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	<title>Portal Cultura PE &#187; camillo josé</title>
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		<title>Coletivo de artistas lança o álbum &#8220;Ontem é muito longe daqui: disco de  poemas&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2021 00:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cinco artistas, nove fonogramas, um disco. &#8220;Ontem é muito longe daqui: disco de poemas&#8221; é resultado do encontro entre José Juva (poemas e voz), Camillo José (guitarra), Juliano Muta (baixo e voz), Rimas Inc. (beats e programações eletrônicas) e D Mingus (produção e edição musical). O disco será lançado na próxima terça-feira (27), no Youtube, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/CARTAZ-LANÇAMENTO-Ontem-é-muito-longe-daqui-disco-de-poemas.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-83954" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/CARTAZ-LANÇAMENTO-Ontem-é-muito-longe-daqui-disco-de-poemas-486x486.png" width="486" height="486" /></a></p>
<p>Cinco artistas, nove fonogramas, um disco. &#8220;Ontem é muito longe daqui: disco de poemas&#8221; é resultado do encontro entre José Juva (poemas e voz), Camillo José (guitarra), Juliano Muta (baixo e voz), Rimas Inc. (beats e programações eletrônicas) e D Mingus (produção e edição musical). O disco será lançado na próxima terça-feira (27), no Youtube, Spotify, Soundcloud e Bandcamp. A proposta artística oriunda desse combo criativo é uma deambulação pelos territórios da poesia de invenção em voz alta e das experimentações sonoras num jogo com as possibilidades de expansão da palavra poética. Além de liberada para audição nas plataformas digitais, a obra também estará disponível para download gratuito: <strong><a href="http://linktr.ee/josejuva" target="_blank">linktr.ee/josejuva</a></strong>.</p>
<p>A viagem sonora abre com a faixa “Sítio ensolarado”, poema envolto num rock rural minimalista, futurista. “Apenas vasta memória”, na sequência, é uma guitarrada cheia de suingue junto ao registro discursivo do texto. “O oceano continua barulhento”, logo após, é quase uma oração, um mantra de entrega telúrica atravessado por paisagens sonoras que anunciam amplidão.</p>
<p>A quarta faixa do álbum é “Os pés descalços indo bem longe”, um delirante diário combinado com ambiência pós-rock. “As ruminações de uma vaca sideral”, quinta faixa, apresenta um passeio madrugada adentro com ares de <em>synthpop</em> tropical. A sexta faixa é o baião <em>freak</em> e psicodélico de “Todos temos fantasmas suficientes”, longo poema como uma espécie de reflexão política planetária.</p>
<p>“Embalado pelas chuvas que só começam” recupera memórias eletrônicas num lirismo encharcado pelo suor das pistas de dança e embebido nas gargalhadas das manhãs e tardes de videogame. A oitava faixa da obra é um pequeno e sensível estudo confessional sobre o amor batizado de “Caranguejo feito de estrelas e lixo”. “Êxtase ininterrupto” finaliza o disco com o desenho do ambiente apocalíptico do antropoceno, poema carregado do nosso caos contemporâneo.</p>
<p>As gravações, edições, mixagens e masterizações da obra aconteceram entre janeiro e abril deste ano. &#8220;Ontem é muito longe daqui: disco de poemas&#8221; é uma obra autoral coletiva, que foi contemplada pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento de Ontem é muito longe daqui: disco de poemas<br />
Quando: 27 de abril de 2021 (quarta-feira<br />
Diponível nas principais plataformas digitais: Youtube, Spotify, Soundcloud e Bandcamp<br />
Download do disco: <strong><a href="http://linktr.ee/josejuva" target="_blank">linktr.ee/josejuva</a></strong></p>
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		<title>Outras Palavras promove recital, debate literário e roda de coco em Igarassu</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 16:28:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola Desembargador Carlos Xavier]]></category>
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		<category><![CDATA[Selma do Cocom]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias O Outras Palavras foi até o município de Igarassu, na última quarta-feira (6), para realizar o que sabe fazer de melhor: a integração entre a cultura e a educação de uma forma simples e genuína, trazendo para perto dos alunos da rede pública uma série de mestras e mestres da cultura popular, além [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55915" aria-labelledby="figcaption_attachment_55915" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24019740817_b7c6c7b50c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55915 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24019740817_b7c6c7b50c_k-607x432.jpg" width="607" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Atualmente é uma das coquistas mais prestigiadas de Pernambuco, Aurinha do Coco levou sua voz forte e afinada para o Outras Palavras</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O <b>Outras Palavras</b> foi até o município de Igarassu, na última quarta-feira (6), para realizar o que sabe fazer de melhor: a integração entre a cultura e a educação de uma forma simples e genuína, trazendo para perto dos alunos da rede pública uma série de mestras e mestres da cultura popular, além de jovens escritores premiados. Nesta edição, que aconteceu numa parceria com o IPHAN de Igarassu, no Sítio Histórico, o projeto contou com a presença do escritor vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura, Camillo José, natural de Igarassu, e da coquista Dona Aurinha do Coco, de Olinda.</p>
<p>Estudantes de duas escolas da região, a Escola Desembargador Carlos Xavier e a Escola Santos Cosme Damião, estavam presentes no encontro, que começou com um recital de poesias feito por alunos da Escola Des. Carlos Xavier e coordenados pela pedagoga e coordenadora da biblioteca da instituição, Ilka Nóbrega.</p>
<div id="attachment_55924" aria-labelledby="figcaption_attachment_55924" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997938005_1e02d8385e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55924 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997938005_1e02d8385e_k-607x417.jpg" width="607" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Recital foi feito por jovens alunos da sexta série de Escola Desembargador Carlos Xavier, de Igarassu</p></div>
