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	<title>Portal Cultura PE &#187; Carnaíba</title>
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		<title>Comemorações do Dia Estadual do Choro João Pernambuco de 2024 têm início pelo Mepe</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 20:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Museu do Estado de Pernambuco (Mepe) é palco, neste domingo (13), às 16hs, da abertura das comemorações do Dia Estadual do Choro João Pernambuco de 2024, com o lançamento do livro Personagens do Choro Pernambucano: Canhoto da Paraíba e João Pernambuco, da escritora Teresa Sales, e da apresentação musical do Conjunto Sapucaia. As comemorações [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_113891" aria-labelledby="figcaption_attachment_113891" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Guinné/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Foto2-Conjunto-Sapucaia-Crédito-Guinné.jpg"><img class="size-medium wp-image-113891" alt="Guinné/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/Foto2-Conjunto-Sapucaia-Crédito-Guinné-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto Sapucaia</p></div>
<p>O Museu do Estado de Pernambuco (Mepe) é palco, neste domingo (13), às 16hs, da abertura das comemorações do Dia Estadual do Choro João Pernambuco de 2024, com o lançamento do livro Personagens do Choro Pernambucano: Canhoto da Paraíba e João Pernambuco, da escritora Teresa Sales, e da apresentação musical do Conjunto Sapucaia. As comemorações se estendem por todo o mês de outubro e início de novembro, percorrendo várias cidades.</p>
<p>A programação começa, às 16h, com o lançamento do livro da professora e socióloga Teresa Sales, nascida em Garanhuns (Agreste), intitulado Personagens do Choro: Canhoto da Paraíba e João Pernambuco. Doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e professora livre-docente pela Universidade de Campinas (Unicamp) até 2005, a autora traz em seu livro uma biografia sociológica dos dois músicos focando na vida e no contexto social em que viveram e não nas especificidades de suas produções musicais.</p>
<p>Às 17h, o Conjunto Sapucaia se apresenta para o público tocando um repertório com clássicos do choro e composições autorais. O Sapucaia se destaca por sua formação típica dos primórdios do choro, com a flauta transversal atuando como solista e o violão, o cavaquinho e o pandeiro como base principal. O grupo é formado pelo flautista Fábio Santos, o violonista Wellington Nascimento, o cavaquinista Maxwell Bernardo e o pandeirista Danilo César.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Confira a programação nos demais municípios:</strong></span></p>
<p><strong>Dia 19/10 -</strong> roda de Choro em praça pública em Pesqueira (Agreste);</p>
<p><strong>Dia 26/10 -</strong> Apresentação dos grupos Chorões do Pajeú e Camerata Petronilo Malaquias em Carnaíba (Sertão);</p>
<p><strong>Dia 1º/11 -</strong> 5º Festival do Choro João Pernambuco, em Tacaratu (Sertão), com apresentações de José Arimatea e Kelly Rosa na Praça do Santuário.</p>
<p><strong>Dia 2/11 -</strong> na data de nascimento de João Pernambuco, acontece o segundo dia do 5º Festival do Choro João Pernambuco, em Petrolândia (Sertão), com apresentações de Betto do Bandolim e Bozó 7 Cordas no Instituto de Arte Popular João Pernambuco.</p>
<p>Segundo Betto do Bandolim, um dos diretores do Instituto Isto É Choro!, “a maior satisfação é ver o choro retomando seu protagonismo no cenário cultural e toda uma garotada da nova geração renovando e dando uma cara nova para o nosso querido chorinho”.</p>
<p>A realização das comemorações do Dia Estadual do Choro João Pernambuco é uma iniciativa do Instituto Cultural Brasileiro Isto É Choro!, com o apoio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p>O Instituto Cultural Brasileiro Isto É Choro! é uma organização cultural de músicos e promotores do choro criado para divulgar, promover e salvaguardar o gênero. Enquanto coletivo, Isto É Choro, foi responsável pela iniciativa da instituição do Dia Estadual do Choro João Pernambuco, do Dia Municipal do Choro Luperce Miranda. Entre outras ações estão o Festival do Choro João Pernambuco, Circuito Pernambucano de Choro e Recife Carinhoso.</p>
<p>Segundo Wagner Staden, coordenador do Instituto, “a iniciativa de realizar as comemorações em várias cidades no interior do Estado tem o objetivo principal de descentralizar as comemorações e eventos que geralmente são realizadas na Região Metropolitana do Recife, fortalecer o choro e o movimento cultural no interior aumentando o pertencimento da população local com a produção cultural e proporcionar o intercâmbio entre os músicos e artistas participantes”.</p>
