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	<title>Portal Cultura PE &#187; ciranda</title>
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		<title>Dia da Ciranda: Conheça a vida e a obra do mestre Antônio Baracho</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes “O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123883" alt="Foto: Danilo Souto Maior/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c-607x369.jpg" width="607" height="369" /></a></p>
<p align="justify"><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p align="justify">“O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que viveram em seu tempo e depois. Sua importância é tanta que o dia de seu nascimento, 10 de maio, foi definido como o Dia Estadual da Ciranda em Pernambuco, em 2019.</p>
<p align="justify">A ciranda tornou-se Patrimônio Imaterial do Brasil em 2021, e um elemento importante nesse processo foi o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) da Ciranda em Pernambuco, produzido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) entre 2013 e 2014. “Trata-se de uma das manifestações culturais mais significativas de Pernambuco. O Dia Estadual da Ciranda é emblemático para celebrarmos, promovermos debates e pensarmos em políticas públicas de cultura, fortalecendo a salvaguarda desse bem cultural”, diz a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Jacira França.</p>
<p align="justify">Desde o início da atual gestão, o Governo de Pernambuco investiu, através da Fundarpe, R$1.454.915,25 no setor da ciranda. O valor diz respeito a contratações diretas nos ciclos do Carnaval, São João, nas edições do Festival Pernambuco Meu País, em ações dos equipamentos culturais estaduais e outros apoios a festejos locais, evidenciando uma política permanente de valorização e fortalecimento dessa expressão cultural ao longo de todo o ano, para além dos grandes ciclos festivos.</p>
<p align="justify">Em todos esses momentos, o nome de Baracho é reverenciado. Sua obra aparece também como elemento importante dentro do INRC, que reconhece a importância de seu trabalho e legado. “Acompanhei Baracho durante 4 anos, balancei muito ganzá enquanto ele cantava. Ele era muito grande, o mito da ciranda”, conta mestre João Limoeiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco e fundador da Ciranda Brasileira. “Baracho foi uma grande inspiração pro meu pai, tanto no maracatu rural quanto na ciranda”, lembra Pedro Salustiano, dançarino, produtor e empresário, filho de Mestre Salustiano (1945-2008). “Presenciei muitos momentos entre eles. Às vezes, por exemplo, ele acordava meu pai no meio da noite pra contar alguma história ou pra dizer algum verso que ele criou. Era um grande improvisador, grande poeta”, continua Pedro.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yHi74-rZpWs?si=Wp2m9E0NjQyKOWMw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p align="justify">Entre os artistas mais jovens que trabalham com ciranda, seu nome é influente. Em <i>live</i> durante a pandemia (2021), no Circuito Cepe de Cultura, o jovem mestre Anderson Miguel lembra que um dos primeiros refrões de ciranda que criou foi este: “Rei da Ciranda/ Rei da Ciranda/ Foi Baracho, grande cirandeiro/ Maracatuzeiro lá de Santa Fé/ O destino manda/ O destino manda/ Que eu seja o sucessor dele/ Ser rei como ele/ E honrar Nazaré”. O cantor e compositor Siba Veloso, em entrevista à revista <i>Continente </i>(2019), afirma que uma frase de Baracho, presente em um curta-metragem dos anos 1980, seria definidora para sua carreira: “Formiga vive do que carrega”. “Aquilo foi muito definidor durante meu conflito para escolher uma profissão. Baracho quis dizer que o poeta tinha que viver da poesia. Eu já sabia que queria ser músico ou artista. Mas, depois daquilo, despertei para a poesia, que é central para mim”, conta.</p>
<p align="justify">“A genialidade com que Baracho fazia improvisos move muitos a acreditar que ele foi o criador da ciranda e assim merecedor do respeito de mestres, mestras e da população em geral”, registra o INRC da Ciranda. Como pontua Deborah Callender em sua dissertação de mestrado em História (“Quem deu a ciranda a Lia?”, defendida em 2011 na UFPE), Baracho era tido, nos anos 1970, como um dos cirandeiros mais autênticos e tradicionais, e seu nome tinha alcance nacional, pois era conhecido entre quem acompanhava de perto a música popular brasileira no período. Era conhecido, já naquele tempo, como “o rei sem coroa”.</p>
<p align="justify">Esse reconhecimento coincide com o auge dessa manifestação cultural na Região Metropolitana do Recife (RMR), pois na década de 1970 e na anterior foram realizados os Festivais da Ciranda do Recife. Esses eventos davam visibilidade a essa arte e faziam circular o trabalho dos grupos e mestres, mas também de aproximar as formas de dançar e tocar ciranda da Mata Norte e da RMR, apesar das várias diferenças ainda existentes – a mais evidente delas é que, na Mata Norte, o ritmo é mais rápido e agitado, enquanto na RMR ele é mais lento e suave, acompanhando o embalo das ondas do mar.</p>
<p align="justify">A Mata Norte é o lugar de origem de Baracho, mas é a praia o cenário de sua composição mais famosa, conhecida na voz de Lia de Itamaracá: “Eu estava na beira da praia/ Ouvindo as pancadas/ Das ondas do mar/ Essa ciranda quem me deu foi Lia/ Que mora na Ilha/ De Itamaracá”. Segundo mestre João Limoeiro, Baracho tinha uma namorada em Itamaracá chamada Lia e esses versos foram inspirados nessa mulher, que não seria a famosa cirandeira, mas uma senhora homônima. A autoria dessa composição foi disputada pela própria Lia de Itamaracá, mas entre os cirandeiros parece prevalecer a versão de que o criador foi Baracho. Apesar dessa disputa, Lia e as duas filhas cirandeiras de Baracho, as mestras Severina (1953-2025), conhecida como Biu, e Dulce, cantam juntas há mais de 20 anos. “Ela [Lia] é a rainha, meu pai é o rei”, disse Dulce Baracho em vídeo de 2023 para o Paço do Frevo.</p>
<p align="justify">“Quando ele chegava, os outros cirandeiros ficavam com medo”, garante mestre João Limoeiro. “Uma vez, teve um jogo do Sport e Santa Cruz, e o Sport meteu 5, o Santa não fez gol nenhum. No mesmo dia, teve uma apresentação e Baracho subiu ao palco. Aí ficaram com medo que ele cantasse a goleada, e claro que ele cantou”, ri o cirandeiro.</p>
<p align="justify">Essa história indica a importância de Baracho para outros artistas e suas qualidades como improvisador, mas também aponta para a inteligência dele na forma de cativar o público. Isso fica mais evidente em outro causo. Conforme registra Deborah Callender, uma matéria do <i>Diario de Pernambuco</i>, publicada em 1975, conta uma história sobre Baracho, ocorrida em um festival de ciranda realizado em 1972. O evento, promovido pelo Sport Club do Recife e patrocinado pela Pitú, deveria decidir qual o maior cirandeiro do Recife. Baracho sobe ao palco e canta: Sou Baracho/ o cirandeiro afamado/ Arrespeitado desde o Norte até o Sul/ Eu digo a tu/ não mexa na minha sorte/ pois meu time é o Sport/ e minha cachaça era a Pitú”. Ele venceu, mesmo revelando uma informação no evento: seu time do coração era o Santa Cruz. Ou seja, ele agradou, com versos, ao público, ao realizador do evento e ao patrocinador, o que mostra seu tino comercial e também a força de sua arte, moldada para animar todos os envolvidos sem perder as qualidades poéticas que a caracterizam, como em um jogo ou brincadeira, acrescentando imaginação à realidade para vencer demandas.</p>
