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	<title>Portal Cultura PE &#187; Ademir Araújo</title>
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		<title>Maestros do frevo pernambucano ganham a telona do São Luiz</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2016 02:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ilustre vizinho do Galo da Madrugada, o Cinema São Luiz entra no clima do Carnaval de Pernambuco durante a semana de 28 de janeiro a 3 de fevereiro. É que entra em cartaz no equipamento cultural, com sessões sempre às 17h40, o documentário &#8220;Sete Corações&#8221;, da pernambucana Dea Ferraz. O filme reconstrói a trajetória cultural [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ilustre vizinho do Galo da Madrugada, o Cinema São Luiz entra no clima do Carnaval de Pernambuco durante a semana de 28 de janeiro a 3 de fevereiro. É que entra em cartaz no equipamento cultural, com sessões sempre às 17h40, o documentário &#8220;Sete Corações&#8221;, da pernambucana Dea Ferraz.</p>
<div id="attachment_33208" aria-labelledby="figcaption_attachment_33208" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Leopoldo Conrado Nunes/divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Sete-Coracoes-Foto-Leopoldo-Conrado-Nunes-Divulgacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-33208" alt="Foto: Leopoldo Conrado Nunes/divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Sete-Coracoes-Foto-Leopoldo-Conrado-Nunes-Divulgacao-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do documentário &#8216;Sete Corações&#8217;, com os maestros Guedes, Duda, Spok, Menezes, Clóvis, Ademir e Nunes.</p></div>
<p>O filme reconstrói a trajetória cultural do frevo no estado sob o ponto de vista de sete grandes maestros pernambucanos: José Menezes<em> (in memorian)</em>, Nunes, Clóvis Pereira, Guedes Peixoto, Duda, Ademir  Araújo e Edson Rodrigues O belo processo de criação conjunta de um frevo novo vai revelando memórias e relações íntimas destes símbolos da nossa cultura com o ritmo patrimônio da humanidade. A temporalidade do filme é marcada pelo carnaval, quando podemos ver cidade e as pessoas se arrumando para a festa. Em uma verdadeira apoteóse, o filme nos conduz ao último dia de folia, quando mais de 50 mil pessoas ovacionam a música inédita.</p>
<p>Além de Sete Corações, também estão em cartaz o drama alemão Diplomacia; o pernambucano Boi Neon; e a animação estadunidense Hotel Transilvânia 2.</p>
<p>Com som e projeção digitais, o São Luiz é o mais moderno cinema de rua de Pernambuco. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Às terças-feiras, os preços caem para R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia).</p>
<p>Confira a programação completa:</p>
<p><strong>CINEMA SÃO LUIZ </strong><br />
<strong>28 de janeiro a 3 de fevereiro de 2016</strong></p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/sete-coracoes-foto-leopol.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-33443" alt="Divulgação/Leopoldo Nunes" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/sete-coracoes-foto-leopol-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a></p>
<p><strong>SETE CORAÇÕES</strong><br />
(Brasil, 2014, 97min.)<br />
<strong>Gênero:</strong> Documentário | <strong>Diretor</strong>: Deá Ferraz | <strong>Elenco:</strong> Maestros José Menezes, Nunes, Clóvis Pereira, Guedes Peixoto, Duda, Ademir  Araújo e Edson Rodrigues, Spok<br />
<strong>Sinopse: </strong>Há mais de cem anos, um ritmo musical constrói a identidade do povo recifense: o frevo. Sete Corações reconstrói essa trajetória cultural sob um ponto de vista íntimo e subjetivo, já que são os sete principais maestros vivos que nos contam desse ritmo. Em paralelo, é proposto a eles a construção de uma música, fio condutor do filme. Com uma narrativa clássica, pela primeira vez na história, esses mestres vão criar um frevo juntos. Nesse processo, o filme desvenda as lembranças e a relação que esses homens mantêm com o frevo.<br />
<strong>Dias:</strong> Quinta-Feira (28), Sexta-Feira (29), Sábado (30), Domingo (31), Terça-Feira (2) e Quarta-Feira (3), às 17h40<br />