<p>O Dia Estadual do Choro João Pernambuco foi instituído por meio da Lei nº 14.178/2021, de autoria do deputado estadual Waldemar Borges, por iniciativa do Coletivo Isto É Choro!, que depois se tornou o Instituto Cultural Brasileiro Isto É Choro!. Este ano as comemorações têm um significado a mais por conta do choro haver recebido o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).</p>
<p>“A criação da data é um marco importante para o reconhecimento da importância do choro em Pernambuco possibilitando a realização de uma comemoração anual que proporciona a difusão de obras, divulgação dos artistas e formação de público para o gênero, além da geração de renda para músicos, grupos musicais, técnicos, serviços culturais e comércio local”, afirma Wagner Staden, também diretor e produtor das comemorações.</p>
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		<title>Mulheres de Repente lançam oficina de glosa na Festa de Louro</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 15:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poesia no improviso com coesão e beleza não é para qualquer um e é a especialidade das poetisas Erivoneide Amaral e Elenilda Amaral (ambas de Afogados da Ingazeira-PE), Dayane Rocha (Brejinho de Tabira-PE), Milene Augusto (Solidão-PE), Francisca Araújo (Iguaracy-PE) e Thaynnara Queiróz (Carnaíba-PE). As sertanejas comandam o projeto Mulheres de Repente e levam para o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_107462" aria-labelledby="figcaption_attachment_107462" class="wp-caption img-width-486 alignnone" style="width: 486px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/mulheres_de_repente_em_brasilia.jpeg"><img class="size-medium wp-image-107462" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/mulheres_de_repente_em_brasilia-486x486.jpeg" width="486" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Mulheres de Repente durante evento em Brasília, em 2023: poesia matuta das artistas já visitou diversos Estados brasileiros</p></div>
<p>Poesia no improviso com coesão e beleza não é para qualquer um e é a especialidade das poetisas Erivoneide Amaral e Elenilda Amaral (ambas de Afogados da Ingazeira-PE), Dayane Rocha (Brejinho de Tabira-PE), Milene Augusto (Solidão-PE), Francisca Araújo (Iguaracy-PE) e Thaynnara Queiróz (Carnaíba-PE). As sertanejas comandam o projeto Mulheres de Repente e levam para o mundo o incrível talento da poesias em glosa.<br />
Junto com a multiartista Luna Vitrolira, poetisa que faz a mediação das apresentações, as Mulheres de Repente lançam em São José do Egito (PE) a primeira etapa do projeto Glosa: Nuances da Oralidade e da Escrita, que tem o apoio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), dentro da programação da Festa de Louro 2024. A produtora executiva Taciana Enes completa o time de supermulheres na poesia.<br />
Glosa: Nuances da Oralidade e da Escrita é composto de oficinas e apresentações gratuitas (culminância) e visita as cidades de Tabira e Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú pernambucano.<br />
Para a primeira etapa, no município de São José do Egito (PE), as oficinas gratuitas têm duração de três dias, sendo realizadas pela manhã e à tarde, desta terça-feira (3) até sexta-feira (5), das 8h às 12h. São abordados: a origem da glosa e da mesa de glosas e oralidade e identidade pajeúnica; produção literária de mulheres no improviso e na declamação e performance; métrica, rima e oração e estratégias e técnicas de criação do improviso. As aulas são ministradas no Centro de Cultura Professor Bernardo Jucá (Rua Governador Walfredo Siqueira, Centro, São José do Egito).<br />
Também é criada a <em>Cartilha da Glosa</em>, nos formatos impresso e e-book, sendo a culminância do projeto a realização da Mesa de Glosas, na sexta-feira (5), a partir das 15h, com disponibilidade de intérprete de libras junto ao grupo para fomentar a acessibilidade e inclusão.<br />
As inscrições para a etapa de São José do Egito podem ser feitas por meio do <a title="Oficina de Glosas - Nuances da Oralidade e da Escrita" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKHjUx7RXXoJT8CuNYBDxcnKEHkcqpNB-xeeu9mvwrpfOJUA/viewform?pli=1" target="_blank">formulário</a>. Serão selecionadas 15 alunas.<br />
“A formação de mulheres na glosa representa um forte e estratégico movimento como uma forma de fortalecer o cenário da poesia de repente feita por mulheres fomentando a cultura do improviso da poesia popular”, destacam as organizadoras.<br />
