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	<title>Portal Cultura PE &#187; cícero belmar</title>
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		<title>Cícero Belmar lança &#8220;O livro das personagens esquecidas&#8221; na Academia Pernambucana de Letras</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2022 17:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jornalista, romancista, autor de peças teatrais, de biografias e de obras infantis, Cícero Belmar Siqueira Rodrigues apresenta seu mais novo trabalho: &#8220;O livro das personagens esquecidas&#8221;. A publicação reúne 25 contos e será lançada pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) na quinta-feira (17), às 19h, na sede da Academia Pernambucana de Letras, localizada no Recife [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/CiceroBelmar2-FotoDeCarlosLima.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-91881" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/CiceroBelmar2-FotoDeCarlosLima-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Jornalista, romancista, autor de peças teatrais, de biografias e de obras infantis, Cícero Belmar Siqueira Rodrigues apresenta seu mais novo trabalho: &#8220;O livro das personagens esquecidas&#8221;. A publicação reúne 25 contos e será lançada pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) na quinta-feira (17), às 19h, na sede da Academia Pernambucana de Letras, localizada no Recife e onde ele ocupa a cadeira de nº 33. Com um jogo equilibrado entre realidade e ficção, o livro retrata as múltiplas faces do Brasil e nas personagens esquecidas caberiam muitos brasileiros.</p>
<p>Cícero Belmar explorou sua experiência profissional para escrever os contos, que passeiam por questões de natureza política, social, religiosa e urbanístic<em>a. “Como sou jornalista, tenho um defeito de fábrica, de não criar as histórias a partir de uma ficção. Todas elas têm um pé na realidade. Até mesmo aquela cujo título é Esquecidos por deus. Essa, eu criei a partir de um caso jornalístico. De um recorte de jornal. Eu invento a partir de elementos do fato jornalístico. Digamos que em cada conto eu usei 50% de realidade. É a minha ‘técnica’ de criação”</em>, declara o escritor.</p>
<p>As histórias narradas nas 144 páginas do livro foram escritas ao longo de vários anos, diz ele, entrelaçadas pelo tema do esquecimento e da memória. <em>“Eu levo isso às últimas consequências, como se o fazer literário dependesse da própria memória para ser contada. A memória é prima-irmã da literatura, na minha opinião”</em>, destaca. Nesse cenário, nascem a mulher que vai se desligando da vida por causa de uma doença neurodegenerativa, o comunista que esquece para continuar vivo e um velho casarão derrubado em nome da modernidade.</p>
<p><em>“Quero apenas contar histórias que se pareçam com a vida real”</em>, afirma Belmar, pernambucano de Bodocó, no Sertão. Não à toa, muitos leitores, ao fechar o livro, poderão ficar com a impressão de que já viram alguns desses personagens, como a criança que engraxa sapatos em bares numa presença quase invisível. O livro leva a reflexões sobre a vida e o tempo. E como diz o protagonista do conto Dente de Ouro:<em> “Eternidade é uma coisa que ninguém tem prova de que existe. O que existe é um lugar nas nossas lembranças para a gente guardar a história das almas”</em>.</p>
<p>Os contos selecionados para compor &#8220;O livro das personagens esquecidas&#8221; passaram pelo crivo de Raimundo de Moraes, Cleyton Cabral, Gerusa Leal e Lúcia Moura (falecida em 2021 por complicações da covid), escritores do grupo de oficina permanente Autoajuda Literária, do qual Belmar também faz parte. Cleyton, Gerusa e Raimundo participarão da solenidade de lançamento da publicação e vão dividir a mesa com o autor num bate-papo sobre o livro. <em>“O título, inclusive, nasceu a partir de uma sugestão de Cleyton”</em>, acrescenta o jornalista.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento da publicação &#8220;O livro das personagens esquecidas&#8221; &#8211; Cícero Belmar<br />
