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	<title>Portal Cultura PE &#187; cepe editora</title>
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		<title>Livro sobre a obra de Renato Valle é lançado pela Cepe Editora</title>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2025 17:38:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Renato Jorge Valle, pernambucano, nascido no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, em 1958, caçula de uma família de seis filhos, desenhista, pintor, gravurista e escultor. A vida e a obra do artista, consagrado nos diversos usos de linguagens e técnicas, são apresentadas no livro &#8220;Renato Valle&#8221;, da Cepe Editora, a ser lançado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117789" aria-labelledby="figcaption_attachment_117789" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Leopoldo Conrado Nunes</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/Renato-Valle2-Foto-LeopoldoConradoNunes-Cepe.jpg"><img class="size-medium wp-image-117789" alt="Foto: Leopoldo Conrado Nunes" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/05/Renato-Valle2-Foto-LeopoldoConradoNunes-Cepe-607x382.jpg" width="607" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Lançamento de Renato Valle e abertura da exposição “braꙄil”, com obras do artista</p></div>
<p>Renato Jorge Valle, pernambucano, nascido no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, em 1958, caçula de uma família de seis filhos, desenhista, pintor, gravurista e escultor. A vida e a obra do artista, consagrado nos diversos usos de linguagens e técnicas, são apresentadas no livro &#8220;Renato Valle&#8221;, da Cepe Editora, a ser lançado sábado (17/05), às 15h, no Mamam, Centro do Recife, na abertura da exposição “braꙄil”. Com coordenação editorial do jornalista Bruno Albertim, a obra literária reúne um conjunto de exposições realizadas no Brasil e oito textos de críticos e curadores para falar sobre a produção do artista, reconhecido como um dos principais nomes da arte contemporânea nacional.</p>
<p>“Creio que me comunico melhor através de imagens, vejo o trabalho como uma forma de expandir o que penso e sinto sobre a vida, a sociedade na qual estou inserido, a comunidade – a cidade, o estado, o país, o planeta. Mas não é um objetivo, é mais uma necessidade incontrolável de me posicionar neste mundo. É como comer, respirar, andar&#8230; Tudo inevitável e fundamental pra continuar vivendo! Nunca tive outra atividade profissional. Aliás, uma vez meu amigo Montez Magno disse que não se considerava um profissional, mas um vocacional. Isso serve também pra me definir”, declara Renato Valle.</p>
<p>O título, organizado em 292 páginas, integra o catálogo de Arte da editora pública. No texto de abertura, a professora e curadora Joana d’Arc Lima avisa que a leitura não precisa ser linear. “O livro é construído para ser acessado de diversas formas, começando pelo fim ou pelo meio ou pelo começo, ou, como nos ensina Renato Valle, em nós leitores, partícipes da obra”, destaca Joana d’Arc. A trajetória de vida do homenageado e o trabalho artístico são abordados com equilíbrio na publicação. “Sem conhecer um não é possível perceber o outro”, diz ela.</p>
<p>Cada autor revela Renato Valle para os leitores, ao abordar livremente aspectos de sua obra. Os textos são intercalados por imagens de peças e exposições citadas no livro. “Em alguns desenhos de Valle, a mudez se faz tão densa que temos a impressão de terem sido talhados com a ponta de uma faca bem afiada, como na poesia de seu conterrâneo João Cabral de Melo Neto. Alguns deles deixam inclusive marcas e ranhuras visíveis no papel, como se fossem escoriações ritualísticas”, analisa a artista visual baiana e curadora Lilian Maus no artigo Ensaios sobre dádiva, expurgo e promessa: a paixão silenciosa de Renato Valle.</p>
<p>O curador Marcus Lontra, autor do texto A arte, a infância e a perversão, faz a seguinte observação: “Entre tantas leituras que o universo artístico de Renato Valle sugere, sempre me perturbaram as imagens dessas crianças rechonchudas, gigantescas, ligando-as a aspectos relacionados com a criação artística e a perversão. O desafio do artista consiste na superação do tempo; toda obra de arte aspira à eternidade. Assim, ao manipular os elementos formais associados à infância, o artista atua de maneira ‘perversa’, já que o produto resultante dessa sua ação acaba por possuir uma verdade bem distante da existente no produto original”.</p>
<p>Estão assinaladas no livro, entre outras, uma exposição de pinturas na Galeria Officina (Recife, 1986), as mostras Objetos inúteis (Galeria Vicente do Rego Monteiro, 1996) e Religiosidade e política na obra de Renato Valle (Galeria Janete Costa, 2017), as séries Augusta com Itu (Residência em São Paulo, 2013), Gludsted (Residência na Dinamarca, 2019) e Retratos de Quarentena (Revista Bandido bom é bandido morto, 2020). “Você tem em suas mãos um resumo substantivo da extensa trajetória artística de Renato Valle”, declara o professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo Agnaldo Farias, que assina o texto Renato Valle, sem retoques.</p>
<p>O primeiro grande livro sobre a obra do artista, que dedica a vida às artes desde 1979, também traz artigos do pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco Moacir dos Anjos, da historiadora da arte e responsável pela área de Educação do Instituto Moreira Salles, Renata Bittencourt, do produtor cultural e editor Diogo Dobbin-Todë e do jornalista e antropólogo Bruno Albertim. “O livro está maravilhoso, me sinto muito honrado em integrar essa coleção de livros de artistas pernambucanos”, afirma Renato Valle.</p>
<p>“Com esta obra, é possível ter acesso a um panorama visual e crítico de um dos principais artistas contemporâneos do Brasil. Renato Valle tem uma produção profunda em mais de um aspecto &#8211; diversidade técnica, beleza, ironia crítica e reflexividade -, e reunir essa criação em um só livro evidencia a dimensão e o brilhantismo de sua trajetória”, declara o jornalista e editor da Cepe, Diogo Guedes.</p>
