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	<title>Portal Cultura PE &#187; Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano</title>
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		<title>Nota do CEPPC em celebração aos 80 anos do Arquivo Público de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 19:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conselho de Preservação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco celebra os 80 anos do Arquivo Público de Pernambuco, instituição central para a guarda e difusão das memórias que formam a identidade pernambucana. Ao longo de oito décadas, o Arquivo Público desempenhou papel essencial na preservação do patrimônio documental do Estado, reunindo e protegendo um acervo diversificado de documentos oficiais [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">celebra os 80 anos do Arquivo Público de Pernambuco, instituição central para a </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">guarda e difusão das memórias que formam a identidade pernambucana. </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">Ao longo de oito décadas, o Arquivo Público desempenhou papel essencial na </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">preservação do patrimônio documental do Estado, reunindo e protegendo um </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">acervo diversificado de documentos oficiais que registram a trajetória social, </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">política, econômica e cultural de Pernambuco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">O acervo segue em expansão, refletindo o compromisso da instituição com </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">atualização, completude e acessibilidade das informações. Para garantir sua </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">continuidade, o Conselho de Preservação destaca a necessidade permanente de </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">investimentos em modernização, infraestrutura, conservação e tecnologias de </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">gestão documental.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">Diante de sua relevância, o Conselho reafirma a importância de que o poder </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">público e a sociedade valorizem e fortaleçam o Arquivo, com políticas de fomento, </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">plano de carreira para servidores e servidoras, além da realização de concurso </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">público destinado à contratação de profissionais especializados indispensáveis </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">ao desenvolvimento das ações, atividades rotineiras e contínuas da instituição, </span><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">assim como revitalização e ampliação de suas condições de funcionamento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Convênio entre Cepe e Arquivo Público Estadual vai modernizar acervo digital</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jul 2023 09:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano]]></category>
		<category><![CDATA[cepe]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[governo de pernambuco]]></category>

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		<description><![CDATA[Documentos que ajudam a contar a história do Estado de Pernambuco serão digitalizados e ficarão disponíveis para consulta de pesquisadores e do público em geral por meio digital. Em compromisso com a preservação do patrimônio do estado, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), e o Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Ajepe), assinaram um convênio para [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/HESÍODO-GOES_SECOM-4.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-102863" alt="Digitalização do acervo do Arquivo Público Estadual garante a preservação do patrimônio histórico de Pernambuco" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/HESÍODO-GOES_SECOM-4-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Documentos que ajudam a contar a história do Estado de Pernambuco serão digitalizados e ficarão disponíveis para consulta de pesquisadores e do público em geral por meio digital. Em compromisso com a preservação do patrimônio do estado, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), e o Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Ajepe), assinaram um convênio para iniciar a digitalização de registros que compõe o acervo estadual. No início do mês de junho, a Cepe e o Ajepe tiveram a vinculação administrativa transferida para a Secretaria de Comunicação. E incorporar o Arquivo Público à Companhia foi um dos primeiros resultados desta mudança, facilitando a gestão dos arquivos preservados.</p>
<p>Por meio de resolução publicada no Diario Oficial do Estado desta sexta-feira (13), a Secretaria de Comunicação autorizou o início da transição do acervo do Ajepe, localizado em prédio tombado no bairro de Santo Antônio, para as dependências da Cepe, que fica no bairro de Santo Amaro. Os documentos já estão sendo catalogados e separados para serem transferidos. Atualmente, a consulta aos documentos resguardados pelo Arquivo Público precisa ser agendada e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Com a modernização do catálogo virtual, será possível acessar documentos, mapas, jornais, livros e manuscritos que são parte da memória da sociedade pernambucana.</p>
<p>O historiador Roberto Moura, servidor do Ajepe desde 2013, está responsável por catalogar os arquivos da hemeroteca, que concentra a coleção de jornais e revistas. Ele comenta que a consulta física exige um manuseio delicado por parte de quem consulta. &#8220;A hemeroteca do Ajepe está entre as maiores da América Latina. Aqui temos jornais produzidos em Pernambuco, em todos os estados do Brasil e até de outros países. Estamos catalogando e separando jornais do século 19, que ainda não foram digitalizados e serão enviados à Cepe. A digitalização desse material é muito importante porque a consulta física ao material pode provocar danos e até perda de fragmentos que ajudam a contar parte da nossa história&#8221;, disse.</p>