<p align="justify">Até o começo dos anos 1980, os engenhos eram locais importantes para a ciranda, mas a migração de moradores fez com que essa manifestação cultural passasse a ser fortemente associada às praias e a locais como o Pátio de São Pedro, no centro do Recife. Em meados da mesma década, os quase 20 anos de sucesso dos festivais de ciranda foram encerrados, sem que voltassem a ser realizados. Baracho viveu todo esse movimento, mas o amplo reconhecimento de suas qualidades de artista não se converteu em sucesso financeiro: ele faleceu em 5 de maio de 1988, empobrecido, após anos de saúde fragilizada, condição relacionada, entre outros fatores, ao consumo de álcool e cigarro. Consumou-se a previsão que ele mesmo fez no curta-metragem visto por Siba Veloso nos anos 1980, veiculado pela TV Viva e disponível no YouTube: “Agora fico bem satisfeito. Porque morro, [mas] meu nome fica na História. Como um rei sem coroa”.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123884" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify"><b>TRAJETÓRIA </b>– A vida de Antônio Baracho não é documentada, então o que se diz dele vem das lembranças de amigos e familiares, além dos poucos registros deixados. Existem, portanto, diversas imprecisões sobre sua trajetória. Sabe-se que nasceu em 10 de maio de 1907, era mestre de maracatu rural e de ciranda. “Ele começou a cantar ciranda com 8 anos de idade”, contou mestra Severina Baracho (1953-2025) – conhecida como Biu, filha do mestre –, em vídeo gravado para a Ocupação Lia de Itamaracá, no Paço do Frevo. “A ciranda veio da palha da cana”, afirma mestra Dulce Baracho, irmã mais velha de dona Biu, com quem formava a ciranda As Filhas de Baracho. Quando indagada sobre o que significa essa frase, ela responde brevemente que o pai tirava ciranda (ou seja, criava os versos) enquanto trabalhava no eito cortando cana, indicando que ele teria sido não apenas o criador dessa manifestação cultural, mas também “quem botou ciranda no comércio”, ou seja, seria o pioneiro na transformação da ciranda em meio de sustento.</p>
<p align="justify">Mas, em entrevista ao <i>Jornal do Commercio</i> em 1978, o próprio Baracho afirma que a ciranda chegou depois em sua vida. “Morava em Nazaré da Mata. Meu causo era o maracatu. O maracatu eu comecei com 10 anos de idade. Era mestre. A ciranda eu descobri porque quando eu saí de Nazaré da Mata, tá fazendo 21 anos, aqui não dava maracatu. Eu tinha que viver da minha veia [de] poeta e inventei a ciranda”. A matéria, cujos trechos são reproduzidos por Deborah Callender na dissertação citada, ainda informa que ele era analfabeto e que sustentava a família com o que ganhava de sua arte. Era um homem alto, negro, magro e de braços grandes “de varrer a rua”, diz Dulce Baracho.</p>
<p align="justify">“Meu pai foi muita coisa”, lembra a filha do mestre. “Trabalhou em roçado, casa de farinha, corte de cana, mestre de alambique e por aí vai”. No curta-metragem citado, o próprio Baracho afirma ter sido mestre de açúcar do Engenho Santa Fé, em Nazaré da Mata. João Limoeiro também diz que ele foi “mestre carreiro” no Santa Fé. “E depois de sair do Santa Fé, fomos morar em Goiana e depois em Abreu e Lima, onde ele ficou. Antes de Nazaré, ele morou em Carpina, que foi onde eu nasci. A falta de trabalho fez a gente se mudar. O engenho virou usina, o corte da cana acabou. Ele foi pra Goiana ver se tinha emprego, mas moramos pouco lá, e a gente foi pra Abreu [e Lima] e aí ficou. Ele trabalhava pavimentando pista”, continua mestra Dulce.</p>
<p align="justify">A família chegou na cidade nos anos 1950. “A gente veio morar aqui [em Abreu e Lima] quando ainda se chamava Maricota. Então, fomos morar no Alto da Bela Vista, na casa de um amigo do meu pai. Aí, todo final de semana, pai fazia uma ciranda. Isso pagava o aluguel, já se tirava daquele dinheiro que se apresentava”, lembra dona Biu, em vídeo gravado para as redes sociais da Prefeitura de Abreu e Lima. Dulce Baracho afirma que sua mãe, Josefa Maria da Conceição, não tirava ciranda: “achava bonito, mas não ia muito”. Dos filhos do casal – Duda, Maria, Dulce, Lia e Severina –, apenas ela e Biu deram continuidade ao legado do pai (“Lia também cantava, mas depois foi pro Rio e voltou evangélica, não quis mais”, diz).</p>
<p align="justify">No auge da popularidade da ciranda, o mestre gravou o álbum <i>Baracho e seus cirandeiros </i>(1976). Em seus últimos anos, ele comparecia às cirandas, mas quem cantava eram as filhas. “Quando Baracho adoeceu, ele fez o último pedido a meu pai”, lembra Pedro Salustiano. “Ele queria ser enterrado em Nazaré da Mata. A família não queria, mas meu pai conversou com as filhas e convenceu. Ele faleceu no que era o Hospital Central de Paulista. Foi velado na sede do Maracatu Piaba de Ouro, já na nossa sede da Cidade Tabajara”.</p>
<p align="justify">No depoimento para a Prefeitura de Abreu e Lima, dona Biu conta como as coisas se deram após o falecimento do pai: “A gente parou. Depois de um tempo, apareceu Beto [Hees, produtor], com Lia de Itamaracá, gravou [que tinha gravado] umas cirandas de Baracho. Pensavam que não tinha mais ninguém da família. [...] Ela veio procurar a gente para pagar os direitos [autorais], resolver [isso] porque ela tinha gravado. Aí Beto – o empresário de Lia de Itamaracá – convidou eu e minha irmã pra gente ficar acompanhando Lia [mesmo] tendo a ciranda da gente, As Filhas de Baracho, e fazendo <i>back</i><i>ing</i><i> vocal </i>pra Lia”. Acompanhando Lia, mas sem deixar de ter a própria ciranda, elas visitaram diversos lugares e chegaram a se apresentar em uma edição Rock in Rio.</p>
<p align="justify">Mestra Dulce continua a se apresentar mesmo após o falecimento de dona Biu, em dezembro de 2025. Ela diz que seus filhos não brincam ciranda. “Mas uma bisneta minha de 8 anos, Maria, tá dizendo que quer substituir a tia-bisavó”, completa a artista, pontuando a necessidade de mais visibilidade para a ciranda e os cirandeiros de Pernambuco. Ainda assim, a roda continua a andar, sem esquecer o caminho aberto pelo velho professor – ou, como diz a canção “Baracho”, do Coco de Toré Pandeiro do Mestre: “Baracho/ eu acho uma roda que anda/ uma corda de ciranda/ que parece nunca acabar”.</p>
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		<title>Mestre Zeca Cirandeiro leva a força da ciranda da Mata Norte para apresentação em Olinda</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 19:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mestre Zeca Cirandeiro. Foto: Sérgio Melo/Divulgação Um dos principais nomes da ciranda popular da Zona da Mata Norte pernambucana, Mestre Zeca Cirandeiro se apresenta neste sábado, 18 de abril, em Olinda, levando ao público o repertório de seu primeiro álbum, A Força Cultural da Mata Norte. A apresentação faz parte da circulação estadual do projeto [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-15-at-15.59.57.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123555" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-15-at-15.59.57-574x486.jpeg" width="574" height="486" /></a><br />
