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	<title>Portal Cultura PE &#187; Alice Vinagre</title>
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		<title>Alice Vinagre inaugura a exposição &#8220;Trilhas&#8221; na Galeria Janete Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2021 22:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/MG_0344.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-88508" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/MG_0344-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a></p>
<p>Vivendo no Recife há cerca de 20 anos, a paraibana Alice Vinagre faz a abertura da exposição <i>Trilhas (ou Cisco no olho, tampão no ouvido)</i>, na Galeria Janete Costa (Parque Dona Lindu). A inauguração da mostra, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, está agendada para o próximo sábado (9), das 15h às 19h. A mostra conta curadoria de Adolfo Montejo Navas e constrói uma narrativa visual que passa por produções suas de vários períodos e que trazem poéticas que subvertem o estatuto da própria arte e avançam para além das fronteiras fixas e estabelecidas.</p>
<p>A exposição trará a possibilidade de uma aproximação diferente com as obras da artista, reunindo algumas já exibidas na cidade, mas que agora são construídas espacialmente de um modo diferente; outras antigas, mas inéditas por aqui; além de trabalhos pensados diretamente para serem exibidos no espaço da galeria. Serão 55 obras que vão permitir ao públicos mergulhar em uma rica e profunda reflexão sobre os temas propostos e discutidos por Alice.</p>
<p><i>Anotações sobre o Céu</i>, por exemplo, é um trabalho inédito no Recife, produzido em 2005. Trata-se de um grupo de 39 pinturas em formato redondo, feitas em papel vegetal, tinta acrílica e caneta prateada, formados a partir do uso de bastidores. Nesses círculos, a artista nos traz o azul e suas nuances (algo muito presente em seu trabalho) com suas observações e impressões sobre o céu. Essa constelação montada por esses inúmeros círculos levou o curador Adolfo Montejo Navas a compor um poema que será colocado ao lado das obras. “Quando começamos a conversar sobre a mostra achamos que seria interessante pensa-la a parti r da ideia dos quatro elementos (terra, fogo, água e ar), que de algum modo estão sempre evidenciadas em meus trabalhos”, pontua Alice.</p>
<p>Segundo o curador, a exposição não deve ser entendida como uma retrospectiva do trabalho de Alice, pois a ideia que se tem com retrospecto é de algo que está estacionado. “Essa exposição tem muitas coisas novas, muitas redefinições críticas, feitas inclusive pela própria artista. Trabalho antigos ganham uma nova leitura em 2021, são novas variações combinatórias que nos abrem outros caminhos de leitura e aproximação com as obras”, destaca Adolfo.</p>
<p>Nesse processo, a expografia foi pensada não em ordem cronológica, mas tendo como norte os elementos fogo, terra, água e ar. Assim, trabalhos datados do início da carreira de Alice (como as aquarelas dos paraquedistas de 1996/1997) passam a dialogar com outros mais recentes, mostrando que algumas questões sempre permearam sua poética, tais como elementos da mitologia, da simbologia, de uma certa espiritualidade, de um ambiente transcendental.</p>
<p>Um vídeo de 2005, <i>Andando sobre o dragão</i>, já apresentado na Galeria Mariana Moura, mostra a artista caminhando sobre um plástico preto. Essa imagem simbólica do dragão dá uma guia sobre toda a mitologia e simbologia dos trabalhos que fazem parte da mostra.  “Alice é uma pintora muito rara, ela corre por fora. Tem uma universalidade, com figuras icônicas e mitológicas. Sua pintura tem traços primitivos, traz um perfume religioso, no sentido de um perfume espiritual”, destaca o curador.</p>
