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	<title>Portal Cultura PE &#187; breno nascimento</title>
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		<title>Santeiros de Tracunhaém: artesãos participam de live da Secult-PE</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 14:33:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) apresenta na próxima terça-feira (29), em seu canal no YouTube (www.youtube.com/SecultPE) e em sua página no Facebook (www.facebook.com/culturape), a live “Tracunhaém, terra de santeiros”. A transmissão começa às 19h e vai contar com a participação dos artesãos Wandecok Cavalcanti e Mestre Zuza, dois grandes mestres santeiros da Zona [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-24-at-10.55.28.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-92203" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/WhatsApp-Image-2022-03-24-at-10.55.28-388x486.jpeg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>A Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) apresenta na próxima terça-feira (29), em seu canal no YouTube (<a href="http://www.youtube.com/SecultPE" target="_blank"><strong>www.youtube.com/SecultPE</strong></a>) e em sua página no Facebook (<a href="http://www.facebook.com/culturape" target="_blank"><strong>www.facebook.com/culturape</strong></a>), a <em>live</em> “Tracunhaém, terra de santeiros”. A transmissão começa às 19h e vai contar com a participação dos artesãos Wandecok Cavalcanti e Mestre Zuza, dois grandes mestres santeiros da Zona da Mata Norte. A mediação fica por conta de Breno Nascimento, assessor de artesanato da Secult-PE.</p>
<p>Wandecok Cavalcanti nasceu em Caruaru, mas construiu carreira como artesão em Tracunhaém. Faz arte sacra em barro, em uma estética mais barroca. Usando diversos tipos de barro, consegue dar variados tons às suas obras, mesmo sem utilizar tinta. Expõe em diversas partes do mundo. Atualmente, tem obras em exposição na Basílica de Nossa Senhora Aparecida em Aparecida, São Paulo, e esteve, em outubro de 2021, em um evento na Colômbia, representando o Brasil. Chegou a ensinar na Faculdade de Artes do Ipiranga e no Templo das Artes (ambos em São Paulo), entre outros.</p>
<p>Wandecok criou técnicas próprias na criação de suas esculturas.<em> “Tive a preocupação de, no início do meu despertar pela arte, desenvolver o aprendizado. E, neste aprendizado, fiz e desenvolvi três processos de execução de uma única escultura, que são o bloco esculpido, o bojo com aplicação e o bojo com estufamento. A temática dos santos veio com os pedidos de encomendas frequentes de imagens sacras e barrocas. Faço todo modelo e estilo de esculturas em argila, madeira, mármore, bronze, mas minha identidade artista é Sacra Barroca”</em>, conta.</p>
<p>Mestre Zuza é nascido de família artesã. Faz uma releitura do estilo barroco, aproximando da realidade nordestina. Produz santos e santas em barro bem distantes da estética europeia, com traços físicos e vestimentas associadas ao índio, ao negro e à cultura pernambucana. Além dos santos, desenvolveu uma linha única de esculturas xipófagas (ligadas pela cabeça). É Patrimônio Vivo de Tracunhaém. Formou-se em História pela Universidade de Pernambuco (UPE) e chegou a ser secretário de Cultura de sua cidade.</p>
<p><em>“Aprendi a fazer artesanato através da minha família. Meus avós já eram artesãos em cerca de 1889, aqui em Tracunhaém. Eu continuei esse legado. Uso técnica manual, utilizando recursos simples, como o barro, as paletas de madeira, garfo de cozinha, palitos, arames…Meus santos são bem diferentes. Não são santos com semblante europeu. É um santo mais nordestino, com cara do povo do Nordeste, com semblante negro e indígena também. Eu utilizo o resplendor como cocar dos índios. Os São Pedros e as santas de saia rodada lembram muito o maracatu rural da minha região”</em>, relata.</p>
<p><em>“A importância maior do programa é a gente difundir uma arte, um segmento ou um setor do artesanato que já é bastante importante, bastante reconhecido, mas sempre é bom a gente estar reforçando os ícones desse segmento. Por isso que a gente está trazendo esses dois mestres santeiros. São duas trajetórias que a gente precisa enfatizar para poder levar essas informações para a sociedade e a gente conhecer o nosso próprio tesouro cultural”</em>, diz Breno, que também é artesão e sociólogo pós-graduado em Política Pública, Sociedade e Economia Solidária. Ele representa a Secult-PE no Conselho Estadual de Economia Popular e Solidária e mediará o bate-papo entre os artesãos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live “Tracunhaém, terra de santeiros”, com a participação de Wandecok Cavalcanti, Mestre Zuza e mediação de Breno Nascimento<br />
Quando: 29 de março de 2022 (terça-feira), às 19h<br />
Transmissão: <a href="http://www.youtube.com/SecultPE" target="_blank"><strong>www.youtube.com/SecultPE</strong></a> | <a href="http://www.facebook.com/culturape" target="_blank"><strong>www.facebook.com/culturape</strong></a></p>