“Nesta oficina as poetas glosadoras da nova geração, junto com a coordenadora de Mesa de Glosas, Luna Vitrolira, pesquisadora da modalidade e mestra em teoria da literatura, estão juntas incentivando o surgimento de novas vozes femininas no improviso, que darão continuidade a essa tradição”, destaca Taciana Enes, produtora executiva.</p>
<p><strong>A GLOSA -</strong> Dentre as centenas de atividades oficiais e paralelas da Festa de Louro, tradicional evento no calendário das artes em Pernambuco, a Mesa de Glosas é uma das mais prestigiadas. A modalidade de poesia de improviso, criada no Pajeú pernambucano, apresenta esquema rígido de funcionamento a partir de métrica em que os poemas são improvisados em décimas com motes elaborados pelo mediador da mesa e revelados apenas na hora da glosa para as poetas.<br />
“Essa estrutura de dois versos determina os assuntos, a forma métrica e as rimas a serem usadas no improviso, além de obrigatoriamente encerrar as estrofes”, explica Luna Vitrolira.<br />
Para a Festa de Louro 2024 as poetisas pretendem abordar temáticas relacionadas à contemporaneidade, como educação e igualdade, sem abrir mão de assuntos mais poéticos que exaltem a resistência e importância da arte.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mote dado por Dayane Rocha: <em>As Mulheres de Repente têm a força do Sertão</em> (glosa: Erivoneide Amaral):</strong></span></p>
<p><em>Nasceu pra Mesa de Glosa</em><br />
<em>A primeira poetisa</em><br />
<em>Elenilda, que é precisa</em><br />
<em>Foi nossa primeira rosa.</em></p>
<p><em>Tem Dayane corajosa</em><br />
<em>Francisca que é explosão</em><br />
<em>Milene é só emoção.</em></p>
<p><em>Thaynnara completa a gente</em><br />
<em>As Mulheres de Repente</em><br />
<em>Têm a força do Sertão.</em></p>
<p><strong>UM 2023 ARRETADO -</strong> As artistas iniciam 2024 ainda em êxtase pelo sucesso do grupo em 2023, com direito a apresentações em São Paulo, na Festa Literária de Paraty (RJ), apresentações em eventos federais em Brasília (DF) e matérias na mídia importantes, com destaque para uma reportagem gravada pela TV Cultura para o programa <em>Metrópolis</em>.<br />
O grupo possui uma série de conteúdos disponível no Instagram <a title="mulheres_de_repente" href="https://www.instagram.com/mulheres_de_repente/" target="_blank">@mulheres_de_repente</a> e um pouco do resumo dos projetos nos últimos anos está disponível nos links <a title="Flup 22 - Mesa de Glosas do Sertão do Pajeú" href="https://www.youtube.com/watch?v=uhJEABdpdNg" target="_blank">Mesa de Glosa na Flup 2022</a> e <a title="Reportagem Mulheres de Repente - Comemoração dos 35 anos do Programa Metrópolis da TV CULTURA" href="https://www.youtube.com/watch?v=Si4vTb4TXB8" target="_blank">Mulheres de Repente: Comemoração dos 35 anos do Programa Metrópolis da TV Cultura</a>.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/card.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-107463" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/card-486x486.jpg" width="486" height="486" /></a></p>
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		<title>Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro divulga programação no Mês da Consciência Negra no Sertão do Pajeú</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/semente-mostra-itinerante-de-cinema-negro-divulga-programacao-no-mes-da-consciencia-negra-em-cidades-do-sertao-do-pajeu/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 18:42:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A primeira edição da Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro acontece de 22 a 30 de novembro, no Sertão do Pajeú, nas Comunidade Brejo de Dentro e Comunidade Travessão do Caroá, Quilombos do Caroá (Carnaíba); na Comunidade Varzinha dos Quilombolas (Iguaracy); e na Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça (Afogados da Ingazeira). Durante a mostra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106479" aria-labelledby="figcaption_attachment_106479" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Lúciio Vinícius/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/IMG_2504.jpg"><img class="size-medium wp-image-106479" alt="Lúciio Vinícius/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/IMG_2504-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Inácio Pedro, do Coco de Roda Negras e Negros do Leitão, recém-titulado Patrimônio Vivo de Pernambuco, é personagem do curta Histórias do Quilombo do Leitão da Carapuça</p></div>
<p>A primeira edição da Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro acontece de 22 a 30 de novembro, no Sertão do Pajeú, nas Comunidade Brejo de Dentro e Comunidade Travessão do Caroá, Quilombos do Caroá (Carnaíba); na Comunidade Varzinha dos Quilombolas (Iguaracy); e na Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça (Afogados da Ingazeira). Durante a mostra são exibidas produções dirigidas e/ou codirigidas por pessoas negras, pessoas de comunidades tradicionais e filmes realizados nas comunidades que sediam o evento.<br />
A Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro é uma realização da Pajeú Filmes, com apoio da Comissão Quilombola do Caroá, da Associação da Varzinha dos Quilombolas e da Associação Rural do Umbuzeiro e Leitão e tem incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e do Governo de Pernambuco.<br />
Entre os 15 filmes que integram a programação estão os obras produzidas durante as oficinas de realização audiovisual que aconteceram nas comunidades de 30 de outubro a 16 de novembro. Ministrada por William Tenório, tanto as oficinas quanto as atividades de exibição acontecem com apoio das associações das comunidades potencializando os encontros e as trocas para o fortalecimento da cadeia audiovisual no Pajeú.<br />
“Ao longo de todo o processo de construção e execução da Semente estamos pensando no fortalecimento das comunidades, criando meios e espaços de trocas que possam perdurar depois do evento, de forma autônoma e consciente. O cinema é um veículo de muitas possibilidades. Nosso desejo é colaborar para a cadeia cultural no Pajeú cada vez maior e mais forte”, explica Rafaela de Albuquerque, produtora da mostra.<br />
Também compõem a programação encontros sobre produção cultural e elaboração de projetos e apresentações culturais de cada comunidade que recebe o projeto. “Temos apresentação dos grupos culturais em cada uma das comunidades abrindo espaço na nossa programação para que elas também apresentem suas riquezas e seus saberes. Desde a última semana estamos circulando com a oficina de realização na qual as próprias comunidades construíram filmes que também são exibidos no evento”, conta Bruna Tavares, curadora e coordenadora pedagógica da Semente.<br />
Ocupar os territórios no Mês da Consciência Negra tem ainda mais significado para o projeto já que todas as ações são voltadas para o fomento e a celebração da arte e cultura negra, seja nas produções locais ou nos filmes selecionados pela curadoria a serem exibidos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Programação:</strong></span></p>
<p><strong>Quarta-feira, 22</strong></p>
<p>15h &#8211; Oficina de Elaboração de Projetos Culturais &#8211; Associação do Travessão do Caroá<br />
19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola Brejo de Dentro/ Carnaíba<br />
- <em>A Farpa</em> (GO, 2022, 2’), de Sara Regina<br />
- <em>Escasso</em> (RJ, 2022, 15’), de Clara Anastacia e Gabriela Gaia Meirelles<br />
- <em>Yakhë: Nossos Corpos</em> (PE, 2021, 15’), de Tayko Fulni-ô<br />
- <em>Bala Perdida</em> (PE, 2023, 2’), de Maria Antônia e Julia Carvalho<br />
- <em>Avôa</em> (PB, 2022, 4´), de Lucas Mendes<br />
- <em>Último Domingo</em> (RJ, 2022, 17’), de Renan Barbosa Brandão e Joana Claude<br />
- <em>Jussara</em> (BA, 2023, 8’), de Camila Cordeiro Ribeiro<br />
- <em>Eu Sou Raiz</em> (PE, 2021, 7’), de Cíntia Lima e Lilian de Alcântara<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Samba de Coco do Caroá.</p>
<p><strong>Quinta-feira, 23</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola Travessão do Caroá/Carnaíba<br />
- <em>TonTon Dente de Leão</em> (SP, 2’), de Ariédhine Carvalho<br />
- <em>Histórias do Quilombo do Leitão da Carapuça</em> (6’), direção coletiva/Quilombolas do Leitão-Umbuzeiro<br />
- <em>Eu Sou Porque Nós Somos</em> (6’), direção coletivaoletiva/Quilombolas da Varzinha dos Quilombolas<br />
- <em>Pedro e Inácio</em> (PE, 2023, 23’), de Caio Dornelas<br />
- <em>Cantigas de Farinhada</em> (PE, 2023, 6’), direção coletivaoletiva/Quilombolas do Caroá<br />
- <em>A Velhice Ilumina o Vento</em> (MT, 2022, 20’), de Juliana Segóvia<br />
- <em>Caminhos Afrodiaspóricos</em> (RJ, 2022, 20’), de Wagner Novais<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Dança do Caroá</p>
<p><strong>Segunda-feira, 27</strong></p>
<p>17h &#8211; Oficina de Elaboração de Projetos Culturais &#8211; Associação da Varzinha dos Quilombolas<br />
19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola de Varzinha dos Quilombolas/Iguaracy</p>
<p><strong>Terça-feira, 28</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola de Varzinha dos Quilombolas/Iguaracy<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Coco da Varzinha dos Quilombolas</p>
<p><strong>Quarta-feira, 29</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça/Afogados da Ingazeira</p>
