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	<title>Portal Cultura PE &#187; Afoxé Omolu Pa Kerú Awo</title>
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		<title>Coco, afoxé e maracatu encantam o público do Festival de Inverno</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 19:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Afoxé Omolu Pa Kerú Awo]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Clara Albuquerque A cultura pernambucana desfilou no sábado (23), no Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna do 27º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Oito atrações fizeram o público reconhecer as raízes dos nossos ritmos. Entre as atrações, estava o Coco dos Pretos, do Centro Cultural Cambinda Estrela, da comunidade de Chão de Estrelas, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: right;"><em>Por Clara Albuquerque</em></p>
<p>A cultura pernambucana desfilou no sábado (23), no Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna do 27º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Oito atrações fizeram o público reconhecer as raízes dos nossos ritmos.</p>
<p dir="ltr">Entre as atrações, estava o <strong>Coco dos Pretos</strong>, do Centro Cultural Cambinda Estrela, da comunidade de Chão de Estrelas, de Recife. Com dez anos de formação, participando pela terceira vez do FIG, o grupo apresentou um repertório eclético com músicas autorais e releituras, inclusive, sambas conhecidos do público em ritmo de Coco. Coco dos Pretos é um grupo festivo, instigante e animado que transmite energia e força. Possuem um corpo percussivo marcante, com cantoria executada em pares divididas entre o vocalista Adriano Santos e as outras quatro cantoras. As letras das músicas evocam Recife e defendem a cultura e a identidade negras.</p>
<p><em>Ô preta, que leseira é essa?</em><br />
<em>Ô preta levante a cabeça</em><br />
<em>Não se esqueça:</em><br />
<em>seu cabelo não é ruim</em><br />
<em>seu cabelo é uma beleza</em><br />
<em>(Ô Preta &#8211; Coco dos Pretos)</em><b><b> </b></b></p>
<div id="attachment_51347" aria-labelledby="figcaption_attachment_51347" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Coco-dos-Pretos.jpg"><img class="size-medium wp-image-51347" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Coco-dos-Pretos-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Coco dos Pretos colocou o público pra dançar</p></div>
<p dir="ltr">“Coco dos Pretos é uma forma alegre de levar a cultura popular para o público com responsabilidade. É uma satisfação enorme estar mais uma vez, aqui, no FIG”, diz o vocalista e produtor musical do grupo, Adriano Santos. A chuva não atrapalhou a efervescência do público que não conseguia ficar parado envolvendo-se com o som.<b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">Em seguida, subiu ao palco o <strong>Bloco Compositores e Foliões</strong>, também de Recife. Com sete anos de formação e 38 participantes, incluindo 14 músicos, o bloco é conhecido por tocar músicas de novos compositores da capital, além de frevos menos conhecidos. “É de arrepiar estar no FIG, estamos com vontade de cantar e abraçar todo mundo”, diz Socorrinho Cardoso, presidente e compositora oficial do bloco. A cena contemporânea musical do Frevo defendida pelo bloco continua falando de amor, de carnaval e de saudade. Eles trouxeram um clima de beleza, colorido e pertencimento ao 27º FIG. Liderados por quatro cantoras, o bloco invadiu o público com seu estandarte contagiando a todos.<b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">Um dos momentos mais marcantes foi quando Cassius Cavalcanti, filho do compositor Getúlio Cavalcanti, subiu ao palco e cantou, junto ao Bloco, um dos frevos mais conhecidos do grande público: <em>Último Regresso</em>. O FIG transformou-se em um grande coro onde todos cantaram, de maneira emocionada, em uníssono. Outra participação marcante foi a presença das cantoras gêmeas pernambucanas Mayra e Maya que fizeram, junto com o bloco, o bis da plateia com o frevo <em>Madeira que Cupim Não Rói</em>, de Capiba. O Bloco, ainda, fez a Ciranda da Rosa Vermelha e convidou a todos para fazer a famosa dança em círculo. Ao final do show, a orquestra invadiu o público e agitou tocando frevos de rua.<b><b> </b></b></p>
<div id="attachment_51348" aria-labelledby="figcaption_attachment_51348" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Bloco-Compositores-e-Foliões.jpg"><img class="size-medium wp-image-51348" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Bloco-Compositores-e-Foliões-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cassius Cavalcanti canta Último Regresso com o Bloco Compositores e Foliões</p></div>
<p dir="ltr">O <strong>Maracatu de Baque Solto Leão Vencedor de Carpina </strong>veio marcando com o seu colorido e personagens. Vassalo ou Menino do Guarda Chuva, Lampiões ou Carboreteiros, a Dama do Paço, que conduz a Boneca de Pano, Baianal encheram de beleza o centro de Garanhuns. Loas improvisadas pelo Mestre também foram dedicadas ao público e a uma das instituições realizadoras do FIG. Um dos versos dizia:</p>
<p><em>A Fundarpe incentiva a Cultura Popular / Faz tudo o que é preciso para nunca se acabar</em><b><b> </b></b></p>
