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	<title>Portal Cultura PE &#187; André Mussalem</title>
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		<title>&#8220;Distopia &#8211; O Álbum&#8221; é o novo disco do músico pernambucano André Mussalem</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2021 12:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<p>O músico, cantor e compositor de Pernambuco, André Mussalem lança seu terceiro álbum “Distopia”, nesta terça-feira (22). O disco estará disponível em todas as plataformas de streaming e é produto de um projeto que vinha sendo lançado digitalmente através de EPs intitulados “A Vida Segue” e “Estado de Emergência”. A consolidação de Distopia &#8211; O Álbum, composto por 10 faixas, comemora cinco anos de carreira do músico e traz também duas músicas inéditas “Nenhum Deus” e “Terça Feira”, essa última baseada em um conto de Caio Fernando Abreu. O material e deverá ganhar uma versão em vinil até o final do ano.</p>
<p>Para Mussalem, “Distopia – O Álbum” é mais que um aglomerado de músicas, mas um projeto de construção lenta em dois anos de retrocessos políticos, humanitários e sanitários e que culmina em um álbum de vinil com um projeto gráfico que remete tanto às composições quanto ao estado de coisas vivenciadas no mundo inteiro.</p>
<p>O álbum, gravado em Recife, Rio de Janeiro, Lisboa e Salvador, foi dirigido e arranjado pelo maestro e bandolinista Rafael Marques, continuando uma parceria que surgiu desde o primeiro álbum de Mussalem, e conta com músicos como Alexandre Rodrigues (nos sopros), os acordeons de Júlio César e Johnanthan Malaquias; as guitarras de Felipe Guedes, Renato Bandeira, Rodrigo Samico e Juliano Holanda, os baixos de Jefferson Cupertino, Caca Barreto e Júnior Areia; as percussões de Júnior Teles, Lucas dos Prazeres e Jerimum de Olinda; a bateria de Yacauã Bastos; os pianos de Zé Manoel e Maurício Cézar; o bandolim, o cavaco e a viola de Rafael Marques e o trombone de Nilson Amarante.</p>
<p>O disco abre com “Cinema, Democracia e Cartões Postais”, cujos vocais são divididos com o também cantor, músico e compositor pernambucano Zé Manoel em uma música que foi considerada um dos destaques de 2020 pelo principal coletivo de radialistas independentes do Brasil, o Radialivres. Em seguida, Mussalem nos apresenta a inédita “Nenhum Deus”, um ijexá que esconde uma resposta à famosa entrevista póstuma de Heidegger (que afirma que “apenas um deus poderá nos salvar”) e uma alusão à ética da alteridade de Levinas. Tem a participação, na guitarra, do músico Felipe Guedes uma das revelações da música instrumental soteropolitana e que já tocou com Caetano Veloso.</p>
<p>A terceira música do álbum, “Sobre a Importância dos Artistas” é um frevo-jazz que evoca a falta de importância dada aos artistas brasileiros, colocando-os como desnecessários, quando, no entanto, a vida só é possível a partir da arte. Mussalem divide os vocais com a cantora e compositora pernambucana Isadora Melo. “Terça-Feira” é a segunda faixa inédita do álbum. Trata-se de uma adaptação do conto “Terça-Feira Gorda” do escritor Caio Fernando Abreu. A música remete à tragédia homoerótica construída por Caio em que há um assassinato decorrente de homofobia, em pleno carnaval. A faixa questiona o momento da própria Distopia e tem as participações de Rodrigo Pinto, Professor de Letras e vocalista da banda Saturno Diamante e do artista Gonzaga Leal, que conheceu e se correspondeu com Caio.</p>
<p>“Transtorno de Ansiedade Generalizada” é a quinta faixa do álbum e fala sobre uma condição psicológica do próprio autor, sua distopia pessoal. O vocal é dividido com a cantora e compositora pernambucana Isabela Morais. A sexta faixa do álbum é um xote, inspirado nas parcerias de Dominguinhos e Gilberto Gil: Exílio nº 5. A música faz referência às pessoas que estão saindo do país em função da degradação da democracia e é, ao mesmo tempo, uma canção de amor rasgado, com a participação do músico pernambucano Martins. Idade Média é a sétima faixa de Distopia. A canção, um samba-bolero cantada apenas por Mussalem, faz referência aos tempos obscuros que vivemos com uma série de imagens que são uma metáfora ao nosso hoje. Aqui, Mussalem volta a fazer uma relação com a literatura, ao declamar um trecho do “O Conto da Aia” da escritora canadense Margaret Atwood.</p>