<p><strong>Mostra -</strong> A exposição de Renato Valle no Mamam fica em cartaz de 17 de maio a 17 de agosto, com 11 obras inéditas: três pinturas a óleo sobre tela, duas com acrílica sobre tela, dois desenhos feitos com grafite sobre lona crua (um é um políptico com quatro partes), uma impressão em canvas e três objetos. “A série se chama ‘braꙄil’ e a escrita já é simbólica”, observa o artista. “Apenas uma obra pertence à série DIÁLOGOS, ela se encaixa perfeitamente no tema e por isso a inseri na exposição.” O menor trabalho mede 200 X 200 cm. O maior mede 242 X 650 cm. A última individual que ele realizou foi em 2022, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. No Recife, sua última mostra ocorreu em 2019, na Arte Plural Galeria.</p>
<p><strong>Sobre Renato Valle -</strong> Artista premiado, ele iniciou a carreira em 1979, no Recife. De 1988 a 1990 fundou e fez parte do Conselho Editorial do Jornal Edição de Arte e, de 1993 a 1995, foi diretor técnico da Oficina Guaianases de Gravura. Fez sua primeira individual, Pinturas 86, no Recife. De 1986 ao ano 2000, realizou mais quatro individuais e participou de coletivas no Rio de Janeiro (RJ), em São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Belém (PA) e Curitiba (PR), além de Portland e Nova Iorque (EUA). Foi contemplado em salões, oficinas, residências e projetos de exposições. Em 2022, publicou a revista Bandido Bom é Bandido Morto.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p>O que: Lançamento de Renato Valle e abertura da exposição “braꙄil”, com obras do artista<br />
Quando: 17/05 (sábado)<br />
Hora: 15h<br />
Onde: Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), na Rua da Aurora, 265, Boa Vista, Recife-PE<br />
Preço: R$ 170 (impresso)<br />
Entrada gratuita</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Revista Pernambuco de dezembro tem lançamento especial na APL</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 20:42:32 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114825" aria-labelledby="figcaption_attachment_114825" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leopoldo Conrado Nunes/Cepe Editora</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-Pernambuco-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-114825" alt="Leopoldo Conrado Nunes/Cepe Editora" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Capa-Pernambuco-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da revista literária Pernambuco de dezembro de 2024</p></div>
<p>A revista literária Pernambuco, publicada pela Cepe Editora, traz nos destaques da edição de dezembro dois grandes nomes. O dossiê conta com 30 páginas sobre a obra e a vida do pernambucano Mauro Mota, poeta, geógrafo e jornalista que nos deixou há 40 anos. A capa do periódico é dedicada aos 80 anos do escritor cearense Cláudio Aguiar, morador de Olinda desde 1962.</p>
<p>Em homenagem a essas duas figuras, a revista tem lançamento especial na Academia Pernambucana de Letras (APL), nesta segunda-feira (2), às 15h, durante sessão ordinária da casa. A reunião é aberta ao público e conta com a presença de Cláudio Aguiar e da família do poeta Mauro Mota.</p>
<p>“A ideia desta edição é valorizar a vida, a memória e a permanência das coisas. Homenagear Mauro Mota, que é um clássico, é importante para que as pessoas percebam a beleza do que ele escreveu. Durante décadas foi o nome mais relevante no Diario de Pernambuco no âmbito da cultura. Não tenho dúvida nenhuma de dizer que é um dos nossos grandes esquecidos. Celebramos também os 80 anos de Cláudio Aguiar, escritor lúcido e ativo. Entre seus grandes trabalhos está a biografia definitiva de Francisco Julião, o líder das Ligas Camponesas, com a qual ganhou um Jabuti em 2015”, diz Mário Hélio, superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe.</p>
<p>Para o presidente da APL, Lourival Holanda, os nomes dos homenageados mostram continuidade e renovação. “São duas referências na cultura literária em Pernambuco. As elegias de Mauro Mota foram ponte para a visibilidade nacional com o Prêmio Olavo Bilac, depois o Jabuti, outra sagração. Já Cláudio Aguiar faz joviais 80 anos. É um homem com vasta produção: <em>Caldeirão</em> ficou sendo um marco na nossa literatura, Jorge Amado o reconheceu e amou. Estudioso de Ortega e Gasset, pensador espanhol que marcou gerações, Cláudio Aguiar foi sagrado pelo título de honor, Cidadão de Salamanca (Huéspede Distinguido), para orgulho nosso. Em 2009, com <em>El Rey de los Bandidos</em>, o autor ganhava audiência mais larga, mundo afora, com o Prêmio Ibero-Americano”, salienta Lourival Holanda.</p>
<p>Na reportagem do dossiê Pernambuco, Mauro Mota é lembrado como memorialista, geógrafo, historiador, cronista e observador dos costumes das províncias e das pequenas e grandes coisas do cotidiano. Foi um dos primeiros presidentes da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), quando a fundação ainda era um instituto. O poeta também fez parte da Academia Brasileira de Letras (ABL) e presidiu a Academia Pernambucana de Letras (APL).</p>
<p>Na capa da revista de dezembro, Cláudio Aguiar, outro grande nome das letras, é celebrado pelos 80 anos de nascimento. Romancista, ensaísta, dramaturgo, biógrafo, compositor, poeta e crítico literário, sua obra conta com mais de 40 livros, muitos dos quais premiados e traduzidos para o russo, espanhol e francês.</p>
<p>Agora o autor dedica-se a escrever um novo livro de poemas, com uma abordagem reflexiva sobre a existência, o que inclui elucubrações sobre o universo quântico e questionamentos a respeito da inteligência artificial.</p>
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		<title>Cepe abre inscrições para prêmios literários nacionais</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 19:08:15 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114529" aria-labelledby="figcaption_attachment_114529" class="wp-caption img-width-601 alignnone" style="width: 601px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leopoldo Conrado Nunes/Cepe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Diogo_Guedes_Foto-LeopoldoConradoNunes-Cepe.jpg"><img class="size-medium wp-image-114529" alt="Leopoldo Conrado Nunes/Cepe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Diogo_Guedes_Foto-LeopoldoConradoNunes-Cepe-601x486.jpg" width="601" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O editor da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Diogo Guedes</p></div>
