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	<title>Portal Cultura PE &#187; caiporas</title>
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		<title>Governadora Raquel Lyra apresenta o Carnaval pernambucano à cidade de São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 15:37:27 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proposta de atrair mais turistas para conhecerem o Carnaval de Pernambuco, um dos maiores eventos culturais do mundo, a governadora Raquel Lyra esteve em São Paulo, neste domingo (16), levando na bagagem uma edição especial do Festival Pernambuco Meu País, realizado por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). A festa aconteceu na Avenida Paulista e continuou no Parque Burle Marx.</p>
<p>“É muito legal termos a oportunidade de trazer uma ação como esta para cá, apresentar ao povo paulistano o maracatu, o caboclo de lança, os passistas e a orquestra de frevo. Quem está aqui vai poder sentir um pouco daquilo que é a alegria do povo pernambucano, de nossa cultura popular. E quem é de Pernambuco e está em São Paulo também pode matar a saudade de casa abrindo as portas para o maior e melhor Carnaval do mundo”, afirmou a governadora Raquel Lyra.</p>
<p>A prévia da folia pernambucana começou na Avenida Paulista, às 10h, com a presença de diversas manifestações e patrimônios da cultura do Estado, como os caiporas de Pesqueira (Patrimônio Vivo) e o maior bloco de rua do planeta, o Galo da Madrugada, representado por um boneco inflável de 15 metros de altura. Em seguida, às 11h, a energia festiva foi levada ao Parque Burle Marx, com diversas outras atrações, como Roger de Renor e o Som na Rural, Gerlane Lops, Nego Thor, Romero Ferro, Duda Beat e Alceu Valença &#8211; ícone da festa de Momo do Estado e um do homenageados do Carnaval de Pernambuco em 2024.</p>
<p>O presidente da Empetur, Eduardo Loyo, chamou a atenção para o potencial turístico de Pernambuco, sobretudo em uma época como o Carnaval. “O Estado de São Paulo é o maior emissor turístico para Pernambuco durante todo o ano. Quando trazemos este evento para cá buscamos fazer com que os paulistas sintam um pouquinho do gosto de nosso Carnaval para que tenham vontade de ir para Pernambuco. O setor de turismo engloba cerca de 50 atividades econômicas, áreas pujantes na geração de emprego, e por isso vimos fazendo este trabalho que tem dado muito certo”, destacou.</p>
<p>Durante as apresentações deste domingo também teve destaque o Maracatu Estrela Brilhante de Nazaré da Mata, maracatu de baque solto com 24 anos de existência e uma trajetória imponente. Ao longo dos anos o grupo colecionou títulos nos concursos de agremiações por todo o Estado e se dedicou a apresentações culturais nos ciclos festivos do calendário cultural de Pernambuco, bem como a realização de aulas-espetáculos em escolas públicas e participação em festivais e encontros culturais nacionais e internacionais.</p>
<p>“É uma oportunidade de trazer nossa cultura popular e nossas raízes aqui para São Paulo, que tem uma comunidade nordestina pernambucana enorme e é uma emissora de turistas para Pernambuco. É um grande intercâmbio cultural”, completou a secretária estadual de Cultura, Cacau de Paula.</p>
<p>Outra atração foi o mestre Julião das Máscaras, de Olinda, que realizou no local uma oficina exclusiva de cabeças de la ursa, uma das peças mais famosas do artista. O artesão tem trabalhos que se espalham por galerias e coleções no Rio de Janeiro, na França e no Japão.</p>
<p>O casal pernambucano Cilene Nascimento e Mário Nascimento mora em São Paulo há mais de 30 anos e estava na Avenida Paulista matando a saudade da cultura da terra natal. “Fica um sentimento de felicidade e de amor à cultura. Lembrar de nossas raízes é tudo de bom. É muito importante para a gente. É bom demais matar a saudade”, comentou Cilene. “Não tem pareia, né? A gente lembra de nossa terra, nossa cultura e nossas raízes. Ficamos até emocionados. Passa um filme na cabeça, de onde a gente veio. Tudo de bom. Não tem igual”, completou Mário.</p>
<p>Para a administradora paulistana Andrea Paternost, 51 anos, a ação foi muito boa porque mostrou Pernambuco para quem não o conhece. “Do lado de cá nós até nos indagamos sobre o que representam certas figuras que talvez nem todo mundo conheça. Mas é muito legal ver o Carnaval de Pernambuco aqui em São Paulo. Já estive em Olinda e fiquei com vontade de voltar para lá”, disse.</p>
