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	<title>Portal Cultura PE &#187; Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (CPPC)</title>
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		<title>Conheça o perfil dos dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 20:26:30 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Eleitos na última sexta-feira (12), os <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/secult-pe-fundarpe-e-conselho-de-preservacao-divulgam-os-dez-novos-patrimonios-vivos/" target="_blank">dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco</a></strong> serão intitulados numa grande cerimônia no Teatro de Santa Isabel, que acontecerá nesta quarta-feira (17), a partir das 10h. O evento marca as comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Cultural no Estado e, além da diplomação, contará com a inauguração de uma placa em memória aos Mártires de Pernambuco; a entrega de certificados aos vencedores da <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/servico/secult-e-fundarpe-divulgam-relacao-dos-vencedores-do-7-premio-ayrton-de-almeida-carvalho/" target="_blank"><strong>7º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural</strong></a>, bem como das placas aos homenageados do 30º Festival de Inverno de Garanhuns. A programação completa está disponível <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/com-cerimonia-no-teatro-santa-isabel-pernambuco-celebra-o-dia-nacional-do-patrimonio/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
<p>Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são: Mãe Dora (parteira e liderança religiosa, de Tacaratu); Samba de Véio da Ilha de Massangano (segmento de cultura popular, coco de roda, de Petrolina); Tata Raminho de Oxossi (mestre de cultura popular e tradicional, babalorixá, de Olinda); Banda de Pífano Folclore Verde (segmento de cultura Popular, banda de pífanos, de Garanhuns); Cavalo Marinho Boi Pintado (segmento de cultura popular, de Aliança); Mestre Calú (segmento de cultura popular e tradicional, mamulengueiro, de Vicência); Mágico Alakazam (segmento de circo, de Palmares), Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo (teatro ao ar livre e apresentações culturais, artes cênicas, de Goiana); Cambinda Velha (espetáculo performático musical de matriz afroindígena, religião de matriz afro-brasileiras); e Leonardo Dantas Silva (jornalista e escritor, do Recife). Confira abaixo um breve perfil dos Patrimônios Vivos:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mestre-calú-foto-divulgação.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96041" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mestre-calú-foto-divulgação-607x410.jpg" width="607" height="410" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MESTRE CALÚ &#8211; MAMULENGO &#8211; VICÊNCIA (MATA NORTE)</strong></span></p>
<p>Antônio Joaquim de Santana, mais conhecido por Mestre Calú, é natural de Vicência, Zona da Mata de Pernambuco. Nascido em 1945, no Engenho Independência, ele é filho do mamulengueiro Zé Calú. Desde a infância, encantou-se como mundo lúdico e alegre dos bonecos de mamulengos. Em 1964, aos 19 anos de idade, produziu seu próprio teatro de bonecos, dando início a uma trajetória que contribuiu e contribui fortemente para a cultura popular nordestina.</p>
<p>Num primeiro momento, nomeou seu presépio de bonecos de “Presépio Mamulengo desde o Princípio do Mundo&#8221;, que posteriormente passou a ser chamado “Presépio Mamulengo Flor de Jasmim”. Durante as décadas de 1960 e 1990, Calú apresentou-se em diversos engenhos e fazendas, levando risos a trabalhadores rurais. Atualmente, é um dos mestres em mamulengos de maior idade e experiência no país, e repassa seus conhecimentos para seu filho, conhecido como Duda.</p>
<p>Possui mais de 200 bonecos em seu acervo, os quais ele mesmo criou e deu vida. Dentre as cantorias de Mestre Calú com os bonecos, estão loas, toadas, sambas, coco e maracatu. Em seu município, Vicência, recebeu diversas homenagens de relevância; ao redor do Brasil, o mamulengueiro também recebeu prêmios importantes, como o do Teatro de Bonecos Popular o Nordeste, em 2016; e o prêmio de culturas populares do Ministério da Cultura, em 2017.</p>
<p>Além disso, Mestre Calú, que esteve presente em Brasília na reunião que elegeu o mamulengo como Patrimônio Cultural do Brasil, é considerado, desde 2019, um guardião da memória viva do mamulengo, e também participou de dezenas de projetos e oficinas pelo país, contribuindo para a preservação e salvaguarda da tradição desse brinquedo lúdico, dinâmico e que exalta cultura popular desde a criação dos bonecos, até as representações (encenações) para o público.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/heroínas-de-tejucupapo-foto-divulgação.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96042" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/heroínas-de-tejucupapo-foto-divulgação-607x387.jpg" width="607" height="387" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>ASSOCIAÇÃO GRUPO CULTURAL HEROÍNAS DE TEJUCUPAPO &#8211; ARTES CÊNICAS &#8211; GOIANA (MATA NORTE)</strong></span></p>
<p>Fundado em 1993, o Teatro das Heroínas de Tejucupapo leva esse nome em referência às mulheres que resistiram e lutaram contra a invasão holandesa na aldeia de Tejecupapo, em abril de 1646, sob o comando de Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Maria Joaquina.</p>
<p>Anualmente, a emblemática batalha é reencenada pelas Heroínas no segundo maior teatro ao ar livre de Pernambuco, no mesmo local em que ocorreu o confronto, nas terras da Fazenda Megaó, no Monte das Trincheiras. O espetáculo conta com mais de 300 atores, e chega a receber a presença de 10 mil espectadores.</p>
<p>Criado por Dona Luzia Maria da Silva, que em 2022 realizou a 29ª apresentação do grupo, a montagem envolve a participação popular de toda região, onde recruta-se as próprias mulheres do vilarejo para encenar junto ao elenco. Esse movimento de interação faz com que as mulheres se envolvam e se emocionem a cada apresentação, o que reverbera para ambientes além do contexto do espetáculo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/banda-de-pífano-Foto-Roberta-Guimarães.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96043" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/banda-de-pífano-Foto-Roberta-Guimarães-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">BANDA DE PÍFANO FOLCLORE VERDE &#8211; BANDA DE PÍFANO &#8211; GARANHUNS (AGRESTE)</span></strong></p>
<p>A banda quilombola de pífano “Folclore Verde” foi fundada em 1816, na comunidade de Castainhos, localizada em Garanhuns. É um exemplo de resistência e tradição quilombola. O grupo se perpetua no tempo com a força da oralidade passada de geração em geração, através dos saberes e das práticas ancestrais. A valorização da arte e cultura através do reconhecimento de manifestações, como a do grupo, tem importância crucial no processo de inclusão econômico/social e na preservação das memórias de um lugar de um tempo de um povo.</p>
<p>Folclore Verde já se apresentou em comunidades no entorno de Castainho, nas cidades do Recife e de Garanhuns. Participou também de encontros e festivais nos estados de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, e fora do Brasil, em alguns países da Europa.</p>
