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	<title>Portal Cultura PE &#187; Cancão</title>
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		<title>Revoredo e Gabi da Pele Preta lançam singles no mês de novembro</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 19:52:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A parceria entre Revoredo e Gabi da Pele Preta segue gerando frutos. No mês de novembro, ambos acabam de lançar singles pelo Studio Tear, selo independente do Agreste do estado: “Poema Ingênuo”, de Revoredo e Kleber Albuquerque, saiu no dia 15 de novembro, e “Tumbeiro”, de Gabi da Pele Preta, no Dia da Consciência Negra, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A parceria entre Revoredo e Gabi da Pele Preta segue gerando frutos. No mês de novembro, ambos acabam de lançar singles pelo Studio Tear, selo independente do Agreste do estado: “Poema Ingênuo”, de Revoredo e Kleber Albuquerque, saiu no dia 15 de novembro, e “Tumbeiro”, de Gabi da Pele Preta, no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro.</p>
<p>“O Studio Tear nasceu de um desejo de costurar territórios e sonoridades. Somos um selo do interior, mas com o olhar voltado para o mundo. Acreditamos na potência dos artistas agrestinos, na força das narrativas locais e na autonomia criativa. Nosso papel é provocar, sustentar e ecoar essas vozes que brotam da terra, que falam de amor, memória e resistência”, conta Stephany Metódio, produtora, gestora e idealizadora do Studio Tear, que há uma década fortalece a cadeia da música produzida fora dos grandes centros.</p>
<p><strong>Revorêdo</strong></p>
<p>Já está no ar em todas as plataformas digitais o single “Poema Ingênuo”, parceria entre o pernambucano Revoredo e o paulista Kléber Albuquerque, que inaugura o ciclo de canções do projeto “Fino Fio”, previsto para o início de 2026.</p>
<p>Produzida por Revoredo e Webster Santos, a faixa é um encontro entre o lirismo nordestino e a poesia urbana paulista, entre os violões e o cello que conduz a emoção do ouvinte. “Poema Ingênuo” abre uma nova fase de Revoredo como compositor e produtor, mais leve e solar, mas ainda profundo e inventivo. É uma canção que emociona e que amplia o universo poético dele dentro do catálogo do Tear”, diz Stephany Metódio.</p>
<p>“Essa música é sobre o amor em estado de pureza — aquele que se oferece sem pedir nada em troca. Ela fala sobre as pequenas belezas que nos sustentam: o riso de uma criança, o cheiro de flor, o sol que volta. Além de ser o primeiro single de um projeto que chamo de novela musical ‘Fino fio’, a canção é também um poema cantado para lembrar que ainda há doçura no mundo”, detalha Revoredo.</p>
<p>A faixa é um aperitivo de ‘Fino Fio’, uma novela musical de Revoredo que mergulha nas nuances do amor e da paixão. Cada faixa é um capítulo dessa travessia — um equilíbrio delicado entre o sentir e o cair. Entre novembro e janeiro, o artista lançará uma canção por mês até a chegada da novela completa, que trará parcerias com músicos e intérpretes de diferentes regiões do país.</p>
<p><strong>Gabi da Pele Preta</strong></p>
<p>No último Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, Gabi da pele Preta trouxe o single “Tumbeiro”, como um manifesto sonoro pela memória, resistência e espiritualidade afro-brasileira. A canção é um marco na trajetória da artista caruaruense, uma das vozes mais respeitadas da música pernambucana contemporânea.</p>
<p>Composta por Revoredo e Fernanda Limão, “Tumbeiro” é uma travessia entre dor e libertação, um canto que ecoa as vozes ancestrais que resistiram ao Atlântico. Produzida por Revoredo, com arranjos de sopros de William Souza (Sheik), a música reúne uma constelação de artistas negros — Alexandre Rodrigues (sopros), Peu Drums (baixo), Nino Alves (percussão), Issadora Melo, Vinícius Barros e Marcelo Rangel (vocais de coro), além do convidado especial Zé Manoel (piano) — criando uma sonoridade ritualística e cinematográfica.</p>
