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	<title>Portal Cultura PE &#187; Cine Trailer</title>
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		<title>Cine Trailer: filmes na rua e para a comunidade</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2015 13:53:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8008.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-23137" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8008-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>Era apenas uma rua comum, como tantas por aí, em plena zona Norte do Recife&#8230; Uma rua tímida, pacata, silenciosa, com um trailer instalado num dos lados da calçada e quase sem um pé de gente dando o ar da graça. De repente, num piscar de olhos, tudo se transforma: o trailer abre, acende suas luzes, ganha cadeiras em volta para receber um público que, gradativamente, vai surgindo, e um telão ao lado onde são exibidos filmes. A rua se torna praticamente uma sala de cinema. É o amor de um jovem pela Sétima Arte quem opera essa verdadeira transformação chamada <strong>Cine Trailer</strong>, uma iniciativa que, semanalmente, movimenta a Rua Cruz Alta, no bairro de Campo Grande, levando cinema gratuito e de qualidade ao público da comunidade.</p>
<p>Desde novembro de 2014, o produtor Willamy Tenório, morador da região, vem tocando o projeto. O trailer fica aberto sempre de quinta a sábado, das 20h às 5h, com as sessões de cinema acontecendo na sexta. A ainda pouca idade do rapaz (26 anos) surpreende tamanha a gana e desenvoltura ao colocar em prática a ideia. “<em>Eu quis trazer aqui pra rua uma opção diferente de lazer e cultura. Algo que a gente não está acostumado a ver por aí, pela cidade</em>”. E foi isso: Willamy resolveu fazer do trailer em que sua mãe vendia almoços um <em>point</em> de arte e cultura da sua região. Com o engajamento e colaboração dos amigos, grafitou a unidade inteira (dando um ar mais &#8220;descolado&#8221;, alternativo) e conseguiu doações de mesas e cadeiras. Os equipamentos de som e projeção, assim como o telão, foram um investimento próprio, fruto dos seus 11 anos de trabalho na área do audiovisual.</p>
<div id="attachment_23138" aria-labelledby="figcaption_attachment_23138" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_7766.jpg"><img class="size-medium wp-image-23138" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_7766-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O produtor cultural Willamy Tenório, morador de Campo Grande, é o idealizador do Cine Trailer</p></div>
<p>Willamy começou a se interessar por cinema ainda adolescente – por volta dos 15 anos – e contou com o suporte da TV comunitária Canal Capibaribe, que funcionava próximo à sua casa. Lá, ele participou de um curso de seis meses, com abordagem nas mais diversas searas do audiovisual – direção, roteiro, produção, captação, edição – e foi mergulhando cada vez mais nesse universo, profissionalizando-se. Em meio às atividades de realizador e produtor, que abraçou com gosto, ele começou a repassar o que aprendeu a outros jovens. “<em>Comecei a ministrar oficinas em alguns bairros do Recife, em ações itinerantes, e em outras cidades, com apoio do Governo ou pelo Festival Pernambuco Nação Cultural. Além disso, com o pessoal do Canal Capibaribe, levamos mostras de cinema a lugares como Jordão, Hipódromo</em>”, relembra. Entre essas atividades, projetos inscritos (e aprovados) em editais estaduais e nacionais, Willamy se sentiu motivado a transformar essa itinerância em algo fixo. Nada melhor do que o “quintal de casa” para por em prática essa nova etapa da sua vida: assim surgiu o Cine Trailer.</p>
<p>Nessa “primeira etapa” do projeto, a programação é composta por 20 curtas-documentários contemplados pelo edital <strong>Nós na Tela</strong>, do Ministério da Cultura. Willamy e outros jovens de várias partes do Brasil produziram filmes que tem como norte a temática “Cultura e transformação social”, algo que casa bem com a realidade que ele coloca em prática na vida. Todos os realizadores tiveram direito a receber o acervo de todas as produções, assim como de exibi-las. “<em>São filmes que tratam de transformação social, e se passam em comunidades de várias partes do Brasil. É algo bem próximo do que se vive tanto aqui como em qualquer outro lugar</em>”. A ideia é que numa próxima fase sejam exibidos filmes resultantes das oficinas ministradas por Willamy nos bairros da cidade. “A<em> gente pensa em trazer os jovens realizadores que participaram dessas oficinas pra verem seus filmes sendo exibidos para um público, pra que eles conversem com esse público</em>”, adianta.</p>
