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	<title>Portal Cultura PE &#187; armorial</title>
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		<title>Grupo Grial tem sua história armorial registrada em livro da Cepe</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 13:35:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106510" aria-labelledby="figcaption_attachment_106510" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Grupo-Grial-2-reduzida.jpg"><img class="size-medium wp-image-106510" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Grupo-Grial-2-reduzida-607x411.jpg" width="607" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo Grial</p></div>
<p>Em 1997, o escritor Ariano Suassuna (1927-2014) e a bailarina e coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo criaram um grupo de dança contemporânea com base nas tradições populares nordestinas. O Grupo Grial, representação em baile do movimento armorial idealizado por Ariano, completou 25 anos de existência em 2022 e agora celebra a data com a publicação de um livro para registrar sua história.<br />
<em>Poeira, Sagrado e Festa: 25 Anos do Grupo Grial</em> (R$ 150) é lançado pela Cepe Editora, neste sábado (25), às 17h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe – Avenida Rui Barbosa, Nº 960, bairro das Graças, Recife). Em seguida há a apresentação do cavalo marinho Estrela de Ouro, do município de Condado (PE). Às 16h, Maria Paula, organizadora do livro, conversa com o brincante Pedro Salustiano sobre a dança armorial na programação Diálogos Petrobras da Mostra Movimento Armorial 50 Anos, em cartaz no Mepe.<br />
No título da Companhia Editora de Pernambuco a trajetória do Grial é resgatada em textos do professor Carlos Newton Júnior, da crítica em dança Helena Katz, do intérprete e coreógrafo Kleber Lourenço, do jornalista Mateus Araújo e de Maria Paula. Também é contada por fotos dos 13 espetáculos de dança encenados pelo grupo em um quarto de século.<br />
“O Grial aprofundou o mergulho no universo da dança e dos espetáculos populares conseguindo promover finalmente a fusão do erudito com o popular com a qual Suassuna tanto sonhava”, escreve Carlos Newton Júnior. Para Helena Katz, “o Grial se tornou uma escola não formal de experimentações preciosas passando a alfabetizar o Brasil de viés colonial – que se entendia como ‘de formação erudita’ e não reconhecia a força nefasta do colonialismo interno que fortalecia o peso do Sudeste e enfraquecia o das outras regiões.”<br />
Maria Paula costuma dizer que o Grial teve três fases e é assim que ela apresenta o grupo no livro. A primeira reuniu seis dançarinos intérpretes, de 19 de março de 1997 – com o espetáculo de estreia, <em>A Demanda do Graal Dançado</em>, roteirizado por Ariano – até 2004. A segunda, com 11 dançarinos e brincantes, vai de 2004 a 2010 (<em>Brincadeira de Mulato</em> é um dos espetáculos dessa etapa). E a terceira, de 2010 a 2014, trouxe solo, duo e equipes de oito integrantes em apresentações como <em>Castanho sua Cor e Terra</em>.<br />
O livro, de acordo com Maria Paula, é um importante registro da dança armorial. “Memória é algo tão precioso para um povo. Devemos ter consciência dessa riqueza e importância sempre. Toda peça cultural, material ou imaterial, nos traz indícios de caminhos feitos e de mundos existentes no passado longínquo ou não. Para além de representar pontos de partidas representam também continuidades.”</p>
<p><strong>PRÊMIOS –</strong> O Grial recebeu indicações de Melhor Espetáculo, pela Folha de S.Paulo, por <em>Castanho sua Cor e Travessia</em>; o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de Intérprete Criadora, com <em>Terra</em>; e o prêmio de Melhor Espetáculo, Melhor Espetáculo pelo Júri Popular, Melhor Figurino, Melhor Cenário, Melhor Iluminação e Melhor Bailarina pelo festival Janeiro de Grandes Espetáculos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Entrevista com Maria Paula Costa Rêgo:</span></strong></p>