<p>A Companhia Editora de Pernambuco abre, nesta terça-feira (19), as inscrições para o 8º Prêmio Cepe Nacional de Literatura e a 5ª edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil. Interessados nos concursos devem se inscrever exclusivamente por meio digital no <a title="Prêmio CEPE Nacional de Literatura - Adulto, Infantil e Juvenil" href="https://www.cepe.com.br/premio-cepe" target="_blank"><strong>site oficial</strong></a> até 14 de janeiro de 2025.</p>
<p>Para participar é necessário ser brasileiro ou estrangeiro naturalizado brasileiro. A obra precisa ser inédita tanto para o prêmio adulto, que receberá originais nas categorias Romance, Conto e Poesia, quanto para a premiação infantil (leitores iniciantes e em processo de iniciação à leitura) e infantojuvenil (leitores fluentes ou críticos).</p>
<p>Os temas são livres e os textos devem ser escritos em português. Serão aceitos trabalhos com, no mínimo, 200 mil caracteres, incluindo os espaços, para as categorias Romance e Conto. E, no mínimo, 25 mil caracteres, contando os espaços, para a categoria Poesia. Nos prêmios infantil e infantojuvenil, os textos devem ter, no máximo, 120 mil caracteres, incluindo os espaços.</p>
<p>O anúncio do resultado será divulgado até 31 de julho de 2025 e cada vencedor receberá R$ 20 mil, além de ter a obra publicada pela Cepe Editora. “Estamos retomando dois prêmios, o de adulto e o infantil e infanto juvenil, que vêm revelando bons escritores e jogando luzes em trabalhos de autores de todo o Brasil. É uma oportunidade para quem quer contar suas histórias”, destaca o editor da Cepe, Diogo Guedes.</p>
<p><em>Extremo Oeste</em>, romance vencedor do 6º Prêmio Cepe Nacional de Literatura, do paranaense Paulo Fehlauer, ganhou a categoria Escritor(a) Estreante (Eixo Inovação) do 65º Jabuti, a principal premiação literária do Brasil, em 2023, destaca Diogo Guedes. O livro de poesia <em>Meu Amor É Político</em>, do cearense Dalgo Silva, vencedor do 7º Prêmio Cepe Nacional de Literatura, é finalista do Jabuti, na categoria Escritor(a) Estreante &#8211; Poesia. A cerimônia de premiação acontece nesta terça-feira (19).</p>
<p>Diogo Guedes também cita os livros que receberam selo de Altamente Recomendável na seleção de 2024 da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil: <em>A Última Raposa do Mundo</em> (ganhador do 4º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantojuvenil), do paulista Moisés Baião e de Maria Júlia Rego (ilustrações); e <em>Dez Baleias na Estação Esperando pelo Trem</em> (vencedor do 4º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil), do carioca Cesar Cardoso e de Bruna Lubambo (ilustrações).</p>
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		<title>Fliporto 2024 celebra cultura e literatura em novembro com programação diversificada</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 17:37:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A 13ª Festa Literária Internacional de Pernambuco promete novidades e reflexões. Após uma pausa, o evento retorna, de 14 a 17 de novembro, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda com força total e promete ser uma celebração cultural definitiva que conecta literatura, música e outras artes com proposta de um importante espaço de intercâmbio multicultural. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114288" aria-labelledby="figcaption_attachment_114288" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Prefeitura de Olinda/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/fliporto_20101_VejaRecife.jpg"><img class="size-medium wp-image-114288" alt="Prefeitura de Olinda/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/fliporto_20101_VejaRecife-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Festa Literária Internacional de Pernambuco acontece em Olinda</p></div>
<p>A 13ª Festa Literária Internacional de Pernambuco promete novidades e reflexões. Após uma pausa, o evento retorna, de 14 a 17 de novembro, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda com força total e promete ser uma celebração cultural definitiva que conecta literatura, música e outras artes com proposta de um importante espaço de intercâmbio multicultural. Para isso, a Fliporto 2024 homenageia o renomado escritor Raimundo Carrero e o icônico músico Chico Science, em celebração aos 30 anos do disco <em>Da Lama ao Caos</em>, gravado com a Nação Zumbi.</p>
<p>Realizada com o incentivo da Lei Rouanet, a 13ª Festa Literária Internacional de Pernambuco tem a Livraria do Jardim como livraria oficial e conta com o apoio da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), que lança uma edição especial da revista Continente. Além disso, a Cepe Editora promove a doação de livros para as bibliotecas das escolas de Olinda. O evento, apoiado pelo governo federal, Governo de Pernambuco e instituições culturais nacionais e internacionais, é gratuito e conta com uma estrutura de apoio, incluindo transporte para os visitantes que estacionarem no Shopping Tacaruna. O novo site, Fliporto em Movimento, é lançado trazendo atualizações sobre a programação e notícias relacionadas à literatura.</p>
<p>De acordo com curador geral da Fliporto, Antônio Campos, o evento retorna como um patrimônio cultural de Pernambuco reafirmando sua importância dentro das festas literárias na cena internacional: “A Fliporto volta ao calendário das festas literárias contribuindo para o diálogo entre a literatura e outras artes”, afirma. A programação inclui uma série de atividades, como palestras, exposições e saraus, que têm como objetivo promover a literatura, a música e a arte destacando a relevância das festas literárias na formação de novos autores e na difusão do conhecimento.</p>
<p>Em uma mesa especial, Raimundo Carrero, reconhecido por sua contribuição à literatura brasileira contemporânea, participa de uma mesa no dia 14 de novembro, às 17h, ao lado da cineasta Luci Alcantara, com mediação do jornalista Mário Hélio. A conversa gira em torno da importância das festas literárias na formação de novos autores. Já a homenagem a Chico Science, ícone do movimento mangue, inclui um sarau de abertura no dia 14, com releituras de suas músicas pela DJ Vibra, além de uma conferência especial no dia 16 sobre os 30 anos do álbum <em>Da Lama ao Caos</em>, com a presença da jornalista Lorena Calábria e de Goretti França, irmã do homenageado.</p>
