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	<title>Portal Cultura PE &#187; Caetano Veloso</title>
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		<title>Selo Pernambuco e Cepe Editora celebram 80 anos de Caetano Veloso</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2022 12:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em comemoração aos 80 anos do músico, compositor e escritor baiano Caetano Veloso, o Selo Pernambuco/Cepe Editora, disponibiliza, em agosto, o e-book gratuito &#8220;Caetano Veloso, enquanto superastro&#8221;. O título é o mesmo do clássico ensaio publicado há 50 anos pelo escritor mineiro Silviano Santiago. De acordo com o editor do selo, Schneider Carpeggiani, o ensaio [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/caetano-capa.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-95709" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/caetano-capa-388x486.jpg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>Em comemoração aos 80 anos do músico, compositor e escritor baiano Caetano Veloso, o Selo Pernambuco/Cepe Editora, disponibiliza, em agosto, o e-book gratuito &#8220;Caetano Veloso, enquanto superastro&#8221;. O título é o mesmo do clássico ensaio publicado há 50 anos pelo escritor mineiro Silviano Santiago.</p>
<p>De acordo com o editor do selo, Schneider Carpeggiani, o ensaio <em>“é um marco para os estudos culturais no Brasil. Nele, Silviano Santiago propõe um olhar acadêmico para o fenômeno do popstar, um viés que não era comum naquela época”</em>, ressalta Schneider, acrescentando que, naquela época, <em>“não era de bom tom um intelectual falar de cultura pop, mas esse texto é uma prova do quanto Silviano sempre esteve atento tanto para a dinâmica das ruas quanto para a dinâmica da academia. Hoje a academia fala sobre postar, sobre brega… Tornou-se comum. Mas não era assim naquele começo dos anos 1970”</em>, completa o editor.</p>
<p>O texto integra a coletânea de ensaios &#8220;Uma literatura nos trópicos&#8221;, publicada originalmente em 1978, e relançada em 2019, também pelo Selo Pernambuco/Cepe Editora, com adição de ensaios que ficaram de fora da edição original.</p>
<p>Segundo Silviano, <em>“o superastro, ou mais precisamente, Caetano, se despregou em determinado e específico momento do movimento tropicalista e se enveredou só por entre os caminhos tortuosos da arte brasileira. Expondo-se, expondo seu cabelo e suas fantasias, seu corpo e sua voz, tornando-se ao mesmo tempo criador e objeto, criador e criado, criado-obrigado de uma plateia cada vez mais exigente , cada vez mais eminente, pois seus espetáculos extrapolavam o círculo da música popular e se propunham como a síntese que estavam procurando os artistas brasileiros”</em>.</p>
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		<title>A primeira vez de Caetano a gente nunca vai esquecer</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jul 2013 22:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após grande expectativa, o cantor baiano veio ao 23º FIG, com o seu show “Abraçaço” por Leonardo Vila Nova “Abraçaço“. Neologismo criado para significar abraço grande, imenso. O mais adequado para definir, então, o abraço inteiro de uma cidade em torno de um artista? Garanhuns foi privilegiada ao dar e também receber um desses abraços, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Após grande expectativa, o cantor baiano veio ao 23º FIG, com o seu show “Abraçaço”</p>
<div id="attachment_4173" aria-labelledby="figcaption_attachment_4173" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-51.jpg"><img class="size-medium wp-image-4173" alt="Caetano foi performático do início ao fim (Foto: Pri Buhr)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-51-607x405.jpg" width="607" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Caetano foi performático do início ao fim (Foto: Pri Buhr)</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p dir="ltr">“Abraçaço“. Neologismo criado para significar abraço grande, imenso. O mais adequado para definir, então, o abraço inteiro de uma cidade em torno de um artista? Garanhuns foi privilegiada ao dar e também receber um desses abraços, daqueles que não se esquece tão fácil assim. Privilegiado maior o homem que, nesse entrelaçar único de braços, soube retribuir o mimo com o seu melhor: música e poesia vestidas de rock, samba, maracatu e muitos tropicalismos mais. Foi assim a primeira vez de Caetano Veloso no Festival de Inverno de Garanhuns… e foi inesquecível. Na noite deste último sábado (20/7), adentrando na madrugada do domingo, o músico que se diz “baiano-pernambucano” recebeu um abraçaço inteiro, há muito guardado. E, acarinhado pelo imenso público, surpreendeu expectativas.</p>