<strong>Classificação Etária:</strong> Livre</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/hotel-transylvania-2.jpg"><img alt="Hotel Transylvania 2" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/hotel-transylvania-2-607x328.jpg" width="607" height="328" /></a></p>
<p><strong>HOTEL TRANSILVÂNIA 2<br />
</strong>(<em>Hotel Transylvania</em> 2, 2015, EUA, 89 min.)<br />
<strong>Gênero:</strong> Animação | <strong>Diretor:</strong> Genndy Tartakovsky<br />
<strong>Sinopse:</strong> A vampira Mavis e o humano Jonathan se casaram e continuaram morando no Hotel Transilvânia, já que Drácula ofereceu um emprego ao genro. Ele na verdade quer que sua filha permaneça ao seu lado, especialmente quando ela revela estar grávida. Eufórico com a notícia, Drácula torce para que seu neto seja um vampiro de verdade e busca, a todo instante, indícios de que isto acontecerá. Entretanto, o pequeno Dennis está prestes a completar cinco anos e, ao menos por enquanto, tudo indica que ele é um humano normal.<br />
<strong>Dias:</strong> Quinta-Feira (28), Sexta-Feira (29), Sábado (30), Terça-Feira (2), Quarta-Feira (3), às 14h; Domingo (31), às 10h e às 14h<br />
<strong>Classificação Etária:</strong> Livre</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Diplomacia.jpg"><img alt="Diplomacia" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Diplomacia-607x429.jpg" width="607" height="429" /></a></p>
<p><strong>DIPLOMACIA </strong><br />
(<em>Diplomatie</em>, França , Alemanha, 2014, 90min.)<br />
<strong>Gênero:</strong> Drama | <strong>Diretor:</strong> Volker Schlöndorff | <strong>Elenco:</strong> André Dussollier, Niels Arestrup, Burghart Klaußner<br />
<strong>Sinopse:</strong> No dia 25 de agosto de 1944, os aliados entram em Paris. Antes do amanhecer, o general alemão Dietrich von Choltitz prepara-se para cumprir as ordens de Adolf Hitler: explodir a capital francesa. Até que, no meio da noite, recebe a visita inesperada do cônsul geral da Suécia, que vai tentar convencê-lo a livrar a cidade do destino trágico planejado pelos alemães. Amanhece e Paris não é destruída. Por quais razões Von Choltitz não seguiu as ordens de Hitler, apesar da sua lealdade ao Terceiro Reich?<br />
<strong>Dias:</strong> Quinta-Feira (28), Sexta-Feira (29), Sábado (30), Domingo (31), Terça-Feira (2) e Quarta-Feira (3), às 15h50<br />
<strong>Classificação Etária:</strong> 14 anos</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/boi-neon-cazarre.jpg"><img alt="Boi Neon" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/boi-neon-cazarre-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a></p>
<p><strong>BOI NEON</strong><br />
(Brasil , Holanda , Uruguai, 2015, 101min.)<br />
<strong>Gênero:</strong> Drama |<strong> Diretor:</strong> Gabriel Mascaro | <strong>Elenco:</strong> Juliano Cazarré, Maeve Jinkings, Vinicius de Oliveira<br />
<strong>Sinopse:</strong> Nos bastidores das Vaquejadas, Iremar e um grupo de vaqueiros preparam os bois antes de solta-los na arena. Levando a vida na estrada, o caminhão que transporta os bois para o evento é também a casa improvisada de Iremar e seus colegas de trabalho: Zé, Negão, Galega e sua filha Cacá. O cotidiano é intenso e visceral, mas algo inspira novas ambições em Iremar: a recente industrialização e o polo de confecção de roupas na região do semi-árido nordestino. Deitado em sua rede na traseira do caminhão, sua cabeça divaga em sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e croquis. O vaqueiro esboça novos desejos.<br />
<strong>Dias:</strong> Quinta-Feira (28), Sexta-Feira (29, Sábado (30), Domingo (31), Terça-Feira (2) e Quarta-Feira (3), às 19h40<br />
<strong>Classificação Etária:</strong> 16 anos</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<strong>Programação do Cinema São Luiz, de 21 a 27 de janeiro de 2016</strong><br />
<strong>Onde?</strong> R. da Aurora, 175 &#8211; Boa Vista, Recife &#8211; PE<br />
<strong>Quanto? </strong>Quinta, Sexta, Sábado, Domingo e Quarta-Feira: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)<br />
Terça-Feira: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada)</p>