<p><strong>Quinta-feira, 30</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça/Afogados da Ingazeira<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Coco Negros e Negras do Leitão da Carapuça</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mais informações:</strong></span></p>
<p>Site: https://pajeufilmes.com.br/<br />
Redes sociais: @semente.cinemanegro<br />
E-mail: pajeufilmes@gmail.com<br />
Telefone: (87) 99611-2584</p>
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		<title>Projeto vai mapear produção poética feminina do Pajeú dos últimos 100 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2019 15:04:04 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_68837" aria-labelledby="figcaption_attachment_68837" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-38-of-82.jpg"><img class="size-medium wp-image-68837 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-38-of-82-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">projeto surgiu ao notar a ausência significativa das mulheres do Pajeú nas antologias literárias, evidenciando as implicações históricas, sociais, políticas e culturais que ocultaram o registro de suas obras e presenças na historiografia literária pernambucana</p></div>
<p style="text-align: left;">Valorizar, divulgar e garantir a visibilidade da produção poética de mulheres que participaram da formação cultural da região do Pajeú, no Sertão de Pernambuco, é o que move o projeto <strong>As Poetas do Pajeú</strong>. A iniciativa, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura, foi idealizada pela poeta e artista visual Mariana de Matos e pretende destacar a produção dos últimos 100 anos das poetas que contribuíram para a manutenção da literatura local e catalogá-las em um acervo virtual que ficará disponibilizado gratuitamente.</p>
<p style="text-align: left;">Segundo Mariana, o projeto surgiu ao notar a ausência significativa das mulheres do Pajeú nas antologias literárias, evidenciando as implicações históricas, sociais, políticas e culturais que ocultaram o registro de suas obras e presenças na historiografia literária pernambucana e, consequentemente, brasileira. “Para construirmos possibilidades mais democráticas, torna-se impreterível que as vozes não hegemônicas sejam escutadas, que haja mais espaço e legitimidade para o fazer artístico das mulheres”, defende.</p>
<div id="attachment_68838" aria-labelledby="figcaption_attachment_68838" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-48-of-82.jpg"><img class="size-medium wp-image-68838 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-48-of-82-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Projeto vai percorrer os 17 municípios que integram a região do Pajeú</p></div>
<p>O projeto vai percorrer os 17 municípios que integram a região do Pajeú (Quixaba, Iguaracy, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, Brejinho, São José do Egito, Carnaíba, Solidão, Calumbi, Tabira , Itapetim, Tuparetama, Flores, Triunfo , Serra Talhada, Igazeira e Afogados da Igazeira) em busca de diferentes perfis de poetas. São elas: as que já são conhecidas e publicadas; as que ainda são inéditas; de distintas gerações; poetas cantadoras de repente, emboladoras e cantoras de coco, como forma de respeitar a diversidade de formas de conhecimento e saber artístico, e entender que a experiência poética pajeuzeira apenas constata os atravessamentos das várias linguagens artísticas e a diversidade; Poetas vivas ou em memória que, não só nasceram no local, mas que também tiveram sua produção relacionada às vivências do Pajeú, colaboraram para a tradição literária local e que são reconhecidas por outras poetas e pelo público como pertencentes ao panorama literário desse território.</p>
<p><strong>Apoio Popular</strong><br />
O mapeamento das poetas do Pajeú está sendo realizado com pesquisa de campo, e terá algumas ações locais. E a colaboração da população para resgatar a história é essencial na reconstrução desse cenário. Por isso, está sendo disponibilizando alguns canais de comunicação para as pessoas que são ou dispunham de informações de mulheres poetas descritas nos perfis acima possam entrar em contato com a equipe do projeto. O primeiro canal é o e-mail <strong>aspoetasdopajeu@gmail.com</strong>, que deve ser enviado contendo nome, idade, cidade, contatos e pequena descrição de suas produções poéticas. E o segundo canal são as redes sociais no Instagram e no Facebook.</p>
<p>Uma vez mapeadas, as poetas catalogadas estarão em uma plataforma virtual de acesso gratuito. Através dessa área, o público poderá conhecer as produções poéticas de mulheres que contribuíram para a formação do Pajeú, além de desenvolver novas pesquisas acerca das produções individuais das poetas, promover reflexões sobre a condição e contexto de vida dessas mulheres e desenvolver novos conteúdo didáticos para o ambiente educacional, entre outros desdobramentos possíveis.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span>:<br />