<p>A escritora e acadêmica Rosiska Darcy de Oliveira abre o evento, com a palestra Os Tempos que Correm, abordando a aceleração do tempo na contemporaneidade. Durante a programação também é lançada a nova edição da revista da Academia Brasileira de Letras (ABL), coordenada por Rosiska. E, em uma edição que promete refletir sobre questões contemporâneas, a Fliporto traz discussões sobre a literatura e a inteligência artificial, além de celebrar os 500 anos de Camões e explorar temas como o cangaço e a relação com a geografia da fome, abordados na obra de Chico Science.</p>
<p>“A contemporaneidade da obra de Chico é grande. Vai do homem caranguejo e da Geografia da Fome de Josué de Castro, ainda muito presentes, em um mundo marcado pela desigualdade e solidão na era das redes sociais. É sobre este mundo caótico e de homens famintos, que ele falou e deixou um legado que nos inspira, em seu genial disco Da Lama ao Caos com a Nação Zumbi”, enfatiza Campos.</p>
<p>Outra novidade é o evento paralelo Olinda das Artes/Fliporto, que abre ateliês de artistas da cidade e promove saraus integrando a gastronomia e a cultura local. O pintor Di Farias é o homenageado dessa iniciativa, que ocorre mensalmente, integrando o calendário cultural de Olinda. Durante a festa a exposição de fotografias e textos Pernambuco, Jardim dos Baobás é apresentada sob a curadoria de Antônio Campos.</p>
<p>A Fliporto 2024 é acompanhada pelo Prêmio Caminhos, coordenado pelo renomado Henrique Rodrigues, ex-coordenador do Prêmio Sesc de Literatura, numa iniciativa que busca incentivar novos talentos e promover a produção literária no Estado.</p>
<p>A edição de 2024 também se prepara para um marco internacional, com a Fliporto Portugal, prevista para 2025, que permitirá uma troca cultural entre os dois países de língua portuguesa, ampliando ainda mais os horizontes da festa. “A Fliporto pretende fazer também uma edição Fliporto Portugal simultânea à Fliporto Brasil em 2025, com interação virtual entre programações, provocando uma internacionalização ainda maior de suas atividades”, antecipa Antonio Campos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span>:</strong></p>
<p><strong>Fliporto 2024: 13ª Festa Literária Internacional de Pernambuco -</strong> <em>de 14 a 17 de novembro, no Mercado Eufrásio Barbosa (Varadouro, Olinda). Acesso gratuito. Mais informações no <a title="Fliporto –  Festa Literária internacional de Pernambuco" href="https://fliporto.com.br/" target="_blank">site oficial</a> e no <a title="@fliporto" href="https://www.instagram.com/fliporto/" target="_blank">Instagram</a></em></p>
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		<title>Três títulos da Cepe Editora na semifinal da 65º edição do Prêmio Jabuti</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 18:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Três títulos da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe Editora) estão entre os semifinalistas da 65º edição do Prêmio Jabuti. A lista com as dez obras selecionadas por categoria (21 categorias distribuídas em quatro eixos) foi anunciada nesta quinta-feira (9) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Extremo-Oeste, do paranaense Paulo Fehlauer, romance vencedor do 6º Prêmio [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106320" aria-labelledby="figcaption_attachment_106320" class="wp-caption img-width-324 alignnone" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leonardo Wen/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Foto-de-Paulo-fehlauer-autor-de-Extremo-Oeste-credLeonardoWen-Romance.jpg"><img class="size-medium wp-image-106320" alt="Leonardo Wen/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Foto-de-Paulo-fehlauer-autor-de-Extremo-Oeste-credLeonardoWen-Romance-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Fehlauer &#8211; autor de Extremo Oeste</p></div>
<p>Três títulos da <a title="COMPANHIA EDITORA DE PERNAMBUCO - CEPE" href="https://editora.cepe.com.br/" target="_blank">Companhia Editora de Pernambuco (Cepe Editora)</a> estão entre os semifinalistas da 65º edição do <a title="Prêmio Jabuti" href="https://www.premiojabuti.com.br/" target="_blank">Prêmio Jabuti</a>. A lista com as dez obras selecionadas por categoria (21 categorias distribuídas em quatro eixos) foi anunciada nesta quinta-feira (9) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).<br />
<a title="EXTREMO-OESTE" href="https://editora.cepe.com.br/livro/extremo-oeste" target="_blank"><em>Extremo-Oeste</em></a>, do paranaense Paulo Fehlauer, romance vencedor do 6º Prêmio Cepe Nacional de Literatura concorre na categoria Autor Estreante (Eixo Inovação). O livro, escrito ao longo dos últimos dez anos, é ambientado em Guaíra, cidade do extremo-oeste do Paraná, ocupada pelos indígenas, invadida pelos espanhóis e impactada pela hidrelétrica de Itaipu. O autor aborda traumas históricos, memórias e as buscas pessoais empreendidas pelo personagem principal.<br />
<a title="O ENCONTRO DE MÁRIO" href="https://www.cepe.com.br/lojacepe/o-encontro-de-mario" target="_blank"><em>O Encontro de Mário</em></a>, de Marcia Cristina Silva, que na semana passada conquistou o 3º lugar do Prêmio Sylvia Orthof/Prêmio Literário da Biblioteca Nacional 2023, concorre na categoria Literatura Infantil (Eixo Literatura). Ilustrado por Catarina Bessell, o livro narra a história de amizade entre um menino em situação de rua e um homem que conserta relógios para tratar de temas sensíveis como adoção, preconceitos, diferenças, superação, aceitação e pertencimento.<br />
<a title="DICIONÁRIO DOS NEGACIONISMOS NO BRASIL" href="https://www.cepe.com.br/lojacepe/dicionario-dos-negacionismos-no-brasil" target="_blank"><em>Dicionário dos Negacionismos no Brasil</em></a>, título organizado por José Luiz Ratton e José Szwako, está indicado para a categoria Ciências (Eixo Não Ficção). Publicado em 2022, traz 112 verbetes com assuntos levantados pela onda de negacionismo que espalha informações falsas para confundir as pessoas. Os autores exploram temas nas áreas de ciências, história, educação, cultura e meio ambiente.<br />
Ao todo, o Jabuti &#8211; considerado o mais importante prêmio literário do Brasil &#8211; recebeu inscrições de 4.245 obras. A próxima etapa acontece no dia 21 de novembro, quando são anunciados os cinco finalistas por categoria. Os vencedores serão revelados, no dia 5 de dezembro, em cerimônia no Theatro Municipal de São Paulo.</p>
