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	<title>Portal Cultura PE &#187; Amaro Branco</title>
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		<title>18ª Sambada de Dona Glorinha do Coco homenageia a mestra com participações especiais das Filhas do Baracho e Lia de Itamaracá</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 19:47:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nesta sexta-feira (27), a partir das 19h, o bairro do Amaro Branco, em Olinda, recebe a 18ª Sambada de Dona Glorinha do Coco, que presta uma homenagem à saudosa mestra Dona Glorinha do Coco, figura icônica da cultura popular pernambucana. A programação conta com apresentações do Coco do Amaro Branco, Cila do Coco, Seu Gervásio, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118569" aria-labelledby="figcaption_attachment_118569" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/14567260728_eec3638fd0_c.jpg"><img class="size-medium wp-image-118569" alt="Foto: Renata Pires / Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/14567260728_eec3638fd0_c-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Renata Pires / Secult-PE/ Fundarpe</p></div>
<p dir="ltr">Nesta sexta-feira (27), a partir das 19h, o bairro do Amaro Branco, em Olinda, recebe a 18ª Sambada de Dona Glorinha do Coco, que presta uma homenagem à saudosa mestra Dona Glorinha do Coco, figura icônica da cultura popular pernambucana. A programação conta com apresentações do Coco do Amaro Branco, Cila do Coco, Seu Gervásio, Mestre Viola Luz, Coco da Resistência, Coco do Pneu, Raízes do Amaro Branco, este último, um coco jovem, formado por Heloisa Braz, que tem apenas 17 anos e é também neta de Dona Glorinha; além das participações especiais das Filhas de Baracho e Lia de Itamaracá. O encontro, aberto ao público, acontecerá na Rua dos Pescadores e o acesso é gratuito.</p>
<p dir="ltr">A festa é uma reverência à mestra Dona Glorinha do Coco, que faleceu em março do ano passado,  aos 89 anos, deixando um legado valioso, incluindo a tradicional sambada junina que acontece há 18 anos. Muitos mestres, mestras e brincantes passaram por lá, alguns deles já cantam no céu, a exemplo de Pombo Roxo, Mestre Ferrugem, Mestre Dédo, Mestra Beata, Aurinha do Coco, Margarida Sambão e Dona Ritinha da Garrafa.</p>
<p dir="ltr">Apesar da ausência deles, a sambada continua com as gerações atuais, familiares de Dona Glorinha, sob a produção de Isa Melo, diretora da Coco Produções que, esse ano, conta com apoio da Fundarpe e da Prefeitura de Olinda, além do incentivo da PNAB – PE, através do projeto aprovado por Renata Braz, neta de Dona Glorinha do Coco. Renata é uma das responsáveis pela festa, acompanhando os passos da avó e buscando meios para dar continuidade ao legado que tem importância simbólica e afetiva para a comunidade do Amaro Branco.</p>
<div id="attachment_118568" aria-labelledby="figcaption_attachment_118568" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-16.01.08-2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118568" alt="Nova geração de familiares e admiradores da mestra dão continuidade ao legado que tem importância simbólica e afetiva para a comunidade do Amaro Branco, em Olinda. I Foto: Divulgação/ Elimar Caranguejo" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-25-at-16.01.08-2-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Nova geração de familiares e admiradores da mestra dão continuidade ao seu legado, que tem importância simbólica e afetiva para a comunidade do Amaro Branco, em Olinda. I Foto: Divulgação/ Elimar Caranguejo</p></div>
<p dir="ltr">Para a produtora Isa Melo, o evento também tem uma pegada que movimenta a economia criativa na comunidade e entorno. “É um movimento importante que gera renda para os pequenos comerciantes e mantém viva uma tradição que faz do bairro uma referência do coco de roda em Pernambuco”, destaca.</p>
<p dir="ltr">A presença especial de Lia, Biu e Dulce, comadres de Dona Glorinha do Coco que estiveram juntas com a mestra em diversas ocasiões, como nas ações culturais do Centro Cultural Estrela de Lia, no Festival O Canto da Sereia e em iniciativas como o Encontro de Comadres, do SESC/PE; fortalece e honra à memória de Dona Glorinha. “É um momento único na sambada que, pela primeira vez, abre a roda para a ciranda num laço coletivo entre os brinquedos que se unem para celebrar a vida, a alegria e a cultura pernambucana. A festa visa preservar a tradição da sambada junina e celebrar o legado deixado por Dona Glorinha”, comemora Isa.</p>
<p dir="ltr"><strong>Sobre a mestra Dona Glorinha do Coco</strong> &#8211; Nome artístico de Maria da Glória Braz de Almeida, uma das principais guardiãs e propagadoras do coco de roda em Olinda, Pernambuco. Nascida no bairro do Amaro Branco, Glorinha foi neta e filha de mulheres que marcaram a cultura local — sua avó Joana, que fugiu da escravidão no século  XIX, e sua mãe Maria Belém, cofundadora de grupos como o Acorda Povo e o Clube da Escola de Samba Oriente. Iniciou no ritmo aos sete anos, subindo em um tamborete para acompanhar a mãe nos cânticos sem microfone, usando apenas a voz e os tamancos de madeira. Durante décadas, manteve as rodas de coco, especialmente no ciclo junino, realizando sambadas em frente à sua casa e reunindo a comunidade de Amaro Branco — programação que se tornou ponto cultural reconhecido.</p>