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		<title>O Hércules do frevo</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2014 18:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova “Aqui trabalha um maestro!”. Foi com essa frase, dita a plenos pulmões, e acompanhada de um sorriso orgulhoso, que fui (muito bem) recebido no lugar marcado para a entrevista. Era evidente o meu olhar curioso, correndo cada detalhe que compunha a sala daquele escritório nada convencional, localizado no bairro da Boa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/ademir-1-costa-neto.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-9025" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/ademir-1-costa-neto-607x400.jpg" width="607" height="400" /></a></p>
<p><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>“<i>Aqui trabalha um maestro!</i>”. Foi com essa frase, dita a plenos pulmões, e acompanhada de um sorriso orgulhoso, que fui (muito bem) recebido no lugar marcado para a entrevista. Era evidente o meu olhar curioso, correndo cada detalhe que compunha a sala daquele escritório nada convencional, localizado no bairro da Boa Vista, centro do Recife. No lugar do computador, um teclado musical. Pelas mesas, armários e gavetas, viam-se discos aos montes, algumas partituras, medalhas e condecorações (além de um brasão do América Futebol Clube pendurado numa das paredes). À minha frente, um atencioso e divertido anfitrião, Ademir Araújo &#8211; conhecido também como &#8220;Maestro Formiga&#8221;.</p>
<p>O biotipo um tanto quanto mirrado, que lhe rendera o apelido, parece não dar conta do artista que se agiganta à frente da Orquestra Popular do Recife, sob o seu comando há quase quatro décadas. Instrumentista, compositor, arranjador e regente, Ademir é dono de dezenas de condecorações que ganhou ao longo da vida, como, por exemplo, a Medalha do Mérito da Cidade do Recife, o título de Memória Viva do Recife e de homenageado do carnaval da capital pernambucana, em 2008.</p>
<p>Agora, Ademir é também Patrimônio Vivo de Pernambuco, título que recebeu no final de 2013 e que veio coroar uma trajetória repleta de frevos, valsas, choros, maracatus e de uma energia que impressiona e se renova por carnavais a fio.</p>
<p>Personalidade musical das mais respeitadas por artistas de várias gerações &#8211; inclusive pelos roqueiros e &#8220;mangueboys&#8221; -, aos 71 anos, Ademir não é daqueles maestros convencionais.  Despojado, sempre com seu indefectível boné, óculos escuros e correntes no pescoço, passa ao largo de qualquer pompa ou comportamento cerimonioso. É uma antítese desse estereótipo. Hiperativo e conversador, toma de assalto qualquer um com o seu jeitão falante e agitado ao discorrer a respeito de qualquer assunto ou para exaltar qualquer visgo de memória que surja ao longo da conversa, mesmo que um pensamento lhe interrompa, de repente, uma linha da raciocínio anterior.. Com a voz já rouca do tempo e rápido nos gestos e no falar, Ademir estava às vésperas de mais um carnaval e com ele, uma maratona de apresentações junto à Orquestra Popular do Recife. Portanto, nesse caso, tempo é ouro! Mas ele já está acostumado e, sem cerimônias, conversa um tanto, bastante atencioso. E, assim, tome prosa e cafezinho!</p>
<div id="attachment_9062" aria-labelledby="figcaption_attachment_9062" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução / Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Pref.Augusto-Lucena-e-Ademir_1975.jpg"><img class="size-medium wp-image-9062" alt="Reprodução / Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Pref.Augusto-Lucena-e-Ademir_1975-607x452.jpg" width="607" height="452" /></a><p class="wp-caption-text">Ademir Araújo (dir.), em 1975, recebe das mãos do então prefeito do Recife, Augusto Lucena (esq.), a Medalha do Mérito Cidade do Recife</p></div>
<p>&#8220;<i>Carnaval, pra mim, é todo dia!</i>&#8220;, é assim que Ademir comenta sobre a agitada vida urbana no centro do Recife, e sobre como ele se insere artisticamente em meio a essa &#8220;selva de pedras&#8221;. Lá, além do seu escritório, também fica o estúdio onde costuma ensaiar. Cotidianamente, fazem parte de sua vida carros buzinando, vendedores ambulantes anunciando seus produtos à venda, pessoas pra lá e pra cá, sempre correndo, atrasadas, embaladas pelo ritmo frenético que a contemporaneidade nos impõe. Pra ele, isso tudo já é um verdadeiro carnaval. &#8220;<i>A única diferença é que no Carnaval as pessoas se pintam, usam fantasias, mas no dia a dia é essa agitação o tempo todo. Pra mim, parece tudo uma festa. É festa todo dia!</i>&#8220;. E é nesse &#8220;caos civilizado&#8221; em que vive Formiga. Porém, sem deixar a peteca cair ou perder a inspiração musical que o acompanha o tempo inteiro, aonde quer que vá.</p>
