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	<title>Portal Cultura PE &#187; comunidade</title>
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		<title>4º Festival de Cinema Infantil nas Periferias leva magia e cultura para crianças de Arcoverde</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 18:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/festival-202511.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-118687" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/festival-202511-607x445.jpeg" width="607" height="445" /></a></p>
<p dir="ltr">O 4º Festival de Cinema Infantil nas Periferias está pronto para levar muita arte e cultura para crianças de três comunidades de Arcoverde: Veraneio, Vila São Francisco, e Arco Íris. Com uma programação que integra cinema, fotograﬁa e apresentações culturais, o festival promete uma viagem inesquecível pelo mundo da magia e da imaginação. O projeto é uma realização da Associação Cultural Raízes do Sertão, com incentivo do FUNCULTURA, Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco e Governo de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">Com o objetivo de formar público e proporcionar o contato com o universo audiovisual, o festival oferecerá uma oportunidade única para as crianças vivenciarem a riqueza da produção cinematográﬁca brasileira, com destaque para o audiovisual pernambucano. Serão exibidos seis ﬁlmes, sendo dois em cada comunidade. A ação e curadoria buscam não apenas cativar, mas também formar novos fãs para a Sétima Arte, valorizando a cadeia produtiva audiovisual do estado.</p>
<p dir="ltr">Além das exibições, o festival contará com seis apresentações culturais voltadas para o público infantil e juvenil, com duas atrações em cada comunidade. As atrações foram escolhidas para valorizar os brinquedos populares de Arcoverde; entre elas: Urso da Peleja, Boi Estrela Solar, Caboclinhos da Jurema, Boi Maracatu , Maracatu Raízes do Sertão e mais!</p>
<p dir="ltr">A programação inclui também a Oficina Foto-Brincante, uma imersão de em fotograﬁa para crianças de 8 a 12 anos, com 8 horas dedicadas a cada comunidade. As oﬁcinas serão realizadas diariamente, das 9h às 11h, para os pequenos moradores de cada uma das três comunidades contempladas.</p>
<p dir="ltr">As exibições de filmes serão o ponto alto do festival, ocorrendo no último dia da programação de cada comunidade, em um evento de culminância que unirá o cinema às atrações culturais. Uma apresentação em formato de cortejo animará a comunidade, e outra atração encerrará as sessões de cinema. Para completar a experiência nostálgica e lúdica, pipoca e refrigerante serão distribuídos ao ﬁnal de cada sessão, proporcionando a experiência completa de ir ao cinema para as crianças.</p>
<p dir="ltr">Segundo o curador do festival, Iago Britto, os ﬁlmes escolhidos “dialogam diretamente com a infância periférica em sua diversidade e sensibilidade estética. São curtas que cativam de primeira, seja pela técnica ou pela história narrada. Os curtas selecionados abordam temas como identidade, ancestralidade, imaginação, meio ambiente, desigualdade social, poesia e espiritualidade. Cada ﬁlme reforça a importância de se ver representado na tela, seja pela linguagem, pelo território, ou pelos corpos e vozes que ali se manifestam&#8221;, destaca.</p>
<p dir="ltr"><em><strong>SERVIÇO</strong></em></p>
<p dir="ltr"><strong>4° Festival de Cinema Infantil nas Periferias De 1 a 18 de julho</strong></p>
<p dir="ltr">Arcoverde- PE I Gratuito</p>
<p dir="ltr">Livre</p>
<p dir="ltr">&gt; PROGRAMAÇÃO</p>
<p dir="ltr"><strong><em>1° comunidade &#8211; 1 a 4 de julho de 2025</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em>Comunidade Veraneio</em></p>
<p dir="ltr">Tenda de Jurema Encanto das Sete Flechas Rua 8, n° 65 &#8211; São Cristóvão</p>
<p dir="ltr">Oﬁcina &#8211; 1 a 4 de julho &#8211; 9h às 10h</p>
<p dir="ltr">Exibição &#8211; 4 de julho &#8211; 19h</p>
<p dir="ltr">Atrações:</p>
<p dir="ltr">Caboclinhos da Jurema</p>
<p dir="ltr">Boi Maracatu</p>
<p dir="ltr"><strong><em>2° comunidade- 7 a 11 de julho de 2025</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em>Comunidade Vila São Francisco</em></p>