Mestre Zeca Cirandeiro. Foto: Sérgio Melo/Divulgação</p>
<p dir="ltr">Um dos principais nomes da ciranda popular da Zona da Mata Norte pernambucana, Mestre Zeca Cirandeiro se apresenta neste sábado, 18 de abril, em Olinda, levando ao público o repertório de seu primeiro álbum, <em>A Força Cultural da Mata Norte</em>. A apresentação faz parte da circulação estadual do projeto “Zeca Cirandeiro – A Força Cultural da Mata Norte”, produzido pela Terno da Mata Produções e realizado com incentivo do Ministério da Cultura, Governo Federal, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">O artista é a principal atração da Sambada da Praça do Amaro Branco, que acontece a partir das 21h, na Praça Israel Felix, reunindo diferentes expressões da cultura popular em uma noite dedicada às rodas de ciranda, coco e manifestações tradicionais.</p>
<p dir="ltr">A noite contará ainda com apresentações do Grupo Indígena Flishimaya, do Coco do Pneu Mirim e do Mestre Arnaldo do Coco, além de espaço de microfone aberto para participação do público.</p>
<p dir="ltr">Aos 60 anos, Zeca Cirandeiro é considerado um dos principais nomes da ciranda popular de Paudalho, município da Zona da Mata pernambucana, onde construiu sua trajetória artística ligada às tradições locais. O álbum “A Força Cultural da Mata Norte” reúne composições que atravessam diferentes momentos da carreira do artista e reafirmam sua atuação na preservação da cultura da região.</p>
<p dir="ltr">A relação de Zeca com a ciranda começou ainda na infância, nos engenhos de Paudalho, onde as rodas funcionavam como espaços de convivência comunitária. Ele acompanhava a mãe nas festas e se inspirava nas cantorias do padrasto, Severino Cantador. Aos 10 anos, já participava das rodas com os adultos, criando suas primeiras paródias a partir de cirandas tradicionais, especialmente as de Lia de Itamaracá, referência para o artista.</p>
<p dir="ltr">Quatro anos depois, aos 14, compôs uma de suas primeiras músicas: “Sou negrão das correntes amarradas nas pernas, correndo atrás do carro de cana”. A canção era interpretada com amigos utilizando instrumentos improvisados de lata. Desde então, Zeca manteve presença constante na cena cultural da região, criando sua própria ciranda, fundando o Bloco do Camelô e ampliando apresentações por cidades vizinhas e distritos rurais da Zona da Mata.</p>
<p dir="ltr">Além da atuação como músico, o artista também desenvolve atividades como arte-educador e artista plástico. Em 2003, passou a trabalhar com formações percussivas para crianças atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), levando a ciranda para projetos sociais do município. Suas primeiras apresentações públicas aconteceram nas Festas de São Sebastião, padroeiro de Paudalho.</p>
<p dir="ltr">Com cerca de 160 composições catalogadas, Zeca Cirandeiro segue ativo na criação musical, mantendo forte ligação com as histórias e experiências da comunidade rural onde nasceu. “Minhas músicas retratam o lugar onde nasci e as experiências que vivi na comunidade rural de Paudalho”, afirma o artista.</p>
<p dir="ltr">A apresentação em Amaro Branco faz parte de uma circulação que busca fortalecer e difundir as expressões culturais da Mata Norte pernambucana, reunindo artistas, mestres da cultura popular e novos grupos em torno das tradições da ciranda e do coco.</p>
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		<title>Ciranda marca etapa final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/ciranda-marca-etapa-final-do-ciclo-carnavalesco-do-projeto-brincantes-nas-escolas/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 17:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gira para um lado, gira para o outro, movendo-se como as ondas do mar: a ciranda marcou a reta final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas 2026, iniciativa de Educação Patrimonial do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e da Secretaria de Educação, que leva mestres e agremiações da cultura popular para unidades [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123179" aria-labelledby="figcaption_attachment_123179" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119267334_f58eb4606e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123179" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119267334_f58eb4606e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dulce Baracho, herdeira e mestra da ciranda</p></div>
<p align="justify">Gira para um lado, gira para o outro, movendo-se como as ondas do mar: a ciranda marcou a reta final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas 2026, iniciativa de Educação Patrimonial do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e da Secretaria de Educação, que leva mestres e agremiações da cultura popular para unidades educacionais em todas as regiões do Estado. Nesta sexta-feira (27), o grupo As Filhas de Baracho colocou alunos e professores para dançar ciranda em uma aula-espetáculo na Ilha de Itamaracá.</p>
<p align="justify"> A EREM Senador Paulo Guerra foi uma das unidades a receberem ícones da cultura popular na reta final deste ciclo do Brincantes nas Escolas. A aula foi a primeira apresentação das Filhas de Baracho após o falecimento de Dona Biu (1953-2025), que há mais de 20 anos se apresentava com a irmã, Dona Dulce, para divulgar a ciranda e preservar o legado do pai, Mestre Baracho (1907-1988), figura central na história dessa expressão cultural.</p>
<p align="justify"> “É importante termos essa iniciativa na escola porque Itamaracá é uma cidade cirandeira”, afirmou o professor João Machado, gestor da EREM Senador Paulo Guerra. “Ciranda é uma brincadeira de roda para todas as idades”, informou Dona Dulce aos alunos. “Mas isso vocês já devem saber, afinal Itamaracá é a terra de Lia”, completou, lembrando a mais conhecida cirandeira do país e Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p> Com músicas intercaladas por histórias, por explicações sobre a forma de dançar e sobre o papel dos instrumentos musicais, a aula-espetáculo contribuiu para o fortalecimento da cultura da ciranda entre os alunos. “Eu já conhecia a ciranda por conta de Lia, mas As Filhas de Baracho estou conhecendo hoje”, afirmou Lowgan Rodrigo, de 13 anos, aluno da EREM Senador Paulo Guerra. “É a nossa cultura, né? Acho importante conhecer melhor”, opinou Pedro Lucas, também de 13 anos e aluno da mesma unidade. Em fala aos estudantes, os músicos do grupo lembraram que a ciranda é uma manifestação cultural plural e solidária, pois nela se dá as mãos para quem está ao lado, independentemente de quem seja.</p>
