fazer, saberes que muitas vezes não são amplamente conhecidos, mas estão sendo guardados e transmitidos. “Essa atualização é resultado direto de disputas políticas, simbólicas, sociais, resultado de uma luta travada historicamente por grupos à margem da sociedade”.</p>
<p dir="ltr">“Vários intelectuais durante as décadas de 1980 e 1990, apontaram para essa onda de memória, sinalizando o advento de uma era presentista, na qual presente e memória condicionaram a forma de consciência histórica na contemporaneidade. Ao mesmo tempo, o presentismo era acompanhado pela crescente patrimonialização, processo com maior visibilidade no Ocidente, que ampliou sua noção de patrimônio para além da noção tradicional de pedra e cal para abarcar o patrimônio paisagístico, imaterial, genético e, por fim, associado aos lugares de memória”, sintetiza a historiadora Isabel Guillen (UFPE), no livro <em>Lugares de memória da escravidão e da cultura negra em Pernambuco</em> (Cepe, 2023).</p>
<p dir="ltr">Se atualmente é possível reconhecer a importância de um lugar como a Capela das Almas, em Garanhuns, isso se deve não apenas ao fato de ser uma edificação de quase 300 anos, mas também porque é um lugar importante para o Quilombo do Castainho, que agrega descendentes de habitantes do Quilombo dos Palmares. “Raríssimo remanescente das tradicionais capelinhas de beira de estrada em Pernambuco, e patrimônio que já existia em 1756, estando associado às origens do processo de colonização do atual Agreste de Pernambuco [...], a Capela das Almas somente logrou passar despercebida e chegar até nós como uma verdadeira relíquia colonial até a expansão imobiliária se dirigir para aquelas imediações periféricas com toda a sua usual voracidade”, diz o documento de abertura do seu processo de tombamento, de 2019.</p>
<p dir="ltr">A capela hoje é reconhecida como um patrimônio afro-brasileiro, religioso e funerário a partir de um trabalho amparado legalmente. No exame de tombamento da Capela, são citados, por exemplo, os artigos 215 e 216 da Constituição Federal, que versam sobre a proteção da cultura afro-indígena e sobre o patrimônio cultural. Além deles, também são mencionadas a Lei Estadual 14852/2012, que dispõe sobre preservação e processo de tombamento de patrimônio cultural de origem africana em Pernambuco; e a Lei Estadual 18.202/2023, o Estatuto da Igualdade Racial em Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">Apesar de aprimorado nas últimas décadas, o conjunto de dispositivos legais ainda tem desafios. “As comunidades, muitas vezes tradicionais, ou coletivos populares que representam periferias, que estão interessados em ser reconhecidas como patrimônio, muitas vezes não têm acesso ao entendimento das legislações, dessas políticas. Os processos de registro e tombamento, quando precisam passar por validação técnica e institucional, precisam levar em consideração a forma como esses saberes comunitários se organizam”, afirma Rosely Bezerra. É o caso do concurso para Patrimônio Vivo de Pernambuco, que em 2026 passou a receber inscrições em formato semi-oral, permitindo que candidatos e candidatas realizem a apresentação e defesa de suas trajetórias por meio de vídeo, sem a obrigatoriedade de elaboração de um texto escrito. Não há exigências quanto aos meios de produção: o material pode ser gravado com recursos acessíveis, como o próprio celular, ampliando o alcance da política.</p>
<p dir="ltr">“O ano de 1988, que marcou o centenário da Abolição, foi importante nessa história de afirmação de uma memória coletiva. Nos movimentos sociais negros, o centenário proporcionou-lhes oportunidade para questionar a Abolição inconclusa, o 13 de maio, e colocar em pauta o 20 de novembro, Dia de Zumbi, como o Dia da Consciência Negra”, lembra Isabel Guillen no livro citado. No mesmo ano, a Constituição Federal foi promulgada, atestando que bens de natureza material e imaterial que se referem à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira são patrimônio do país.</p>
<p dir="ltr"><strong>EXEMPLOS EM PERNAMBUCO</strong> – Esse longo e complexo processo de mudança influencia políticas culturais de diferentes perfis. Dois exemplos são os editais de fomento do Funcultura, que são exclusivamente pernambucanos, e a Salvaguarda da Capoeira, forma de proteger esse bem cultural que está em processo de desenvolvimento e é uma articulação entre os Governos Federal e Estadual. O Funcultura Microprojeto, por exemplo, é um edital destinado a jovens de baixa renda que prioriza projetos que trabalhem as culturas periféricas, entre elas as de matriz afro-brasileira. “São medidas que também afetam o perfil de quem protagoniza o projeto”, pontua a Presidente da Comissão Especial dos Editais do Funcultura, Clarice Andrade, pois boa parte do público que inscreve projetos são jovens negros que desejam começar uma carreira em produção cultural.</p>
<p dir="ltr">Nos editais Geral, Patrimônio Cultural, Música e Microprojeto Cultural, o Funcultura tem um critério chamado “Interesse Público”, que valoriza diretamente projetos que promovem a inclusão social e atendem a grupos vulneráveis ou sub-representados (como comunidades quilombolas e povos de terreiro). Também o critério “Descentralização” pontua projetos realizados fora da Região Metropolitana do Recife ou em áreas periféricas, onde muitas dessas comunidades estão localizadas. Já o Funcultura Audiovisual prevê pontuação adicional para proponentes ou equipes formadas por pessoas negras, indígenas ou de comunidades tradicionais.</p>
<p dir="ltr">No caso da Salvaguarda da Capoeira em Pernambuco, o trabalho é destinado à construção de diretrizes estaduais que garantam a proteção e perpetuação dessa manifestação cultural de acordo com suas especificidades no Estado. No Estado, o Sistema Estadual de Registro e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial foi instituído em 2018, e o Programa Estadual de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial foi implementado no ano seguinte.</p>
<p dir="ltr">A salvaguarda é uma forma de proteção do patrimônio imaterial que visa garantir que tradições, práticas e expressões culturais sejam mantidas e transmitidas às gerações seguintes. As formas de salvaguardar um bem imaterial podem ir desde a ajuda financeira a detentores (mantenedores) de saberes específicos com vistas à sua transmissão, até, por exemplo, a organização comunitária ou a facilitação de acesso a matérias-primas.</p>
