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	<title>Portal Cultura PE &#187; Carmem Lélis</title>
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		<title>Em live da Secult-PE, Cristina Andrade e Velho Xaveco falam sobre a tradição do Pastoril</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 18:03:14 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/WhatsApp-Image-2021-12-15-at-19.09.52.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-89993" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/WhatsApp-Image-2021-12-15-at-19.09.52-388x486.jpeg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>Natal sem pastoril é quase como Carnaval sem frevo. Alguém já assistiu algum neste ano? O folguedo tem origem ibérica, a partir das encenações da Igreja em seus processos de catequese. E, assim, o folguedo chega ao Brasil, através do teatro ensinado pelos jesuítas aos povos indígenas, para que compreendessem e gostassem da religião cristã. Antes encenado nas igrejas, o pastoril transformou-se basicamente em apresentações musicais, que são chamadas de jornadas.</p>
<p>Algumas estruturas foram mantidas ao longo dos séculos, como a divisão do grupo em dois cordões: o encarnado e o azul, cada qual com suas mestras e contramestras. Existe ainda a Diana que, ao centro e vestida com as duas cores, mantém o equilíbrio da disputa. É uma dança basicamente feminina, com outros personagens que representam as figuras que participaram do nascimento do menino Jesus: pastoras, anjo, cigana, estrela, borboleta etc.</p>
<p>As cores vermelho e azul do pastoril representam a disputa entre cristãos e mouros, fazendo uma referência às lutas travadas na Península Ibérica, pela conversão dos infiéis à Religião Católica. As jornadas falam do nascimento de Jesus, do significado do Natal e de algumas personagens. Geralmente são apresentadas em três ritmos diferentes: marchinha, maxixe e valsinha. O vestuário das pastoras é composto de saias e coletes bordados, blusas brancas, meiões e sapatilhas; na cabeça, usam tiaras com flores, fitas ou pedras decorativas. Nas mãos, geralmente trazem pandeiros ou maracás.</p>
<p>O espetáculo é acompanhado por instrumentos de percussão: surdo, tarol, saxofone, violão, zabumba e pandeiro. Hoje, devido ao alto custo cobrado pelas orquestras, muitos grupos se apresentam ao som mecânico. No Recife, existem diversos grupos de pastoril espalhados em comunidades como Pina, Ibura, Brasília Teimosa, Água Fria, Monteiro, Cordeiro, entre outras localidades, além de numerosos grupos formados pelas escolas das redes pública e privada do Recife e Região Metropolitana.</p>
<p>Carmem Lélis, historiadora e pesquisadora da Fundação de Cultura do Recife e da Secretaria de Cultura do Recife, é autora do livro “Caminheiros do sem fim, Jornadas do sentir”, que trata das relações da religiosidade e da fé, das festas pagãs que celebravam a natividade, e ainda dos brinquedos e brincantes populares de Pernambuco, como fandango, queima da lapinha, cavalo marinho, auto de Natal do boi, reisado, guerreiros e pastoril.</p>
<p><em>“Apesar de ser disseminado a partir da igreja, o pastoril se desenvolve no litoral e nas cidades. É um brinquedo urbano. Atualmente Pernambuco e Recife são que mantêm, de forma vigorosa, esse brinquedo”</em>, diz Carmem. A pesquisadora irá mediar uma live, nesta terça-feira (21), às 19h, no canal do Youtube da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE). Os convidados são a mestra Cristina Andrade, responsável pelo pastoril Estrela Brilhante de Água Fria, e o Velho Xaveco, o mais antigo velho do chamado pastoril profano. Ambos são titulados Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p><em>“O pastoril religioso não se modifica tanto (com o passar do tempo). Vai perdendo algumas características em função das mudanças do tempo, da inserção de outras mídias e outros atrativos. No pastoril profano, a chegada dos programas de auditório vai minguando sua atuação. No pastoril religioso, deixa de ser encenação, de estar presente no adro das igrejas e se inserindo nos autos natalinos, pelas professoras que criam nas escolas ou nas comunidades. A parte de encenação morre e fica a musicalidade e a dança. Até hoje, todos os pastoris que conheço cantam as jornadas antigas, alguns têm jornadas autorais e a musicalidade vai sofrendo alterações”</em>, conta Lélis.</p>