<p>Reconhecer como Patrimônio Vivo de Pernambuco um grupo de cultura popular quilombola com mais de 200 anos de existência e resistência, e que ainda encontra-se em atividade, faz parte da necessidade de fomentar, manter, valorizar, difundir e reconhecer as manifestações artísticas de um povo pernambucano. Significa, também, um grande marco para Garanhuns, e para Pernambuco. Essa iniciativa é um importante registro da trajetória e do legado dos próprios protagonistas do mestre João Faustino e da banda pífano, mas também da história do pífano e do samba de coco dos povos pretos e quilombolas do Estado de Pernambuco.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/cambinda-velha-Foto-Chico-Ludermir.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96044" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/cambinda-velha-Foto-Chico-Ludermir-607x422.jpg" width="607" height="422" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>CAMBINDA VELHA &#8211; CULTURA POPULAR; MARACATU; RELIGIÕES DE MATRIZES AFRO-BRASILEIRAS &#8211; PESQUEIRA (AGRESTE)</strong></span></p>
<p>A manifestação cultural Cambinda Velha existe em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, desde o ano de 1909, quando foi criada pelo Sr. Pedro Lopes da Costa. Trata-se de um folguedo tradicional secular que contribui para a salvaguarda do patrimônio cultural de matriz africana e indígena presente na região e em outras cidades de Pernambuco. É uma manifestação presente em grande parte da memória cultural do povo Pesqueirense e figura como uma expressão genuinamente pernambucana que sempre contribuiu no processo de salvaguarda de uma tradição que perpassa gerações. Atualmente, o grupo está sob a presidência do Sr. José Rozânio Lopes, bisneto do fundador do grupo.</p>
<p>Dentre tantas tentativas de denominações, a que mais se adapta é a de que se trata de um folguedo pertencente uma cultura tradicional de matriz africana e indígena, diante dos elementos que constam em seu espetáculo. Cambinda Velha traz aspectos e manifestações da vida cultural de seu povo, transmitido a gerações presentes e futuras pela tradição enraizada no cotidiano da comunidade, sendo assim, símbolo de resistência e preservação de um patrimônio no Estado de Pernambuco.</p>
<p>Nos desfiles, seus membros atravessam a cidade cantando e dançando, em apresentações que duram cerca de uma hora e meia. Durante a realização da montagem, homens e meninos enfeitados com fitas e trajados com vestidos vermelho e branco, tocam instrumentos musicais de influência afroindígena, como: surdo, caixa, ganzá, e reco-reco e geralmente se apresentam nas festas municipais como Carnaval e São João e outros eventos do município e do estado. O grupo possui também cunho sócio-educativo ao exercer uma pedagogia artístico-comunitária de preservação da memória e da identidade de matriz africana e indígena.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Cavalo-marinho-boi-pintado-Foto-Jorge-Farias.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96045" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Cavalo-marinho-boi-pintado-Foto-Jorge-Farias-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>CAVALO MARINHO BOI PINTADO &#8211; CAVALO MARINHO &#8211; ALIANÇA (AGRESTE)</strong></span></p>
<p>Em 1993, no município de Aliança, Mestre Grimário, que já vinha de uma trajetória de mais de vinte anos inserido nas tradições culturais da Zona da Mata Norte de Pernambuco, criou seu próprio brinquedo de Cavalo Marinho, batizando-o de Boi Pintado. Com alguns personagens que compõem a manifestação popular herdados do Mestre Salustiano, Mestre Grimário, à época um dos mais novos, inovou a tradição ao dar ao seu brinquedo um nome específico, já que antes era comum chamá-los pelo nome de seu mestre, também ao padronizar a roupa dos músicos, adicionar a viola aos instrumentos e pelo desacelerar na fala dos personagens, para que a dramaturgia oral do brinquedo pudesse ser ouvida claramente por seus expectadores.</p>
<p>Desde sua fundação, o grupo vem realizando diversas atividades e apresentações em vários festivais e festejos de grande relevância em várias localidades e estados brasileiros, bem como fora do país, em países como Cuba e Venezuela. A transmissão de saberes para as novas gerações é uma das grandes dedicações de Mestre Grimário. O Boi Pintado já submeteu e ganhou diversos editais que tem como foco a transmissão da tradição do Cavalo Marinho, declarado em 2014, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).</p>
<p>O grupo é responsável por uma série de ações formativas, que envolve brincantes e crianças através de oficinas e aulas, movimento fundamental para manter a cultura viva e ativa. No Boi Pintado, as loas e toadas (músicas e versos tradicionais dessa manifestação) saúdam aos Santos Reis do Oriente, entre versos de duplo sentido (as conhecidas puías) que causam risos animando os espectadores. As indumentárias são coloridas e brilhosas. O ritmo acelerado é executado pelo banco (músicos) que cantam e tocam instrumentos como a rabeca, as bajes, o pandeiro e mineiro. A apresentação é finalizada com o coco que traz a figura do boi, e representa a ressurreição de Jesus.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Leonardo-Dantas-Silva-Foto-Rodrigo-Ramos.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-96046" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Leonardo-Dantas-Silva-Foto-Rodrigo-Ramos-607x468.png" width="607" height="468" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>LEONARDO DANTAS SILVA &#8211; JORNALISMO &#8211; RECIFE (RMR)</strong></span></p>
<p>Com 50 anos de atividades culturais, Leonardo Antônio Dantas da Silva é escritor, administrador cultural e jornalista. Nascido na cidade do Recife, em 10 de dezembro de 1945, iniciou-se na carreira do jornalismo em 1965, como repórter especial do Jornal do Commercio (JC), sendo responsável pela “Página Carnavalesca”. De suas pesquisas sobre o Carnaval e a cultura popular pernambucana, originou-se alguns importantes trabalhos, como: Carnaval do Recife (2000); Folclore (1975) Cancioneiro Pernambucano (1978); Ritmos e Danças: Frevo (1978), dentre outros. Nesta mesma época, deu início à coluna no setor Cidade do JC, e foi responsável pela preservação de alguns bens culturais então ameaçados, como a Ponte da Boa Vista, e o Parque Amorim.</p>
<p>Leonardo Dantas foi também um dos responsáveis pela criação da Data de Existência Histórica do Recife, que considera o dia 12 de março de 1537, como marco de existência histórica da Cidade do Recife. Em 1975, convidado pelo Governador José Francisco Cavalcanti, assume o Departamento Estadual de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco e cinco anos depois, em 1979, é convidado pelo prefeito Gustavo Krause para criar um plano cultural na cidade do Recife, que deu lugar ao surgimento da Fundação de Cultura Cidade do Recife.</p>
<p>O jornalista, que também teve passagem pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), assumiu a direção da Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco, entre 1987 e 2002. Leonardo foi autor e/ou organizador de 64 obras de estudos sociais em sua grande maioria sobre Pernambuco; formador de gerações de pesquisadores e de brincantes; defensor dos valores culturais pernambucanos; pesquisador no Brasil e em Portugal; palestrante no Brasil e no exterior e possui coluna diária nas redes sociais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mãe-dora-Foto-Hélia-Scheppa.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96047" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mãe-dora-Foto-Hélia-Scheppa-607x374.jpg" width="607" height="374" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MÃE DÔRA &#8211; PARTEIRA &#8211; TACARATU (SERTÃO DE ITAPARICA)</strong></span></p>