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		<title>Filme ‘A Rua é Nossa’ registra e preserva a tradição do Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 19:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_46938" aria-labelledby="figcaption_attachment_46938" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/Encontro-de-Coco-de-Pernambuco-Mestra-Ana-Lucia-Jan-Ribeiro-02.jpg"><img class="size-medium wp-image-46938" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/Encontro-de-Coco-de-Pernambuco-Mestra-Ana-Lucia-Jan-Ribeiro-02-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A Mestra Ana Lúcia é Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p dir="ltr">Aos 80 anos, integralmente vividos no Alto do Sarapião, ao lado do farol de Olinda, no bairro do Amaro Branco, Mestra Ana Lúcia, Patrimônio Vivo de Pernambuco, é memória viva e pulsante das tradições populares de Olinda, levantando uma das Bandeiras de São João mais tradicionais e famosas de Pernambuco &#8211; o Acorda Povo. O festejo é tema do filme “A Rua é Nossa &#8211; Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia”, que ganha dois lançamentos no mês de setembro: dia 10, às 16h, na Escola Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Amaro Branco, onde vive a Mestra, e dia 16, às 18h, no Centro Cultural Bongar, na Comunidade do Xambá.</p>
<p dir="ltr">O Acorda Povo é parte de uma memória popular que envolve rituais, cerimônias, mobilização da comunidade e festa. Trata-se de uma procissão festiva, musicalizada com coco de roda, que, desde a década de 1960, toma conta das ruas de Olinda. Seu objetivo é “acordar o povo” para a vigília de São João. Para isso, as pessoas caminham e cantam, carregando o santo pelo bairro do Amaro Branco.</p>
<p dir="ltr">Uma das principais mestras de coco de roda vivas atualmente, a Mestra Ana Lúcia foi guiada para a cultura popular desde a infância por seu pai, o coquista Severino Nunes da Silva, que já fazia o Acorda Povo antes mesmo dela nascer. Por isso, a Mestra ganhou a missão de, apesar das dificuldades, todos os anos, levar o brinquedo para as ruas.</p>
<p dir="ltr">Além de capitanear o Acorda Povo, Ana Lúcia criou e mantém os grupos Raízes do Coco &#8211; formado por familiares e vizinhos &#8211; e o grupo Estrelinhas do Coco &#8211; formado por crianças dos 3 aos 14 anos, para quem repassa seus ensinamentos, tornando o grupo decisivo na continuidade da tradição. Durante o filme podemos apreciar esses dois grupos apresentando suas músicas, bem como do grupo convidado, Bongar, da comunidade Xambá do Quilombo do Portão do Gelo, em Olinda.</p>
<div id="attachment_56322" aria-labelledby="figcaption_attachment_56322" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cultura.PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/mestra-ana-lucia-do-coco-foto-secult-pe-fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-56322" alt="Cultura.PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/mestra-ana-lucia-do-coco-foto-secult-pe-fundarpe-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">As músicas da Mestra Ana Lúcia entoadas no filme serão futuramente disponibilizadas nas plataformas de streaming</p></div>
<p dir="ltr">Durante cerca de 30 minutos, o filme permite ao espectador imergir num mundo noturno de sensações, de música e devoção, de fogo e água, trazendo uma experiência sinestésica, guiada pela música e pelas imagens. A direção do filme é de Rui Mendonça, com vasta experiência na direção de documentários relativos à sabedoria popular, e que lançou no último festival Cine PE seu primeiro longa, “Estação Janga-Lua (O Segundo Mundo do Rádio”, que tem como protagonista também um dos nomes principais do coco de roda pernambucano, Mestre Zeca do Rolete</p>
<p dir="ltr">O diretor potencia as dimensões humana, musical e geográfica do filme, trazendo pequenas narrativas de pessoas que, durante o cortejo, se apropriam da rua e vivem uma experiência que muda a percepção de si e do mundo.</p>
<p dir="ltr">O fato de ser um festejo musical, num contexto de rua, enquanto lócus de ocorrência das filmagens, obrigou a um cuidado fundamental no filme: o som, tanto na precisão da captação sonora das vozes e instrumentos, seja das ambiências ou do trabalho de mixagem. Para garantir a excelência desses registros pelo que na equipe do filme contam nomes como Guma Farias, Ravi Moreno e Buguinha Dub, profissionais reconhecidos por sua expertise em trabalho de som em ambientes externos.</p>
<p dir="ltr">As músicas da Mestra Ana Lúcia entoadas no filme serão futuramente disponibilizadas nas plataformas de streaming, em mais uma iniciativa para preservar e difundir a tradição da cultura popular de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">O filme é uma realização da Buruçu, que já promoveu vários projetos de salvaguarda e difusão local e internacional da cultura pernambucana, como o “PE em Moçambique”, do Coco Raízes de Arcoverde com artistas moçambicanos, em 2023, e &#8220;O Meu Balão Vai Voar&#8221;, que levou Mestre Barachinha e o Maracatu Estrela de Tracunhaém para uma série de atividades em Portugal, em 2024.</p>
<p dir="ltr">O projeto &#8220;A Rua É Nossa &#8211; Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia&#8221; conta com incentivo do Funcultura, através da Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco e Governo de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
Lançamento do filme “A Rua É Nossa &#8211; Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia”<br />
Datas: 10 de setembro, na Escola Sagrado Coração de Jesus (Rua Frei Afonso Maria, no Amaro Branco, em Olinda), às 15h, e dia 16 de setembro, às 18h, no Centro Cultural Bongar, na Comunidade do Xambá<br />
Entrada gratuita</p>
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		<title>Baluartes cuidam da cultura popular visando à perenidade</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 03:12:36 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A tarde deste sábado (11) no polo País das Culturas Populares do Festival Pernambuco Meu País em Caruaru (Agreste), quinta etapa do evento, foi comandada por pessoas essenciais que estão na ponta e são corresponsáveis pela manutenção da cultura pernambucana. Primeiro por serem ativistas culturais, protagonistas e respeitadas por sua experiência. Segundo por garantirem o controle de qualidade e a diversificarem a atuação de suas manifestações.</p>
