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	<title>Portal Cultura PE &#187; Bandas de Pífanos</title>
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		<title>Bandas de Pífano de Pernambuco são registradas como Patrimônio Cultural Imaterial</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 22:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_96318" aria-labelledby="figcaption_attachment_96318" class="wp-caption img-width-589 alignnone" style="width: 589px"><p class="wp-image-credit alignleft">Amaro Filho/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.03-1.jpeg"><img class="size-full wp-image-96318" alt="Amaro Filho/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.03-1.jpeg" width="589" height="392" /></a><p class="wp-caption-text">O pedido de Registros das Bandas de Pífano de Pernambuco foi iniciado em 2019</p></div>
<p>As Bandas de Pífano foram reconhecidas, nesta sexta-feira (26), como Patrimônio Imaterial Cultural de Pernambuco. A decisão do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC/PE) foi tomada durante reunião ordinária do Conselho realizada em Caruaru, cidade onde se encontra grande parte das bandas de pífano no agreste pernambucano. A resolução com a decisão agora segue para publicação no Diário Oficial do Estado e homologação do governador. Em seguida, o bem cultural será inscrito no Livro de Registro do Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.</p>
<p>Este é o segundo registro em âmbito estadual totalmente tramitado sob o fluxo da <a href="https://legis.alepe.pe.gov.br/texto.aspx?tiponorma=1&amp;numero=16426&amp;complemento=0&amp;ano=2018&amp;tipo=&amp;url=" target="_blank"><strong>Lei Estadual de Registro de Bens Imateriais</strong></a>, que também registrou recentemente a festa de São Lourenço do Mártir como Patrimônio Imaterial Cultural do Estado.</p>
<p>“O reconhecimento das bandas de pífanos faz parte da política do Governo do Estado de Pernambuco, regulamentada pela Lei estadual nº 16.426/2018, que institui o Sistema Estadual de Registro e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, no âmbito do Estado de Pernambuco, em 2018, tem o objetivo de proteger e preservar nossos bens culturais por meio do Sistema Estadual de Registro e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial”, destaca Oscar Barreto, secretário Estadual de Cultura e presidente do CEPPC/PE.</p>
<p>A legislação é bastante parecida com a estabelecida por meio do Iphan, a nível federal – onde também corre um processo de registro das bandas de pífano, desta vez como Patrimônio Imaterial do Brasil.</p>
<div id="attachment_96315" aria-labelledby="figcaption_attachment_96315" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Amaro Filho/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.02-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-96315" alt="Amaro Filho/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.02-1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A instrução do processo contou com a colaboração do projeto &#8220;Pífanos de Pernambuco – Do Mapeamento à Salvaguarda&#8221; (www.tocandopifanos.com), produzido com recursos do Funcultura e premiado, em 2022, com o primeiro lugar na categoria Promoção e Difusão do Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural</p></div>
<p>“Embora esteja em andamento o processo de registro das Bandas de Pífano em âmbito nacional, partimos primeiro no reconhecimento da manifestação artística em âmbito estadual. Isso demonstra o compromisso do CEPPC/PE com a salvaguarda do Patrimônio Imaterial. Destaco que, neste ano, o Conselho de Preservação elegeu como Patrimônio Vivo a Banda de Pífano Folclore Verde de Castainho, de Garanhuns. Permanecemos com o compromisso junto ao governo e a sociedade civil em prol do patrimônio cultural pernambucano”, ressalta Cássio Raniere, vice-presidente do CEPPC/PE.</p>
<p><b>HISTÓRICO -</b> O pedido de Registros das Bandas de Pífano de Pernambuco foi iniciado em 2019, por José Amaro Filho, Claudia Moraes Lisboa e Eduardo Monteiro, representantes de uma comissão formada por pesquisadores, produtores, músicos e apoiadores das Bandas de Pífano.</p>
<p>Além da documentação, que mapeou 82 bandas de pífanos, especialmente no Agreste e Sertão de Pernambuco, foram realizados encontros virtuais com detentores para explicar sobre o processo e sistematizar informações de base para as diretrizes de salvaguarda das Bandas de Pífano no Estado.</p>