<div id="attachment_23139" aria-labelledby="figcaption_attachment_23139" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8048.jpg"><img class="size-medium wp-image-23139" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_8048-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O trailer onde a mãe de Willamy vendia almoços se transformou num ponto de exibição de filmes e de lazer</p></div>
<p>Além da exibição dos filmes, o Cine Trailer funciona como point de lazer e interação, com outros atrativos. No local, são vendidas bebidas e comidas, e há sempre um convidado responsável pela trilha sonora ambiente, um DJ. “<em>O público quer algo diferente. Por isso, contamos com essas outras opções para agregar e gerar renda, o que faz o Cine Trailer continuar funcionando</em>”, conta Willamy. Para isso, o envolvimento dele e de alguns amigos e apoiadores é fundamental. Na coordenação geral e realização, Willamy comanda todo o <em>modus operandi</em> que põe o cinema pra funcionar. Sua esposa é responsável pela parte administrativa do espaço. O grafiteiro Caju foi quem coloriu o trailer com sua arte. O amigo Diogo Rogério foi convocado para se encarregar da cozinha do trailer, que serve espetinhos e caldinhos. Há ainda o suporte técnico de amigos como Leandro Silva, morador do bairro e cinegrafista (que foi aluno de Willamy). “<em>Eu o ajudo nas projeções. E faço isso porque acho que está sendo muito importante pro bairro você poder mostrar algo novo, o que pode estimular outras pessoas a mostrar seus filmes aqui</em>”, relata.</p>
<p>O Cine Trailer é um contraponto interessante às salas de cinema comercial, dos <em>blockbusters</em> e dos <em>shoppings</em>. Imerso num ambiente onde o campo de visão se volta mais para o que acontece dentro da comunidade, lá, naquela tela, ela se reconhece, se vê. “<em>Acho que uma das coisas que mais me motiva a fazer isso aqui é poder contribuir com um processo social positivo. E mostrar esses filmes com essa cara, com a cara dessas pessoas, o público se identifica mais. E também poder mostrar aqui filmes que não vemos nos cinemas e nas TVs</em>”, relata Willamy. Alguns moradores do local e da vizinhança, já ligados no Cine Trailer, se juntam em frente ao telão, para acompanhar, atentamente, o que mostram os filmes. Entre eles, o agente de bagagens Fabiano, 28 anos, que, sempre que pode, comparece. “<em>Eu acho muito legal aqui pra comunidade você trazer uma opção diferente de diversão</em>”, atesta.</p>
<div id="attachment_23140" aria-labelledby="figcaption_attachment_23140" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_7967.jpg"><img class="size-medium wp-image-23140" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/IMG_7967-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O espaço, além da exibição de filmes, também se tornou ponto de encontro dos moradores do bairro</p></div>
<p>Willamy conta que o público está se ampliando e que pessoas de outras localidades já começam a aparecer no local para assistir aos filmes. A editora de vídeo, Raphaella Spencer, que mora na Madalena, foi conferir <em>in loco</em> o Cine Trailer. “<em>O cinema, por si só, já é uma das melhores formas de fazer as pessoas pensarem sobre como a arte pode mudar nossa realidade. E assistir filmes ao ar livre, tomando uma cerveja, em um bairro residencial, com jovens que estão conseguindo quebrar a rotina e reinventar seu próprio lugar, com bons filmes e boa música, só deixa tudo mais especial</em>”.</p>
<p>Com planos de consolidar o Cine Trailer como uma iniciativa de referência no local e na cidade, Willamy conta que abrirá um canal de diálogo com diversos realizadores do estado que estiverem dispostos a exibir seus filmes no projeto. Para isso, pretende, em breve, ampliar os dias de exibição dos filmes e os gêneros a serem exibidos. “<em>Queremos poder exibir, no futuro, clipes, documentários, ficção e até mesmo longa- metragem</em>”, adianta. Os interessados em exibir seu filme no Cine Trailer, podem fazer o contato através do email: <strong>cinetrailerpe@gmail.com</strong>.</p>
<p>O segredo de tamanha garra e disposição para manter esse espaço funcionando, semanalmente, ele resume em poucas palavras: “<em>Eu sou de comunidade humilde, vi e vivi muita coisa. E foi o cinema quem me mostrou que há um outro lado! E eu gosto disso que faço e consegui fazer tudo isso com muita vontade. Basta ter iniciativa e atitude! Se eu consegui, qualquer jovem pode conseguir! Só o cinema salva!</em>”</p>
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