Coleta de material até  05 de Junho de 2019 do projeto As Poetas do Pajeú<br />
Cidades envolvidas: Sertão do Pajeú (São José do Egito, Itapetim, Tuparetama, Brejinho, Tabira, Santa Terezinha, Carnaíba,, Ingazeira, Iguaracy, Solidão, Afogados da Ingazeira, Quixaba, Flores, Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde, Calumbi, Serra Talhada)<br />
Mais informações: (87) 99651.7752 | aspoetasdopajeu@gmail.com</p>
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		<title>Triunfo recebe 1º Encontro de Artesãos do Sertão do Pajeú</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2015 15:34:00 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/Encontro-de-Artesaos.jpg"><img class=" wp-image-23483 alignright" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/Encontro-de-Artesaos-358x486.jpg" width="251" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Visando capacitar artesãos atuantes na microrregião do Sertão do Pajeú para um novo conceito de produção artesanal, a primeira edição do Encontro de Artesãos acontece nesta quarta-feira (15), em Triunfo, com programação destinada também a artesãos das cidades de Calumbí, Carnaíba, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde e Serra Talhada. O evento objetiva resgatar a cultura local como ferramenta que agregue valor ao produto artesanal através de práticas da economia sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Jean Farias, coordenador da atividade, a realização do encontro é fruto de uma extensa pesquisa na microrregião, que desde 2013 vem sendo feita com artesãos atuantes em zonas urbanas e rurais das cidades que estão sendo representadas. “Queremos que o encontro promova o incentivo de produções voltadas à identidade cultural destas localidades, de forma que os participantes possam investir em tendências de produções sustentáveis para seus produtos, através de técnicas que serão repassadas pelos palestrantes”, explicou. Segundo Jean, estão sendo aguardados cerca de 150 artesãos da microrregião.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os interessados em participar, as inscrições são gratuitas e ainda podem ser feitas até hoje (14), nos pontos de cada cidade descritos abaixo da programação. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: <strong>(87) 9645-6549</strong>. O I Encontro de Artesãos do Sertão do Pajeú possui apoio do SESC Triunfo e incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura.</p>
<p><strong>Programação do I Encontro de Artesãos do Sertão do Pajeú:</strong><br />
<strong>Quando:</strong> quarta-feira, 15 de abril<br />
<strong>Local:</strong> Centro de Convenções SESC (Rua Antônio Henrique da Silva, s/nº, São Cristóvão, Triunfo)<br />
<strong>8h</strong> | Credenciamento<br />
<strong>8h30</strong> | Abertura<br />
<strong>8h45</strong> | Grupo de Xaxado Cabras de Lampião (Serra Talhada/PE)<br />
<strong>9h</strong> | Palestra: Artesanato e Cultura (com Ana Veloso &#8211; Artista Plástica, Consultora em Design de Produto e Design aplicado ao Artesanato<br />
<strong>10h15</strong> | Intervalo<br />
<strong>10h30</strong> | Palestra: Artesanato e Processos Criativos (com Aglaíze Damasceno &#8211; Artista Visual e Mestra em Artes Visuais. Profa. do Curso de DESIGN – UFCA)<br />
<strong>11h45</strong> | Intervalo<br />
<strong>13h30</strong> | Visita Mediada ao Jardim de Esculturas<br />
<strong>14h</strong> | Palestra: Artesanato e Design (com Juliana Loss &#8211; Designer e Mestra em Desenvolvimento Sustentável. Profa. do Curso de DESIGN – UFCA)<br />
<strong>15h15</strong> | Intervalo<br />
<strong>15h30</strong> | Grupo de Flauta Sopro Novo (Fábrica de Criação Popular – SESC)<br />
<strong>16h45</strong> | Palestra: Artesanato e Sustentabilidade (com Adjane Souza &#8211; Artesã, Pesquisadora e Idealizadora do Projeto Fulô da Terra – Riacho das Almas/PE)<br />
<strong>17h</strong> | Apresentação do grupo Caretas de Triunfo e encerramento</p>
<p><strong>Exposições:<br />
</strong><strong>Das 8h às 17h</strong> | Exposição Vitrine do Pajeú<br />
<strong>Das 8h às 17h</strong> | Feira de Artesanato da Fábrica de Criação Popular</p>
<p><strong>Pontos de Inscrição:<br />
</strong><strong>Calumbí - </strong>Prefeitura Municipal de Calumbí<br />
<strong>Carnaíba - </strong>Secretaria de Cultura de Carnaíba<br />
<strong>Flores - </strong>CRAS &#8211; Centro de Referência de Assistência Social de Flores<br />
<strong>Santa Cruz da Baixa Verde - </strong>Secretaria de Cultura de Santa Cruz da Baixa Verde<br />
