<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; As filhas de lilith</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/as-filhas-de-lilith/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Apr 2026 19:56:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>&#8220;Outras Palavras&#8221; para o empoderamento feminino</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-para-o-empoderamento-feminino/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-para-o-empoderamento-feminino/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 17:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antonieta trindade]]></category>
		<category><![CDATA[As filhas de lilith]]></category>
		<category><![CDATA[cida pedrosa]]></category>
		<category><![CDATA[daniela câmara]]></category>
		<category><![CDATA[Ginásio Pernambucano]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=58879</guid>
		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias O Ginásio Pernambucano, no centro do Recife, foi cenário de uma edição do Outras Palavras feita com uma programação voltada principalmente para refletir sobre empoderamento e afirmação da mulher na sociedade. A edição, realizada na terça-feira (20), contou também com tradução em libras para alguns estudantes e teve um debate muito rico [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_58883" aria-labelledby="figcaption_attachment_58883" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230106334_2e33fc4449_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58883 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230106334_2e33fc4449_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Cida Pedrosa, que já participou de outras edições do Outras Palavras, é poetisa, escritora e secretária da Mulher do Recife</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O Ginásio Pernambucano, no centro do Recife, foi cenário de uma edição do <strong>Outras Palavras</strong> feita com uma programação voltada principalmente para refletir sobre empoderamento e afirmação da mulher na sociedade. A edição, realizada na terça-feira (20), contou também com tradução em libras para alguns estudantes e teve um debate muito rico sobre a vida e obra da poetisa Cida Pedrosa, secretária da Mulher do Recife, que conversou de perto com as alunas e alunos sobre seu trabalho direcionado ao feminino.</p>
<div id="attachment_58886" aria-labelledby="figcaption_attachment_58886" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230135084_a4e49d18d9_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58886 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230135084_a4e49d18d9_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A professora Antonieta, gestora do Outras Palavras, lembrou que o projeto já esteve em quase 500 escolas estaduais, levando escritoras e escritores premiados, e mestres da cultura popular para dentro do ambiente escolar</p></div>
<p style="text-align: left;">Para Antonieta Trindade, professora e gestora do projeto, o fato que aconteceu com a vereadora do Rio de Janeiro é resultado da violência contra a mulher, do machismo e do racismo. <em>“E num ambiente como esse, o que a gente faz? A gente resiste! E a cultura aponta para este caminho, porque estimula o senso crítico de vocês”, e</em>xplicou.</p>
<p><em>“É esse o nosso objetivo. Por isso, trouxemos Cida Pedrosa para conversar sobre sua obra e como é necessário batalhar pra chegar aonde ela chegou. E também trouxemos Daniela Câmara, atriz, que já fez várias encenações pela cidade. Esperamos que vocês aproveitem essa oportunidade”,</em> disse Antonieta, lembrando que o <strong>Outras Palavras</strong> já esteve em quase 500 escolas estaduais, levando escritoras e escritores premiados, e mestres da cultura popular para dentro do ambiente escolar.</p>
<div id="attachment_58887" aria-labelledby="figcaption_attachment_58887" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/27067511648_36ad6f4159_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58887 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/27067511648_36ad6f4159_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A edição contou também com uma performance de seis estudantes do 3º ano da escola, que declamaram poesias de Cida Pedrosa</p></div>
<p style="text-align: left;">Antes de começar sua fala, Cida Pedrosa foi surpreendida por seis alunas, com máscaras feitas com o rosto da poetisa, que entraram no auditório e declamaram seis poesias de autoria de Cida, um deles, intitulado <strong>O Abraço</strong>. A poetisa ficou boquiaberta durante toda a encenação, com olhos marejados, e contou depois que se emocionou muito com essa em especial, porque foi uma poesia feita para uma ente querida que havia falecido.</p>
<div id="attachment_58884" aria-labelledby="figcaption_attachment_58884" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230122984_dd670444a9_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58884 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230122984_dd670444a9_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Pega de surpresa, Cida Pedrosa ficou bastante emocionada com a apresentação</p></div>
<p style="text-align: left;">Maria Helena, uma das alunas que participou da encenação, revelou que foi uma experiência muito emocionante para ela porque ela já escreve e gosta de ler para algumas pessoas. <em>&#8220;Mas ali, na hora, na frente da escritora, fiquei muito nervosa. Nunca vivi uma coisa assim na vida&#8221;,</em> disse, ainda em êxtase com a vivência. Além da Maria Helena, as outras estudantes também disseram que nunca tinham feito algo parecido antes, e estavam muito animadas.</p>