<p>Arquivos raríssimos, como a primeira edição do jornal Aurora Pernambucana, primeiro periódico publicado no estado e o terceiro lançado em todo o país, datado de 1821; a edição do Jornal JP, de 1907, primeiro a trazer escrita em um impresso a palavra &#8220;frevo&#8221;; além de escritos de Ordens Régias (1534-1835), e correspondências para a Corte (1784-1834), ficarão disponíveis, facilitando o trabalho de pesquisa e democratizando o acesso à informação.</p>
<p>&#8220;Esse convênio demonstra o nosso compromisso em salvaguardar o patrimônio histórico do estado. A partir da digitalização desses documentos, o acesso a uma importante parte da história de Pernambuco se torna universalizado, facilitando a consulta por toda a população &#8220;, afirmou o secretário de Comunicação, Rodolfo Costa Pinto.</p>
<p>Há mais de 10 anos trabalhando no Ajepe, o coordenador de acervos físicos Wilton Barbosa comenta que a mudança irá contribuir para a integridade de todo o material. &#8220;Por se tratar de documentos que atravessaram séculos, existe a preocupação quanto a integridade das fibras do papel. Mesmo com os cuidados na guarda e no manuseio, há um desgaste inevitável quando ocorre a consulta física. E a digitalização vai evitar esse desgaste porque minimiza a exposição direta do documento&#8221;, pontuou.</p>
<p>A Cepe ficará responsável pela gestão, guarda e digitalização dos documentos. Todo o processo envolve pessoal especializado das duas entidades e leva em conta fatores administrativos e legais. Após esse período, os arquivos poderão ser consultados nas plataformas digitais do Governo, do Ajepe e da Cepe, dentro dos critérios que atenda às leis específicas de proteção e de direito à informação.</p>
<p>De acordo com o presidente da Companhia, João Freire, esses arquivos históricos ficarão disponíveis para consulta online dentro dos próximos três anos. &#8220;Uma sala já está preparada na Cepe para fazer a transição dos primeiros documentos, que são os históricos mais importantes. Vamos começar pelo acervo de Pereira da Costa, que, inclusive completou 100 anos de sua morte em junho. A Cepe já faz gestão, digitalização e arquivamento de vários acervos. Nossa ideia é entregar toda uma nova estrutura do arquivo digitalizado, guardado e com acesso à pesquisa até 2025&#8243;, disse.</p>
<p>Para o diretor do Arquivo Público, Sidney Rocha, esse convênio é resultado de uma gestão documental moderna. &#8220;Os ganhos para a administração pública e a memória de Pernambuco são imensos. Só fortalece nosso dever de garantir a proteção dos acervos e o direito à informação. Arquivos históricos são partes vitais da memória coletiva e a identidade de um país. Estamos falando de documentos originais, manuscritos, fotografias, periódicos, obras de arte e muitos outros registros e linguagens vitais para a pesquisa e o aprendizado. Estamos falando em geração de conhecimento que gera mais conhecimento&#8221;, comentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>&#8216;O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos&#8217; lança catálogo no Recife</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2016 14:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Teta Lírica]]></category>
		<category><![CDATA[Vaga de Irma Brown. Folhetim dos Encontros]]></category>

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		<description><![CDATA[Criado a partir de um conjunto de fichas de artistas que foi produzido pela Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco (DOPS/PE) entre os anos de 1934 e 1958, o projeto O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos lança catálogo no Recife nesta terça-feira (28). A ocasião vai contar com palestras do professor e historiador [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_37466" aria-labelledby="figcaption_attachment_37466" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/cartografia1-702x336.jpg"><img class="size-medium wp-image-37466 " alt="cartografia1-702x336" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/cartografia1-702x336-607x290.jpg" width="607" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">Projeto contou com incentivo do Funcultura e gerou trabalhos inéditos a partir de investigação no acervo do DOPS/PE</p></div>
<p>Criado a partir de um conjunto de fichas de artistas que foi produzido pela Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco (DOPS/PE) entre os anos de 1934 e 1958, o projeto <strong>O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</strong> lança catálogo no Recife nesta terça-feira (28). A ocasião vai contar com palestras do professor e historiador Durval Muniz de Albuquerque Junior e da curadora Gleyce Heitor, que apresentará as três propostas artísticas desenvolvidas a partir de uma convocatória lançada no final de 2015: <strong>Vaga de Irma Brown</strong>, de Moacyr Campelo (PE),<strong> Folhetim dos Encontros</strong>, de Juliana Borzino (RJ) e <strong>Teta Lírica</strong>, de Marie Carangi (PE). O evento será realizado no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Apeje), a partir das 19h, com entrada aberta ao público.</p>
<p><em>“Uma pergunta que sempre norteou nossa pesquisa é o porquê dessas pessoas serem fichadas. E o que constatamos é que não foi por ideologia, e sim porque eram vidas que não se adequavam ao padrão que a sociedade esperava. Os dois primeiros transformistas registrados como artistas no Brasil, por exemplo, foram fichados pelo DOPS/PE. Outro dado interessante é que 60% das fichas são de mulheres, muitas delas que tinham hábitos que não se encaixavam no conceito ‘recatada e do lar’”</em>, explica Clarice Hoffman, uma das coordenadoras d’<strong>O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</strong>.</p>