<p>Com uma formação musical construída dentro do universo erudito, ele sempre procurou se utilizar do aprendizado técnico que foi adquirindo durante décadas de estudos a serviço de uma música que transborda empatia popular.  “<i>Quero ser erudito sendo popular, quero ser popular sem ser erudito!</i>”. Para Ademir, a música não está engessada em compartimentos. Ela deve, sim, é agregar as pessoas, e não separá-las em nichos. Por isso, com a mesma desenvoltura com que faz uma valsa, ele envereda pela ciranda, pelo maracatu, pelo samba e, obviamente, pelo frevo. O frevo, que é justamente o ritmo mais popular do carnaval pernambucano, mas não menos sofisticado, por isso. E com o qual ele passeia desde sempre. O frevo que está presente o tempo inteiro nas suas memórias, no seu falar, nos seus gestos, na sua respiração. Ele vive frevo e é dele que se faz, perfaz e se reinventa como artista, como ser humano. São, certamente, indissociáveis.</p>
<div id="attachment_9059" aria-labelledby="figcaption_attachment_9059" class="wp-caption img-width-320 alignright" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/1975_IMG_9030.jpg"><img class="size-medium wp-image-9059 " alt="Reprodução / Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/1975_IMG_9030-319x486.jpg" width="319" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Documento que institui a entrega da Medalha do Mérito Cidade do Recife, a Ademir Aráujo, em 1975</p></div>
<p><b>Das cores para as notas<br />
</b>Curiosamente, foi por muito pouco que Ademir não enveredou pelo caminho das artes plásticas. “<i>Eu nem sonhava em ser músico. Eu havia nascido pra pintura</i>”, conta Ademir sobre sua primeira inclinação artística. Chegou a concluir o curso de Arte Decorativa, na Escola Industrial Agamenon Magalhães. Aluno dos mais aplicados, teve entre os seus professores Abelardo Paes Barreto. Ademir seguia tranquilamente seu curso e pensava em enveredar definitivamente pelo caminho da Arquitetura e da Engenharia. Isso até a música, bem por acaso, se manifestar em sua vida.</p>
<p>Foi em setembro de 1957, entre o 3º e o 4º ano de estudos, que a música pegou Ademir de jeito, e ele, então, decidiu trocar os pincéis, lápis e tintas pelos acordes, solfejos e a batuta. Durante o treinamento da Banda Musical da Escola Industrial, que se preparava para o desfile cívico de Independência do Brasil, enquanto os alunos marchavam, o grupo dava andamento ao seu repertório tradicional para desfiles. E foi durante a execução de “Wien Bleibt Wien” (“Viena sempre Viena”), de Johann Schrammel, que se deu o estalo em Ademir, de imediato. “<i>Aquilo foi como um choque em mim. E, naquele momento em que terminaram de tocá-la, eu decidi que queria ser músico</i>”. Pronto. Estava feito&#8230; e não tinha mais volta. Naquele instante, nascia o artista.</p>
<p>Daí em diante, a persistência fez parte do cotidiano de Ademir e se tornou o ingrediente principal para que ele alcançasse, obstinadamente, seu desejo.<b> </b>&#8220;<i>Qual o seu grau de instrução? Com muita honra, autodidata</i>&#8220;, lembra Ademir a respeito de uma pergunta que lhe foi feita, certa vez, por Ariano Suassuna. No intento de se tornar músico, ele foi atrás das possibilidades que surgiram. Teve, de início, o apoio do maestro Edson Rodrigues, que lhe ensinou as primeiras notas. No entanto, em seu primeiro “teste”, não teve muito sucesso. Quando instado a solfejar a escala musical (reproduzir o som das notas musicais através do canto), Ademir foi totalmente desafinado, não acertou uma sequer. Teve de ouvir do maestro: “<i>Rapaz, você tá muito bem na pintura. Fique por lá mesmo</i>”. Mas a sua teimosia falou mais alto. O que poderia desencorajá-lo soou, na verdade, como um desafio que o instigou ainda mais. Passou a ter aulas diárias de teoria e solfejo com José Otávio Prazeres, sempre após os estudos na Escola Industrial.</p>