<p dir="ltr">No caso da Salvaguarda da Capoeira, as diretrizes de proteção e perpetuação foram reunidas pela Fundarpe a partir de um processo de escuta de mestres, contramestres e demais praticantes. Essa escuta foi realizada por meio de diversos fóruns em todo o Estado e uma consulta pública online. O que foi colhido nesse processo está constituindo o Plano de Salvaguarda da Capoeira, que será partilhado com a comunidade capoeirista no próximo dia 21 de maio, às 13h30, em evento no Mercado Eufrásio Barbosa, dentro da <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/fundarpe-e-iphan-realizam-2a-semana-estadual-da-capoeira/">Semana Estadual da Capoeira</a>. “A programação da Semana foi pensada a partir das demandas apontadas pela própria comunidade capoeirista, e as ações estão alinhadas com parte das principais diretrizes do Plano de Salvaguarda da Capoeira, expondo o caráter participativo e colaborativo do evento”, frisa Jacira França, Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia dos Povos indígenas: conheça os saberes e sabores do povo Pankará</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 10:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123573" aria-labelledby="figcaption_attachment_123573" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome.png"><img class="size-medium wp-image-123573" alt="Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-607x318.png" width="607" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé</p></div>
<p><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p>O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a população. É o caso dos povos indígenas, submetidos a um apagamento sistemático desde o século 16. Uma dessas lacunas relacionadas à cultura indígena na identidade pernambucana vem sendo trabalhada pelo Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará, de Carnaubeira da Penha, Sertão do São Francisco. O projeto incentivado pela Fundarpe através do Funcultura, que vem documentando e resgatando toda a cadeia cultural desse povo indígena, do plantio dos alimentos até a forma de consumi-los.</p>
<p>O projeto foi aprovado no edital Funcultura Geral 2023/2024, na categoria “Patrimônio Cultural” (hoje desmembrada em edital próprio) pela produtora Gato de Gengibre, da pesquisadora Monica Larangeira Jácome. Está em andamento desde 2025 e pode ser prorrogado até 2027. Depois de validado pelo Funcultura (em processos como o de prestação de contas), ele será avaliado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. As chances de isso acontecer são consistentes, pois a Fundação do Patrimônio Histórico Artístico de Pernambuco (Fundarpe) emitiu parecer preliminar (antes da realização da pesquisa) atestando a importância de se registrar essa cultura alimentar e reconhecê-la como Patrimônio.</p>
<p>“O inventário não abrange apenas as receitas do povo Pankará. A realização dele foi dividida em cinco etapas: a forma de produzir alimentos; as receitas e registro sobre a memória gustativa das pessoas em relação às receitas; o artesanato voltado para a alimentação, com utensílios de barro, de fibra de catolé, palha de coqueiro etc.; os lugares da comida, como casa de farinha, engenho de rapadura, horta e outros; e as celebrações em torno da comida”, resume Monica Jácome. Por demanda do Funcultura, serão produzidos ainda produtos culturais relacionados a esse trabalho, como um documentário curta-metragem e o cadastro dos mestres e mestras relacionados à cultura alimentar Pankará.</p>
<p>Práticas alimentares são parte da cultura humana por envolverem memórias e discursos relacionados à convivência entre as pessoas e aos usos e saberes relacionados à natureza – abrangem, por exemplo, o que pode ou não ser consumido, como se consome um alimento, o que plantar ou criar e como se faz isso em uma determinada localidade. São conhecimentos transmitidos por gerações e que podem sofrer adaptações ao longo do tempo graças a processos históricos; um exemplo são os usos da mandioca, planta nativa da América do Sul largamente usada por povos indígenas e depois pelas demais populações que chegaram ao continente por conta da colonização.</p>
<div id="attachment_123574" aria-labelledby="figcaption_attachment_123574" class="wp-caption img-width-467 alignnone" style="width: 467px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123574" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação-467x486.jpeg" width="467" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisador Monica Jácome</p></div>
<p>O reconhecimento da importância do sistema alimentar e culinário Pankará contribui para proteger a diversidade cultural de Pernambuco. “A memória social é seletiva. Na área de gastronomia, quando se pensa em patrimônio alimentar o que se fala são as comidas da casa-grande: bolo de rolo, bolo souza leão e outros. A história de Pernambuco é fruto de uma memória fragmentada. Como é possível falar de bens culturais, de referências históricas, se eles se limitam apenas ao grupo social dominante? O resgate que o inventário faz beneficia todo o Estado porque enriquece a história humana que ocorre aqui”, pontua a pesquisadora.</p>
<p>O Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará é coletivo e envolve a comunidade. Entre os integrantes indígenas estão cinco bolsistas e uma produtora, afora toda a participação da comunidade na finalização de cada etapa. “Houve também uma oficina para que fosse elaborado um protocolo de consulta e consentimento, com normas para regrar as relações do povo Pankará com os não indígenas envolvidos no projeto e com o Estado. Ao final de cada fase, há uma prestação de contas para que se discuta e decida os próximos passos”, afirma a pesquisadora. Os bolsistas farão uma oficina de audiovisual para criar o roteiro do curta-metragem que será entregue com a pesquisa.</p>