<strong>Serra Talhada - </strong>Casa da Cultura<br />
<strong>Triunfo - </strong>Fábrica de Criação Popular SESC</p>
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		<title>Postais da Memória 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 18:36:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os postais da memória são um resgate dos diversos patrimônios históricos, culturais e afetivos do nosso estado. Confira os cartões-postais feitos pela Diretoria de Preservação durante o ano de 2012.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os postais da memória são um resgate dos diversos patrimônios históricos, culturais e afetivos do nosso estado. Confira os cartões-postais feitos pela Diretoria de Preservação durante o ano de 2012.</p>
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		<title>Quilombo Abelha em tarde de festa com o FPNC Sertão do Pajeú</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jul 2012 14:07:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A comunidade recebeu culminância de oficina e apresentação de pífano e coco no último sábado (28/7), durante o festival Por Chico Ludermir “Antigamente o povo era mais corajoso. Enfrentavam o plantio da mandioca, construía casa de farinha… Era tudo vereda e todo mundo ia de boi para tirar madeira para as construções”, contou Sr. Sebastião [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5752" aria-labelledby="figcaption_attachment_5752" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Encontro-de-cultura-quilombola_Abelha_Carnaíba_peça.jpg"><img class="size-medium wp-image-5752" alt="Espetáculo de mamulengos da Tropa do Balacobaco (Foto: Costa Neto)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Encontro-de-cultura-quilombola_Abelha_Carnaíba_peça-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Espetáculo de mamulengos da Tropa do Balacobaco (Foto: Costa Neto)</p></div>
<div id="attachment_5756" aria-labelledby="figcaption_attachment_5756" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Encontro-de-cultura-quilombola_Abelha_Carnaíba_público.jpg"><img class="size-medium wp-image-5756" alt="Público assistindo ao espetáculo na comunidade quilombola (Foto: Costa Neto)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Encontro-de-cultura-quilombola_Abelha_Carnaíba_público-607x359.jpg" width="607" height="359" /></a><p class="wp-caption-text">Público assistindo ao espetáculo na comunidade quilombola (Foto: Costa Neto)</p></div>
<p style="text-align: left;">
<p><em>A comunidade recebeu culminância de oficina e apresentação de pífano e coco no último sábado (28/7), durante o festival<br />
</em></p>
<p>Por Chico Ludermir</p>
<p>“Antigamente o povo era mais corajoso. Enfrentavam o plantio da mandioca, construía casa de farinha… Era tudo vereda e todo mundo ia de boi para tirar madeira para as construções”, contou Sr. Sebastião Gonçalo da Silva, 76 anos, morador da comunidade quilombola Abelha, em Carnaíba (PE). A lembrança, que Sebastião conta muito bem, serviu de mote para a peça apresentada no sábado (28/7) como resultado da oficina de teatro realizada no quilombo pelo Festival Pernambuco Nação Cultural do Sertão do Pajeú. Além do espetáculo, a tarde também  teatro de mamulengos e grupos de coco e pífano.</p>
<p>Um grupo formado por seis meninos da região reencenou a história da qual eles fazem parte, utilizando as técnicas aprendidas durante os dois dias com o professor Romualdo Freitas, da Associação Cultural Tropa do Balacobaco, da cidade de Arcoverde. “Foi uma experiência muito boa. Aprendemos teatro ao mesmo tempo em que refletimos sobre as nossas raízes”, afirmou Edna de Andrade, 22 anos. Neta de Sebastião, ela já tinha ouvido seu avô lhe contar outras recordações dos seus tempos de menino.</p>
<p>Depois de uma apresentação do espetáculo de mamulengos “Vade retro Satanás”, também da Tropa do Balacobaco, subiu ao palco uma banda de pífano que já vem na família de Seu Dezinho há mais de 120 anos. A Raízes do Caruá, composta por dois pífanos, uma zabumba, um caixa e um prato, tocou baião, marchinha e alvorada durante quase uma hora.</p>
<p>Quando já era noite, se apresentaram os grupos de Coco de Roda do Sítio Abelha – do qual Sebastião é o cantor e Edna, dançarina – e o Coco de Negros e Negras do Quilombo Leitão da Carapuça. Com uma pisada diferente das dos cocos do litoral, o trupé dos dançarinos fazia a marcação da música, complementando o som do pandeiro.</p>