<p>“Tumbeiro é uma canção que fala de travessia, mas também de retorno. É o grito de quem foi silenciado e agora canta de volta. Eu sinto que essa música me atravessou antes mesmo de eu gravá-la — como se fosse uma herança que eu precisava devolver em forma de canto.”</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Gael Vila Nova lança audiovisual Você Não Merece o Frevo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 18:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_116183" aria-labelledby="figcaption_attachment_116183" class="wp-caption img-width-324 alignnone" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cecília Távora/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/IMG_3595.jpeg"><img class="size-medium wp-image-116183" alt="Cecília Távora/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/IMG_3595-324x486.jpeg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Gael Vila Nova</p></div>
<p>O caruaruense — artista pernambucano autoral — lança o audiovisual <em>Você Não Merece o Frevo</em>, sua mais nova canção, produzida musicalmente por Renato Bandeira, guitarrista da SpokFrevo Orquestra. Com interpretação de libras e direção, produção e fotografia de Cecília Távora, o <a title="Você Não Merece o Frevo - Gael Vila Nova (visualizer com intérprete de libras)" href="https://www.youtube.com/watch?v=2_0BuEG1JAU" target="_blank"><strong>visualizer</strong></a>, já disponível nas plataformas digitais, reúne cenas na cidade de Olinda (PE). O projeto tem o incentivo da Lei Paulo Gustavo de Pernambuco (LPG-PE).</p>
<p>“Disse para mim mesmo: vou lançar um frevo, então tenho que dançar. Fiz aulas de frevo em Caruaru, com o professor Carlos Eduardo, e consegui performar na gravação do audiovisual, pelas ruas olindenses”, conta o cantor e compositor.</p>
<p>Recentemente, ele fez o lançamento da música <em>Você Não Merece o Frevo</em>. Essa novidade também é acompanhada por uma equipe de músicos de referência do gênero no Brasil e no mundo. A capa da canção é assinada pelo artista Matheus Miguel, pernambucano assim como toda a equipe envolvida neste trabalho de Gael, à frente também da concepção do figurino, confeccionado por Ser Imenso.</p>
<p>“A letra da canção saúda símbolos do frevo de maneira inovadora mencionando figuras importantes para o gênero musical, inclusive do próprio interior, como os caretas de Triunfo (Sertão) e os papangus de Bezerros (Agreste). Também o Elefante de Olinda (clube carnavalesco) e o cantor e compositor Alceu Valença (de São Bento do Una, Agreste). Ao mesmo tempo, como forma de renovação, a canção fala do contexto da desilusão amorosa e do relacionamento tóxico de um modo tão irreverente quanto o frevo”, explica o autor.</p>
<p>Vale destacar que Gael Vila Nova, artista da nova geração da música independente, é da terra do compositor Carlos Fernando (1938-2013), sempre citado quando o tema é frevo. Ele celebra a parceria com Renato Bandeira, que, além da direção musical, assume os arranjos, ao lado de Waltinho D’Souza, e a guitarra, numa instrumentação feita por uma banda. Augusto França (trompete), Augusto Silva (bateria), Braulio Araújo (contrabaixo), Davih Silveira (teclado), Felipe Nascimento (percussão), Kebinha (saxofone e barítono) e Thomaz Barros (trombone) compõem a equipe musical.</p>
<p>“Renato Bandeira é um mestre da música e da produção musical. Ele chamou referências de músicos do Estado para essa troca de conhecimento sobre o frevo e a arte de uma maneira geral”, destaca.</p>