<p>Maio de 1958. Concurso da Banda Municipal do Recife. Ademir, com apenas 16 anos, ainda era muito “verde”, um iniciante, mas encheu-se de coragem e resolveu participar. “<i>Eu ainda estava começando na música, né? Resolvi, então, me aventurar nessa</i>”, lembra Ademir do sentimento que o moveu a arriscar-se no concurso. Entre mais de 100 candidatos, muitos deles profissionais, lá estava ele, no Teatro de Santa Isabel, com sua trompa sax-horn (ou saxotrompa, também chamada de “trompa cachorrinha”). Ademir, atirado que era, não se intimidou diante da concorrência, e acabou ficando entre os 26 selecionados. Era 7 de outubro,  dia do primeiro ensaio de Ademir já como integrante da Banda Municipal, e, a partir daí, Ademir, com pouco mais de um ano de envolvimento com a música, se tornava, então, um profissional. Inicialmente, ele continuou no sax-horn, até que, pegando dicas com os colegas, passou pro saxofone.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/GOPR3772.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-9035" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/GOPR3772-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p>Daí não parou mais. Ganhou o mundo fazendo do carnaval o seu mais importante e orgânico laboratório musical, tendo tocado em praticamente todas as agremiações e clubes da cidade. Pique não lhe faltava. &#8220;<i>Eu começava a tocar no sábado, no Batutas de São José, no Cais de Santa Rita, e seguia, direto, até a segunda-feira, à noite. Aí eu dizia pra minha mãe: &#8216;Olhe, não fique preocupada, não&#8217;, e ia &#8216;mimbora&#8217;. Eu falava com o Guarda Municipal, chegava e dormia nos bancos de jardim. Quando dava 8h, as muriçocas me acordavam, eu pegava meu instrumento e continuava em outro canto, das 10h às 14h. Tocando, eu garantia meu rango do meio-dia, depois eu ia tocar a matinê. Às seis horas (18h), eu tomava uma sopa e seguia pra Madeira do Rosarinho, na Encruzilhada&#8221;</i>, isso só pra ilustrar um pouquinho da odisseia que Ademir empreendia, que ainda incluía Clube das Pás e outros. Tudo para complementar o salário que recebia da Banda, que não era muito, nem pouco. Era &#8220;na medida&#8221;. Ademir gastou todo o seu primeiro ordenado na compra do  &#8220;Tratado de Harmonia Berlioz&#8221;, publicação que lhe serviu como base do aprendizado musical, mesmo que, para surpresa, fosse totalmente escrito em italiano. &#8220;<i>Tem umas coisas parecidas com o português, né? Aí eu fui me virando</i>&#8220;. E, assim, foi estudando.</p>
<p><b>Composições a mil por hora<br />
</b>Conversar com o maestro Ademir Araújo é uma overdose musical, sem exageros. A todo instante, suas memórias são cerzidas por músicas sempre associadas a períodos de sua vida. Em especial, suas composições, que marcam inteiramente o diálogo e vão delineando uma ordem pretensamente cronológica &#8211; por vezes, um pouco embaralhada para o interlocutor, tamanha é a velocidade com que elas lhe chegam à mente.</p>
<p>Em 2014, o primeiro frevo composto por Ademir completa 50 anos. &#8220;No ano 2000&#8243;, um frevo-de-rua, foi escrito em 1964, quando ele tinha entre 20 e 21 anos. A profusão de vozes de sopros, e o ideário futurista que a música sugeria renderam elogios de Waldemar de Oliveira, quando da sua participação no concurso municipal de músicas carnavalescas. Na ocasião, ele contou com  auxílio luxuoso de Naná Vasconcelos, na bateria, promovendo um diálogo entre o frevo e o jazz. Era o início de uma obra que consolidava sua marca registrada, a de compositor extremamente inovador em seus arranjos.</p>
<div id="attachment_9026" aria-labelledby="figcaption_attachment_9026" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Primeiro-Frevo-Escrito-1966_IMG_9038.jpg"><img class="size-medium wp-image-9026" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Primeiro-Frevo-Escrito-1966_IMG_9038-607x432.jpg" width="607" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Partitura de &#8220;No ano 2000&#8243;, primeiro frevo escrito por Ademir, em 1964</p></div>