<p align="justify">Focado no lado carnavalesco da cultura popular, este ciclo do Brincantes nas Escolas 2026 também fecha as iniciativas do Governo do Estado para o Carnaval, que abarcou ainda uma série de iniciativas, como o festival Pernambuco Meu País.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119326984_d99148dfe8_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123180" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119326984_d99148dfe8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify"><b>O projeto </b>– Fruto de parceria entre a Secretaria de Educação (Seduc-PE),  a Secretaria de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o ciclo carnavalesco do Brincantes nas Escolas contemplou 150 escolas do estado nos meses de fevereiro e março. Ao colocar estudantes em contato com mestres e grupos da cultura popular pernambucana, o projeto amplia o repertório dos estudantes a partir de vivências que conectam conhecimento, sensibilidade e pertencimento, reafirmando o papel da educação na preservação da memória cultural.</p>
<p align="justify"> “O Brincantes nas Escolas integra o Programa Estadual de Educação Patrimonial, uma instância de implantação e execução de políticas públicas culturais em todo o Estado. Ao levar mestres e agremiações da cultura popular em escolas da rede estadual, a gestão Raquel Lyra reforça seu compromisso com a educação patrimonial, a preservação das tradições e a formação de novas gerações que reconhecem e se orgulham da cultura pernambucana”, ressalta a presidente da Fundarpe, Renata Borba. A educação patrimonial é prevista pela Lei Estadual n. 18.628/2024 e foi consolidada pelo Programa Estadual de Educação Patrimonial, lançado em 2025.</p>
<div id="attachment_123183" aria-labelledby="figcaption_attachment_123183" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55115966540_68c1aeb079_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123183" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55115966540_68c1aeb079_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Clube de Boneco Seu Malaquias</p></div>
<div id="attachment_123182" aria-labelledby="figcaption_attachment_123182" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118199925_40b4739ea8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123182" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118199925_40b4739ea8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Boi Sorrizo</p></div>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118068224_df34a77b39_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123181" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118068224_df34a77b39_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
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		<title>Mestre Anderson Miguel segue com turnê de lançamento em janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 13:06:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois do lançamento oficial do seu novo álbum, Encanto e Poesia, o cirandeiro e mestre de maracatu Anderson Miguel segue em turnê de divulgação, com uma agenda de shows movimentada em Pernambuco e em outros estados. Assim, no dia 10 de janeiro, Mestre Anderson se apresenta no terreiro do Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do lançamento oficial do seu novo álbum, Encanto e Poesia, o cirandeiro e mestre de maracatu Anderson Miguel segue em turnê de divulgação, com uma agenda de shows movimentada em Pernambuco e em outros estados. Assim, no dia 10 de janeiro, Mestre Anderson se apresenta no terreiro do Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, como parte da celebração dos 108 anos do Maracatu Cambinda Brasileira, o maracatu rural (de baque solto) mais antigo em atividade no país, do qual, inclusive, ele é mestre.</p>
<p>O disco foi lançado pelo selo Terno da Mata e incentivado pelo Funcultura, Lei Paulo Gustavo, Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Ministério da Cultura e Governo Federal. Na obra, o artista explora temas que dialogam com experiências humanas, cotidiano e vivências que ultrapassam a Zona da Mata, sempre com a ciranda como linguagem central.</p>
<p>A festa também contará com a presença do Cavalo Marinho Boi Estrela, a Ciranda Raiz da Mata Norte e ticiqueiros. A realização é da Terno da Mata Produções, com incentivo do Funcultura, Fundarpe e Ministério da Cultura, por meio do Governo do Estado de Pernambuco.</p>
<p>A agenda movimentada vem na esteira de uma circulação que começou no Sudeste e seguiu por Pernambuco. No início de dezembro, Anderson se apresentou no Sesc Vila Mariana (dias 4 e 6) e no Sesc Bauru (dia 7), levando o maracatu rural para o público paulista. De volta ao estado natal, o mestre cirandeiro participou da Festa da Padroeira, em Ferreiros, no dia 8, dos festejos natalinos da Avenida Rio Branco, no dia 12, se apresentou em Murupé, em Vicência, no dia 13, e ainda marcou presença, no dia 14, em shows realizados nos municípios de Nazaré da Mata e Lagoa do Carro.</p>
<p>Com apenas 30 anos, Anderson Miguel vive um momento de destaque, reafirmando-se como um dos grandes nomes de sua geração na cultura popular. O novo álbum, Encanto e Poesia, já disponível nas principais plataformas de streaming, reforça essa fase. O trabalho reúne participações de Lia de Itamaracá, Mestre Canarinho e Laís de Assis, com direção musical de Guilherme Otávio e Jorge Klebeson — professores e músicos de sopro da Ciranda Raiz da Mata Norte.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Escolas públicas de Pernambuco recebem aula de ciranda com o Mestre Anderson Miguel</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 14:31:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Teve início na manhã desta terça-feira (23), em Nazaré da Mata, o projeto “Vamos Cirandar com a Raiz da Mata Norte”, conduzido pelo mestre Anderson Miguel e coordenado pela Usina Produções. Contando com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), por meio da Secult-PE e Fundarpe, a iniciativa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_120443" aria-labelledby="figcaption_attachment_120443" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-24-113014.png"><img class="size-medium wp-image-120443" alt="Foto: Anderson Souza Leão/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-24-113014-607x448.png" width="607" height="448" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Anderson Souza Leão/Divulgação</p></div>
<p dir="ltr">Teve início na manhã desta terça-feira (23), em Nazaré da Mata, o projeto “Vamos Cirandar com a Raiz da Mata Norte”, conduzido pelo mestre Anderson Miguel e coordenado pela Usina Produções. Contando com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), por meio da Secult-PE e Fundarpe, a iniciativa segue até o próximo dia 25 e promoverá aulas-espetáculo interativas com ensinamentos sobre a ciranda – Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco e do Brasil. Ao todo, seis escolas das redes estadual e municipal da Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste de Pernambuco serão contempladas.</p>