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		<title>Cepe lança ensaio crítico sobre Antonio Candido</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Apr 2023 15:06:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Considerado um dos maiores críticos literários do século XX, o sociólogo e professor universitário Antonio Candido (1918-2017) e sua prolífica obra são objetos de estudo da professora Anita Martins Rodrigues de Moraes (UFF). Ela assina o título Contornos humanos: primitivos, rústicos e civilizados em Antonio Candido, da Cepe Editora. O livro de 208 páginas reúne [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/Contornos-humanos.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-100627" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/Contornos-humanos-352x486.jpg" width="352" height="486" /></a></p>
<p>Considerado um dos maiores críticos literários do século XX, o sociólogo e professor universitário Antonio Candido (1918-2017) e sua prolífica obra são objetos de estudo da professora Anita Martins Rodrigues de Moraes (UFF). Ela assina o título <em>Contornos humanos: primitivos, rústicos e civilizados em Antonio Candido</em>, da Cepe Editora. O livro de 208 páginas reúne mais de uma década de pesquisa. O lançamento acontece nesta quarta-feira (19), às 17h, na Livraria Blooks de Niterói, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O objetivo da obra é analisar a teoria em que Candido defende a literatura como ferramenta de humanização do indivíduo. Para isso ela analisa cuidadosamente ensaios e livros do crítico. “Trata-se de atentar para os tipos humanos — o ‘primitivo’, o ‘rústico’, o ‘civilizado’ — que, em seus trabalhos, surgem associados a certas funções que a literatura poderia (ou deveria) desempenhar”, escreve Anita, explicando como se desenvolve este ensaio. “Discuto os pressupostos antropológicos etapistas de Antonio Candido e trato de sua concepção de obra literária”, escreve a professora de teoria da literatura. Em outra parte do livro, Anita investiga o diálogo de estudiosos das literaturas africana e de língua portuguesa com Candido, além de abordar como contraponto, os trabalhos de Luiz Costa Lima e a prosa do angolano Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010). Neste último, ela explora a crítica ao chamado “paradigma humanista”.</p>
<p>Seria absurdo pensar que houvesse etapas a percorrer para o indivíduo se tornar mais ou menos humano. Não se trata disso. “Se a literatura humaniza as pessoas, o quão humanas eram as pessoas antes de terem contato com a literatura? Como também parece absurda a tese que a obra literária humanizava uma pessoa não humana, a descrição mais correta do que está em jogo quando falamos do poder de humanização parece ser outra: a ação pedagógica da literatura trabalharia com uma espécie de continuum da humanização, que iria de um humano mais primitivo e elementar a um humano mais sofisticado e civilizado”, escreve o prefaciador Alfredo Cesar Melo, professor de teoria literária da Unicamp.</p>
<p>Civilização essa que Candido associa a um distanciamento da natureza e dos povos originários &#8211; indígenas e africanos -, e aproximação com a industrialização e, portanto, com o ocidentalismo e o nacionalismo como instrumentos para defesa de uma sociedade igualitária, onde pobreza e primitivismo andariam de mãos dadas. Hoje em dia se sabe, no entanto, que o senso comum não enxerga igualdade social na civilização ocidental pós-industrializada. “Mesmo reconhecendo a barbárie na modernidade, é apenas nela que encontra civilização também; fora dela, Candido vê somente barbárie e primitivismo — isto é, a servidão do homem diante da natureza e das necessidades básicas do corpo”, critica a pesquisadora, que começou a estudar Antonio Candido sistematicamente em 2008, quando fez pós-doutorado na USP. Desde então a pesquisa sobre sua obra foi crescendo e resultou no livro Para além das palavras: Representação e realidade em Antonio Candido (Editora Unesp,2015), em que ela analisa o modo como o crítico teorizou o problema da representação da realidade.</p>
<p>Essa humanização estaria mais para, como escreve Anita, “superação de um estado de confusão: a literatura humaniza porque organiza, porque apresenta uma ‘proposta de sentido’. É então que noto ambivalência: por um lado, a condição trágica de homem absorvido por forças da natureza, submetido por elas, leva ao desejo de sua integração ao mundo civilizado, à cultura urbana, como forma de emancipação, de lhe proporcionar desenvolvimento mais pleno de suas potencialidades humanas (ou espirituais); por outro, essa mesma cultura urbana, em permanente contato com ‘influxo de civilização’ estrangeiro, pode descambar em produções incaracterísticas e em artificialismo, para o que a estabilidade interiorana, alcançada em bases indígenas, serviria como contrapeso”, analisa.</p>
<p>Porém não deveria ser a humanização pela literatura o pivô de discordâncias, e sim a ausência de discussões sobre a tradição progressista no Brasil, da qual Candido fez parte, como chama atenção Alfredo Cesar. “O ruído gerado por esse debate advém de um ambiente pouco propenso à discussão teórica e de seus pressupostos, além de parca reflexão sobre a tradição progressista no Brasil”. Até porque o nacionalismo de Candido sempre foi alvo de críticas ferrenhas. A proposta aqui é “analisar as bases do humanismo literário ocidentalizante de Antonio Candido”.</p>
<p>Anita enxerga que, para Antonio Candido, tanto a literatura como o humano se fazem por transfiguração, transcendência e superação. “Temos homens mais próximos da condição natural ou animal (os chamados ‘primitivos’ e ‘rústicos’) e aqueles que dela se distanciaram (os ‘civilizados’). Nessa produção paulatina do humano, a literatura — ‘primitiva’, ‘rústica’, ‘civilizada’ — parece desempenhar funções importantes, sendo que ela própria seria inicialmente rudimentar e colada à concretude, tornando-se gradativamente mais elaborada e livre. Da oralidade à escrita, do folclórico ao erudito, a literatura parece paulatinamente alçar a um nível superior, tornando-se capaz de transcender a realidade concreta e imediata”.</p>