Quando: 17 de março de 2022 (quinta-feira), às 19h<br />
Local: Academia Pernambucana de Letras (Avenida Rui Barbosa, 1596, Graças &#8211; Recife/PE)<br />
Preço do livro: R$ 25 (impresso) e R$ 10 (e-book)</p>
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		<title>Escritores iniciantes podem se inscrever em curso gratuito de escrita literária</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2021 19:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para as aulas do curso on-line de produção de textos literários “Tem algum segredo nesse enredo?”, com os escritores Cícero Belmar e Raimundo de Moraes. Com apoio da Lei Aldir Blanc, será dividido em dois módulos, entre os dias 15 e 31 de março, sempre das 19h às 21h. A inscrição [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Estão abertas as inscrições para as aulas do curso on-line de produção de textos literários “Tem algum segredo nesse enredo?”, com os escritores Cícero Belmar e Raimundo de Moraes. Com apoio da Lei Aldir Blanc, será dividido em dois módulos, entre os dias 15 e 31 de março, sempre das 19h às 21h. A inscrição gratuita pode ser feita <a href="https://forms.gle/vwQxrbQ8Tm5fZyEn7" target="_blank">aqui</a>, até 12 de março. São 20 vagas.</p>
<p>A formação será dividida em dois módulos. O primeiro, ministrado por Cícero Belmar, acontece entre 15 e 19 de março. O segundo, com Raimundo de Moraes, vai de 22 a 31 de março.</p>
<p>“Este curso foi pensado para escritores iniciantes e também para jovens e adultos que querem dar os primeiros passos na escrita criativa, mas ainda sentem alguma dificuldade nessa área”, explica Belmar. No primeiro módulo, com ênfase nos fatos e emoções cotidianas, tendo como norte o gênero crônica, os alunos são instigados a produzir narrativas concisas e ao mesmo tempo autoral, “pois cada um tem o seu modo de ver e transmitir”, completa Belmar.</p>
<p>No segundo módulo, Raimundo de Moraes utiliza o mote literatura e memória para aprofundar as experiências da escrita advinda do olhar exterior, convidando os futuros escritores a darem uma linguagem literária ao que já foi vivido. “Para essa matéria-prima, a memória, não é preciso necessariamente sermos autobiográficos. O que importa é a criatividade e a imaginação”, explica Raimundo.</p>
<p>“Tem algum segredo nesse enredo?” é um curso aberto para jovens e adultos a partir de 16 anos de idade.</p>
<p><b>Serviço</b><br />
Curso de Produção de Textos Literários, com Cícero Belmar<br />
e Raimundo de Moraes<br />
Inscrições: <a href="https://forms.gle/vwQxrbQ8Tm5fZyEn7">https://forms.gle/vwQxrbQ8Tm5fZyEn7</a><br />
De 15 a 31 de março (dois módulos)<br />
Aulas via Google Meet, das 19h às 21h, para pessoas acima de 16 anos<br />
Informações através do email <a href="mailto:eixoaudiovisual@gmail.com">eixoaudiovisual@gmail.com</a></p>
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		<title>Cepe reúne dez ensaístas para homenagear Clarice Lispector</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 10:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_81192" aria-labelledby="figcaption_attachment_81192" class="wp-caption img-width-353 alignright" style="width: 353px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/O-que-escrevo-continua_ClariceLispector_Site-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-81192 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/O-que-escrevo-continua_ClariceLispector_Site-1-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A obra é uma coletânea de ensaios sobre a obra da escritora Clarice Lispector</p></div>
<p>&#8220;O que eu escrevo continua &#8211; Dez ensaios no centenário de Clarice Lispector&#8221; é o título do primeiro lançamento do ano da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). É também o primeiro evento presencial a ser realizado pela editora desde o início da pandemia. Organizado pelo poeta e cronista José Mário Rodrigues, o livro será lançado nesta próxima quinta-feira (14), às 16h, no auditório do Centro Cultural Cais do Sertão, localizado no Recife Antigo. Durante o encontro será transmitido um vídeo de Nadia Battella Gotlib, autora da fotobiografia da escritora, falando sobre a vida e obra de Clarice.</p>