<p dir="ltr">Durante a programação, que também conta com acessibilidade comunicacional, alunos e educadores terão contato com a musicalidade, os personagens, a dança, os elementos e a história da manifestação cultural, além de assistirem a uma apresentação especial do mestre Anderson Miguel. Também vivenciarão o processo de criação das letras, conhecerão os instrumentos utilizados e suas variações.</p>
<p dir="ltr">Contemplando os municípios de Nazaré da Mata, Tracunhaém, Limoeiro, Cumaru, Vitória de Santo Antão e São Lourenço da Mata, o projeto busca, ainda, aproximar as novas gerações da tradição da ciranda, garantindo a valorização e a perpetuação do legado dos mestres da cultura popular. “Pernambuco é um estado plural e rico em expressões culturais. Com essa aula, queremos contribuir para a aprendizagem escolar por meio de uma vivência prática, próxima e formadora de plateia sobre a ciranda, manifestação que tem importância não apenas no estado, mas em todo o país”, destaca o professor e produtor cultural Clébio Marques, idealizador e coordenador da ação.</p>
<p dir="ltr">O encerramento acontecerá com uma apresentação especial no Campus Mata Norte da UPE, como contrapartida social. Na ocasião, serão arrecadados alimentos para doação à Casa Irmã Guerra (Casa de Caridade Imaculada Conceição), Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), que atua ininterruptamente há 94 anos em Nazaré da Mata.</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><em><strong>&gt; SERVIÇO:</strong></em></p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Nazaré da Mata / Mata Norte</strong></p>
<p dir="ltr">EREM Maciel Monteiro</p>
<p dir="ltr">Terça-feira – 23/setembro/2025 – 10h30</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Tracunhaém / Mata Norte</strong></p>
<p dir="ltr">EREM Dr. Walfredo Luiz Pessoa de Melo</p>
<p dir="ltr">Terça-feira – 23/setembro/2025 – 15h</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Limoeiro / Agreste Setentrional</strong></p>
<p dir="ltr">EREM Professora Jandira de Andrade Lima</p>
<p dir="ltr">Quarta-feira – 24/setembro/2025 – 10h30</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Cumaru / Agreste Setentrional</strong></p>
<p dir="ltr">EREM Manoel Gonçalves de Lima</p>
<p dir="ltr">Quarta-feira – 24/setembro/2025 – 15h</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>Vitória de Santo Antão / Mata Sul</strong></p>
<p dir="ltr">EREM Professora Amélia Coelho</p>
<p dir="ltr">Quinta-feira – 25/setembro/2025 – 10h30</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>São Lourenço da Mata / Região Metropolitana</strong></p>
<p dir="ltr">Colégio Municipal Ministro Apolônio Sales</p>
<p dir="ltr">Quinta-feira – 25/setembro/2025 – 15h30</p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr"><strong>UPE Campus Mata Norte – Nazaré da Mata</strong></p>
<p dir="ltr">Quinta-feira – 25/setembro/2025 – 19h30</p>
<p dir="ltr">Apresentação Especial – contrapartida social com arrecadação de alimentos à Casa Irmã Guerra, Instituição de Longa Permanência para Idosos, em Nazaré da Mata.</p>
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		<title>2° Festival de Ciranda João Limoeiro celebra Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2025 16:31:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No próximo dia 31 de maio, a cidade de Nazaré da Mata, na Zona da Mata de Pernambuco, será palco do 2° Festival de Ciranda João Limoeiro, um evento que celebra a rica tradição da ciranda e homenageia um dos seus maiores mestres. O encontro, que conta com recursos aprovados pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_101173" aria-labelledby="figcaption_attachment_101173" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Eric Gomes</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/6271471894_882a6a82ca_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-101173" alt="Foto: Eric Gomes" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/6271471894_882a6a82ca_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Festival se destaca como uma referência das brincadeiras e manifestações da Mata Norte pernambucana</p></div>
<p>No próximo dia 31 de maio, a cidade de Nazaré da Mata, na Zona da Mata de Pernambuco, será palco do 2° Festival de Ciranda João Limoeiro, um evento que celebra a rica tradição da ciranda e homenageia um dos seus maiores mestres. O encontro, que conta com recursos aprovados pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), do Governo do Estado de Pernambuco, reúne cirandeiros, cirandeiras, músicos e apreciadores da cultura popular para uma grande festa de valorização dessa expressão cultural tão significativa.</p>
<p>Criado para celebrar a conquista de João Limoeiro como Patrimônio Vivo, o festival reforça o reconhecimento cultural e se destaca como uma referência das brincadeiras e das manifestações da Mata Norte pernambucana.</p>
<p>“Eu acredito que os reconhecimentos e homenagens devem ser feitos em vida e me enchem de alegria. Ser Patrimônio Vivo representa o reconhecimento do meu esforço e trabalho, mas também é resultado de muito empenho coletivo. Este título serve como combustível para a caminhada&#8221;, celebra João Limoeiro.</p>
<p>Com mais de 70 anos de vida dedicados à ciranda, João Limoeiro é um ícone da cultura pernambucana e detentor do título de Patrimônio Vivo do Estado. Sua trajetória é marcada pela preservação e difusão desse ritmo contagiante, que ressoa nas rodas e encanta gerações. Ele já se apresentou em grandes eventos como o Festival de Inverno de Garanhuns, Fenearte, Festival Pernambuco Meu País, Carnaval e o São João do Estado, reforçando sua importância na cena cultural pernambucana.</p>
<p>Além disso, a ciranda é reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade, e João Limoeiro, como sócio-fundador da Associação das Cirandas de Pernambuco, tem uma ligação direta com outros cirandeiros, fortalecendo ainda mais essa tradição. Com discos gravados e turnês realizadas pelo Brasil, ele também foi laureado com o Prêmio Ariano Suassuna, um dos maiores reconhecimentos culturais do Estado.</p>
<p><strong>A origem e a importância do Festival</strong></p>
<p>A primeira edição do Festival de Ciranda João Limoeiro ocorreu em 2024, na cidade de Carpina, e foi lançada com o intuito de celebrar a conquista do título de Patrimônio Vivo. O Maracatu Carneiro da Serra de Glória do Goitá também fez parte da realização do evento, contribuindo para sua construção e fortalecimento cultural. O idealizador do projeto, Ricco Serafim, concebeu a ideia de reunir cirandeiros para uma celebração grandiosa. Foi essa visão que serviu de chave para abrir as portas desse evento, que exalta a trajetória e a importância do mestre da ciranda.</p>
<p>Em 2025, a festa ganha ainda mais força em Nazaré da Mata, município conhecido como um dos berços da ciranda e terra do cirandeiro Antônio Baracho, reafirmando seu papel na preservação da cultura popular. O evento é organizado pela Serafim Produções, de Ricco Serafim, em parceria com o Mestre João Limoeiro.</p>
<p><strong>Programação e Elementos Culturais</strong></p>