<p dir="ltr">Associação Cultural Urso da Peleja</p>
<p dir="ltr">Rua D, n° 23 &#8211; Conjunto Novo Arcoverde</p>
<p dir="ltr">Oﬁcina &#8211; 7 a 11 de julho &#8211; 9h às 10h</p>
<p dir="ltr">Exibição &#8211; 11 de julho &#8211; 19h</p>
<p dir="ltr">Atrações:</p>
<p dir="ltr">Urso da Peleja</p>
<p dir="ltr">Boi Estrela Solar</p>
<p dir="ltr"><em><strong>3° comunidade &#8211; 14 a 18 de julho de 2025</strong></em></p>
<p dir="ltr">Comunidade Arco íris</p>
<p dir="ltr">Centro de Convivência Arco-íris Rua Pesqueira, nº 16 &#8211; Arco-íris</p>
<p dir="ltr">Oﬁcina &#8211; 14 a 18 de julho &#8211; 9h às 10h</p>
<p dir="ltr">Exibição &#8211; 18 de julho &#8211; 19h</p>
<p dir="ltr">Atrações:</p>
<p dir="ltr">Maracatu Raízes do Sertão</p>
<p dir="ltr">Boi Arco de Ouro</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>CEPPC-PE aprova, por unanimidade, Registro do Carrego da Lenha como Patrimônio Imaterial</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 20:56:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Cortejo, poemas feitos na hora e canção. A reunião extraordinária do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC-PE) que votou, por unanimidade, a favor do Registro da Procissão do Carrego da Lenha, da Povoação de São Lourenço de Tejucupapo, no município de Goiana, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado foi marcada pela emoção. O evento ocorreu, nesta quinta-feira (8), na Academia Pernambucana de Letras, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife.</p>
<p>Com base na Lei nº 16.426, de 27 de setembro de 2018, que instituiu o Sistema Estadual de Registro e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, o requerimento de registro foi formulado pelo Instituto Histórico, Arqueológico e Geográfico de Goiana (IHAGGO), em 2022.</p>
<p>A reunião foi conduzida pela presidente do CEPPC-PE, Cláudia Regina de Farias Rodrigues, vice-presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de PE (Fundarpe) e representante titular do poder público. O primeiro ato foi a leitura do parecer conclusivo pelos conselheiros relatores, Roberto Pereira (representante de Notório Saber) e Mônica Siqueira (representante da sociedade civil na área de Expressões Culturais de Pernambuco registradas como Patrimônio Cultural Imaterial).</p>
<p>Após a leitura, alguns conselheiros pronunciaram suas considerações. &#8220;Uma peça literária&#8221;, elogiou Margarida Cantarelli, também representante de Notório Saber. História viva de Pernambvuco. Justo e meritório reconhecimento&#8221;, completou.</p>
<p>&#8220;Quando vejo as crianças aqui isso é a garantia da continuidade da procissão&#8221;, observou Harlan Gadêlha Filho&#8221;, suplente da sociedade civil de Centros de Documentação e Memória: Arquivos, Bibliotecas, Espaços de Memória e Museus.</p>
<p>Em sequência às considerações, o Registro da Procissão do Carrego da Lenha como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco foi votado e aprovado por unanimidade. A partir daí, a Resolução nº 08/2024 será encaminhada para a Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e, em seguida, para hologação da governado Raquel Lyra a fim de ser publicada em forma de decreto no Diário Oficial do Estado.</p>
<p>Coube ao gerente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Marcelo Renan de Souza, apresentação a equipe técnica, formada por André Cardoso e Fernando Montenegro, assessores técnicos da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC); e Aline Bonfim e Júlia Bernardes, assessoras técnicas da Gerência de Patrimônio Imaterial (GPI), que conduziram a pesquisa em parceria com a comunidade da Povoação de São Lourenço de Tejucupapo.</p>
<p>Marcelo Renan destacou a ênfase na condução por parte da equipe de Educação Patrimonial. Ainda explicou como se deu o processo de pesquisa, no modo de invetário participativo, em que pessoas da comunidade trabalharam em parceria com a equipe técnica da Fundarpe. O processo de salvaguarda, como lembrou o gerente, tem como objetivo garantir a manutenção da procissão. Para isso será elaborado um plano de salvaguarda que assegure a participação do Estado sempre que houver demandas da comunidade, sendo o CEPPC-PE o agente de fiscalização nessa cadeia.</p>