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		<title>Pesqueira recebe Festival Pernambuco Nação Cultural</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2014 19:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A música regional, o artesanato popular, a produção artística indígena, o audiovisual, cinema, teatro, entre outras ações tomam conta da cidade de Pesqueira, de 26 a 31 de agosto, em mais uma edição do Festival Pernambuco Nação Cultural. O FPNC em Pesqueira absorve a 14ª Festa da Renascença e o público irá vivenciar uma semana [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/07/caiporas.jpg"><img class="size-medium wp-image-11653 aligncenter" alt="Roberta Guimarães" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/07/caiporas-607x351.jpg" width="607" height="351" /></a></p>
<p>A música regional, o artesanato popular, a produção artística indígena, o audiovisual, cinema, teatro, entre outras ações tomam conta da cidade de Pesqueira, de 26 a 31 de agosto, em mais uma edição do Festival Pernambuco Nação Cultural. O FPNC em Pesqueira absorve a 14ª Festa da Renascença e o público irá vivenciar uma semana de cultura e formação cultural, em vários pontos da cidade. O FPNC é uma realização do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e Fundarpe, em parceria com a Prefeitura de Pesqueira. O objetivo é a descentralização da ação cultural, a circulação de artistas e formação de plateias, capacitação e democratização do acesso aos bens culturais.</p>
<p>No segmento da música, o Palco Nação Cultural abrigará artistas regionais, tais como o forrozeiro Rogério Rangel, o cantor Hebert Lucena (Prêmio Tim de Música Nacional), na sexta (29) e o eterno romântico Adilson Ramos, na sexta (29). No sábado (30), shows com o grupo pesqueirense de choro Ororubá, o pop nordestino da banda Rhudia, a canção festiva de André Rio e o balanço paraense de Fafá de Belém. O palco está montado na Praça Dom José Lopes, e os shows começam sempre a partir das 21h.</p>
<p><strong>TEATRO</strong> &#8211; Na Praça Rosa, sempre a partir das 16h, acontecem apresentações de artes cênicas. Na quinta (28), será exibido o espetáculo <em>Faustino – Um Fausto Nordestino</em>. Escrita em cordel, tem como ponto de partida um conto popular. O cenário é o nordeste brasileiro onde Faustino, mais um personagem-símbolo da criatividade do nosso povo, usa da esperteza e malícia para encontrar alternativas entre o bem e o mal, tirando proveito de todos os lados para ficar rico sem esforço. O espetáculo mescla encenação com música ao vivo, dança e arte visual.</p>
<p><strong>CULTURA POPULAR</strong> – Como sempre acontece no FPNC, nas cidades por onde passa, a cultura popular pernambucana toma as ruas, com cortejos das mais variadas manifestações. Em Pesqueira, os desfiles acontecem no sábado (30), a partir das 17h, com concentração na Igreja do Convento, seguindo até a Praça Rosa. Participação dos Caiporas (tradicional brincadeira pesqueirense), Perna de Pau do Movimento Ziriguidum, Cambinda Velha de Pesqueira, Bloco Lira da Tarde, Bonecos Gigantes do Nordeste e Escola de Samba Ororubá e Reisado Manoel Bernardino.</p>
<p>A aldeia Cimbres, dos índios Xucurus, receberá apresentações culturais e oficinas de formação cultural. O projeto Cinema na Estrada também fará exibição de filmes na aldeia e na reserva Xucuru, além de chegar também até o Distrito de Mimoso. O projeto de literatura Livros Livres atuará em diversos espaços públicos de Pesqueira.</p>
<p><strong>FORMAÇÃO CULTURAL</strong> – As oficinas, palestras e workshops que acontecem no FPNC buscam estimular novos agentes culturais e ampliar o conhecimento dos artistas da região. A programação, em Pesqueira, contempla várias linguagens artísticas, como música, design e moda, literatura, artes cênicas, fotografia e audiovisual. Os interessados já podem se inscrever na Secretaria de Turismo da cidade que fica localizada na Rua Adalberto de Freitas, s/nº – Centro. As inscrições são gratuitas.<br />
Como a cidade de Pesqueira se configura como importante polo produtor da renda Renascença, algumas atividades visam fortalecer esse segmento criando ideias e gerando oportunidades de crescimento. É o caso do ‘Laboratório Criativo: A Renascença para novos produtos’ que irá trabalhar métodos no desenvolvimento da criatividade para criação de novos produtos.</p>
<p>Confira a <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/festival-pernambuco-nacao-cultural/programacao-fpnc/" target="_blank"><strong>PROGRAMAÇÃO COMPLETA</strong></a></p>
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		<title>Cortejo arrastou moradores de Pesqueira</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Aug 2012 13:08:56 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5549" aria-labelledby="figcaption_attachment_5549" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/7811932282_e7494df709_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-5549" alt="Os Caiporas, figuras típicas do Carnaval da cidade, participaram do cortejo em Pesqueira (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/7811932282_e7494df709_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os Caiporas, figuras típicas do Carnaval da cidade, participaram do cortejo em Pesqueira (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p>Por Raquel Holanda</p>