<p>A pintura de Alice Vinagre carrega aspectos da “nova pintura no Brasil”, aquela surgida na década de 1980, a chamada Geração 80, cuja movimentação fez a pintura renascer no país. Esse grupo ousava, entendia a pintura como algo que ia além das telas, se expandia. Buscavam outros materiais, suportes distintos, novos formatos e dimensões. Alice não fez diferente: apesar de também fazer uso de diferentes meios e linguagens em sua produção, tais como desenho, fotografia, instalação e vídeo, foi pela pintura e suas maneiras e formas de expansão que a artista se interessou com maior dedicação. Seus trabalhos transitam entre o figurativo e o abstrato, evocando elementos de memórias pes soais e arquetípicas. Eles trazem a presença da palavra, a força de construção de “mensagens” que subvertem o status quo.</p>
<p>Para o curador, Alice é um dos grandes nomes dessa geração de pintores brasileiros, mas que só não teve uma maior projeção por desenvolver seu trabalho fora do eixo Rio-São Paulo. “Seu trabalho é bastante singular, tem uma potência enorme. Expande a pintura, novos formatos, uma preocupação com a construção, com questões arquitetônicas. Sua pintura compartilha um lado onírico e outro telúrico”, diz Adolfo.</p>
<p>Na mostra, será possível perceber as nuances de seus processos, quando, na década de 1990, por exemplo, aparece uma expressividade mais rude e passam a incluir a palavra e os símbolos gráficos como elementos constitutivos da obra. Surgem as imagens de jovens e pulsantes mulheres misturadas a palavras, ditos e enunciados provocativos e poéticos e, em alguns trabalhos, o uso da colagem marcava o campo de tensão da pintura. A questão do feminino é algo que, de fato, perpassa seu trabalho desde o início, mas como bem coloca ela: “Sempre esteve presente, não como uma bandeira, mas como uma exalação, algo que se vive”.</p>
<p><strong>ARTISTA -</strong> Alice Vinagre graduou-se em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, em 1984, e realizou formação complementar em Berlim, onde residiu nos anos 1990. Seus quadros estão presentes em coleções importantes, como as da Fundação Nacional de Arte (Funarte), do Museu Nacional de Belas Artes, do Museu do Estado de Pernambuco e do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam). Nascida em João Pessoa, artista recebeu o prêmio aquisição do 9º Salão Nacional de Artes Plásticas da Fundação Nacional de Arte &#8211; Funarte, no Rio de Janeiro, em 1986, e uma bolsa de estudo para a Alemanha no workshop itinerante Brasil-Alemanha, organizado pelo Instituto Goethe e pela Associação Teuto-Brasileira, em 1 991. Três anos depois expôs na 4ª Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, Equador, e em 2001 participou da 3ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. Mostras as quais se seguiram muitas outras, mas recentemente, em 2019, um individual no Mamam (<i>Olhos de náufrago ou onde fica o próximo porto</i>) e em 2020 o lançamento do livro e exposição (<i>O caminho de casa passa por dentro ou notações</i>) no Sesc (pouco antes do início da pandemia).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>Serviço</b></span><br />
<i>Trilhas (ou Cisco no olho, tampão no ouvido)</i> -  Alice Vinagre<br />
Curadoria: Adolfo Montejo Navas<br />
Galeria Janete Costa – Parque Dona Lindu<br />
R. Setúbal, 1023 &#8211; Boa Viagem, Recife &#8211; PE<br />
Abertura: 9 de outubro de 2021 (sábado), das 15h às 19h<br />
Visitação: de 10 de outubro de 2021 a 5 de fevereiro de 2022</p>
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		<title>Exposição coletiva “Ocupadas” reúne obra de sete artistas mulheres</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2019 15:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_72265" aria-labelledby="figcaption_attachment_72265" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Sofia Lucchesi/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/exposicao-ocupadas-foto-sophia-luchessi.jpg"><img class="size-medium wp-image-72265" alt="Sofia Lucchesi/Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/exposicao-ocupadas-foto-sophia-luchessi-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A mostra será inaugurada no próximo dia 9 de novembro (sábado), no Ateliê das Águas Belas</p></div>
