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	<title>Portal Cultura PE &#187; cariri olindense</title>
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		<title>Patrimônio Vivo Cariri Olindense promove concurso de redação para alunos de escolas públicas</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2019 18:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[II concurso de redação memória infantil do frevo]]></category>
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		<description><![CDATA[A troça Cariri Olindense, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco, anuncia no próximo dia 18 de outubro, às 14h, o resultado do II Concurso de Redação Memória Infantil no Frevo. Este ano, o concurso teve como tema “O que você e sua família acham mais bonito no Carnaval de Pernambuco”. O concurso foi um sucesso [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_72277" aria-labelledby="figcaption_attachment_72277" class="wp-caption img-width-486 aligncenter" style="width: 486px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/Foto-Concurso-de-Redação-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-72277 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/Foto-Concurso-de-Redação-4-486x486.jpg" width="486" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Resultado do II Concurso de Redação Memória Infantil no Frevo será divulgado no próximo dia 18 de outubro, às 14h</p></div>
<p>A troça Cariri Olindense, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco, anuncia no próximo dia 18 de outubro, às 14h, o resultado do II Concurso de Redação Memória Infantil no Frevo. Este ano, o concurso teve como tema “O que você e sua família acham mais bonito no Carnaval de Pernambuco”. O concurso foi um sucesso e recebeu 464 redações de dezessete escolas da Rede Municipal de Ensino de Olinda.</p>
<p>Integrantes da troça, acadêmicos e gestores públicos reuniram-se na biblioteca da Fundarpe, no último dia 7 de outubro, para ler os textos e eleger os oito finalistas do concurso. Os candidatos selecionados estudam nas seguintes escolas: Sagrado Coração de Jesus, Monsenhor Fabricio, Dom João Crisóstomo, Hélio Maia e Brites de Albuquerque.</p>
<p>Na ocasião, além dos trabalhos vencedores será concedida menções honrosas a outras quatro redações que tiveram bom desempenho. Os prêmios para os quatro vencedores estão sendo oferecidos por meio de parcerias com outras instituições ligadas ao frevo. O Cariri Olindense, por exemplo, premiará o primeiro colocado com um celular, além de uma apresentação da orquestra na escola deste aluno. O Elefante de Olinda e o Bloco Cordas e Retalhos vão premiar o segundo lugar com uma bicicleta. A Sodeca e o Guaiamum de Olinda darão um tablete ao terceiro colocado. A Confraria do Cariri também premiará com um tablete o quarto lugar.</p>
<p>“A Fundarpe, por meio da gerência do Patrimônio Cultural, participou com muita satistação e responsabilidade desta ação promovida pelo Cariri de Olinda, um dos nossos Patrimônios Vivos, representante do frevo, por sua vez, Patrimônio Imaterial da Humanidade. É uma forma inovadora de trabalhar a valorização deste bem, porque envolve o estímulo à escrita, ou seja, a literatura do frevo, no meio de um público jovem, que devemos conquistar para que cresçam conhecendo e curtindo as tradições de sua terra”, colocou o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto.</p>
<p>“É uma ação de educação patrimonial, uma integração com o segmento infantil através das escolas. Remete ao eixo “Brincar o Patrimônio”, da Semana do Patrimônio. Queremos que os jovens brinquem mas também pensem sobre o frevo. Foi assim que surgiu o concurso, que está em sua segunda edição. A gerência de Patrimônio da Fundarpe e o Conselho de Preservação Cultural estão conosco desde o primeiro momento. É uma brincadeira séria que a gente está fazendo”, coloca Mônica Siqueira, diretora do Cariri Olindense e coordenadora geral do projeto.</p>