<p>Ler Antonio Candido continua a ser essencial para a formação do pensamento literário. “É como se, com o conjunto de textos reunidos nestas páginas, Anita Martins Rodrigues de Moraes nos mostrasse não exatamente que é preciso continuar a ler Antonio Candido, mas que de certa forma ainda estamos começando a lê-lo. E assim o livro acaba sendo também a exposição de uma ética da leitura, que volta a ser uma aventura do pensamento associada ao risco e uma prática pela qual ainda é possível sentir entusiasmo”, escreve na orelha do livro o professor de teoria literária da USP Marcos Natali.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro Contornos humanos: primitivos, rústicos e civilizados em Antonio Candido (Cepe Editora)<br />
Quando: 19 de abril de 2023 (quarta-feira), às 17h<br />
Onde: Livraria Blooks de Niterói (Av. Visconde do Rio Branco, 880 &#8211; São Domingos, Niterói &#8211; RJ)<br />
Preço: R$ 45 (livro impresso); R$ 18 (E-book)</p>
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		<title>Livro conta a história do açúcar que gerou riqueza e arte em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2022 17:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cepe]]></category>
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		<description><![CDATA[O arquiteto Fernando Guerra mergulhou na história do açúcar no Nordeste ao escrever uma tese acadêmica para a Universidade Federal de Pernambuco. Trabalho realizado, ele transformou a pesquisa em livro, que será lançado pela Cepe Editora no próximo sábado (10/09), às 10h, em evento aberto ao público no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico, sediado no [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_96524" aria-labelledby="figcaption_attachment_96524" class="wp-caption img-width-350 alignnone" style="width: 350px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução/Capa d</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Acucar-Riqueza-e-Arte-em-PE.jpg"><img class="size-medium wp-image-96524" alt="Reprodução/Capa d" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Acucar-Riqueza-e-Arte-em-PE-350x486.jpg" width="350" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O livro está dividido em sete capítulos e aborda também conflitos decorrentes da produção açucareira, o período holandês no século 17 e o declínio dos engenhos a partir da criação das usinas</p></div>
<p dir="ltr">O arquiteto Fernando Guerra mergulhou na história do açúcar no Nordeste ao escrever uma tese acadêmica para a Universidade Federal de Pernambuco. Trabalho realizado, ele transformou a pesquisa em livro, que será lançado pela Cepe Editora no próximo sábado (10/09), às 10h, em evento aberto ao público no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico, sediado no Centro do Recife. Açúcar: Riqueza e Arte em Pernambuco apresenta ao leitor os frutos da produção açucareira na arquitetura civil e religiosa, nos ritos, nas tradições e na religiosidade da população.</p>
<p dir="ltr">Com 164 páginas, o título remonta às grandes navegações empreendidas por Portugal no século 15, passa pelo surgimento das primeiras cidades no Brasil, quando o país era uma colônia lusitana, e se estende pelo século 19. “No período colonial, a arquitetura brasileira era uma cópia da arquitetura portuguesa. O modelo das edificações &#8211; igreja matriz, casa do administrador, casa de câmara e cadeia e a Santa Casa de Misericórdia &#8211; como se vê na Sé de Olinda, é português”, diz Fernando Guerra.</p>
<p dir="ltr">A riqueza e a arte resultantes do ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste, ressalta Fernando Guerra, que é professor na Universidade Federal de Pernambuco, são visíveis em igrejas e casarões de antigos engenhos de açúcar. Ele cita a Igreja dos Santos Cosme e Damião, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, construída no estilo arquitetônico maneirista, registrado no Brasil de 1530 a 1580. “O maneirismo é uma das primeiras manifestações de arte erudita trazidas para o país.”</p>
<div id="attachment_96523" aria-labelledby="figcaption_attachment_96523" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">José Luiz Mota Menezes/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/EngenhoMorenos-Foto-José-Luiz-Mota-Menezes.jpg"><img class="size-medium wp-image-96523" alt="José Luiz Mota Menezes/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/EngenhoMorenos-Foto-José-Luiz-Mota-Menezes-607x339.jpg" width="607" height="339" /></a><p class="wp-caption-text">A riqueza e a arte resultantes do ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste são visíveis em igrejas e casarões de antigos engenhos de açúcar</p></div>
<p dir="ltr">De acordo com ele, Pernambuco e a Bahia foram os primeiros a receber influência do maneirismo nas edificações. O estilo “manifesta-se no Nordeste do Brasil ao constituir-se numa expressão artística de transição para o Barroco, destacando-se as cidades pernambucanas de Igarassu, de Olinda e do Recife; e Porto Seguro e Salvador, na Bahia. Um pouco mais tarde, se formariam núcleos no Rio de Janeiro e em São Paulo”, escreve Fernando Guerra, na publicação.</p>
<p dir="ltr">A arquitetura portuguesa traz para o Brasil os azulejos coloridos e azuis com fundo branco que ainda são vistos em fachadas e na área interna de edifícios religiosos em várias partes do país, diz o historiador. Ele também destaca cinco engenhos pernambucanos que chamavam a atenção pela produção de açúcar, pela beleza das edificações, pelos móveis e pelas obras de arte que possuíram ou ainda têm. Um deles é Monjope, que está definhando em Igarassu, no Grande Recife. “Foi um legítimo representante do período áureo do ciclo da cana-de-açúcar em Pernambuco. Cem escravos produziam uma média de dez mil arrobas de açúcar por safra, tornando-o um dos mais importantes do estado.”</p>
<p dir="ltr">O livro está dividido em sete capítulos e aborda também conflitos decorrentes da produção açucareira, o período holandês no século 17 e o declínio dos engenhos a partir da criação das usinas. ”O grande valor da economia açucareira do Nordeste nos séculos passados tornou-se indispensável para a compreensão da realidade atual da nossa região. Até os nossos dias, o açúcar é o produto mais importante da economia do Nordeste do Brasil e o maior condicionante de sua estrutura política e social, além de ter valor cultural, inclusive com importância para a culinária local, regional, nacional e no exterior”, avalia o pesquisador.</p>