<p>No recital, quatro jovens alunos da sexta série recitaram poesias de autores como Clarice Lispector (<b>Não te amo mais</b>), Manuel Bandeira (<b>Cantiga de amor</b>), de Bráulio Bessa (<b>Amor ideal</b>) e João Cabral de Melo Neto (<b>Os três mal amados</b>). Em seguida, como o sarau envolve poesia e música, a aluna Sandy cantou a canção <b>Eu sei que vou te amar</b>, de Tom Jobim. <i>“Eu faço parte da Academia Igarassuense de Cultura e Letras, e participei uma vez de um sarau feito por estudantes que me encantou bastante. Na hora pensei: ‘São alunos, da mesma forma que temos na Carlos Xavier’, e em junho convidei os alunos e começamos a ensaiar. Desde agosto estamos nesse estudo, se encontrando uma vez por semana”,</i> detalhou Ilka Nóbrega.</p>
<div id="attachment_55918" aria-labelledby="figcaption_attachment_55918" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013339068_19e18ff046_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55918 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013339068_19e18ff046_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Como sarau também envolve música, a estudante do Ensino Médio, Sandy, foi chamada para cantar uma canção de Tom Jobim</p></div>
<p>O diretor da Escola Carlos Xavier, Rubem Mesquita, fez uma fala sobre a vontade de se construir uma escola pública de qualidade. <i>“Quando nós chegamos nesta instituição há pouco mais de um ano, viemos com o compromisso de trabalhar em parceria com a comunidade, acreditando que educação e a escola não é somente o currículo escolar, e sim trabalhar com temas transversais. Transformar o novo olhar da educação. A Carlos Xavier estava entre os últimos colocados no ranking e recebemos este ano a informação que fomos a escola que mais evoluiu na GRE Metro Norte, porque temos uma equipe compromissada com esse ideal. Subimos 79 posições de um ano pra cá”,</i> comemorou o diretor.</p>
<div id="attachment_55923" aria-labelledby="figcaption_attachment_55923" class="wp-caption img-width-545 aligncenter" style="width: 545px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997929565_7296f03f02_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55923 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997929565_7296f03f02_k-545x486.jpg" width="545" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Nosso compromisso é trabalhar em parceria com a comunidade, acreditando que educação e a escola não é somente o currículo escolar, e sim trabalhar com temas transversais. Transformar o novo olhar da educação&#8217;, disse Rubem Mesquita, diretor da Escola Des. Carlos Xavier</p></div>
<p>Mediado por Márcia Branco, a conversa com o escritor Camillo José foi uma das emocionantes participações dele no <strong>Outras Palavras</strong>. Talvez por falar tanto em games, desenhos animados ou filmes infantis, talvez pela própria juventude latente, Camillo consegue se aproximar bastante dos estudantes, uma questão de identificação. <i>“Ele é uma pessoa gigante, que lê muita coisa de vários assuntos diferentes e tem uma dinâmica impressionante. Eu queria que você falasse um pouco como leva isso nos seus textos”,</i> perguntou Márcia.</p>
<div id="attachment_55920" aria-labelledby="figcaption_attachment_55920" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997913115_8b021e6d8b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55920 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997913115_8b021e6d8b_k-607x417.jpg" width="607" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Camillo José, natural de Igarassu, é um dos escritores vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro &#8216;A Dakimatura Flutuante&#8217;</p></div>
<p><i>“Infelizmente a literatura ainda é uma modalidade artística muito conservadora. Na música, por exemplo, existe o sampler e o remix, que é tocar a canção de outra forma, ou transformar em outra. E isso é um experimento imenso. Eu já ouvi música que era uma batida de funk feita com Beethoven. Na literatura ainda fica muito aquela coisa batida, quadrada. A tentativa de escrever para além do agora está muito na possibilidade de você assumir que vive uma geração que inevitavelmente está em conflito com outras gerações antigas, mas que por meio desse atrito criam coisas completamente inimagináveis. Eu, por exemplo, passei pela virada do milênio, e me lembro que se dizia que o mundo ia acabar. A gente até largou mais cedo da escola para ver o fim do mundo com a família”,</i> disse Camillo, sob gargalhadas dos alunos.</p>
<p><i>“A gente está vivendo o futuro, mas tem várias coisas antigas voltando, que é o conceito de vapor wave, hoje você escuta uma música, amanhã outra, é tudo muito rápido. Eu vim de uma geração que olhava para o futuro e ao mesmo tempo em contato com a família e os mais velhos. A literatura que eu tento escrever está sempre situada nessa mistura entre o moderno e as influências de tudo que vivi na infância”,</i> revelou o escritor.</p>
<div id="attachment_55917" aria-labelledby="figcaption_attachment_55917" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013327608_1aee69ec07_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55917 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013327608_1aee69ec07_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;“A gente tem esse preconceito com o que o jovem gosta de fazer e não percebe que quem ele é hoje fruto de tudo aquilo que consumiu na vida inteira&#8221;, refletiu Camillo sobre suas inspirações</p></div>
<p>Sobre as suas inspirações, Camillo adentrou no mundo das memórias afetivas, um universo que parece ser sua fonte inesgotável de criatividade. <i>“É muito marcante você ter toda essa memória afetiva das coisas. Eu lembro que passava na TV o filme <b>Lambada, o ritmo proibido</b>, e eu achava que realmente era um ritmo proibido. E quando meus pais ouviam lambada no carro de som eu ficava escondido na janela com medo da polícia chegar”, contou aos risos. “Eu cresci com essa ingenuidade, mas é muito importante esse tipo de experiência porque faz você criar uma relação sincera com o mundo”,</i> opinou.</p>