<p>O festival contará com diversas apresentações artísticas, trazendo a riqueza da cultura popular do Estado. Além da ciranda, o público poderá prestigiar manifestações como o coco rural e o maracatu, tradições da região. Haverá também a exibição do curta-metragem O Rei da Ciranda Pesada, que retrata a trajetória e a importância de João Limoeiro para a música e para a cultura de Pernambuco.</p>
<p><strong>Impacto Cultural e Econômico</strong></p>
<p>Além de celebrar a ciranda e seus mestres, o festival impulsiona a economia local, movimentando setores como turismo, gastronomia e comércio. O turismo local é fortalecido tanto por pessoas da região e de cidades vizinhas que circulam pelo evento, quanto por visitantes da Região Metropolitana, ampliando o alcance e a relevância do festival. A chegada de visitantes fortalece os pequenos negócios e promove a cidade como um destino turístico cultural. Também representa um importante espaço de transmissão de conhecimento, onde novas gerações têm contato direto com a tradição e aprendem sobre a importância de manter viva essa expressão artística.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
2° Festival de Ciranda João Limoeiro<br />
Data: 31 de Maio de 2025<br />
Horário: 16h<br />
Local: Parque dos Lanceiros, em Nazaré da Mata – PE</p>
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		<title>Representantes da nata da cultura popular deram aula no primeiro fim de semana do Pernambuco Meu País no Carnaval – Recife</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/representantes-da-nata-da-cultura-popular-deram-aula-no-primeiro-fim-de-semana-do-pernambuco-meu-pais-no-carnaval-recife/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 19:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_116331" aria-labelledby="figcaption_attachment_116331" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Morgana Narjara/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/1.-Palco-Pernambuco-Meu-País-no-Carnaval-Recife-1-Foto-Morgana-Narjara_Secult-PE_Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-116331" alt="Morgana Narjara/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/1.-Palco-Pernambuco-Meu-País-no-Carnaval-Recife-1-Foto-Morgana-Narjara_Secult-PE_Fundarpe-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Palco Pernambuco Meu País no Carnaval &#8211; Recife</p></div>
<p>Coco, samba, afoxé, la ursa, frevo, ciranda, maracatu e cavalo marinho, tanto na versão tradicional, de raiz, quanto na releitura pop que sintetiza todas as manifestações da cultura popular pernambucanas. Essa foi a tônica do palco Pernambuco Meu País no Carnaval – Recife, montado no Bairro do Recife, no jardim do centro cultural Cais do Sertão, no último fim de semana, de sexta-feira (21) a domingo (23). O público entendeu a proposta e compareceu em peso para prestigiar artistas e ritmos que se confundem com a própria história de Pernambuco.<br />
A experiência Pernambuco Meu País, iniciativa do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), foi um sucesso em 2024, quando percorreu oito municípios do Agreste e do Sertão e aportou no Recife, durante o festival Rec&#8217;n'Play, no mesmo formato que agora ganha a folia de Momo, desde as semanas pré-carnavalescas. No Pernambuco Meu País a prioridade é dar a cultura popular e seu palco é a grande vitrine dos artistas desse segmento.<br />
Na sexta-feira (21), a programação começou às 17h30 com o cortejo dos Bonecos Gigantes de Olinda saindo da Avenida Rio Branco em direção ao palco Pernambuco Meu País no Carnaval – Recife. A ação espalhou alegria entre os foliões que passavam pelo local, contagiados pelo som vibrante do frevo e pela magia dos bonecos gigantes tornando impossível ficar indiferente à festa.<br />
Já no palco, às 20h, Almir Rouche, um dos homenageados do Carnaval de Pernambuco de 2025, fez o público vibrar com clássicos do frevo, como <em>Galo Eu Te Amo</em>, <em>Hino do Elefante de Olinda</em> e <em>De Chapéu de Sol Aberto</em>. Em seguida, a icônica cirandeira Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco, encantou a plateia com suas canções envolventes transportando os foliões para o ritmo das ondas do mar.<br />
No intervalo das apresentações, o casal carioca de mestre-sala e porta-bandeira da Escola de Samba Unidos da Viradouro, Julinho e Rute, estrelas do Carnaval do Rio de Janeiro há mais de 20 anos, fizeram uma participação especial na festa proporcionando um intercâmbio cultural entre os ritmos pernambucanos e o samba carioca.<br />
Para encerrar a primeira noite com chave de ouro, Siba e a Fuloresta subiu ao palco trazendo a força e a ancestralidade do maracatu da Zona da Mata. Com um repertório vibrante, levantou a plateia ao som de <em>Toda Vez que Eu Dou um Passo o Mundo Sai do Lugar</em>, <em>A Bagaceira</em> e <em>O Inimigo Dorme</em> fazendo com que ninguém ficasse parado. O espetáculo encerrou a noite em grande estilo deixando nos foliões a certeza de que o Carnaval de Pernambuco é o maior em linha reta do mundo.<br />
No sábado (22), a história das manifestações populares foi revisitada em espetáculos com muita riqueza de conteúdo. A começar, por volta das 16h30, pela apresentação do Urso Branco de Cangaçá, do bairro de Água Fria (Recife), agremiação 13 vezes campeã do Carnaval e presidida pela mestra Maria Cristina de Andrade, também Patrimônio Vivo do Estado.<br />
Em seguida, o projeto Aria Social apresentou o musical Capiba: Pelas Ruas Eu Vou, emocionante tributo ao compositor, também um dos homenageados do Carnaval de Pernambuco de 2025, e à própria folia de Momo, com dança, música, poesia, memória iconográfica e rico figurino. Na mesma linha, o grupo Guerreiros do Passo reviveu os antigos Carnavais de rua contando a história do frevo com direito a um aulão de dança desse ritmo no final. E a tradição da Zona da Mata também esteve representada, no sábado, por Mestre Anderson e a Ciranda Raiz da Mata Norte, com participação do Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira de Nazaré.<br />
Já à noite, o veterano grupo Quinteto Violado revisitou os temas mais populares do Carnaval interpretados em seu estilo único e inconfundível. O mesmo ocorreu com o cantor Silvério Pessoa, cujo show teve como base seu projeto Micróbio do Frevo, com inserções de releituras de J. Michiles, Lula Queiroga, Otto e Chico Science, entre outros.<br />
No domingo (23), o coco, o samba, o afoxé, a la ursa e o frevo, quatro dos ritmos musicais e uma das expressões mais pernambucanas e carnavalescas, foram os protagonistas do palco Pernambuco Meu País no Carnaval – Recife. O Urso Branco de Cangaçá voltou a dar a sua graça, seguido de mestra Ana Lúcia, Gigantes do Samba, Afoxé Omin Sabá e Claudionor Germano não deixaram ninguém parado.<br />
Com direito à presença do menino Davi Henrique, 3 anos de idade, que viralizou na internet se apresentando de la ursa, o Urso Branco de Cangaçá abriu os trabalhos com o pulsar dos tambores da tradição pernambucana.<br />
Diretamente do bairro do Amaro Branco, em Olinda, mestra Ana Lúcia, também homenageada do Carnaval de Pernambuco de 2025, trouxe todo o gingado de seu coco de roda para o palco do Pernambuco Meu País no Carnaval &#8211; Recife. Uma das principais mestras de coco de roda vivas, Patrimônio Vivo do Estado, Ana Lúcia cantou rodeada de mulheres.<br />