<p>“O projeto do inventário veio pra nos fortalecer ainda mais dentro das nossas tradições. E o que não pode faltar, que os nossos antepassados sempre recomendam, os nossos mais velhos, é o respeito, a valorização, a tradição do nosso povo. Para nós, não é simplesmente um inventário alimentar e culinário; é um inventário de saber, de tradição, de cultura, de resistência, mesmo”, afirma a cacica Dorinha, liderança do povo Pankará. Segundo a cacica Dorinha, o projeto trabalha diversos elementos da cultura Pankará, “como cultivar o alimento, como retirar o alimento e como preparar. Esses modos são praticados pelos nossos antepassados, e são levados para nossos jovens, nossas crianças, para que eles possam dar continuidade a esses saberes tradicionais. Também trabalhamos como manejar a terra, também, nós manipulamos ela através dos saberes dos nossos mais velhos, e isso nos fortalece”.</p>
<div id="attachment_123575" aria-labelledby="figcaption_attachment_123575" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123575" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Vanja, do povo Pakará, prepara farofa de catolé</p></div>
<p><strong>HERANÇAS GASTRONÔMICAS E CULTURAIS</strong> – O complexo sistema dos alimentos na cultura Pankará abrange uma série de saberes que alcançam, inclusive, os não indígenas. Monica Jácome lembra que o coco catolé, por exemplo, é usado por não indígenas de diversas formas, entre elas como petisco para se tomar com cerveja. “Os indígenas fazem um rosário, em que os coquinhos são unidos por um fio e vendidos para serem consumidos”, cita. A lista de elementos envolvidos no cadeia gastronômica Pankará é grande. Eis alguns exemplos:</p>
<p>Catolé, mandioca, milho, feijão andu, fava, feijão de arranca, inhame, mucunã, batata-doce, jerimum; acerola, banana, abacate, jaca, manga, goiaba, cana-de-açúcar, mel de abelha, café, mamão, caju, murici, pinha, maracujá, favela, gergelim, batata de macambira, imbu, jaca, colorau; as carnes de caça como preá, mocó, punaré, tatu, peba, veado, gato do mato, cambamba, tamanduá, juriti, codorniz, jacu, teiú, camaleão; as carnes de criação como galinha, porco, vaca, cabra; pão de catolé, catolé cozido, bró de catolé, farofa de catolé, massa, goma e farinha de mandioca, beiju na pedra, bolo de macaxeira, licores, doces e geleias de frutas, imbuzada, doce de cafofa de imbu, doce de facheiro, doce de coroa de frade, xeléu cozido, café morto no pau, queijo de coalho, rapadura, mel de cana, fubá e farinha de milho, milho assado e cozido, bolo de milho, feijão cozinhado, baião de dois, munguzá de feijão, angu da agonia (angu de feijão), café de feijão andu, Rubacão de fava, mingau de mucunã, farofa de murici, fubá da castanha de caju, fubá doce de favela, fubá de gergelim, lambedores, chás de ervas, xaropes e garrafadas; engenhos de farinha, engenho de cana-de-açúcar, fogões à lenha, moendas de milho, pilões de madeira; artesanato culinário barro (o caco, a cuscuzeira|), madeira e fibras naturais (os abanadores do fago, as cestas); a dança do toré nas celebrações da Semana dos Povos Indígenas; a Feira de Cultura Pankará, todo mês de maio; os festejos em comemoração a São Gonçalo; a Novena de Nossa Senhora nas aldeias Jardim e Ladeira.</p>
<p>Em Pernambuco, as manifestações de influência indígena vão além da gastronomia. Entre as manifestações culturais que tem direta herança dos povos originários temos o caboclinho, maracatu rural, coco, ciranda, além do artesanato com os usos da macaxeira, do barro e de fibras vegetais, por exemplo. É uma matriz existencial fundamental para o povo pernambucano, cuja cultura vem sendo reconhecida pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, que dispõe dos títulos de Patrimônio Vivo e da abertura de linhas de fomento que sejam abrangentes a ponto de abarcar projetos. No primeiro caso, já foram reconhecidas agremiações como os caboclinhos Sete Flexas (Recife), União Sete Flexas (Goiana), os dois Canindé (Recife e Goiana), Caheté (Goiana) e Tribo Indígena Carijó (Goiana). Também as Cantadeiras do Povo Indígena Pankararu detêm o título. O título abrange pessoas (mestres) e grupos, e o concurso para eleger os novos Patrimônios Vivos do Estado segue aberto até o dia 30 de abril.</p>
<p>No segundo caso, os editais do Funcultura abarcam diversas linguagens artísticas em iniciativas diversas (apresentação, pesquisa, oficina, produção de conteúdos, entre outros). Dos editais abertos, o Funcultura Música é destinado a toda cadeia sonora (produção, pesquisa e afins), e segue aberto até 30 de abril. Já o Funcultura Geral abrange manifestações de dança, literatura, artes visuais, teatro, circo e outras linguagens. O Funcultura Patrimônio Cultural, por sua vez, possui linhas específicas para pesquisas, produção de conteúdo e ações de salvaguarda em gastronomia em outras manifestações culturais. As inscrições para os Funculturas Geral e Patrimônio Cultural seguem abertas até o dia 13 de maio.</p>
<div id="attachment_123576" aria-labelledby="figcaption_attachment_123576" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife.jpg"><img class="size-medium wp-image-123576" alt="Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caboclinho Sete Flechas do Recife, Patrimônio Vivo</p></div>
<p><strong>O POVO PANKARÁ</strong> – Segundo dados estatísticos do site Terras Indígenas do Brasil (terrasindigenas.org.br), a Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá, demarcada em 2025 e localizada no município de Carnaubeira da Penha (Sertão do São Francisco), tem população de quase 3 mil pessoas. São 52 aldeias em cerca de 15 mil hectares. A agricultura de subsistência é a base da economia alimentar desse povo, em especial os cultivos de milho, macaxeira e feijão. As origens remontam ao povo Atikum e a remanescentes quilombolas na região, e o nome “Pankará” só passa a ser usado como autodenominação no começo dos anos 2000. “O nome ‘Pankará’ veio do costume de usarmos pakaiá, que é o fumo, e também de urá, que vem do mangará da bananeira. A gente era conhecido como ‘os índios da Serra do Arapuá’, os ‘caboclos da Serra do Arapuá’. Em 2003, fomos reconhecidos como povo Pankará. O nome veio através dos saberes das Forças Encantadas, que me apresentaram esse nome de ‘Pankará’”, explica a cacica Dorinha.</p>