<p>Ao final da festa, a coordenadora de Povos Tradicionais da Secretaria de Cultura do Estado, Érica Nascimento, estava satisfeita. “Já vínhamos fazendo essa articulação no sentido de incentivar o samba de coco da região e conseguimos fazer desse momento um encontro de brincadeiras das comunidades da região. Mais uma vez o festival vem chegando aonde não chegava e é o festival que recebe dos quilombolas”, afirmou Erica, de um lado, enquanto do outro, Sr. Sebastião concordava: “Estou muito feliz e emocionado ao lado de tanto gente boa. Chega tou suspenso”.</p>
<div id="attachment_5759" aria-labelledby="figcaption_attachment_5759" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Encontro-de-cultura-quilombola_Abelha_Carnaíba_sebastião1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5759" alt="Pimenta Embolador e Sebastião Gonçalo no quilombo (Foto: Costa Neto)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/Encontro-de-cultura-quilombola_Abelha_Carnaíba_sebastião1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Pimenta Embolador e Sebastião Gonçalo no quilombo (Foto: Costa Neto)</p></div>
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		<title>Carnaíba, terra do pífano</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jul 2012 03:07:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Julya Vasconcelos “Quando era um tempo mais sofrido a gente arrancava o caroá, ia desfibrando ele e fazia vassoura, corda, fazia também pífano de cano de caroá e de cano de mamona”, diz o Mestre Dezinho do Pífano, da banda de Pífanos Travessão do Caroá, do Quilombo Eufrazino José da Silva. Mestre Dezinho conta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5926" aria-labelledby="figcaption_attachment_5926" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7654030298_6bec9c5027_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-5926" alt="Encontro de Pífanos e Novena de Santo Antônio na cidade de Carnaíba (Foto: Costa Neto / Secult-PE)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7654030298_6bec9c5027_z-607x405.jpg" width="607" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro de Pífanos e Novena de Santo Antônio na cidade de Carnaíba (Foto: Costa Neto / Secult-PE)</p></div>
<p>Por Julya Vasconcelos</p>
<p>“Quando era um tempo mais sofrido a gente arrancava o caroá, ia desfibrando ele e fazia vassoura, corda, fazia também pífano de cano de caroá e de cano de mamona”, diz o Mestre Dezinho do Pífano, da banda de Pífanos Travessão do Caroá, do Quilombo Eufrazino José da Silva. Mestre Dezinho conta que sempre houve muitas bandas do pífano e coco na zona rural da cidade de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, e diz que quando viu pela primeira vez uma, a única coisa que lhe passou pela cabeça foi tocar. “Nosso sangue é de pífano e coco!”, diz o mestre, que toca junto com dois irmãos (Brasiliano e Agenor) e um primo (José Januário).</p>
<p>Seu Antônio Pedro também toca pífano. Deve ter um pouco mais de 60 anos. Trajando uma camisa vermelha, calça preta e chapéu de couro, assim como os outros integrantes da sua banda, a Santo Antônio, seu Antônio conta que a banda tem mais de 100 anos e foi fundada por um tio do seu pai. “Sempre vai passando de pai pra filho”, explica o mestre pifeiro.</p>
<p>A bandas de Mestre Dezinho e Antonio Pedro participaram, nesta sexta-feira (26/7), na cidade de Carnaíba, de um encontro de pífanos. A bandas São Sebastião (do Sítio de Brejinho de Ibitiranga) e Mestre Antônio também fizeram parte do encontro, que aconteceu juntamente com a novena da tradicional festa de São João Maria Vianney, padroeiro da cidade junto com Santo Antônio.</p>
<p>A tradição do pífano na cidade, assim como em vários outros municípios do sertão, como conta a Secretária de Cultura da cidade Margarida Pereira Lira, tem ligação direta com a igreja católica e as novenas. “Eles sempre tocam nas novenas dos sítios, nas capelas da zona rural, e também na frente da igreja”, explica a Secretária. “No final, eles até entram na igreja para fazer a avena, vão até o altar e reverenciam as imagens”.</p>
<p>Carnaíba ainda recebe a seguinte programação até sábado (28/7):</p>
<p><em>Cultura Popular<br />
</em><br />
Sexta-feira, 27/7<br />
Trio de Maneozinho e Seu Regional, Cici e Trio Esperança, Banda Sanfônica Maestro Israel Gomes, Zé do Chamego e Seu Regional, Forrozeiro Jéferson e Forrozeiro Edinho<br />
Local: Pátio da Feira e Eventos Nilton Bezerra das Chagas<br />
Horário: 18h</p>
<p><em>Povos Tradicionais<br />
</em><br />
Sexta-feira, 27/7<br />
Mostra de Cinema na Estrada<br />
Local: Quilombo Abelha<br />
Horário: 18h</p>
<p>Sábado, 28/7<br />
16h30 – Encontro de Cultura Quilombola<br />
Banda de Pífanos Quilombo Travessão, Coco de Roda Leão da Carapuça, Coco de Roda Quilombo Abelha<br />
18h – Espetáculo Teatral Tropa do Balacobaco</p>
<p>&nbsp;</p>
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