<p dir="ltr">Para a sua estreia no 23º FIG, Caetano trouxe o show da turnê do seu mais recente álbum, “Abraçaço”, que vem até agora sendo apresentado em casas de show pelo País. Esta foi a sua quarta passagem por Pernambuco este ano (anteriormente, se apresentou no Carnaval do Recife e mostrou o show “Abraçaço” em Petrolina e, depois, voltou à capital pernambucana). O disco foi responsável por fechar uma trilogia festejada pelo seu público, onde o artista mais uma vez ousou se arriscar no campo das imprevisibilidades. A Cidade das Flores teve, então, o prestígio de ter o acesso livre e, não por acaso, a Esplanada Guadalajara ficou lotada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4174" aria-labelledby="figcaption_attachment_4174" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-52.jpg"><img class="size-medium wp-image-4174" alt="Público da Guadalajara sábado, dia 20/7 (Foto: Pri Buhr)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-52-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Público da Guadalajara sábado, dia 20/7 (Foto: Pri Buhr)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">A atitude rock e o próprio rock como formato para vestir as suas canções poderia parecer inadequado para um “senhor” de 70 anos, mas foi mais uma oportunidade de o artista passear, desenvolto, no limiar dos riscos, como ele gosta de fazer e onde parece sempre estar mais à vontade. Acompanhado da bandaCê – Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (contrabaixo e teclado) e Marcelo Callado (bateria) – ele subiu ao Palco Guadalajara sob olhares atentos. Os comentários sobre a expectativa de ver esse show há um bom tempo já corriam à boca miúda na cidade (e fora dela), indicando que sua presença no FIG era uma das mais aguardadas nesta edição do festival.</p>
<p dir="ltr">À primeira vista, o jovem senhor parece frágil, pequeno. Mas ao abrir o show com “A Bossa nova é foda”, Caetano já faz cair por terra qualquer impressão antecipada a esse respeito. Um rock realmente. Uma porrada sonora que o faz vigoroso em palco. E, a cada canção,  ele parece se comunicar diretamente com o desejo de juventude que emana de cada um de nós. Cada sílaba e respiração da sua voz passeia certeira por entre os grunhidos da guitarra, contaminados de efeitos e “viagens”. Mas, muito além do rock, Caetano e a bandaCê refazem, em linguagem própria, todo um universo que está ao alcance do seu tão amplo lastro de inspiração: lá estão os sambas que falam de amor (e sexo), o pop dançante, o funk carioca, a “suingueira”, os momentos de calmaria, as baladas ácidas, as dedicatórias mais íntimas.</p>
<p dir="ltr">Caetano é desses tropicalistas adepto da antropofagia até de si mesmo. No show, além do repertório do disco “Abraçaço”, ele se reinventa em algumas canções mais antigas, readaptadas à sonoridade rock. Do aclamado disco “Transa” – recorrente referência a esse momento atual do artista – ele pinçou “Triste Bahia”, onde as batidas de agogô são simuladas pela guitarra. Mas Caetano também evoca outros momentos, quando ataca de “Eclipse oculto”, “De noite na cama” – com direito a um desabotoar de camisa que pretende atiçar ainda mais a plateia -, “Odeio você”, já concebida nessa sua fase roqueira. E do “Abraçaço”, o balanço malicioso da canção-título do disco, o balanço diferente de “Parabéns”, o maracatu de “Império da lei”, momentos introspectivos como “Estou triste”, e o “Funk melódico”, para descer até o chão com guitarras distorcidas.</p>
<p dir="ltr">Do início ao fim do show, o público se viu diante de um habilidoso provocador de sensações. Um Caetano que emociona no que tem de mais simples e certeiro, mas sempre dotado de uma capacidade de dialogar com tendências e experimentalismos, e uma rebeldia estética incomum nos ditos “medalhões” da música. É esse sabor de novidade a cada canção do show que faz o público delirar e cantar junto. Com certeza, há algo de misterioso e muito bonito nessa relação tão apaixonada entre Caetano e as pessoas que o assistem. Mas essa zona de conforto é construída à base de muitos riscos. Qualquer passo em falso pode lhe render as mais duras críticas. No entanto, ele não se amedronta diante disso e segue firme, se jogando, de braços abertos para o que der na telha. A noite foi linda. Caetano mereceu esse caloroso abraçaço. O festival também.</p>
<p dir="ltr">Um novaiorquino de Garanhuns</p>
<p>Ao fim do seu show, uma surpresa trouxe ainda mais emoção. Caetano convidou ao palco o músico Arto Lindsay. Novaiorquino de alma garanhuense (Arto viveu na cidade dos quatro aos 17 anos), ele é responsável pela sonoridade de discos como “Estrangeiro” e “Circuladô”. Após 41 anos, ele se reencontrou com o seu lar pernambucano. Um sorriso emocionado no rosto, guitarra em mãos, ele mandou ver em noises  - que são sua marca registrada – na canção “Você não entende nada”.</p>
<div id="attachment_4175" aria-labelledby="figcaption_attachment_4175" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-53.jpg"><img class="size-medium wp-image-4175" alt="“Abraçaço” entre Arto Lindsay e Caetano (Foto: Pri Buhr)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-53-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">“Abraçaço” entre Arto Lindsay e Caetano (Foto: Pri Buhr)</p></div>
