<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; Aliados CP</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/aliados-cp/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2026 19:59:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Outras Palavras discute empoderamento feminino com jovens mulheres em conflito com a lei</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-discute-empoderamento-feminino-com-jovens-mulheres-em-conflito-com-a-lei/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-discute-empoderamento-feminino-com-jovens-mulheres-em-conflito-com-a-lei/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2017 13:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aliados CP]]></category>
		<category><![CDATA[CASE Santa Luzia]]></category>
		<category><![CDATA[cida pedrosa]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Funase]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=56495</guid>
		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias Quando foi idealizado em 2015, o Outras Palavras previa inicialmente visitar escolas do Ensino Médio da rede pública de Pernambuco. O projeto da Secult-PE e da Fundarpe foi ganhando corpo e consolidando-se como política de integração entre cultura e educação, passando a contemplar também espaços não formais de aprendizagem, como as unidades [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56498" aria-labelledby="figcaption_attachment_56498" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25305119148_b2dc864d14_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56498 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25305119148_b2dc864d14_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Secretária da Mulher do Recife, Cida Pedrosa é escritora, poetisa e advogada, e há anos encampa a luta pelo empoderamento feminino</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por Marcus Iglesias</em></p>
<p>Quando foi idealizado em 2015, o <b>Outras Palavras</b> previa inicialmente visitar escolas do Ensino Médio da rede pública de Pernambuco. O projeto da Secult-PE e da Fundarpe foi ganhando corpo e consolidando-se como política de integração entre cultura e educação, passando a contemplar também espaços não formais de aprendizagem, como as unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), que abriga adolescentes em conflito com a lei.</p>
<p>Na última segunda-feira (18), o  Outras Palavras levou ao Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) Santa Luzia, a única feminina do estado localizada no Recife, a escritora e poetisa Cida Pedrosa e o grupo de hip hop Aliados CP para trocarem ideias com as jovens num exercício de liberdade por meio da transmissão de conhecimento. O lugar abriga cerca de 40 jovens de vários municípios, que recebem aulas normais numa parceria com a Escola Carlos Gomes Gonçalves de Correira, além do curso de artesanato ministrado por Santinha Eulice, uma das mulheres que trabalha na unidade e pela qual as jovens têm profundo respeito.<em><b><br />
</b></em></p>
<div id="attachment_56504" aria-labelledby="figcaption_attachment_56504" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39169858401_3cf46db248_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56504 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39169858401_3cf46db248_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Antes da conversa com a escritora, as jovens assistiram ao filme K&#8217;HADY – Sangrento corte íntimo&#8217;, de Hanna Godoy e Marcia Mansur</p></div>
<p>Cida Pedrosa se apresentou também como advogada, um dos seus ofícios, “e <i>falo isso porque advoguei durante um tempo com adolescentes em conflito com a lei, então sei um pouco da realidade de vocês. A ideia aqui hoje é que a gente possa conversar sobre literatura, mas também sobre o assunto que vocês quiserem trazer”,</i> disse a poetisa, que em seguida exibiu o filme <b>KHADY – Sangrento corte íntimo</b>, de Hanna Godoy e Marcia Mansur.</p>
<p><i>“Chocante, essa obra trata de um tema complexo e desumano que acontece em alguns países da África, que é o corte do clitóris da mulher. Essa prática é proibida por lei, mas algumas pessoas ainda fazem esse tipo de coisa por questões de fé. É um filme que basicamente trata sobre a violência contra a mulher e eu queria que vocês o assistissem para depois a gente conversar sobre o assunto”,</i> sugeriu a escritora.</p>
<div id="attachment_56507" aria-labelledby="figcaption_attachment_56507" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39139722902_4019ce72e1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56507 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39139722902_4019ce72e1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cida Pedrosa levou alguns exemplares de livros de sua autoria, como o de contos &#8216;As Filhas de Lilith&#8217;</p></div>
<p>Antes da exibição, o mediador da conversa, o jornalista e cineasta Marcos Henrique Lopes, destacou o esforço das meninas do CASE Santa Luzia em montar o cineclube dentro da unidade. <i>“A gente que trabalha com cinema sabe o quanto complicado e difícil é organizar toda essa estrutura de som e telão, e eu queria registrar que tudo isso aqui foi montado pelas próprias jovens”, </i>parabenizou Marcos Henrique.</p>