<p dir="ltr"><strong>SOBRE O AUTOR -</strong> Fernando Guerra de Souza é graduado em arquitetura e história, com especialização em Cultura e Arte Barroca (UFOP/IAC), mestrado em História (UFPE), doutorado em Arqueologia e Conservação do Patrimônio Histórico e pós-doutorado em Arqueologia e Conservação do Patrimônio Histórico (UFPE). Publicou os seguintes livros: A Igreja de São Pedro dos Clérigos (1990); Alguns aspectos da arte contemporânea (1997); As duas faces de um mesmo monumento: a Igreja e o Convento de Santo Antônio do Carmo em Olinda, Pernambuco (2009); e Adros, pátios e praças públicas (2016).</p>
<p dir="ltr"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
O que: Lançamento do livro Açúcar: Riqueza e Arte em Pernambuco, aberto ao público<br />
Quando: 10 de setembro, 10h<br />
Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (Rua do Hospício, 130, Boa Vista, Centro do Recife)<br />
Preço: R$ 35 (impresso) e R$ 14 (e-book)</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro da Cepe Editora aborda o facismo e o negacionismo no tempo presente</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/livro-da-cepe-editora-aborda-o-facismo-e-o-negacionismo-no-tempo-presente/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2022 13:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[cepe]]></category>
		<category><![CDATA[cepe editora]]></category>
		<category><![CDATA[Passageiros da tempestade: fascistas e negacionistas no tempo presente]]></category>

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		<description><![CDATA[O avanço da ultradireita em diversos países, da Itália ao Brasil, tem levantado um debate frequente sobre o assunto. Estaríamos novamente diante do fascismo? Os historiadores e professores Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster apontam que sim em &#8220;Passageiros da tempestade: fascistas e negacionistas no tempo presente&#8221;. Com selo da Cepe Editora, o livro [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Passageiros-da-tempestade.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96479" alt="Reprodução/Capa do livro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Passageiros-da-tempestade-354x486.jpg" width="354" height="486" /></a></p>
<p align="justify">O avanço da ultradireita em diversos países, da Itália ao Brasil, tem levantado um debate frequente sobre o assunto. Estaríamos novamente diante do fascismo? Os historiadores e professores Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster apontam que sim em &#8220;Passageiros da tempestade: fascistas e negacionistas no tempo presente&#8221;. Com selo da Cepe Editora, o livro será lançado na terça-feira (06/09), às 19h, em uma live pelo canal da editora no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=cILMYvmk1JI" target="_blank"><strong>YouTube</strong></a>.</p>
<p align="justify">A obra é prefaciada por Stefan Rinke, professor no Instituto de Estudos Latinoamericanos e no Instituto Friedrich Meinecke da Universidade Livre de Berlim (Alemanha), e com apresentação de Xoán Manuel Garrido Vilariño, professor da Universidade de Vigo (Espanha).</p>
<p align="justify">“Este não é um livro a mais sobre o fascismo, a Segunda Guerra Mundial ou o Holocausto, mas uma análise completa sobre a recepção memorialística destes acontecimentos nos espaços dos cinco continentes que discute os debates gerados e coloca em cima da mesa os debates ocultados, porque, nas palavras dos autores, ‘não dizer o sabido e perpetuar o não dito possui uma função social’”, afirma Xóan Manuel.</p>
<p align="justify">Na obra, os autores analisam o ressurgimento da experiência dos fascismos. Sim, no plural. “Tal qual no passado, os fascismos são múltiplos, possuem seu próprio discurso e espaço de legitimação, mas se encontram dentro de alguns aspectos generalizantes”, pontuam.</p>
<p align="justify">Os pesquisadores partem dos fascismos históricos da Itália, Alemanha e Japão para chegar ao presente. Apontam o militarismo, o imperialismo, o racismo e a supressão de direitos como características básicas daqueles regimes e destacam a importância da linguagem para o fortalecimento dos partidos, movimentos e regimes fascistas.  “O fascista não nasce fascista, ele se constrói a partir da linguagem”, frisam, acrescentando que a linguagem é peça central na batalha que ele trava no espaço público em “busca normalizar o mal para estabelecer a ubiquidade fascista”.</p>
<p align="justify">Ao fazerem o elo entre as experiências do presente e do passado, Francisco Teixeira e Karl Schurster destacam o racismo como traço marcante dos fascismos, tanto na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini quanto nos atuais movimentos Tea Party (EUA) e M5S (Itália) e nos partidos políticos Vox (Espanha), Fidesz (Hungria) e AfD (Alemanha).</p>
<p align="justify">Se para o regime de Hitler, o racismo se deu em relação aos judeus, os autores entendem que “o outro”  muda segundo os movimentos, partidos e regimes. “No fascismo ou no fundamentalismo, não há espaço para o Outro mesmo o Outro hierarquizado e subordinado, tampouco para sua educação e conversão num homem novo”, afirmam os autores. Daí, a inexistência do espaço para a compaixão e o emprego da violência extrema contra judeus e ciganos no passado e agora, no caso do Brasil, contra as mulheres, negros, índios e homossexuais.</p>
<p align="justify">Com 11 capítulos, Passageiros da tempestade faz uma análise não apenas histórica e política dos fascismos, mas também sob a ótica de elementos da filosofia e da psicanálise. “Muitas vezes acreditamos que o mal enterrado em 1945 não teria condições de ressurgir como um fantasma para assombrar o nosso mundo e temeu-se chamar o fantasma do passado pelo seu exato nome: fascismo”, afirma Francisco Teixeira.</p>
<p align="justify"><strong>Sobre os autores -</strong> Francisco Carlos Teixeira da Silva é professor titular de História Moderna e Contemporânea da UFRJ, professor visitante na Universidade Livre de Berlim e na Universidade Técnica de Berlim. Karl Schurster Sousa Leão é professor livre-docente da UPE, professor na Universidade de Vigo/Beca Maria Zambrano e membro do Grupo de Investigação em Tradução &amp; Paratradução. Os dois também organizaram o livro Por que a Guerra? Das batalhas gregas à ciberguerra (2018).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