<p>José Mário reuniu ensaios dos seguintes autores: Raimundo Carrero, Lourival Holanda, Cícero Belmar, Mário Helio, Luzilá Gonçalves Ferreira, Ângelo Monteiro, Fátima Quintas, Fernando de Mendonça, Marilene Felinto e texto do próprio organizador, que ciceroneou Clarice na sua última visita ao Recife, em maio de 1976.</p>
<p>Como disse a jornalista Lêda Rivas na apresentação, a escritora emerge entre sombras dramáticas, desafiando os que buscam decodificá-la nesses 100 anos de seu nascimento e 43 de seu encantamento. <em>“Cada autor pinçou uma nuance específica, mergulhou nas suas raízes, perseguiu seus passos, caçou seus segredos. Há depoimentos pessoais, análises críticas, instantâneos inusitados. Labirinto espelhado, caleidoscópico, tudo em Clarice é mistério. Bem que ela avisou: Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo”</em>.</p>
<p>Raimundo Carrero conta como foi designado para ir a um almoço com Clarice.<em> “Um encontro para nunca mais se livrar dele”</em>, diz. O almoço havia sido organizado por José Mário, que aproveitou a visita de Clarice para entrevistá-la e aproveitar sua companhia, sendo o cicerone dela e da assistente, Olga Borelli.</p>
<p>Em seu ensaio sobre a ocasião, o cronista conta, com devoção, como a salvou de uma crise de pânico e como a escritora chegou a fazer previsões sobre sua vida, tão mística que era, chegando a ser chamada de bruxa. <em>“Clarice possuía uma ‘compulsiva intuição’, como afirmou Otto Lara Resende (jornalista e escritor mineiro)”</em>, conta o organizador.</p>
<div id="attachment_81193" aria-labelledby="figcaption_attachment_81193" class="wp-caption img-width-587 aligncenter" style="width: 587px"><p class="wp-image-credit alignleft">Acervo pessoal</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/clarice-lispector-jose-mario-rodrigues-visita-recife-1976.jpg"><img class="size-medium wp-image-81193" alt="Acervo pessoal " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/clarice-lispector-jose-mario-rodrigues-visita-recife-1976-587x486.jpg" width="587" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O poeta José Mario Rodrigues e Clarice Lispector, durante sua visita ao Recife, em 1976</p></div>
<p>Confira abaixo uma entrevista com José Mário Rodrigues sobre o livro de ensaios e sua relação com Clarice Lispector.</p>
<p><strong>1- Você teve um contato interessante com Clarice. Conseguiu perfurar a bolha de timidez em que ela vivia, dissipar o pânico e fazê-la enfrentar o público. Como uma mulher que intimidava o seu interlocutor com sua beleza, mistério e inteligência, poderia ser conduzida tal qual uma criança a falar para uma plateia?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO &#8211; <em>Clarice tomava muitos remédios. Era natural que, diante de uma grande plateia, acontecesse uma crise de pânico. E foi o que aconteceu na entrada do auditório do Bandepe (Banco do Estado de Pernambuco, privatizado em 1998), no Recife antigo, onde ela fez uma palestra ou melhor, leu o texto que havia preparado. O auditório estava lotado. Na época em que ela esteve aqui, 1976, não era um nome tão popular, como ficou depois de sua morte, em 1977. Era conhecida nos meios intelectuais. Sempre aos domingos, à tardinha, ia ao Largo Boticário, no Rio de Janeiro, para uma visita ao pintor e poeta Augusto Rodrigues, o criador das Escolinhas de Arte no Brasil. Eu ainda não conhecia, pessoalmente, a autora de Água Viva. Perguntei a Augusto como era Clarice Lispector? Resposta: “Bonita, sedutoramente atraente, às vezes esquisita, misteriosa, muito inteligente e tem algo de bruxa”</em>.</p>