<p><strong>CEPE – <em>Levando em consideração o conceito armorial do grupo, como é/era feita a seleção dos integrantes?</em></strong><br />
<strong>MARIA PAULA –</strong> <em>A primeira equipe do Grupo Grial foi escolhida pelo próprio Ariano Suassuna, quando fui convidada para criar o Grial com o espetáculo </em>A Demanda do Graal Dançado<em>, em 1997. Depois desse espetáculo criamos o </em>Auto do Estudante que se Vendeu ao Diabo<em> e com o tempo saíram alguns dançarinos. Tive algumas indicações de pessoas próximas que conheciam nosso trabalho e com essa equipe eu segui por sete anos. Quando o Grupo Grial resolveu aprofundar sua pesquisa junto ao cavalo marinho e maracatu rural eu me aproximei da família de Mestre Biu (</em>in memoriam<em>). Todos os participantes dessa época (até hoje) eram escolhidos por convite, porque eu os via se mover durante as sambadas. Mesmo não sendo brincantes (no espetáculo Travessia havia dançarinos que não eram brincantes) eu sempre os convidava por tê-los visto atuar em algum lugar.</em></p>
<p><strong>CEPE – <em>O Grial apresentou 13 espetáculos coreográficos em 25 anos. Tem alguma criação nova sendo preparada? Se sim, há previsão de estreia?</em></strong><br />
<strong>MARIA PAULA –</strong> <em>O Grupo Grial teve um intervalo de cinco anos devido a minha escolha de vivenciar a gestão pública. Diante dos fatos políticos daquele momento era evidente que o setor cultural iria ser cancelado e foi exatamente nesse momento que fui convidada a participar da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) como responsável pelo setor da Dança. Aceitei o convite. Me retirei da gestão pública em julho de 2022 e desde então venho construindo o retorno do Grupo Grial. No momento o que me interessa é a retomada com releituras de algumas peças antigas, como por exemplo </em>Uma Mulher Vestida de Sol<em>, que acaba de receber o Prêmio do Banco do Nordeste para remontá-la e circular por cidades pernambucanas. Acho a possibilidade de releitura de peças antigas uma oportunidade maravilhosa até porque eu acredito na movência das minhas obras. Os intérpretes do Grial estão mais maduros, dançando melhor, mais intensamente. Temos novos intérpretes, inclusive Bruna, uma dançarina/cantora artista PCD visual. Estou muito feliz com essa nova fase do Grupo Grial. Quanto a nossa nova criação coreográfica ainda é um segredo (risos). Mas estou absolutamente sem pressa. Acredito ter amadurecido e o livro é mais uma constatação do trabalho do tanto de feito. Agora é continuar reverberando novos mundos, com novos intérpretes e apontando novos coreógrafos.</em></p>
<p><strong>CEPE – <em>Queria que você falasse sobre a importância da publicação do livro para a arte/dança armorial pernambucana/brasileira.</em></strong><br />
<strong>MARIA PAULA –</strong> <em>Memória é algo tão precioso para um povo. Devemos ter consciência dessa riqueza e importância sempre. Toda peça cultural, material ou imaterial, nos traz indícios de caminhos feitos e de mundos existentes no passado longínquo ou não. Para além de representar pontos de partidas representam também continuidades. Continuar algo é adentrar no âmago da história, refletir, criticar e propor algo que avance. Acredito que deve ser assim a construção de sociedades incríveis. Eu poderia usar o termo civilizada no lugar de incríveis, mas diante dos fatos atuais no mundo o que é ser uma sociedade civilizada, não é mesmo?</em></p>
<p><strong>CEPE – <em>Como avalia os 25 anos de vida do grupo Grial? Os maiores desafios, as dificuldades, os momentos de alegria, as recompensas.</em></strong><br />