<p>A instrução do processo contou com a colaboração do projeto &#8220;Pífanos de Pernambuco – Do Mapeamento à Salvaguarda&#8221; (<a href="http://www.tocandopifanos.com/"><b>www.tocandopifanos.com</b></a>), produzido com recursos do Funcultura e premiado, em 2022, com o primeiro lugar na categoria Promoção e Difusão do Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural.</p>
<p>A análise técnica preliminar e a elaboração do inventário que fundamentou a decisão foram realizadas e entregues ao CEPPC/PE pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) no ano passado.</p>
<div id="attachment_96317" aria-labelledby="figcaption_attachment_96317" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Amaro Filho/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.03-2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-96317" alt="Amaro Filho/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.03-2-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A Secult-PE/Fundarpe e o CEPPC realizaram encontros virtuais com detentores para explicar sobre o processo e sistematizar informações de base para as diretrizes de salvaguarda das Bandas de Pífano no Estado</p></div>
<p>Foram responsáveis pela relatoria do processo de registro as conselheiras Mônica Siqueira, representante do segmento de Expressões Culturais de Pernambuco registradas como Patrimônio Cultural Imaterial; e Cláudia Pinto, suplente do segmento de Arquitetura, Urbanismo, Geografia e Engenharia.</p>
<p>O registro das Bandas de Pífano resultou também no livro Pífanos do Sertão, produzido pela Página 21 com recursos do Funcultura. Em 144 páginas, Pífanos do Sertão revela aspectos sociais, econômicos e culturais que envolvem as bandas de pífanos sertanejas, detalhando a importância da religiosidade em suas funções e as peculiaridades sonoras de cada uma.</p>
<p>Amplamente ilustrada, a obra traz ainda um apêndice com partituras de benditos, marchas e baiões de grande difusão entre os grupos sertanejos. O livro teve organização de Rafael Coelho, textos de Eduardo Monteiro, artigos de Amaro Filho, Caca Malaquias e José Cláudio Lino, fotos de Claudia Moraes, transcrição de partituras por Caca Malaquias e diagramação de Vladimir Barros.</p>
<div id="attachment_96314" aria-labelledby="figcaption_attachment_96314" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Amaro Filho/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.02-2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-96314" alt="Amaro Filho/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-25-at-07.17.02-2-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Análise técnica preliminar e elaboração do inventário que fundamentou a decisão foram realizadas e entregues ao CEPPC/PE pela Secult-PE/Fundarpe no ano passado</p></div>
<p><b>Sobre as Bandas de Pífano – </b>Os grupos têm suas origens remotas nos grupos musicais que aportaram na América Portuguesa e Espanhola durante os diferentes ciclos de povoamento a partir do século XVI. O formato recria os conjuntos de flautas e bombos que acompanhavam festas, procissões, celebrações litúrgicas ou profanas e também grupamentos militares.</p>
<p>O pífano, ou pife, pela sua produção artesanal e fácil transporte, logo passou a ser utilizado por diferentes perfis de músicos e também para facilitação de processos de catequese de povos indígena. Instrumentos de sopro semelhantes a esse já eram conhecidos e mesmo utilizados por povos originários brasileiros antes mesmo do processo de colonização e aculturação.</p>
<p>Outros instrumentos fazem parte da banda de pífanos: zabumba, contra surdo, tarol e o conjunto de pratos compõem o conjunto, e toda a lógica de produção artesanal dos instrumentos de percussão também faz parte do conjunto de saberes que orbitam este bem cultural.</p>
<p>A formação apontada como tradicional é de quarteto, sendo dois pifeiros, um principal e outro secundário, um zabumbeiro e um tocador de caixa. É comum também encontrar a variação que inclui o contra surdo e os pratos formando o sexteto, sendo esta a forma mais encontrada especialmente em grupos formalizados. Grande parte das bandas possuem nomes ligados à localidade onde estão inseridas, aos seus formadores ou aos santos de devoção da comunidade.</p>
<p>As vestimentas semelhantes às vestes de cangaceiros começaram a ser adotadas por volta da década de 1960 por influência da Banda de Pífano de Caruaru, em cuja justificativa figura o relato do seu líder Sebastião Biano, de ter tocado para o bando de Lampião. É comum também encontrar paramentos mais discretos com calças e camisas padronizadas, por vezes lisas ou xadrez, além de chapéus de couro e quepes no figurino.</p>
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