<p>Subiram ao palco do caminhão-palco na Estação Ferroviária: Dona Conceição dos Prazeres, líder da banda afro Raízes de Quilombo, do Morro da Conceição (Zona Norte do Recife); Mestre Grimário, responsável pelo Cavalo Marinho Boi Pintado, de Aliança (Zona da Mata Norte do Estado); Nininha do Coco, de Olinda (Região Metropolitana do Recife); e até os bacamarteiros, que enquanto coletivo, com suas associações culturais, mantêm forte seu folguedo e esteve representado pelo grupo Batalhão de Bacamarteiros 78, de Gravatá (Agreste).</p>
<p>Formado há 38 anos, o Raízes do Quilombo é um dos vários grupos que reverenciam a ancestralidade de matriz africana e que têm dado o recado no festival pelos municípios em que passam. Segundo Dona Conceição (mãe do percussionista Lucas dos Prazeres), seus integrantes, cantores e percussionistas, são agentes multiplicadores. Contra o racismo (&#8220;O racismo existe/ não é mimimi&#8221;, canta contudentemente em seus versos) e em prol da conscientização e da resistência sociocultural e do protagonismo da mulher, em especial a preta e periférica, na sociedade. Aqui ainda prestou uma homenagem a Zé Neguinho do Coco.</p>
<p>Remanescente de Mestre Batista, e com o apoio de Mestre Salustiano, Grimário foi um dos brincantes de cavalo marinho que, após décadas de experiência, tornaram-se mestres e criaram seu próprio brinquedo para ajudar a manter viva a tradição dos folguedos da Mata Norte. Também com voz e percussão, destaca-se pelo som indefectível da rabeca. No País das Culturas Populares, dançarinos e personagens icônicos do cavalo marinho performaram em meio à plateia gerando muita emoção.</p>
<p>Ondina Barros da Silva, ou simplesmente Dona Nininha, 81 anos, também criou seu próprio grupo, há 10 anos. No palco canta a experiência de vida e o imaginário das comunidades de pescadores, de quem é filha e viúva. Canta que nasceu na Praça do Carmo, em Olinda, e foi criada no Amaro Branco, célebre celeiro de coquistas da Cidade Patrimônio da Humanidade.</p>
<p>Já os bacamarteiros, grupos bastante conhecidos na região, tem se mostrado bastante articulados, sendo representados por associações. Coube ao Batalhão 78 dar uma pequena amostra de sua tradição, em uma performance que conta com um terno de pife e percussão puxando os brincantes em evolução pelo pátio da Estação Ferroviária. Em seguida os músicos subiram ao palco-caminhão para os demais integrantes acionarem seus bacamartes.</p>
<p>O mais comum nesses grupos é ver a composição com membros da mais diversas gerações. É gostoso presenciar isso. E como a cultura popular pernambucana tem se preparado para a perenidade. É nossa história sendo escrita, cantada, tocada, dançada, brincada e assistida, em tempo real, enquanto nos entretêm e nos conscientiza.</p>
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		<title>País das Culturas Populares acolhe artistas pouco antes vistos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 05:00:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No Festival Pernambuco Meu País, o polo País das Culturas Populares tem se revelado uma ótima oportunidade tanto para artistas representantes de um leque mais amplo de diversidade ocuparem espaços a que costumam ter pouco acesso, e de forma descentralizada, quanto para o público conhecer essas pessoas e esses grupos que vão além dos rótulos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No Festival Pernambuco Meu País, o polo País das Culturas Populares tem se revelado uma ótima oportunidade tanto para artistas representantes de um leque mais amplo de diversidade ocuparem espaços a que costumam ter pouco acesso, e de forma descentralizada, quanto para o público conhecer essas pessoas e esses grupos que vão além dos rótulos tradicionais. Neste domingo (28), em Gravatá (Agreste), esse aspecto esteve bem representado pelo Trans Coco, primeiro grupo de coco LGBTQIA+ do Estado (leia-se: do mundo); e pela Orquestra Iorubás de Pernambuco, de música espiritual que remete à ancestralidade de matriz africana. A família da Ciranda Sant&#8217;Anna e o ativismo do Coco Resistência completaram a programação da tarde no palco-caminhão.</p>
<p>Formado por pessoas trans, o sexteto de voz e percussão Trans Coco, do município de Igarassu (Litoral Norte), orgulha-se de ser o primeiro grupo LGBTQIA+ de coco de roda de Pernambuco. A música, claro, é importante, mas na apresentação do conjunto nota-se que prevalece a preocupação com a luta pela conquista de espaço, pela dignidade humana e pelo respeito. Requisitos básicos, porém, ainda em falta para muitas pessoas.</p>
<p>Comandado pela cantora Raphaella Ribeiro, que também se autointitula a primeira mulher trans vocalista de um brinquedo popular, o Trans Coco aborda em suas músicas o combate às práticas discriminatórias e preconceituosas e aos crimes. &#8220;O palco é lugar de todos os corpos. Para nós é muito importante estarmos aqui&#8221;, afirmou Raphaella. A plateia, a maior dos três dias eventos nesse polo em Gravatá, acolheu o Trans Coco com muito afeto.</p>
<p>Outro belo exemplo No País das Culturas Populares neste domingo foi o da Orquestra Iorubás de Pernambuco. Numa analogia, o grupo de vozes, percussão e metais seria o equivalente a um conjunto gospel, ou de música sacra, porém, de música espiritual que remete à ancestralidade de matriz africana. É integrado por pessoas de terreiro que fazem expressões de axé por meio de cantigas de louvação. Como se isso não bastasse, traz em sua formação um set amplo e vigoroso de metais que acrescenta uma sonoridade única e robusta à tradição do gênero. Um grata surpresa.</p>
<p>E por falar em tradição, a Ciranda Sant&#8217;Anna trouxe para o caminhão-palco um belo espetáculo de música e dramatização. O grupo, da família homônima do bairro do Vasco da Gama (Zona Norte do Recife), dedicou seus primeiros minutos a uma performance de meditação e oração, que foi seguida pela abertura de uma faixa com os dizeres: &#8220;Diga não intolerância religiosa&#8221;. Na sequência, um balé popular com quatro integrantes foi para o meio da plateia instigar ainda mais a formação das tradicionais rodas de ciranda. As canções evocaram um show de conscientização (como por exemplo pela preservação da Amazônia) e de reverência aos orixás como muito respeito e muita dignidade.</p>