<strong>MARIA PAULA –</strong> <em>Quando olho para o livro vejo o tanto que construímos. O tamanho do que construímos. As tantas conquistas. Inclusive o livro é a própria recompensa. Mas é sempre surpreendente toda essa estrada feita sem apoio de uma empresa patrocinadora. Porque a ausência de patrocínio significa sacrifícios para além dos esforços dos intérpretes, mas de todas as famílias envolvidas. É sempre muito difícil defender uma entrega total em algo que não traz retorno financeiro e esse foi sempre nosso desafio maior. Agradecemos aos prêmios e apoios de todas as instâncias públicas, mas agora necessitamos de apoio estruturante por períodos longos (de quatro a seis anos) e fazer avançar e reverberar essa experiência de resultados concretos aos quatro cantos do mundo. Os momentos de alegrias foram muitos. Aliás, quase todos. Não sei se foi a minha formação em improvisação, em que todo o percalço é apenas um novo traçado, ou se foi minha mãe, que nunca titubeou diante de situações difíceis. Ou até mesmo meu compromisso com Ariano em relação à defesa de uma dança armorial. Mas o fato é que tive sim tristezas e muitos desafios durante estes quase 30 anos do Grial. Mas tudo confirma a razão da caminhada e me impulsiona para a frente.</em></p>
<div id="attachment_106511" aria-labelledby="figcaption_attachment_106511" class="wp-caption img-width-410 alignnone" style="width: 410px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe Editora/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Capa-Poeira-sagrado-e-festa.jpg"><img class="size-medium wp-image-106511" alt="Cepe Editora/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Capa-Poeira-sagrado-e-festa-410x486.jpg" width="410" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do livro Poeira, Sagrado e Festa: 25 Anos do Grupo Grial</p></div>
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		<title>Mostra Movimento Armorial 50 Anos chega ao Recife neste mês no Mepe</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Oct 2023 19:30:05 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_105691" aria-labelledby="figcaption_attachment_105691" class="wp-caption img-width-486 alignnone" style="width: 486px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/armorial-min-1.png"><img class="size-medium wp-image-105691" alt="A Mostra Armorial 50 anos aportará no Mepe no dia 18 de outubro" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/armorial-min-1-486x486.png" width="486" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A Mostra Armorial 50 anos aportará no Mepe no dia 18 de outubro</p></div>
<p>Depois de passar por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, atraindo um público de cerca de 250 mil pessoas, e aportar na região Nordeste com um estrondoso sucesso em sua estadia em Campina Grande, na Paraíba, com cerca de 35.000 visitantes, a mostra <i>Movimento Armorial 50</i> chega ao Recife para cumprir uma temporada cheia de simbolismos e significados. O universo mágico que se inspira em elementos da cultura popular para conceber obras eruditas em diversas linguagens artísticas, linha mestra do movimento criado pelo escritor, dramaturgo, professor e artista plástico Ariano Suassuna (1927-2014), poderá ser conferido através de uma exposição com mais de 140 itens, que será aberta no próximo dia 18, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) e seguirá até o dia 7 de janeiro. A mostra conta, ainda, com uma série de encontros musicais e rodas de conversas. O público tem acesso gratuito à programação, através da plataforma Sympla. Os ingressos poderão ser retirados a partir do dia 10.</p>
<p>Idealizada pela produtora Regina Rosa de Godoy, com curadoria de Denise Mattar e consultoria de Manuel Dantas Suassuna, artista plástico e filho de Ariano, e do professor Carlos Newton Júnior, a mostra foi pensada como uma celebração aos 50 anos do Movimento Armorial, fundado no Recife, em 1970. Deveria ter sido realizada em 2020, mas entrou no rol das produções que precisaram ser proteladas por conta da pandemia de Covid-19. A Mostra teve estreia em dezembro de 2021 e seguiu para o  público do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil até o início de 2023. A vinda para a região onde tudo começou, o Nordeste, foi viabilizada graças ao patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras.</p>
