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	<title>Portal Cultura PE &#187; Ana Flávia Mendonça</title>
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		<title>Exposição &#8220;A escuta interior&#8221; entra em cartaz no Museu Murillo La Greca</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2022 20:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Museu Murillo La Greca inaugura neste sábado (26), das 14 às 17h, a exposição &#8220;A escuta interior&#8221;, da artista Ana Flávia Mendonça, com curadoria de Marcelo Campello. A mostra, que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, traz à tona os resultados do primeiro ano de investigação da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/DSC_0860.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-97414" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/DSC_0860-323x486.jpg" width="323" height="486" /></a></p>
<p>O Museu Murillo La Greca inaugura neste sábado (26), das 14 às 17h, a exposição &#8220;A escuta interior&#8221;, da artista Ana Flávia Mendonça, com curadoria de Marcelo Campello. A mostra, que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, traz à tona os resultados do primeiro ano de investigação da artista sobre as possibilidades sonoras da cerâmica.</p>
<p>Para a exposição, a artista entrelaçou os saberes artesanais da modelagem em argila com as técnicas de construção de instrumentos musicais, desenvolvendo uma pesquisa que une arte visual e música. Ocarinas, apitos do vento, garrafas sibilantes, chocalhos, flautas e udus foram estudados pela pesquisadora, que após dominar os mecanismos de produção do som de cada instrumento no barro, pôde experimentar diferentes pastas cerâmicas e esmaltes na construção de pequenas esculturas sonoras.</p>
<p>A pesquisa contou com a orientação de Marcelo Campello (Recife, 1982), músico e Doutor em Composição pela Universidade Federal da Paraíba, que também assinou a curadoria da exposição. Na abertura da exposição, haverá a apresentação dos músicos Hugo Medeiros, Lucas Alencar e Marcelo Campello tocando alguns dos instrumentos criados pela artista.</p>
<p>AÇÃO FORMATIVA &#8211; Dentro das atividades da mostra, está prevista também a realização da oficina &#8220;Ocarinas e a Música Experimental&#8221;, que ocorrerá nos dias 6, 7 e 17 de dezembro, no Museu Murillo La Greca (Sala Silvia Decusati). A atividade é gratuita e contará com certificado de participação. As inscrições serão feitas pelo do e-mail: educativommlg@gmail.com. Os participantes irão vivenciar o passo a passo da construção de uma ocarina (instrumento musical de sopro de argila), assim como tocar o instrumento criado através de dinâmicas coletivas de improvisação livre. No dia 17 de dezembro, além do encerramento da oficina, haverá o lançamento do catálogo virtual da exposição, que ficará disponível para download gratuito no site da artista (<a href="https://www.anaflaviamendonca.com.br/" target="_blank"><strong>www.anaflaviamendonca.com.br</strong></a>). Mais informações pelo perfil do Instagram: <a href="https://www.instagram.com/aescutainterior/" target="_blank"><strong>@aescutainterior</strong></a>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Abertura da exposição &#8220;A escuta interior&#8221; &#8211; Ana Flávia Mendonça<br />
Quando: 26 de novembro de 2022 (sábado), das 14h às 17h<br />
Local: Museu Murillo La Greca (R. Leonardo Bezerra Cavalcante, 366 &#8211; Parnamirim, Recife &#8211; PE)</p>
<p>Oficina &#8220;Ocarinas e a Música Experimental&#8221;<br />
Local: Museu Murilo La Greca (Sala Silvia Decusati)<br />
Facilitadores: Ana Flávia Mendonça e Marcelo Campello<br />
Datas e horários: 6 e 7 de dezembro (das 9h às 17h); 17 de dezembro (das 10h às 17h)<br />
Inscrições:<strong> educativommlg@gmail.com</strong></p>
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		<title>Exposição coletiva “Ocupadas” reúne obra de sete artistas mulheres</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2019 15:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_72265" aria-labelledby="figcaption_attachment_72265" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Sofia Lucchesi/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/exposicao-ocupadas-foto-sophia-luchessi.jpg"><img class="size-medium wp-image-72265" alt="Sofia Lucchesi/Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/exposicao-ocupadas-foto-sophia-luchessi-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A mostra será inaugurada no próximo dia 9 de novembro (sábado), no Ateliê das Águas Belas</p></div>
