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	<title>Portal Cultura PE &#187; Catarina Almanova</title>
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		<title>Catarina Almanova disponibiliza o curta &#8220;Tornar-se Monstra ou Humana?&#8221; no YouTube</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 16:37:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os processos sociais de desumanização das pessoas trans, mas também a busca pela inserção nos espaços sociais e artísticos, são explorados sob uma perspectiva surrealista no curta-metragem &#8220;Tornar-se Monstra ou Humana?&#8221;, estreia da pernambucana Catarina Almanova como diretora, roteirista e idealizadora no audiovisual. Com tons de videoarte, a obra foi majoritariamente composta por mulheres trans e travestis [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/FCpTzpFoEmw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Os processos sociais de desumanização das pessoas trans, mas também a busca pela inserção nos espaços sociais e artísticos, são explorados sob uma perspectiva surrealista no curta-metragem &#8220;Tornar-se Monstra ou Humana?&#8221;, estreia da pernambucana Catarina Almanova como diretora, roteirista e idealizadora no audiovisual. Com tons de videoarte, a obra foi majoritariamente composta por mulheres trans e travestis em diversas funções da ficha técnica. O curta, que foi contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, está disponível no YouTube.</p>
<p>Catarina Almanova também protagoniza o filme, narrando uma espécie de monólogo ambientado em uma dimensão surrealista que vagueia entre o pesadelo e o sonho. Gravado em Aldeia, no município de Camaragibe, o curta-metragem explora cenários florestais, figurinos e maquiagens excêntricos assinados por Oura Aura do Nascimento. A captação, direção de fotografia e edição foi da Caldo de Cana Filmes.</p>
<p>A performance visceral de Almanova procura não apenas jogar luz na desumanização, mas fazer um protesto por uma reivindicação por espaços e narrativas. É também a celebração de uma irmandade entre as pessoas transgêneros, o que é materializado na aparição de Gabi Benedita, Julie Lima, Sophia William e Jarda Araújo, que integram o elenco.</p>
<p><em>“Acredito que o cinema pode ser uma linguagem excludente para pessoas trans e travestis. É mais difícil ainda quando se fala do surrealismo, do abstrato. Essas eram características do que eu estava fazendo, e de alguma forma precisava que isso fosse visto. Uma narrativa não-linear, que passeia por mensagem de sonho, pesadelo, ilusão e delírio. É uma experiência visceral”</em>, diz Catarina Almanova, estudante de Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Pernambuco.</p>
<p>Pela proximidade das artes cênicas, Catarina traz referências da dança contemporânea na obra: o Butoh, que trata de questões do surrealismo e do corpo e Sarah Kane, conhecida por suas obras de estilo de narrativa não-linear que surge da emoção e profundidade psicológica. Ela também fez parte do Mini Festival de Mini Criaturas Animadas, que surgiu dentro da UFPE e foi aprovado pelo Itaú Cultural, em 2019, sendo apresentado em São Paulo.</p>
<p><em>“O meu projeto não nasceria sem um edital que abarcasse essa poética”</em>, reforça a artista. <em>“Os editais precisam entender a nossa poética, a nossa beleza e o que estamos fazendo. Não parte de uma estética ou uma linha de pensamento cis e heteronormativa. Existe uma política que entende a arte de determinada forma, seja no teatro ou no cinema, exigindo moldes específicos de corpo e voz. Isso é muito violento. Chegou um momento em que pensei: Eles não entendem a minha poética. Então eu meti a cara, juntei tudo e resultou nesse curta-metragem”</em>, finaliza.</p>
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