<p>“A obra de Ariano Suassuna, de Samico, de Brennand, de Miguel dos Santos e dos muitos artistas que fazem o Movimento Armorial é atemporal e por ser profundamente brasileira, precisa ser cada vez mais difundida em nosso país. Desde o começo, nós queríamos que a mostra acontecesse no Nordeste &#8211; na Paraíba, onde nasceu Ariano, e em Pernambuco, que é o estado onde o movimento foi criado, onde Ariano passou a maior parte da vida. Iniciamos a Mostra em outros estados, mas, a parceria com a Petrobras possibilitou este encontro dos pernambucanos com a Mostra. Estivemos em Pernambuco na concepção e na pré-produção do projeto, conversando com a família, com a maior parte dos colecionadores, viabilizando desde a parte conceitual à cessão das obras que fazem parte do acervo da<i> Armorial 50</i>. Esse retorno, trazendo a mostra completa, é uma alegria e também um agradecimento”, explica a idealizadora e produtora da mostra, Regina Rosa de Godoy, que destaca também a coincidência de datas de celebração dos aniversários do Movimento Armorial, que chega aos 53 anos(18/10), e da Petrobras, que também em outubro comemora 70 anos desde sua criação(03/10). &#8220;Uma união de energia, cores e alegria, em prol da cultura popular brasileira&#8221;.</p>
<p>A chegada a Pernambuco acontece em meio a uma nova onda de buscas pela obra de Ariano Suassuna. Desde o anúncio da produção de<i> O Auto da Compadecida 2</i>, exatamente 23 anos após o lançamento do primeiro longa-metragem, os perfis nas redes sociais que se dedicam a postar trechos das aulas-espetáculos e palestras do escritor passaram a contar com cada vez mais seguidores e “curtidas”. O que sinaliza o surgimento de uma nova geração que está ávida em se aprofundar sobre a obra do paraibano que bebeu do popular para criar peças eruditas e acabou por se transformar em um verdadeiro ícone da cultura pop.</p>
<p>“O MEPE se destaca como o local ideal para abrigar a exposição, sendo um espaço que preserva e promove a história e a cultura da região. A presença da exposição é um evento de grande magnitude para o museu e para o estado, enriquecendo a experiência cultural dos visitantes e reafirmando a importância do Movimento Armorial na narrativa artística e histórica de Pernambuco”, avalia o diretor do Museu do Estado de Pernambuco, Rinaldo Carvalho.</p>
<p>Na esteira desse momento de efervescência em torno da obra de Ariano, a mostra preparou uma série de celebrações que despertarão ainda mais o interesse pelo movimento. O dia de abertura da exposição será especial, já que, 53 anos atrás, em 18 de outubro de 1970, o Quinteto Armorial se apresentava na Catedral de São Pedro dos Clérigos, no Pátio de São Pedro, região central do Recife, no concerto que registra o início do movimento. Para celebrar a data, a igreja volta a abrir suas portas para a música armorial, na primeira apresentação dos Encontros Petrobras de Música Armorial, com o espetáculo <i>Concerto para Ariano &#8211; 53 anos do Armorial</i>. Dessa vez, o grupo Quinteto da Paraíba, que há 32 anos se dedica a manter acesa a chama da música armorial, assume o palco para executar clássicos da música regional nordestina.</p>
<p>“Nós preparamos um repertório essencialmente armorial para essa apresentação que nós estamos encarando como uma coroação e uma responsabilidade muito grande. Do concerto inaugural do Movimento Armorial, vamos executar a <i>Suíte Sem lei nem rei, </i>do mestre Capiba, que é composta por três peças. Também apresentaremos um material do nosso disco Música Armorial, lançado em 1996, pelo selo inglês Nimbus e que traz clássicos de Antônio José Madureira, Antônio Nóbrega e Jarbas Maciel”, comenta o contrabaixista do Quinteto da Paraíba, Xisto Medeiros. Passado e presente da música Armorial se encontram neste concerto, em uma homenagem muito especial.</p>