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		<title>Fundarpe e IPHAN lançam Consulta Pública online para a Salvaguarda da Capoeira em PE</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 15:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Presente em todo o Brasil e em mais de 150 países, a capoeira é uma expressão cultural diversa fundamental para a compreensão da arte e da resistência histórica afro-brasileiras. Estudos reconhecem Pernambuco como um dos principais eixos da história da capoeira no país, com influência decisiva em outras manifestações culturais. Alinhado a essa importância, o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/31157633345_59f403af11_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123475" alt="Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/31157633345_59f403af11_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Presente em todo o Brasil e em mais de 150 países, a capoeira é uma expressão cultural diversa fundamental para a compreensão da arte e da resistência histórica afro-brasileiras. Estudos reconhecem Pernambuco como um dos principais eixos da história da capoeira no país, com influência decisiva em outras manifestações culturais.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Alinhado a essa importância, o Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (IPHAN-PE), lança nesta semana uma Consulta Pública online para receber sugestões e outras considerações para a construção do Plano de Salvaguarda da Capoeira. O Plano, que já existe para outras manifestações culturais (como o frevo), é um instrumento que reunirá diretrizes diversas para proteção e visibilidade das práticas e dos saberes envolvidos na capoeira no Estado.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Para participar da Consulta, disponível desde terça (7), basta clicar <a href="http://bit.ly/4skmWdC" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://bit.ly/4skmWdC&amp;source=gmail&amp;ust=1775743381841000&amp;usg=AOvVaw3NyyR1zHKZjhcqUm8R78Fv">aqui</a> ou acessar este link: <b><a href="http://bit.ly/4skmWdC" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://bit.ly/4skmWdC&amp;source=gmail&amp;ust=1775743381841000&amp;usg=AOvVaw3NyyR1zHKZjhcqUm8R78Fv">bit.ly/4skmWdC</a></b>. Ela é destinada a todas as pessoas que praticam capoeira no Estado e demais interessados nessa manifestação cultural. Ela segue aberta até 5 de maio.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">“Em maio, durante a Semana Estadual da Capoeira, esperamos ter os resultados a partir dos Fóruns e da Consulta Pública para podermos apresentar o Plano de Salvaguarda para a comunidade e validá-lo com eles”, afirma Flávio Barbosa, gerente interino de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;"><b>OS FÓRUNS –</b> A Consulta Pública é mais uma etapa da construção do Plano de Salvaguarda da Capoeira em Pernambuco. Seus resultados serão agregados aos dos Fóruns para a Salvaguarda da Capoeira, eventos presenciais realizados de dezembro de 2025 a março deste ano com mestres, contramestres, demais capoeiristas e interessados, para discussão e coleta de informações sobre as necessidades do setor para manutenção de sua memória, de suas práticas e para criação de iniciativas para sua continuidade.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Os Fóruns foram realizados nas cidades de Salgueiro, Arcoverde, Caruaru, Palmares, Igarassu e Recife, selecionadas a partir de pesquisa sobre quais os centros com maior expressividade na prática da capoeira, seja pela maior presença de praticantes ou pelo potencial de atrair interessados de cidades próximas. A exemplo do que ocorre em outros Estados, o Plano de Salvaguarda da Capoeira em Pernambuco vem sendo construído coletivamente por quem vive e faz essa manifestação cultural.</span></p>
<div id="attachment_123476" aria-labelledby="figcaption_attachment_123476" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue | Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/55152015072_38b42804fa_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123476" alt="Foto: Silla Cadengue | Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/55152015072_38b42804fa_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe da Fundarpe e do Iphan durante Fórum para a Salvaguarda da Capoeira de Pernambuco<br />em março de 2026</p></div>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;"><b>O QUE É A SALVAGUARDA?</b> – “A salvaguarda é um instrumento de gestão elaborado pelo poder público, junto com a comunidade, feito para mapear a continuidade desse bem imaterial”, explica a historiadora Thamires Neves, da coordenação técnica do IPHAN no Estado. As formas de salvaguardar um bem imaterial podem ir desde a ajuda financeira a detentores (mantenedores) de saberes específicos com vistas à sua transmissão, até, por exemplo, a organização comunitária ou a facilitação de acesso a matérias-primas. Em Pernambuco, a capoeira é patrimônio imaterial desde 2018.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;"> </span><span style="font-family: arial, sans-serif;">Um exemplo dos benefícios que um Plano de Salvaguarda pode trazer ao setor é dado pelo frevo, que conta com o seu desde 2012. Segundo Flávio Barbosa, o frevo hoje tem políticas que favorecem sua continuidade histórica, o que muitas vezes cria vantagens sociais e econômicas importantes – no caso desse ritmo, forma-se uma cadeia de trabalho que vai além do Carnaval, além de um centro de referência de documentação e memória (o Paço do Frevo).</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">O desenvolvimento do Plano de Salvaguarda não significa um fim para as discussões em torno da capoeira. “A entrega do Plano é um fato importante, mas é preciso que a comunidade da capoeira continue esse processo por meio da fiscalização do que está sendo desenvolvido, avaliando o que é função do poder público e o que é da própria comunidade. Além disso, é preciso fazer uma revisão do Plano depois de um tempo – alguns são revisados a cada 5 anos, outros a cada 10 anos, há aqueles com intervalos menores. O importante é que a comunidade se aproprie do Plano, das diretrizes que estão lá, para que sejam realmente aplicadas”, explica Flávio Barbosa. Ele ainda ressalta que o processo de discussão e fiscalização pode colaborar para o fortalecimento do senso de coletividade entre as pessoas envolvidas.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">No Brasil, já possuem Planos de Salvaguarda da Capoeira os estados do Acre (lançado em 2018), Bahia (2018), Maranhão (2018), Pará (2020), Paraná (2019), Santa Catarina (2020), Rondônia (2023), Roraima (2024) e Rio Grande do Norte (2025).