<p>Depois do filme, as adolescentes fizeram várias perguntas a Cida Pedrosa. <i>“Por que ele fez isso com ela? Por que cortaram o clitóris? Ele a abusou sexualmente?”,</i> foram algumas das questões ouvidas. <i>“Eu tenho um livro chamado <b>As Filhas de Lilith</b>, que tem 26 contos que tratam de vários aspectos sobre a realidade feminina. Um deles fala dessa prática, que é feita em meninas de 11 a 14 anos. Kadhi é o nome de uma famosa modelo africana que denuncia esse abuso”, </i>explicou Cida Pedrosa.</p>
<div id="attachment_56508" aria-labelledby="figcaption_attachment_56508" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39139725572_bb80382469_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56508 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39139725572_bb80382469_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Uma parte de vocês não está livre. Mas eu digo a vocês que a gente só consegue construir nossa liberdade lá fora se construirmos antes aqui dentro, na nossa cabeça, para que assim possamos ter autonomia política e econômica e podermos construir nossa própria história”, disse Cida Pedrosa</p></div>
<p><i>“E respondendo a primeira pergunta, é por uma questão de sexualidade. Querem negar nosso direito de ter prazer. E o corte do clitóris pode ser real, mas também simbólico. Quem nunca ouviu da mãe ‘fecha as pernas, menina!’, enquanto os meninos nunca são cobrados dessa postura?”,</i> provocou a poetisa.</p>
<p>Secretária da Mulher do Recife, Cida Pedrosa há anos encampa a luta pelo empoderamento feminino. E para ela, a liberdade é um conceito mais amplo, além do espacial.<i> “Uma parte de vocês não está livre. Mas eu digo a vocês que a gente só consegue construir nossa liberdade lá fora se construirmos antes aqui dentro, na nossa cabeça, para que assim possamos ter autonomia política e econômica e podermos construir nossa própria história”.</i></p>
<div id="attachment_56503" aria-labelledby="figcaption_attachment_56503" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39169848341_f6343e2c09_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56503 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39169848341_f6343e2c09_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">As jovens foram convidadas a ler e recitar no microfone</p></div>
<p><i>“A cada 11 minutos uma mulher é estuprada e a cada três horas uma mulher apanha em casa do seu companheiro. Eu pergunto a vocês: Essas mulheres são livres?”,</i> questionou Cida, para receber de volta um uníssono <i>“não” </i>das jovens. <i>“Minha dica é que vocês construam a liberdade interna. Houve um tempo em que nós mulheres éramos proibidas de ler, de ter conhecimento. E isso não faz mais de 200 anos, na história da humanidade significa pouco tempo. O estudo aqui dentro que vocês fazem é uma exemplo de exercício da liberdade”,</i> concluiu Cida, que leu depois uma de suas poesias presentes no livro <strong>Cântaro</strong>  chamada <strong>Chama.<i><br />
</i></strong></p>
<p><em>‘Não te direi o simples convite / Pois o meu corpo é dúvida / Cavalga em mim as incertezas / É dessa matéria a minh’alma / Há muitos anos curvas e círculos me habitam / Não te direi poesias de amor / Nem cantarei canções desesperadas / Mas se quiseres trago no peito o cheiro das estações / Na língua a infâmia dos oprimidos / Enfim, eu tenho o colo em chamas / Para fazer morada”.<br />
</em></p>
<p><em>A</em>s meninas também foram convidadas a falar, e uma delas leu uma poesia de Cida Pedrosa, enquanto outra preferiu recitar uma frase preferida do livro <b>O Pequeno Príncipe</b>, para aplausos das companheiras. <i>“Prometo deixar aqui na direção da unidade uma cópia do Pequeno Príncipe original e outra feita em cordel por um amigo meu”,</i> prometeu Cida.</p>
<div id="attachment_56501" aria-labelledby="figcaption_attachment_56501" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27392908339_c8beb10e08_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56501 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27392908339_c8beb10e08_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Eu quero ver vocês na parceria comigo e com a mão pra cima na batida”, pediu Mano Gão, um dos integrantes do grupo, sendo correspondido por todas as meninas</p></div>
<p>Na sequência, o grupo Aliados CP, nascido em Casa Amarela, Zona Norte do Recife, encerrou a programação na batida do rap e convidando as meninas a participarem da brincadeira. “<em>Eu quero ver vocês na parceria comigo e com a mão pra cima na batida”, </em>pediu Mano Gão, um dos integrantes do grupo, sendo correspondido por todas, que gritavam para que uma delas dançasse no meio da roda que se abriu. De impressionar, ela puxou um break dance com maestria, e ainda convidou uma amiga que não só apenas dançou, como também pegou o microfone e mandou uma rima feita por ela de improviso.</p>