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		<title>Comercialização de artesanato na web é tema de live realizada pela Secult-PE</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2021 15:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-29-at-09.52.09.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86630" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-29-at-09.52.09-486x486.jpeg" width="486" height="486" /></a></p>
<p>Nesta terça-feira (3), às 19h, a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) realiza a <em>live</em> “Arte no digital: A comercialização do artesanato na web” no canal que mantém no Youtube. Os convidados para esta conversa são Márcia Souto, diretora de Promoção da Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), e Ana Andrade, coordenadora do “Laboratório O Imaginário”, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A mediação é de Breno Andrade, assessor de Artesanato da Secult-PE.</p>
<p>A pandemia trouxe mudanças no consumo e os artesãos também encontraram na internet uma possibilidade de lidar com as dificuldades inerentes a este período. O Governo do Estado, através da Ad Diper, criou, logo no início da pandemia, a ação “Abrace o Artesão”, uma forma de dar visibilidade ao artista num momento tão delicado, em que tudo precisou ser fechado.  O “Abrace o Artesão” funciona como uma grande vitrine virtual no Instagram, um espaço onde o artesão pode mostrar seu trabalho por meio do perfil: <a href="https://www.instagram.com/centrodeartesanatodepe/" target="_blank"><strong>@centrodeartesanatodepe</strong></a>.</p>
<p>Lá, os artesãos pernambucanos têm seus trabalhos divulgados às segundas-feiras  junto com informações sobre sua história e obra, além do contato para que o cliente faça a compra diretamente com quem produz. Mais de 400 artesãos já foram beneficiados com a ação on-line.</p>
<p>“O ‘Abrace’ possibilita que o artesão amplie a sua clientela e que o cliente interessado não só compre das lojas, como também diretamente com o artista”, explica Márcia Souto. “Estamos já em processo de produção do nosso e-commerce. Vamos entrar no figital”, anuncia.  Além desse projeto, o espaço físico do Centro de Artesanato de Pernambuco também já retornou às suas atividades. Hoje, existem quatro lojas (no Marco Zero do Recife, no Shopping Plaza, em Olinda e em Bezerros, no Agreste de Pernambuco). São mais de 1.800 artesãos e mais de 25 mil peças à venda.</p>
<p>Para Breno Nascimento, que media a conversa, <em>“o programa ‘Abrace um Artesão’ foi fundamental para manter as vendas dos produtos dos artesãos e artesãs durante o isolamento social e na vigência das restrições obrigatórias para atividades presenciais no plano de enfrentamento da pandemia”</em>.</p>
<p>Além de Márcia Souto e Breno Nascimento, também participa do bate-papo Ana Andrade, coordenadora do “Laboratório O Imaginário”, que existe desde o ano 2000. <em>&#8220;O nosso foco é o design a serviço da sustentabilidade. A ideia é fazer com que o artesanato seja, de fato, uma atividade sustentável para as comunidades artesãs. A gente trabalha por meio de atividades de extensão e de pesquisa, cujo enfoque é o artesanato em suas diferentes abordagens: produção, mercado, design, comunicação&#8221;</em>, conta ela. Na pandemia, as atividades presenciais foram suspensas.</p>
<p>&#8220;A venda faz parte de um contexto que começa da concepção até a produção, a comunicação, a venda e, inclusive, o pós-venda”, fala Ana. O laboratório não comercializa produtos, mas tem a preocupação de facilitar, para <em>o artesão, o uso da internet e das mídias digitais para aproximá-lo do comprador. Ela destaca ainda o valor simbólico do artesanato, com todas as suas particularidades. “O produto artesanal tem questões muito particulares: é feito à mão, não há uma peça exatamente igual a outra”</em>, diz a coordenadora do projeto. Na venda on-line, o artesão ainda tem que se preocupar com a entrega correta do produto, se o cliente ficou satisfeito, se a peça chegou inteira.</p>
<p>O webprograma “Cultura em Rede” é realizado pelo núcleo de conteúdo digital da Secult-PE e traz, sempre às terças-feiras, debates sobre temas relevantes da cultura pernambucana e nacional. A<em> live</em> vai ao ar tanto no canal da Secult-PE no Youtube, quanto no Facebook, onde fica gravada.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>CONVIDADOS</strong></span></p>
<p><strong> Márcia Souto</strong> é bacharel em Serviço Social pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Foi secretária adjunta de Patrimônio, Ciência, Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Olinda e secretária titular de Patrimônio e Cultura. Também foi presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Em 2019, assumiu a Diretoria de Promoção da Economia Criativa na AD Diper. Coordena a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte).</p>