<p>Com um time renovado, agora composto por sete mulheres artistas, o projeto &#8220;Ocupe Chris&#8221;, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, chega à sua segunda edição. Há oito meses, as artistas Alice Vinagre, Ana Flávia Mendonça, Ana Lisboa, Irma Brown, Laura Melo e Lia Letícia se juntaram à Christina Machado para vivenciar coletivamente seus processos de criação no Ateliê das Águas Belas, lar e espaço de trabalho de Chris há mais de 30 anos. Tendo a argila como matéria-prima, as sete mulheres artistas desenvolveram obras que dão vida à exposição coletiva “Ocupadas”, com abertura no dia 9 de novembro (sábado), das 16h20 às 21h, no Ateliê das Águas Belas (Madalena). A mostra segue aberta até 14 de dezembro deste ano, e durante período acontecerão outras ativações no ateliê.</p>
<p>Assim como na primeira edição do projeto, que contou com os artistas José Paulo, Renato Valle, Rinaldo, Maurício Castro, Joelson, Dantas Suassuna e Daniel Santiago, além da própria Christina, as artistas se reuniram semanalmente, sempre às quintas-feiras, para produzir. Ao longo desses oito meses de vivência, elas desenvolveram trabalhos que resultaram não apenas em peças de barro, mas também em instalações e vídeos.</p>
<p>Há um importante componente nesse processo: a espontaneidade própria à experimentação com a argila, popularmente conhecida como barro. Desde o contato com a água, com o ar e o calor das mãos, passando pela adição de outros materiais como óxidos e pigmentos, até a queima da peça no forno, existe uma incerteza quanto ao que realmente acontecerá com o barro, que é conhecido também como a técnica que une o equilíbrio entre os quatro elementos. Assim, a partir de um processo de criação potencializado pela coletividade, entre conversas, afetos e acolhimentos, cada artista desenvolveu suas poéticas individuais, que são atravessadas pelas mais diversas pulsões criativas e discursivas, como questões políticas sobre direitos individuais e coletivos das mulheres e dos seres humanos como um todo.</p>
<p>Já o nome escolhido para a mostra, “Ocupadas”, tem relação com a própria condição de ser mulher: “O nome veio de Laura Melo, que é mãe e artista, assim como muitas de nós. Vem dessa ideia de que nós, mulheres, estamos constantemente ocupadas, seja trabalhando, estudando, cuidando dos filhos. É uma jornada de trabalho dupla, tripla. Estamos sempre nos desdobrando para fazer tudo”, diz Christina.</p>
<p><strong>ALICE VINAGRE</strong><br />
Alice Vinagre (João Pessoa, 1950) vem construindo sua trajetória artística desde 1980. Durante o Ocupe Chris, bastante levada pelo processo intuitivo da argila, Alice desenvolveu uma série de peças de cerâmica similares à cavernas, que lembram tempos pré-históricos.</p>
<p><strong>ANA FLÁVIA MENDONÇA</strong><br />
Ana Flávia nasceu em 1988, no Recife, e trabalha como Artista Visual desde 2016. A artista desenvolveu uma cobra de cerâmica, que, para ela, representa uma relação com a energia vital presente em todos os seres humanos, como se o animal estivesse dentro de todos nós. O embate entre essas forças representado pelo animal abre múltiplas possibilidades de interpretação e relação com a obra, que possui cerca de dois metros.</p>
<p><strong>ANA LISBOA</strong><br />
Ana Lisboa (Recife, 1960) é artista desde os anos 1980. É também professora do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Além de uma instalação com peças de barro, Ana trouxe para o Ocupe Chris um vídeo, o registro da performance “Celebração”, realizada durante a vivência no Ocupe Chris, onde a artista serviu um jantar com pratos de barro feitos por ela, reativando gestos cotidianos num ritual de partilha e afeto, em que a arte é a própria vida.</p>
<p><strong>CHRISTINA MACHADO</strong><br />