<p>Mônica, que é jornalista e também integra o Conselho de Política Cultural, fez parte da comissão de seleção formada também por Aramis Macêdo (historiador e Presidente do Conselho Estadual de Preservação de Patrimônio Cultural, CEPPC); Ângela Belfort (pedagoga, socióloga e Mestra em Literatura Brasileira, UFPB), Carmem Lélis (historiadora, pesquisadora e Assessoria da Secretaria de Cultura da Cidade do Recife); Elinildo Marinho (turismólogo e técnico da Coordenação de Patrimônio Imaterial da Fundarpe), Júlio Vila Nova (professor de Letras da UFRPE e presidente do Bloco Lírico Cordas e Retalhos), Otávio Bastos (passista e editor do Mexe com Tudo (Frevo), Renata Lopes (professora de história e Coordenadora de Programas e Projetos de Educação Integral da Secretaria de Educação de Olinda), Sandra Melo (professora de letras da UFRPE e flabelista do Bloco Lírico Cordas e Retalhos) e Mônica Siqueira (coordenadora geral, jornalista, relações públicas, integrante do CEPPC e diretora do Cariri Olindense).</p>
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		<title>Começam as capacitações para Orquestras de Frevo de Rua</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Sep 2018 20:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia Criativa]]></category>
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		<category><![CDATA[Orquestras de Frevo de Rua]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco Criativo 2018]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Na noite da última terça-feira (25) começaram as aulas da Oficina de Introdução ao Desenvolvimento de Carreira Artística para Orquestra de Frevo de Rua, que acontecem na sede do Patrimônio Vivo Cariri Olindense. As aulas são ministradas pelo músico André Freitas e o produtor Sandro Rodrigues, que idealizaram o projeto ao lado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_63284" aria-labelledby="figcaption_attachment_63284" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Toni Braga</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/IMG_4477-2_Easy-Resize.com_.jpg"><img class="size-medium wp-image-63284" alt="Toni Braga" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/IMG_4477-2_Easy-Resize.com_-607x362.jpg" width="607" height="362" /></a><p class="wp-caption-text">Músicos de frevo compareceram a aula inaugural da oficina, que também contou com as presenças de Tarciana Portella (Gerente de Formação e Capacitação da Fundarpe) e Márcia Souto (Presidente da Fundarpe).</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><em><strong>Por Camila Estephania</strong></em></p>
<p dir="ltr">Na noite da última terça-feira (25) começaram as aulas da <strong>Oficina de Introdução ao Desenvolvimento de Carreira Artística para Orquestra de Frevo de Rua</strong>, que acontecem na sede do Patrimônio Vivo <strong>Cariri Olindense</strong>. As aulas são ministradas pelo músico André Freitas e o produtor Sandro Rodrigues, que idealizaram o projeto ao lado de Laura Proto da La Esencia Experiências Culturais. O trabalho foi selecionado pela<strong> Convocatória Pernambuco Criativo 2018</strong> com o objetivo de capacitar os músicos das orquestras itinerantes a empreender no mercado da música buscando combater a sazonalidade do ritmo, que é mais executado no período carnavalesco. A oficina é gratuita e ainda conta com mais aulas nesta quinta-feira (27), a partir das 18h, no mesmo endereço. O município de <strong>Goiana também receberá a atividade entre os dias 3 e 5 de outubro, na sede da Sociedade Musical Saboeira.</strong></p>
<p>“<em>A proposta veio de uma experiência de cinco anos. O que a gente está projetando tem haver com soluções práticas e objetivas para várias questões que a gente observou e vários indicadores que a gente coletou. Diagnósticos foram produzidos e a gente começou a entender que havia um caminho alternativo para o mercado da música dedicado ao segmento do Frevo de Rua. A ação de maior visibilidade desse processo aconteceu no ano passado, quando realizamos a primeira edição do festival Fervendo. A partir dele, a gente começou não só a ver onde está a produção artística, mas ir onde está o gargalo do segmento e parte disso está em confrontar a sazonalidade. Percebemos que o nível de formação dos artistas da área não ultrapassa a performance musical. Temos bons músicos, mas que não entendem o frevo como um produto e como desenvolver a carreira. É como se, ainda hoje, estivessem esperando um produtor que resolva a carreira toda pra eles</em>”, explica André, que já foi Coordenador de Música do Paço do Frevo.</p>
