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	<title>Portal Cultura PE &#187; 8ª Semana do Patrimônio</title>
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		<title>VIII Semana do Patrimônio</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2015 20:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Realização da 8ª Semana do Patrimônio, entre os dias 17 e 21 de agosto de 2015. Confira mais imagens das ações realizadas AQUI.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Realização da 8ª Semana do Patrimônio, entre os dias 17 e 21 de agosto de 2015.<br />
Confira mais imagens das ações realizadas <strong><a title="AQUI" href="https://www.flickr.com/photos/fundarpe/albums/72157655080213064" target="_blank">AQUI</a></strong>.</p>
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		<title>Mestres do mamulengo compartilharam saberes na VIII Semana do Patrimônio</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2015 15:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Roberto Moraes Filho Promovendo um encontro de gerações em meio à 8ª Semana do Patrimônio, o Sobrado do Imperador, no centro de Igarassu, recebeu na tarde de quinta-feira (20), uma animada roda de conversa com o brincante de mamulengo, Mestre Vitorino. No auge dos seus 92 anos, José Vitorino Freire repassou para crianças, adolescentes [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29545" aria-labelledby="figcaption_attachment_29545" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Mestre-Vitorino-VIII-Semana-dos-Patrimonios-Foto-de-Costa-Neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-29545" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Mestre-Vitorino-VIII-Semana-dos-Patrimonios-Foto-de-Costa-Neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Vitorino, de Igarassu, contou um pouco de sua trajetória ao longo dos 50 anos dedicados a arte do mamulengo.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por: Roberto Moraes Filho</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Promovendo um encontro de gerações em meio à 8ª Semana do Patrimônio, o Sobrado do Imperador, no centro de Igarassu, recebeu na tarde de quinta-feira (20), uma animada roda de conversa com o brincante de mamulengo, Mestre Vitorino. No auge dos seus 92 anos, José Vitorino Freire repassou para crianças, adolescentes e adultos, a sua experiência com a arte de confecção e interpretação dos tradicionais bonecos, com os quais teve o seu primeiro contato aos 8 anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“A primeira lembrança da minha infância, que guardo até hoje, foi uma apresentação do Mamulengo de Mané da Luz, o único atuante na cidade de Paudalho e região naquela época. Os bonecos eram manuseados por dois homens e uma mulher. Lembro que depois daquele contato, sempre passei a acompanhar as apresentações do espetáculo nas feiras, ruas ou festas de final de ano. Aquilo me impressionava especialmente pela sintonia de um personagem com o outro, quando causavam improvisos durante a apresentação”</em>, recordou o mestre, que possui 50 anos dedicados à tradição, quando passou a residir em Igarassu.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“A grande lição que aprendi foi que não é saber a brincadeira, é não ter preguiça para compor novos personagens e novas histórias. Eu tenho uma grande saudade de quando brincava de mamulengo com os meus irmãos. Brincávamos a noite toda e o enredo envolvia a igreja, o cavalo marinho e o bumba meu boi. O boneco e a brincadeira vem de quando minha mãe era rezadeira. Hoje eu não lembro mais os cânticos que ela cantava, mas não esqueci as experiências de criação e interpretação na minha infância”</em>, completou.</p>
<div id="attachment_29547" aria-labelledby="figcaption_attachment_29547" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Conversa-VIII-Semana-do-Patrimonio-Foto-de-Costa-Neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-29547" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Conversa-VIII-Semana-do-Patrimonio-Foto-de-Costa-Neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Crianças, adolescentes e adultos acompanhando os relatos do mestre de mamulengos, no Sobrado do Imperador, em Igarassu.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Durante a roda, que também contou com as presenças do Mestre Zé de Vina, de Glória do Goitá, e do Mestre Tonho, de Pombos, as experiências em espetáculos realizados ao ar livre, como era antigamente, em cima de mesas e não com as conhecidas tendas de atualmente, Mestre Vitorino relatou encenações que fez em feiras de Igarassu, exemplificando mortes, festividades e outras situações relacionadas ao regionalismo que inspira a composição de uma apresentação de mamulengo.<em> “Quem traz a história é o boneco. As situações vividas entre os personagens devem contar especialmente com música e poesia, que geralmente são inspiradas nas vivências de quem domina aquele boneco”</em>, disse o mestre.</p>