Já a Gigantes do Samba transformou o palco em uma verdadeira Sapucaí demonstrando toda a pluralidade e diversidade do Carnaval pernambucano. Bateria, mestre-sala e porta-bandeira desfilaram ao som de sambas-enredos famosos e alguns clássicos do samba nacional.<br />
Trazendo todo o encanto da ancestralidade africana, o afoxé Omim Sabá representou a beleza a religiosidade da matriz africana ao palco. Iemanjá é o orixá que rege o afoxé. Ela é representada na indumentária, na música e nos movimentos executados pelo grupo.<br />
Fechando a noite com chave de ouro e alto astral, a voz do frevo, Claudionor Germano, do alto de seus 92 anos, animou o público com um desfile de hits de sua carreira e canções, especialmente canções de mestres como Capiba e Nelson Ferreira. “Estou muito feliz em ver o tratamento do povo comigo, essa simpatia e carinho do povo é o meu maior pagamento”, disse o também Patrimônio Vivo de Pernambuco.<br />
“São três dias de uma programação extensa, com muita cultura popular, muitos shows, com o Estado abraçando o Carnaval de Pernambuco. É apenas o começo e uma amostra do que vem por aí”, afirmou a secretária estadual de Cultura, Cacau de Paula.<br />
“Pernambuco Meu País chegou ao Recife para trazer a diversidade e riqueza da cultura popular, nossos Patrimônios Vivos. Desde o primeiro dia encheu o Bairro do Recife de alegria. Está lindo o Carnaval de Pernambuco. E vamos levar essa beleza e alegria do Litoral ao Sertão do Estado”, disse a presidente da Fundarpe, Renata Borba.</p>
<p><strong>CARNAVAL PE 2025</strong> – Uma das principais referências culturais do Brasil, o Carnaval de Pernambuco está preparado para receber foliões do Brasil e de fora do País e oferecer a maior riqueza da nação pernambucana: uma cultura viva e pulsante, presente nas mais diversas manifestações populares e de artistas reconhecidos pela dedicação e valorização do ciclo carnavalesco. Para garantir a realização de uma grande festa momesca, o Governo de Pernambuco está investindo R$ 54,4 milhões na contratação artística e no planejamento operacional e integrado entre as secretarias estaduais.<br />
Do valor total, R$ 35 milhões são destinados para as ações por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Secretaria de Turismo e Lazer (Setur), o que representa um incremento de 66% em relação a 2024, que foi de R$ 21 milhões. Nas iniciativas das duas pastas, cerca de 90% dos artistas contratados são pernambucanos, selecionados via Convocatória do Ciclo Carnavalesco. Aproximadamente 80% das contratações são de cultura popular, orquestras, dança e música da tradição carnavalesca. Em 2025 os homenageados do Carnaval Pernambuco são Capiba (<em>in memoriam</em>), Almir Rouche, Dona Nira e Mestra Ana Lúcia.<br />
Inovando na programação, o projeto cultural pioneiro Pernambuco Meu País é uma das iniciativas de destaque na grade, com duas grandes estruturas, em Olinda e no Recife, com espaço para a promoção da cultura popular do Estado e para o intercâmbio artístico com artistas de diversas regiões do País.<br />
No Recife, a estrutura está montada no jardim do centro cultural Cais do Sertão, no Bairro do Recife. Destacando as manifestações culturais populares de Pernambuco, o polo conta com programação entre os dias 21 e 23 de fevereiro e de 28 de fevereiro a 4 de março. Em Olinda, o palco está montado na Praça do Carmo. Com grade de shows no período de 27 de fevereiro a 5 de março.<br />
Reforçando sua presença junto aos pernambucanos e intensificando o incentivo às mais diversas programações, o Governo deo Estado, por meio da a Secult-PE e da Fundarpe, também realiza sete edições do Cortejo Brincantes de Pernambuco nas ruas das cidades de Olinda, Recife, Caruaru, Ipojuca, Arcoverde, Triunfo e Bezerros. Além disso, o Governo também confirma apoio a eventos em diversos municípios. Entre as iniciativas com aporte do Estado estão: festivais, encontros tradicionais de cultura popular e programações musicais carnavalescas nas quatro macrorregiões.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Palco Pernambuco Meu País no Carnaval – Recife (Jardim do Cais do Sertão)</span>:</strong></p>
<p><strong>28 FEV (sexta-feira)</strong><br />
15h | Mestre do Galo Preto<br />
16h | Família Salustiano<br />
17h | Nailson Vieira com participação do Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante de Nazaré da Mata<br />
18h | Grêmio Recreativo Escola de Samba D’Breck com participação de Gabi do Carmo</p>
<p><strong>1º MAR (sábado)</strong><br />
15h | Mãe Beth de Oxum &#8211; Coco de Umbigada<br />
16h | Orquestra Iorubás de Pernambuco<br />
17h | Orquestra de Frevo Zezé Corrêa com participação de Laís Senna<br />
18h | Maciel Salú com participação de Mano de Baé</p>
<p><strong>2 MAR (domingo)</strong><br />
15h | Maracatu Estrela de Ouro de Aliança<br />
16h | Maracatu Nação Pernambuco com participação de Charles Theone<br />
17h | As Sambadeiras com participação de Natascha Falcão<br />
18h | Mestre Ambrósio</p>
<p><strong>3 MAR (segunda-feira)</strong><br />
15h | Orquestra 100% Mulher<br />
16h | Afoxé Ogbon Obá<br />
17h | Grupo Bongar<br />
18h | Karynna Spinelli com participação de Helena Cristina</p>
<p><strong>4 MAR (terça-feira)</strong><br />
15h | Mestre João Limoeiro<br />
16h | Juninho do Coco<br />
17h | Larissa Lisboa<br />
18h30 | Maestro Forró e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério com participações de Ed Carlos, Gabi da Pele Preta e Ylana Queiroga</p>
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		<title>Contos e Cantos de Santino Cirandeiro resgata a trajetória do Mestre da Ciranda</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 03:43:34 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/Papo-de-Ciranda_226.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-112509" alt="Papo de Ciranda_226" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/Papo-de-Ciranda_226-607x405.jpg" width="607" height="405" /></a></p>
<p>O projeto “Contos e Cantos de Santino Cirandeiro” será lançado oficialmente amanhã (sexta-feira, 23 de agosto),às 17h, na Casa Irmã Guerra, em Nazaré da Mata, com a exibição de nove documentários de curta duração e nove podcasts. Este projeto cultural, aprovado no edital Funcultura Música, do Governo de Pernambuco , busca resgatar e preservar a memória do mestre da ciranda Santino Justino de Souza, mais conhecido como Mestre Santino Cirandeiro, um ícone da cultura popular pernambucana.</p>
<p>Com produção executiva da Terno da Mata Produções e sob a coordenação geral de Sérgio Melo, o projeto “Contos e Cantos de Santino Cirandeiro” realiza uma profunda pesquisa etnográfica e social, que culmina em um resgate inédito das histórias e obras do mestre cirandeiro. As pesquisadoras Cristiane Dias, doutoranda pela Universidade de São Paulo (USP), e Kárin Albuquerque, mestranda pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), lideram o trabalho sob a orientação do Professor Dr. Eduardo Januário, também da USP. O projeto revela a trajetória de Santino, explorando seus cadernos de composições e músicas gravadas, para evidenciar a criação e a importância de seu legado para a cultura pernambucana e a academia.</p>