<p>Como um dos facilitadores da capacitação, André busca aguçar a visão das Orquestras de Frevo de Rua para que os músicos consigam viver do segmento o ano inteiro, investindo no desenvolvimento do ritmo. “<em>Dentro do Museu (Paço do Frevo), a gente começou uma parceria com o Sebrae em 2015 para dar palestras sobre empreendedorismo de uma forma mais ampla. Os profissionais da casa depois ministraram oficinas para um grupo de 50 músicos mostrando a importância de um bom texto e uma boa imagem para traduzir os seus trabalhos. Isso gerou a criação da Orquestra Frevessencia, que foi o que despertou o nosso olhar para outras necessidades que vão além do cachê, que é o caso de ter acesso ao repertório, a um espaço para ensaiar, a um arquivo, a um acervo e uma série de demandas para orquestra. Então, vimos que uma das saídas era tentar aplicar para uma orquestra “popular” o mesmo funcionamento de uma orquestra erudita. Ensaiar por naipes, fazer limpeza do fraseado, criar músicas</em>”, explica ele, que acredita que as mudanças no mercado da música tem feito as orquestras deixarem o &#8216;fazer musical&#8217; de lado.</p>
<div id="attachment_63285" aria-labelledby="figcaption_attachment_63285" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Toni Braga</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/IMG_4490_Easy-Resize.com_.jpg"><img class="size-medium wp-image-63285" alt="Toni Braga" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/09/IMG_4490_Easy-Resize.com_-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A oficina é ministrada pelo músico André Freitas e por Sandro Rodrigues, do Óraculo Estúdio</p></div>
<p>“<em>O Frevo de Rua está em risco, porque a qualidade caiu. Toda a riqueza do ritmo demanda certos pré-requisitos, como, pelo menos, 18 músicos, uma sessão rítmica e um tuba, que não vêm sendo sempre obedecidos</em>”, avalia André, que defende o investimento em atividades o ano todo não só como forma de rentabilizar o trabalhar, mas também de reverter as falhas. Saxofonista na Orquestra Henrique Dias, Nilson Gomes concorda com o facilitador e participou da oficina com o objetivo de pensar em mais soluções para o exercício. “<em>Ainda falta esse conhecimento de como manter os eventos o ano inteiro, porque não contamos com nenhum incentivo, até a manutenção dos instrumentos é por conta de cada um. Nós retomaremos os ensaios em outubro (no Grêmio Henrique Dias), por isso temos tempo de ensaiar bem, mas muitas orquestras não têm um repertório muito extenso, porque não tem nem mesmo local ou não é permitido no local que elas têm, então nem culpo</em>”, comenta ele, sobre um dos gargalos que acometem o segmento. Em atuação em Orquestras de Frevo desde 1985, Nilson ainda trabalha como artesão para completar a renda.</p>
<p>Atenta às demandas da classe, a Gerente Geral de Capacitação e Formação da Fundarpe, Tarciana Portella, explica que a oficina é parte de uma série de medidas que buscam fortalecer a economia de diversos setores culturais através do programa Pernambuco Criativo, que é um convênio entre o Ministério da Cultura e a Secult-PE/Fundarpe. “<em>A gente sabe o potencial que tem uma Orquestra de Frevo e que se pode desenvolver esse grupos e suas carreiras, mas muitas pessoas arriscam por intuição. A ideia aqui é aprender com o que já existe do ponto de vista de gestão de carreiras, de negócios, tanto de espaços, como de empreendimentos culturais. Além da questão da existência, temos que pensar também a questão a sustentabilidade, que é poder passar esses grupos para um novo patamar. Há possibilidades que surgem, mas, às vezes, o músico não está com o olhar aguçado. Queremos poder potencializar essas oportunidades</em>”, diz ela, ao esclarecer que a área de economia da cultura foi aprovada na Conferência Estadual de Cultura com a proposta de se desenvolver um Plano Estadual focado no mercado.</p>
