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	<title>Portal Cultura PE &#187; carnaval na casa da cultura</title>
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		<title>Agremiações tradicionais do Bairro de São José acertam o passo para o Carnaval</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Feb 2018 16:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_57597" aria-labelledby="figcaption_attachment_57597" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39912811492_ffb5635a8e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-57597 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39912811492_ffb5635a8e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Fundado pela carnavalesca Sevi Caminha, o Bloco Pierrot de São José completa 40 anos em 2018</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>A tradição do Carnaval do Recife em alguns bairros, como o de São José, foi construída através da união dos moradores que caíam na folia inspirados por personalidades respeitadíssimas, a exemplo de Mãe Badia, e de grupos familiares da região. Um deles, a família Carminha, cuja matriarca é a carnavalesca Sevi Caminha, hoje é responsável pela manutenção e fôlego de duas importantes agremiações do Centro do Recife: o <strong>Bloco Pierrot de São José</strong>, que completa 40 anos em 2018, e a <strong>Troça Verdureiras de São José</strong>, fundada em 1884 e considerada uma das mais antigas de Pernambuco.</p>
<p>As duas atrações passaram pela programação do Carnaval da Casa da Cultura, realizado pela Secretaria Estadual de Cultura e Fundarpe, com a participação de diversas agremiações de Pernambuco. Segundo Graciene Caminha, filha de Sevi e uma das responsáveis pelo Bloco Pierrot de São José, foi sua mãe <em>“quem iniciou toda essa loucura aos nove anos de idade, quando veio de São Caetano para o Recife, se erradicando no Bairro de São José, de onde nunca mais saiu. Ela costurou para vários blocos e agremiações, e em 1978 decidiu fundar o Pierrot de São José, porque queria um bloco só dela”,</em> relembra.</p>
<div id="attachment_57594" aria-labelledby="figcaption_attachment_57594" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25073292427_a618a98619_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-57594  " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25073292427_a618a98619_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A Troça Verdureiras de São José foi fundada pelos verdureiros do Mercado de São José em 1884e retirada do Museu da Federação Carnavalesca de Pernambuco em 1983, por Sevi Caminha</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>“Na época eu era uma criança de doze anos, e a vida da gente se transformou com esse bloco, porque a missão de todas nós hoje, das filhas e das netas de Sevi Caminha, é tomar conta do Pierrot de São José, do qual mamãe é presidenta eterna, e da Troça Carnavalesca Verdureiras de São José, que é presidida pela minha irmã Graciete Caminha. Os dois são altamente familiares, não tem diretoria. Não temos sede e nosso dinheiro vem das subvenções que a gente consegue durante as apresentações no Carnaval”,</em> revela Graciene Caminha.</p>
<p>A Troça Verdureiras de São José foi fundada pelos verdureiros do Mercado de São José, mas depois de alguns anos a agremiação foi parar no Museu da Federação Carnavalesca de Pernambuco por falta de atividade. “<em>Badia é minha madrinha e foi ela quem ficou na cabeça de mamãe para que ela tirasse a Verdureiras de São José do museu. E em 1983 mamãe foi na onda, até porque ela não desobedecia Badia, por uma questão de respeito e hierarquia. Antigamente, muitos trabalhadores e trabalhadoras do Mercado de São José participavam dessa troça, mas com o tempo as pessoas foram deixando de ir, e a gente sente e fica muito triste com isso. No entanto, independente de qualquer coisa, as Verdureiras estão aqui, firmes e fortes&#8221;,</em> conta Graciene.</p>
<div id="attachment_57593" aria-labelledby="figcaption_attachment_57593" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25073278667_7d226b92fb_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-57593 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25073278667_7d226b92fb_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">As duas agremiações se apresentaram no Carnaval da Casa da Cultura no dia 27 de janeiro passado</p></div>
<p>De acordo com Graciene, dona Sevi Caminha não anda há quinze anos por conta de um reumatismo crônico, e há quatro anos foi diagnosticada com problemas circulatórios, por causa da diabetes.<em> “Nessa circunstância, eu cheguei pra ela e disse: ‘mãe, vamos viver, vamos cuidar da senhora, vamos acabar com essas agremiações’. E ela humildemente me pediu: ‘filha, me deixe morrer para fazer isso’. Então estamos aqui, mais um ano, para cumprir mais um Carnaval”.</em></p>
<p>Antigamente, a família Caminha também era responsável por outros grupos, conta Graciene, lembrando-se da La Ursa Branca do Bairro de São José e do Boi do Zé do Ribamar, entre outras agremiações. <em>“Mas fomos convencendo mamãe a ir dando fim aos brinquedos porque era muito cansativo lidar com tudo. Eu e minhas irmãs, por exemplo, até hoje não sabemos o que é o Carnaval de Olinda, porque vivemos intensamente essa história no bairro de São José”.</em></p>
<div id="attachment_57595" aria-labelledby="figcaption_attachment_57595" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39046682555_f0781e4501_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-57595 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39046682555_f0781e4501_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Além do Pierrot de São José, a família Caminha também era responsável por outros grupos, como a La Ursa Branca do Bairro de São José e o Boi do Zé do Ribamar, entre outras agremiações</p></div>
<p style="text-align: left;">Por outro lado, a responsável pelo Bloco Pierrot de São José falou da emoção que foi se apresentar no Carnaval da Casa da Cultura este ano, espaço que, segundo ela, virou seu <em>point</em> de passeio quando deixou de ser uma casa de detenção para se tornar um equipamento cultural. “<em>É por isso que a gente fica muito feliz quando vem pra cá. Eu acho que o certo era a gente vir todo ano, porque somos de casa. Mas graças a Deus está tudo certo, a gente ama o Carnaval”.</em></p>
<p>No dia da apresentação das agremiações na Casa da Cultura, realizada no dia 27 de janeiro passado, foram levadas duas orquestras e dois grupos diferentes, porque tem foliões que não saem na Verdureiras por preferirem sair apenas no Bloco Pierrot de São José. <em>“Mas há as mais loucas, como Nilda e Totonha, que saem nos dois e em outros blocos do São José, como o Gigante e o Bola de Ouro. Temos também outros exemplos bonitos, como Dona Creusa, de 93 anos, que adora sair no Pierrot de São José e todo ano está aqui com a gente”,</em> disse Graciene, que por fim deixou claro sua intimidade com o bairro de São José e com o carnaval da região.</p>
<div id="attachment_57598" aria-labelledby="figcaption_attachment_57598" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39234539194_afdcacfec1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-57598 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39234539194_afdcacfec1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Quando se apresentaram na Casa da Cultura, a família Caminha levou duas orquestras e dois grupos diferentes para cada agremiação</p></div>
<p><em>“Nós somos da Rua do Ramos, saindo da Casa da Cultura ela fica bem pertinho. E nós realizamos nossos ensaios e encontros lá. É uma rua bem pequenininha e aconchegante, e compramos duas casas nela. A família inteira mora lá. A casa de número 60, que é a de mamãe, tem três andares, e você não consegue andar direito lá dentro com tanta fantasia pelos corredores. A do lado, número 58, que era pra ser a sede das Verdureiras, no momento está demolida. Mas arranjamos um dinheiro e levantamos umas colunas para dar início à construção da sede, e eu quero que mamãe esteja viva pra vê-la pronta”.</em><br />
<strong></strong></p>
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