<p>Maria das Dores Silva Nascimento, conhecida como Mãe Dôra, é considerada uma das “Portas pra vida do Povo Pankararu&#8221;. Nascida em 1964, no Território Indígena Pankararu, localizado no sertão do estado de Pernambuco, Mãe Dôra é uma importante liderança e parteira dessa comunidade indígena. Apesar de ter apenas um filho biológico, as crianças que ela ajudou a pôr no mundo são consideradas “filhos de umbigo”, tornando-se delas “mãe de umbigo”.</p>
<p>Dôra, que iniciou auxiliando partos na adolescência, trabalha, desde 1992 (formalmente desde 1995), no Posto de Saúde Indígena Pankararu, na Aldeia Brejo dos Padres, como técnica de enfermagem, aliando seus conhecimentos indígenas sobre saúde ao saber biomédico para curar e cuidar de seu povo, fazendo uma “simbiose”, como diz Dona Prazeres parteira de Jaboatão dos Guararapes (e Patrimônio Vivo de Pernambuco). Além do saber técnico, soma-se à assistência prestada por Dôra a espiritualidade de seu povo. A parteira também faz as vezes de psicóloga de todos. É quase juíza, quase assistente social. “Faço de tudo um pouco”, afirma.</p>
<p>Como diz Dôra, o ofício de parteira não se fecha na atuação durante a gestação parto e pós-parto, mas se estende ao cuidado com toda a família fazendo uso de práticas bem como de conhecimentos acerca de plantas e ervas aprendidos com os mais velhos e repassados aos mais jovens. Mantendo e transmitindo as tradições da etnia, Dôra é responsável pela inserção e formação de novas mulheres no ofício às quais chama de aprendizes. Sua atuação vem ajudando as mulheres Pankararu a voltarem a ter filhos em seus lares reforçando a identidade indígena e promovendo a valorização dos saberes. A importância do reconhecimento e do fomento da atividade em vida de mestras como Dôra é aspecto crucial para o fortalecimento de sua atuação.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/samba-de-véio-foto-divulgação.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96048" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/samba-de-véio-foto-divulgação-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SAMBA DE VÉIO DA ILHA DO MASSANGANO &#8211; COCO DE RODA &#8211; PETROLINA (SERTÃO DO SÃO FRANCISCO)</strong></span></p>
<p>O Samba de Véio é uma manifestação cultural de tradição oral que possui algumas semelhanças com o samba de roda da Bahia, e com a dança do coco de Pernambuco, mas com características bem específicas. O grupo &#8211; formado por homens e mulheres em sua maioria negros descendentes de gerações vindas de quilombos e aldeias das margens do rio são Francisco, nascidos, criados e residentes da Ilha do Massangano, zona rural do município de Petrolina &#8211; teve origem há mais 100 anos.</p>
<p>Embora o nome, Samba de Véio, tenha aproximadamente 25 anos, são mais de 85 anos de origem nas tradicionais Festas de Reis da Ilha do Massangano, que ocorrem até os dias atuais. De influência indígena, africana e portuguesa, o ponto de destaque nas apresentações é quando uma das mulheres do grupo dança equilibrando uma garrafa na cabeça. Por valorizarem a importância da transmissão dessa manifestação cultural, em 2002 foi criado o grupo Samba de Véio &#8220;Mirim&#8221;, composto por crianças e jovens de 4 a 14 anos, as quais muitas são filhos e netos dos integrantes do Samba de Véio.</p>
<p>O escritor Ariano Suassuna, ao conhecer o grupo em 2004, passou a defender, promover e apoiar o Samba de Véio, tornando-se o padrinho do mesmo. Dessa maneira, o grupo ganhou uma maior visibilidade, principalmente na mídia, chegando a gravar seu primeiro CD, em 2005, através do Sesc. Suassuna, falecido em 2014, prefaciou o encarte do álbum. O registro de Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco permite que o grupo possa ampliar suas ações socioculturais fortalecendo e dando continuidade à manifestação cultural denominada Samba de Véio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/tata-oxossi-foto-laila-santana.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96049" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/tata-oxossi-foto-laila-santana-356x486.jpg" width="356" height="486" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>TATA RAMINHO DE OXÓSSI &#8211; RELIGIÕES DE MATRIZES AFRO-BRASILEIRAS &#8211; OLINDA (RMR)</strong></span></p>
<p>Nascido na cidade do Recife, em 1936, Severino Martiniano da Silva, popularmente como Raminho de Oxossi, é um mestre griô das tradições Jege-Nagô, em Pernambuco. Residente em Olinda, é mestre das tradições culturais de matriz africana do Estado, herdeiro continuador das tradições trazidas pelas Tias do Terço (Sinhã Yáyá e Tia Bernardina), nigerianas, que junto com a Ialorixá e carnavalesca Badia, organizaram a comunidade negra do Pátio do Terço, no bairro de São José. Raminho, que é o celebrante da tradicional Noite dos Tambores Silenciosos, fundou e mantém viva a Roça Oxossi Ibualama e Oxum Opará, localizada em Olinda.</p>
<p>A Roça é um dos terreiros de candomblé mais antigos de Pernambuco, onde estão salvaguardados os objetos sagrados e a memória da comunidade de africanos do Pátio do Terço, sendo sede e nascedouro de grupos culturais e comunidades tradicionais. Tata Raminho de Oxóssi representa uma das maiores lideranças afro-pernambucanas vivas, e um dos mais antigos balorixás do Estado. Carnavalesco, Raminho mantém forte relação com as festas negras e populares, tendo sido responsável pela formação e orientação de diversos grupos e casas tradicionais. Fundador do primeiro afoxé de Pernambuco, o Afoxé Ilê de África, Raminho preserva e dissemina uma das línguas que fazem parte da história da população negra brasileira, a Iorubá, o que significa a preservação de uma memória ancestral e histórica, que é vivenciada e disseminada a partir de palavras usadas no cotidiano da Roça.</p>
<p>É também fundador e presidente de honra do tradicional Afoxé Ara Odé, e criador e coordenador da festa das Águas de Oxalá, que acontece no Sítio Histórico de Olinda desde 1982. Por todos esses motivos e por suas políticas de preservação do patrimônio cultural, o reconhecimento de Raminho de Oxossi pelo estado brasileiro de Pernambuco, como Patrimônio Vivo, significa a valorização das religiões e culturas de matrizes africanas, seus saberes e costumes, tão caros à cultura pernambucana.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mágico-alakazan-Foto-Renata-Pires.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96050" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mágico-alakazan-Foto-Renata-Pires-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MÁGICO ALAKAZAM &#8211; CIRCO &#8211; PALMARES (MATA SUL)</strong></span></p>
<p>Memória viva do circo pernambucano e brasileiro, Wilson Ribeiro da Silva, conhecido por Mágico Alakazam, nasceu em 1948, no município de Surubim, Pernambuco. Aos seis anos de idade fugiu de sua cidade para a Bahia, com o Circo Spano Mágico, iniciando sua trajetória circense que dura até os dias atuais, repassando seus saberes aos elencos que ele organiza e é responsável pela formação.</p>