<p>A Praça Dom José Lopes, no Centro de Pesqueira, foi o local de encontro de brincantes e admiradores da cultura popular no final da tarde de sábado (18/8), último dia do FPNC do Agreste Central. Às 16h, teve início o Cortejo de Cultura Popular, que seguiu pela Avenida Joaquim de Brito e pela Rua Presidente Carvalho, principais vias da cidade, com destino ao Loteamento São Francisco, no bairro do Prado.</p>
<p>A Escola de Samba Ororubá, o Grupo Folclórico Os Cangaceiros, a Escola de Samba Labariri, Os Capioras e a Orquestra Lira da Tarde comandaram o desfile, que arrastou muitos moradores do Prado pelas ladeiras do bairro. Maria José estava  na calçada de casa aguardando a passagem do cortejo: “Eu gosto muito dos Cangaceiros, sempre que eles se apresentam acompanho”, contou. E a brincadeira da cultura popular não tem idade. Luzinete Delmiro, de 70 anos, moradora do Loteamento São Francisco, não teme as ladeiras do local e apenas fez seu esquente para a noite de festa. “Eu acompanho o Bloco Lira da Tarde agora para me animar para a festa que vai continuar para mim, pois sai logo mais com o Coco Cancão do Piô”, disse a senhora, enquanto era chamada pela neta para dançar os frevos cantados pela orquestra do bloco, que há 74 anos festeja o Carnaval no município.</p>
<p>“É emocionante ver as pessoas do meu bairro seguindo nossa escola”, comentou Maria Cíntia, madrinha de bateria da Escola de Samba Gigantes do Ororubá. Para o presidente da escola, o Seu Vila, o Carnaval é uma festa de rua e “merece ser festejada com o povo”.</p>
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		<title>Carnaval para reviver uma lenda</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 17:06:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Minha infância foi sempre rodeada por mitos e lendas. Filha de amazonense, fui criada para respeitar a floresta e os animais, sendo o caipora um dos personagens folclóricos que mais esteve presente no meu imaginário infantil. Agora, mais de 20 anos depois, eis que me deparo com ele no município de Pesqueira, no Agreste de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Mergulhe-Pesqueira-Caiporas-2.-Foto-Chico-Ludermir.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4385 alignright" alt="Chico Ludermir" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Mergulhe-Pesqueira-Caiporas-2.-Foto-Chico-Ludermir-321x486.jpg" width="321" height="486" /></a></p>
<p>Minha infância foi sempre rodeada por mitos e lendas. Filha de amazonense, fui criada para respeitar a floresta e os animais, sendo o caipora um dos personagens folclóricos que mais esteve presente no meu imaginário infantil. Agora, mais de 20 anos depois, eis que me deparo com ele no município de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco.</p>
<p>Caipora vem do tupi “kaa porá”, que significa habitante do mato. Segundo o folclore brasileiro, pode ser representado por várias formas. Caboclo peludo, negro baixinho de um olho só, indiazinha ou indiozinho, o personagem aparece de acordo com quem o vê. Assume a forma mais assustadora para o inimigo. No meu imaginário infantil, o caipora assumia o aspecto de um curumim de cabelos verdes. Agora, em Pesqueira, lá vem ele, bem diferente das minhas fantasias, sob uma nova feição: a de brincante de bloco carnavalesco, vestido com paletó colorido e uma enorme cabeça de estopa.</p>
<p>Os personagens mitológicos e lendas do folclore brasileiro são personificados em versões distintas, que variam de acordo com a região do País. Os casos e mitos criados coletivamente pelo imaginário popular são passados oralmente, através de anedotas em prosa, poesia ou cantoria. Geralmente montado em um porco do mato, o protetor das florestas permite a entrada de caçadores em troca de oferendas – geralmente fumo e cachaça. Alguns usam a cachaça como armadilha. Acredita-se que embebedando o caipora ou um de seus caiporinhas (exército de pequenas criaturas que acompanham a entidade mitológica, podendo ser associados também a uma vara de porcos do mato), capturar o demônio da floresta seria uma tarefa fácil. No entanto, reza a lenda que ninguém jamais conseguiu tal façanha.</p>
<p>Quando o caipora permite a entrada de caçadores mata adentro, em troca das oferendas, a estes fica a obrigação de respeitar algumas regras: não perseguir fêmeas grávidas ou filhotes, não caçar nas sextas-feiras, nos domingos, nos dias santos e nas noites de lua cheia. Minha mãe me contava que penas, esteiras e mantas eram ofertadas pelos índios ao guardião da floresta e dos animais, em vez de cachaça e fumo.</p>