<div id="attachment_51352" aria-labelledby="figcaption_attachment_51352" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Maracatu-de-Baque-Solto-Leão-Vencedor-de-Carpina.jpg"><img class="size-medium wp-image-51352" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Maracatu-de-Baque-Solto-Leão-Vencedor-de-Carpina-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da apresentação do Maracatu de Baque Solto Leão Vencedor de Carpina com a figura marcante do Caboclo de Lança</p></div>
<p dir="ltr">Quem finalizou o conjunto de atrações do dia do Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna foi o<strong> Afoxé Omolu Pa Kerú Awo</strong>, também, da comunidade de Chão de Estrelas, do Recife. Os agogôs e atabaques, instrumentos percussivos, foram os destaques dessa musicalidade, além do próprio afoxé. Eles reproduzem um som capaz de pulsar dentro do corpo. A dança dos bailarinos é encantadora com movimentos envolventes e contagiantes. Ali, representado em suas vestes de palha, estava o orixá Omolu, deus da terra, da doença e da cura.</p>
<p>Ao trazer o ritual festivo em homenagem ao orixá, o grupo derramou pipocas, a principal oferenda dedicada a ele, no palco. As músicas, são, também, construídas através de perguntas e respostas e foram guiadas por um casal de cantores que intercalavam a voz principal. As letras falam com os deuses e pedem pelo bem desejando amor e proteção. “Nós fazemos músicas autorais, toadas ou zoelas de orixá, e outras de domínio público. É a nossa primeira participação no FIG e a gente acha muito importante divulgar a nossa cultura que não é só dança e música. Nós fazemos um trabalho social através dessa cultura que envolve formação e fortalecimento da identidade. O grupo está muito contente de participar do festival”, diz Wanessa Paula Santos, presidente do Centro Cultural Cambinda Estrela, de onde deriva o Afoxé. O grupo foi formado em 2006 e conta com bailarinos e músicos percussionistas e cantores.</p>
<p>Outras atrações que se apresentaram, ontem, no Palco, foram Valdir Mariano, Reisado Mestre João Tibúrcio, Boi Tá Tá Tá e a Tribo Indígena Carijós do Recife.</p>
<p>Confira, agora, a programação completa do Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna do 27º FIG:</p>
<p>Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna</p>
<p>12h – Reisado Santíssimo Redentor</p>
<p dir="ltr">13h – Grupo Negra’Atitude (Quilombo Estivas)</p>
<p dir="ltr">14h – Mendes e sua Orquestra</p>
<p dir="ltr">15h – Bloco de Samba Turma do Saberé</p>
<p dir="ltr">16h – Urso Cangaçá de Água Fria</p>
<p dir="ltr">17h – Maracatu de Baque Solto Leão da Fortaleza</p>
<p dir="ltr">18h – Coco Bojo da Macaíba</p>
<p dir="ltr">19h – Linguarudo de Ouro Preto</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">25.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h – Banda da Polícia Militar de Pernambuco</p>
<p dir="ltr">13h – Coco Mestre Juarez (Quilombo Timbó)</p>
<p dir="ltr">14h – Caboclinhos Kapinawá</p>
<p dir="ltr">15h – Maracatu Piaba de Ouro</p>
<p dir="ltr">16h – Grupo Maracatu Badia</p>
<p dir="ltr">16h – Coco Castelo Branco (Quilombo Castainho)</p>
<p dir="ltr">17h – Clube de Bonecos Seu Malaquias (Patrimônio Vivo)</p>
<p dir="ltr">18h – Grupo Afro Estrela (Quilombo Estrela)</p>
<p dir="ltr">19h – Bloco de Samba Anarquista Bole Bole</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">26.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h às 14h – Roda de Sanfona I</p>
<p dir="ltr">13h &#8211; Cortejo Quadrilhas</p>
<p dir="ltr">14h &#8211; Quadrilha Junina Luminar (Garanhuns)</p>
<p dir="ltr">14h30 &#8211; Quadrilha Junina Os Filhos de Lampião (Correntes)</p>
<p dir="ltr">15h &#8211; Quadrilha Junina Xamego na Roça (Canhotinho)</p>
<p dir="ltr">16h – Bloco C. M. Lira da Noite</p>
<p dir="ltr">17h – Coco de Pneu</p>
<p dir="ltr">18h – Maracatu de Baque Solto Leão Misterioso</p>
<p dir="ltr">19h – Afoxé Filhos de Dandalunda</p>
<p dir="ltr">20h – Benedito da Macuca</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">27.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h às 14h – Roda de Sanfona II</p>
<p dir="ltr">13h – Urso da Peleja</p>
<p dir="ltr">14h – Caboclinhos Canindé de Camaragibe</p>
<p dir="ltr">15h – Boi Dourado de Limoeiro</p>
<p dir="ltr">16h – As Kalinas</p>
<p dir="ltr">17h – Boi Maracatu</p>
<p dir="ltr">18h – Coco Raízes do Capibaribe</p>
<p dir="ltr">19h – Forró do Matulão do Mestre Grimário</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">28.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h – Sandoval Ferreira</p>
<p dir="ltr">13h – Orquestra Metais do Frevo</p>
<p dir="ltr">14h – Coco de Selma</p>
<p dir="ltr">15h – Maracatu Aurora Africana</p>
<p dir="ltr">16h – Coco Canavial do Valmir e Mestre Biô</p>
<p dir="ltr">17h – Damas e Valetes de Olinda</p>
<p dir="ltr">18h – T.C.M. Cariri Olindense (Patrimônio Vivo)</p>
<p dir="ltr">19h – Afoxé Oyá Tokolê Owô</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">29.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">13h – Reisado Os 3 Reis do Oriente</p>
<p dir="ltr">13h – Pastoril Giselly Andrade</p>
<p dir="ltr">13h – Maracatu Feminino Coração Nazareno</p>
<p dir="ltr">14h – Boi Diamante de Arcoverde</p>
<p dir="ltr">15h – Severino dos Oito Baixos</p>
<p dir="ltr">16h – Dona Glorinha do Coco</p>
<p dir="ltr">17h – O Bonde</p>
<p dir="ltr">18h – Afoxé Omo Nilê Ogunjá</p>
<p dir="ltr">19h – Orquestra Filarmônica Euterpina de Timbaúba (Patrimônio Vivo)</p>
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