<p dir="ltr">Da última vez que se apresentou ao lado de Caetano Veloso, ele disse não se recordar. Mas lembra que foi muito bom, como sempre é. A intimidade e a amizade entre ambos esteve presente no palco, seja tocando música de um ou do outro. Para Arto, a felicidade dobrada, triplicada. Ele também participou do show da Orquestra Contemporânea de Olinda e aproveitou a rápida passagem pela cidade para rever o que há muito deixou apenas na memória. Em um rápido passeio por Garanhuns, ele se deparou com algo curioso: a casa onde morava se tornou a Galeria das Artes, que está abrigando exposições e oficinas durante o FIG 2013. No seu antigo quarto, fotos da exposição fotográfica “Na trilha do cangaço: um ensaio pelo Sertão que Lampião pisou”. A velha pitangueira já não está mais no quintal. As primeiras aulas de piano ficaram registradas com afeto. A cidade mudou. Mas as imagens continuam lá.</p>
<p dir="ltr">Um reencontro que reapresentou a Garanhuns um filho seu que se jogou no mundo para dar cria a uma música incomum e admirável. Foi no abraçaço de Caetano Veloso, durante o show deste sábado, que Arto se reencontrou com parte de sua história de vida, tendo como elo fundamental a música.  Após o show, de 1h30, Fafá de Belém deu continuidade à noite.</p>
<p>21/07/2013 | Compartilhe: <a href="https://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://www.fig2013.com/palco-pop-a-noite-do-velho-jacare-e-do-tigre-exotico/">Facebook</a> <a href="https://twitter.com/share?url=http://www.fig2013.com/palco-pop-a-noite-do-velho-jacare-e-do-tigre-exotico/">Twitter</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“O Festival de Inverno é famoso em todo o Brasil” (Caê)</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/o-festival-de-inverno-e-famoso-em-todo-o-brasil-cae/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jul 2013 19:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova Filho da Bahia, mais exatamente de Santo Amaro da Purificação. Cidadão do mundo, ou melhor falando, cidadão pernambucano, desde 2003. Caetano Veloso, como bem disse certa vez, “entrou e saiu de todas as estruturas”, flertou com quase todas as possibilidades de reinvenção estética em seu trabalho, consolidado ao longo de mais [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-81.jpg"><img class="size-medium wp-image-4479 aligncenter" alt="" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-81-607x288.jpg" width="607" height="288" /></a></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p dir="ltr">Filho da Bahia, mais exatamente de Santo Amaro da Purificação. Cidadão do mundo, ou melhor falando, cidadão pernambucano, desde 2003. Caetano Veloso, como bem disse certa vez, “entrou e saiu de todas as estruturas”, flertou com quase todas as possibilidades de reinvenção estética em seu trabalho, consolidado ao longo de mais de quatro décadas, desde que tomou o Brasil de assalto com a explosão tropicalista, influenciando gerações a fio. Hoje, aos 70 (quase 71) anos de idade, ele soa cada vez mais jovem, moderno e musicalmente ousado. Com “Abraçaço”, seu mais recente álbum, chega ao terceiro disco de uma trilogia – iniciada com “Cê” (2006) e seguida por “Ziie e zie” (2009) – concebida junto com a bandaCê, que traz à tona uma verve mais roqueira para vestir suas canções. Com exclusividade, o artista concedeu entrevista (via e-mail) ao site do FIG 2013 e falou sobre o show que apresenta no festival, próximo dia 20 de julho, no Palco Guadalajara. Além disso, falou da sua relação com Pernambuco, estreitada através do título de cidadão pernambucano, que recebeu há 10 anos, e do prazer em tocar e cantar pela primeira vez para Garanhuns.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | Esta é a primeira vez que você vai se apresentar no Festival de Inverno de Garanhuns? Já esteve na cidade em alguma outra circunstância?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso | É a primeira vez que vou a Garanhuns, terra de Lula e de Arto &amp; Duncan Lindsay.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | O show que será apresentado no FIG é o “Abraçaço” e você seguirá fielmente o roteiro do que vem sendo apresentado? Ou você e a bandaCê estão preparando algo diferente?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso | Espero poder fazer alguma coisa em colaboração com Arto (Lindsay), afinal é a primeira vez que canto na terra brasileira dele. Em princípio, vamos levar o “Abraçaço” tal como ele é e tem sido apresentado pelo Brasil afora. Claro que com todas as variações que isso permite.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | Gostaria de saber por quantas cidades a turnê do “Abraçaço” já terá passado até a data do FIG (20/7)?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Olha, me lembro de ter feito Rio, Fortaleza, São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Uberlândia, Goiânia, Campinas, Natal, Maceió… sei lá… Antes de Garanhuns ainda teremos, pelo menos, Curitiba e Novo Hamburgo.