<p>Aos 71 anos de idade, com mais de 50 anos de ciranda, a mestra cirandeira e carnavalesca Cristina Andrade é reconhecida como uma grande liderança dos folguedos e coleciona prêmios ao longo de uma vida dedicada à cultura. No ano de 2008, além de ser homenageada no ciclo natalino da cidade do Recife, lançou o CD Pastoril Estrela do Oriente, primeiro da família e também uma forma de homenagear a matriarca, Dona Dengosa.</p>
<p>Aos 86 anos, o pernambucano de Bezerros Antônio Coutinho é o Velho Xaveco, personagem que criou em 1978, sendo portanto o mais antigo velho de pastoril profano que se tem notícias. Antônio Coutinho teve influências dos Velhos Faceta, Futrica e Canela Seca. O Velho Faceta teve sucesso de repercussão nacional como o primeiro velho de pastoril a gravar um disco, com uma música que até hoje é sucesso na boca do povo: “Papai eu quero me casar”. Já o Velho Xaveco divulgou o pastoril profano em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, sendo considerado fundamental no surgimento de novos velhos de Pastoril, como Veí Lumbrigueta e Velho Cafuné.</p>
<p><em>“O pastoril é de muita necessidade, é quando se fala do nascimento de Jesus. Hoje, a boa vontade de muita gente que tem pastoril é se organizar cada vez mais. É algo maravilhoso, que não se pode perder”, diz a mestra Cristina. Ela defende que o pastoril se mantenha como uma tradição sem muitas novidades. “As jornadas do meu pastoril são as tradicionais. Tem que falar do São José, da borboleta. Meu pastoril é tradicional, de pandeiro, de meia, de Diana, de cordão vermelho e encarnado, e as jornadas são tradicionais, de autoria desconhecida”</em>, diz Cristina.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live “O simbolismo do Azul e Encarnado no Pastoril”<br />
Quando: 21 de dezembro de 2021 (terça-feira), às 19h<br />
Transmissão: <a href="https://www.youtube.com/user/SecultPE" target="_blank"><strong>www.youtube.com/SecultPE</strong></a> | <a href="https://www.facebook.com/culturape" target="_blank"><strong>www.facebook.com/culturape</strong></a></p>
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		<title>Patrimônios Vivos de Pernambuco reúnem-se em live para celebrar o São João e seus ritmos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2021 18:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<category><![CDATA[Salatiel D’Camarão]]></category>
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		<description><![CDATA[Às vésperas do São João, o programa Diálogos Culturais em Rede, exibido pelo canal da Secult-PE no Youtube (www.youtube.com/SecultPE), sempre às terças-feiras, às 19h, traz uma conversa sobre os ritmos que não podem faltar no São João em Pernambuco: o coco, o forró e a ciranda. Para o bate-papo, que acontece na próxima terça-feira (22), [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-18-at-14.57.58.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-85525" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-18-at-14.57.58-486x486.jpeg" width="486" height="486" /></a></p>
<p>Às vésperas do São João, o programa Diálogos Culturais em Rede, exibido pelo canal da Secult-PE no Youtube (<strong><a href="http://www.youtube.com/SecultPE" target="_blank">www.youtube.com/SecultPE</a></strong>), sempre às terças-feiras, às 19h, traz uma conversa sobre os ritmos que não podem faltar no São João em Pernambuco: o coco, o forró e a ciranda.</p>