<p>Com um time renovado, agora composto por sete mulheres artistas, o projeto &#8220;Ocupe Chris&#8221;, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, chega à sua segunda edição. Há oito meses, as artistas Alice Vinagre, Ana Flávia Mendonça, Ana Lisboa, Irma Brown, Laura Melo e Lia Letícia se juntaram à Christina Machado para vivenciar coletivamente seus processos de criação no Ateliê das Águas Belas, lar e espaço de trabalho de Chris há mais de 30 anos. Tendo a argila como matéria-prima, as sete mulheres artistas desenvolveram obras que dão vida à exposição coletiva “Ocupadas”, com abertura no dia 9 de novembro (sábado), das 16h20 às 21h, no Ateliê das Águas Belas (Madalena). A mostra segue aberta até 14 de dezembro deste ano, e durante período acontecerão outras ativações no ateliê.</p>
<p>Assim como na primeira edição do projeto, que contou com os artistas José Paulo, Renato Valle, Rinaldo, Maurício Castro, Joelson, Dantas Suassuna e Daniel Santiago, além da própria Christina, as artistas se reuniram semanalmente, sempre às quintas-feiras, para produzir. Ao longo desses oito meses de vivência, elas desenvolveram trabalhos que resultaram não apenas em peças de barro, mas também em instalações e vídeos.</p>
<p>Há um importante componente nesse processo: a espontaneidade própria à experimentação com a argila, popularmente conhecida como barro. Desde o contato com a água, com o ar e o calor das mãos, passando pela adição de outros materiais como óxidos e pigmentos, até a queima da peça no forno, existe uma incerteza quanto ao que realmente acontecerá com o barro, que é conhecido também como a técnica que une o equilíbrio entre os quatro elementos. Assim, a partir de um processo de criação potencializado pela coletividade, entre conversas, afetos e acolhimentos, cada artista desenvolveu suas poéticas individuais, que são atravessadas pelas mais diversas pulsões criativas e discursivas, como questões políticas sobre direitos individuais e coletivos das mulheres e dos seres humanos como um todo.</p>
<p>Já o nome escolhido para a mostra, “Ocupadas”, tem relação com a própria condição de ser mulher: “O nome veio de Laura Melo, que é mãe e artista, assim como muitas de nós. Vem dessa ideia de que nós, mulheres, estamos constantemente ocupadas, seja trabalhando, estudando, cuidando dos filhos. É uma jornada de trabalho dupla, tripla. Estamos sempre nos desdobrando para fazer tudo”, diz Christina.</p>
<p><strong>ALICE VINAGRE</strong><br />
Alice Vinagre (João Pessoa, 1950) vem construindo sua trajetória artística desde 1980. Durante o Ocupe Chris, bastante levada pelo processo intuitivo da argila, Alice desenvolveu uma série de peças de cerâmica similares à cavernas, que lembram tempos pré-históricos.</p>
<p><strong>ANA FLÁVIA MENDONÇA</strong><br />
Ana Flávia nasceu em 1988, no Recife, e trabalha como Artista Visual desde 2016. A artista desenvolveu uma cobra de cerâmica, que, para ela, representa uma relação com a energia vital presente em todos os seres humanos, como se o animal estivesse dentro de todos nós. O embate entre essas forças representado pelo animal abre múltiplas possibilidades de interpretação e relação com a obra, que possui cerca de dois metros.</p>
<p><strong>ANA LISBOA</strong><br />