<p>&#8220;Essa pesquisa em parceria com a comunidade é uma experiência nova para nós, de Educação Patrimonial&#8221;, complementou Fernando Montenegro. &#8220;Pretendemos incorporar aos próximos processos de registro&#8221;, revelou.</p>
<p>A sessão, que já estava emocionante, transbordou de sentimentos com o pronunciamento de alguns dos membros da própria comunidade. Ceça do PT interpretou uma canção. A poeta goianense Miriam Dourado e a antropóloga e liderança comunitária Crislaine Venceslau recitaram, poemas feitos na hora. &#8220;É necessário ter a valorização do trabalho da mulher no quilombo&#8221;, defendeu Crislaine.</p>
<p>&#8220;Enquando liderança, não poderia faltar ao compromisso com minha comunidade&#8221;, disse Dadá Quilombola. &#8220;O registro vai dar mais visibilidade a nosso quilombo. Estamos em festa&#8221;, comemorou. E contextualizou: &#8220;O Carrego da Lenha é católico. Hoje ele se torna de Pernambuco. Viva São Lourenço Mártir!&#8221;, vibrou.</p>
<p>O professor Bartolomeu Júnior lembrou que o Carrego da Lenha não é só de São Lourenço de Tejucupapo: &#8220;É de toda uma região, vários distritos e municípios, inclusive da Paraíba&#8221;. Já a estudante Janiele Schimdt, filha de caranguejeiro, defendeu que &#8220;a juventude precisa de mais protagonismo&#8221;, referindo-se aos jovens da comunidade que se envolveram na pesquisa.</p>
<p>Representante da paróquia local, Marcos Augusto de Souza afirmou que quando se preserva a cultura, preserva-se a história. &#8220;E quando preservamos a história não cuidamos do que passou, mas do que vem adiante&#8221;, filosofou.</p>
<p>Ainda em tom filosófico, João Francisco, Zinho, lembrou da história da árvore do esquecimento em que toda vez que os africanos iam embarcar no navio negreiro, para serem escravizados no Brasil, eram obrigados a dar voltas em torno de uma árvore e forçados a deixar a terra natal e toda sua história. &#8220;Aqui estamos uma volta ao contrário, da lembrança&#8221;, antagonizou. &#8220;Aqui está plantada uma árvore da lembrança.&#8221;</p>
<p><strong>A PROCISSÃO –</strong> A Procissão do Carrego da Lenha é uma tradição na Comunidade Quilombola de Povoação de São Lourenço, distrito de Tejucupapo-Goiana, com mais de 130 anos de existência, realizada nas festividades do padroeiro daquela comunidade, no dia 10 de agosto, cortejo que valoriza um trabalho manual, o carrego da lenha, tarefa que na época colonial/imperial era menosprezada sendo um trabalho das gentes simples que no passado ainda no presente compõe aquela realidade.</p>
<p>A celebração incorpora a forte devoção e homenagens que são realizadas ao santo padroeiro da localidade, São Lourenço, inscrita no Livro de Registro das Celebrações, e se soma à Festa de Agosto de São Lourenço da Mata, registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado em 2022.</p>
<p>A Procissão do Carrego da Lenha possui, além dos elementos religiosos católicos, sentidos simbólicos que atravessam as relações da comunidade. A data do dia 10 de agosto de 258, na tradição cristã, é marcada pelo falecimento do primeiro diácono da Igreja Católica, Lourenço, nascido na cidade de Huesta, Espanha.</p>
<p>Lourenço, foi designado pelo Papa Sisto II para ser o responsável pelos bens da Igreja e pelos cuidados com os pobres, doentes e viúvas. Durante o governo de Valeriano I, os cristãos e suas práticas foram fortemente combatidas; o Papa Sisto II, foi condenado e decapitado, tendo como consequência a perseguição a Lourenço. Após a insubordinação contra as autoridades romanas, Lourenço foi condenado à morte, sendo torturado e posto numa grelha em brasas.</p>
<p>O Carrego, como também é conhecida a procissão, é organizada por membros da comunidade local. No dia 10, pela manhã, a lenha utilizada está organizada na entrada dos dois acessos ao povoado para que as pessoas possam carregá-la durante a procissão. Normalmente uma banda filarmônica de Goiana, Curica ou Saboeira (Patrimônios Vivos de Pernambuco), acompanha os louvores e cânticos entoados pela multidão. No fim a lenha é depositada em frente à Igreja Matriz de São Lourenço formando a grande fogueira que é queimada em homenagem ao padroeiro.</p>
