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	<title>Portal Cultura PE &#187; Brincadeira de bacamarteiro</title>
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		<title>Em Caruaru: “Já é São João já, oxe!”</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 04:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7598" aria-labelledby="figcaption_attachment_7598" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7230355118_00b3a931f5_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7598" alt="Brincadeira de bacamarteiro (Foto: Daniela Nader) " src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7230355118_00b3a931f5_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Brincadeira de bacamarteiro (Foto: Daniela Nader)</p></div>
<p>Por Olívia Mindêlo</p>
<p>Em Pernambuco, a brincadeira é tradicionalmente junina. Enfileirados como quem marcha segundo o protocolo do batalhão militar, eles parecem prontos para o “serviço”: espingarda de um lado, bolsa para abastecer do outro. Vestem farda azul, adornada com um lencinho vermelho na gola da camisa, e ainda levam um chapéu na cabeça. A luta aqui, contudo, tem cara de alegria. Alguns usam até uma rosa, como que querendo pedir licença poética para a guerra. Olhando mais de perto, os “soldados” nem marcham, dão pulinhos. Quando a sanfona, a zabumba e o triângulo saem na rua, eles seguem o ritmo como se o objetivo nem fosse atirar. Mas, apesar do barulho estrondoso da espingarda, a arma deles só tem pólvora e papel. O que eles querem mesmo é se divertir.</p>
<p>Assim são os bacamarteiros, personagens imponentes dos festejos juninos de Caruaru, geralmente em dias de junho, principalmente Santo Antônio, São João e São Pedro. Neste sábado (19/5), quando eles se reuniram no Alto do Moura, por iniciativa do Festival Pernambuco Nação Cultural, o calendário não marcava nenhuma destas datas. Mas Seu Reginaldo Mendes de Oliveira, “72 anos 10 meses e dez dias”, o bacamarteiro mais animado dos grupos presentes, me garantiu: “Já é São João já, oxe!”. Faltando pouco mais de um mês para a grande festa da “Capital do Forró”, de fato ele estava certo. E mesmo não sendo o anúncio oficial do Ciclo Junino em Caruaru, o FPNC fez uma programação bem no clima de abertura da festa.</p>
<p>Descendo as ladeiras do Alto do Moura, cerca de 40 bacamarteiros, de grupos diferentes, iniciou os trabalhos. “É a instrução”, me falou Seu Reginaldo, natural de Caruaru, explicando sobre o momento de arrumação e esquente dos bacamartes. Nesse começo, eles saíram saltitando pelo bairro. Entraram em igreja e em bar, e cumprimentaram os moradores. Quando chegaram à Praça do Artesão, passava das 18h. O espetáculo estava prestes a começar. Após algumas voltas ensaiadas, veio a seção de “pei pei”.</p>
<p>O barulho de canhão, contudo, não espantou os presentes, nem parou a igreja evangélica bem próxima dali. O alarme de um carro até tocou diversas vezes com os sopapos das espingardas e certamente saímos um pouco mais surdos dali. Seu Reginaldo, no entanto, estava feliz feito criança, pinto no lixo. Balançou-se o tempo todo com sua arma pesada, numa alegria que chamava atenção. Foi uma “batalha” cheia de luz.</p>
<div id="attachment_7600" aria-labelledby="figcaption_attachment_7600" class="wp-caption img-width-324 aligncenter" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7230345794_9444980af1_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7600" alt="Reginaldo Mendes de Oliveira (Foto: Daniela Nader) " src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7230345794_9444980af1_z-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Reginaldo Mendes de Oliveira (Foto: Daniela Nader)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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