Christina Machado nasceu em Belém (PA), em 1950, mas é radicada no Recife desde 1961. Trabalha como artista desde os anos 1980, quando começou a cultivar sua relação com o barro, técnica que até hoje é a base de seu trabalho, gerando fotografias, performances, vídeos, instalações, além de objetos. Para “Ocupadas”, Christina criou a instalação “Afeto”. A partir de 30 falos construídos com argila para uma performance apresentada no Sesc 24 de Maio (São Paulo-SP) no começo deste ano, em que faz menção ao caso de estupro coletivo praticado por 30 homens no Rio de Janeiro em 2016, a artista deu vida ao objeto que remete a um feto humano. O vídeo da performance realizada em São Paulo, onde Christina caminha em cima dos 30 falos, também estará na exposição.</p>
<p><strong>IRMA BROWN</strong><br />
Irma Brown (Recife, 1980) é artista visual e atriz. Está à frente da Maumau Galeria, no bairro do Espinheiro (Recife), espaço cultural independente que há mais de 10 anos realiza exposições, festas, oficinas, shows e outras atividades culturais. No Ocupe Chris, a artista construiu diversas peças que se assemelham a bocas e línguas, e evocam o constante processo de “devorar” e regurgitar, a fala, o “nó na garganta”, e tantas outros processos que passam pela boca.</p>
<p><strong>LAURA MELO</strong><br />
Laura Melo (Recife, 1986) atua como artista desde 2006, quando participou do antigo SPA das Artes. Durante o Ocupe Chris, Laura desenvolveu um “registro constante” dos feminicídios ocorridos no país, construindo 27 peças de barro (quantidade de estados do Brasil, contando com o Distrito Federal) durante todos os oito meses de vivência, registrando pelo menos um feminicídio ocorrido em cada estado em um objetos de cerâmica, em que escreve o número do estado e o mês</p>
<p><strong>LIA LETÍCIA</strong><br />
Lia Letícia nasceu em Porto Alegre, em 1975, mas tem Recife como morada e local de trabalho há mais de 20 anos, flertando com as artes visuais e o cinema desde que integrou o coletivo Molusco Lama, no final dos anos 1990. Para a exposição, Lia preparou uma instalação com obras feitas de barro e alumínio em que questiona os desastres ecológicos e sociais causados pela interferência da empresa Vale do Rio Doce nas cidades de Mariana e Brumadinho (MG).</p>
<p><strong>MÚSICA</strong><br />
A convite do Ocupe Chris, os músicos Vicente Machado e Chiquinho Moreira, ambos integrantes da banda Mombojó (PE), acompanharam o processo de criação das artistas e compuseram peças musicais inspiradas pela paisagem sonora do ateliê, misturando tanto o som de objetos comuns utilizados na produção das artistas, quanto outros sons de instrumentos musicais tradicionais. Como parte de uma das ativações da mostra, os dois artistas também farão uma apresentação ao vivo, com data a ser divulgada.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Abertura da exposição “Ocupadas”<br />
Artistas: Alice Vinagre, Ana Flávia Mendonça, Ana Lisboa, Christina Machado, Irma Brown, Laura Melo e Lia Letícia<br />
Data: 9/11 (sábado), das 16h20 às 21h<br />
Local: Ateliê das Águas Belas (R. Águas Belas, 53 &#8211; Madalena, Recife &#8211; PE)<br />
Visitação: até 14 de Dezembro | Quintas-feiras: 10h às 17h e Sábados: 14h às 19h<br />
Agendamento/informações: ocupechris@gmail.com ou através de mensagem nas páginas do <a href="https://www.facebook.com/ocupechris/" target="_blank"><strong>Facebook</strong></a> ou <a href="https://www.instagram.com/ocupechris/" target="_blank"><strong>Instagram</strong></a></p>
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		<title>Diversidade e liberdade criativa norteiam a programação de Artes Visuais do FIG 2018</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jul 2018 17:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Seja através dos materiais escolhidos ou até dentro do processo da liberdade criativa, a programação de Artes Visuais do 28º Festival de Inverno de Garanhuns dialoga diretamente com a diversidade de ideias. Este ano, a Galeria Galpão irá reunir, de 21 a 28 de julho, cinco atrações que trazem importantes debates sobre a arte [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_61967" aria-labelledby="figcaption_attachment_61967" class="wp-caption img-width-564 aligncenter" style="width: 564px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/76ef1e8414d8343040706bd7f478bd55.jpg"><img class="size-full wp-image-61967 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/76ef1e8414d8343040706bd7f478bd55.jpg" width="564" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Performance &#8216;Bombril&#8217;, da artista mineira Priscila Rezende, é uma das atrações do FIG e traz uma reflexão sobre a piada depreciativa feita com os cabelos negros</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong> </strong></em></p>