<p>“Gente de Bem” é um frevo baiano que tem a participação da artista Flaira Ferro e que traz uma crítica ácida ao sujeito da Distopia: o “cidadão de bem”. Leão (esse tempo vai passar), outro ijexá que consta do álbum, com a participação da cantora baiana Illy, fala sobre a necessidade de sairmos do estado de Distopia e continuarmos seguindo nossas vidas com esperança nas estrelas. Apesar de Leão fechar formalmente o álbum, resta ainda “Brasil 17 de março de 2021”, uma carta para os que foram embora do país, nos moldes de “Meu Caro Amigo” de Chico Buarque, mas em uma posição inversa, em que o remetente pede boas notícias que virão, quiçá, do futuro.</p>
<p><strong>André Mussalem</strong><br />
Compositor e cantor pernambucano, iniciou sua carreira profissional em 2016 com o lançamento do álbum “No Morro na Minha Cabeça” que foi sucedido por “Polis” (2018). Em 2019, iniciou a trajetória do projeto “Distopia” que se consolidou no seu terceiro álbum. Suas composições possuem forte ligação com a atualidade, funcionando como um cronista do seu tempo, fato atestado por diversas críticas sobre seu trabalho. Em sua ainda curta trajetória recebeu premiações, fez shows em Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, participou de diversos programas de rádio pelo país, de importantes festivais como o Faro, no Rio de Janeiro, e de programas televisivos nacionais como o Cultura Livre.</p>
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		<title>André Mussalem retrata o Brasil em novo disco</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 17:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA["Pólis"]]></category>
		<category><![CDATA[André Mussalem]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Eva Herz]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de quebrar os estereótipos do samba com o álbum de estreia “No Morro da minha cabeça” em 2016, o músico André Mussalem resgata agora a tradição política do cancioneiro brasileiro em seu segundo disco, intitulado “Pólis”. O show de lançamento do álbum será nesta quinta-feira (29), às 20h30, no Teatro Eva Herz, que fica [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64817" aria-labelledby="figcaption_attachment_64817" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Josivan Rodrigues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/thumbnail_FOTO_Josivan-Rodrigues-5602.jpg"><img class="size-medium wp-image-64817" alt="Jovivan Rodrigues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/thumbnail_FOTO_Josivan-Rodrigues-5602-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">André Mussalem traz dez canções e uma faixa-bônus no novo álbum, explorando várias questões políticas do Brasil.</p></div>
<p>Depois de quebrar os estereótipos do samba com o álbum de estreia “No Morro da minha cabeça” em 2016, o músico André Mussalem resgata agora a tradição política do cancioneiro brasileiro em seu segundo disco, intitulado “Pólis”. O show de lançamento do álbum será nesta quinta-feira (29), às 20h30, no Teatro Eva Herz, que fica na Livraria Culura do Shopping RioMar, e tem entrada gratuita. Na ocasião, o público poderá conhecer melhor o repertório do trabalho, que já conta com duas faixas disponibilizadas para audição antes deste lançamento: ‘Maré’ &#8211; uma canção que celebra Marielle Franco &#8211; e ‘Resista, Meu Filho, Resista’.</p>