<p><strong>2- O título refere-se à permanência, à contemporaneidade da obra de Lispector?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO ­-<em> Retirei o título do livro de um texto de Água viva que diz: “Tudo acaba, mas o que escrevo continua. O melhor ainda não está escrito. O melhor está nas entrelinhas”. Toda obra da autora de Laços de família está alicerçada no mistério, na inquietação, no desconhecido. Ela mesma disse em entrevistas: “Escrever é procurar entender, é reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador”</em>.</p>
<p><strong>3- Por que o organizador não prefaciou o título?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO ­- <em>Não prefaciei o livro porque eu também queria escrever sobre os dias em que fui cicerone, juntamente com o escritor Augusto Ferraz, nos quatro dias em que ela estava revendo o Recife e também alguns familiares. Lembro-me que estivemos no apartamento de Samuel Lispector, primo de Clarice, na Avenida Boa Viagem. Sou o único participante do livro que não é ensaísta. Preferi que a conceituada jornalista Lêda Rivas fizesse a apresentação, que, aliás, está muito bem escrita</em>.</p>
<p><strong>4- Clarice era bem mística e, além de lhe prometer o contato da cartomante dela no Rio de Janeiro, ainda fez uma predição para você. Como foi esse momento?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO &#8211; <em>Clarice tinha participado de um Congresso de Bruxaria na Colômbia, como convidada especial. A promessa de me levar para conhecer a cartomante dela e que morava na Zona Norte do Rio de Janeiro, aconteceu na Oficina de Brennand, numa visita que fizemos ao grande pintor. Fiquei surpreso, a princípio. Mas, em outros tempos, eu era chegado às cartas que não mentem jamais. Uma vez, conheci uma cartomante, em Garanhuns, onde vivi parte da minha vida, e que tinha o mesmo nome de minha mãe: Noemia. Tudo que ela disse sobre meu futuro, aconteceu</em>.</p>
<p><strong>5- Quando conheceu Clarice você já tinha lido que títulos dela? Era um de seus muitos admiradores?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO &#8211; <em>Antes de conhecer Clarice eu tinha lido, apenas, o livro Água Viva. Fiquei encantado com a leitura. Depois que a conheci, li A Maçã no Escuro, A Paixão Segundo GH, Laços de Família, Hora da Estrela e Felicidade Clandestina. Durante alguns anos, sempre aos sábados, ela escrevia crônicas no Jornal do Brasil. Essas crônicas foram reunidas em um livro A Descoberta no Mundo</em>.</p>
<p><strong>SOBRE O AUTOR -</strong> José Mário Rodrigues é poeta, jornalista e cronista. Pertence à Academia Pernambucana de Letras. Sua mais recente publicação foi a reunião de sua poesia, publicada pela Cepe e que tem como título: O voo da eterna brevidade, premiado pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro &#8220;O que eu escrevo continua &#8211; Dez ensaios no centenário de Clarice Lispector&#8221; (Organizador: José Mário Rodrigues)<br />
Quando: 14 de janeiro de 2021, quinta-feira, às 16h<br />
Local: Auditório do Centro Cultural Cais do Sertão (Armazém 10, Av. Alfredo Lisboa, s/n)<br />
Valor: livro impresso R$ 30, e-book R$ 12</p>
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		<title>pasárgada.doc apresenta Cícero Belmar</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Dec 2017 13:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Coordenadoria de Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[A segunda temporada do pasárgada.doc apresenta o escritor e jornalista Cícero Belmar. Autor de romances, contos, biografias, peças de teatro, como jornalista já trabalhou em diversos veículos de comunicação de Pernambuco. Neste ano, tomou posse na cadeira número 33 da Academia Pernambucana de Letras (APL). Ganhou duas vezes o Prêmio Literário Lucilo Varejão, da Fundação de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda temporada do pasárgada.doc apresenta o escritor e jornalista Cícero Belmar. Autor de romances, contos, biografias, peças de teatro, como jornalista já trabalhou em diversos veículos de comunicação de Pernambuco. Neste ano, tomou posse na cadeira número 33 da Academia Pernambucana de Letras (APL).</p>