<p>No cair da noite, no mesmo tom ativista e militante pela cultura popular e pelos direitos sociais, o Coco da Resistência, formado por músicos de várias localidades da Região Metropolitana do Recife (Amaro Branco/Olinda, Brasília Teimosa, Janga/Paulista, Santo Amaro), também deixou seu recado em um repertório de coco de roda e samba interpretado com vozes, percussão e cordas (contrabaixo elétrico e cavaquinho). Momentos de grande riqueza cultural pernambucana.</p>
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		<title>Domingo tem maior público do festival no palco-caminhão e adjacências em Bezerros</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 02:02:04 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Parece óbvio. E é. A despedida do palco-caminhão País das Culturas Populares do Festival Pernambuco Meu País, neste domingo (21), em Serra Negra, município de Bezerros (Agreste pernambucano), começou já em clima de grande festa. O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico fez ferver o povoado com suas pastoras, orquestra, flabelo e foliões tocando temas próprios e standards do tradicional frevo de bloco sob um sol bem aconchegante. O que não dava para prever, principalmente em se tratando de um domingo, era que a localidade seria totalmente tomada ao longo do dia por uma multidão muito maior até mesmo do que o público que compareceu no sábado.</p>
<p>O Bonde, bloco formado no Recife em 1991, fez uma apresentação dedicada à reverência. Aos cânones do frevo e ao representante local, o Bloco Carnavalesco Bebê na Serra (de 2013, um bebê de verdade), num emocionante encontro de flabelos. Depois, o palco-caminhão foi tomado pelos ritmos de matrizes africanas.</p>
<p>Referência em seu ritmo, o Coco do Pneu, do bairro Amaro Branco, em Olinda (PE), fez a plateia levantar a poeira sob o comando de mestre Lu. Grupo formado há 35 anos na famosa comunidade de pescadores da Cidade Patrimônio da Humanidade, o Coco do Pneu ainda comemora a recente certificação como Ponto de Cultura pelo governo federal. Contou com uma participação especial de Mãe Benta, 73 anos, genitora de mestre Lu. Ela deveria interpretar duas canções e fez umas cinco.</p>
<p>O samba-reggae, outro ritmo de matriz africana que tem uma relação bastante estreita com a cena pop pernambucana (basta lembrar que um desses conjuntos, o Lamento Negro, foi uma das base da formação da banda Chico Science &amp; Nação Zumbi), voltou à evidência no Festival Pernambuco Meu País com a performance do Bloco Afro Obá Nijè. O grupo de voz e percussão do bairro de Água Fria (Recife), formado em 1992, destilou mais de uma dezena de sucessos nacionais do gênero e algumas versões de outros ritmos.</p>
<p>E para a cultura negra estar completamente representada é claro que não poderia deixar de faltar o bom e velho samba, em uma de suas principais representações no Estado: o Grêmio Recreativo Cultural e Arte Gigante do Samba. Gigante pela própria natureza, a escola, também de Água Fria, subiu a serra com 50 integrantes, entre performistas (bateria, baianas, passistas, mestre-sala e porta-bandeira, outros músicos) e equipe de produção. Chegou ao País das Culturas Populares em grande estilo, desfilando pelas ruas de Serra Negra. O público, que lotou completamente o polo e adjacências, foi à loucura com o tema campeão escola Ariano Suassuna ao Palco do Sertão Brasil, seguido de hits do samba-enredo nacional.</p>
<p>Era para o País das Culturas Populares terminar ali, mas outro cortejo adentrou o espaço e fez mais uma participação especial: o Maracatu Estrela de Ouro, de Aliança (Zona da Mata Norte, PE), Patrimônio Vivo de Pernambuco. E quem esperava um domingo tranquilo e calmo em Serra Negra teve que se render a uma grande folia fora de época.</p>
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		<title>Roupas do Pastoril Estrela de Belém, da Mestra Ana Lúcia, vão a leilão</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 18:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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<div id="attachment_102622" aria-labelledby="figcaption_attachment_102622" class="wp-caption img-width-323 alignnone" style="width: 323px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/ISIS-BORBOLETA-AZUL-GERAL.jpg"><img class="size-medium wp-image-102622" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/ISIS-BORBOLETA-AZUL-GERAL-323x486.jpg" width="323" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Todo o dinheiro arrecadado será revertido para a Mestra Ana Lúcia seguir com a tradição do pastoril em Olinda</p></div>
<p>No bairro do Amaro Branco, em Olinda, existe um dos pastoris mais antigos de Pernambuco, o Pastoril Estrela de Belém. Criado há mais de 70 anos, hoje tem como responsável a Mestra Ana Lúcia que herdou o brinquedo de seu pai. O figurino, assinado pelo estilista Marc Andrade, fará parte do leilão que irá acontecer no próximo domingo (9), às 18h, nos Jardins do Mercado Eufrásio Barbosa de Olinda, e no Instagram da Mestra Ana Lucia <b><a href="https://www.instagram.com/mestraanalucia/">(@mestraanalucia</a></b>). Todo o dinheiro arrecadado será revertido para a mestra seguir com a tradição do pastoril.</p>
<p>Durante o leilão serão projetadas fotografias de Mateus Sá sobre cada uma das pastoras. Já no intervalo será projetado o filme “Hoje Meu Pastoril Vai Brilhar”, dirigido por Rui Mendonça, um registro feito sobre o Pastoril Estrela de Belém durante o cortejo e a Queima da Lapinha deste ano.</p>
<p>Todos os anos, a Mestra Ana Lúcia assume o desafio de cobrir Olinda de azul e vermelho do pastoril.  As pastorinhas incorporam as personagens que encantam o brinquedo: a borboleta, a cigana, a camponesa, a estrela, o anjo e a aurora, entre outros. O figurino usado por cada uma das crianças é que permite a criação de todo o universo imaginário.</p>