<p>Seja através dos materiais escolhidos ou até dentro do processo da liberdade criativa, a programação de Artes Visuais do 28º Festival de Inverno de Garanhuns dialoga diretamente com a diversidade de ideias. Este ano, a <strong>Galeria Galpão</strong> irá reunir, de 21 a 28 de julho, cinco atrações que trazem importantes debates sobre a arte contemporânea, através de performances, instalações ou exposições.</p>
<p>De acordo com Márcio Almeida, coordenador de Artes Visuais do Festival,<em> “nos cinco selecionados para a grade artística a gente consegue perceber uma diversidade em relação ao suporte. Seja através do desenho, instalação sonora, peças de cerâmica ou performance, teremos várias possibilidades. Mais uma vez a Galeria Galpão traz reflexões muito pertinentes e atuais para o circuito da arte contemporânea”.</em></p>
<div id="attachment_61971" aria-labelledby="figcaption_attachment_61971" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Vaginas-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-61971    " alt="Olga Wanderley/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Vaginas-5-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Segundo Ana Flávia Mendonça, para o FIG estão separadas 45 peças de vaginas diferentes</p></div>
<p>Segundo ele, um debate interessante que pode surgir é a partir do suporte escolhido pelos artistas Ana Flávia Mendonça (<strong>Vaginas-Flores</strong>) e Tonfil (<strong>Memorial de mãos sem memória</strong>).<em> “A argila, o barro em si, sofre uma discriminação na arte contemporânea e é bom trazer o debate sobre esse material porque traz uma reflexão sobre a artesania. Este é um preconceito que existe dentro das Artes Visuais, mas que não é discutido, e a ideia é também trazer isso à tona”,</em> reforça Márcio Almeida.</p>
<p>Estudante de Artes Visuais da UFPE, Ana Flávia Mendonça participa da programação do FIG com a sua mostra individual &#8211; que já esteve em exposição durante a 9ª edição do UNICO – Salão Universitário de Arte Contemporânea do SESC. <em>“Em Pernambuco a gente tem esse festival, o UNICO, que é voltado pra produção universitária. No final do ano passado fui uma das premiadas pelo SESC, que levou minha exposição para passar um tempo na unidade de Casa Amarela, no Recife, e depois em Petrolina”,</em> detalha a jovem artista.</p>
<p><em>“Quando expus na mostra do SESC, eu tinha 21 peças. Para o Festival de Inverno, irei levar 45 unidades. Espero ter um dia 100, 200, 500 vaginas. Quem sabe até fechar uma galeria com essa exposição”, </em>sonha alto Ana Flávia, que conta que o projeto nasceu a partir de mulheres admiráveis que tinha por perto.<em> “Seja uma avó ou uma professora, por exemplo, partiu da admiração por mulheres próximas. À medida em que a ideia foi crescendo, começaram a participar pessoas desconhecidas, e foi incrível essa troca. Também teve gente que viu a primeira versão da mostra e quis participar. Com o tempo perdi o controle disso, e passaram a me procurar bastante”,</em> revela.</p>
<div id="attachment_61970" aria-labelledby="figcaption_attachment_61970" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Relatos-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-61970 " alt="Olga Wanderley/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Relatos-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A exposição conta também com os espelhos utilizados pelas participantes para se olharem, junto aos relatos emocionantes de cada uma</p></div>
