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	<title>Portal Cultura PE &#187; Aquenda – o amor às vezes é isso</title>
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		<title>Luna Vitrolira lança álbum e filme ‘Aquenda &#8211; o amor às vezes é isso’</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 19:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[A pernambucana Luna Vitrolira estreia na música com o álbum ‘aquenda – o amor às vezes é isso’, trabalho homônimo ao primeiro livro de poemas da multiartista, finalista do prêmio Jabuti 2019. O lançamento do disco, que acontecerá nesta sexta-feira (26), traz também um curta-metragem com o mesmo nome, dirigido por Gi Vatroi e Aida [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60275" aria-labelledby="figcaption_attachment_60275" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-3-cópia.jpg"><img class="size-medium wp-image-60275" alt="Jan Ribeiro/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-3-cópia-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">No disco, a artista apresenta 10 canções autorais </p></div>
<p>A pernambucana Luna Vitrolira estreia na música com o álbum ‘aquenda – o amor às vezes é isso’, trabalho homônimo ao primeiro livro de poemas da multiartista, finalista do prêmio Jabuti 2019. O lançamento do disco, que acontecerá nesta sexta-feira (26), traz também um curta-metragem com o mesmo nome, dirigido por Gi Vatroi e Aida Polimeni.</p>
<p>O projeto artístico é resultado de um período de 3 anos de imersão de Vitrolira em estudo e criação. A poesia, ponto de partida da narrativa, se une às influências musicais e cênicas da artista para levar o público a uma reflexão sobre temas urgentes da contemporaneidade.</p>
<p><em>“Aquenda &#8211; o amor às vezes é isso aborda questões que são profundas e exigem cuidado no trato, na entrega. Essas músicas vão dialogar com a vida das pessoas e com suas experiências nesse mundo. Minha intenção é expor esses temas para falar da nossa liberdade, do nosso autopertencimento, do nosso poder e autonomia sobre nossos corpos, vidas, trajetórias, escolhas como um caminho para cura”</em>, conta Luna Vitrolira.</p>
<p>O álbum é composto por 10 faixas autorais que trazem uma diversidade sonora com base na corporeidade da voz de Luna e na estética e rítmica de seus poemas. As músicas apresentam uma fusão de piano, sintetizadores, beats eletrônicos e percussões que dão origem a harmonias e polifonias não convencionais dentro da estrutura pop contemporânea. Esse resultado dialoga com várias influências musicais da multiartista, como Jazz, Swingueira, Brega-Funk, Funk, Rap, Maracatu, Coco e outros ritmos insurgentes.</p>
<p>Em sua narrativa, o disco “aquenda &#8211; o amor às vezes é isso” fala sobre o amor e questiona o modelo romântico ocidental, discutindo temas que envolvem a relação histórica da mulher com a sociedade e o sagrado ancestral. O álbum conta uma história e traz à tona os paradoxos desse sentimento, suas faces e farsas, nas relações afetivas, que implicam violências.</p>
<p>O amor é exposto como fato opressor para dizer sobre cura e liberdade. O trajeto discursivo vai desde a densidade de temáticas como abuso, estupro e feminicídio à leveza da abordagem sobre autopertencimento e consciência da ancestralidade. Desse modo, existe tanto uma atmosfera de mistério, intensa e tempestuosa, quanto uma vibração que incita o desejo de dançar.</p>
<p>Para participar do disco foram convidadas as poetas Roberta Estrela D’Alva, Mel Duarte, Cristal, Tatiana Nascimento, Bell Puã e Bione; a cantora Xênia França e o poeta e cantor José Paes de Lira. Os arranjos receberam a ciência ancestral e catártica das percussões de Lucas dos Prazeres, a bateria hipnótica de Hugo Medeiros, a leveza do beat eletrônico de Pupilo, a sinergia dos beats eletrônicos de Junior Cabral, o piano virtuoso, ancestral e epifânico de Amaro Freitas, que assina a produção musical, os arranjos, sintetizadores e os beats eletrônicos, e a perspicácia de Bruno Giorgi na mixagem e masterização.</p>
<p><em>“Sei que o trabalho causará impacto, mas a gente pode imergir e afundar sem se afogar. Quero abraçar a história, a sensibilidade e a consciência das pessoas como uma forma de acolhimento. Precisamos falar de um outro Amor que não é esse produto que está no mercado, que não é essa realidade de mentira que nos mata. Podemos construir coletivamente outra versão para o Amor”</em>, dispara Vitrolira.</p>
<p><strong>SOBRE A ARTITSTA -</strong> A multiartista pernambucana Luna Vitrolira tem 28 anos. É escritora, poeta, atriz, performer, apresentadora, Mestra em Teoria da Literatura, pesquisadora da poética das vozes e da poesia de improviso do Sertão do Pajeú/PE. Idealizadora dos projetos “De Repente uma Glosa”, “Mulheres de Repente” e “ Estados em Poesia”, iniciou sua trajetória aos 15 anos como declamadora de poemas no universo da literatura oral e de Cordel. Ao completar 10 anos de carreira, publicou seu primeiro livro de poemas, “aquenda &#8211; o amor às vezes é isso”, finalista do prêmio Jabuti 2019, que tem recebido destaque da crítica nacional.</p>
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		<title>Luna Vitrolira poetiza o amor em seu primeiro livro</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/luna-vitrolira-poetiza-o-amor-em-seu-primeiro-livro/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2018 17:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[11ª FestPoa Literária]]></category>
		<category><![CDATA[Aquenda – o amor às vezes é isso]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Luna Vitrolira]]></category>
		<category><![CDATA[michelle assumpção]]></category>