<p>O estilista Marc Andrade vive em São Paulo, mas é natural de Taquaritinga do Norte, Agreste de Pernambuco, e foi a presença marcante do pastoril que conviveu na infância que lhe trouxe memórias e serviu de inspiração para a coleção. As roupas foram posteriormente costuradas por Nena, vizinha da mestra e costureira oficial do pastoril.</p>
<p>O evento é produzido pela Buruçu e pelo Leilão em Chamas, com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, e apoio do Mercado Eufrásio Barbosa.</p>
<p><b>Serviço:<br />
</b>Leilão em Chamas das Roupas do Pastoril Estrela de Belém e exibição do filme Hoje Meu Pastoril Vai Brilhar<br />
Domingo (9), às 18h<br />
Jardins do Mercado Eufrásio Barbosa (Largo do Varadouro – Olinda) e pelo Instagram <b><a href="https://www.instagram.com/mestraanalucia/">@mestraanalucia</a></b></p>
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		<title>Grupo &#8220;A Cocada do Amaro Branco&#8221; promove festival on-line de coco de roda</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2022 23:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A 1ª edição do festival “Celebração: se tem coco, tem Cocada!” chega para reverenciar, difundir e preservar as manifestações do tradicional coco de roda, contando com shows e participações de 18 grupos de coco de Pernambuco e também de outros estados do Nordeste. O evento é idealizado e promovido pelo grupo A Cocada, que tem [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_92627" aria-labelledby="figcaption_attachment_92627" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/A-Cocada-grupo-anfitrião-do-festival-Celebração-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-92627" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/A-Cocada-grupo-anfitrião-do-festival-Celebração-5-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A Cocada é o grupo anfitrião do evento</p></div>
<p>A 1ª edição do festival “Celebração: se tem coco, tem Cocada!” chega para reverenciar, difundir e preservar as manifestações do tradicional coco de roda, contando com shows e participações de 18 grupos de coco de Pernambuco e também de outros estados do Nordeste. O evento é idealizado e promovido pelo grupo A Cocada, que tem a comunidade do Amaro Branco como berço e celeiro do coco de roda de Olinda-PE, e acontece entre os dias 14 e 17 de abril (quinta e sexta-feira, a partir das 18h30h; sábado e domingo a partir das 16h30h). O acesso é gratuito pelo canal do grupo A Cocada no Youtube (<a href="https://www.youtube.com/channel/UCRAL1ADoFTLF7tzFavP57-w" target="_blank"><strong>www.youtube.com/channel/UCRAL1ADoFTLF7tzFavP57-w</strong></a>). O projeto conta com os recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco.</p>
<p>A programação dos quatro dias de festividade contemplará também rodas de conversa sobre produção cultural e cultura popular, além de sessões de cineclube com a exibição de uma série de curtas-metragens. O festival foi gravado no Teatro Fernando Santa Cruz, que fica dentro do Mercado Eufrásio Barbosa, e toda a transmissão terá acessibilidade através de legendas e intérprete de libras.</p>
<p>Mãe Beth de Oxum, Ialorixá e Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, está na linha curatorial do evento ao lado de Wellington Felipe, coordenador e produtor do grupo A Cocada, e Felipe França, coordenador-geral e produtor executivo do festival. Confira a programação completa:</p>
<p><strong>:: Festival Celebração: se tem coco, tem Cocada! ::</strong></p>
<p><strong>Quinta – 14/04/2022</strong><br />
18h30- Sessão de cineclube + roda de conversa<br />
19h20 – Arnaldo do Coco &#8211; PE<br />
20h – Coco das Mulheres &#8211; PE<br />
20h40 – Samba de Coco Xener de Jurema &#8211; PE<br />
21h20 – Mestra Ana Lúcia &#8211; PE</p>
<p><strong>Sexta – 15/04/2022</strong><br />
18h30- Sessão de cineclube + roda de conversa<br />
19h20 – Coco Popular de Aliança &#8211; PE<br />
20h – Mestres do Coco Pernambucano &#8211; PE<br />
20h40 – Coco de Pneu &#8211; PE<br />
21h20 – Coco de Umbigada &#8211; PE</p>
<p><strong>Sábado – 16/04/2022</strong><br />
16h30 &#8211; Sessão de cineclube + roda de conversa<br />
17h20 – Samba de Coco Toypé do Ororubá &#8211; PE<br />
18h – Coqueiro Alto &#8211; PB<br />
18h40 – Coco de Seu Mané &#8211; PE<br />
19h20 – Bongar &#8211; PE</p>
<p><strong>Domingo – 17/04/2022</strong><br />
16h30 &#8211; Sessão de cineclube + roda de conversa<br />
17h20 – Coco de Seu Vira/Coco Pisado das Alagoas – PE/AL<br />
18h – Coco Zambê de Gameleira/Grupo Herdeiros de Zumbi -RN<br />
18h40 – Dona Glorinha &#8211; PE<br />
19h20 – A Cocada &#8211; PE</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
1ª edição do festival “Celebração: se tem coco, tem cocada!”<br />
Quando: 14 a 17 de abril de 2022 (quinta-feira a domingo)<br />
Transmissão pelo canal do grupo A Cocada no Youtube (<a href="https://www.youtube.com/channel/UCRAL1ADoFTLF7tzFavP57-w" target="_blank"><strong>www.youtube.com/channel/UCRAL1ADoFTLF7tzFavP57-w</strong></a>)<br />
Acesso: gratuito e livre ao público de todas as idades<br />
Acessibilidade: legendas e intérprete de libras</p>
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		<title>Escola Sagrado Coração, em Olinda, recebe evento sobre a mulher negra na cultura</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/escola-sagrado-coracao-em-olinda-recebe-evento-sobre-a-mulher-negra-na-cultura/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 14:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A mulher negra na cultura: o artivismo como estratégia de resistência]]></category>
		<category><![CDATA[Amaro Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Comitê das Mulheres Negras Metropolitanas]]></category>
		<category><![CDATA[Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria Executiva da Mulher.]]></category>