<p>A Procissão do Carrego da Lenha é uma referência identitária e de pertencimento que atravessa gerações há mais de um século na comunidade. Possui características de cunho sagrado e profano remetendo às disputas por território, poder e religiosidade na história do povoamento local. Atualmente reúne pessoas de diversos lugares, idades e gêneros, além de moradores locais.</p>
<p><strong>O PROCESSO –</strong> O Instituto Histórico, Arqueológico e Geográfico de Goiana (IHAGGO) submeteu, em 5 de setembro de 2022, o requerimento de registro da Procissão do Carrego da Lenha como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco à Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE). Após estudos realizados pela Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe, a Secretaria acatou o requerimento de registro do bem.</p>
<p>Após a abertura do Processo de Registro coube à Fundarpe dar início à instrução técnica para a produção de inventário sobre o bem cultural e elaboração do parecer técnico conclusivo do processo de registro conforme previsto na Lei nº 16.426 de 27 de setembro de 2018.</p>
<p><strong>INVENTÁRIO PARTICIPATIVO –</strong> A instrução técnica de registro contou com a elaboração de um Inventário Participativo da Comunidade Quilombola de Povoação de São Lourenço realizado pela Fundarpe em conjunto com o IHAGGO e com a Associação Quilombola de Povoação de São Lourenço (AQPSL) e detentores e detentoras. Foram inventariadas referências culturais da comunidade que passam pelos lugares, saberes e fazeres, bens da culinária e gastronomia local, das festas, ritos e celebrações, entre elas a Procissão do Carrego da Lenha.</p>
<p>A elaboração do inventário participativo contou com a participação do Núcleo de Educação Patrimonial da Fundarpe e teve início em dezembro de 2023. Ao longo do processo a Fundarpe contou com a colaboração e parceria do IHAGGO e da AQPSL, além de detentores e detentoras que contribuíram tanto na pesquisa bibliográfica e no mapeamento de lideranças e referências da comunidade. Os resultados preliminares do inventário participativo embasaram o parecer técnico encaminhado ao CEPPC-PE para deliberação pelo registro do bem no Livro de Registro das Celebrações.</p>
<p><strong>PLANO DE SALVAGUARDA –</strong> Após a publicação do Decreto de Registro do bem pela Governadora do Estado, Raquel Lyra, a Fundarpe dará início à elaboração do Plano de Salvaguarda do Bem Cultural, em parceria com o IHAGGO e com a AQPSL e detentores e detentoras.</p>
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		<title>Fundarpe faz visita técnica à Comunidade Remanescente do Quilombo do Timbó</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 20:39:07 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_110429" aria-labelledby="figcaption_attachment_110429" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/Igreja-de-Nossa-Senhora-de-Nazaré-Quilombo-do-Timbó.jpg"><img class="size-medium wp-image-110429" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/Igreja-de-Nossa-Senhora-de-Nazaré-Quilombo-do-Timbó-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja de Nossa Senhora de Nazaré da Comunidade Remanescente do Quilombo do Timbó</p></div>
<p>A Comunidade Remanescente do Quilombo do Timbó, localizada no Distrito de Iratama, zona rural a cerca de 30 quilômetros de Garanhuns (PE), recebe nesta quarta-feira (3) uma visita técnica da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Na ocasião, a comitiva da Fundação, em conjunto com a comunidade, começa a organizar os espaços e toda a logística para a realização da Obra Escola para sensibilização, reparação, conservação, manutenção e preservação da igreja centenária de invocação a Nossa Senhora de Nazaré, que, assim como toda a localidade, é protegida legalmente pela Constituição Federal e pelo Estado de Pernambuco, por meio de tombamento.</p>
<p>Integram a equipe da Fundarpe os engenheiros Frederido Almeida, diretor de Obras e Projetos Especiais (DPE), e Vanildo Tavares Guimarães, também técnico da DPE; e o técnico em restauração Roberto Carneiro, da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC).</p>