<p>Já foi trapezista, domador, contorcionista, cantor apresentador, e mágico, emocionando várias gerações por onde passa com o seu Circo Alakazam, criado em 1974. Participou de programas circenses na TV Rádio Clube com o “Cirquinho Fratelli Vita”, na TV Jornal do Commercio e já foi reconhecido como mestre pelo Ministério da Cultura. Além disso, foi homenageado pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais do Recife, com o Troféu Construtores da Cultura, bem como na Mostra de Circo da Cidade do Recife. Ele também é uma das personalidades destacadas pela Memória do Circo Brasileiro, publicação organizada pela Prefeitura Municipal do Estado de São Paulo. Alakazam contribuiu e contribui significantemente para o desenvolvimento e divulgação da arte circense, não apenas em suas apresentações, mas também através de oficinas e palestras em escolas engrandecendo as Artes Cênicas.</p>
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		<title>Secult-PE, Fundarpe e Conselho de Preservação divulgam os dez novos Patrimônios Vivos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 15:49:59 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_95968" aria-labelledby="figcaption_attachment_95968" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/eleicao-novos-patrimonios-vivos-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-95968" alt="Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/eleicao-novos-patrimonios-vivos-1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A eleição dos novos Patrimônios Vivos aconteceu nesta sexta-feira (12), na Academia Pernambucana de Letras, e foi comandada pelo secretário de Cultura de Pernambuco, Oscar Barreto, que preside também o Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural</p></div>
<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e Fundarpe, divulga o resultado da seleção do concurso anual de Registro de Patrimônios Vivos de Pernambuco (RPV-PE). Foram escolhidos mais dez mestres, mestras e grupos. Assim, o Estado passa a ter 85 Patrimônios Vivos registrados, de diferentes regiões do estado. A eleição ocorreu na manhã desta sexta-feira (12), em reunião presencial do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC-PE), na Academia Pernambucana de Letras. Os dez novos eleitos participaram do certame que contou com 81 candidaturas inscritas.</p>
<p>Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são: <strong>Mãe Dora</strong> (parteira e liderança religiosa, de Tacaratu); <strong>Samba de Véio da Ilha de Massangano</strong> (segmento de cultura popular, coco de roda, de Petrolina); <strong>Tata Raminho de Oxossi</strong> (mestre de cultura popular e tradicional, babalorixá, de Olinda); <strong>Banda de Pífano Folclore Verde</strong> (segmento de cultura Popular, banda de pífanos, de Garanhuns); <strong>Cavalo Marinho Boi Pintado</strong> (segmento de cultura popular, de Aliança); <strong>Mestre Calú</strong> (segmento de cultura popular e tradicional, mamulengueiro, de Vicência); <strong>Mágico Alakazam</strong> (segmento de circo, de Palmares), <strong>Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo</strong> (teatro ao ar livre e apresentações culturais, artes cênicas, de Goiana); <strong>Cambinda Velha</strong> (espetáculo performático musical de matriz afroindígena, religião de matriz afro-brasileiras); e<strong> Leonardo Dantas Silva</strong> (jornalista e escritor, do Recife).</p>
<div id="attachment_95972" aria-labelledby="figcaption_attachment_95972" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Bessa/Secult-Pe/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/conselho-de-preservacao1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-95972" alt="Felipe Bessa/Secult-Pe/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/conselho-de-preservacao1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco</p></div>
<p>Na reunião, na qual foram eleitos os dez novos Patrimônios Vivos, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural fez a leitura dos critérios e diretrizes que foram norteadores para a difícil missão da avaliação das candidaturas e escolha dos contemplados. Entre os pontos construídos pelo próprio CEPPC-PE, foi orientado que se percebesse: o risco de desaparecimento de determinadas linguagens; os segmentos que não tenham sido contemplados; a priorização das interseccionalidades (gênero, risco social, etnia/raça); os que têm pouca visibilidade e acessam menos os editais; a vulnerabilidade social; a relevância do grupo ou pessoa; a regionalização através da representatividade dos municípios; a oportunidade para que pessoas e grupos que não acessam editais de fomento e têm dificuldade na manutenção de suas prática; a relevância do trabalho em prol da cultura, a idade do candidato ou antiguidade do grupo, a avaliação da situação de carência social do candidato, entre outras.</p>
<p><em>“Pernambuco tem muita história, representantes de tradições, de etnias e grupos étnicos diversos, fazedores e fazedoras de saberes ancestrais, ligados às matrizes africanas e indígenas sobretudo, e nós aqui portanto ficamos diante de um desafio imenso de reconhecê-los e salvaguardá-los. É com muito respeito que participamos desse processo democrático de avaliação e de validação do voto de cada conselheiro que hoje aqui fez suas escolhas. Ficamos muito satisfeitos com o resultado que tivemos”</em>, colocou o secretário de Cultura de Pernambuco, Oscar Barreto.</p>
<p><em>“Este ano o processo de deliberação de registro do Patrimônio Vivo pelo Conselho de Preservação acontece de forma ainda mais democrática, transparente e aberta, de modo que toda a sociedade tenha acesso aos votos dos conselheiros e conselheiras. Vale destacar que as políticas de Patrimônio imaterial em âmbito nacional faz 22 anos e o Conselho de Preservação é o mais antigo em atuação, composto por pessoas de notório saber, gestores da cultura e representantes eleitos pela sociedade civil conduzidos pelo maior sufrágio de todos os tempos”</em>, disse Cássio Raniere, vice-presidente da Conselho de Preservação.</p>
<p><strong>HISTÓRIA -</strong> Pernambuco foi o primeiro Estado a implantar efetivamente uma política de registro das tradições culturais populares e de valorização dos detentores desses conhecimentos tradicionais. A Lei Estadual nº 12.196, de 02 de maio de 2002, instituiu a concessão do título de Patrimônio Vivo do Estado Pernambuco (RPV-PE), que prevê o pagamento de uma pensão vitalícia para os mestres e ou grupos culturais, selecionados por meio de edital público, lançado anualmente. Como contrapartida, constitui dever do Patrimônio Vivo participar de programas de ensino e de aprendizagem dos seus conhecimentos e técnicas organizados pela Secretaria de Cultura do Estado. Tem-se, desta forma, a garantia que os saberes de um povo não se extingam, com a morte de um mestre ou grupo da arte de fazer, mas que se perpetue, com seus alunos e aprendizes.</p>
<p>Quando passou a vigorar, ficou estabelecido que a cada ano deveriam ser registrados três novos nomes. Em 2016, em virtude do aumento significativo de inscrições para concorrer ao RPV-PE, houve a necessidade de ampliar o número de bolsas concedidas. Assim, a Lei nº 15.944, de dezembro de 2016, aumentou de 3 (três) para 6 (seis) o número de bolsas anuais outorgadas aos mestres, mestras e grupos da cultura popular pernambucana.</p>