<p dir="ltr">A oficina foi selecionada a partir de um levantamento feito nas diversas conferências e atividades, em que se pode apurar as demandas de artistas de diversos segmentos. “<em>Sabemos de gargalos que existem e são importantes desafios a serem superados. O programa está disponibilizando um conjunto de informações, formações, a partir de uma seleção que foi feita de um banco de projetos em que nós conseguimos identificar pessoas de notória aptidão que se disponibilizaram a ser facilitadores nesse processo. Formação é informação e troca de experiências e é nisso que se baseia a possibilidade de desenvolvimento de um conhecimento. Outras formações virão</em>”, adianta ela.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lá vem o Cariri Olindense, Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2016 14:59:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marina Suassuna &#8220;Lá vem o Cariri ali/ Com saco de pegar criança/ Pegando menino e moça/ Pegando tudo o que a vista alcança (&#8230;)&#8220;. Com esses versos, transformados em hino oficial, a Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense anuncia os primeiros raios de sol do domingo de Carnaval, em Olinda. Desde 1921, uma das agremiações [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Marina Suassuna</em></p>
<div id="attachment_40117" aria-labelledby="figcaption_attachment_40117" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/29352099192_4fd685e8c6_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-40117" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/29352099192_4fd685e8c6_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Desde 1921, a troça Cariri Olindense mantém a tradição de abrir, às 4h, o domingo de Momo em Olinda</p></div>
<p>&#8220;<em>Lá vem o Cariri ali/ Com saco de pegar criança/ Pegando menino e moça/ Pegando tudo o que a vista alcança (&#8230;)</em>&#8220;. Com esses versos, transformados em hino oficial, a Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense anuncia os primeiros raios de sol do domingo de Carnaval, em Olinda. Desde 1921, uma das agremiações carnavalescas mais tradicionais e antigas da Cidade Alta cumpre seu papel de sair sempre às 4h da manhã, do bairro de Guadalupe, percorrendo as ladeiras. No dia 20 de julho de 2016, o Cariri foi eleito Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco.</p>
<p>&#8220;Tem gente que não acredita como uma troça pode sair às 4 horas manhã. A prova é tanta que muitas pessoas ficam acordadas só pra ver o Cariri ou esperar a troça passar pra ir dormir. É muito comum ver gente de camisola na janela com os cabelos lá em cima. Ninguém dorme&#8221;, conta Danielle Maria, uma das diretoras da agremiação.</p>
<div id="attachment_40120" aria-labelledby="figcaption_attachment_40120" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/29460817575_6bba369628_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-40120" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/29460817575_6bba369628_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A Troça realiza um importante papel social na comunidade em que está situada, no bairro de Guadalupe, Olinda</p></div>
<p>Para muitos moradores de Olinda, principalmente do bairro de Guadalupe, onde fica localizada a sede da troça, o Cariri Olindense tem papel de destaque por ser considerada a responsável pelo início oficial dos festejos na Cidade Alta que, na verdade, começam no domingo e não no sábado. Embora muito desta abertura tenha se perdido, o Cariri continua levando às ruas essa tradição, fazendo com que ela não se perca. Todos os anos, a saída da agremiação é marcada pela chegada do Homem da Meia Noite, que termina seu cortejo na sede em Guadalupe. Apesar de sair quatro horas depois do Calunga, o Cariri Olindense nasceu primeiro. O Homem da Meia Noite é, na verdade, uma dissidência do Cariri, que também desfila na terça-feira de Carnaval, encerrando os festejos às 20h, quando faz o percurso inverso, saindo da Praça do Carmo até a sede em Guadalupe.</p>
<p>Criada em 15 de fevereiro de 1921, O Cariri Olindense recebeu este nome de seus fundadores Augusto Canuto de Santana, Cosmo Botão, Jacinto Martinho, Isnar Colombo e Eugênio Cravina. Ao chegar no Mercado de São José, no centro do Recife, para comprar os materiais necessários para produção do desfile que acabavam de criar, os amigos se depararam com um vendedor de ervas muito peculiar. Não conseguiram o nome de batismo deste indivíduo, apenas seu apelido, &#8220;Cariri&#8221;. Retiraram uma foto do mascate e pediram a sua permissão para homenageá-lo em uma agremiação carnavalesca. A permissão foi concedida e, desde então, a Troça Carnavalesca Cariri sai às ruas.</p>
