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	<title>Portal Cultura PE &#187; cidade de artistas</title>
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		<title>No FIG com Luzilá: Garanhuns, uma cidade de artistas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 17:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha mãe dizia isso: que poucas cidades do interior possuíam, naquele tempo, uma vida cultural tão intensa. Primeiro era o piano, e havia quem tocasse e quem cantasse.  De dia ou nas noites de inverno, quando as ruas ficavam meio desertas, sempre um piano enchia o ar de sons. Uma voz de mulher indagava, através [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mãe dizia isso: que poucas cidades do interior possuíam, naquele tempo, uma vida cultural tão intensa. Primeiro era o piano, e havia quem tocasse e quem cantasse.  De dia ou nas noites de inverno, quando as ruas ficavam meio desertas, sempre um piano enchia o ar de sons. Uma voz de mulher indagava, através de Carlos Gomes: Bem longe, de mim distante, onde irá, onde irá teu pensamento? E colocava dúvidas: quem sabe se és constante?</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/luzila-goncalves-foto-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-27010 aligncenter" alt="Costa Neto/Scult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/luzila-goncalves-foto-costa-neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>No Colégio Quinze, comemorações cívicas eram ocasião para pequenas apresentações. As meninas tocavam <em>Pour Elise</em> e os estudantes cantavam o traduzido <em>Canto de Saudade e Recordação</em>, voz do pensamento, do meu coração. Minha mãe mesmo, tinha aprendido com sua amiga americana, Nina, filha de seu Thompson ou de mister Neville, não sei, a entoar <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gvr3lbxi1a0" target="_blank"><strong><em>Listen to the Mocking Bird</em></strong></a>, uma canção triste que falava da <em>sweet Hally</em>, sobre cujo túmulo cantava o sabiá.</p>
<p>Mas o grande trunfo de Garanhuns, durante muito tempo, foram as bandas de música. Houve, em 1914, a Banda 2 de  Março, que durou dois anos. Em 1918, um bando de músicos entusiastas fundou a Banda Musical Independente, de que faziam parte, entre outros, Elesbão de Araujo e Alfredo Leite Cavalcanti. Em 1925, o prefeito Euclides Dourado conseguiu recuperar instrumentos e algum membro da 2 de Março criou a Banda Municipal. Parece que foi dessa banda que meu pai tentou fazer parte. Aprendeu as notas, começou a ler a partitura e aprendeu a tirar uns sons de não sei que instrumento. Porém, logo no primeiro ensaio, aconteceu: aluno aplicado e louco por música, tomou o instrumento, começou a ler as notas. Contente e se achando ótimo tocou, tocou. E de repente todos pararam: haviam terminado a execução e meu pai ainda estava no meio da partitura. E minha mãe contava, rindo: foi assim que Garanhuns perdeu um grande músico.</p>
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