<div id="attachment_37463" aria-labelledby="figcaption_attachment_37463" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/1_MRC_02982.jpg"><img class="size-medium wp-image-37463" alt="Imagem do Recife durante o período que o DOPS/PE iniciou o fichamento dos artistas  " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/1_MRC_02982-607x392.jpg" width="607" height="392" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do Recife durante o período que o DOPS/PE iniciou o fichamento dos artistas</p></div>
<p>Com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, e contemplado pelo programa Rumos, do Itaú Cultural, o <a href="http://obscurofichario.com.br/" target="_blank"><strong>site do projeto</strong></a> também vai receber outros conteúdos nesta nova etapa. Já estão disponibilizados no local, por exemplo, artigos dos pesquisadores Alexandre Figueirôa e Marcília Gama, que tratam respectivamente do panorama das diversões públicas e do seu controle entre 1930 e o final da década de 1950 no Recife, bem como o controle político e social exercido pela DOPS/PE no período.</p>
<p><em>“Temos percebido que o site é bastante acessado por pesquisadores, que o utilizam como fonte de informações. Devido a essa demanda estamos em busca de outros financiamentos para que o projeto siga em frente com outras ações”</em>, comenta Clarice Hoffman. Além dos artigos, serão inseridos no endereço eletrônico uma nova cartografia do Recife, feita a partir das informações registradas nos fichários, bem como a publicação de dezenas de novas resenhas, e a disponibilização das obras artísticas criadas a partir da convocatória.</p>
<div id="attachment_37465" aria-labelledby="figcaption_attachment_37465" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/casino_imperio_fichafuncionario.jpg"><img class="size-medium wp-image-37465" alt="Ficha de funcionário do Cassino Império, que funcionava no centro do Recife" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/casino_imperio_fichafuncionario-607x453.jpg" width="607" height="453" /></a><p class="wp-caption-text">Ficha de funcionário do Cassino Império, que funcionava no centro do Recife</p></div>
<p>Um dos resultados que também foi gerado a partir deste projeto é um ensaio do historiador Durval Muniz de Albuquerque Junior, publicado no site e no catálogo que será lançado no evento. O texto faz uma reflexão sobre as motivações que levaram a Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco a fichar tais artistas. O autor também sugere cinco possíveis cartografias para a cidade do Recife, criadas a partir da documentação da DOPS/PE que aponta para redes e territórios pouco conhecidos na história da cidade.</p>
<p>Exibidas virtualmente no site, as <strong>Cartografias das Delícias, Artes, Nomadismo, Paranoia e Política</strong> apresentam narrativas visuais e interativas da cidade do Recife, possibilitando aos visitantes do site acesso a imagens e informações sobre locais e eventos existentes entre os anos 1934 e 1958, assinalados em um mapa de 1952 e ilustrados por fotografias do Museu da Cidade do Recife.</p>
<p><strong>Sobre o projeto</strong></p>
<p>O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos é um projeto cultural elaborado e motivado pela existência de um conjunto de fichas produzido pela Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco (DOPS/PE) entre os anos de 1934 e 1958, com registros da passagem pelo estado daqueles indivíduos vistos e nomeados como artistas.</p>
<p>Das mais de mil fichas que compunham esse conjunto, apenas 403 foram conservadas e encontram-se, desde 1991, sob a salvaguarda do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE). São indícios da vida de mulheres e homens, brasileiros e estrangeiros, protagonistas de uma movimentação ocorrida na cidade do Recife, no campo da arte e do entretenimento, nas décadas de 1930, 1940 e 1950, que lançam luz sobre uma potente história cultural e política do estado e do país.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<em>Lançamento do catálogo d&#8217;O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</em><br />
Terça (28) | 19h<br />
Apeje (Rua do Imperador, 371, Bairro de Santo Antônio)<br />
Gratuito</p>
<p><strong>Saiba mais sobre as obras artísticas criadas a partir da convocatória:</strong></p>
<p><strong>Vaga de Irma Brown e Moacyr Campelo (PE)</strong><br />
O trabalho composto por vídeos, fotografia, perfomance e intervenção urbana. Foi idealizado com base no mapeamento dos espaços existentes na cidade do Recife fichados pela DOPS/PE, entrecruzando passado e presente, evidenciando ruínas e resistência. Ao subjetivar os lugares, os contextos e os ambientes do Recife, a proposta apresenta a cidade como a grande protagonista.</p>
<p><strong>Folhetim dos Encontros, de Juliana Borzino (RJ)</strong><br />
A artista entrecruza ficcionalização e arqueologia, criando um folhetim inspirado por aquele outrora distribuído pela loja de seu bisavô pernambucano, a Livraria Mozart. Diversamente ao folhetim da livraria, dedicado a grandes personagens e eventos da cidade, em seu Folhetim dos encontros, Borzino vai ao encontro de uma cidade fantasmática, experimentada por entre momentos de coletividade e recolhimento. Sua narrativa soma-se a uma iconografia que contrapõe pesquisa em arquivo e produção de imagens, relacionando história pública e familiar como história da cidade.</p>
<p><strong>Teta Lírica, de Marie Carangi (PE)</strong><br />
Conjunto de vídeos, performances e fotografias nas quais a artista produz som a partir do movimento de seus seios em frente a um teremim. Sua performance, que se dá em espaços cênicos em desuso da cidade (como um coreto e uma concha acústica), articula-se com as práticas e modos de vida de alguns artistas apresentados em O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos a partir de uma poética do corpo e da subversão.</p>
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