Live de lançamento do livro Passageiros da tempestade: fascistas e negacionistas no tempo presente<br />
Terça-feira (6), 19h<br />
Canal da Cepe Editora no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=cILMYvmk1JI" target="_blank"><strong>Youtube<br />
</strong></a>Preço do livro: R$ 55,00 (impresso) e R$ 20,00 (E-book)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cepe Editora inaugura livraria no CPC Sesc Garanhuns</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 14:57:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Garanhuns é a primeira cidade do interior de Pernambuco a abrigar uma livraria da Cepe Editora, fruto de uma parceria do Sesc PE com a Companhia Editora de Pernambuco. A nova loja está instalada no Centro de Produção Cultural, Tecnologias e Negócios (CPC Sesc), que fica na Rua Cônego Benigno Lira, s/n, no Centro. O [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/livraria-cepe-editora-cpc-garanhuns-2.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-95935" alt="livraria-cepe-editora-cpc-garanhuns (2)" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/livraria-cepe-editora-cpc-garanhuns-2-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a></p>
<p>Garanhuns é a primeira cidade do interior de Pernambuco a abrigar uma livraria da Cepe Editora, fruto de uma parceria do Sesc PE com a Companhia Editora de Pernambuco. A nova loja está instalada no Centro de Produção Cultural, Tecnologias e Negócios (CPC Sesc), que fica na Rua Cônego Benigno Lira, s/n, no Centro. O atendimento ao público é de segunda a sexta, das 9h às 18h; nos sábados, das 9h às 20h; e nos domingos, das 10h às 18h.</p>
<p>Inaugurada durante o 30º Festival de Inverno de Garanhuns, com a presença de Ricardo Leitão, presidente da editora, a livraria conta com acervo de publicações da própria Cepe e livros da Edições Sesc e, em breve, também será um espaço para a divulgação e comercialização de obras dos autores de Garanhuns e região, de lançamentos de livros e sessões de autógrafos.</p>
<p>São mais de 300 títulos disponíveis, que incluem obras infantis, de poesias, contos, romances, críticas, Teatro, Música, Artes Visuais, entre outras. Os leitores podem encontrar “Tereza Costa Rêgo – Uma Mulher em Três Tempos”, de Bruno Albertim, “Pernambuco: História e Personagens”, de Paulo Santos de Oliveira, “Verão”, de Nivaldo Tenório, “Condenados à Vida”, de Raimundo Carrero e o lançamento “Dicionário dos Negacionismos no Brasil”, dos professores José Szwarko e José Luiz Ratton. Também há exemplares da “Revista Continente” e do “Suplemento Pernambuco”, jornal literário da Cepe.</p>
<p>“O CPC Sesc torna-se pioneiro por ser a primeira unidade do Sesc PE a abrigar uma loja da mais importante editora de nosso estado, que possui obras de grande relevância para a história, cultura e costumes do povo pernambucano. Para nós, é uma satisfação enorme oferecer um espaço como este aos leitores de Garanhuns e interior”, ressalta Carminha Lins, gerente do CPC Sesc.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Livraria Sesc/Cepe em Garanhuns<br />
Onde: Centro de Produção Cultura, Tecnologias e Negócios do Sesc (CPC Sesc)<br />
Endereço: Rua Cônego Benigno Lira, s/n, Centro &#8211; Garanhuns/PE<br />
Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 18; sábados, das 9h às 20h; domingos, das 10h às 18h<br />
Informações: (87) 3762-3154</p>
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		<title>Selo Pernambuco e Cepe Editora celebram 80 anos de Caetano Veloso</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2022 12:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em comemoração aos 80 anos do músico, compositor e escritor baiano Caetano Veloso, o Selo Pernambuco/Cepe Editora, disponibiliza, em agosto, o e-book gratuito &#8220;Caetano Veloso, enquanto superastro&#8221;. O título é o mesmo do clássico ensaio publicado há 50 anos pelo escritor mineiro Silviano Santiago. De acordo com o editor do selo, Schneider Carpeggiani, o ensaio [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/caetano-capa.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-95709" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/07/caetano-capa-388x486.jpg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>Em comemoração aos 80 anos do músico, compositor e escritor baiano Caetano Veloso, o Selo Pernambuco/Cepe Editora, disponibiliza, em agosto, o e-book gratuito &#8220;Caetano Veloso, enquanto superastro&#8221;. O título é o mesmo do clássico ensaio publicado há 50 anos pelo escritor mineiro Silviano Santiago.</p>
<p>De acordo com o editor do selo, Schneider Carpeggiani, o ensaio <em>“é um marco para os estudos culturais no Brasil. Nele, Silviano Santiago propõe um olhar acadêmico para o fenômeno do popstar, um viés que não era comum naquela época”</em>, ressalta Schneider, acrescentando que, naquela época, <em>“não era de bom tom um intelectual falar de cultura pop, mas esse texto é uma prova do quanto Silviano sempre esteve atento tanto para a dinâmica das ruas quanto para a dinâmica da academia. Hoje a academia fala sobre postar, sobre brega… Tornou-se comum. Mas não era assim naquele começo dos anos 1970”</em>, completa o editor.</p>
<p>O texto integra a coletânea de ensaios &#8220;Uma literatura nos trópicos&#8221;, publicada originalmente em 1978, e relançada em 2019, também pelo Selo Pernambuco/Cepe Editora, com adição de ensaios que ficaram de fora da edição original.</p>
<p>Segundo Silviano, <em>“o superastro, ou mais precisamente, Caetano, se despregou em determinado e específico momento do movimento tropicalista e se enveredou só por entre os caminhos tortuosos da arte brasileira. Expondo-se, expondo seu cabelo e suas fantasias, seu corpo e sua voz, tornando-se ao mesmo tempo criador e objeto, criador e criado, criado-obrigado de uma plateia cada vez mais exigente , cada vez mais eminente, pois seus espetáculos extrapolavam o círculo da música popular e se propunham como a síntese que estavam procurando os artistas brasileiros”</em>.</p>
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