<div id="attachment_55922" aria-labelledby="figcaption_attachment_55922" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997925695_d996cd4336_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55922 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997925695_d996cd4336_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Na conversa, Camillo também falou sobre como foi participar do Prêmio Pernambuco de Literatura, suas memórias afetivas e o universo lúdico que construiu a partir disso</p></div>
<p style="text-align: left;"><i>“A gente tem esse preconceito com o que o jovem gosta de fazer e não percebe que quem ele é hoje fruto de tudo aquilo que consumiu na vida inteira. Eu vim de uma geração que a gente brincava na rua, mas a gente só ia depois de assistir a todos os desenhos da TV. E todo esse universo me inspirou muito. Você aprende a valorizar uma amizade e lidar com as diferenças assistindo ao <strong>Harry Potter</strong>, por exemplo. Eu não tenho vergonha de dizer que muito da minha educação eu aprendi com esse universo, e não com a família. Era uma série de coisas que me influenciavam a ponto de dizer que nós jovens temos isso e ninguém vai conseguir tirar. É muito importante ter esse tipo de consciência”, </i>concluiu o escritor.</p>
<p>Márcia comentou que Camillo José, nas suas próprias palavras, foi muito influenciado pela literatura surrealista do escritor paulistas Roberto Piva, e quis saber um pouco mais sobre este assunto. <i>“Eu lembro que na faculdade eu peguei um livro dele e quando li pela primeira vez foi uma coisa muito forte, porque trata justamente da imagética, quando o poema não necessariamente tem um significado, mas tem uma imagem tão forte que você se sente completo, mesmo que aquilo não faça sentido. E os poemas do Roberto Piva tem muito disso. Ele incentiva que você não tenha piedade diante do leitor, nem se preocupe com o que os outros vão achar,  e sim provocar uem for lê-lo e que o leitor tenha seu texto como um mosaico”.</i></p>
<p>Sobre o Prêmio Pernambuco de Literatura, que Camillo José venceu na quarta edição com o livro <b>A Dakimatura Flutuante</b>, seu segundo livro de poesias, o escritor deu dicas aos alunos que tenham em mente um dia escrever uma obra literária. “<i>Eu me estimulei a enviar o meu porque eu via pessoas que eu conhecia fazendo o mesmo. Se eles podem, eu posso também. A inscrição é gratuita, e por e-mail, então se tiver alguém aqui que escreve, tenta. Não vai perder nada. Se você for uma pessoa ansiosa como eu, talvez fique um pouco angustiado, mas vai ter a consciência tranquila de que tentou. É uma iniciativa muito importante, não só pra descobrir outras pessoas, mas pra você se descobrir ali dentro. As inscrições do próximo, que agora se chama <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/editais/vi-premio-hermilo-borba-filho-de-literatura/">Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura</a>, estão abertas. Leiam o edital que as informações estão todas lá”,</i> sugeriu Camillo.</p>
<div id="attachment_55916" aria-labelledby="figcaption_attachment_55916" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013323388_6a5db22a15_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55916 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013323388_6a5db22a15_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos participantes do recital, Alan Mateus, de 11 anos, disse que um dia quer escrever um livro sobre sua história e quis saber de Camillo qual a sensação de publicar uma obra literária</p></div>
<p style="text-align: left;">Alan Mateus, de 11 anos, e um dos participantes do recital feito pelos alunos da sexta série da Escola Des. Carlos Xavier, conta que tem um <a href="https://www.youtube.com/channel/UCfiyGo4Eds_2M1bVqB6NE6Q" target="_blank">canal no Youtube</a>, no qual vai falar sobre suas aventuras, e disse que tem o sonho de um dia escrever um livro contando sua história. Em seguida, quis saber de Camillo como é publicar um livro, qual a sensação que ele teve ao ter o trabalho pronto. “<i>Eu fico muito feliz com a tua iniciativa, eu espero que você faça o seu livro. A sensação que eu tive eu geralmente uso um exemplo que é um detalhe do <strong>Harry Potter</strong>, que é a Horcrux. Existe um vilão chamado Voldemort que fez uma magia que era necessário destruir antes sete coisas, que eram as Horcrux, para poder então destruir ele. Eu tento levar esse exemplo pro bem no sentido de que pra mim cada livro que eu faço é como um objeto desses e você se torna imortal de alguma forma”.</i></p>
<div id="attachment_55925" aria-labelledby="figcaption_attachment_55925" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169044394_10deb23ca3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55925 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169044394_10deb23ca3_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Depois da conversa com Camillo José, os estudantes dançaram coco de roda sob a voz de Aurinha do Coco, uma das coquistas mais importantes de Olinda</p></div>
<p>Depois do debate literário, foi a vez dos jovens estudantes conhecerem de perto uma das coquistas mais importantes de Amaro Branco, em Olinda. Áurea da Conceição de Assis Souza, mais conhecida como Aurinha do Coco, começou a carreira cantando no Coral São Pedro Mártir e o Madrigal do Recife, para depois integrar por dez anos o grupo de Selma do Coco, como vocalista.</p>
<p>Atualmente é uma das coquistas mais prestigiadas de Pernambuco, dona de uma voz forte e afinada. Já tocou em diversas partes do Brasil, participando de eventos importantes como o PercPan (BA) e o Abril Pro Rock (PE). Cantora, compositora, já gravou e cantou com Alceu Valença, Naná Vasconcelos, Lia de Itamaracá, Ferrugem, entre outros.</p>
<div id="attachment_55926" aria-labelledby="figcaption_attachment_55926" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169040714_ec5dc02372_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55926 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169040714_ec5dc02372_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Aurinha do Coco conversou sobre sua trajetória artística, a influência de Dona Selma do Coco na sua vida e outros detalhes da carreira</p></div>