<p>Ganhou duas vezes o Prêmio Literário Lucilo Varejão, da Fundação de Cultura da Prefeitura do Recife, nos anos de 2000 e 2005, pelos romances <b>Umbilina e Sua Grande Rival</b> e <b>Rossellini Amou a Pensão de Dona Bombom</b>. Esse último também recebeu o Prêmio de Ficção da Academia Pernambucana de Letras em 2005.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/26513329629_e76e810e31_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55781 aligncenter" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/26513329629_e76e810e31_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a></p>
<p>Entre os livros de biografia, escreveu <b>Pola</b>, que conta a trajetória de Póla Berenstein, judia que sobreviveu ao holocausto nazista da Segunda Guerra e veio morar no Recife; <b>O Homem que Arrastou Rochedo – Fernando Figueira</b>, um relato da vida, as dificuldades e vitórias, de um dos maiores pediatras brasileiros do século 20. E <b>Acabou-se o que era doce</b>, relato da vida do médico Gentil Porto durante a ditadura militar de 1964. Entre as obras de contos, lançou <b>Tudo na Primeira Pessoa</b> e <b>Esses livros não me iludem mais</b>.</p>
<p>Para o teatro, escreveu <b>A Floresta Encantada</b>, <b>Coração de Mel</b>, <b>Meu Reino por um Drama</b>, <b>Eu Não Quero ser GregorSamsa</b>, <b>Os vaga-lumes </b>e<b> A Flor e o Sol</b>. Essa última foi premiada pela Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), quando montada pela primeira vez em 1999. As peças Eu Não Quero ser GregorSamsa e Os vaga-lumes ainda são inéditas.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24417949988_c334807bfb_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55782 aligncenter" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24417949988_c334807bfb_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a></p>
<p>Quanto aos livros infantis, escreveu, entre outros, <b>Os vaga-lumes</b>, <b>O Pintinho Bailarino</b>, <b>A Floresta Encantada</b>, <b>O Presente de Júlia</b> e <b>Sem pé nem cabeça</b>.</p>
<p>O pasárgada.doc é um projeto especial da Coordenadoria de Literatura da Secult-PE, em parceria com o Espaço Pasárgada e a coordenação do Portal Cultura.PE. Serão 12 episódios, disponíveis no canal de Literatura do portal, lançados sempre nas primeiras quartas-feiras de todo mês, até julho de 2018.</p>
<p>Confira <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/tv-canais/?canal=literatura" target="_blank"><strong>AQUI</strong></a> os episódios anteriores.</p>
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		<item>
		<title>&#8220;Meu Reino Por Um Drama&#8221; encerra o 12º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/meu-reino-por-um-drama-encerra-o-12o-festival-de-teatro-para-criancas-de-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2015 15:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sítio da Trindade]]></category>

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		<description><![CDATA[O 12º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco encerra suas atividades, neste domingo (8) e no próximo (15), com a encenação da peça Meu Reino Por Um Drama, respectivamente, no Sítio da Trindade, às 16h30, e no Parque de Santana, às 15h e 17h. Com texto do escritor e jornalista pernambucano Cícero Belmar, e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_31407" aria-labelledby="figcaption_attachment_31407" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Gustavo Campos/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/Crédito-Gustavo-Campos-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-31407" alt="Gustavo Campos/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/Crédito-Gustavo-Campos-3-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Espetáculo narra as desventuras de uma abelha rainha que abandona a colmeia em busca de novas vivências</p></div>