<p><b>IMERSÃO EM UM UNIVERSO MULTICULTURAL</b></p>
<p>O visitante que for ao MEPE poderá conferir 140 obras de artistas importantes para a arte Armorial, como o próprio Ariano, Miguel dos Santos, Francisco Brennand, Gilvan Samico, Aluísio Braga, Zélia Suassuna e Lourdes Magalhães. A maior parte das obras pertence a colecionadores particulares e a instituições &#8211; como a Universidade Federal de Pernambuco, o Museu da Arte Moderna Aluísio Magalhães e a Oficina Brennand &#8211; e nunca haviam saído do Recife. Ao acervo original do Movimento Armorial se somam obras mais contemporâneas, como as do artista plástico, Manuel Dantas Suassuna, e uma intervenção do xilogravurista Pablo Borges, filho do mestre J. Borges, mostrando que a produção armorial se renova e se mantém mais viva do que nunca.</p>
<p>Na ampla pesquisa e seleção dos elementos que compõem a mostra, capitaneadas com maestria pela premiada curadora Denise Mattar, há espaço para uma multiplicidade de linguagens artísticas. Quem for ao MEPE terá a oportunidade de fazer uma imersão no Movimento Armorial através das artes plásticas, da música, da dança, da xilogravura, da literatura de cordel, do cinema e de recortes das aulas espetáculos do mestre Ariano. Em cada espaço da exposição será possível conferir as muitas vertentes da cultura armorial, desde referências da cultura popular que serviram de inspiração para os artistas, até o produto final de suas criações. Um passeio imperdível pelas marcas de uma corrente que se encarregou de apresentar o Brasil real aos brasileiros, em seus mais profundos saberes, sentidos e costumes.</p>
<p>Os conceitos elaborados por Denise ganham vida através da cenografia multicolorida de Guilherme Isnard, da identidade visual de Ricardo Gouveia de Melo, responsável pela conteúdo visual dos últimos projetos de Ariano, e do design de Ana Lucas responsável pela produção das peças gráficas da mostra. De acordo com a curadora, o projeto é fiel às ideias de Ariano Suassuna, apresentando às novas gerações o trabalho pioneiro e engajado do autor, mostrando como ele propunha uma volta às raízes brasileiras, com profundo respeito à diversidade e às tradições, mas apresentando tudo de forma mágica, lúdica e plena de humor. &#8220;Um humor que faz pensar”, afirma Denise.</p>
<p><b>Espaço Cícero Dias &#8211; Térreo</b></p>
<p>As boas-vindas à Mostra Movimento Armorial 50 será dada pela mítica <i>Onça Caetana</i>,  personagem de mitos sertanejos presente na obra do grande mestre Ariano Suassuna e que se materializa para a exposição através de uma alegoria de quase quatro metros de comprimento. A <i>Onça</i>, que passeou por todas as cidades que sediaram a mostra e também cumpre o papel de espaço instagramável, foi confeccionada em Belo Horizonte, pelo artista bonequeiro Agnaldo Pinho.</p>
<p>Neste pavimento, o visitante ainda poderá começar a mergulhar na vida de Ariano Suassuna, através de uma cronologia ilustrada com fotos raras que apresenta a trajetória pessoal e artística do ilustre paraibano e do próprio Movimento Armorial. Também estarão expostos estandartes de agremiações da representantes da cultura popular e capas dos relanamentos dos livros de Ariano. Ainda no térreo, mais especificamente no salão que dá acesso à galeria, haverá uma obra do xilogravurista Pablo Borges, feita especialmente para esta etapa de Recife, com uma homenagem a Ariano e outros mestres armoriais.</p>
<p><b>Espaço Cícero Dias &#8211; primeiro andar, galerias Ladjane Bandeira, Lula Cardoso Ayres e Vicente do Rêgo Monteiro</b></p>