<p><i>“Minha trajetória começou na música erudita, e quando meu maestro me viu cantar ele endoidou. Foi quando conheci Dona Selma do Coco (</i>Patrimônio Vivo de Pernambuco,<i> in memoriam), e me casei com seu filho. No primeiro CD de Selma, eu gravei com ela, sapateando e quebrando todos os chinelos. Ela ficava pau da vida comigo&#8221;, relembrou. &#8220;Cantei por esse meio de mundo. Aquela Festa da Lavadeira quem primeiro cantou foi Selma com a gente, não tinha aquela danação de grupos. Era a gente e um caboclo de lança, que vinha lá das brenha para festa”,</i> disse a coquista.</p>
<p><i>“Essa parceria que eu tinha com Selma foi uma coisa muito importante na minha carreira. E ela cresceu, e eu me senti na necessidade de mostrar o meu trabalho e cantar sozinha, na década de 90”,</i> disse Aurinha, para em seguida fazer uma homenagem à mestra, cantando uma das mais conhecidas músicas de Selma do Coco, <b>A rolinha</b>.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wxP7QTfYoZw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Aurinha do Coco falou também sobre suas composições próprias e citou uma que está no seu segundo CD, <b>Seu Grito</b> (2011), que dá nome ao disco. <i>“Uma amiga minha tinha acabado o noivado e estava com a gente num clube, quando de repente cismou que tinha que ir embora. E no caminho de volta pra casa ela encontrou com o ex-noivo, que perguntou a ela se ela voltaria com o noivado. Ela disse que não, e ele puxou o revólver e a assassinou. Na época do ocorrido nós fomos participar de um evento na Prefeitura de Olinda sobre violência contra a mulher, e eu ainda em choque com aquilo tudo sentei na última cadeira do teatro e pedi a Deus uma iluminação, pra que eu pudesse compor a música em homenagem a minha amiga. Foi quando ouvi atrás de mim ‘Seu grito silenciou’. Ouvi alto, peguei o papel e a caneta e saiu esse coco aqui: Seu grito silenciou</i><i> </i><i>/ Lá no alto de Olinda / Era uma mulher tão linda / que a natureza criou / ela foi morta no meio da madrugada / com um tiro de espingarda / pela mão do seu amor’”, cantou, emocionando toda a plateia.<br />
</i></p>
<div id="attachment_55919" aria-labelledby="figcaption_attachment_55919" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997911915_1405441740_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55919 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997911915_1405441740_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu digo que o Outras Palavras é uma forma de resistência. Possibilitar aos filhos das trabalhadoras e trabalhadores o acesso ao conhecimento, que a gente também pode sonhar e desejar muito mais da vida&#8221;, disse Antonieta Trindade, gestora do projeto e vice-presidente da Fundarpe</p></div>
<p>A gestora do <b>Outras Palavras</b> e vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, falou do prazer de estar com o projeto em Igarassu porque foi ali que seu pai nasceu e onde viveu toda a sua infância. <i>“É sempre encantador a gente ter a oportunidade de conversar com Camillo, que é um jovem escritor premiado, daqui de Igarassu, o que é um estímulo pra nossa juventude. Por isso que eu digo que esse projeto é uma forma de resistência. Possibilitar aos filhos das trabalhadoras e trabalhadores o acesso ao conhecimento, que a gente também pode sonhar e desejar muito mais da vida. Quem sabe em breve, eu bem velhinha, não leve o Alan Mateus com seu livro pra conversar com os estudantes”,</i> brincou Antonieta, se colocando à disposição a voltar à Igarassu em 2018. Em seguida, a gestora entregou ao diretor Rubem Mesquita um kit com livros de escritores premiados no Prêmio Pernambuco de Literatura para a biblioteca da escola.</p>
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		<title>&#8216;Outras Palavras&#8217; levou bate-papo literário e o Som na Rural para escola em Paulista</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Nov 2017 20:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55501" aria-labelledby="figcaption_attachment_55501" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24738122628_515f79856a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55501 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24738122628_515f79856a_k-607x399.jpg" width="607" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Atividade aconteceu ao melhor estilo do Som na Rural, com a ocupação do espaço público de uma forma mais dinâmica e participativa</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Pela primeira vez, o Som na Rural, um dos projetos de difusão da cultura pernambucana mais atuantes do estado, participou de uma edição do <strong>Outras Palavras</strong>, iniciativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe que tem a preocupação de levar cultura e arte pra dentro do ambiente escolar. A participação aconteceu nesta última quinta-feira (23), no EREM Professor Arnaldo Leão, em Maranguape, bairro no município de Paulista e território imortalizado em um canção do falecido músico Erasto Vasconcelos. Além do Som na Rural, o escritor Camillo José, vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro <strong>A Dakimatura Flutuante</strong>, conversou com os estudantes que participaram da ação.</p>
<p>A edição do <strong>Outras Palavras</strong> costuma também levar cinema pra dentro da sala de aula e começou com a exibição de dois curtas. Um deles foi o primeiro episódio da segunda temporada do <strong>Pasárgada.doc</strong>, iniciativa da Coordenadoria de Literatura da Secult-PE, com a jovem poeta pernambucana Joy Carlu. O outro é o <strong>A Hora da Saída</strong> produzido por alunos da Escola Estadual Santa Paula Frassineti, durante o curso de iniciação ao audiovisual do projeto Cine Cabeça, com direção de Cynara Santos e Gabriela Freitas e roteiro de Lucas Cintra e Vitor Vinícius.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Zo3N-2UqTSE" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Em seguida, os alunos foram convidados a ir para a quadra da escola, onde estava estacionada a famosa e ornamentada Rural. Produzido por Nilton Pereira e Roger de Renor, o Som na Rural já circulou por várias cidades do estado e regiões do país, sempre promovendo a música de Pernambuco. Por onde ela passa, chama atenção com suas cores e até pelo próprio legado que construiu nos últimos anos – além dos próprios eventos que produziu, teve programa de rádio e TV. É tanto reconhecimento espontâneo que muita gente do bairro espiava por cima do muro pra ver o que estava acontecendo. “<em>É legal demais ver o Roger de Renor, que foi tão envolvido com o movimento Manguebeat, aqui na minha comunidade”</em>, disse emocionado Rogério Alves, um dos jovens que estavam em cima do muro da escola.</p>