<p>Para o bate-papo, que acontece na próxima terça-feira (22), foram convidados Patrimônios Vivos de Pernambuco: Mestra Ana Lúcia Nunes, a coquista de Amaro Branco, em Olinda, a Mestra da ciranda, Cristina de Andrade, e Salatiel D’Camarão, que não é patrimônio vivo, mas filho de um, o já falecido Mestre Camarão. Salatiel é historiador e forrozeiro. Como mediadora, a convidada é a historiadora e pesquisadora na área de cultura popular, Carmem Lélis.</p>
<p><strong>Patrimônio Vivo</strong><br />
<em>“O concurso do registro do Patrimônio Vivo do estado de Pernambuco faz parte de um conjunto de políticas de salvaguarda do patrimônio imaterial e, nessa perspectiva, são valorizados as pessoas e os grupos que mantêm atividades ligadas aos saberes artísticos e tradicionais em diferentes segmentos&#8221;</em>, esclarece Marcelo Renan, historiador, pesquisador e gestor da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p><em>“Esse reconhecimento é direcionado à pessoa, àquele sujeito que, por conta de sua trajetória dentro de diferentes áreas artísticas e dos saberes tradicionais, garante a continuidade desses saberes e a transmissão para novas gerações. Por isso é tão importante reconhecê-los não apenas com o valor financeiro pelas bolsas a que têm direito os Patrimônios Vivos do estado, mas reconhecer o conjunto de atividades que eles realizam nas suas comunidades, apoiando e fomentando também outros momentos em que as tradições culturais deles acabam acontecendo”</em>, completa Renan.</p>
<p>Filho de um dos primeiros Patrimônios Vivos do estado, Mestre Camarão, Salatiel D’Camarão concorda:<em> “A política pública do Patrimônio Vivo proporciona nova formação de plateia, além de formar novos profissionais na área. Tenho muita sorte de ser filho do mestre. Fui filho, amigo e aluno do mestre. Pude usufruir do conhecimento e da vivência, ser ´doutrinado´”</em>.</p>
<p>O São João, para Salatiel, tem cheiro, imagem, som, movimento.<em> “Traz muitas lembranças sensoriais. É o melhor período do ano, quando podemos confraternizar desde com nossos ancestrais até com nossos filhos”</em>, conta ele.</p>
<p>Já a Mestra Cristina de Andrade relata que aprendeu a ser cirandeira <em>“dentro da ciranda”</em>, já que toda a sua família é cirandeira. Ser Patrimônio Vivo é um reconhecimento que vem pra ela depois de muito trabalho.<em> “Valoriza muito o trabalho da gente”</em>. Saudades do São João tem muitas: tinha dia que cantava em cinco lugares diferentes. <em>“Era a época que a gente mais praticava”</em>, relembra.</p>
<p>Quase como se tivesse cantando um coco, Mestra Ana Lúcia diz: <em>“Eu amo o coco e amo o São João. No coco, já encontrei todo mundo trabalhando. Estou aqui pra contar a história pra vocês. Estamos trabalhando por amor”</em>, fala. <em>“Faço tudo por amor à São João Batista e Santo Antônio”</em>. Nascida no meio do coco, disse uma vez pro marido, caso ele implicasse com a escolha dela: <em>“Você pode ir, que o coco é meu!”</em>.</p>
<p>Os Patrimônios Vivos de Pernambuco são o elo entre a cultura e o povo. Em agosto, o Conselho Estadual de Preservação de Patrimônio Cultural divulga novos Patrimônios Vivos.</p>
<p><strong>Diálogos Culturais em Rede</strong><br />
O webprograma “Diálogos Culturais em Rede” está promovendo, em junho, uma série de conversas sobre uma das festas mais tradicionais do Nordeste, o São João. O próximo programa, no dia 29 de junho, será em parceria com a Cepe Editora e tem como tema &#8220;Literatura e Canção Popular: o Forró na berlinda&#8221;.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live &#8220;Coco, forró e ciranda são tradição&#8221;, com Salatiel D&#8217;Camarão, Cristina Andrade e Mestra Ana Lúcia, e mediação de Carmem Lélis<br />
Quando: 22 de junho de 2021 (terça-feira), às 19h<br />
Transmissão pelo canal: <a href="http://youtube.com/secultpe" target="_blank"><strong>youtube.com/secultpe</strong></a></p>
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