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	<title>Portal Cultura PE &#187; cirandeira</title>
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		<title>Lia de Itamaracá: 80 anos de majestade de mãos dadas com o público</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2024 19:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Eu estava na beira da praia/ouvindo as pancadas/das águas do mar&#8230;&#8221; Não tem um pernambucano que não tenha completado os versos dessa música na cabeça. Existem controvérsias sobre a autoria da mais famosa das loas de ciranda, mas não sobre quem ela fala: Maria Madalena Correia do Nascimento, Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_107698" aria-labelledby="figcaption_attachment_107698" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Ytallo Barreto/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/Lia-de-Itamaracá-foto-Ytallo-Barreto-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-107698" alt="Ytallo Barreto/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/Lia-de-Itamaracá-foto-Ytallo-Barreto-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A Rainha da Ciranda, Lia de Itamaracá</p></div>
<p>&#8220;Eu estava na beira da praia/ouvindo as pancadas/das águas do mar&#8230;&#8221; Não tem um pernambucano que não tenha completado os versos dessa música na cabeça. Existem controvérsias sobre a autoria da mais famosa das loas de ciranda, mas não sobre quem ela fala: Maria Madalena Correia do Nascimento, Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p>Exatamente há oito décadas, no Litoral Norte de Pernambuco, nascia uma majestade. A Rainha da Ciranda completa 80 anos nesta sexta-feira (12) com toda a pompa e circunstância merecida. O festival O Canto da Sereia, que segue até o domingo (14), na Praia de Jaguaribe, na Ilha de Itamaracá (PE), celebra o legado da artista em sua terra natal.</p>
<p>Em sua terceira edição, o festival chega em um formato especial que dialoga com todas as linguagens artísticas que Lia inspira com sua ciranda: música, dança, religiosidade, audiovisual, moda e literatura, além de muita festa. Realeza da mais democrática e diversa das danças, conquistou seu espaço na música brasileira depois de décadas de trabalho.</p>
<p>O Canto da Sereia conta com incentivo do 6º Edital do Programa de Fomento à Produção em Música de Pernambuco do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) 2021/2022 e apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Também conta com apoio da Prefeitura de Itamaracá, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, do Sesc Pernambuco, e da Prefeitura de Natal (RN).</p>
<p>“Eu me interessei pela música com 12 anos de idade. Com 19 anos assumi a responsabilidade de cantar, gravar e ganhar o mundo com a música. Na minha família ninguém canta, ninguém dança. Só eu que nasci com esse dom de cantar”, contou a cirandeira.</p>
<p>Filha de um agricultor e de uma empregada doméstica em uma família grande, com 18 irmãos, Lia ainda menina precisou largar os estudos para trabalhar. Aos 11 anos já fazia serviços na casa do patrão de sua mãe, local em que morou por mais de dez anos.</p>
<p>Foi só as 20 anos que a cantora conheceu a ciranda, ritmo que marcou toda sua trajetória e que a fez conquistar o posto de majestade. “Aqui não tinha ciranda. Só coco de roda, cavalo marinho, maracatu. Quando eu queria ver ciranda ia lá para o Pátio de São Pedro (Centro do Recife) ver alguma coisa para poder fazer a minha linha a partir dos mestres da ciranda”, relembrou sentada na varanda da Embaixada da Ciranda, em Itamaracá.</p>
<p>Questionada sobre o ritmo que ajudou a levar para o mundo, a cantora é taxativa: “Ciranda é uma dança de roda muito importante. Ela não nenhum preconceito. Dança todo o mundo. Começa com as crianças e vai até os adultos. É uma confraternização maravilhosa em que todos dão as mãos”.</p>
<p>Não é para qualquer um chegar aos 80 anos vivendo o pleno auge da carreira, com homenagens por diversos setores de nossa cultura. “As homenagens são maravilhosas e o mais importante é que estão vindo enquanto estou viva. Isso é o que mais me deixa feliz”, garantiu.</p>
<p>Além de ser a homenageada do Carnaval de Pernambuco, a mestra cirandeira é enredo de escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo e já foi tema de inúmeras exposições pelo País.</p>
<p>“O que eu sinto quando estou no palco cantando ciranda é felicidade e tranquilidade. É a melhor coisa do mundo para mim”, afirmou. Cantando, Lia já foi para França, Holanda, Portugal, Alemanha, Inglaterra e muitos outros países sempre levantando a bandeira da cultura popular de Pernambuco.</p>
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		<title>Patrimônio Vivo do Estado, Lia de Itamaracá recebe título de Doutora Honoris Causa da UFPE</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 17:06:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A cirandeira Lia de Itamaracá recebeu, na manhã desta última terça-feira (27), no palco do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções (Olinda), uma das maiores honrarias de toda sua trajetória artística. Ela, que frequentou a escola somente até o primeiro ano do ensino fundamental, recebeu da Universidade Federal de Pernambuco o título de Doutora Honris [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_71202" aria-labelledby="figcaption_attachment_71202" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-18.jpg"><img class="size-medium wp-image-71202" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-18-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá ganhou o título graças à sua contribuição no fortalecimento da cultura popular nordestina</p></div>
<p>A cirandeira Lia de Itamaracá recebeu, na manhã desta última terça-feira (27), no palco do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções (Olinda), uma das maiores honrarias de toda sua trajetória artística. Ela, que frequentou a escola somente até o primeiro ano do ensino fundamental, recebeu da Universidade Federal de Pernambuco o título de Doutora <em>Honris Causa</em>. A decisão pela honraria, anunciada desde o dia 9 de agosto, levou em consideração a importância da obra artística de Lia para a formação de uma identidade cultural do Nordeste. Entre outros títulos que atestam a nobreza de sua arte, Lia de Itamaracá acumula os títulos de Patrimônio Vivo de Pernambuco &#8211; desde 2005 &#8211; e Comendadora da Ordem do Mérito Cultural do Brasil, pelo Ministério da Cultura.</p>