<p>Data desta mesma época &#8220;Prelúdio de Maracatu&#8221;, também escrita em festival, ficando em segundo lugar na disputa. Ela marca a aproximação de Ademir com Claudionor Germano, cuja participação na música foi acertada pouquíssimos minutos antes da sua apresentação, aos 45 do segundo tempo. E daí vieram tantas outras composições, como &#8220;Frevo na Tempestade&#8221;, feita na noite da enchente de 1966, quando Ademir, pequeno e magro, teve que revestir-se de uma força hercúlea para salvar sua mãe e tia da enchente. &#8220;Frevo Loucura&#8221;, que vislumbra um interno de um hospício que foge para a rua, atrás de uma orquestra de frevo.  Depois, vieram &#8220;Alô, Recife&#8221;, &#8220;Pra frente, Frevo&#8221;, &#8220;Aí vêm os palhaços&#8221;, e tantas outras que marcaram sua trajetória como compositor. Hoje, Ademir Araújo contabiliza quase 400 composições e um sem fim delas gravadas.</p>
<p><b>Nome respeitoso e respeitado<br />
</b>Pela sofisticação e arrojo que trazia em suas composições, Ademir aproveitou todo esse potencial para consolidar seu nome entre os grandes da música pernambucana. Ademir passou, então, a assumir importantes projetos musicais na cidade. Já esteve à frente da Banda Sinfônica do Recife (1984 a 1991), e, em 1977, assumiu a Direção Musical da Orquestra Popular do Recife (posto antes ocupado por Maestro Duda, desde a sua fundação, em 1975), e foi com ela que sua obra ganhou maior alcance. A história da Orquestra se confunde com a do próprio Ademir. Com ela, ele foi longe, ultrapassando as fronteiras do Brasil e chegando a países como Alemanha e Bélgica. Nos anos de 1980, outra empreitada: junto com Claudionor Germano, ele apresenta ao povo a famosa Frevioca, projeto concebido pelo jornalista e escritor Leonardo Dantas. Ela começou como um caminhão, decorado com motivos carnavalescos, com caixas de som e uma orquestra de frevo, percorrendo as ruas da cidade. Era o povo na rua e o frevo esquentando os foliões sob a batuta de Formiga. Apesar das mudanças estruturais (passou pra carroceria de ônibus e, depois, bonde), a Frevioca continua sendo um símbolo do carnaval de rua e popular no qual todo recifense gosta de se esbaldar.</p>
<div id="attachment_9027" aria-labelledby="figcaption_attachment_9027" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Estreia-Frevioca_Claudionor-e-Ademir_1985.jpg"><img class="size-medium wp-image-9027" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Estreia-Frevioca_Claudionor-e-Ademir_1985-607x440.jpg" width="607" height="440" /></a><p class="wp-caption-text">Estreia da Frevioca, em 1985, nas ruas do Recife, sob o comando de Maestro Ademir Araújo</p></div>
<p>Parte de sua obra está registrada nos discos &#8220;Música erudita pernambucana&#8221; (2002), &#8220;O mestre de banda&#8221; (2010), &#8220;Os 12 trabalhos&#8221; (2012). Em uma audição destes trabalhos, é possível perceber porque que, além de toda essa trajetória pautada por sua genialidade, Ademir é tão respeitado e seu talento tão reconhecido. Ele consegue, com desenvoltura, passear pelos mais diversos estilos musicais. Em sua obra, é possível se deparar com cocos, valsas, caboclinhos, baiões, maxixes, choros, sambas, cirandas&#8230; Esse múltiplo criador fica mais evidente em &#8220;Os 12 trabalhos&#8221;, cujo nome é alusivo à Mitologia Grega, que envolve o semideus Hércules, onde cada faixa remete a um ritmo diferente. O álbum foi resultado de um projeto que teve o incentivo da Fundação Nacional da Arte &#8211; Funarte.</p>
<p><b>Música sem idade e sem fronteiras<br />
</b>No entanto, o incansável Formiga parece não se contentar apenas com uma dúzia de trabalhos, muito menos deitar em berço esplêndido após já ter recebido tantas honrarias ao longo de sua trajetória. Poderia até pendurar as chuteiras e dar por cumprida a sua missão como defensor fervoroso dos ritmos pernambucanos. Mas sua mente irrequieta e sua alma eternamente jovem o fizeram enveredar por mirabolâncias musicais ainda mais ousadas, caminhos não convencionais e dar mostras, mais uma vez, de sua constante instigação musical. Ademir não enxerga fronteiras para os mais diversos diálogos musicais. Foi assim quando criou os arranjos de sopro da música &#8220;Nascedouro&#8221;, da Nação Zumbi, para o disco &#8220;Fome de Tudo&#8221;.</p>