</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;"><b>DEMANDAS –</b> No Fórum para a Salvaguarda da Capoeira realizado em Recife, ocorrido no Museu do Estado em 21 de março, os participantes elencaram várias demandas para o setor. Boa parte delas girou em torno da necessidade de políticas de memória, como o fomento a pesquisas históricas e a organização de um centro de referência que guarde documentos, exponha a trajetória da capoeira e discuta a singularidade dessa manifestação cultural em Pernambuco; da necessidade de mapear os grupos e ações da capoeira no Estado, com destaque para os coletivos mais antigos; da possibilidade de regulamentar o ofício de mestre de capoeira como profissão; do fortalecimento do Conselho de Mestres e Mestras como órgão de referência; de reconhecer e demarcar espaços públicos (ruas e feiras, por exemplo) para a prática da capoeira, a fim de ampliar o acesso da população; da criação de eventos específicos de capoeira para agregar os grupos e dar visibilidade social (e apoio aos eventos que já existem).</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Também foi reivindicado o estímulo à presença da capoeira nas escolas, por meios de iniciativas específicas que abram espaço para ela, e não para artes marciais como judô, caratê e afins. “O artigo 22 do Estatuto da Igualdade Racial reconhece a importância do capoeirista e diz que é uma arte possível de ser ensinada nas escolas. A gente pode se apoiar nisso para legitimar essa demanda e atuar junto da juventude”, explicou Oberes José da Silva, o Mestre Bero.</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;"><b>SERVIÇO</b><b></b></span></p>
<p><b><span style="font-family: arial, sans-serif;">Consulta Pública para o Plano da Salvaguarda da Capoeira em PE</span></b></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Quando: 7 de abril a 5 de maio</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Onde: Online, neste link: <a href="http://bit.ly/4skmWdC" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://bit.ly/4skmWdC&amp;source=gmail&amp;ust=1775743381841000&amp;usg=AOvVaw3NyyR1zHKZjhcqUm8R78Fv">bit.ly/4skmWdC</a></span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Público-alvo: todos os interessados</span></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/52517417118_d577e7d8f0_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123477" alt="Fotos: Felipe Souto Maior - Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/52517417118_d577e7d8f0_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
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		<title>Governo de Pernambuco abre inscrições para edição 2026 do Concurso de Patrimônio Vivo</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/governo-de-pernambuco-abre-inscricoes-para-edicao-2026-do-concurso-de-patrimonio-vivo/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 14:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; A cultura popular de Pernambuco se sustenta na continuidade dos saberes que atravessam gerações e permanecem vivos através do ofício de mestres e artistas do sertão ao litoral. É a partir deste entendimento e reconhecendo a centralidade das manifestações populares que o Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e Secult-PE, lança o 21º Concurso [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_123461" aria-labelledby="figcaption_attachment_123461" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Eduardo Cunha</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_9017.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123461" alt="Foto: Eduardo Cunha" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_9017-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Diplomação dos Patrimônios Vivos eleitos em 2025</p></div>
<p>A cultura popular de Pernambuco se sustenta na continuidade dos saberes que atravessam gerações e permanecem vivos através do ofício de mestres e artistas do sertão ao litoral. É a partir deste entendimento e reconhecendo a centralidade das manifestações populares que o Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e Secult-PE, lança o 21º Concurso de Registro do Patrimônio Vivo. O edital abre inscrições no dia 7 de abril e segue até o próximo dia 30.</p>
<p>Mais do que um reconhecimento simbólico, o registro do Patrimônio Vivo garante bolsas de incentivo financeiro a mestres, mestras e grupos culturais, contribuindo com a salvaguada dos modos de fazer e práticas tradicionais que estruturam a identidade pernambucana. Em 2026, os valores foram atualizados para R$ 2.479,41 para pessoa física e R$ 4.958,85 para pessoa jurídica, reforçando o compromisso do Estado com a manutenção dessas trajetórias. Ao longo dos anos, o concurso vem se consolidando como uma das principais políticas públicas de salvaguarda da cultura popular em Pernambuco, com a seleção de até dez novos Patrimônios Vivos a cada edição.</p>
<p>Podem concorrer pessoas físicas e grupos &#8211; com ou sem CNPJ &#8211; que comprovem atuação e residência em Pernambuco há pelo menos 20 anos, além de trajetória consolidada na cultura tradicional ou popular e capacidade de transmissão de seus conhecimentos a novas gerações. As inscrições devem ser realizadas única e exclusivamente através da plataforma do Mapa Cultural de Pernambuco.</p>
<p><strong>Edição mais acessível e inclusiva</strong> &#8211; A edição de 2026 marca um avanço importante no fortalecimento do concurso enquanto política pública, com mudanças que ampliam o acesso, a participação e o reconhecimento das especificidades da cultura popular. Em um estado onde a cultura se perpetua na prática diária, ouvindo, observando e fazendo, o reconhecimento também começa a se adaptar às formas de expressão dos seus mestres.</p>
<p>A principal novidade é a possibilidade de inscrição em formato semi-oral, permitindo que candidatos e candidatas realizem a apresentação e defesa de suas trajetórias por meio de vídeo, sem a obrigatoriedade de elaboração de um texto escrito. Não há exigências quanto aos meios de produção: o material pode ser gravado com recursos acessíveis, como o próprio celular, ampliando o alcance da política.</p>