<p>Além do térreo, a exposição <i>Armorial 50</i> ocupará as três galerias no piso superior. Já na entrada, os visitantes poderão ver expostos os figurinos do artista plástico pernambucano Francisco Brennand (1927-2019), criados para o filme <i>A Compadecida</i>, de 1969, primeiro longa-metragem baseado na premiada peça teatral <i>Auto da Compadecida</i>, com direção de George Jonas e estrelado por Armando Bógus e Antônio Fagundes nos papéis de João Grilo e Chicó. As roupas dos personagens <i>O Palhaço</i>, <i>João Grilo</i> e <i>Emanuel – O Cristo Negro</i>, foram recriados especialmente para a exposição pela figurinista Flávia Rossete, e o personagem <i>O Diabo</i>, pelo artesão pernambucano Rinaldo Alves, de Ouricuri. Há também o figurino original da personagem <i>A Compadecida</i>, estrelada nessa versão pela atriz Regina Duarte. O traço de Brennand poderá ser visto em 12 desenhos em nanquim aquarelado. Trechos do longa-metragem, que foi filmado em Brejo da Madre de Deus, município do Agreste pernambucano, integram este núcleo.</p>
<p>O artista Gilvan Samico (1928-2013), considerado pelo próprio Ariano como o que se manteve mais fiel às diretrizes do Movimento Armorial, ganha destaque com uma sala em sua homenagem, com um conjunto de xilogravuras e pinturas. Também estarão expostas obras de Aluísio Braga, Fernando Lopes da Paz, Miguel dos Santos, Fernando Barbosa e Lourdes Magalhães.</p>
<p>O núcleo familiar de Ariano se faz representado com obras de Manuel Dantas Suassuna, Zélia Suassuna e Romero de Andrade Lima. E um espaço dedicado exclusivamente ao mestre do Movimento Armorial, inclusive em que a pouco conhecida faceta de Ariano como artista plástico pode ser vista em toda a sua plenitude. Seja em três grandes painéis que por muitos anos ficaram à mostra somente para os visitantes de um hotel no bairro de Boa Viagem e que hoje fazem parte do acervo de um colecionador, seja através da série de iluminogravuras que combinam textos e desenhos do mestre.</p>
<p>O andar ainda reserva outros tesouros, como o alfabeto armorial criado por Ariano a partir de estudos com tipografias inspiradas nos ferros de marcar gado. Monitores exibem trechos das famosas aulas espetáculo de Ariano, do filme O Auto da Compadecida, entre outros. Ainda dentro do universo de Ariano, há um ambiente com fotos das ilumiaras, que, segundo o professor e escritor Carlos Newton Júnior, identifica “conjuntos artísticos diversos, surgidos a partir da integração de vários gêneros (pintura, escultura, arquitetura etc.) e que podem ser compreendidos como locais de celebração da cultura brasileira”.</p>
<p>E, caminhando pelos espaços, o visitante poderá apreciar peças que celebram também os 25 anos do Balé Grial, em fotos, vídeos e figurinos. Além da música armorial, com as capas dos discos de vinil do Quinteto Armorial, e um espaço reservado às diversas referências da cultura popular, como o maracatu, o cavalo marinho, o reisado, os cordéis e as xilogravuras.</p>
<p><b>EVENTOS PARALELOS DA MOSTRA</b></p>
<p>O concerto do Quinteto da Paraíba, no dia 18 de outubro, na Catedral de São Pedro dos Clérigos, em celebração aos 53 anos de fundação do Movimento Armorial, é somente a primeira das apresentações que farão parte da programação dos Encontros Petrobras de Música Armorial. Outro evento que acontece paralelamente à exposição são os Diálogos Petrobras sobre Arte Armorial. Uma forma de ampliar a imersão no universo armorial, com artistas e grupos que continuam unindo o popular e o erudito na música e especialistas de diversas linguagens artísticas que compartilham com o público seus conhecimentos e histórias sobre o movimento.</p>
<p><b>ACESSIBILIDADE</b></p>
<p>A exposição <i>Armorial 50</i> segue padrões de acessibilidade e inclusão. A mostra conta com audioguia bilíngue e com recursos do aplicativo <i>Musea</i>, plataforma de conteúdo voltado para exposições que permite uma melhor inserção nos conteúdos, com audioguia, além de curiosidades e tour virtual. Os eventos dos Diálogos Petrobras e no vídeo release da Mostra contam com o recurso de Libras.</p>
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