<p>Andando pela cidade em busca da história dos caiporas, mais especificamente do Bloco Carnavalesco e Cultural Caiporas de Pesqueira, paro em uma praça onde vários senhores jogam damas. Me aproximo e começamos a conversar sobre os “causos” da cidade, principalmente os que dizem respeito ao Carnaval. Seu Geraldo, aparentemente o mais velho do grupo, me disse que a mata, supostamente protegida pelos caiporas, era a mesma onde viviam os índios da região. Sabe-se que o personagem é associado, segundo a lenda, ao fogo-fátuo nas regiões pantanosas. Acreditava-se que o fogo misterioso era provocado pelo guardião da mata para espantar os caçadores e, assim, evitar a entrada dos invasores. No caso de Pesqueira, segundo Seu Geraldo, o fogo avistado no meio da floresta era de rituais indígenas.</p>
<p>Fui ao encontro de Dona Helena, cujo nome significava, na Grécia Antiga, Fogo de Santelmo. Coincidentemente, em algumas regiões do País, representa o fogo provocado pelo caipora. Há cinco anos como guardiã do bloco, Dona Helena Rodrigues de Melo, 69 anos, viúva de um dos precursores dos Caiporas, conta que apesar do estresse dos preparativos carnavalescos, é um divertimento organizar e coordenar tudo. Depois de anos ajudando o marido, ela desenvolveu alergia a um dos materiais da fantasia (a estopa), o que a impede de confeccionar as cabeças do personagem. O lado bom, disse ela, é que os jovens a ajudam atualmente com as vestimentas e assim é mais seguro que a tradição permaneça quando ela se for.</p>
<p>Hoje, o bloco arrasta cerca de 80 brincantes, homens e mulheres, meninos e meninas, vestidos por Dona Helena e sua equipe. O que me fez lembrar o grupo dos caiporinhas que auxiliavam o protetor da floresta. Acompanhados por uma orquestra de frevo, os foliões se vestem com uma cabeça pintada em um grande saco de estopa, um paletó e uma gravata. Os ombros ficam na cintura, deixando à mostra pequenas pernas. E assim temos o ser mitológico, representado na fantasia, desfilando pelas ruas da cidade.</p>
<p>O bloco dos Caiporas de Pesqueira foi fundado em 1962 pelo jornalista Abcinéias e mais seis amigos. Alguns anos depois, foi extinto por ser cercado de superstições, entre elas a de que era amaldiçoado. Além de causar pavor às crianças da cidade, acreditava-se que a cada ano, um dos fundadores iria morrer, como realmente aconteceu no início do bloco. Os medos foram superados quando, nos anos 1970, um grupo de amigos, alguns filhos da primeira e segunda geração dos fundadores, resolveu reviver o bloco que, em 2012, comemorou 50 anos de tradição.</p>
<p>Apesar dos registros documentais e de manifestações culturais como o bloco carnavalesco de Pesqueira, personagens do folclore brasileiro como caipora, saci pererê, curupira, cumadre fulozinha, os guardiões da floresta parecem não ter mais a mesma força de antes no imaginário popular. Antigamente o mito causava medo e respeito à natureza. Hoje os Caiporas assustam as crianças de Pesqueira e divertem os foliões durante o desfile do bloco, que acontece no domingo, na segunda e na terça de Carnaval.</p>
<p><b>OUTROS CARNAVAIS</b></p>
<p>Na busca por informações, vou descobrindo que Pesqueira carrega outras tradições carnavalescas. Blocos como o Lira da Tarde, os Cangaceiros e as Catraias fazem parte da programação da cidade. Ali perto, diz um outro senhor que, na mesma praça onde garimpei a história dos Caiporas, trabalha uma das figuras mais conhecidas do Carnaval de Pesqueira. Auxiliar de serviços gerais em uma instituição bancária, Gogo é conhecido como o homem da sombrinha. Desfila desde os 16 anos e há 35 sai vestido de mulher em todos os blocos da cidade, acompanhado pela sua sombrinha de frevo. Após economizar durante todo o ano para comprar vestidos e perucas, Gogo chega a trocar de roupa e peruca até seis vezes por dia durante o Carnaval. Após o período momesco, ele doa os vestidos antigos a pessoas carentes.</p>
<p>Segui pela cidade e encontrei outro grupo carnavalesco, o Cambindas Velhas, se apresentando em uma escola municipal. O bloco foi fundado em 1909, por Pedro Lopes. Comerciante, costumava observar os africanos descendentes de escravos que, após descarregar as mercadorias dos navios, dançavam. Depois de ter experimentado dançar com os negros, Pedro Lopes fundou o bloco carnavalesco que atualmente é composto por homens e meninos vestidos de baianas. Acompanhados pelo som da zabumba, do ganzá e do megafone, os “cambindeiros” seguem cantando, já em sua quinta geração, as músicas do fundador. O bloco, que costuma sair todos os dias de Carnaval, também tem quatro composições em homenagem ao cacique xucuru Chicão, assassinado em 1998 na reserva indígena de Pesqueira.</p>
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