		<category><![CDATA[Gerência de Fortalecimento Sociopolítico para as Mulheres da Secretaria da Mulher de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda Escola Pública Municipal Sagrado Coração de Jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[Em alusão a duas datas importantes deste mês de março: Dia Internacional da Mulher (8) e Dia Pela Eliminação da Discriminação Racial (21), o Auditório da Escola Pública Municipal Sagrado Coração de Jesus, em Amaro Branco, Olinda, recebe o evento “A mulher negra na cultura: o artivismo como estratégia de resistência”. O encontro será realizado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_67656" aria-labelledby="figcaption_attachment_67656" class="wp-caption img-width-485 aligncenter" style="width: 485px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução/Internet</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/kanteatro.jpg"><img class="size-medium wp-image-67656 " alt="Reprodução/Internet" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/kanteatro-485x486.jpg" width="485" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos grupos que se apresentam durante o encontro é o Kanteatro</p></div>
<p>Em alusão a duas datas importantes deste mês de março: Dia Internacional da Mulher (8) e Dia Pela Eliminação da Discriminação Racial (21), o Auditório da Escola Pública Municipal Sagrado Coração de Jesus, em Amaro Branco, Olinda, recebe o evento “A mulher negra na cultura: o artivismo como estratégia de resistência”. O encontro será realizado nesta quinta-feira (28), a partir das 14h, com entrada aberta ao público.</p>
<p>A atividade tem como objetivo valorizar a luta da mulher negra no seu cotidiano, e na sua programação estão confirmadas apresentações culturais, palestra, recital de poesia, roda de diálogo e lançamento de livro, entre outros.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HFO1u_vQXhY" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O evento é uma realização do Comitê das Mulheres Negras Metropolitanas e da Gerência de Fortalecimento Sociopolítico para as Mulheres da Secretaria da Mulher de Pernambuco, em parceria com a Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria Executiva da Mulher e de Direitos Humanos de Olinda.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
<em>A mulher negra na cultura: o artivismo como estratégia de resistência</em><br />
Quinta (28) | 14h<br />
Escola Pública Municipal Sagrado Coração de Jesus (Rua Frei Afonso Maria, 199, Amaro Branco, Olinda-PE)<br />
Gratuito<br />
Mais informações: 3183.2975</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Confira a programação:</strong></span></p>
<p>14h – Mesa de abertura:<br />
Secretária da Mulher de Pernambuco, Silvia Cordeiro;<br />
Secretária Executiva da Mulher e de Direitos Humanos de Olinda, Verônica Brayner;<br />
Coordenadora do Comitê das Mulheres Negras Metropolitanas, Edileusa Silva.<br />
14h30 – Apresentação do Grupo Kanteatro<br />
14h50 – Recital de poesias, rimas de rap e lançamento do livro Terra Preta<br />
15h20 – Roda de diálogo:<br />
Mazarelo Rodrigues: pedagoga, gestora pedagógica do EMTI Sagrado Coração de Jesus e coordenadora do grupo Kanteatro.<br />
Joy Tamires – poetisa, escritora, autora do livro Terra Preta e integrante do Coletivo Periféricas.<br />
Odailta Alves – poetisa, escritora, autora do Livro Clamor Negro, produtora cultural e representante do Comitê das Mulheres Negras Metropolitadas.<br />
Adelaide Santos – poetisa, rapper, integrante do Femigang<br />
16h40 – Debate<br />
17h30 – Encerramento</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Dona Glorinha faz coco para brincar o São João no Amaro Branco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/dona-glorinha-faz-coco-para-brincar-o-sao-joao-no-amaro-branco/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 15:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<category><![CDATA[Sambada de Coco]]></category>
		<category><![CDATA[são joão]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania A relação de Dona Glorinha do Coco com o São João é ancestral. Há dez anos, a coquista resolveu retomar a sambada de coco junina que a mãe promovia na calçada de casa, na Rua dos Pescadores, em Amaro Branco, com o objetivo de resgatar não só a própria história, mas também [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_61348" aria-labelledby="figcaption_attachment_61348" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42543637872_7d25cf6c4f_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61348" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42543637872_7d25cf6c4f_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">A sambada de coco de Dona Glorinha no São João é uma iniciativa para repassar as tradições para a comunidade de Amaro Branco.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Camila Estephania</em></strong></p>
<p>A relação de Dona Glorinha do Coco com o São João é ancestral. Há dez anos, a coquista resolveu retomar a sambada de coco junina que a mãe promovia na calçada de casa, na Rua dos Pescadores, em Amaro Branco, com o objetivo de resgatar não só a própria história, mas também a do bairro olindense. E foi por respeito às tradições do lugar que Dona Glorinha marcou sua festa neste ano para o dia 22 de junho, a partir das 21h, no Dia do Coco, de forma que não competiria com a tradicional sambada de coco de Dona Maria José, no dia 23. “<em>Se a gente puder, a gente vai à sambada dela também, que é para fortalecer o ritmo. Não quero rivalizar com ninguém</em>”, explica ela, que também tem sedimentado a sua própria tradição.</p>
<p>Filha de Maria Belém, Dona Glorinha acompanhava a mãe nos cocos desde os sete anos de idade e logo compreendeu a importância da matriarca na comunidade, onde até hoje tem o nome associado à movimentação cultural local. A morte da mãe em 1981, seguida pela perda do marido e de duas filhas, encaminharam Dona Glorinha para uma vida mais reservada e focada no sustento da casa e da família nos anos seguintes. O retorno às atividades como coquista demorou, mas aconteceu em um 2007 agitado, quando participou do documentário “O coco, a roda, o pneu e o farol”, de Mariana Brennand, cujo material abriu caminho para ela ser convidada para a coletânea “Coco do Amaro Branco Vol. 2” no ano seguinte.</p>
