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	<title>Portal Cultura PE &#187; Biagio Pecorelli</title>
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		<title>Biagio Pecorelli lança o livro “Vários Ovários”</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2014 19:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova Despudorado, passional e sem amarras. A persona artística do poeta Biagio Pecorelli vai tão profundo dentro de si, que chega a tornar suas próprias entranhas os poemas que escreve, de uma vermelhidão liricamente crua, carnal. Mas faltava-lhe um livro. Agora, não mais. Revolvendo sua produção poética de 2008 até 2013, finalmente [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>Despudorado, passional e sem amarras. A persona artística do poeta <strong>Biagio Pecorelli</strong> vai tão profundo dentro de si, que chega a tornar suas próprias entranhas os poemas que escreve, de uma vermelhidão liricamente crua, carnal. Mas faltava-lhe um livro. Agora, não mais. Revolvendo sua produção poética de 2008 até 2013, finalmente ele coloca parte da sua obra no papel, ao gestar e parir <em>Vários Ovários</em> (Edith, 52 págs), livro que ele lança, no Recife, nesta sexta (19), a partir das 20h, no Espaço Pasárgada (Boa Vista). Para marcar esse momento, ele fará uma performance poético-musical com o cellista Artur Danda e o artista sonoro Deco Nascimento.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/1.-Foto-Roberto-Bastos.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-18501" alt="Roberto Bastos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/1.-Foto-Roberto-Bastos-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><em>Vário Ovários</em> é, acima de tudo, um livro sensorial. Os poemas que vão discorrendo pelas folhas do pequeno livreto sugerem imagens o tempo inteiro, excitam os sentidos, comovem ao mesmo tempo que intrigam. <i>“Não há um estilo pré-definido. De um modo geral, o livro traz mais os poemas com fluxo de imagem e da própria escrita. Poemas que trazem essa violência, esse excesso do meu verso, da construção de imagens”</i>, explica Biagio. Os poemas que compõem o livro se deram no Recife e em São Paulo, onde reside desde 2011, quando se integrou ao Teatro Oficina. Foi em São Paulo onde, há cerca de um mês, Biagio lançou <em>Vários Ovários</em>, dentro da programação da Balada Literária.  Justamente por ter sido lá que ele encontrou, mais livremente, seu “lugar como poeta”. Sua criação artística, que não possuía assento na capital pernambucana – por não pender para regionalismos nem para a poesia urbana, a “marginal” – conseguiu se colocar no caleidoscópio caótico da Paulicéia Devairada, ou, como ele diz, “<i>o dadaísmo da vida cotidiana</i>”.</p>
<p>Um livro de paixões: muitas das páginas de <em>Vários Ovários</em> são marcadas por pulsões afetivas e sexuais, pelas experiências amorosas de Biagio com diversas pessoas que passaram pela sua vida, por laços de amizade ou por relações passionais, e pelas circunstâncias em que elas se deram. Porém, não há dedicatórias, apenas o regurgitar dessas vivências, muitas delas bombásticas em sua vida, lembra ele, ao enfatizar que, entre esses poemas, há “<em>alguns escritos em estado alterado, outros muito sóbrio</em>”, ao lembrar de situações em que se viu envolvido com outras formas de entorpecimento, que não apenas o poético.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-18502 alignleft" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/27ª-Semaine-de-la-poésie-Clemont-Ferrand-França-324x486.jpg" width="324" height="486" /></p>
<p>Esse mesmo desprendimento com que lida com sua vida particular, e que se confunde com sua criação, ele também adotou durante o processo de feitura do livro. Ele não se viu contaminado por preciosismos com sua obra ao se deparar com a possibilidade de ter que mexer na estrutura e conteúdo de determinados poemas, que acabaram ganhando novos contornos para se adequarem à estrutura física do livro. “<i>Aos 45 do segundo tempo, eu mudei boa parte do que tinha escrito, muito porque parte desses poemas não cabiam na diagramação do livro</i>. <i>Meu traço poético, as coisas que eu escrevo não tem um acabamento, não estão prontas, fechadas. São transitórias&#8221;. </i>O poeta acrescenta que esse trabalho de reescrita de alguns desses poemas se deu muito pelo envolvimento que ele procurou ter com todos os detalhes do livro, desde o tipo de papel, a fonte, a capa e o tamanho da publicação, um formato “quase” pocket. “<i>Eu queria um livro que coubesse nos bolsos largos da juventude ‘maloqueirista’ paulista e recifense</i>”.</p>