<p>Para ela, a proposta da mostra é quebrar o tabu sobre o corpo feminino. <em>“Que a gente possa discutir e falar sobre o assunto, trazer a tona a discussão sobre vaginas. E o retorno do processo de criação das peças foi algo muito interessante porque se revelaram coisas incríveis. A mostra tem um poder grande nas entrelinhas, através dos relatos, da voz feminina que ecoa, seja através dos preconceitos e abusos sofridos, ou através da cura. E o projeto tem também a intenção de engradecer a força da diversidade, exaltar a beleza da diferença. Quando a gente vê uma parede com várias vaginas, diversos detalhes, a força do conjunto passa uma mensagem que cada uma, com sua singularidade, faz parte de um universo muito bonito”,</em> descreve Ana Flávia Mendonça.</p>
<p>Além das 45 peças, que retratam a vagina feminina numa comparação à espécies de flores, a exposição apresenta também os relatos das mulheres participantes. <em>“Quando elas eram convidadas recebiam junto à carta de convite um espelhinho, que era para se olharem e se conhecerem ou reconhecerem. Foi um processo bem mágico. Os relatos de cada mulher estarão pendurados juntos aos espelhos de cada uma. Já as peças são feitas de cerâmica, e para elas utilizei barros e pastas de cores diferentes, na tentativa de encontrar as várias tonalidades do corpo humano &#8211; uns mais claros, intermediários e mais escuros”,</em> pontua a artista.</p>
<p>Outra discussão que merece destaque vem com a performance <strong>Bombril</strong>, da mineira Priscila Rezende. A inserção e presença do indivíduo negro na sociedade brasileira atuam como principais norteadores e questionamentos levantados no trabalho de Priscila, e nesta performance não é diferente. Durante a apresentação e por um período de aproximadamente uma hora, a artista esfrega algumas panelas com seus próprios cabelos.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tsfErSKpunc" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>No ano passado, Priscila Rezende esteve na mostra coletiva <strong>Negros Indícios</strong>, na Caixa Cultural SP, com curadoria de Roberto Conduru. <em>&#8220;Em janeiro e fevereiro deste ano participei de uma residência artística em Londres que fez parte de uma parceria entre o Sesc de São Paulo e uma universidade de artes da capital inglesa. Fui sozinha e passei quase um mês pesquisando o processo escravagista realizado pela Inglaterra, que enriqueceu bastante com a produção de açúcar em diversas regiões. Fui, por exemplo, em Liverpool conhecer de perto o Museu da Escravidão Internacional. Agora eu estou em Nova York finalizando um intercâmbio na Art Omi, centro de artes local, onde participei de uma pesquisa junto a outros 30 artistas do mundo inteiro&#8221;,</em> cita ela.</p>
<p>A artista, nascida em 1985, conta também que nunca esteve em Pernambuco.<em> &#8221;É a primeira vez e fico feliz pela oportunidade de levar meu trabalho a esse Festival. É muito bom poder circular pelos vários lugares possíveis, porque uma coisa é o espectador ver através de vídeos e fotos a performance, outra é ele ver acontecer. É outra percepção”,</em> fala com empolgação a artista.</p>
<div id="attachment_61972" aria-labelledby="figcaption_attachment_61972" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Bombril2_PriscilaRezende.jpg"><img class="size-medium wp-image-61972" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Bombril2_PriscilaRezende-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Por um período de aproximadamente uma hora, a artista esfrega algumas panelas com seus próprios cabelos para criar a imagem da piada feita em relação ao cabelo negro</p></div>
<p><em>“Vejo meu trabalho como uma possibilidade de mudança, de fazer as pessoas perceberem como somos de verdade. Perceber que quem tem privilégios é realmente livre. Os que estão à margem não gozam dessa liberdade, e ai nem falo apenas dos negros, incluo também homossexuais, trans, pessoas que não são totalmente libertas quando frequentam lugares”,</em> opina.</p>
<p>Sobre a performance <strong>Bombril</strong>, que será realizada às 19h do dia 28 de julho, na Praça da Palavra, Priscila reflete que busca também provocar uma reflexão sobre esse lugar da piada estética que as pessoas fazem de forma depreciativa com o cabelo negro. <em>“Eu quero tornar visível essa imagem que a piada remete, que as pessoas vejam, entendam o que é isso, e logo em seguida não quero ficar ali. Vou sair daquele lugar”,</em> afirma.</p>