<p>“<em>Até 2007, Dona Glorinha estava no ostracismo. Eu nem a conhecia, mas já conhecia Ana Lúcia, Dona Jovelina, Dona Neuza (as duas últimas falecidas), aí não tinha como eu não chegar nela, porque Maria Belém é um ícone aqui no Amaro Branco”</em>, comenta Isa Melo, que integra a banda de Dona Glorinha e produz seus discos. A brincante relembra que após a fama de Chico Science e Nação Zumbi, o coco foi um dos ritmos que ficou em evidência no Estado, o que deu abertura para sucessos como “A Rolinha”, de Selma do Coco, despertando a curiosidade das pessoas para toda a produção do Amaro Branco, incluindo Dona Glorinha.</p>
<div id="attachment_61344" aria-labelledby="figcaption_attachment_61344" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27725858037_004685ed1d_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61344" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27725858037_004685ed1d_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">O coco é um brinquedo tradicionalmente associado às comemorações de São João.</p></div>
<p><strong>A RAIZ DO COCO</strong></p>
<p>Mas o resgate da coquista só poderia ser completo com a reorganização da sambada de São João na porta da casa da Rua dos Pescadores, onde vive desde que nasceu. <em>“Essa é a grande festa do ano para mim, porque são três santos que a gente comemora: São João, São José e São Pedro. Tem Santana também, mas as pessoas não lembram dela, que é a mãe de Nossa Senhora. Se eu passo um dia de São João dormindo, perdi o ano, o mês de junho todinho</em>”, comenta ela, que reativou a comemoração em 2008. Neta de uma escrava fugida, a coquista herdou a carga cultural da avó, já que a relação dos ex-escravos com o São João remonta à própria origem do coco.</p>
<p>“<em>Com a colonização, os portugueses vieram pra cá e trouxeram os padres para fazer a cabeça de índio e de quem mais estivesse por aqui. Os primeiros colonizadores que vinham do reino para morar aqui traziam consigo toda uma carga religiosa, como o culto aos santos. Então, vieram as primeiras procissões que comemoravam o São João em junho. As pessoas saiam com capelas de flores na cabeça, cantavam, tomavam banho no rio e, com o passar do tempo, outros elementos foram se agregando a essa procissão, em que todo mundo podia participar. Os negros levavam seus batuques, os índios participavam com suas idiossincrasias, cada um acrescentava. Essas procissões entravam na igreja e o padre abençoava, mas o negócio foi ficando tão animado que o profano imperou e elas passaram a ser barradas. Essa brincadeira que veio junto, as pessoas chamaram de coco. Penso que o Acorda Povo que a gente tem hoje é uma corruptela dessas primeiras procissões</em>”, avalia Isa.</p>
<div id="attachment_61345" aria-labelledby="figcaption_attachment_61345" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/28719629628_95c03a2d71_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61345" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/28719629628_95c03a2d71_k-800x530.jpg" width="800" height="530" /></a><p class="wp-caption-text">A festa acontece na Rua dos Pescadores, onde a coquista vive desde que nasceu.</p></div>
<p><strong>COCO DO AMARO BRANCO</strong></p>
<p>Conhecido pela concentração de vários grupos de coco, o bairro do Amaro Branco, antes mesmo de ser oficialmente criado em 1925, já era um dos principais endereços de Pernambuco onde estavam pescadores, negros livres e escravos refugiados, como a avó de Dona Glorinha, não é à toa que acabou se tornando referência no ritmo. “<em>Ninguém queria vir para cá antigamente, porque era um bairro de negros, mas como começou a se destacar, as pessoas passaram a frequentar aqui. Por conta de todas essas lutas que a gente vem desenrolando para acabar com o preconceito, hoje, as pessoas já têm outra cabeça. Vêm muitos jovens para cá de todo canto, vem gente de carrão, de carro de mão, gente branca, azul. Vem gente de todo tipo</em>”, observa Isa, sobre a mudança de imagem do Amaro Branco ao longo dos anos.</p>
<p>O reflexo desse interesse crescente pela cultura do bairro também repercute na sambada de São João de Dona Glorinha que, a cada ano, atrai mais espectadores. “<em>De uma ponta a outra dessa rua, você não encontra espaço sobrando para colocar um pé, de tanta gente</em>”, comenta a coquista que, na festa do ano passado, reuniu cerca de 500 pessoas. A festa que vai até o amanhecer, ainda conta com outras atrações como Cila do Coco, Coco de Umbigada, Coco do Pneu, As Morenas, A Cocada, Trio de Forró Pé de Serra, entre outros convidados.</p>
<div id="attachment_61346" aria-labelledby="figcaption_attachment_61346" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/28719902908_ffd2d7e9f0_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61346" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/28719902908_ffd2d7e9f0_k-800x530.jpg" width="800" height="530" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Glorinha organiza a sambada na calçada de sua casa e atrai um grande público para toda a rua e proximidades.</p></div>
<p>Fruto de uma época em que o coco ainda não dava retorno financeiro, Dona Glorinha faz a sambada a partir de uma iniciativa particular em que aluga toldos e som contando também com a colaboração de amigos. “<em>Antigamente, o coco não tinha esse negócio de receber dinheiro. A gente fazia as coisas por amor à brincadeira. Onde a gente chegava nem água na jarra pra beber tinha, mas a gente brincava até o dia amanhecer no chão de barro. Quando a gente terminava, os pés ficavam cheios de poeira</em>”, relembra ela, que não descarta a importância do cachê atualmente para viabilizar a continuidade do trabalho, mas também não quer ficar refém dos convites para brincar o coco nesta época do ano.</p>