<p>“Quando incorporamos a possibilidade de inscrição em vídeo, estamos reconhecendo que muitos dos nossos mestres e mestras têm na oralidade a base do seu conhecimento. Isto é uma ampliação real de acesso e de escuta”, destaca a presidente da Fundarpe, Renata Borba. “O concurso de Patrimônio Vivo se consolida como uma política pública essencial para Pernambuco e reforça o compromisso da gestão Raquel Lyra com a valorização da diversidade cultural do nosso Estado.”</p>
<p>Outra mudança é a retomada da etapa de defesa das candidaturas, que poderá ser realizada de forma presencial ou on-line, a critério dos candidatos. Suspensa durante o período da pandemia da Covid-19, a etapa retorna como opção, fortalecendo o caráter público e dialógico do processo. Além disso, o edital passa a contar com formações durante o período de inscrição, oferecendo orientação direta aos candidatos, e incorpora audiências públicas de defesa das candidaturas, ampliando a transparência e a participação social.</p>
<p>“O Concurso de Registro do Patrimônio Vivo, lançado anualmente pelo Governo do Estado de Pernambuco, é uma política estruturante que reafirma o compromisso da gestão da governadora Raquel Lyra com a preservação da nossa cultura popular através do reconhecimento de novos mestres, mestras e artistas pernambucanos. Mais do que reconhecer, estamos garantindo condições para que esses saberes continuem sendo transmitidos e reinventados pelas próximas gerações”, expressa a secretária de Cultura do Estado de Pernambuco, Cacau de Paula.</p>
<p><strong>Sobre o concurso</strong> &#8211; Criado em 2002, o Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco tem como finalidade reconhecer, valorizar e garantir condições de continuidade aos saberes e práticas da cultura tradicional e popular. Ao longo de mais de duas décadas, o programa se consolidou como uma política estruturante de preservação do patrimônio imaterial, com impacto direto na vida de mestres, mestras e grupos culturais de todas as regiões do estado.</p>
<p>Além do apoio financeiro, o título de Patrimônio Vivo fortalece trajetórias, amplia visibilidade e contribui para a transmissão de conhecimentos por meio de ações formativas, projetos e intercâmbios culturais. Desde sua criação, mais de uma centena de mestres, mestras e grupos já foram reconhecidos, compondo um mosaico vivo da diversidade cultural pernambucana.</p>
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		<title>Governo de Pernambuco inicia obra de requalificação da Igreja Nossa Senhora do Monte, em Olinda</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 14:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em mais uma iniciativa voltada à preservação do patrimônio histórico de Pernambuco, o Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), dá início às obras de restauração e requalificação da Igreja Nossa Senhora do Monte, em Olinda. A intervenção conta com investimento de R$ 3.150.000, com recursos federais [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178402114_d3170a20ff_k-2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123424" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178402114_d3170a20ff_k-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr">Em mais uma iniciativa voltada à preservação do patrimônio histórico de Pernambuco, o Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), dá início às obras de restauração e requalificação da Igreja Nossa Senhora do Monte, em Olinda. A intervenção conta com investimento de R$ 3.150.000, com recursos federais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Novo PAC, e reafirma o compromisso da gestão estadual com a salvaguarda de bens culturais em um dos mais importantes sítios históricos do país, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.</p>
<p dir="ltr">A obra prevê a recuperação estrutural do templo e a requalificação do largo no entorno, promovendo melhorias que vão além da edificação e alcançam o espaço público. O prazo total de execução é de 15 meses, com a primeira etapa , correspondente à entrega da igreja, prevista para o mês de julho.</p>
<p dir="ltr">No interior do templo, serão realizadas intervenções na coberta da capela-mor e da nave, enquanto, no adro, estão previstos o restauro do piso em tijoleiras, a requalificação da mureta histórica, a implantação de rampas de acessibilidade e a pintura da fachada principal. A obra também contempla serviços de recuperação da coberta, atualmente comprometida, condição que levou à interdição do espaço.</p>
<p dir="ltr">Para a presidente da Fundarpe, Renata Borba, as intervenções evidenciam a preocupação e responsabilidade da gestão Raquel Lyra com a valorização do patrimônio material e histórico de Pernambuco. “As obras de restauro e requalificação devolvem esses espaços para a população, ao mesmo tempo em que respeitam suas características históricas e arquitetônicas. Em Olinda, estamos atuando de forma integrada, com intervenções que respeitam a história dos monumentos e, ao mesmo tempo, qualificam seus usos e sua relação com a cidade”, destacou.</p>
<p dir="ltr">As ações incluem ainda o embutimento das redes aéreas, a construção de muro de arrimo em pedra rachão, melhorias na iluminação e a proteção da borda da encosta, assegurando maior estabilidade e segurança à área. Paralelamente, será realizada a requalificação do largo em frente à igreja, com implantação de quadra, brinquedos infantis, mobiliário urbano, paisagismo, áreas de convivência e lazer, além de soluções de acessibilidade, iluminação e estacionamento.</p>
<p dir="ltr"><strong>Investimentos no Sítio Histórico de Olinda</strong> &#8211; A intervenção integra um conjunto mais amplo de investimentos na Cidade Alta, onde o Governo de Pernambuco também executa obras de restauração e requalificação no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), no Mosteiro de São Bento e na Igreja de São Pedro Mártir de Verona — estas duas últimas também com recursos do Novo PAC e com entrega ainda no primeiro semestre.</p>
<p dir="ltr">Ao investir na recuperação de um dos seus conjuntos urbanos mais emblemáticos, o Governo de Pernambuco fortalece a política de preservação do patrimônio material e reafirma o compromisso de manter viva a história de Olinda, garantindo que seus espaços continuem sendo referências culturais, sociais e urbanas para as futuras gerações.</p>