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | Sendo sua primeira vez no FIG, é mais uma novidade em sua trajetória musical, que conta com mais de quatro décadas. Mesmo após tantos anos de carreira e experiência, esse sabor da novidade, de tocar pela primeira vez em algum lugar, ainda te gera alguma expectativa ou você já se acostumou a isso?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Fico feliz por ter sido convidado para cantar nessa cidade de que tanto ouço falar. O Festival de Inverno é famoso em todo o Brasil. As pessoas ficam surpresas ao saber que faz frio em Pernambuco. Para mim, cantar num lugar novo – sobretudo numa situação especial como é o festival – é sempre uma excitação diferente. A gente não se habitua a fazer show ao ponto de ficar frio com coisas assim.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | O “Abraçaço” representa o terceiro disco de uma trilogia arquitetada junto à bandaCê, com uma sonoridade que evidencia uma roupagem mais “rock” às suas canções. O que este disco traz como diferencial em relação aos outros dois anteriores, em termos de sonoridade e conceito?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| A concepção sonora foi semelhante à de “Zii e zie”: já temos uma banda que tem som próprio e eu imaginei canções para serem tratadas com esse som. O “Cê” foi diferente: inaugural, foi a captação de uma banda criada para tocar um repertório (e um estilo de arranjo) que tinha sido criado antes de sua existência. Coisas como “Funk melódico” vêm um pouco da experiência do “Recanto”, disco que criei para a voz de Gal. Mas também do meu interesse pelo funk carioca, uma forma popular muito naturalmente sofisticada.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | Esses últimos trabalhos reiteram o que você vem demonstrando ao longo de todos esses anos de trajetória: um artista sempre aberto e conectado às novidades e a incorporar as novas expressões da música pop em sua música, sem preconceitos. Você acha que é esse aspecto que tem feito com que o público jovem se interesse cada vez mais pelo seu trabalho?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Ninguém sabe por que alguns artistas mantêm o interesse de sucessivas gerações. Mas isso não é incomum. Há casos como Neil Young ou Lou Reed, para não falar em Frank Sinatra ou Roberto Carlos. Meu interesse pelo rock vem do tempo do tropicalismo e nunca esmoreceu. Não sou nem nunca fui rockeiro. Nem desejei ser. Mas sempre quis pôr em meu trabalho o que percebi de importante nessa virada na música popular que o rock representou desde os anos 1950 e, mais ainda, a partir dos anos 1960. Mas o fato é que na minha geração vários artistas se mantêm interessantes. Os shows de Chico Buarque, Paul McCartney, Ozzy Osborne ou Rolling Stones têm mais público do que os meus. De todo modo, o público jovem consome mesmo mais discos e shows de música popular do que as pessoas mais velhas.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | Quais as principais relações que você percebe entre seus últimos álbuns (em especial o “Abraçaço”) e os discos que também vêm sendo descobertos e aclamados pelo público mais jovem, como o “Transa”, por exemplo?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Sempre achei o trabalho com a bandaCê parente do trabalho do “Transa”: uma banda pequena partindo de ideias de arranjos que já nasciam junto com as composições. Sempre gostei especialmente de “Transa”. E tanto no show de “Cê” quanto no de “Zii e zie” e no de “Abraçaço” botei canções do “Transa”.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | Em 2013, completam 10 anos que você recebeu o título de cidadão pernambucano. Como é ser um “PEBA” (de PE + BA)*?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Sinto orgulho desse título. Gosto da seriedade pernambucana, do senso pernambucano de responsabilidade cultural. A Bahia precisa fazer muito esforço agora para recuperar sua identidade. Amo ser baiano e pernambucano.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com |E como a cultura (em especial a música) pernambucana te influencia no teu trabalho, na tua concepção artística?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Aos 8 anos de idade, eu era fã de Luiz Gonzaga. Hoje sou fã de “O som ao redor” [filme do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho]. Entre os dois há todo um mundo de coisas.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | O que você tem ouvido (e apreciado) de música pernambucana mais atual?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Estou ainda na Nação Zumbi e no DJ Dolores. Mas conheço Karina Buhr. E é claro que adoro Lenine.</p>
<p dir="ltr">#fig2013.com | Já tem ideias para um próximo disco? Ou ainda é muito cedo para dizer?</p>
<p dir="ltr">#caetano veloso| Ainda é muito cedo.</p>
<p dir="ltr">*Expressão, segundo Gilberto Gil, criada pelo pernambucano Jomard Muniz de Britto para “significar essas pontes importantes que unem a Bahia a Pernambuco”.</p>
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