<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Fundarpe, está presente na Comunidade Remanescente do Quilombo do Timbó com obras de estabilização e recuperação da igreja envolvendo os moradores na apropriação do espaço, com o intuito de realizar melhorias no local, reforçando o sentimento de pertencimento desse patrimônio.</p>
<p>A Fundação se prepara para realizar uma ação de três meses, com uma equipe de profissionais locais de áreas específicas ligadas à construção civil, visando à recuperação estrutural da igreja, além de restauração da coberta, esquadrias, instalações prediais e pintura gerais. As intervenções serão feitas com acompanhamento e orientações de técnicos da Fundarpe.</p>
<p>A Obra Escola que começa a ser organizada nesta quarta-feira, reunirá integrantes da comunidade. Com eles serão compartilhadas técnicas construtivas a serem utilizadas nas obras de restauro, inclusive com o emprego de ferramentas e materiais tradicionais da região.</p>
<p>“A meta é transformar o restauro da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré em uma ação educativa de conscientização que pode servir de exemplo para a preservação de outros sítios e bens de valor histórico”, afirma Frederico Almeida. No total, cerca de 30 pessoas farão parte da execução do projeto.</p>
<p>Além do patrimônio material, a comunidade centenária também é conhecida por realizar anualmente, no mês de janeiro, a festa da padroeira Nossa Senhora de Nazaré. A celebração conta com novenas, terços e missas em seu marco religioso edificado histórico. Espera-se que na próxima edição, em 2025, a igreja já esteja restaurada para receber melhor fiéis, moradores e moradoras e turistas.</p>
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		<title>Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro divulga programação no Mês da Consciência Negra no Sertão do Pajeú</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 18:42:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Varzinha]]></category>
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		<description><![CDATA[A primeira edição da Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro acontece de 22 a 30 de novembro, no Sertão do Pajeú, nas Comunidade Brejo de Dentro e Comunidade Travessão do Caroá, Quilombos do Caroá (Carnaíba); na Comunidade Varzinha dos Quilombolas (Iguaracy); e na Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça (Afogados da Ingazeira). Durante a mostra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106479" aria-labelledby="figcaption_attachment_106479" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Lúciio Vinícius/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/IMG_2504.jpg"><img class="size-medium wp-image-106479" alt="Lúciio Vinícius/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/IMG_2504-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Inácio Pedro, do Coco de Roda Negras e Negros do Leitão, recém-titulado Patrimônio Vivo de Pernambuco, é personagem do curta Histórias do Quilombo do Leitão da Carapuça</p></div>
<p>A primeira edição da Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro acontece de 22 a 30 de novembro, no Sertão do Pajeú, nas Comunidade Brejo de Dentro e Comunidade Travessão do Caroá, Quilombos do Caroá (Carnaíba); na Comunidade Varzinha dos Quilombolas (Iguaracy); e na Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça (Afogados da Ingazeira). Durante a mostra são exibidas produções dirigidas e/ou codirigidas por pessoas negras, pessoas de comunidades tradicionais e filmes realizados nas comunidades que sediam o evento.<br />
A Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro é uma realização da Pajeú Filmes, com apoio da Comissão Quilombola do Caroá, da Associação da Varzinha dos Quilombolas e da Associação Rural do Umbuzeiro e Leitão e tem incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e do Governo de Pernambuco.<br />
Entre os 15 filmes que integram a programação estão os obras produzidas durante as oficinas de realização audiovisual que aconteceram nas comunidades de 30 de outubro a 16 de novembro. Ministrada por William Tenório, tanto as oficinas quanto as atividades de exibição acontecem com apoio das associações das comunidades potencializando os encontros e as trocas para o fortalecimento da cadeia audiovisual no Pajeú.<br />