<p>A gravação da música foi realizada no estúdio Musak, no Recife, com André Oliveira na técnica de som. A mixagem e a masterização têm a autoria de Fernando Cardozo, mais conhecido como Azula.</p>
<p>Gael reúne em sua carreira artística o EP <em>Cantando Poemas</em> (2021), com quatro canções, e as músicas <em>Neste Meu Peito Relicário</em>, lançada em dezembro de 2024, e <em>Tenta Entender</em> (2021), na versão acústica.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Ficha técnica</span>:</strong></p>
<p>Produção musical: Renato Bandeira (guitarrista da Spokfrevo Orquestra)<br />
Arranjos: Renato Bandeira e Waltinho D’Souza<br />
Bateria: Augusto Silva<br />
Percussão: Filipe Nascimento<br />
Contrabaixo: Braulio Araújo<br />
Guitarra: Renato Bandeira<br />
Trio de metais: Augusto França (trompete); Kebinha (saxofone e barítono); Thomaz Barros (trombone)<br />
Teclado: Davih Silveira<br />
Estúdio: Musak<br />
Técnico de som e gravação: André Oliveira<br />
Mixagem e masterização: Fernando Cardozo (Azula)<br />
Capa: Matheus Miguel<br />
Direção de fotografia, produção de materiais de divulgação e visualizer: Cecília Távora<br />
Assessoria de imprensa: Daniel Lima<br />
Figurino: Ser Imenso (confecção) e Gael Vila Nova (concepção)</p>
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		<title>Saga Hc lança clipe da canção &#8220;Carcará Batendo Asas&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2021 12:54:14 +0000</pubDate>
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<p>O Saga Hc disponibilizou recentemente em seu canal do YouTube o clipe da Música &#8220;Carcará Batendo Asas&#8221;. A composição conta com arranjos do Saga HC, em parceria com o cantor e compositor Jorge Azevedo.</p>
<p>O videoclipe foi gravado em Feira Nova, cidade do agreste pernambucano. No Chácara São José, ao qual teve produção e direção do próprio grupo nos moldes faça você mesmo. O grupo se destaca  por sempre manter se em atividade, seja produzindo ou envolvido em ações sociais. O modelo de autogestão empregado pela banda vem conseguindo bons frutos, desde a mostra competitiva do Festival Pré-Amp em 2016 quando a banda foi campeã, com isso o grupo vem construindo trabalhos e passagens importantes por grandes festivais do Estado.</p>
<p>O público pode conferir ainda um curta com os bastidores do processo de gravação, as imagens e Edição ficou a cargo de Dhiego Lins Fotografias e Filmagens, captação de áudio pelo Studio Alcântara Records, mixagem e master por Lauro Alcântara. A iniciativa do projeto &#8220;Saga Hc Nós Corres&#8221; contou com os recursos da Lei Aldir Blanc Pernambuco.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/aMdjtKdmsVM" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>HISTÓRICO &#8211; O Saga HC é uma banda de hardcore, natural do município de Jaboatão dos Guararapes-PE, mas precisamente do bairro de Prazeres. Em suas letras retratam a realidade da periferia e mazelas sociais. Sua formação conta com os integrantes: Beto (Vocal), André (Guitarra), Kleber (Guitarra), Marcelo (Baixo), Paulinho (Bateria). O grupo possui influências que variam do Punk Rock, Hard core ao Metal com algumas pitadas de ritmos regionais. Frequentou grades de festivais importantes como: Festival Pré-Amp, Carnaval da cidade do Recife, Festival Som na Arena, Festa da Pitomba, Festival Abril Pro Rock, Festival Tipoia em Tracunhaém, Festival Garage Sounds Recife, São João de Caruaru, Festival Dia Municipal do Rock do Cabo de Santo Agostinho, Festival de Inverno de Garanhuns, seletiva do LET&#8217;s PLAY, Festival Arte Transforma, Festival Jardim Sonante.</p>
<p>O SAGA HC possui 4 EPs lançados, O primeiro intitulado “Sociedade Falida de 2007”. O segundo intitulado “Como uma Bomba! de 2009”. O terceiro EP lançado foi o “Mais Consciente Mas Agressivo de 2016”. E em junho de 2019 o grupo lançou seu atual EP intitulado “Verdadeiros Marginais”.</p>