<p>Momentos antes da atividade começar, enquanto os alunos se posicionavam na quadra da escola, Roger botou pra garotada ouvir <strong>Ottomatopeia</strong>, o disco mais recente de Otto. <em>“É uma oportunidade pra garotada conhecer um pouco das coisas novas e legais que tão acontecendo fora dessa mídia convencional”,</em> explica Renor.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2ww27hy9gO0" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Já mais bem à vontade, a garotada preferiu sentar mais perto da Rural pra prestar atenção na conversa que ia rolar. “<em>É legal isso de sentar no chão, é uma coisa que a gente faz nas ruas, que é a reocupação do espaço público de uma forma dinâmica e participativa. Vai ser bem interessante fazer isso agora dentro da escola”,</em> comemorou Roger.</p>
<div id="attachment_55503" aria-labelledby="figcaption_attachment_55503" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722345335_a9f54c9d82_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55503 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722345335_a9f54c9d82_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos preferiram sentar perto da Rural pra acompanhar de perto a conversa e também tirar suas dúvidas sobre a produção literária de Camillo José</p></div>
<p><em>“O papo aqui não vai ser careta não, Camillo José é mais antenado do que muita gente mais jovem que ele. E olhe que ele só tem 24 anos. Vocês vão poder trocar ideias com um cara que tá nas ruas e na internet como vocês. Um papo que todo mundo participa. E se fosse careta eu nem estava aqui, porque eu detesto essas coisas, mas a gente vem pra escola porque isso aqui é muito sério e importante”,</em> disse o produtor.</p>
<div id="attachment_55504" aria-labelledby="figcaption_attachment_55504" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722350385_8acbb10e55_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55504 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722350385_8acbb10e55_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mediado por Roger de Renor, o papo com Camillo José foi sobre sua escolha como escritor, suas influências e sua atuação nas plataformas digitais</p></div>
<p>Roger aproveitou para perguntar a Camillo o que o incomodava, como jovem escritor, dentro da produção literária. <em>“Eu estava um dia desses num evento pra ler poesia e uma velha guarda de poetas veio me dizer que na internet as informações eram muito soltas, se perdiam, e que por isso não dava pra trabalhar nessa plataforma. Eu fiquei muito irritado, porque as pessoas em geral subestimam a juventude. Elas acham que pra você ter propriedade pra falar de determinado assunto tem que ter mais de 30 anos, e isso é ridículo. A internet aproxima o leitor do escritor. Você pode até não estar lendo alguma obra específica, mas acompanha de perto o que o autor está fazendo, se quiser”,</em> opinou Camillo.</p>
<div id="attachment_55500" aria-labelledby="figcaption_attachment_55500" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24738120528_395ab9240c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55500" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24738120528_395ab9240c_k-607x443.jpg" width="607" height="443" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;A internet aproxima o leitor do escritor. Você pode até não estar lendo alguma obra específica, mas acompanha de perto o que o autor está fazendo, se quiser”, opina Camillo José</p></div>
<p><em>“A questão dos memes, por exemplo, é algo bastante engraçado e que viraliza fácil, mas que também tem uma sacada muito inteligente. Dia desses vi um vídeo de uma criança fugindo de uma galinha com a música de abertura do desenho Naruto. Achei muito interesse, isso é ressignifcar a arte, dar novos olhares pras coisas”,</em> completou o escritor.</p>
<p>O microfone então foi aberto pra garotada tirar suas dúvidas e poder conversar com Camillo. <em>“Não faz muito tempo que Camillo estava sentado no mesmo lugar de vocês e não tinha algum escritor que se dispusesse a vir trocar essa ideia. Essa é a hora de vocês perguntarem alguma curiosidade a ele”,</em> disse Roger, pra receber a primeira de muitas. <em>“Queria saber como foi que você começou a escrever e que dica dá pra quem está começando”,</em> perguntou Maria Alice, de 16 anos.</p>
<div id="attachment_55502" aria-labelledby="figcaption_attachment_55502" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722343675_ab9bc0b4c1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55502 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722343675_ab9bc0b4c1_k-607x394.jpg" width="607" height="394" /></a><p class="wp-caption-text">Vários estudantes participaram da atividade com perguntas e indagações sobre a produção literária do escritor convidado</p></div>
<p><em>“Essa é uma pergunta que costumo muito ouvir nas escolas e digo que quando comecei a escrever foi com uma intenção besta. Não existia internet e uma forma de se declarar para as pessoas era através de cartinhas, e eu fazia muito isso. Depois comecei a ter novas percepções sobre o texto, que não necessariamente precisaria escrever para alguém específico, mas sobre uma personagem fictícia ou até mesmo um lugar”</em>, revelou.<em> “Sugiro que você enxergue em si algo legal e enxergue isso também nos outros, a sensibilidade de ter empatia é algo muito importante na arte”,</em> respondeu Camillo.</p>