“Ao longo de todo o processo de construção e execução da Semente estamos pensando no fortalecimento das comunidades, criando meios e espaços de trocas que possam perdurar depois do evento, de forma autônoma e consciente. O cinema é um veículo de muitas possibilidades. Nosso desejo é colaborar para a cadeia cultural no Pajeú cada vez maior e mais forte”, explica Rafaela de Albuquerque, produtora da mostra.<br />
Também compõem a programação encontros sobre produção cultural e elaboração de projetos e apresentações culturais de cada comunidade que recebe o projeto. “Temos apresentação dos grupos culturais em cada uma das comunidades abrindo espaço na nossa programação para que elas também apresentem suas riquezas e seus saberes. Desde a última semana estamos circulando com a oficina de realização na qual as próprias comunidades construíram filmes que também são exibidos no evento”, conta Bruna Tavares, curadora e coordenadora pedagógica da Semente.<br />
Ocupar os territórios no Mês da Consciência Negra tem ainda mais significado para o projeto já que todas as ações são voltadas para o fomento e a celebração da arte e cultura negra, seja nas produções locais ou nos filmes selecionados pela curadoria a serem exibidos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Programação:</strong></span></p>
<p><strong>Quarta-feira, 22</strong></p>
<p>15h &#8211; Oficina de Elaboração de Projetos Culturais &#8211; Associação do Travessão do Caroá<br />
19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola Brejo de Dentro/ Carnaíba<br />
- <em>A Farpa</em> (GO, 2022, 2’), de Sara Regina<br />
- <em>Escasso</em> (RJ, 2022, 15’), de Clara Anastacia e Gabriela Gaia Meirelles<br />
- <em>Yakhë: Nossos Corpos</em> (PE, 2021, 15’), de Tayko Fulni-ô<br />
- <em>Bala Perdida</em> (PE, 2023, 2’), de Maria Antônia e Julia Carvalho<br />
- <em>Avôa</em> (PB, 2022, 4´), de Lucas Mendes<br />
- <em>Último Domingo</em> (RJ, 2022, 17’), de Renan Barbosa Brandão e Joana Claude<br />
- <em>Jussara</em> (BA, 2023, 8’), de Camila Cordeiro Ribeiro<br />
- <em>Eu Sou Raiz</em> (PE, 2021, 7’), de Cíntia Lima e Lilian de Alcântara<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Samba de Coco do Caroá.</p>
<p><strong>Quinta-feira, 23</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola Travessão do Caroá/Carnaíba<br />
- <em>TonTon Dente de Leão</em> (SP, 2’), de Ariédhine Carvalho<br />
- <em>Histórias do Quilombo do Leitão da Carapuça</em> (6’), direção coletiva/Quilombolas do Leitão-Umbuzeiro<br />
- <em>Eu Sou Porque Nós Somos</em> (6’), direção coletivaoletiva/Quilombolas da Varzinha dos Quilombolas<br />
- <em>Pedro e Inácio</em> (PE, 2023, 23’), de Caio Dornelas<br />
- <em>Cantigas de Farinhada</em> (PE, 2023, 6’), direção coletivaoletiva/Quilombolas do Caroá<br />
- <em>A Velhice Ilumina o Vento</em> (MT, 2022, 20’), de Juliana Segóvia<br />
- <em>Caminhos Afrodiaspóricos</em> (RJ, 2022, 20’), de Wagner Novais<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Dança do Caroá</p>
<p><strong>Segunda-feira, 27</strong></p>
<p>17h &#8211; Oficina de Elaboração de Projetos Culturais &#8211; Associação da Varzinha dos Quilombolas<br />
19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola de Varzinha dos Quilombolas/Iguaracy</p>
<p><strong>Terça-feira, 28</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola de Varzinha dos Quilombolas/Iguaracy<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Coco da Varzinha dos Quilombolas</p>
<p><strong>Quarta-feira, 29</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça/Afogados da Ingazeira</p>
<p><strong>Quinta-feira, 30</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça/Afogados da Ingazeira<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Coco Negros e Negras do Leitão da Carapuça</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mais informações:</strong></span></p>
<p>Site: https://pajeufilmes.com.br/<br />
Redes sociais: @semente.cinemanegro<br />
E-mail: pajeufilmes@gmail.com<br />
Telefone: (87) 99611-2584</p>
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