<p>“<em>Se não acontece esse tipo de iniciativa, a gente vai perder a essência da nossa cultura. A gente ganha com os shows, mas dentro da comunidade é importante que as pessoas venham participar e cantar, mesmo que não tenham dinheiro. É para manter a tradição viva e para que a gente tenha uma história cultural para passar adiante. Se a gente não tiver cuidado, ou se descaracteriza demais ou então desaparece, porque a turma fica desmotivada</em>”, completa Isa. Aos 83 anos no papel da coquista mais velha em atividade em Pernambuco, Dona Glorinha carrega consigo essa missão de perpetuar o ritmo: “<em>minha mãe dizia muito a mim: minha filha, quando Deus me chamar, você vai ficar no meu lugar. E eu fiquei, tô aqui</em>”, diz ela.</p>
<div id="attachment_61349" aria-labelledby="figcaption_attachment_61349" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27726104717_fbb8a90848_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61349" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27726104717_fbb8a90848_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Isa Melo é integrante da banda de Dona Glorinha e produtora de seus discos.</p></div>
<p><strong>FUTUROS PASSOS</strong></p>
<p>Discípula da velha guarda do coco, Dona Glorinha agora se prepara para lançar seu segundo disco, planejado para chegar ao público no dia 3 de setembro, quando fará 84 anos. “<em>Antigamente, se cantava coco e não tinha microfone, fazia gosto de ver: o ganzá, a zabumba, a garganta da gente e muita palma no salão. Hoje em dia, tem coco de roda até com sanfona</em>”, observa ela, ao destacar que ainda hoje busca manter a mesma proposta estética de outrora.</p>
<p>“<em>Claro que também incrementamos o coco de Glorinha, porque temos que ter essa visão artística e fazer com que o trabalho dela fique mais bonito, mas é sem descaracterizar</em>”, explica Isa, que está a frente da produção do álbum. O novo trabalho ainda não tem título definido e contará com cocos inéditos escritos por Dona Glorinha, além de composições de sua mãe, Maria Belém, e outras de domínio público.</p>
<p>O primeiro disco de Dona Glorinha, o homônimo de 2013, já está esgotado, mas terá uma nova tiragem produzida neste ano com incentivo do Governo do Estado, através do Funcultura. O trabalho que concorreu ao Prêmio da Música Brasileira faz um registro de outros cocos compostos pela sua mãe.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong><br />
<strong>Sambada de Coco de São João de Dona Glorinha</strong><br />
Quando: Dia 22 de junho, a partir das 21h<br />
Onde: Rua dos Pescadores – Amaro Branco/Olinda<br />
Gratuito</p>
<div id="attachment_61347" aria-labelledby="figcaption_attachment_61347" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41873324474_2683cd4d7a_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61347" alt="Jan Ribeiro " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41873324474_2683cd4d7a_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Glorinha comemora o reconhecimento atual do seu trabalho.</p></div>
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		<title>Tradição do Coco do Mestre Aroeira anima Olinda neste sábado (17)</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jun 2017 14:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_49912" aria-labelledby="figcaption_attachment_49912" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcelo Soares/Secult-PE.</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/7601339044_cf63295575_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49912" alt="Marcelo Soares/Secult-PE." src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/7601339044_cf63295575_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O grupo Coco dos Pretos é uma das atrações do tradicional Coco do Mestre Aroeira</p></div>
<p>Mais uma edição do tradicional<a href="https://www.facebook.com/events/461713694168851/" target="_blank"> Coco do Mestre Aroeira</a> acontecerá neste sábado (17), na casa da Mestra Ana Lúcia, no bairro do Amaro Branco, em Olinda. Realizado na comunidade desde 1985, a festividade é aberta ao público e reúne, a partir das 20h, mestres e grupos de coco de roda originados no próprio bairro, além do Mestre Galo Preto, numa verdadeira noite de festa popular.</p>
<p>Antes de iniciar as apresentações culturais o Mestre Aroeira, que também é mestre em Jurema Sagrada, promove o ritual da gira, a partir das 18h, no qual Stênio, filho da Mestra Ana Lúcia, incorpora entidades africanas. A festividade, que faz parte das celebrações juninas da comunidade, antecede a novena do mês de junho, também realizada no local.</p>
<div id="attachment_49911" aria-labelledby="figcaption_attachment_49911" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/19748712989_dc93c0a498_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49911" alt="Jorge Farias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/19748712989_dc93c0a498_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A festa é aberta ao público e reúne mestres e grupos de coco de roda originados no próprio bairro</p></div>
<p><em>“A programação cultural vai ter a presença dos grupos Batuque das Morenas, Estrelinhas do Coco, Coco dos Pretos, Coco da Resistência, Coco do Manuel e outros mestres de Olinda, como a Mestre Ana Lúcia e o Mestre Galo Preto, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Por se tratar de uma sambada, não existe uma programação específica, é por ordem de chegada. O mestre ou o grupo chega e fica na fila esperando sua vez. Já a brincadeira vai até quando a galera aguentar, mas normalmente seguimos até umas 3h ou 4h da madrugada”</em>, explica Don Marcos, discípulo de Ana Lúcia.</p>
<p>Em sua casa, além da Sambada do Mestre Aroeira, a Mestra Ana Lúcia mantém as tradições da trezena de Santo Antônio, do Acorda Povo e do Coco da Comunidade. Ela também é coordenadora do Pastoril Estrela de Belém e do grupo Estrelinhas do Coco, ambos constituídos por crianças e adolescentes do Amaro Branco.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
<em>Coco do Mestre Aroeira</em><br />
Sábado (17) | 20h<br />
Casa da Mestra Ana Lúcia (Rua Alto do Sarapião, nº 195, Amaro Branco, Olinda<br />
Gratuito</p>
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