<p dir="ltr"><strong>Sobre a Igreja Nossa Senhora do Monte</strong> &#8211; Erguida em 1535 por ordem de Duarte Coelho, fundador da capitania de Pernambuco, a Igreja de Nossa Senhora do Monte é considerada a mais antiga edificação religiosa de Olinda e uma das primeiras do Brasil. O conjunto abriga também o convento das monjas beneditinas, reforçando sua importância histórica, religiosa e cultural. Ao longo dos séculos, o templo preservou características arquitetônicas singelas, com fachada sóbria e interior marcado por um altar-mor em madeira que remete à origem da devoção. Situada em um dos pontos mais elevados da cidade, a igreja também se destaca pela permanência histórica: acredita-se que tenha escapado do incêndio provocado pelos holandeses no século 17, mantendo-se como testemunho direto das primeiras ocupações da então vila.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178402369_c4f9be5aee_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123426" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178402369_c4f9be5aee_k-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178312478_07d5c7dcb9_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123429" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178312478_07d5c7dcb9_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55177257712_a36feeea0e_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123431" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55177257712_a36feeea0e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178146221_4acd4aef2d_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123430" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178146221_4acd4aef2d_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178402564_1218991230_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123427" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178402564_1218991230_k-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178401794_591cabc284_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123425" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/55178401794_591cabc284_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Abertura do Pernambuco Meu País no Jardim do Cais do Sertão celebra a potência da cultura popular no Carnaval de Pernambuco 2026</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2026 02:47:40 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<dl class="wp-caption alignnone" id="attachment_122900" style="width: 617px;">
<dt class="wp-caption-dt"></dt>
</dl>
<div id="attachment_122906" aria-labelledby="figcaption_attachment_122906" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Artur Freire</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-122906" alt="Foto: Artur Freire" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto1-607x450.jpeg" width="607" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Boi Maracatu</p></div>
<p>O &#8220;sextou&#8221; do bom folião pernambucano é cair no passo onde quer que tenha frevo e, no coração do Recife, o Jardim do Cais do Sertão abrigou um dia de abertura oficial do Carnaval de Pernambuco 2026, na capital, à altura da cultura popular do Estado. Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, o que se viu à beira do Rio Capibaribe foi a ancestralidade pedindo passagem para desfilar o que há de mais belo das tradições pernambucanas, aquelas sabedorias transmitidas com encantamento e afinco, de geração a geração. O palco Pernambuco Meu País no Carnaval, promovido pelo Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), consolida-se como celeiro, laboratório vivo que convida a experimentar, viver e sentir na alma as mais diversas formas de expressão das raízes culturais de Pernambuco.</p>
<p>Com o tema “A gente é festa!&#8221;, o Pernambuco Meu País proporcionou ao público uma sequência de apresentações desde o finzinho da tarde entrando pela noitada, reunindo mestres, mestras e agremiações que marcam a história da cultura popular do Estado, em uma grande celebração coletiva. Para a secretária executiva de Cultura do Estado de Pernambuco, Yasmim Neves, a abertura do palco no cenário simbólico do Recife reafirma o papel do Carnaval como política pública estruturante. “O palco Pernambuco Meu País no Cais do Sertão simboliza o compromisso do Governo de Pernambuco com a valorização da cultura popular, com o reconhecimento e protagonismo dos nossos mestres e das nossas mestras, além de promover a ocupação qualificada dos espaços públicos do Estado&#8221;, ressaltou.</p>
<div id="attachment_122901" aria-labelledby="figcaption_attachment_122901" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Artur Freire</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto8.jpeg"><img class="size-medium wp-image-122901" alt="Foto: Artur Freire" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto8-607x447.jpeg" width="607" height="447" /></a><p class="wp-caption-text">Afoxé Alafin Oyó com Mãe Beth de Oxum e o Coco da Umbigada</p></div>
<p>Abrindo a programação, um encontro de Patrimônios Vivos: o Afoxé Alafin Oyó convidou Mãe Meth de Oxum com o Coco de Umbigada para uma troca potente de tradições, religiosidades e resistência cultural. Os atabaques e os cânticos embalaram o público em uma experiência que conectou passado e presente, celebrando as matrizes africanas que estruturam a cultura pernambucana. Em seguida, no chão do Jardim do Cais do Sertão, foi a vez das cores e dos movimentos do Boi Maracatu encantarem os foliões na brincadeira.</p>
<div id="attachment_122902" aria-labelledby="figcaption_attachment_122902" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Artur Freire</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto4.jpeg"><img class="size-medium wp-image-122902" alt="Foto: Artur Freire" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto4-607x446.jpeg" width="607" height="446" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre João Limoeiro</p></div>
<p>O Mestre João Limoeiro, também Patrimônio Vivo do Estado, levou ao Cais do Sertão a poesia cantada e a musicalidade da ciranda, em apresentação marcada pela oralidade e sabedoria popular. Ao convidar o Mestre Josivaldo Caboclo, o encontro reforçou o papel fundamental da transmissão de saberes e da valorização dos fazedores de cultura como guardiões da memória coletiva.</p>