<p>A estudante Karla Silva, do 2º ano, quis saber o que jovem escritor achava de quem cresceu lendo literaturas fantásticas, como <strong>Harry Potter</strong>, de J. K. Rowling. <em>“Criticam muito a geração que cresceu lendo essa série, por exemplo, como se essa fosse uma literatura lixo. Mas toda a geração que leu aqueles livros construiu, na sua vida, uma mitologia e uma moral, e com certeza carrega esses símbolos até hoje. Tiveram outras que foram formadas na literatura através de filmes, da música e até videogames. Os jogos em geral contam com um enredo e uma historia embutida, que faz você viajar neles”,</em> comentou Camillo José.</p>
<div id="attachment_55505" aria-labelledby="figcaption_attachment_55505" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/38577671202_b2dcda44d7_k-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-55505 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/38577671202_b2dcda44d7_k-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Ao término da conversa, Camillo leu uma de suas poesias presentes no livro A Dakimatura Flutuante, vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p><em>“Por causa do videogame, por exemplo, aprendi a falar inglês, porque precisava traduzir o que os diálogos dos personagens diziam. Quando coloquei trechos em inglês no meu livro muita gente veio dizer que isso era uma atitude elitista. Eu vejo com outro ponto de vista, a ideia é estimular que as pessoas encarem isso como um caça ao tesouro, que busquem na internet a complementação daquela informação”,</em> instigou o escritor.</p>
<p>Quando a ação chegou ao fim, Roger colocou nas vitrolas a música Maranguape, do conterrâneo do EREM Professor Arnaldo Leão, o músico Erasto Vasconcelos, uma homenagem a um dos artistas mais importantes das últimas décadas em Pernambuco. “<em>Esse cara que vocês estão ouvindo era conhecido no mundo inteiro, e não apenas porque era irmão de Naná Vasconcelos, mas porque desenvolveu e construiu um trabalho com a música muito inspirador pra muita gente, inclusive a galera do Manguebeat das Olinda”,</em> explicou Roger, enquanto a galera curtia a música e entoava os famosos versos da canção.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Beo2FFg69eE" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Produção cultural de jovens e estudantes tem espaço no Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Aug 2017 01:07:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_52233" aria-labelledby="figcaption_attachment_52233" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614223604_d170688228_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52233 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614223604_d170688228_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Formado por alunos e alunos do EREM Padre Machado, o grupo Maracaxé Rainha Adelaide foi uma das atrações desta edição</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Além da proposta de levar cultura e arte às escolas públicas de Pernambuco, o projeto <strong>Outras Palavras</strong>, promovido pela Fundarpe e Secretaria de Cultura estadual, proporciona um adicional ainda mais importante: Dar espaço e trazer para o centro da discussão a produção cultural desenvolvida dentro das instituições de ensino. Nesta terça-feira (8), na Escola de Referência de Ensino Médio Padre Machado, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, esse ideal ficou mais que evidente. Ao lado dos escritores Philippe Wolney e Camillo José, vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura, e do grupo musical Chorões da Aurora, estudantes de diversas idades e até de outras escolas da região puderam mostrar seus dons com a arte e interagir com o fazer cultural mais de perto.</p>
<p>Antes da conversa com os autores pernambucanos, alguns estudantes e jovens do bairro apresentaram o grupo Maracaxé Rainha Adelaide, um dos ‘braços’ do projeto <a href="https://www.facebook.com/multicoresdasartescenicas/" target="_blank">Multicores das Artes Cênicas</a> &#8211; formado por alunos do EREM Padre Machado e de outras localidades. Na ocasião, puderam mostrar o trabalho construído desde 2014 através da dança e da música. <em>“Toda escola deveria ter um grupo percussivo, e é muito importante termos aqui um, numa instituição pública. Mostrar que também fazemos produção cultural. A gente resolveu batizar o grupo com um nome de uma das pessoas que mais luta contra o racismo na escola, que é Adelaide Santos. Ela hoje tem um papel de representatividade muito importante nessa instituição e como cidadã”,</em> disse Samuel Calado, coordenador do Multicores das Artes Cênicas.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XARQoxLYKQc?ecver=1" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Ainda de acordo com Samuel, afora a dança e música, o Multicores tem a proposta de atuar também com outras linguagens, como o teatro, a fotografia e o audiovisual. Durante o Outras Palavras, por exemplo, algumas alunas, com câmeras nas mãos, registravam sob seus olhares o que acontecia no auditório da escola. <em>“Com apoios e parcerias consegui esses equipamentos fotográficos pra cá, e o resultado foi tão bom que uma das alunas chegou até a comprar uma câmera para ela. Esse é o objetivo do Multicores, trabalhar nos jovens questões como a capacidade de expressão, senso de identidade e protagonismo juvenil”,</em> revelou. Na parte teatral, o grupo já tem dois espetáculos, o <strong>Afrociberdelia</strong>, em homenagem ao manguebeat, e<strong> Ethos do Sertão</strong>, que será apresentado no dia 24 de agosto no Teatro Arraial Ariano Suassuna. “<em>Nele tratamos a questão da religiosidade, principalmente as de matriz africana e indígena, através do teatro de sombras e da dança contemporânea</em>”, explicou Samuel Calado.</p>
<div id="attachment_52235" aria-labelledby="figcaption_attachment_52235" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36281027662_ff48c638ea_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52235 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36281027662_ff48c638ea_k-607x479.jpg" width="607" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo faz parte do coletivo Multicores das Artes Cênicas, que desenvolve na escola atividades nas linguagens de teatro, dança, música, fotografia e audiovisual</p></div>