<div id="attachment_9030" aria-labelledby="figcaption_attachment_9030" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Pri Buhr</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/9379482727_ff86d9a912_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-9030" alt="Pri Buhr" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/9379482727_ff86d9a912_z-607x435.jpg" width="607" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Andreas Kisser (esq.), do Sepultura,  e Ademir Araújo (dir.), durante show da Orquestra Rockfônica, no 23º Festival de Inverno de Garanhuns (2013)</p></div>
<p>Foi assim com sua incursão pelo universo dos &#8220;camisas pretas&#8221;, com seu projeto Orquestra Rockfônica, grupo que faz releituras de clássicos do rock&#8217;n'roll em frevo. Integram o set list nomes como The Beatles, The Clash, Deep Purple, Rolling Stones, Motorhead, entre outros. O resultado é bombástico! Formiga parece se sentir tão à vontade tocando &#8220;Cabelo de Fogo&#8221; (do seu colega Maestro Nunes) quanto executando sua versão de &#8220;Paranoid&#8221; (Black Sabath). &#8220;<i>A música permite que a gente possa passear por esses caminhos diferentes. Basta ter vontade e um tiquinho de ousadia. Eu, como não tenho medo dessas coisas, né?</i>&#8220;, conta Ademir sobre sua incursão no mundo do rock, que promoveu um encontro inusitado entre a sua Rockfônica e o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, no 23º Festival de Inverno de Garanhuns. O resultado foi um bando de cabeludos, vestidos de preto, com as mãos pra cima, exaltando o som envenenado que veio dessa mistura com o rock e o frevo.</p>
<p><b>O frevo que toma conta do Brasil<br />
</b>Um dos sonhos mais acalentados por Formiga é que o frevo transcenda suas fronteiras, saia das ruas do Recife e das ladeiras de Olinda e tome conta de todo o Brasil, tornando-se tão popular quanto o samba. O primeiro passo foi dado há pouco mais de dois anos, quando ele esteve em Brasília (DF), a convite da Funarte, para dar uma oficina de reciclagem musical e descobriu que não existiam instrumentistas de sopro no local. De imediato, ele tentou dar um jeito nessa situação e procurou pessoas que pudessem apoiá-lo na ideia de criar a primeira orquestra de frevo da capital federal. E eis que surgiu a Orquestra Marafreboi, sob o comando do pernambucano Fabiano Medeiros. Esse foi o pontapé inicial para que Ademir ousasse ir ainda mais longe: criar a Orquestra Nacional de Frevo.</p>
<div id="attachment_9034" aria-labelledby="figcaption_attachment_9034" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Ata-ONF_IMG_8989.jpg"><img class="size-medium wp-image-9034" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/Ata-ONF_IMG_8989-607x437.jpg" width="607" height="437" /></a><p class="wp-caption-text">Ata de fundação da Orquestra Nacional de Frevo, assinada em 9 de fevereiro de 2014</p></div>
<p>Ao longo de dois anos, a ideia de reunir músicos de todo o Brasil foi sendo gestada, amadurecida. E no último dia 9 de fevereiro (Dia Nacional do Frevo) foi, oficialmente, criada (com registro em ata assinada por diversos músicos) a Orquestra Nacional do Frevo, em frente à Igreja do Carmo, em pleno bairro de São José (nascedouro do frevo pernambucano). Como uma espécie de homenagem, Frei Caneca foi eleito seu patrono. E Ademir agora está arregaçando as mangas num mapeamento de músicos de todo o Brasil que tenham interesse em participar desta empreitada. A internet tem sido sua aliada neste intento. &#8220;<i>Uma rede de pessoas está participando desse processo. Nós pretendemos percorrer o país, com apoio dessas bases locais, pra ir atrás de músicos que queiram participar. Primeiro, tem que meter a cara e ir atrás</i>&#8220;, explica. Se depender desse incansável Hércules, a orquestra será mais um dos seus trabalhos, realizado com louvor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Declarações de amor à música brasileira</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jul 2012 20:39:34 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6273" aria-labelledby="figcaption_attachment_6273" class="wp-caption img-width-599 aligncenter" style="width: 599px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/FIG-31.jpg"><img class="size-full wp-image-6273" alt="Trio 363 rendeu homenagem a Moacir Santos (Foto:Edmar Melo/Secult-PE)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/FIG-31.jpg" width="599" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Trio 363 rendeu homenagem a Moacir Santos (Foto:Edmar Melo/Secult-PE)</p></div>