<p><em>Vários Ovários</em> já virou marca no corpo de Biagio. Desde o último sábado, ele traz tatuada no braço a ilustração da capa do livro. Os traços revelam um misto de doçura e sadismo: a face de uma singela e encantadora menina, com sangue escorrendo pela boca, sendo violada, em seu íntimo, por uma agulha. O desenho é criação da ilustradora paraibana Luyse Costa. “<em>Ela, na verdade, é ilustradora de livros infantis. Eu recebi várias opções de desenhos para a capa, de vários artistas. Mas eu queria arriscar com uma pessoa que poderia construir a violência do livro, mas com uma sutileza. Conversei com ela, que topou a ideia. Foram vários desenhos até chegarmos a essa menina, que é bem icônica, parece uma esfinge</em>”.</p>
<p>Além de poeta, Biagio também é ator e performer. Suas várias inclinações e expressões artísticas, no entanto, sempre se dão através da linguagem poética. “<em>Nunca me entendi fora desse lugar de poeta</em>”. Porém, ele também compreende que sua poesia não está presa às margens do papel e necessita de outras intervenções para se manifestar. Por isso, no lançamento que acontece nesta sexta, no Espaço Pasárgada, ele se une ao artista sonoro Deco Nascimento e ao cellista Artur Danda para uma performance que irá unir música e intervenções sonoras, atuando juntas e em consonância com &#8211; ou como suporte para &#8211; a sua poesia.</p>
<p><strong>Confira dois poemas de <em>Vários Ovários</em></strong></p>
<p><strong>NA CAMA, DEPOIS DA PRAIA</strong></p>
<p>eu tramo hiatos no relicário do destino.<br />
talvez para adocicar a ação pétrea<br />
do tempo, talvez apenas para<br />
adorná-lo de miçangas. Mas tu<br />
me sangras, Tempo, sempre<br />
pela veia nau da nostalgia:</p>
<p>eu lembro de Jandira, sentada no beliche,<br />
fuçando na revista a exuberância<br />
de Jocasta, digo, a lascívia<br />
de Vera Fischer.</p>
<p>que pena. Jandira era muito mais.<br />
coçava minhas cataporas,<br />
trazia pirulitos de helicóptero,<br />
pena que.</p>
<p>minha bazuca de ovos falhou<br />
já perto do céu,<br />
na cobertura do edifício. Meu irmão<br />
chegou e tomou o meu juízo pela orelha.</p>
<p>e Jandira? o que fez?<br />
calada estava e espanando os móveis<br />
da sala ficou. Se a mocidade</p>
<p>fosse um copo de suco (qualquer suco),<br />
colaria sempre um lábio<br />
no outro,</p>
<p>feito mangaba.<br />
feito Jandira, na cama,<br />
depois da praia, vacilando de maiô.</p>
<p><strong>SEM TÍTULO Nº 7</strong></p>
<p>o azul do césio 137 brilhando<br />
no olho de um índio</p>
<p>flocos de neve (finos) sobre<br />
os cadáveres de Vigário Geral</p>
<p>o Vesúvio vomitando tudo<br />
sobre um dos meus mamilos</p>
<p>os fiéis suicidas de Jim Jones<br />
elevados a anjos</p>
<p>um caça norte-americano<br />
sobrevoando um canarinho</p>
<p>o Bandido da Luz Vermelha<br />
mastigando algodão-doce</p>
<p>uma multidão de sacerdotes<br />
nos arredores da Disney World</p>
<p>almôndegas no macarrão<br />
do Terceiro Reich</p>
<p>jacarés se amam no pantanal<br />
do Mato Grosso</p>
<p>uma lágrima desce<br />
pelas bochechas de Brutus</p>
<p>a relva está tomando tudo<br />
em nossa sala de estar meu amor</p>
<p>gargantilhas punk<br />
no tronco dos eucaliptos</p>
<p>uma mosca (varejeira)<br />
relê uma pilha de livros</p>
<p>os dois caninos da mãe<br />
um dedo mindinho contra uma foice</p>
<p>a face de um bebê<br />
no trajeto de um coice</p>
<p>naftalina sobre um<br />
sorvete de tutti-frutti</p>
<p>pedaços de urânio<br />
entre os girassóis de Van Gogh.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong><br />
<em>Lançamento do livro </em>Vários Ovários<em>, de Biagio Pecorelli</em><br />
Sexta (19), a partir das 20h<br />
Espaço Pasárgada – Rua da União, 263, Boa Vista – Recife/PE</p>
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		<title>Biagio Pecorelli &#8211; TRANS(INS)PIRAÇÃO</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jun 2012 12:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
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		<category><![CDATA[TRANS(INS)PIRAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado em 08/06/2012. Biagio Pecorelli recitando TRANS(INS)PIRAÇÃO.]]></description>
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