<p>É indiscutível que a Lei de Registro do Patrimônio Vivo significa um grande avanço das políticas públicas para salvaguardar os patrimônios culturais de natureza imaterial do Estado. Ao longo dos últimos anos o incremento das inscrições de candidaturas em todas as regiões de Pernambuco, levou a necessidade de ampliar mais uma vez o número de bolsas concedidas. A Lei nº 17.489, de 25 de novembro de 2021, aumentou de 6 (seis) para 10 (dez) o quantitativo máximo de candidatos contemplados no RPV-PE. Atualmente, para pessoa física, a bolsa é de R$ 2.041,53 (dois mil reais, e quarenta e um reais e cinquenta e três centavos) e para pessoa jurídica, R$ 4.083,10 (quatro mil reais, e oitenta e três reais e dez centavos).</p>
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		<title>Governo do Estado divulga lista preliminar de integrantes eleitos para compor o CEPPC/PE</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 19:21:49 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secult-PE e da Fundarpe, anuncia nesta sexta-feira (18) a lista preliminar dos novos integrantes da sociedade civil que foram eleitos para compor o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC/PE), no biênio 2022-2024. Os fóruns para eleição dos representantes titulares e suplentes dos 14 assentos destinados aos segmentos definidos no art. 4º do Decreto 41.778/2015 aconteceram entre os dias <strong>21 de fevereiro</strong> e <strong>18 de março de 2022</strong>. Confira <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/Processo-Eletivo-Resultado-Premilinar1.pdf" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> a lista.</p>
<p>A eleição do CEPPC/PE foi realizada em duas etapas: habilitação dos eleitores e dos candidatos; fase de votação, que foi completamente virtual, por meio da plataforma Prosas (prosas.com.br). A fase inicial habilitou <strong>1.007 agentes culturais</strong>, dentre candidatos e eleitores. Na segunda fase, os habilitados puderam votar nos candidatos indicados para cada segmento.</p>
<p><em>“Por ser um órgão colegiado e paritário (com a participação de membros do poder público e da sociedade civil), o CEPPC/PE é um espaço plural e extremamente democrático. As discussões e os encaminhamentos dados pelos conselheiros são sempre embasados em pareceres técnicos e qualificados que, por sua vez, refletem-se na escolha desses novos membros que chegam para ampliar e diversificar ainda mais o debate sobre os bens culturais do Estado”</em>, comenta o secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freye Neto.</p>
<p>Já o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, destaca que a <em>“eleição consolida a relação, bem como o diálogo entre o Governo do Estado e a sociedade civil”.</em> <em>“A cada novo pleito, vamos criando e pavimentando políticas públicas para preservação do nosso patrimônio cultural, que é tão rico e diverso quanto os segmentos que se fazem representados no CEPPC/PE”</em>, diz o gestor.</p>
<p>Tendo acompanhado a votação de perto, o presidente da Comissão Eleitoral do CEPPC/PE, Severino Pessoa, ressalta que o pleito virtual veio para ficar. <em>“Desde o ano passado, todo o processo eleitoral do CEPPC/PE tem sido feito por meio da plataforma Prosas. Os agentes culturais pernambucanos já se acostumaram com a nova ferramenta e, por ela nos oferecer bastante transparência e segurança, vamos dar continuidade às eleições virtuais que são bem mais práticas e menos dispendiosas”</em>, coloca Pessoa.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>RECURSOS</strong></span><br />
Os candidatos ou inscritos que, por alguma razão discordem do resultado publicado, poderão recorrer no período de 21 a 22 de março de 2022. Os recursos devem ser enviados exclusivamente pela plataforma Prosas, por meio do preenchimento do Formulário de Recurso ao Resultado Preliminar da Eleição do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural &#8211; CEPPC 2022. Para saber mais, acesse: <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/editais/edital-do-processo-eleitoral-do-conselho-estadual-de-preservacao-do-patrimonio-cultural/" target="_blank"><strong>www.cultura.pe.gov.br/editais/edital-do-processo-eleitoral-do-conselho-estadual-de-preservacao-do-patrimonio-cultural</strong></a>.</p>
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		<title>NOTA DE PESAR &#8211; Zefinha Parteira</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2022 14:36:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Josefa Alves de Carvalho (Zefinha Parteira), nascida em 1939, aprendeu “no susto” a assistir partos, atendendo à necessidade da comunidade, no município de Caruaru, região agreste de Pernambuco. Parteira há mais de seis décadas, tendo assistido mais de mil partos, sempre acreditou que o aprendizado do ofício, por meio da observação e prática, só foi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Josefa Alves de Carvalho (Zefinha Parteira), nascida em 1939, aprendeu “no susto” a assistir partos, atendendo à necessidade da comunidade, no município de Caruaru, região agreste de Pernambuco. Parteira há mais de seis décadas, tendo assistido mais de mil partos, sempre acreditou que o aprendizado do ofício, por meio da observação e prática, só foi possível através do dom divino. Durante anos foi presidente da Associação de Parteiras Tradicionais de Caruaru, fundada em 1992, responsável por agregar parteiras de todo o Agreste e promover reuniões de troca de experiência e mobilização política.</p>
<p>Com seu trabalho comunitário, foi responsável pelo estabelecimento de uma rede de solidariedade, de amizade e de compartilhamento de saberes entre parteiras que até então atuavam de maneira isolada em suas próprias localidades. Esta rede ultrapassou os limites da cidade, proporcionando a ida de integrantes a cursos de capacitação em outros municípios e a participação em encontros nacionais e internacionais de parteiras. Figura central entre as parteiras de Caruaru, Zefinha, tornou-se representante da categoria nos Conselhos Municipais de Saúde, da Mulher e do Idoso.</p>
<p>Para Dona Zefinha, o ser parteira, além de ser uma constante incorporação de saberes, um constante aprendizado, é também um ato de coragem. Assim como aprendeu com suas “comadres”, por onde passou, Zefinha formou parteiras ao transmitir o ofício às gerações seguintes, inclusive no seio de sua própria família. Ela participou do Programa Ação Griô Nacional (2007 a 2011), sendo uma das Mestras Griôs no estado de Pernambuco. Foi idealizadora e integrou a equipe do Museu da Parteira, que realiza um conjunto de ações continuadas de salvaguarda, promoção, valorização e transmissão dos Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais.</p>
<p>Dona Zefinha é Patrimônio Vivo de Caruaru-PE e Mestra do ofício do partejar tradicional, detentora de um repertório de saberes e práticas ancestrais acerca da gestação. Assim, diante de sua trajetória, seu legado e sua contribuição, nós do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural nos solidarizamos com toda a comunidade de parteiras, familiares, amigas e amigos que neste momento encontram-se em luto por sua recém partida.</p>
<p>Cássio Raniere Ribeiro da Silva<br />
Presidente do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural</p>