<p>Além de Mano Gão, o Aliados CP é formado por Fumaça (MC), AF (MC) e DJ Paulo V. O grupo lançou seu primeiro trabalho independente no final de 2005, intitulado <strong>Enxergamos uma luz</strong> e em 2012, apresentou seu segundo álbum, <strong>Vivendo o presente sem esquecer o passado</strong>, que conta com participações de Zé Brown e Jorge Poeta. “<em>Temos que ter orgulho de onde viemos. Se acomodar é vegetar. A arte foi importante nas nossas vidas, nos transformou em pessoas melhores”, </em><em>revelou o MC AF.<br />
</em></p>
<div id="attachment_56505" aria-labelledby="figcaption_attachment_56505" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38462899484_ba82595ddc_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56505 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38462899484_ba82595ddc_k-607x459.jpg" width="607" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">Apresentação do Aliados CP teve a inesperada apresentação de break dance por parte de uma das adolescentes</p></div>
<p><em>“Eu queria também destacar a importância do empoderamento da mulher no hip hop. Mano Brown recentemente deu uma entrevista na qual diz que não faz mais música que de alguma forma diminua as mulheres. Acho que isso é pra ser celebrado, uma cultura que é tão importante nas periferias não pode ser tratada de forma pejorativa”, </em>disse Humberto de Jesus, integrante da equipe do Outras Palavras.<em><br />
</em></p>
<div id="attachment_56502" aria-labelledby="figcaption_attachment_56502" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39169843711_125359dbd8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56502 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39169843711_125359dbd8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Outra jovem pegou o microfone e mandou uma rima de improviso sob a batida do beatbox do MC AF</p></div>
<p><em>Normando</em> Jorge de Albuquerque, coordenador do Eixo Profissionalização da Funase, comemorou a realização do Outras Palavras no CASE Santa Luzia, uma parceria que ele busca desde que o projeto teve inicio. <i>“A ideia do Eixo Profissionalização é ofertar cursos e o acesso à cultura, fazer com que vocês possam exercer a liberdade. Quando temos conhecimento estamos numa situação de liberdade enquanto cidadãs que pensam seu futuro”.</i></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-discute-empoderamento-feminino-com-jovens-mulheres-em-conflito-com-a-lei/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Através da cultura, Outras Palavras transforma ambiente escolar na Muribeca</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/atraves-da-cultura-outras-palavras-transforma-ambiente-escolar-na-muribeca/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/atraves-da-cultura-outras-palavras-transforma-ambiente-escolar-na-muribeca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2017 19:39:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aliados CP]]></category>
		<category><![CDATA[antonieta trindade]]></category>
		<category><![CDATA[Delmo Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Muribeca]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[secretaria de cultura de pernambuco]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=53772</guid>
		<description><![CDATA[Marcus Iglesias Manter a disciplina dentro do ambiente escolar é, por vezes, uma tarefa complicada. Na agitação da idade, os alunos tendem a perder fácil a atenção caso o assunto não seja tão interessante. Por essa razão se faz cada vez mais necessário criar condições e estratégias para atrair este olhar, revolucionar a educação e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53777" aria-labelledby="figcaption_attachment_53777" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380273995_0794b1cff6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53777 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380273995_0794b1cff6_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Iniciativa conta com outros números relevantes: 8.352 jovens atendidos e 4.560 livros doados até aqui</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Manter a disciplina dentro do ambiente escolar é, por vezes, uma tarefa complicada. Na agitação da idade, os alunos tendem a perder fácil a atenção caso o assunto não seja tão interessante. Por essa razão se faz cada vez mais necessário criar condições e estratégias para atrair este olhar, revolucionar a educação e fazer com que os jovens entendam a importância dela como uma ferramenta de formação cidadã e humana. Este é um dos papéis do <strong>Outras Palavras</strong>, iniciativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe que atingiu, na última quinta-feira (21), a marca de 358 escolas públicas atendidas no estado. Desta vez, a instituição que recebeu o projeto foi a EREM Edson Moury Fernandes, na Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, com a presença do escritor Delmo Montenegro e do grupo de rap Aliados CP.</p>