<p><strong> Ana Andrade</strong> é designer, pesquisadora, doutora em design e coordenadora do “Laboratório de Design O Imaginário”, vinculado à Universidade Federal de Pernambuco.</p>
<p><strong>Breno Nascimento</strong> é sociólogo e pós-graduado em Política Pública, Sociedade e Economia Solidária. Artesão, foi militante do Movimento Pró Artesão de Pernambuco. É assessor de Artesanato da Secult-PE e representa a instituição no Conselho Estadual de Economia Popular e Solidária.</p>
<p>Serviço<br />
Live “Arte no digital: A comercialização do artesanato na web”<br />
Quando: 3 de agosto de 2021 (terça-feira), às 19h<br />
Transmissão pelo canal: <a href="https://www.youtube.com/user/SecultPE" target="_blank"><strong>www.youtube.com/SecultPE</strong></a></p>
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		<title>19 de março &#8211; São José, dê licença para o artesanato passar!</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 13:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Artesanato]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Michelle de Assumpção A explicação para o Dia do Artesão ser 19 de março é a maior prova de que estamos falando daquela que é considerada uma das mais antigas profissões do mundo: foi neste dia que teria nascido José, o carpinteiro, pai terreno de Jesus Cristo. Hoje, entende-se que é artesão “toda pessoa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Michelle de Assumpção</em></p>
<p>A explicação para o Dia do Artesão ser 19 de março é a maior prova de que estamos falando daquela que é considerada uma das mais antigas profissões do mundo: foi neste dia que teria nascido José, o carpinteiro, pai terreno de Jesus Cristo. Hoje, entende-se que é artesão “toda pessoa física que desempenha suas atividades profissionais de forma individual, associada ou cooperativada”. E ainda que o artesanato, como objeto de política pública, terá como diretrizes: a valorização da identidade nacional, a destinação de linha de crédito especial para financiamento da produção e aquisição de matéria prima, a qualificação permanente, a integração com outros setores da economia divulgação, entre outros.</p>
<p>Importante ressaltar que o texto e questões colocadas acima estão no projeto de Lei 7755/2010, que atualmente tramita no Congresso Nacional (já tendo sido aprovado por três comissões: Cultura, Trabalho e Finanças). A lei vai regulamentar esta profissão de enorme importância para a cultura e a economia nacionais, que vem se mantendo entre lutas e conquistas. Pernambuco – como um dos mais importantes celeiros da produção artesanal do país – é visto pelo segmento como um dos estados que mais soube compreender o artesanato a partir de suas dimensões simbólicas, cidadã e econômica. E tem muito que comemorar.</p>
<p>Compreendida como uma das expressões da cultura popular, as mais diversas tipologias do artesanato encontram espaço para exposições e oficinas durante ações governamentais. Estão presentes na programação do circuito do Festival Pernambuco Nação Cultural (no Festival de Inverno de Garanhuns, o Pavilhão do Artesanato está consolidado), na Fenearte, uma das maiores feiras de artesanato da América Latina, e nas mostras da unidade móvel do PAPE, o Programa de Artesanato de Pernambuco, criado em 2008 e que envolve diversos órgãos públicos no fortalecimento da política para o artesanato, tais como Ad-Diper e Fundarpe.</p>
<div id="attachment_22515" aria-labelledby="figcaption_attachment_22515" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Secult</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/dia-do-artesao.jpg"><img class="size-medium wp-image-22515" alt="Secult" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/dia-do-artesao-607x458.jpg" width="607" height="458" /></a><p class="wp-caption-text">Peças de Patrimônios Vivos de Pernambuco que representam o nosso artesanato.</p></div>
<p>Na ocasião destes eventos, o público conhece as peças de cerâmica de Tracunhaém e Caruaru; as tapeçarias de Lagoa do Carro; o couro e o artesanato quilombola de São José do Belmonte e Salgueiro; a madeira de Sertânia e Ibimirim, com seus santeiros; os mamulengos de Glória do Goitá; a cerâmica e xilogravuras de Goiana; a renascença de Pesqueira; o artesanato indígena de diversos municípios do Agreste; as manualidades de Triunfo, entre outras produções que representam, no fazer artesanal, as tradições mais genuínas de sua terra.</p>
<div id="attachment_19931" aria-labelledby="figcaption_attachment_19931" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Clara Gouvêa</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/01/PAPE-Foto-de-Clara-Gouvea.jpg"><img class="size-medium wp-image-19931" alt="Clara Gouvêa" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/01/PAPE-Foto-de-Clara-Gouvea-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caminhão do PAPE circula com os festivais Pernambuco Nação Cultural</p></div>