<p>De acordo com o Estatuto da UFPE, o título de doutor<em> honoris causa</em> somente é concedido a personalidades eminentes que tenham contribuído para o progresso da universidade, da região ou do país, ou a pessoas que tenham se destacado pela sua atuação em favor das ciências, das letras, das artes ou da cultura em geral. <em>“Sua arte ensina aos povos o ato de dar as mãos e de coexistir, compartilhando uma mesma música e uma mesma dança. Em seus 75 anos de existência, nos ensina que &#8216;esta ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá’ nos inspira a pensar a educação de forma diferente, em um mundo desigual que insiste em ignorar a diversidade”</em>, enfatiza a proposta.</p>
<p>A tribuna de honra da cerimônia foi formada pelo Reitor da UFPE Anísio Brasileiro, que presidiu a sessão; Florisbela Campos, vice-reitora da UFPE; Paulo Góis, pró-reitor para assuntos acadêmicos; José Mário Austregésilo, diretor geral do Núcleo de Rádio de TV da UFPE; Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe; Williams Santanna, gerente-geral de gestão da Secretaria de Cultura do Recife; Bruno Reis, secretário de Turismo e Cultura de Itamaracá; Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco, que no ato representou o governador Paulo Câmara; e o professor Francisco Barros, que fez o discurso em homenagem a Lia de Itamaracá.</p>
<div id="attachment_71201" aria-labelledby="figcaption_attachment_71201" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-71201" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-4-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, representou o governador Paulo Câmara na solenidade</p></div>
<p>A proposta de conceder a Lia o título de doutora foi articulada e apoiada pelos mais variados centros acadêmicos da UFPE, tais como o Centro de Biociências, Centro de Ciências da Saúde, Centro de Ciências Jurídicas, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, Centro de Informática, Centro de Ciências Médicas e Centro de Artes e Comunicação. Professores de todos esses centros estiveram presentes à cerimônia e foram eles que, após o discursos de abertura proferido pelo reitor Anísio Brasileiro, se retiraram todos do palco e foram buscar Lia de Itamaracá, que aguardava nas coxias.</p>
<p>Lia entrou no palco de mãos dadas com a professora Maria Eduarda Larrazabal, diretora do Centro de Biociências da UFPE. A plateia, formada por amigos da artistas que viram da Ilha para prestigiá-la, artistas, gestores públicos, jornalistas e estudantes de escolas públicas do estado, companhou a entrada da artista no palco com palmas, entoando o refrão da clássica ciranda que apresentou Lia ao mundo:<em> “essa ciranda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá”</em>.</p>
<div id="attachment_71199" aria-labelledby="figcaption_attachment_71199" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-9.jpg"><img class="size-medium wp-image-71199" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-9-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A professora Maria Eduarda Larrazabal acompanhou Lia de Itamaracá na abertura da cerimônia</p></div>
<p>O discurso do professor Francisco Barros ressaltou a trajetória de Lia e a sua própria relação com a ciranda, que lhe foi apresentada pela mãe, quando ainda era um garoto. <em>“Quantas lembranças afetivas podemos ter a partir dessa música&#8230; São pessoas como Lia que formam nossa identidade. Por isso não causou surpresa toda sinergia de todos os centros acadêmicos para trazermos essa homenagem. Por onde o processo passou recebeu um tratamento ágil e carinhoso”</em>, destacou o professou. Ele também salientou, em seu discurso, que na história da cultura popular do estado muitos são os títulos de “mestre” dados a detentores do saber, mas que eles são em sua maioria, homens. E Lia, portanto, estava recebendo com todo merecimento o título de Doutora <em>Honoris Causa</em>.</p>
<p>Ainda dentro do protocolo, o reitor Anísio leu o termo de concessão do título e perguntou a Lia se esta aceitava o título, ao que Lia não hesitou. O plateia ouviu um sonoro “aceito”, da cirandeira, a quem foi dada a vez de falar. Lia foi breve nas palavras, mas emocionou a todos com sua simplicidade.<em> “É com muito amor e carinho que eu recebo esse título como reconhecimento do meu trabalho, na cultura, na música, em tudo que eu posso ter feito nessa vida. Eu sou Lia. Quero agradecer a todos e dizer que eu me sinto muito honrada e feliz. Não é todo dia que se recebe um prêmio desse. Mas Deus disse, espere, e eu esperei e hoje estou aqui. Muito obrigada”</em>, declarou a cirandeira. Lia então recebeu e vestiu as vestes doutorais, assinou e recebeu seu diploma.</p>
<p>O reitor encerrou a cerimônia agradecendo o “aceite” de Lia, ressaltando a importância da homenagem dentro do contexto do atual momento histórico e político do país. “É um ato muito importante para nossa universidade, num momento em que precisamos afirmar a importância da cultura e ter esse olhar para as diversidades do nosso país”, destacou.</p>
<div id="attachment_71203" aria-labelledby="figcaption_attachment_71203" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-48.jpg"><img class="size-medium wp-image-71203" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Doutora-Lia-48-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">No final da cerimônia, Lia comandou uma roda de ciranda com alunos da rede estadual de ensino</p></div>
<p>A cerimônia acabou com uma roda de ciranda, no <em>hall</em> de entrada do teatro, com Lia cantando suas principais cirandas e todos de mãos dadas, sob o embalo das canções ancestrais da cirandeira mais famosa e respeitada do país.</p>
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