<p>O Saga Hc, também prepara o lançamento do Documentário de 20 anos do grupo, onde contará um pouco da sua trajetória, o lançamento está previsto para junho de 2021, o projeto também foi contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco. &#8220;É um trabalho muito grande ao mesmo tempo de resgate, são memórias, passagens de uma verdadeira saga&#8221; retrata André.</p>
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		<title>Poesia nas veias de São José do Egito</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jul 2012 02:07:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Começa nesta sexta (27/7), a partir das 15h30, uma programação em homenagem ao centenário do poeta Cancão em São José do Egito. A cidade é famosa pela forte tradição de poesia, e nasceram lá, além de Cancão, outros grandes poetas populares, como Antônio Marinho, Lourival, Otacílio e Dimas Batista, Rogaciano Leite, só para citar alguns. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5987" aria-labelledby="figcaption_attachment_5987" class="wp-caption img-width-592 aligncenter" style="width: 592px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Cancão-e-Diniz-Vitorino-e1343325473251.jpg"><img class="size-medium wp-image-5987" alt="Aleixo Leite Filho, o poeta paraibano Diniz Vitorino e Cancão (Foto: Urbano Lima)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Cancão-e-Diniz-Vitorino-e1343325473251-592x486.jpg" width="592" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Aleixo Leite Filho, o poeta paraibano Diniz Vitorino e Cancão (Foto: Urbano Lima)</p></div>
<p>Começa nesta sexta (27/7), a partir das 15h30, uma programação em homenagem ao centenário do poeta Cancão em São José do Egito. A cidade é famosa pela forte tradição de poesia, e nasceram lá, além de Cancão, outros grandes poetas populares, como Antônio Marinho, Lourival, Otacílio e Dimas Batista, Rogaciano Leite, só para citar alguns. “A ideia foi abrir um espaço para a discussão sobre a obra do Pássaro Poeta, culminando as ações em torno do seu centenário, mas sem esquecer a celebração de sua obra e da poesia popular do Sertão do Pajeú, cuja força é reconhecida em toda a região”, destaca Wellington de Melo, escritor e coordenador de Literatura da Secretaria de Cultura de Pernambuco.</p>
<p>Segundo Wellington, diz-se que o rio que dá nome à região tem em suas águas algo de mágico, sendo uma espécie de “rio feiticeiro”, que leva poesia para o sangue do seu povo. Assim, Tabira, Afogados da Ingazeira, Tuparetama, Itapetim, e tantas outras cidades, também fazem brotar poetas a todo instante. “O que chama a atenção é que existe uma nova geração de poetas com nomes como Clécio Rimas, Caio Meneses, Dudu Morais, Alexandre Morais, que fazem juz a essa tradição e levam adiante a poesia do Pajeú, mais viva do que nunca”, diz, animado, sobre a continuidade da tradição da região.</p>
<div id="attachment_5990" aria-labelledby="figcaption_attachment_5990" class="wp-caption img-width-600 aligncenter" style="width: 600px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Ze-Vicente-e-Louro-e1343325817178.jpg"><img class="size-full wp-image-5990" alt="O poeta cearense Zé Vicente acompanhado do lendário Louro do Pajeú (Foto: Paulo Carvalho)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Ze-Vicente-e-Louro-e1343325817178.jpg" width="600" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">O poeta cearense Zé Vicente acompanhado do lendário Louro do Pajeú (Foto: Paulo Carvalho)</p></div>