<p>Neste sábado (23), no lar de idosos Casa Irmã Guerra, atual residência de Mestre Santino, de 84 anos, o projeto realizará a exibição dos vídeos produzidos acompanhada por uma roda de diálogo e um pocket show com cirandeiros do Coletivo de Cirandas de Pernambuco, entidade à qual o mestre é vinculado. Os vídeos contam com a participação de Maestro Belarmino (Sapatão), Mestre Barachinha, Mestre João Paulo, Mestre Valdecirio (Bejú), Mestre Zé Rufino, Nal Caboclo, Marcos Oião, Jaime Correia e o Prof. Carlos Sandroni.<br />
Esta ação em Nazaré da Mata faz parte da contrapartida social do projeto, celebrando a trajetória de Santino com seus amigos, músicos, mestres de maracatu, pesquisadores e outros membros da comunidade.</p>
<p><strong>Resgate Cultural e Reconhecimento Acadêmico</strong></p>
<p>Além dos nove documentários de curta duração e nove podcasts, que estão sendo lançados amanhã em Nazaré e até o final de agosto nas plataformas de streaming e redes sociais, como Instagram, YouTube e Spotify, a pesquisa resultará em um artigo científico, atualmente em análise para publicação em uma revista de ciências sociais, trazendo visibilidade acadêmica às contribuições de Mestre Santino.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Caruaru se transforma na Capital de Todos os Ritmos</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 05:01:44 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>É a Capital do Forró. É a Capital do Forró. É por isso que Caruaru é a Capital&#8230; do coco, da ciranda, do samba, do frevo, do maracatu, do caboclinho&#8230; Sim, desde esta sexta-feira (9), Caruaru, a Capital do Forró, tornou-se a capital de todos os ritmos pernambucanos. O Festival Pernambuco Meu País chegou com força na Princesa do Agreste desde cedo.</p>
<p>Logo no começo da tarde, as ruas do Centro do município foram tomadas por diversas manifestações culturais e todos os trilhos levavam à antiga Estação Ferroviária, onde estacionou o caminhão-palco, que abriu os trabalhos do País das Culturas Populares com o Grupo Cultural Indígena Fetxha, de Águas Belas (Agreste); Dona Del do Coco e Ciranda e o Grêmio Recreativo Escola de Samba Preto Velho, ambos de Olinda (Região Metropolitana do Recife).</p>
<p>Nesta etapa acontece uma experiência de interação das atrações que sobem ao palco-caminhão com as que desfilam em cortejo pelas ruas. Enquanto o Fetxha se apresentava, por exemplo, passou o Batalhão Flor de Lis de bacamarteiros de Barra de Guabiraba (Agreste). No palco, o grupo fulni-ô tocou forró e coco prestando homenagens a João do Pife e a Azulão, expoentes da cultura popular caruaruense. Cantando em sua língua originária e em português, também prestou tributo ao antepassados e fez sua própria versão de Asa Branca (Luiz Gonzaga &amp; Humberto Teixeira).</p>
<p>Depois foi a vez de Dona Del, Ouro Preto/Tabajara (Olinda) mostrar porque é uma autêntica instituição quando se trata de manter viva a tradição do coco e da ciranda no Estado. Quase dava para ver subir a poeira sobre o piso de alvenaria do pátio e até ouvir o barulho do mar no Centro da Princesa do Agreste. Com seu grupo de voz e percussão, Dona Del destilou seu repertório próprio com temas de seu imaginário e até composições bastante atuais e engajadas, como Vidas Negras Importam, que dispensa explicações. Enquanto a coquista-cirandeira soltava sua voz, pelo pátio desfilavam a trupe da Associação de Bacamarteiros São João.</p>
<p>Já adentrando a noite, a Escola de Samba Preto Velho trouxe sua versão de palco, com vozes, cavaco, percussão, bailarinos e passistas provocando um Carnaval fora de época no País das Culturas Populares. Em um repertório de sambas-enredos, MPB e cultura popular interpretou canções como Retalhos de Cetim (Benito di Paula); Não Deixe o Samba Morrer (Edson Conceição, Aloísio &amp; Alcione), sucesso da Marrom; Vou Festejar (Jorge Aragão, Dida &amp; Deoci) e Coisinha do Pai (Jorge Aragão, Almir Guineto &amp; Luiz Carlos), hits da Madrinha do Samba; Mas que Nda (Jorge Ben Jor); É Hoje (Didi Mestrino), enredo da União da Ilha de 1982; O que É, o que É (Gonzaguinha); e Zé do Caroço (Leci Brandão). Ficou aquele gostinho de quero mais.</p>
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		<title>Reverência a mestres, mestras e orixás encerra o País das Culturas Populares em Pesqueira</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 03:23:24 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Na despedida do polo País das Culturas Populares do município de Pesqueira (Agreste), quarta etapa do Festival Pernambuco Meu País, houve ciranda e afoxé e o trabalho de um músico que sintetiza as manifestações artísticas pernambucanas de um modo mais fiel às tradições. Elisete Cirandeira, Afoxé Ylê Xambá e Viola Luz foram as atrações da tarde deste domingo (4) na saideira da Praça da Rosa.</p>
<p>Representante do município do Cabo de Santo Agostinho (Região Metropolitana do Recife), Elisete Cirandeira, ao lado da irmã Graciete, e músicos de metais e percussão reverenciou os/as grandes mestres e mestras da ciranda com um repertório próprio e de standards do gênero. Zé Galdino, Baracho, Lia de Itamaracá, Dulce Baracho, Cristina Andrade, Mestre Walter, Noé da Ciranda e Dona Biu foram lembrados por Elisete.</p>
<p>O Afoxé Ylê Xambá, representante da comunidade Xambá, de Olinda (PE), subiu a serra um luxo só. Com mais de duas dezenas de integrantes, de todas as faixas etárias, trouxe os cântigos da tradição do terreiro da Nação de Xambá. Alguns membros, inclusive, apresentaram-se em meio à plateia. E como é tradição no afoxé ainda interpretou hits nacionais como Ijexá [Filhos de Gandhi] (Edil Pacheco), sucesso na voz de Clara Nunes, e Emoriô (João Donato &amp; Gilberto Gil).</p>
<p>Com uma formação personalizada, o cantor, compositor e percussionista Viola Luz, também de Olinda, mostrou seu repertório autoral acompanhado de um trio de vocalistas, guitarra, contrabaixo, percussão, trombone e os teclados do também produtor Bactéria. A pecularidade no trabalho do band-leader é que ele bebe na fonte da cultura popular e desenvolver um trabalho que sintetiza vários ritmos, a exemplo de outros artistas pop, porém, mantendo-se muito fiel à originalidade das tradições.</p>
<p>Outra característica enfatizada por Viola Luz em seu show é a louvação às referências e inspirações. Quando interpreta Vestido de Azul, por exemplo, lembra que a ideia surgiu a partir de um sonho que teve com Erasto Vasconcelos, músico irmão do também percussionista Naná Vasconcelos, homenageado nesta primeira edição do festival. Já Areia Branca, contou, foi concebida no bairro de Jaguaribe, na Ilha de Itamaracá, terra de Lia, a Rainha da Ciranda. Ainda prestou homenagem ao afoxé interpretando Banho de Folhas (Luedji Luna &amp; Emilie Lapa) com Paty Lee, uma das vocalistas, fazendo a voz principal.</p>
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