<p style="text-align: justify;">E lembrando um pouco das dificuldades iniciais que passou a vivenciar para prosseguir com a tradição pela qual se apaixonou na infância, ele relatou: <em>“Carregava meus mamulengos em duas malas, andando a cavalo. Botava o boneco numa mesa e incorporava aquele personagem criado por mim. Somente bem depois foi que eu adotei o estilo mais teatral, realizado em uma tábua apropriada para a apresentação”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a finalização da realização da roda, os participantes foram contemplados com a apresentação de Wilams, filho do Mestre Vitorino, que interpretou ao som de violão, a composição ‘Homenagem a Vitorino’, falando em poemas e vivências da arte do pai, e definindo em versos o que o mamulengo representa para a sua vida e sua família, conhecida em Igarassu também pela tradição da música.</p>
<div id="attachment_29548" aria-labelledby="figcaption_attachment_29548" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Mamulengo-Riso-do-Povo-VIII-Semana-do-Patrimonio-Foto-de-Costa-Neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-29548" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Mamulengo-Riso-do-Povo-VIII-Semana-do-Patrimonio-Foto-de-Costa-Neto-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Apresentação do Mamulnego Riso do Povo.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Encerrando a tarde de atividades no Sobrado do Imperador, o público conferiu a apresentação do Mamulengo Riso do Povo, comandado pelo Mestre Zé de Vina, de 75 anos. Originado na cidade de Glória do Goitá, o grupo possui além de quinze personagens, interpretados por uma equipe de seis integrantes, um espetáculo composto por músicas regionais, ao som de zabumba, sanfona, triângulo e chocalho. <em>“O espetáculo do meu mamulengo acontece segue uma única forma, mas adotamos diversos improvisos no momento que ele acontece”</em>, disse o Mestre Zé de Vina, que iniciou a formação do grupo no ano de 1952.</p>
<div id="attachment_29549" aria-labelledby="figcaption_attachment_29549" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Apresentacao-do-Mamulengo-Riso-do-Povo-VIII-Semana-dos-Patrimonios-Foto-de-Costa-Neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-29549" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Apresentacao-do-Mamulengo-Riso-do-Povo-VIII-Semana-dos-Patrimonios-Foto-de-Costa-Neto-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Público durante a apresentação, no pátio do Sobrado do Imperador.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Protagonismo feminino no maracatu é abordado na Semana do Patrimônio</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2015 13:35:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por: Roberto Moraes Filho Promovendo discussão sobre a presença da mulher nas tradições do maracatu, a 8ª Semana do Patrimônio, promovida pela Secult-PE, Fundarpe e contando com a parceria da Secretaria da Mulher de Pernambuco  e a Casa do Carnaval (Recife), realizou na manhã de terça-feira (18), a roda de diálogo ‘Patrimônio Cultural e Gênero: [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29370" aria-labelledby="figcaption_attachment_29370" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-01.jpg"><img class="size-medium wp-image-29370  " alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-01-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestra Joana Cavalcante, regente do Nação do Maracatu Encanto do Pina, Lady Selma Albernaz, professora do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE, e Jailma Maria Oliveira, Doutoranda do curso de pós-graduação em Antropologia da UFPE, durante a roda de diálogo realizada na Casa do Carnaval do Recife.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por: Roberto Moraes Filho</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Promovendo discussão sobre a presença da mulher nas tradições do maracatu, a 8ª Semana do Patrimônio, promovida pela Secult-PE, Fundarpe e contando com a parceria da Secretaria da Mulher de Pernambuco  e a Casa do Carnaval (Recife), realizou na manhã de terça-feira (18), a roda de diálogo ‘Patrimônio Cultural e Gênero: o protagonismo da mulher no Maracatu Nação’.</p>