<p>Durante os dois anos que o <strong>Outras Palavras</strong> circulou no território pernambucano, foi comum encontrar nas instituições de ensino estudantes ainda dispersos, sem entender muito bem o que iria acontecer naquela situação. <em>“Sou professora e conheço de perto as dificuldades na rede pública de ensino. Vejo aqui muitos filhos da classe operária do nosso país, e esse projeto tem a proposta de dar oportunidade a nossa juventude, fazer com que ela possa conhecer patrimônios da cultura popular do estado e ter acesso às publicações da Secretaria de Cultura e Fundarpe, que tratam diretamente dos nossos bens culturais”,</em> disse Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe, destacando outros números que a iniciativa já alcançou: 8.352 jovens atendidos e 4.560 livros doados até aqui.</p>
<div id="attachment_53781" aria-labelledby="figcaption_attachment_53781" class="wp-caption img-width-566 aligncenter" style="width: 566px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380297075_8b5900afac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53781 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380297075_8b5900afac_k-566x486.jpg" width="566" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Nós queremos garantir que vocês concluam o Ensino Médio tendo acesso à universidade e ao emprego, assim como os filhos daqueles que têm a riqueza no Brasil&#8221;, discursou Antonieta Trindade aos jovens presentes</p></div>
<p><em>“Oportunidade na vida é assim. A gente pega e valoriza, ou deixa passar. Nós queremos garantir que vocês concluam o Ensino Médio tendo acesso à universidade e ao emprego, assim como os filhos daqueles que têm a riqueza no Brasil. Que vocês compreendam que hoje nós precisamos de uma juventude que pense, e não que apenas reproduza aquilo que está na mídia ou cultura de massa. A escola precisa ser um lugar que ensine a gente a pensar e exercer nosso senso crítico”,</em> completou Antonieta Trindade, atraindo a curiosidade dos presentes. A turma, antes agitada, agora prestava mais atenção no que estava por vir.</p>
<div id="attachment_53780" aria-labelledby="figcaption_attachment_53780" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380283625_1847b39ff8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53780 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380283625_1847b39ff8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Delmo Montenegro é vencedor do 1º Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro Recife No Hay, que também foi finalista, na categoria Poesia, da 56ª edição do Prêmio Jabuti</p></div>
<p>Como de praxe, antes da conversa com os escritores, o <strong>Outras Palavras</strong> abre espaço para apresentação de algum grupo artístico da escola. Na Muribeca, alguns alunos apresentaram um trabalho feito para o Dia da Consciência Negra, quando montaram um grupo percussivo, ainda sem nome, composto por sete integrantes, que tocavam em instrumentos feitos com material reciclado. Na sequência, o mediador Marcos Lopes iniciou a conversa com o escritor Delmo Montenegro, vencedor do 1º Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro <strong>Recife No Hay</strong> – que também foi finalista, na categoria Poesia, da 56ª edição do Prêmio Jabuti. Poeta, ensaísta e tradutor, Delmo também publicou os livros de poemas <strong>Os Jogadores de Cartas</strong> (2003) e <strong>Ciao Cadáver</strong> (2005) e organizou, em parceria com o poeta Pietro Wagner, os dois volumes da antologia Invenção Recife (2004), que mapeou parte da nova cena poética de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_53779" aria-labelledby="figcaption_attachment_53779" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380281135_f45ac0b532_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53779 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380281135_f45ac0b532_k-607x333.jpg" width="607" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Tem que correr atrás. A história é não se acanhar, achar que você é menos que ninguém, isso não existe”, opinou o autor de Recife No Hay quando perguntando sobre o que faz pra divulgar seu trabalho</p></div>
<p>Nascido e criado no bairro de Afogados, Delmo Montenegro contou aos estudantes que desde criança gostava de frequentar bibliotecas. <em>“Talvez minha paixão por literatura tenha começado desse interesse. Às vezes a gente não tem muitas oportunidades na vida, mas a gente se agarra nas que consegue, do jeito que pode. As coisas não foram fáceis pra mim, mas nem por isso eu fico usando isso como justificativa. Pelo contrário, só me deu força a encarar o que eu tinha que fazer”,</em> disse aos jovens. <em>“A gente vive num país que não dá tanto valor à arte como em outros lugares. Mas a arte me levou a outros países e estados”,</em> concluiu.</p>
<div id="attachment_53778" aria-labelledby="figcaption_attachment_53778" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380276975_f885bcb532_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53778 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380276975_f885bcb532_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos interagiram durante toda a atividade, com perguntas e observações sobre o fazer literário</p></div>