<div id="attachment_40123" aria-labelledby="figcaption_attachment_40123" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/Montagem.jpg"><img class="size-medium wp-image-40123" alt="Montagem" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/Montagem-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">O nome Cariri é uma homenagem a um mascate que viveu nos anos 1920, quando a Troça foi inaugurada</p></div>
<p>Com longas barbas brancas e chapéu de palha, um homem fantasiado de Cariri sai em meio ao desfile. Ele anda em cima de um burro e carrega um saco que, segundo a lenda criada para o personagem, é usado para sequestrar criancinhas. Mas tudo não passa de uma brincadeira usada como argumento para as crianças não saírem de casa às madrugadas, enquanto o Cariri estivesse passando. &#8220;Montaram uma imagem de que ele vinha do Sertão para pegar as crianças e isso funcionou. Quando eu era menina, ficava torcendo pra que o velho passasse logo pra eu poder sair pra brincar na rua&#8221;, conta Danielle Maria, uma das diretoras do grupo</p>
<p>Não à toa, a história fictícia foi usada para compor a letra do hino que, segundo Romildo Canuto, atual tesoureiro e ex-presidente da Troça, recebeu a contribuição de nomes como Lídio Macacão, conhecido como o Conde de Guadalupe, carnavalesco e compositor ligado ao Clube Vassourinhas de Olinda, para o qual fez alguns frevos. &#8220;Lídio contribuiu muito para a cultura do Carnaval de Olinda. Ele tinha um histórico de ser bom de letra. Muita gente aproveitava que ele gostava de beber muito e vinha até Guadalupe pegar as letras dele. Dizem que Capiba e Nelson Ferreira levaram várias músicas dele desse jeito, botando ele pra beber&#8221;, conta Romildo Canuto.</p>
<div id="attachment_40118" aria-labelledby="figcaption_attachment_40118" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/28838460013_ce50440798_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-40118" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/28838460013_ce50440798_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Aulas de frevo são promovidas durante todo o ano, na sede do Cariri, preparando os passistas para o Carnaval</p></div>
<p>Três gerações marcaram a história da Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense. A primeira delas é a família Canuto, que está presente na troça até hoje. Cada uma delas deixou contribuições importantes. A primeira geração ficou marcada pelo surgimento dos desfiles. Com a segunda, vieram as fantasias e as coreografias para as apresentações, além da preocupação com a sede do grupo. A primeira funcionou na casa de seu Romildo Canuto, que mora em frente à Igreja de Guadalupe. Em seguida, o grupo adquiriu uma sede com edifício próprio, conferindo um caráter mais profissional e dedicado à produção do carnaval.</p>
<p>A terceira e atual geração vem tentando dinamizar a agremiação, conseguindo patrocínios e divulgando o Cariri nas redes sociais e páginas virtuais. O grupo realiza um importante papel social na comunidade em que está situada, promovendo aulas de frevo durante todo o ano, preparando, inclusive, os passistas que irão desfilar na agremiação durante a Folia de Momo. A espaço físico também costuma ser cedido para que outras agremiações sem sede própria possam realizar ensaios e preparativos. Durante o período de carnaval, alguns destes grupos chegam a iniciar seus desfiles na sede do Cariri.</p>
<div id="attachment_40125" aria-labelledby="figcaption_attachment_40125" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/29171730360_e6fba98282_z1.jpg"><img class="size-medium wp-image-40125" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/29171730360_e6fba98282_z1-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Troça Cariri Olindense comemorou o título de Patrimônio Vivo durante cortejo nas ruas de Guadalupe, no dia 4 de setembro de 2016</p></div>
<p>Além de eventos relacionados ao carnaval, a sede também é usada para realização de aulas de ONGs, para atividades de faculdades, festas familiares, eventos escolares e, até mesmo, para velórios. Atualmente, os integrantes da agremiação tentam construir um pequeno museu para contar a história da Troça, possuindo um importante acervo com estandartes, fotografias e objetos utilizados durante o desfile, como por exemplo, a chave da abertura oficial do carnaval, que é a mesma utilizada desde 1921, produzida por fundadores da agremiação, com alguns reparos.</p>
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