<p>O 12º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco encerra suas atividades, neste domingo (8) e no próximo (15), com a encenação da peça <em>Meu Reino Por Um Drama</em>, respectivamente, no Sítio da Trindade, às 16h30, e no Parque de Santana, às 15h e 17h. Com texto do escritor e jornalista pernambucano Cícero Belmar, e incentivo do Funcultura, a montagem é uma fábula musical que conta a história de uma Abelha Rainha em crise por achar que a sua vida é boa demais.</p>
<p>Em busca de um drama, a Abelha Rainha deixa a colmeia para tentar uma nova vida. A partir daí, se depara com várias situações, como a tentativa de fazer novas amizades. Na sua busca pessoal, a protagonista encontra as joaninhas e as formigas, e começa a perceber que o mundo fora da colmeia parece não ser tão amigável como imaginava. A transformação vem das experiências dramáticas vividas. A montagem evidencia, através das situações vividas pelas personagens, o teatro e seus recursos, como o humor, o drama e a música.</p>
<p><strong>Histórico</strong><br />
<em>Meu Reino Por Um Drama</em> é um dos mais conceituados espetáculos infantis pernambucanos; participou do 10º Festival Recife do Teatro Nacional, do 14º Janeiro de Grandes Espetáculos, no qual recebeu 7 indicações ao prêmio Apacepe de Teatro 2007: Melhor espetáculo, Melhor direção, Melhor cenário, figurino e maquiagem, Melhor Plano de Luz, Melhor ator coadjuvante e Melhor atriz, sendo premiado em quatro categorias: Melhor cenário e figurino, Melhor Plano de Luz e Melhor Ator. Em cartaz desde agosto de 2007 no Recife, a montagem já foi exibida em seis cidades do interior de Pernambuco (Goiana, Limoeiro, Arcoverde, Triunfo, Garanhuns e Caruaru), compondo o projeto <em>Circulando Pernambuco</em>, incentivado pelo Funcultura.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Espetáculo Meu Reino Por Um Drama<br />
Quando: 8/11, às 16h30, e 15/11, às 15h e 17h<br />
Onde: Sítio da Trindade e Parque de Santana, respectivamente<br />
Acesso gratuito</p>
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		<title>A experiência de fazer teatro em casa</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2014 22:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cícero belmar]]></category>
		<category><![CDATA[teatro de quinta]]></category>
		<category><![CDATA[teatro em casa]]></category>

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		<description><![CDATA[Sala de casa. Gente sentada no chão. Gente sentada no sofá. Gente de pé. Gente apinhada pelos vãos. Esse é o cenário e a plateia que os atores Hilda Torres, Cleyton Cabral e Luciana Pontual encontraram nestas últimas quintas-feiras do mês de setembro ao encenarem os textos do jornalista e escritor Cícero Belmar, na Casa Outrora, no bairro da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sala de casa. Gente sentada no chão. Gente sentada no sofá. Gente de pé. Gente apinhada pelos vãos. Esse é o cenário e a plateia que os atores Hilda Torres, Cleyton Cabral e Luciana Pontual encontraram nestas últimas quintas-feiras do mês de setembro ao encenarem os textos do jornalista e escritor Cícero Belmar, na Casa Outrora, no bairro da Boa Vista. Inusitada, a experiência do <em>Teatro de Quinta</em>, em transformar o espaço doméstico em espaço cênico, estabelece uma linguagem dramatúrgica mais intimista entre artista e espectador, e mostra que o &#8220;teatro feito em casa&#8221; é uma maneira eficiente/criativa de baratear os custos de uma produção.</p>
<p><em></em>Assim como o projeto<em> Teatro de Quinta</em>, vários outros grupos recifenses têm se dedicado atualmente a redescobrir novos espaços para encenar suas peças. O <em>Teatro de Fronteira</em> (liderado por Rodrigo Dourado) e o <em>Casarão Outrora</em> (casa de Jorge Clésio, que, além de um espaço cultural, funciona como um antiquário) são um deles, que veem no movimento uma oportunidade de repensar a estética e fortalecer a relação com outras linguagens artísticas, como a literatura.</p>