<p>Cida, como boa sertaneja, tratou de contextualizar aos jovens de onde veio, sua terra Bodocó, que tanto inspira sua obra – reflexo por exemplo, observado no livro Claranã, uma homenagem à sua cidade natal. Depois, como militante que é, entrou no seu assunto, talvez, mais preferido, seja pela vocação ou pela luta, no sentido mais verbal da palavra.</p>
<div id="attachment_58882" aria-labelledby="figcaption_attachment_58882" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230089744_3756f91cf2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58882 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230089744_3756f91cf2_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Durante a conversa, falou de suas obras, como Claranã, dedicada à sua terra-natal (Bodocó), e o livro de contos As Filhas de Lilith, sobre o qual discorreu por mais tempo</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>“Todo o mundo passou por uma construção sob o ponto de vista de homens, e isso faz com que a gente olhe para o universo a partir dessa ótica. A gente apagou da nossa história a figura das deusas. Eu estou aqui apenas fazendo um questionamento político, porque sou uma mulher que penso sobre mulheres, e minha obra inteira perpassa por isso”</em>, contextualizou, antes de falar sobre um de seus livros, o de contos <strong>As Filhas de Lilith</strong>, provavelmente o mais conhecido pelo público.</p>
<div id="attachment_58888" aria-labelledby="figcaption_attachment_58888" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129066830_cd0c9ebabd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58888 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129066830_cd0c9ebabd_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">De acordo com Cida Pedrosa, existem escritos aramaicos de mais de 1.500 anos que reforçam a tese de que existia uma outra mulher no Paraíso, criada do barro igual ao homem, e que se chamava Lilith</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>“Alguém sabe quem é essa personagem?”,</em> provocou a autora, para receber em seguida as respostas dos alunos. <em>“Na versão judaica ela é considerada um demônio feminino”,</em> disse um dos jovens. Em seguida, uma aluna pediu a fala e deu a sua opinião. <em>“Ela foi a primeira mulher que Deus criou e eu li que ela não foi escolhida, como Eva, porque não aceitava ser metade do homem. E hoje ela é vista assim, como um demônio feminino”.</em></p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40044432145_f68a864dc6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58880 aligncenter" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40044432145_f68a864dc6_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a></p>
<p>Segundo Cida Pedrosa, Lilith é entregue com essa dualidade. <em>“Existem escritos aramaicos de mais de 1.500 anos, encontrados quando fazem escavações, que davam conta que existia uma mulher além de Eva no Paraíso, criada do barro igual ao homem e que se chamava Lilith. E por conta disso ela é autônoma, e não aceitava ser metade, como a amiga disse. Assim, ela foi expulsa do paraíso. Nesses textos encontrados, por exemplo, há escritos que dizem assim: ‘Adão, porque estás em cima de mim se és tão pesado’. Ou seja, uma mulher que questiona o ato sexual do homem estar sempre por cima. E isso não sou eu quem diz, são textos milenares que contam essa história”,</em> detalha a escritora.</p>
<div id="attachment_58889" aria-labelledby="figcaption_attachment_58889" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129067660_8af242400f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58889 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129067660_8af242400f_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Entre as conversas, Cida Pedrosa aproveitava para ler algumas de duas poesias, como Diana, presente no livro As Filhas de Lilith</p></div>
<p style="text-align: left;">Um dos assuntos que mais a incomoda, disse Cida, é a tirania do corpo,<em> “o que é algo profundamente machista, porque você vê o homem com aquela barriga proeminente, se achando lindo, dizendo para a mulher está feia porque está com os peitos arriados”,</em> brincou, arrancado risadas da garotada. <em>“Isso faz com que muitas mulheres sofram. Qualquer coisa a gente é chamada de gorda ou dizem que estamos acima do peso. E isso gera uma doença chamada anorexia”,</em> introduziu, para contar em seguida ler <em>Diana</em>, uma das personagens presentes no livro de contos.</p>
<p><em>“O espelho sempre engana Diana / O jogo de luz e sombra / Não camufla mais ninguém / Em busca da próxima dieta / A moça se enche de revistas e terapias alternativas”,</em> diz um trecho lido por ela na ocasião, arrancando aplausos e gritos, principalmente das jovens que estavam no local. A edição teve ao final a performance da atriz Daniela Câmara, que há anos realiza um trabalho de declamação de poesias de poetisas pernambucanas.</p>
<div id="attachment_58881" aria-labelledby="figcaption_attachment_58881" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230083854_5efcd7c8f2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58881 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230083854_5efcd7c8f2_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A edição teve ao final a performance da atriz Daniela Câmara, que há anos realiza um trabalho de declamação de poesias</p></div>
<p>Representando a instituição, o professor Adriano Araújo agradeceu pela oportunidade, <em>“porque acredito que a escola ganha muito mais com essas atividades que tiram o aluno de dentro do ambiente da sala de aula e mostram que aprender é possível em vários espaços e de várias maneiras”,</em> comemorou.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-para-o-empoderamento-feminino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