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		<title>NOTA DE PESAR &#8211; José Luiz Mota Menezes</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2021 18:08:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural recebeu com muita tristeza a notícia do falecimento de José Luiz Mota Menezes, Conselheiro de Notório Saber deste Órgão. Lamentamos a perda de um dos nossos representantes mais atuantes, com destacada participação nas decisões e na defesa do Patrimônio Cultural, bem como, no exercício incansável de aprimorar [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" id="docs-internal-guid-388f9836-7fff-5b68-cedc-fef50af664df">O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural recebeu com muita tristeza a notícia do falecimento de José Luiz Mota Menezes, Conselheiro de Notório Saber deste Órgão. Lamentamos a perda de um dos nossos representantes mais atuantes, com destacada participação nas decisões e na defesa do Patrimônio Cultural, bem como, no exercício incansável de aprimorar as políticas públicas voltadas à cultura no estado de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">José Luiz nasceu em Alagoas e mudou-se para o Recife em 1945, aos 09 anos de idade. Arquiteto, Urbanista e escritor,  foi um dos maiores conhecedores do desenvolvimento urbano do Recife. Tornou-se professor da Universidade Federal de Pernambuco e por duas vezes assumiu a presidência do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Atuou como membro da Academia Pernambucana de Letras e foi responsável pela Comissão Especial de Política Urbana do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco.</p>
<p>Autor de diversos livros, deixa um legado intelectual imensurável às novas gerações que encontrarão em seus escritos, o conhecimento e a paixão de uma carreira dedicada à produção e transmissão do saber. Em vida, dedicou-se à produção intelectual e ao desenvolvimento de práticas voltadas à arquitetura e a história da cidade do Recife, Olinda, bem como, do estado de Pernambuco e outros estados do nosso país, se mantendo atento às transformações urbanísticas, sendo testemunha dos processos de desenvolvimento em nosso território nacional.</p>
<p dir="ltr">Enquanto Conselheiro do CEPPC/PE, participou ativamente dos debates e decisões tomadas, sendo solidário e atuando de forma implacável através dos princípios que construiu ao longo de sua vida. Sensível ao tempo, sempre agiu com gentileza e acuidade quando consultado sobre assuntos de interesse público e de impacto para o desenvolvimento urbanístico local.</p>
<p dir="ltr">Nos despedimos de nosso querido &#8220;Zé Luiz&#8221;, prestando nossa homenagem a tudo que ele representou e continua representando para nossa sociedade. Sua forma humanística de fazer ciência e de pensar a cidade em sua espacialidade e uso social,  nos motiva a continuar o trabalho em prol deste egrégio Conselho, acreditando na potencialidade do modelo democrático de participação das políticas públicas que se voltam ao Patrimônio Cultural Pernambucano</p>
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		<title>Seis novos Patrimônios Vivos são eleitos em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2021 15:31:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[XVI Concurso do Registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco]]></category>

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		<description><![CDATA[O Governo do Estado anunciou os seis novos selecionados no concurso anual de Registro de Patrimônios Vivos de Pernambuco. A votação ocorreu na manhã desta quinta (12), em reunião on-line do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), vinculado à Secretaria de Cultura. Os escolhidos receberão diploma com o título de “Patrimônios Vivos de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo do Estado anunciou os seis novos selecionados no concurso anual de Registro de Patrimônios Vivos de Pernambuco. A votação ocorreu na manhã desta quinta (12), em reunião on-line do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), vinculado à Secretaria de Cultura. Os escolhidos receberão diploma com o título de “Patrimônios Vivos de Pernambuco” e bolsa mensal vitalícia no valor de R$ 1.600 (no caso de pessoa física) e R$ 3.200 (quando for grupo, entidade, agremiação ou associação).</p>
<p>Dentre os mais de 90 candidatos inscritos no certame, foram selecionados: Mestre Luiz Antônio (Barro &#8211; Caruaru), Maria Jacinta Sampaio da Silva (Mestra de Reisado &#8211; Santa Maria da Boa Vista), Marliete Rodrigues (Barro &#8211; Caruaru), Velho Xaveco (Pastoril &#8211; Recife), Mãe Beth de Oxum (Coco &#8211; Olinda), Caboclinho União 7 Flexas (Goiana).</p>
<p>O Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco tem por finalidade o apoio financeiro e a preservação dos processos de criação e divulgação de técnicas, modos de fazer e saberes das culturas tradicional ou popular pernambucanas mediante atividades, ações e projetos desenvolvidos por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, residentes ou domiciliados e com atuação no Estado há mais de 20 anos, contados da data do pedido de inscrição. Até hoje, 75 Patrimônios Vivos foram registrados.</p>
<p>Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe e integrante do Conselho Estadual de Preservação, participou da votação e exaltou o alto nível dos participantes da seleção. <i>“A cada ano nós temos uma lista de nomes, cuja importância evidencia o peso da nossa cultura. Nosso patrimônio está guardado nas mãos de pessoas que merecem nosso profundo respeito e admiração”</i>, disse o gestor.</p>
<p><i>“O registro de mais seis Patrimônios Vivos significa a salvaguarda de mais seis expressões culturais de Pernambuco. Ajudar a garantir a produção e o legado dessas pessoas e entidades é o ponto mais importante dessa ação que é uma das mais especiais do Governo Estadual”</i>, afirmou o secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto.</p>
<p>Confira abaixo o perfil dos mais novos Patrimônios Vivos de Pernambuco:</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Velho-Xaveco-FOTO-SÉRGIO-BERNARDO.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86949" alt="Crédito: Sérgio Bernardo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Velho-Xaveco-FOTO-SÉRGIO-BERNARDO-607x406.jpg" width="607" height="406" /></a></p>
<p><b>Velho Xaveco</b><br />
Antônio Coutinho completou 86 anos e é considerado o Velho do Pastoril mais antigo de Pernambuco. Nascido em Bezerros, no Agreste, ele interpreta o Velho Xaveco desde 1978. Foi pupilo de outros velhos que marcaram sua época, com destaque para o Faceta, que gravou o famoso “Papai, eu quero me casar”. Velho Xaveco já foi homenageado do Natal do Recife e é hoje o maior expoente do Pastoril Profano, manifestação cultural que ele conheceu aos 10 anos de idade, quando morava no bairro de Tejipió, no Recife.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Marliete-Rodrigues-DIVULGAÇÃO.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86947" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Marliete-Rodrigues-DIVULGAÇÃO-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><b>Marliete Rodrigues</b><br />