<p>A inciativa, embora pareça nova, já acontece há algum tempo na capital pernambucana. Segundo Alexandre Figueirôa, jornalista e professor da Unicap, esse tipo de intervenção artística na cidade remonta ao início da década de 90. &#8220;O crítico de arte e poeta Paulo Azevedo Chaves abriu os portões de sua casa na rua Amélia, nos Aflitos, para exposições de artes plásticas, lançamento de livros e montagens teatrais. Uma versão de <em>A Tempestade</em>, de Shakespeare, foi encenada lá com direção de Marco Camarotti e <em>As Criadas</em>, de Jean Genet, por William Sant&#8217;anna. No lançamento do livro Os Ritos da Perversão, de sua própria autoria, a sala da Casa Azul, como Chaves denominava seu espaço, foi palco de um recital acompanhado por uma atuação de rapazes cuja performance dialogava com os poemas da obra&#8221;, lembrou em um recente <strong><a href="http://revistaogrito.ne10.uol.com.br/page/blog/2014/05/28/teatro-em-casa-recife/" target="_blank">artigo</a></strong> para a Revista O Grito.</p>
<p>Ainda de acordo com ele, a prática surgiu nos idos anos de 1960 e 70, quando artistas e performances movimentavam seus ateliês e residências com os célebres &#8220;happenings&#8221;, e até hoje são polos de resistência cultural, principalmente, em países com governos intolerantes e de extrema opressão política. &#8220;O &#8216;teatro em casa&#8217; é um formato que, entre outras coisas, rompe com a barreira entre o público e o privado. E, ao mesmo tempo, cria algo cada vez mais evidente no teatro atual [...] que explora a proximidade entre quem interpreta e quem assiste&#8221;, disse Figueirôa.</p>
<div id="attachment_14495" aria-labelledby="figcaption_attachment_14495" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/946896_835547283145238_264632977744133664_n.jpg"><img class="size-medium wp-image-14495" alt="a" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/946896_835547283145238_264632977744133664_n-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Em casa, público pode estabelecer um contato mais direto com os atores (Foto: Ricardo Maciel/Divulgação)</p></div>
<p>Nesta quinta (2/10), às 20h, o <em>Teatro de Quinta</em> encerra a temporada com textos de Cícero Belmar. O <strong>Cultura.PE</strong> convidou Cleyton Cabral (ator da peça), Xico de Assis (espectador) e o próprio Belmar (autor) para narrarem a experiência que tiveram ao participar/assistir à encenação, na Casa Outrora. Confira:</p>
<p><strong>Cleyton Cabral &#8211; ator</strong><br />
&#8220;O primeiro contato que tive com a obra de Cícero Belmar foi em 2006, quando fui convidado para fazer a peça infantil <em>A flor e o sol,</em> de sua autoria. Foi amor à primeira vista. A partir daí, devorei os outros livros de Belmar e me apaixonei não só pelo dramaturgo, mas também pelo contista e romancista. E agora, estou eu, oito anos depois, em cartaz com os contos dele num espaço que não é o teatro. Tudo a ver. Os personagens de Belmar são tão próximos de nós que, quando a peça acontece nos cômodos de uma casa, é mais interessante exercitar essa humanidade juntinho do público, quase ao pé do ouvido&#8221;.</p>
<p><strong>Xico de Assis &#8211; cantor e relações públicas</strong><br />
&#8220;Assistir a uma peça teatral numa residência, longe do formalismo teatro/plateia, é uma experiência, no mínimo, interessante. A plateia, por ser pequena, torna-se mais atenta e participativa. As nuances dos atores, as pausas e os improvisos, tão próximo do público, são elementos que credibilizam a atuação do ator de imediato. É uma experiência muito válida&#8221;.</p>
<p><strong>Cícero Belmar &#8211; jornalista e escritor</strong><br />
&#8220;É muito curioso ver, em cena, o personagem que você escreveu para ser de um conto. Quando eu vi, movimentando-se, aquelas criaturas, interpretadas por Cleyton Cabral, Luciana Pontual e Hilda Torres foi emocionante. Claro, o que estava, ali, era uma ressignificação dos contos. Cada um dali dava sua contribuição de forma fundamental para as personagens que eu escrevi. Eu me emocionava não mais com os meus personagens, mas com a emoção dos atores ao viverem os personagens que eles se apropriaram e que agora são deles. Bonito demais!&#8221;</p>
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