<p style="text-align: justify;">Contando com a mestra da Nação do Maracatu Encanto do Pina, Joana Cavalcante; a antropóloga e professora do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE, Lady Selma Albernaz; e Jailma Maria Oliveira, Doutoranda do curso de pós-graduação em Antropologia da UFPE, a explanação inicial abordou questões como a hierarquia existente nas nações de maracatu, assim como o machismo predominante para a execução de determinados papeis e o domínio de funções, seguindo tradições já pré-estabelecidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“O significado do gênero é muito maior e mais complexo do que a simples classificação da divisão de tarefas. O masculino tem a tendência de ser superior e englobar a participação do gênero feminino como questão de domínio da situação”</em>, explicou a professora Lady Selma. <em>“A partir das posições que eles ocupam, é que estarão pautando a sociedade. Com isso, até hoje as mulheres formam o grupo social mais pobre e da sociedade, especialmente quando se trata da relação de ocupar posições de liderança</em>”, completou.</p>
<p style="text-align: justify;">Observando a composição dos maracatus nação a partir de sua tradição, a roda de diálogo refletiu também sobre a religiosidade dos grupos: <em>“A côrte é feminina, apesar de ser composta tanto por mulheres como homens. Já o batuque, é extremamente masculino. Sendo o gênero feminino relacionado especialmente com o lado sagrado do maracatu, é ele que está responsável pela proteção espiritual do grupo”</em>, observou Lady Selma.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“A convite do Mestre Luiz de França (Maracatu Leão Coroado), Marta Rosa se tornou a primeira mulher a tocar em público uma alfaia. Este fato, relacionado ao machismo que impera em diversos segmentos da cultura popular, não se trata de tirar o poder dos homens, mas sim, uma questão de ocupação da mulher pelo direito que ela também possui de exercer a determinada função”</em>, ressaltou a professora.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-29371" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-02-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para a mestra Joana Cavalcante, que cresceu dentro do terreiro do Maracatu Encanto do Pina e toca todos os instrumentos do grupo, exercer a função de líder foi vencer diversos preconceitos e demonstrar que a mulher pode e deve ocupar qualquer papel: <em>“Dentro do terreiro e do maracatu, mulher sempre fez de tudo. O que divide um pouco é a questão dos homens cuidarem dos instrumentos e do batuque. Eu fiquei surpresa em saber que tinha sido a primeira mulher a tocar e a reger em um maracatu”</em>, comentou.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Hoje sinto que minha posição dentro do grupo é, sobretudo, a de preservar a religiosidade do maracatu, que está se deteriorando em virtude de outras criações externas às origens de terreiro, que não são voltadas para contribuir socialmente com a comunidade. Quero que a tradição do maracatu preserve especialmente o sagrado, a matriz africana e tudo o que o constitui desde a sua formação inicial”</em>, ressaltou a mestra Joana.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a doutoranda do curso de pós-graduação em Antropologia da UFPE,  Jailma Maria Oliveira, no quesito de patrimônio, as nações de maracatus atualmente enfrentam um grande desafio, além da questão da aceitação do gênero feminino. <em>“A religiosidade é um marcador importante e não se negocia, especialmente para a manutenção do maracatu. Entendo que para ser mestra de maracatu, como é o caso de Joana, é preciso conhecer e dominar não apenas a alfaia, como também preservar a religiosidade praticada. Cada grupo tem sua forma de lidar com a religião e isso precisa ser respeitado”</em>, comentou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da roda de diálogo, que também debateu questões relacionadas aos preconceitos vivenciados pelas religiões africanas, o público participante também opinou e fez perguntas para as participantes. Como um dos desfechos do debate, a professora Lady Selma enfatizou a questão da disputa de virilidade entre os homens, como um dos quesitos relacionados ao machismo. <em>“A dificuldade de tocar abê, que é tido como um instrumento mais destinado às mulheres, é tão grande quanto tocar alfaia. A ideia do abê como beleza para a dança corporal desqualifica a ideia da mulher no poder, o que demonstra a questão da ocupação do homem nesta posição, desde as primeiras formações de maracatus”</em>, destacou a professora.</p>
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