<p>As canções de “Pólis” apresentam um discurso de crônica e crítica com nítidas influências de Gonzaguinha, Aldir Blanc, Caetano Veloso, Chico Buarque, Ruy Guerra e do cubano Pablo Miláres. A faixa-título que abre o disco foi composta em cima de um soneto crítico do século XVII de Gregório de Matos sobre a cidade do Recife com a mesma técnica utilizada por Caetano Veloso em ‘Triste Bahia’ (do antológico ‘Transa’). É possivelmente o primeiro texto de crítica política sobre o Recife e, apesar de ser um choro (samba-choro), foram utilizadas na composição técnicas barrocas de arranjo.</p>
<p>Em ‘<i>Caetano Estaciona no Leblon’</i>, Mussalem fala sobre um Rio de Janeiro que é a síntese da cidade política do Brasil. É uma crítica à imprensa que investe em notícias irrelevantes sobre pessoas famosas em detrimento de um Estado de coisas que é bem representado no Rio. Os versos da canção fazem várias referências a músicas de Caetano como “Tropicália”, “Alegria, Alegria”, “Uns”, “Coração Vagabundo” e “A Bossa Nova é Foda”. Já “Retrato 3&#215;4” é a primeira música composta para o disco e nasceu durante o início do processo que levou ao Impeachment da presidenta Dilma Roussef. Naquele momento, André compôs uma canção partindo da ideia de como seria uma foto 3&#215;4 tirada do país na conjuntura política que vivemos.</p>
<div id="attachment_64820" aria-labelledby="figcaption_attachment_64820" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Josivan Rodrigues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/154342561896291254ab3f47a6f4c769f3cf919181.jpg"><img class="size-medium wp-image-64820" alt="Josivan Rodrigues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/154342561896291254ab3f47a6f4c769f3cf919181-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cantor e compositor recifense, Mussalem já soma três décadas de autoria musical.</p></div>
<p>“Valsa para Tempos Difíceis” é uma das raras faixas do disco que não é samba. Seu único objetivo é expressar a necessidade intrínseca de amar mesmo em períodos mais sombrios. Na sequência vem “Maloca” com versos que expõe a ferida do sistema prisional das grandes cidades. Apesar do tema &#8220;pesado&#8221;, o samba narra uma história de amor contada a partir do &#8220;eu feminino&#8221; e conta com a participação de José Demóstenes, sambista da nova cena musical de Pernambuco.</p>
<p>“Cubana” é a segunda faixa do disco que não é samba e foi composta a partir do grito conservador &#8220;Vai para Cuba&#8221; e a vontade da companheira de Mussalém de visitar Cuba. É a faixa que mais mistura os temas &#8220;amor&#8221; e &#8220;política&#8221; e foi criada a partir das composições do cantor e compositor cubano Pablo Milanés. “Deixe a Menina em Paz” é uma resposta contemporânea à “Deixe a Menina”, de Chico Buarque, sob um viés mais atual, a partir da frase do coletivo &#8220;Deixe Ela em Paz&#8221;. É uma música de homens falando sobre o espaço da mulher na política com o objetivo de convidar mais homens para lutar ao lado das mulheres.</p>
<p>Para falar do futuro, o pernambucano busca despertar a esperança de dias melhores em “Cantiga de Claro Iludir”. E encerrando o álbum, ‘As Invasões Bárbaras’ é uma espécie de faixa bônus que homenageia Henrique Cossart, ex-padre que integrou a equipe de Dom Helder Câmara, e que – ao deixar o sacerdócio – fez parte de uma missão que educava pessoas carentes e acolhia perseguidos políticos durante a Ditadura Militar. É uma música que narra o amor entre os mais humildes e fala sobre os refugiados que vivem fora e dentro de sua própria pátria.</p>
<p><b><span style="text-decoration: underline;">SERVIÇO:</span></b><br />
Show de Lançamento do álbum “Pólis”, de André Mussalem<br />
Quando: Nesta quinta-feira (29), às 20h30<br />
Onde: Teatro Eva Herz (Livraria Cultura/Shopping RioMar – Avenida República do Líbano, 251 – Pina – Recife)<br />
Entrada gratuita</p>
<p><b><span style="text-decoration: underline;"> </span></b></p>
<p><b><span style="text-decoration: underline;"> </span></b></p>
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