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		<description><![CDATA[Michelle Assumpção Aquenda – o amor às vezes é isso. O intrigante enunciado é o título do livro de poesias, o primeiro, da poetisa pernambucana Luna Vitrolira. Luna, recifense, que desde os quinze começou a recitar poesias e depois passou a escrever seus próprios textos, deixou a oralidade para registrar, no papel, não um amontoado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-3-cópia.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-60275" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-3-cópia-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Michelle Assumpção</strong></p>
<p><i>Aquenda – o amor às vezes é isso.</i> O intrigante enunciado é o título do livro de poesias, o primeiro, da poetisa pernambucana Luna Vitrolira. Luna, recifense, que desde os quinze começou a recitar poesias e depois passou a escrever seus próprios textos, deixou a oralidade para registrar, no papel, não um amontoado de poesias produzidas ao longo desse tempo que passou recitando em festas literárias e saraus. A partir do que já havia escrito desde essa época, ela construiu um livro conceitual, no qual cada texto costura as etapas de uma história que está na base da criação de toda e qualquer mulher: a busca pelo amor idealizado, aquele para o qual somos ensinadas a viver (e a morrer, em alguns casos).</p>
<p>Pode ser sim a história de qualquer mulher, mas Luna vai na mulher que sofre ainda mais nessa busca: a negra, pela solidão que enfrenta, por estar fora dos padrões.</p>
<p><em>“Na verdade, acho que todas e todos nós somos criados e criadas para encontrar o amor da nossa vida. O amor ocupa um lugar na nossa vida que parece que não tem outra coisa. Só o amor pode ocupar, e a gente vive obsessivamente procurando isso, e nada faz sentido quando não temos uma pessoa do nosso lado. A gente é criado como se precisássemos da outra metade. A gente não é criado como um indivíduo inteiro, que precisa do outro para se tornar um ser humano inteiro. E a gente não sabe o quanto isso mexe com a nossa personalidade. A gente se torna dependente de outras pessoas e isso se reflete nas relações. Para gente, que é mulher, cresce esperando o príncipe encantado, e é educada para estar sempre linda para este ser encantado e não ser essa mulher sozinha que não deve viver solidão afetiva. Como funciona essa solidão para uma mulher que é negra e marginalizada na sociedade? Uma mulher que precisa construir essa independência para não ficar se sufocando pela solidão por que que passa? Porque ela não é aquela mulher que está dentro dos padrões, física e psicologicamente”</em>, conta a autora.  Sim, as poesias de Luna são uma porrada no amor romantizado, no amor de novela, de música sertaneja e de comédias românticas.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-109-cópia.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-60276" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-109-cópia-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p>O livro &#8211; que nasce dez anos após a entrada de Luna na poesia, pela via oral – será lançado neste sábado (5), na 11ª FestiPoa Literária, que está acontecendo em Porto Alegre, e que traz a escritora mineira Conceição Evaristo, tida como a principal voz da literatura de autoria negra no Brasil, como homenageada do evento. Além da pernambucana Luna Vitrolira, a programação conta com nomes como Djamila Ribeiro, Luedjiluna Luna, Chico César, Barbara Santos, Linn da Quebrada, Mel Duarte e Márcio Junqueira.</p>
<p><em>“O título diz isso: &#8216;se liga, o amor na prática não está muito ligado ao que a gente idealiza, aquela coisa bonita, utópica, a paixão&#8217;. Na prática, as pessoas são agressivas, possessivas&#8230; Isto é, o amor é o contrário dessa idealização. Sempre fiquei muito impressionada como a passionalidade é naturalizada nas relações. É impressionante como a gente acha que ciúme é prova de amor, e que briga de amor se resolve na cama. As pessoas ainda reverberam essa ideia. Isso sempre me machucou muito”</em>, coloca Luna.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-68-cópia-2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-60277" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Luna-Vitrolira-68-cópia-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p><b>DISTRIBUIÇÃO </b>– Luna conta que não acharemos seu livro (que sai pela editora independente Patuá, de São Paulo) nas prateleiras das grandes livrarias, que costumam destinar os livros de poesias às prateleiras mais escondidas.  Ela quer andar com o material debaixo do braço, como sempre fez com a sua poesia. Vai recitar e vender em praças, feiras, festas, escolas, festivais e para mais onde for chamada com sua poesia. <em>“Eu sou uma poeta declamadora. Eu tiro o livro da estante para levar para as pessoas. Então, para mim é muito mais importante levar meu livro para oferecer em praças, festivais, sarau, evento na escola. Eu prefiro isso, entregar na mão. E falar sobre ele”</em>, afirma.</p>
<p>Feito com a ajuda de vários parceiros, entre eles o escritor Marcelino Freire, que acompanha a trajetória de Luna desde muito cedo, o livro terá um disco também. Afinal, tudo começou com o som. Da voz de Luna, que agora também ganha o auxílio luxuoso das vozes de Lirinha e também de Marcelino Freire, e do piano de Amaro Freitas, produtor e arranjador do projeto.</p>
<p>É Luna para ler, ouvir, mas, sobretudo, pensar. Pensar no amor de outra maneira. Porque nas poesias finais a personagem vai se reconhecendo, descobrindo o próprio corpo, percebendo que ela não precisava encontrar o amor da vida, que ela independe de ter a outra metade da laranja, então ela descobre o amor por si mesma, o se dar prazer, a independência.</p>
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