<div id="attachment_61969" aria-labelledby="figcaption_attachment_61969" class="wp-caption img-width-568 aligncenter" style="width: 568px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Memorial-de-Mãos-Sem-Memórias.jpg"><img class="size-full wp-image-61969 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Memorial-de-Mãos-Sem-Memórias.jpg" width="568" height="259" /></a><p class="wp-caption-text">Memorial de mãos sem memória, de Tonfil, que apresenta 100 mãos de cerâmica em estilo hiper-realista</p></div>
<p>Além da exposição e da performance, outras três atrações integram a programação do FIG. Uma delas é <strong>Agosto &amp; Archeos</strong>, de Thelmo Cristovam, uma instalação sonora que terá duas obras desenvolvidas a partir de princípios e modelos matemáticos (Agosto) e biológicos (Archeos) e em aspectos de bioacústica &#8211; ou seja, a transmissão de informação através da produção de som.</p>
<div id="attachment_61968" aria-labelledby="figcaption_attachment_61968" class="wp-caption img-width-320 aligncenter" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Meditação.jpg"><img class="size-full wp-image-61968 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Meditação.jpg" width="315" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">&#8216;Meditação&#8217;, de França Bonzion, é segunda exposição do artista e é uma série de desenhos em caneta esferográfica e Kraft</p></div>
<p>Duas exposições completam a programação na Galeria Galpão. Uma delas é a já citada <strong>Memorial de mãos sem memória</strong>, de Tonfil, que apresenta 100 mãos de cerâmica em estilo hiper-realista; e <strong>Meditação</strong>, de França Bonzion, segunda exposição do artista que é uma série de desenhos em caneta esferográfica e Kraft. A obra escoa temas relevantes da contemporaneidade como violência, repressão sexual e a pressão das instituições.</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO DE ARTES VISUAIS DO 28º FIG</strong></p>
<p><em>Galeria Galpão</em><br />
De 21 a 28 de julho | 16h às 22h<br />
Endereço: Av. Dantas Barreto, 120<br />
EXPOSIÇÕES:<br />
De 21 a 28 de julho | 16h às 22h</p>
<p><strong>Agosto &amp; Archeos</strong><br />
Thelmo Cristovam<br />
Instalação sonora imersiva composta por duas obras desenvolvidas e construídas com base em princípios e modelos matemáticos (Agosto) &amp; matemáticos biológicos (Archeos) e em aspectos de bioacústica.</p>
<p><strong>Memorial de mãos sem memória</strong><br />
Tonfil<br />
100 mãos de cerâmica em estilo hiper-realista estarão dispostas no chão, como se brotassem, trazendo suas memórias da terra onde trabalharam e onde foram enterradas aludindo àqueles que não tiveram direito a imprimir suas próprias memórias pessoais na construção da vida em sociedade no nordeste do Brasil.</p>
<p><strong>Meditação</strong><br />
França Bonzion<br />
Segunda exposição do artista, uma série de desenhos em caneta esferográfica e Kraft são o canal por onde escoam espontaneamente sentimentos, tensões e sonhos sobre temas relevantes de nossa contemporaneidade como: violência, repressão sexual e a pressão das instituições.</p>
<p><strong>Vaginas-Flores</strong><br />
Ana Flávia Mendonça<br />
Partindo da semelhança estética entre a estrutura de uma vagina humana e a de uma orquídea da espécie Cattleya, a artista a partir de relatos de 45 mulheres desenvolveu o projeto que além de ressaltar a beleza dessa repetição estética da natureza, exalta a força da diversidade, assimetrias e peculiaridades da anatomia feminina.</p>
<p><strong>PERFORMANCE:</strong><br />
Sábado, 28/7 (Praça da Palavra)</p>
<p><strong>&#8220;Bombril”</strong><br />
Priscila Rezende;<br />
Além de uma conhecida marca de produtos para limpeza e de uso doméstico, faz parte de uma extensa lista de apelidos pejorativos para se referir à uma característica do indivíduo negro, o cabelo. Em “Bombril” o corpo da artista se apropria da posição pejorativa a ele atribuída, transformando-se em imagem de confronto à fala discriminatória, presente no discurso de nossa sociedade.</p>
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