<div id="attachment_122903" aria-labelledby="figcaption_attachment_122903" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Artur Freire</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto3.jpeg"><img class="size-medium wp-image-122903" alt="Foto: Artur Freire" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto3-607x441.jpeg" width="607" height="441" /></a><p class="wp-caption-text">Bloco Carnavalesco Misto da Saudade</p></div>
<p>Em clima de lirismo e saudade, Getúlio Cavalcanti emocionou o público ao interpretar clássicos que atravessam décadas do Carnaval pernambucano. Acompanhado pelo Bloco Carnavalesco Misto da Saudade, o artista transformou o Jardim do Cais do Sertão em coro uníssono, reafirmando a força dos blocos líricos como expressão afetiva e identitária da folia no Estado.</p>
<div id="attachment_122904" aria-labelledby="figcaption_attachment_122904" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Artur Freire</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto6.jpeg"><img class="size-medium wp-image-122904" alt="Foto: Artur Freire" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto6-607x448.jpeg" width="607" height="448" /></a><p class="wp-caption-text">Orquestra Malassombro</p></div>
<p>A Orquestra Malassombro trouxe ao palco uma leitura contemporânea das sonoridades pernambucanas, misturando frevo, música instrumental e experimentações que dialogam com a tradição sem abrir mão da inovação. A apresentação reforçou o caráter plural da programação, que valoriza tanto as raízes quanto os novos arranjos estéticos da música produzida em Pernambuco.</p>
<div id="attachment_122905" aria-labelledby="figcaption_attachment_122905" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Artur Freire</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-122905" alt="Foto: Artur Freire" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/foto2-607x452.jpeg" width="607" height="452" /></a><p class="wp-caption-text">Orquestra Popular do Recife, sob regência do maestro Ademir Araújo</p></div>
<p>Encerrando o primeiro dia, a Orquestra Popular do Recife, sob regência do maestro Ademir Araújo, elevou a energia da noite, com participações especiais de Mônica Feijó e Josildo Sá. Em um repertório vibrante, marcado pelo frevo e pela música popular pernambucana, a apresentação celebrou o espírito do Carnaval como espaço de encontro entre gerações, estilos e histórias, coroando a abertura do palco com energia e excelência musical.</p>
<p><strong>SOBRE O FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS</strong></p>
<p>O Festival Pernambuco Meu País no Carnaval teve início na semana pré, entre os dias 6 e 8 de fevereiro, no Terminal Marítimo do Recife, reunindo atrações como Mestre Ambrósio, Orquestra Recife de Bambas, Gabi do Carmo, João Gomes, Alcione, Belo, Glória Groove, Nação Zumbi, Priscila Senna, Raphaela Santos, Mundo Livre S/A, entre outros nomes que celebram a diversidade musical local e nacional. Realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o evento reafirma seu compromisso com a valorização dos artistas da terra e com o acesso democrático à cultura.</p>
<p>No período oficial do Carnaval, o festival acontece na Praça do Carmo, em Olinda, e no Jardim do Cais do Sertão, no Recife, com uma programação extensa de shows. O projeto também marca presença em municípios que já possuem eventos consolidados e recebem a identidade visual do Pernambuco Meu País no Carnaval nos palcos, como Bezerros, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Nazaré da Mata e Triunfo.</p>
<p>Em dezembro, o festival ganhou uma edição especial de Verão, passando por Camaragibe e pelo Terminal Marítimo de Passageiros, no Recife, além de integrar a programação do Réveillon em Jaboatão dos Guararapes. Já em janeiro, a iniciativa esteve em São José da Coroa Grande e na Ilha de Itamaracá, consolidando a estratégia de descentralização das políticas culturais e de estímulo ao desenvolvimento regional a partir da cultura.</p>
<p>Ao levar uma programação cultural gratuita e de grande porte a municípios fora do eixo da capital, o festival materializa a diretriz de democratização do acesso à cultura adotada pela gestão estadual. O projeto impacta diretamente cadeias produtivas como turismo, comércio, serviços, hospedagem e economia criativa, gerando renda, empregos temporários e visibilidade para os territórios.</p>
<p>Reunindo artistas consagrados e novas vozes da cena local e nacional, o Pernambuco Meu País reforça seu papel como motor de desenvolvimento econômico, cultural e social. A edição de inverno do festival, realizada entre julho e setembro, movimentou mais de R$ 200 milhões nas cidades por onde passou, evidenciando que a cultura é também um importante vetor de geração de renda, emprego e transformação social.</p>
<p><strong>A PROGRAMAÇÃO SEGUE NO JARDIM DO CAIS DO SERTÃO</strong></p>
<p><strong>Palco Pernambuco Meu País no Carnaval</strong></p>
<p><strong>14/02 (sábado)</strong><br />
15h30 &#8211; Maracatu de Baque Solto Águia de Ouro<br />
16h &#8211; Afoxé Tela Oko Ara Ejibó<br />
17h &#8211; O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico<br />
18h &#8211; Frevo a dois<br />
19h &#8211; Briê convida Siba Puri<br />
20h30 &#8211; Banca Ave Sangria</p>
<p><strong>15/02 (domingo)</strong><br />
15h30 &#8211; Urso Cangaçá de Água Fria<br />
16h &#8211; Coco Miudinho da Xambá (Patrimônio) convida Cila do Coco<br />
17h &#8211; Cacau e Lulu e Manguebitinho<br />
18h &#8211; Zeca Cirandeiro<br />
19h &#8211; Antúlio Madureira<br />
20h30 &#8211; Renata Rosa convida Caetana</p>
<p><strong>16/02 (segunda-feira)</strong><br />
15h30 &#8211; Maracatu de Baque Solto Estrela da Serra<br />
16h &#8211; Afoxé Povo de Ogunté<br />
17h &#8211; Samba de Coco Raízes de Arcoverde convida Pretinha do Congo (Patrimônios)<br />
18h &#8211; Adiel Luna e Coco Camará convida Poli<br />
19h &#8211; Fabiana Santiago<br />
20h30 &#8211; Cordel do Fogo Encantado</p>
<p><strong>17/02 (terça-feira)</strong><br />
15h30 &#8211; Boi Fantástico<br />
16h &#8211; Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu (Patrimônio)<br />
17h &#8211; Bloco Carnavalesco Misto Flor da Lira de Olinda<br />
18h &#8211; Afoxé Filhos de Dandalunda<br />
19h &#8211; Ciel Santos<br />
20h30 &#8211; Banda Eddie</p>
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