<p>A programação foi construída em parceria com escritores e professores que tem relação com o a obra de Cancão. Lindoaldo Campos, que organizou a obra reunida de Cancão, “Palavras ao Plenilúnio”, o pesquisador Ésio Rafael e o escritor Marcos Passos, além do professor Josivaldo Custódio, da Universidade de Pernambuco, foram responsáveis, juntamente com a equipe da Coordenadoria de Literatura, pela elaboração da grade de atividades intensa que acontecerá nesta sexta-feira (27/7), a partir das 15h30 e no sábado (28/7), das 10h30 às 22h.</p>
<p>Serão palestras, mesas redondas, shows, mesas de glosa e recital de poesia. Alguns destaques são o lançamento do livro “Cancão, o gênio inocente”, de Paulo Passos e a Mesa de Prosa, na manhã do sábado, que traz amigos e conhecidos de Cancão para falarem sobre o poeta.</p>
<p>Confira abaixo programação completa de literatura em São José do Egito:</p>
<p><strong><br />
Sexta-feira, 27/7</strong></p>
<p>Centro de Inclusão Digital</p>
<p>15h às 16h – Palestra de abertura<br />
Cancão e Augusto dos Anjos: Diálogo entre o popular e o Erudito<br />
Facilitador: Prof. Dr. Josivaldo Custódio</p>
<p>16h15 às 16h45 – Cantoria<br />
Os dois coqueiros – Afonso Pequeno e Lázaro Pessoa<br />
Apresentação: Marcos Passos</p>
<p>17h às 18h – Palestra<br />
O cantador do Pajeú – Tradição e oralidade poética popular<br />
Facilitador: Profª Drª Karlla Christine Souza (UERN)</p>
<p>20h – Laçamento do livro: Cancão, o gênio inocente<br />
Autor: Paulo Passos</p>
<p>20h15 às 21h15 – Mesas de Glosa: Ninho Roubado<br />
Facilitadores: Aldo Neves (Tuparetama), Alexandre Morais (Afogados da Ingazeira), Clécio Rimas e Dudu Morais (Tabira), Caio Meneses, Maciel Correia e João Filho (São José do Egito), Zé Adalberto (Itapetim)</p>
<p>Show Palavras ao Plenilúnio<br />
Chico Pedrosa e Bia Marinho<br />
Local: Centro de Cultura Professor Bernardo Jucá<br />
Horário: 21h30</p>
<p><strong>Sábado, 28/7</strong></p>
<p>10h30 às 12h30 – Mesa de Prosa: A casa do ébrio<br />
Facilitadores/prosadores: Antônio de Catarina, Zé Silva, Edvaldo da Bodega, Sebastião Siqueira (Beijo), Cícero Formosino, Pedro Tunu, Reginaldo, Ida de Coraci, Joselito Nunes, Donzílio Luiz.<br />
Apresentação: Edinaldo Leite<br />
Local: Sheko´s Bar</p>
<p>15h às 16h – Palestra<br />
O conto popular e a poesia de Cancão – um estudo comparativo<br />
Facilitador: Profª Drª Maria Nazareth Arrais (UFPB)<br />
Local: Centro de Inclusão Digital</p>
<p>16h às 17h15 – Aula espetáculo: A serra do Teixeira e o nascimento do Poeta Pássaro<br />
Facilitadores: Edison Roberto, Marcos Passos e Greg Marinho.<br />
Local: Centro de Inclusão Digital</p>
<p>17h30 às 18h30 – Palestra de encerramento<br />
A poesia de Cancão como marco do Pajeú<br />
Facilitador: Prof. Dr. Nélson Barbosa (UFPB)<br />
Local: Centro de Inclusão Digital</p>
<p>19h às 20h – Recital Poético<br />
Apresentação: Marcos Passos<br />
Local: Centro de Inclusão Digital</p>
<p>20h30 às 21h45 – Mesa Redonda: Cancão e a tradição poética do Pajeú<br />
Facilitador: Aroldo Ferreira Leão (UNIVASF), Neném Patriota, Colégio Interativo (São José do Egito), Meca Moreno (UNICORDEL).<br />
Local: Centro de Inclusão Digital</p>
<p>22h – Show Depois da Chuva<br />
Em Canto em Poesia e Tonino Arcoverde<br />
Local: Centro de Cultura Professor Bernardo Jucá</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cancão é homenageado em aula espetáculo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:04:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rogaciano Leite, poeta popular do Pajeú, não falava sobre Cancão. Dizia que não era capaz. O poeta com nome de pássaro era inefável demais até mesmo para um outro poeta do sertão, cheio de pontos de encontro com ele, como era o caso de Rogaciano. É o que conta o poeta e estudioso da obra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4531" aria-labelledby="figcaption_attachment_4531" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Ricardo Moura</p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/mesa-cancão.jpg"><img class="size-medium wp-image-4531" alt="Ricardo Moura" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/mesa-cancão-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Ésio Rafael, Edison Roberto, Marcos Passos e Eduardo Abranttes</p></div>