Ana Lisboa (Recife, 1960) é artista desde os anos 1980. É também professora do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Além de uma instalação com peças de barro, Ana trouxe para o Ocupe Chris um vídeo, o registro da performance “Celebração”, realizada durante a vivência no Ocupe Chris, onde a artista serviu um jantar com pratos de barro feitos por ela, reativando gestos cotidianos num ritual de partilha e afeto, em que a arte é a própria vida.</p>
<p><strong>CHRISTINA MACHADO</strong><br />
Christina Machado nasceu em Belém (PA), em 1950, mas é radicada no Recife desde 1961. Trabalha como artista desde os anos 1980, quando começou a cultivar sua relação com o barro, técnica que até hoje é a base de seu trabalho, gerando fotografias, performances, vídeos, instalações, além de objetos. Para “Ocupadas”, Christina criou a instalação “Afeto”. A partir de 30 falos construídos com argila para uma performance apresentada no Sesc 24 de Maio (São Paulo-SP) no começo deste ano, em que faz menção ao caso de estupro coletivo praticado por 30 homens no Rio de Janeiro em 2016, a artista deu vida ao objeto que remete a um feto humano. O vídeo da performance realizada em São Paulo, onde Christina caminha em cima dos 30 falos, também estará na exposição.</p>
<p><strong>IRMA BROWN</strong><br />
Irma Brown (Recife, 1980) é artista visual e atriz. Está à frente da Maumau Galeria, no bairro do Espinheiro (Recife), espaço cultural independente que há mais de 10 anos realiza exposições, festas, oficinas, shows e outras atividades culturais. No Ocupe Chris, a artista construiu diversas peças que se assemelham a bocas e línguas, e evocam o constante processo de “devorar” e regurgitar, a fala, o “nó na garganta”, e tantas outros processos que passam pela boca.</p>
<p><strong>LAURA MELO</strong><br />
Laura Melo (Recife, 1986) atua como artista desde 2006, quando participou do antigo SPA das Artes. Durante o Ocupe Chris, Laura desenvolveu um “registro constante” dos feminicídios ocorridos no país, construindo 27 peças de barro (quantidade de estados do Brasil, contando com o Distrito Federal) durante todos os oito meses de vivência, registrando pelo menos um feminicídio ocorrido em cada estado em um objetos de cerâmica, em que escreve o número do estado e o mês</p>
<p><strong>LIA LETÍCIA</strong><br />
Lia Letícia nasceu em Porto Alegre, em 1975, mas tem Recife como morada e local de trabalho há mais de 20 anos, flertando com as artes visuais e o cinema desde que integrou o coletivo Molusco Lama, no final dos anos 1990. Para a exposição, Lia preparou uma instalação com obras feitas de barro e alumínio em que questiona os desastres ecológicos e sociais causados pela interferência da empresa Vale do Rio Doce nas cidades de Mariana e Brumadinho (MG).</p>
<p><strong>MÚSICA</strong><br />
A convite do Ocupe Chris, os músicos Vicente Machado e Chiquinho Moreira, ambos integrantes da banda Mombojó (PE), acompanharam o processo de criação das artistas e compuseram peças musicais inspiradas pela paisagem sonora do ateliê, misturando tanto o som de objetos comuns utilizados na produção das artistas, quanto outros sons de instrumentos musicais tradicionais. Como parte de uma das ativações da mostra, os dois artistas também farão uma apresentação ao vivo, com data a ser divulgada.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Abertura da exposição “Ocupadas”<br />
Artistas: Alice Vinagre, Ana Flávia Mendonça, Ana Lisboa, Christina Machado, Irma Brown, Laura Melo e Lia Letícia<br />
Data: 9/11 (sábado), das 16h20 às 21h<br />
Local: Ateliê das Águas Belas (R. Águas Belas, 53 &#8211; Madalena, Recife &#8211; PE)<br />
Visitação: até 14 de Dezembro | Quintas-feiras: 10h às 17h e Sábados: 14h às 19h<br />
Agendamento/informações: ocupechris@gmail.com ou através de mensagem nas páginas do <a href="https://www.facebook.com/ocupechris/" target="_blank"><strong>Facebook</strong></a> ou <a href="https://www.instagram.com/ocupechris/" target="_blank"><strong>Instagram</strong></a></p>
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