<p>O estudante Mateus Soares, do segundo ano do Ensino Médio, quis saber de Delmo quais inspirações ele busca para escrever um bom livro e pediu um conselho para quem queira começar a escrever. <em>“Quando a gente escreve, faz música ou constrói teatro, a gente sempre vai buscar referências em outros nomes. É importante que a gente tente ir atrás disso, mas no meu caso específico sempre tive a oportunidade de estar lendo muito. As minhas inspirações na poesia não necessariamente tem relação com livros. Claro que os autores que contam nossa história, como Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Gilberto Freyre, são pessoas que pensaram a realidade brasileira e seu material deve ser estudado. Mas eu sou um cara que passei muito tempo da minha vida ouvindo música e jogo de videogame. Eu passava mais tempo na frente de um Playstation do que propriamente na frente de um livro. Por outro lado, se você ler meus poemas vocês vão encontrar ligações a outros escritores, como Augusto dos Anjos, por exemplo, uma pessoa de quem bebo muito da fonte”.</em></p>
<p>Delmo respondeu também a uma pergunta do estudante Breno da Silva, do 2º ano, que quis saber quais plataformas o autor usa para divulgar seu trabalho. <em>“Hoje você grava sua música, grava seu texto, recita, coloca numa página no Facebook ou Instagram, e faz as coisas circularem. A articulação atualmente é muito mais prática para quem lida com a arte. De repente teu trabalho circula, pessoas de outros estados e países passam a ter acesso. Tem que correr atrás. A história é não se acanhar, achar que você é menos que ninguém, isso não existe”,</em> opinou o autor de Recife No Hay.</p>
<div id="attachment_53775" aria-labelledby="figcaption_attachment_53775" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982851090_f0d61f90d7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53775 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982851090_f0d61f90d7_k-607x440.jpg" width="607" height="440" /></a><p class="wp-caption-text">A Aliados CP é formada por Mano Gão (MC), Fumaça (MC), AF (MC) e DJ Paulo V.</p></div>
<p>Originado em Casa Amarela, o <a href="http://aliadoscpafirma.blogspot.com.br/" target="_blank">Aliados CP</a> fechou a programação na instiga do rap. O grupo é formado por Mano Gão (MC), Fumaça (MC), AF (MC) e DJ Paulo V., e lançou seu primeiro trabalho independente no final de 2005, intitulado <strong>Enxergamos uma luz</strong>. Em 2012, o grupo lançou seu segundo álbum, <strong>Vivendo o presente sem esquecer o passado</strong>, que conta com participações de Zé Brown e Jorge Poeta. A proposta da banda durante o <strong>Outras Palavras</strong> foi falar um pouco do trabalho deles e da cena hip hop no Recife.<em> “A gente vem destrinchando a questão do rap, transformando num som mais regional, ligando ao repente e poesia improvisada”,</em> explica o MC Gão. “<em>Procuramos sempre trabalhar com qualidade. Não é porque somos pobres, desfavorecidos na sociedade, que vamos trazer um produto de má qualidade pro nosso povo. Os nossos pais não aceitam nota 8 ou 9, eles querem 10. É assim que somos”,</em> pontuou.</p>
<div id="attachment_53774" aria-labelledby="figcaption_attachment_53774" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982844550_e982621db2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53774 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982844550_e982621db2_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo de Casa Amarela conversou com os jovens sobre como é a cena rap do Recife, além de destrinchar detalhes sobre sua história</p></div>
<p>Durante a conversa com a banda, o aluno Breno da Silva pediu novamente a fala e disse que gostava de escrever e cantar rap romântico, e que algumas pessoas o haviam desencorajado a correr atrás. <em>“Queria saber como vocês lidaram com essa situação?”</em>, questionou o jovem. <em>“Dê graças a Deus que você tem voz, porque muita gente queria ter e não tem”,</em> aconselhou o MC Af.  <em>&#8220;No começo da banda foi difícil e é até hoje. Quando eu comecei a escrever letras com quinze anos eu mostrava ao meu irmão. Eu tinha que colocar aquilo pra fora e precisava mostrar a alguém. Mas vejam como são as coisas. Depois eu descobri que ele chegava para o pessoal na rua e dizia que achava que eu estava enlouquecendo, que eu estava com um papo de doido que tinha virado músico. Mas ele nunca me desencorajou diretamente. O que aconteceu depois de um tempo foi que uns amigos montaram uma banda de rock, na Bomba do Hemetério, para participar de um festival, mas eles não tinham música letrada. Ai me chamaram e disseram que estavam sabendo que eu havia escrito algumas canções e que queriam ouvir. Resultado: depois de ouvirem, eu acabei entrando pra banda e passei três anos nela, um grupo bem legal de Casa Amarela que se chama Gravidade Zero. E foi através do baixista que eu conheci Gão. Pra você ver como as coisas estão conectadas. Se eu tivesse desistido ali atrás, eu não estaria conversando com você agora. Sempre vá aperfeiçoar. Se você tiver que ser alguém, seja o melhor, sem desmerecer os outros”.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/atraves-da-cultura-outras-palavras-transforma-ambiente-escolar-na-muribeca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