<p>A estudante Adelaide Santos conta que está no grupo desde o começo, apesar de já ter se envolvido com outros coletivos de dança. “<em>Mas foi a partir do Multicores que abri meu horizonte de uma forma muito intensa. Pude conhecer melhor outras linguagens artísticas, como a música, o teatro e a poesia. E uma consequência disso é que participo hoje em dia de um sarau, e adoro escrever e recitar. Vejo também que através do meu empoderamento muitas meninas passaram a participar do grupo e serem mais atuantes na militância negra, e isso me deixa bastante orgulhosa”.</em> Na internet, é possível encontrar alguns vídeos no qual a jovem poeta recita textos sobre discriminação racial e feminismo.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uU686t5mKE8?ecver=1" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>A programação seguiu com um debate com dois representantes da nova cena da poesia pernambucana, Philippe Wolney e Camillo José, vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura, respectivamente, com os livros <strong>Ruinosas Ruminâncias</strong> e <strong>A Dakimakura flutuante</strong>. <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fig2017/fig-tem-debate-inedito-entre-vencedores-do-premio-pernambuco-de-literatura/" target="_blank">Os dois estiveram juntos recentemente durante um debate no 27º Festival de Inverno de Garanhuns, </a>ao lado dos também escritores Paulo Gervais, Walther Moreira Santos e Nivaldo Tenório.</p>
<div id="attachment_52232" aria-labelledby="figcaption_attachment_52232" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614218534_1e36c6b3a5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52232 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614218534_1e36c6b3a5_k-607x416.jpg" width="607" height="416" /></a><p class="wp-caption-text">Com mediação do jornalista Marcos Lopes, estudantes e autores puderam trocar uma ideia sobre o fazer literário</p></div>
<p><em>“Esta premiação do qual eles são vencedores é oferecida pela Secretaria de Cultura e Fundarpe e vocês estudantes também podem participar. No caso deles, eles foram contemplados na categoria Poesia, mas há também as categorias Contos e Romance”,</em> detalhou o jornalista Marcos Lopes, mediador da mesa, que em seguida questionou aos autores como foi que surgiram as obras premiadas.</p>
<p><em>“Eu percebi que eu escrevia de uma forma fragmentada e depois sai juntando todos os textos que havia produzido. Era uma coletânea de dois anos de produção que eu guardava numas pastinhas organizadas no computador. Um dia eu reli tudo e percebi que havia uma conexão entre as poesias”,</em> lembrou Phillippe Wolney. Já Camillo José acredita que o exercício da literatura é criar algo do nada, mas que dentro da sua cabeça existe e faz todo o sentido. <em>“Sabe quando você está conversando com uma pessoa e de repente você para de falar, mas mentalmente acha que continua falando? Acho que é por ai. É ser um pequeno deus, começar do nada uma obra, ou a partir do quase nada. <strong>A Dakimatura Flutuante</strong> surgiu a partir desse conceito ou método”.</em></p>
<div id="attachment_52236" aria-labelledby="figcaption_attachment_52236" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36403687656_1da6b98361_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52236 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36403687656_1da6b98361_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Clara Amorim, estudante do 1º ano do Ensino Médio, foi uma das que fez perguntas empolgadas aos escritores participantes</p></div>
<p>Dentre várias perguntas dos estudantes, uma delas, da estudante Maria Clara Amorim, de 14 anos, foi uma das que mais tocou os autores. Num país como o Brasil, onde a média de leitura ainda é consideravelmente baixa, é de encantar encontrar jovens como a Maria Clara, ávidos por novas leituras e interessados no fazer literário. “<em>Meu sonho é publicar alguma coisa um dia, de preferência um livro de poesia, como vocês. Eu não os conhecia, mas estou muito inspirada com tudo que foi apresentado e com a obra que vocês dois construíram. Mas eu queria saber o que os motivou a começar a escrever poesias”,</em> indagou a estudante do 1º ano do EREM Padre Machado.</p>
<div id="attachment_52234" aria-labelledby="figcaption_attachment_52234" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36312202331_31a471dd36_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52234 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36312202331_31a471dd36_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Participaram deste Outras Palavras dezenas de estudantes de três escolas públicas da Zona Norte do Recife</p></div>
<p><em>“</em><em>Minhas primeiras leituras eram duras. Eu já tenho 30 anos e em 2002 era uma época que não havia internet acessível e banda larga. A primeira vez que li uma poesia foi uma do paraibano Augusto dos Anjos e a segunda foi um livro de contos do Dostoievski, que tinha um chamado Bobok, o qual me fascinou bastante”,</em> disse o autor de <strong>Ruinosas Ruminâncias</strong>. Camillo José, por sua vez, conta que no seu caso foi pra auxiliar nas paqueras, quando mais novo.<em> “Eu li uma poesia do Castro Alves que está no livro <strong>Espumas Flutuantes</strong>, que se chama Gondoleiro do amor. E sempre que queria impressionar alguém que eu estava afim, eu me inspirava nessa poesia pra escrever algo. Na verdade não era bem uma motivação literária, mas foi um ponto de partida“.</em></p>
<div id="attachment_52230" aria-labelledby="figcaption_attachment_52230" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614214634_94269e4a1e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52230 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614214634_94269e4a1e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Conversa entre estudantes e autores pernambucanos girou em torno de temas como inspirações, referências, obras lançadas e o reconhecimento como artista na literatura</p></div>
<p>Formado em 2015 por professores da Escola Técnica Estadual de Criatividade Musical (ETECM), o grupo Chorões da Aurora fez uma apresentação musical na escola apresentando um repertório formado por canções de artistas como Pixinguinha e Jacob do Bandolim. <em>“A gente realiza uma pesquisa sobre o universo do choro a partir da inserção do Oboé e de demais instrumentos de sopros no gênero musical. Como vocês vão perceber o Oboé, típico da música erudita, não tem boquilha. É uma palheta bem fininha, confeccionadas pelos músicos. Quem deseja estudar esse instrumento começa também a conhecer o mundo artesanal da música”</em>, ressalta o professor Hérrisson, que convidou os estudantes a irem ao ETECM para fazer uma visita e descobrir esse universo musical.</p>