A mestre do barro nasceu no Alto do Moura, em Caruaru, quando ainda era uma pequena vila. A brincadeira com a matéria-prima abundante na região rapidamente passou para a produção de peças postas à venda na Feira de Caruaru, já aos seis anos de idade. Aos 57 anos, Marliete Rodrigues tem hoje uma coleção de peças espalhadas pelo mundo e é figura ativa na região, apresentando sua visão sobre seu lugar e seu cotidiano. Seu estilo preza pela expressividade de seus personagens, buscando um realismo sutil.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mãe-Beth-de-Oxum-FOTO-JAN-RIBEIRO-SECULT-PE-FUNDARPE.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86946" alt="Crédito: Jan Ribeiro Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mãe-Beth-de-Oxum-FOTO-JAN-RIBEIRO-SECULT-PE-FUNDARPE-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p><b>Mãe Beth de Oxum</b><br />
Maria Elizabeth Santiago de Oliveira é mestra da cultura popular de Pernambuco, nascida e criada na comunidade da Barreira do Rosário, arredores do Sítio Histórico de Olinda. Mãe Beth de Oxum tem 57 anos e um forte legado com a brincadeira do coco de roda. É casada com o Mestre Quinho Caetés e tem quatro filhos, todos inseridos no universo da cultura do coco de roda. Tem uma trajetória de luta pela difusão da brincadeira do coco e realiza, há 25 anos, a tradicional Sambada de Coco do Guadalupe.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mestre-Luiz-Antônio-DIVULGAÇÃO.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86948" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mestre-Luiz-Antônio-DIVULGAÇÃO-607x372.jpg" width="607" height="372" /></a></p>
<p><b>Mestre Luiz Antônio</b><br />
Nascido em 1935, no Alto do Moura, em Caruaru, Luiz Antônio da Silva é considerado um dos principais nomes na arte popular brasileira. É discípulo contemporâneo do Mestre Vitalino, dando continuidade ao legado do maior nome do barro do Brasil. Recebeu vários prêmios nacionais e é conhecido por retratar as profissões, além de esculpir automóveis e motocicletas. Para perpetuar o trabalho produzido pelo artista, um museu privado está em construção nos fundos de seu ateliê.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/F-Reisado_Dona-Maria-Jacinta_Oliveira_Santa-Maria-da-Boa-Vista-PE_08-2013_11.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86950" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/F-Reisado_Dona-Maria-Jacinta_Oliveira_Santa-Maria-da-Boa-Vista-PE_08-2013_11-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><b>Mestra de Reisado Maria Jacinta</b><br />
Aos 96 anos, Maria Jacinta Sampaio da Silva é uma das mais antigas mestras de cultura popular em Pernambuco. A Mestra de Reisado viu o primeiro reisado em sua casa, ainda criança. Acabou fundando seu próprio grupo, nos anos 1960, com marido e filhos. Outras famílias da vizinhança davam corpo ao grupo que se apresentava a cada 6 de janeiro, Dia dos Reis. A pé, de caminhão ou de canoa, o Reis de Maria Jacinta cumpre até hoje sua função e leva a tradição até escolas, projetos sociais e onde mais as portas se abrem ao Movimento Viva Reis, que reúne outros grupos dessa tradição no Sertão do São Francisco.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Caboclinhos-7-Flexas.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86996" alt="Caboclinhos 7 Flexas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Caboclinhos-7-Flexas-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p><b>Caboclinhos União 7 Flexas de Goiana</b><br />
A agremiação foi fundada em 25 de março de 1991, pelo Mestre Nelson Ferreira, na cidade de Goiana (Zona da Mata). É uma das mais importantes manifestações culturais do Estado e representou a cultura pernambucana na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Na prática festiva, o grupo apresenta os ensinamentos dos caboclos e encantados, referências de um povo que preserva a natureza e luta para preservá-la. No Carnaval, levam para a passarela o brilho e esplendor de suas batalhas cotidianas.</p>
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		<title>NOTA DE PESAR &#8211; Mestre Zé de Vina</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/nota-de-pesar-mestre-ze-de-vina-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2021 12:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com imensa tristeza que recebemos a notícia da morte do Mestre Zé de Vina, um dos maiores artistas populares do Brasil, reconhecido por formar várias gerações de artesãs e artesãos no Teatro de Bonecos, o Mamulengo. O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural &#8211; CEPPC, se solidariza com a família e amigos próximos, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É com imensa tristeza que recebemos a notícia da morte do Mestre Zé de Vina, um dos maiores artistas populares do Brasil, reconhecido por formar várias gerações de artesãs e artesãos no Teatro de Bonecos, o Mamulengo. O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural &#8211; CEPPC, se solidariza com a família e amigos próximos, bem como, com o Museu do Mamulengo de Glória de Goitá-PE, que detém boa parte do acervo do Mestre e cumpre o papel de salvaguardar a memória do Mamulengo em nosso estado de Pernambuco.</p>
<p>Mestre Zé  de Vina, José Severino dos Santos, nasceu no sítio Queceque, em Glória do Goitá, no dia 14 de março de 1940. Fundador do Mamulengo Riso do Povo em (1957), representa a 1ª geração de mamulengueiros, marcou a história e a memória da população por sua atuação nas festividades da Zona da Mata Norte em Pernambuco. Foi amplamente registrado pelos estudos folclóricos e da cultura popular, bem como, pelos estudos da Antropologia, da História e das Ciências Sociais. É um dos mamulengueiros mais reconhecidos de sua geração, profundo conhecedor do folguedo, a quem devemos sua notável simplicidade poética na feitura da arte do mamulengo que encantou o Brasil e o mundo com sua arte de entreter com risos a dramaturgia da vida comum e das relações que tecemos no bojo de nossa identidade nacional.</p>
<p style="text-align: right;">Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural &#8211; CEPPC</p>
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		<title>Moção de Pesar &#8211; Francisco Brennand</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 15:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[francisco brennand]]></category>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, órgão colegiado vinculado à Secretaria de Cultura de Pernambuco, lamenta profundamente o falecimento do artista plástico Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand. Nascido no Recife, em 11 de junho de 1927, Francisco Brennand foi um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros. Iniciando sua formação, na década [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, órgão colegiado vinculado à Secretaria de Cultura de Pernambuco, lamenta profundamente o falecimento do artista plástico Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand.</p>
<p>Nascido no Recife, em 11 de junho de 1927, Francisco Brennand foi um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros. Iniciando sua formação, na década de 1940, com outro grande nome das artes, Abelardo da Hora, Brennand se inseriu como um nome incontornável da produção artística brasileira do século XX, e, ao longo ao longo da sua vida, elevou o nome das artes em Pernambuco para além das fronteiras do Brasil.</p>