<p>Rogaciano Leite, poeta popular do Pajeú, não falava sobre Cancão. Dizia que não era capaz. O poeta com nome de pássaro era inefável demais até mesmo para um outro poeta do sertão, cheio de pontos de encontro com ele, como era o caso de Rogaciano. É o que conta o poeta e estudioso da obra de Cancão, Ésio Rafael (Confira <a href="http://200.238.112.169/canal/literatura/um-seculo-do-passaro-poeta/" target="_blank">aqui</a> entrevista com o pesquisador). Na aula espetáculo de ontem (16/05), “<strong>Serra do Teixeira e o nascimento do pássaro poeta</strong> , em homenagem ao centenário de Cancão, além de Ésio, Edison Roberto, o poeta Marcos Passos e o músico Eduardo Abranttes deixaram clara a dificuldade de enquadrar, definir, falar sobre o poeta.</p>
<p>Os equívocos na interpretação da sua obra por parte da crítica também foram mencionados. Edison Roberto avalia que Cancão é um poeta de conceito e imagem, e não um poeta descritivo, como já disseram alguns críticos. “Ele subverteu toda uma ordem vigente no Pajeú, na poesia sertaneja, na poesia popular, que foi o fato dele ter abandonado a viola”, explica o professor sobre a transição de Cancão da poesia oral para a poesia escrita, algo pouco usual na época.</p>
<p>A força das imagens e a forte musicalidade dos poemas  de Cancão foram exaltadas, assim como sua genialidade e sensibilidade. As questões perenes que tentam definir se Cancão foi um poeta erudito ou matuto também foram debatidas.</p>
<p>Marcos Passos declamou alguns poemas,  e o Músico Eduardo Abranttes apresentou à platéia uma versão musicada de um escrito do pássaro poeta.</p>
<p>Confira Marcos Passos recitando o poema Dia de Chuva, acompanhado por Eduardo Abranttes no violão:</p>
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		<title>Ariano Suassuna fala sobre Cancão</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 17:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<title>Cancão: escritor homenageado</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 15:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 12 de maio do próximo ano, se vivo fosse, o poeta João Batista de Siqueira, conhecido como: Cancão, estaria completando exatamente cem anos. Justamente no mês das noivas, das novenas. Mês de Maria (a mãe de Jesus, o Sumo Bem), de quem Cancão era supremamente devoto. Os sertões do Pajeú pernambucano e Cariri [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2012/04/avatar.jpg"><img class="size-full wp-image-4677 alignnone" alt="" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2012/04/avatar.jpg" width="460" height="460" /></p>
<p></a>No dia 12 de maio do próximo ano, se vivo fosse, o poeta João Batista de Siqueira, conhecido como: Cancão, estaria completando exatamente cem anos. Justamente no mês das noivas, das novenas. Mês de Maria (a mãe de Jesus, o Sumo Bem), de quem Cancão era supremamente devoto.</p>
<p>Os sertões do Pajeú pernambucano e Cariri paraibano terão a oportunidade de celebrar o aniversário do seu particular Sumo Bem. Pois, como alguém já disse, caso existisse um Deus da poesia naquelas regiões, esse Deus teria nome e seria – Cancão, o Pássaro Poeta.</p>
<p>Não é pra menos, já que o Pajeú pernambucano e o Cariri paraibano contam com a magia do Pajeú, o rio feiticeiro e o garboso desfile da Serra da Borborema, com suas carregadas baterias (contrafortes), e a proteção parcimoniosa dos Deuses da poesia, que ecoa na ressonância das casas e taperas de seus habitantes.</p>