<p>“A nossa política tenta reforçar as práticas tradicionais, sem deixar de reconhecer que o mundo do artesanato mudou. Hoje há uma multiplicidade de tipologias, e que de certa forma reconfiguram essa tradição. Os artesãos estão tendo acesso a mais qualificações, não só através de cursos promovidos pelo estado, mas por outras diversas organizações, e o artesanato é uma real alternativa de renda para milhares de famílias. O Estado não pode desprezar essa realidade, ou seja, identificar as práticas que interagem com a arte e a cultura de cada região e perceber as questões de mercado. Hoje isso é muito debatido entre os artesãos”, avalia o secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja.</p>
<p>O artesão Nivaldo Jorge, uma das lideranças de Pernambuco neste segmento, aponta que o dia 19 de março, instituído por decreto, há dois anos, como Dia do Artesão, é uma das recentes conquistas que pede comemoração. “É um momento único para a sociedade civil, onde podemos nos encontrar, tomar consciência da importância do que produzimos, trocar informações com os demais artesãos, e o público em geral, sobre todos os avanços que tivemos no estado e no país”, comenta. Ele também aponta espaços como a Fenearte – uma das maiores feiras de artesanato da América Latina – o Centro de Artesanato (Bairro do Recife), o Pavilhão do Artesanato do FIG, além dos fóruns de cultura, como exemplos de um processo que avança.</p>
<div id="attachment_22513" aria-labelledby="figcaption_attachment_22513" class="wp-caption img-width-364 alignright" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/Nivaldo-Jorge-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-22513" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/Nivaldo-Jorge-1-364x486.jpg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Nivaldo Jorge representa Pernambuco no Conselho Nacional de Políticas Culturais</p></div>
<p>Nivaldo – enquanto representante de Pernambuco no Colegiado Setorial do Artesanato, que por sua vez tem assento no Conselho Nacional de Políticas Culturais – reforça ainda que a mais relevante das conquistas é o Plano Setorial do Artesanato Brasileiro, construído entre 2013 e 2014, a partir de escutas em todo país, inclusive em Pernambuco. O Plano define, a curto, médio e longo prazo, as políticas para o segmento. “Eu costumo dizer que o processo não é lúdico, e sim de enfrentamento. E a participação não é uma dádiva, é uma conquista. Esses frutos que estamos a colher – como a própria regulamentação da profissão – fazem parte de 30 anos de história de luta”, diz.</p>
<p><strong>HERANÇA DE MESTRES</strong> – Dentre os 33 Patrimônios Vivos de Pernambuco, dez deles são representantes do nosso artesanato. E é mais do que comum que tenham repassado, aos filhos e netos, os tipos que criaram – juntamente com a consciência de que artesanato é expressão de uma arte única, exclusiva. Nando de Zezinho, filho de Zezinho de Tracunhaém, já chegou a exportar suas “pinhas” para onze países. Está se organizando para voltar a vender para fora do Brasil. “A ideia é continuar o que ele começou. Sou artesão há mais de 25 anos e sei o quanto foi difícil no começo para meu pai. A gente não. Nascemos já tendo um ateliê, o barro, ele ensinando, e mais oportunidades de mercado para expor e vender nossas peças. No dia de hoje todos os artesãos tem o que comemorar”, diz Nando.</p>
<p>Para além de tudo que precisa conquistar, o futuro do artesanato é otimista. Tendo em sua base criativa referências construídas por mestres como Dila, Nuca, Zezinho de Tracunhaém, Maria Amélia, Jota Borges, Zé do Carmo, Zé Lopes, Ana das Carrancas, entre tantos outros, o artesanato também segue por novas gerações que se aliam cada vez mais a outras práticas e saberes, como o próprio design, e segue construindo uma trajetória que soma, e não descarta nada. “As políticas também tem que refletir essas mudanças, senão ficamos parados no tempo”, diz Breno Nascimento, artesão e atualmente assessor de artesanato da Secult-PE. Ele aponta o relação cada vez mais harmônica entre artesanato, Economia Criativa e Economia Solidária.</p>
<p>“O mercado gera fenômenos, como o de ir atrás do que é moda. Isso é vivido em diversos ambientes, até no Alto do Moura. Cabe à política oferecer a melhor forma de informar, debater essas questões. Mas vejo que a grande maioria dos artesãos ainda busca reconhecimento a partir do lugar onde estão”, diz. Ao lado desta importância estética cultural – percebida pela maioria dos que trabalham com o artesanato – a interação com a economia é mais que bem vinda. “O viés da sustentabilidade, trazido pela Economia Solidária, que trabalha com pets, alumínios, borrachas e outros recicláveis, além das oportunidades viabilizadas pelas ações da Economia Criativa, já é uma realidade no mundo do artesanato que só vai fortalecer cada vez mais este setor”, aponta Breno.</p>
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