<p dir="ltr">Homenagens a Pixinguinha e aos maestros pernambucanos Moacir Santos e Severino Araújo marcaram o Palco Instrumental desta sexta (20/7). Os responsáveis foram o Trio 363, Ademir Araújo e Henrique Annes, que, cada um à sua maneira, fizeram declarações de amor à tradicional música brasileira.</p>
<p>Surgido em 2009, o Trio 363 foi uma das principais atrações do Palco Instrumental do 22 FIG. O grupo formado por Andréa Ernest, Paulo Braga e Marcos Suzano trouxe a Garanhuns uma homenagem ao maestro pernambucano Moacir Santos, um dos mais importantes e renomados músicos do mundo. Parte do repertório  foi de composições inéditas de Santos, como “Love go down”, criada nos anos 1970, quando vivia na Califórnia.</p>
<p>“Moacir é o maestro mais importante para qualquer percussionista”, diz Marcos Suzano. Em entrevista antes do show, ele disse que o desprendimento de estilos é um dos pontos de aproximação entre ele e o mestre. “Ele criou ritmos sem se importar com estilos, mas com o resultado. Talvez por isso ele tenha sido aceito mundialmente. Por mais que sua base seja a música brasileira ele criou células rítmicas em que buscava o “mojo”, a sensação, o sentimento. Por isso ele conseguiu imprimir sua assinatura a agrupamentos simples de notas. Ele é um híbrido, talvez por isso tenha chegado tão longe. Os músicos americanos viram nele o elemento que faltava nas grandes orquestras”.</p>
<p>A flautista Andréa Ernst se interessou tanto por Moacir Santos que desenvolveu uma tese de doutorado sobre o músico. No mês que vem, ela lançará o material em formato de livro biográfico, intitulado “Moacir Santos ou os caminhos de um músico brasileiro” (Editora Verbena Francis). Para tanto, ela refez a trajetória do artista, do sertão pernambucano onde nasceu aos Estados Unidos, onde morreu em 7 de julho de 2006.</p>
<p>Andréia conta que outro projeto que vem trabalhando com Paulo e Suzano é a produção do Festival Moacir Santos, que será realizado no Rio de Janeiro . “Queremos convidar músicos brasileiros e norte-americanos que foram contemporâneos ou influenciados por ele, como a Clare Fish Band e Marc Levine, um dos grandes expoentes da teoria do jazz”.</p>
<p>Pixinguinha – A orquestra de Ademir Araújo, também conhecido como Maestro Formiga, fez dupla homenagem , uma para o gênio Pixinguinha e outra para Severino Araújo, fundador da Orquestra Tabajara. Na regência de Formiga, frevo e choro se uniram na mesma peça musical, gerando um inebriante efeito de beleza e alegria.</p>
<p>Completando nada menos do que 50 anos de carreira, Henrique Annes fez um show com valsas, choros, frevos e outras vertentes e gêneros nacionais, entre as composições que interpretou estão Carinhoso e Berimbau.</p>
<p>Pela oitava vez no FIG, a banda Kleber Blues Band abriu a programação com um repertório de blues elétrico em tributo aos clássicos do gênero. Natural de Garanhuns, Kleber morou no Recife por uma década  enquanto estudante, época em que tocava em bares e descobriu a paixão pelo blues. “Ouvindo o blues, percebi que o mesmo sentimento une o sertanejo nordestino e os negros das plantações de algodão dos Estados Unidos. Acredito que com arte e educação podemos mudar essa realidade”, disse o músico.</p>
<p>Virtuosi – Na Igreja de Santo Antônio, o 8º Virtuosi na Serra deu continuidade a sua programação com apresentação do Coro de Câmara Campina Grande, regido pelo maestro Vladimir Silva. A performance vocal e rítmica do grupo emocionou o público, assim como a ideia de realizar concertos na igreja.</p>
<p>“A acústica é muito boa, o projeto é lindo”, disse Sheila Brito, de Juazeiro do Norte, Ceará. Ela passava por acaso pela igreja quando percebeu que havia um concerto. Encerrando a noite, Daniel Guedes &amp; Marcos Ullôa apresentaram o concerto “O violão e o violino na música brasileira”. O Virtuosi na Serra fecha sua programação neste sábado (20/7), com o Duo de piano Gastezzi-Bezerra.  Já o Palco Instrumental encerra a programação do 22º FIG com Cláudio Lins, Camerata Brasileira, Luíz Brasil e Banda e Roger Canal.</p>
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