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	<title>Portal Cultura PE &#187; Bruna Castiel</title>
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		<title>Atrizes pernambucanas encarnam clássico de Shakespeare</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2014 19:35:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Considerada como uma das principais obras de William Shakespeare, a peça Rei Lear ganha sotaque nordestino pelas mãos das atrizes pernambucanas Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel, que encenam em curta-temporada, a partir de sábado (22), o clássico da dramaturgia inglesa, no Teatro Apolo. Com direção do premiado diretor carioca Moacir Chaves e produção da Remo Produções, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Considerada como uma das principais obras de William Shakespeare, a peça <em>Rei Lear </em>ganha sotaque nordestino pelas mãos das atrizes pernambucanas Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel, que encenam em curta-temporada, a partir de sábado (22), o clássico da dramaturgia inglesa, no Teatro Apolo.</p>
<p>Com direção do premiado diretor carioca Moacir Chaves e produção da Remo Produções, o espetáculo, embora apresente dezenas de personagens, não foi adaptado, apenas recebeu cortes. <em id="__mceDel">“</em>Encenar <em>Rei Lear</em> significa refletir sobre o mundo moderno e contemporâneo. Conhecemos mais de nós mesmos quando mergulhamos em um material desse alcance e envergadura”, analisa Chaves. Na montagem, o monarca da Bretanha, ao chegar à velhice, se vê obrigado a dividir o seu reino entre as três filhas para garantir a sua sucessão. Segundo o teórico Jan Kott, o tema de Rei Lear é a decomposição e o declínio do mundo. “Dos doze principais personagens, metade é justa, a outra injusta. Uma metade de bons, uma metade de maus. A divisão é tão lógica e abstrata quanto numa peça de moralidade. Mas é uma peça de moralidade em que todos serão aniquilados: os nobres e os vis, os perseguidos e os perseguidores, os torturadores e os torturados”, escreve Kott no livro <em>Shakespeare, nosso contemporâneo</em>. “O texto foi escrito em 1606, mas trata de questões pertinentes aos dias de hoje: como se constroem as estruturas de poder, injustiças sociais, tratamento ao idoso e à mulher”, complementa Chaves.</p>
<div id="attachment_17327" aria-labelledby="figcaption_attachment_17327" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/foto-Guga-Melgar-2-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-17327 " alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/foto-Guga-Melgar-2-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Durante o espetáculo, os músicos Samuel Nóbrega e Tomás Brandão executam a trilha sonora ao vivo (Foto: Guga Melgar/Divulgação)</p></div>
<p>Além das atrizes, estão no palco os músicos Samuel Nóbrega e Tomás Brandão. Os dois executam ao vivo a trilha sonora criada especialmente para o espetáculo por Brandão e Miguel Mendes. Há uma tentativa de encontro entre a música eletrônica e a música popular, refletida, por exemplo, nas escolhas dos instrumentos: um sintetizador polifônico analógico e uma guitarra preparada. Os músicos adotam técnicas não convencionais que envolvem o uso de utensílios diversos nas cordas, interferências sonoras nos captadores e processamento digital e analógico do sinal produzido. Durante a encenação, Nóbrega e Brandão usam um aplicativo de smartphone chamado <em>Garage Band</em>, que permite a execução de ritmos em pads na tela, assim como a reprodução de faixas e o processamento do resultado geral com efeitos como reverb, eco e filtros.</p>
<p>Tanto a iluminação quanto o cenário são assinados por parceiros antigos de Moacir Chaves: Aurélio de Simoni e Fernando Mello da Costa, respectivamente. Já o figurino foi idealizado por Chris Garrido, que recentemente foi premiada pelo figurino do filme <em>Tatuagem</em>. O cenário é coberto por terra, onde placas com os nomes dos personagens são cravadas; ao fundo, colunas grandes de sustentação de biombos dão a ideia de torres gigantes de castelo. Nos biombos são colocados diversos figurinos de maracatu, cedidos pelo acervo do Maracatu Nação Pernambuco. O maracatu, associado às cerimônias de coração dos reis e rainhas do Congo, também tem rei e rainha, duque e duquesa, príncipe e princesa, assim como no universo europeu da Idade Média da história de Shakespeare.</p>
<p>A montagem, que estreou no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, onde também cumpriu curta temporada, foi viabilizada graças ao Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2013, e fica em cartaz até o dia 30/11, no Recife.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Rei Lear<br />
Estreia: 22/11 (sábado), às 20h<br />
Temporada: Quintas e sextas-feiras, às 19h; sábados e domingos, às 20h. Até 30/11<br />
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)<br />
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)<br />
Informações: (81) 3355-3320</p>
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