<p>Se a língua portuguesa nasceu do brado das largas discussões do crochê popular. Se a língua portuguesa nasceu da prática oral e não dos textos eruditos da Roma Imperial. Então, podemos tomar o Pajeú e Cariri como autênticos precussores da oralidade poética da nossa língua pátria/sertaneja, da nossa língua mãe, tendo o – Homem Pássaro como o nosso eterno interlocutor poético, comum aos dois gêneros.</p>
<p>João Batista de Siqueira foi um homem simples fora da medida. Um homem comum nos hábitos, no ritual da vida, na sucessão dos dias, no gestual, no vestir. Um homem do campo, um agricultor.</p>
<p>Começou tocando viola, para depois ver que não dava para o “serviço”, largando-a a posteriori para se valer de um bico de pena, de um lápis, de um pedaço de papel de balcão para escrever seus poemas, suas revelações para guardá-las dentro de uma caixa de sapatos.</p>
<p>Homem de choro frouxo, de sentimento exposto a toda prova. Afeito à natureza dos cactos, das macambiras, dos irmãos pássaros, à relva. Daí, fora um pulo para o fortalecimento de suas asas, até alçar voos de maior amplitude, mais rasantes, profundos, longínquos. Rápidos. Na demonstração de um poeta completo, de sentimento assombroso, iluminado.</p>
<p>De João, a João Batista, como qualquer brasileiro, veio a se transformar em um poeta, incomum, escritor de uma linguagem metafórica, sideral e sofisticada. Portador de uma habilidade que passava por cima das Academias de Letras, das teorias literárias, saindo da “Velha Grécia” sertaneja do Pajeú até aportar no solo e na mitologia grega, de fato:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;ÉS DAS REGIÕES POLARES</em><br />
<em>A MAIS DELICADA PLANTA</em><br />
<em>VIVES IGUAL UMA SANTA</em><br />
<em>ENTRE AS TOALHAS LUNARES</em><br />
<em>OS GÊNIOS DOS LONGOS MARES</em><br />
<em>DÃO-TE ATRAÇÃO SOBERANA</em><br />
<em>ÉS A MAIS GENTIL LIANA</em><br />
<em>EM FORMA DE CRIATURA</em><br />
<em>NASCESTE DA NINFA PURA</em><br />
<em>DA MARESIA INDIANA&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Foi dessa forma, lendo os poemas de Cancão que alguns estudiosos e pesquisadores chegaram a insinuar a não autenticidade de sua obra, por uma possível psicografia dos seus escritos, justo que, um homem do sítio que só teria lido Fagundes Varela e Cassimiro de Abreu não teria bagagem suficiente para evocar a mitologia grega. Puro engano. O poeta, escritor, jornalista e boêmio Rogaciano Leite teria se negado a dar depoimento por escrito sobre Cancão, alegando que não seria capaz. Isso, com o detalhe de que Rogaciano fora amigo e conterrâneo do poeta.</p>
<p>O poeta, escritor e político de Sertânia, Moxotó pernambucano – Wlisses Lins de Albuquerque, fora quem apresentou o primeiro livro de Cancão: MUSA SERTANEJA. Em seu discurso de posse na Academia Pernambucana de Letras, também não tirou por menos, exaltando a região e os poetas do Pajeú e Cariri, de Pernambuco e da Paraíba, respectivamente, como fenômenos poéticos localizados.</p>
<p>O poeta e escritor, estudante de Filosofia, o egipciense Lindoaldo Vieira, condensou uma comunhão de textos dos três livros publicados de Cancão em um só no sentido de oportunizar uma leitura digna dos poemas do mestre, para facilitar uma visão mais acurada do leitor – PALAVRAS AO PLENILÚNIO. Título retirado de um poema do poeta. Lindoaldo usou uma linguagem dentro dos parâmetros básicos das Academias, como de resto, teorias literárias como quem dá suporte e almeja subsidiar o leitor mais exigente, embora que causando estranhamento, mas para que o Brasil possa conhecer um poeta “cachorro da mulesta”, que foi Cancão.</p>
<p>(…)</p>
<p>ÉSIO RAFAEL.</p>
<p>Poeta, escritor e pesquisador.</p>
<p>Fonte: Portal Interpoética.</p>
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