<div id="attachment_52228" aria-labelledby="figcaption_attachment_52228" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614197994_7af4285e41_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52228 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35614197994_7af4285e41_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Quem deseja estudar esse instrumento começa também a conhecer o mundo artesanal da música”, ressalta o professor Hérrisson, do grupo Chorões da Aurora</p></div>
<p>Ao término da programação do Outras Palavras, a aluna Maria Clara Amorim não continha a felicidade. Ganhou de presente de Phillippe Wolney um de seus livros e andava pelo auditório com um sorriso de orelha a orelha. “<em>Nunca tinha conversando antes com escritores, mas já tinha um contato com a literatura pernambucana e conhecê-los foi sensacional. É muito bom ler algo de alguém que está na mesma sala que você, e você conhecer as referências daquela pessoa e o que o inspira”,</em> contou ela, que se considera uma amante da literatura. <em>“Sempre gostei muito de ler, mas tudo tem um começo. Uma época eu tive um vizinho que trabalhava num jornal e me trazia livrinhos. Certo dia ele me trouxe um livro chamado <a href="https://www.cepe.com.br/lojacepe/index.php/livros/o-conto-do-garoto-que-n-o-e-especial.html" target="_blank">O conto do garoto que não é especial</a>, meu favorito até hoje. Foi a partir desse encontro que eu passei a escrever”.</em></p>
<p>Para Antonieta Trindade, gestora do Outras Palavras e vice-presidente da Fundarpe, <em>“essa é a escola da resistência que a gente tanto fala e defende”</em>. Ao término desta edição, muita gente foi procurá-la, a maioria alunos e alunas, interessadas em também participar do projeto e levar sua produção cultural a outras escolas. Mostrar na prática que a escola é também, ou principalmente, um espaço de transformação social através da produção artística. Até aqui, o projeto já passou por 335 escolas, atingiu mais de 7 mil pessoas e distribuiu 4291 livros por onde passou.</p>
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		<title>Intervenção leva &#8220;poesia ao vivo&#8221; para a Praça da Palavra</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2015 20:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A poesia contemporânea foi o destaque da noite de domingo (19) na Praça da Palavra. Os poetas pernambucanos José Juva, Jonatas Onofre e Camillo José mostraram para o público do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) a primeira apresentação do projeto ‘Poesia ao Vivo’.</p>
<div id="attachment_27797" aria-labelledby="figcaption_attachment_27797" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19702916500_a54e64e0df_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-27797" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19702916500_a54e64e0df_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Poesia contemporânea e ruídos sonoros marcaram intervenção</p></div>
<p>Os poetas revezavam-se nas leituras dos poemas, enquanto as interferências das vozes e das notas musicais faziam os ajustes para o processo de apresentação das obras. “<em>Eu pensei nesse projeto porque gosto muito da poesia de Camillo e de Jonatas, e gosto muito de exercitar dizer minha poesia. A palavra poética tem outros ares. Então é interessante fazer algo para dizer poesia. Com essa ideia, propus para eles e dar o nome de Poesia ao Vivo, para mostrar as histórias sendo construídas, não como narração, mas como palavra poética</em>”, comentou José Juva sobre a origem do projeto, que para o trio é a própria construção de um universo poético.</p>
<p>Uma apresentação contemporânea, coerente com a poesia dos jovens poetas pernambucanos. Os ruídos sonoros também eram elementos presentes para a criação da atmosfera da apresentação. No público, a recepção da ‘Poesia ao Vivo’ instigava pela novidade. “<em>Eu vi um ensaio deles para essa apresentação e foi muito massa ver a organização deles. É como se existisse uma partitura, mas ela ainda não está pronta. Uma partitura de atmosfera, de energia. E hoje eles apresentaram uma virada que eu nunca imaginei, foi incrível</em>”, disse André Monteiro. O roteiro para a apresentação do projeto, segundo Juva, foi baseado na mitologia. “<em>A gente brincou que era Brahma, Vishnu e Shivas. Criação, conservação e destruição. Então foram as três partes que organizaram esse roteiro”,</em> complementou o poeta sobre a influencia das três forças essenciais do Universo na constituição do projeto. De acordo com José Juva, a proposta é lembrar do poeta como a figura de um xamã.<em> “<em>Como aquele que mexe na palavra para mexer na realidade, para transformá-la. Pensar o poeta como esse sujeito contemporâneo, que apesar do niilismo, da angústia e de todas essas coisas, ainda enxerga alguma magia na criação, no movimento, no encontro</em>”</em>, finalizou Juva sobre a ideia de que é possível ter-se um reencantamento com o mundo.<em><br />
</em></p>
<div id="attachment_27798" aria-labelledby="figcaption_attachment_27798" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19270130003_ce6707cb9a_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-27798" alt="Jorge Farias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19270130003_ce6707cb9a_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O poeta José Juva</p></div>
<p>Para o coordenador de Literatura da Secretaria de Cultura de Pernambuco, Wellington de Melo, os três poetas se destacam no cenário literário contemporâneo. “<em>Então foi bem interessante ver isso aqui. E também isso, provavelmente, será uma prévia da participação deles no Festival Internacional de Poesia do Recife, que acontece em setembro. Então isso acabou sendo um laboratório para alguma coisa que vai vir por aí</em>”, antecipou o coordenador sobre uma próxima apresentação do projeto ‘Poesia ao Vivo’.</p>
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