<p>Atuando como ceramista, escultor, desenhista, pintor, tapeceiro, ilustrador e gravador, Francisco Brennand nos deixa um enorme legado que pode ser facilmente contemplado na sua cidade natal. Legado este, em parte, preservado pelo Governo de Pernambuco, seja através das suas diversas obras que estão sob a guarda de museus estaduais, como o Museu do Estado, seja através da proteção por meio do tombamento provisório de duas de suas mais emblemáticas criações, o painel “Batalha dos Guararapes” e a “Oficina Cerâmica Francisco Brennand”, ambos localizados no Recife, enquanto se realizam os estudos necessários para o seu tombamento definitivo.</p>
<p>Nós que compomos o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, expressamos nossos pêsames e condolências a todos que formam a família e o grupo de amigos de Francisco Brennand, na mesma medida que agradecemos ao grande artista todos os anos de serviços prestados à arte pernambucana.</p>
<p style="text-align: right;">Recife, Casa de Oliveira Lima, 19 de dezembro de 2019.</p>
<p>Aramis Macêdo Leite Jr.<br />
<strong>Presidente do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco</strong></p>
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		<title>Candidatos a Patrimônio Vivo farão defesa oral a partir desta segunda (1º)</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/candidatos-a-patrimonio-vivo-farao-defesa-oral-a-partir-desta-segunda-01/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 19:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os 60 candidatos(as) habilitados(as) no XIV Concurso de Registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco &#8211; Edição 2019 estarão, a partir desta segunda (1º), fazendo uma apresentação de suas trajetórias e contribuições artísticas para os membros do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC). As audiências públicas para a defesa oral ocorrerão nos dias 1º, 2, 3, 4 e 5 [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/Card-Elenildo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-69640" alt="Ikaro Santiago/Arte" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/06/Card-Elenildo-581x486.jpg" width="581" height="486" /></a></p>
<p>Os 60 candidatos(as) habilitados(as) no <b>XIV Concurso de Registro de Patrimônio Vivo</b> <b>de Pernambuco &#8211; Edição 2019 </b>estarão, a partir desta segunda (1º), fazendo uma apresentação de suas trajetórias e contribuições artísticas para os membros do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC). As audiências públicas para a defesa oral ocorrerão nos dias 1º, 2, 3, 4 e 5 de julho, a partir das 9h, no Teatro do Brum, no Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Prof. Andrade Bezerra, S/N &#8211; Salgadinho, Olinda &#8211; PE). As apresentações se configuram em uma excelente oportunidade para todos mostrarem aos conselheiros o trabalho que desenvolvem em seus grupos e comunidades e territórios culturais e educativos.</p>
<p><b>Confira abaixo a lista dos candidatos habilitados e os dias das apresentações, que começam todos os dias, às 9h:</b></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>1º de julho (segunda-feira)</b></span></p>
<p>Amaro Poeta</p>
<p>Associação das Mulheres de Nazaré da Mata &#8211; Amunam</p>
<p>Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda</p>
<p>Dona Aurinha do Coco</p>
<p>Lau do Maracatu</p>
<p>Maestro Ozeas</p>
<p>Mágico Alakazan</p>
<p>Manoel Cordelista</p>
<p>Maviael Ribeiro</p>
<p>Mestre Zé de Teté</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2 de julho (terça-feira)</b></span></p>
<p>Mestre Jorge Ferreira</p>
<p>Agostinho do Acordeon</p>
<p>Banda 1º de novembro- Pé de Cará</p>
<p>Chanceler Maestro Ricardo Diniz</p>
<p>Clube Carnavalesco Misto Bola de Ouro</p>
<p>Clube Carnavalesco Misto Prato Misterioso</p>
<p>Dulce Lima</p>
<p>Ivanildo Vila Nova</p>
<p>Mestre Nado</p>
<p>Mister Denis</p>
<p>Noé da Ciranda</p>
<p>Velho Xaveco</p>
<p>Mestre de Teté</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>3 de julho (quarta-feira)</b></span></p>
<p>Afoxé Alafin Oyó</p>
<p>Banda Musical 15 de Novembro</p>
<p>Bloco Caravana Andaluza</p>
<p>Chico Santeiro</p>
<p>Coral do Carmo</p>
<p>Dona Nanete</p>
<p>Mestre Santino Cirandeiro</p>
<p>Mestre Severina Lopes</p>
<p>Mestre Zé de Vina</p>
<p>Roberto do Maracatu</p>
<p>Tribo Indigena Tapirapé</p>
<p>Valdeck Farias</p>
<p>Xirumba</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>4 de julho (quinta-feira)</b></span></p>
<p>Assis Calixto</p>
<p>Banda 15 de Agosto</p>
<p>Banda Novo Século</p>
<p>Clube Carnavalesco Misto Toureiros de Santo Antônio</p>
<p>João Galego</p>
<p>José Evangelista</p>
<p>Maracatu Cambinda Brasileira</p>
<p>Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife</p>
<p>Mestre Pintoza</p>
<p>Zezo</p>
<p>Mestre Aprígio</p>
<p>Centro de Capoeira São Salomão</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>5 de julho (sexta-feira)</b></span></p>
<p>Clube Carnavalesco Misto Reizado Imperial</p>
<p>Cristina Amaral</p>
<p>Fernando Zacarias</p>
<p>Maracatu Baque Solto Leão de Ouro</p>
<p>Maracatu Piaba de Ouro</p>
<p>Mestre João Paulo</p>
<p>Mestre Saúba</p>
<p>Mestre Titino</p>
<p>Socorro Duran</p>
<p>Tribo Carijós do Recife</p>
<p>Mestre Zuza Batista</p>
<p>Seu Martelo</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sai resultado do 13º Concurso do Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/sai-resultado-do-13o-concurso-do-patrimonio-vivo-de-pernambuco/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/sai-resultado-do-13o-concurso-do-patrimonio-vivo-de-pernambuco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 18:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Patrimônios Vivos]]></category>

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		<description><![CDATA[Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta quarta-feira, 18 de julho, por meio do 13º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: Gonzaga de Garanhuns (reisado), Mestre Zé de Bibi (cavalo marinho), Cavalo-Marinho Estrela de Ouro (cavalo marinho), Cristina Andrade (ciranda, pastoril, urso), Banda Musical Saboeira (banda filarmônica), e Casa de Xambá (organização religiosa). [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta quarta-feira, 18 de julho, por meio do 13º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: <strong>Gonzaga de Garanhuns</strong> (reisado), <strong>Mestre Zé de Bibi</strong> (cavalo marinho), <strong>Cavalo-Marinho Estrela de Ouro</strong> (cavalo marinho),<strong> Cristina Andrade</strong> (ciranda, pastoril, urso), <strong>Banda Musical Saboeira</strong> (banda filarmônica), e <strong>Casa de Xambá</strong> (organização religiosa). A eleição dos mestres e dos grupos aconteceu na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), e, com os novos eleitos, Pernambuco agora conta com 57 titulados.</p>
<p><b>PLEITO -</b> A eleição dos Patrimônios Vivos é composta por várias etapas. Após o período de inscrição, os candidatos passam pela fase de análise documental. Uma vez habilitados, os nome dos inscritos seguem para a Comissão de Análise, que analisa se as candidaturas cumprem os critérios estabelecidos na Lei 12.196/2002 (Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco), como relevância cultural e transmissão de saberes. Nessa edição, 59 mestres e mestras da cultura pernambucana defenderam suas candidaturas em uma série de audiências públicas promovidas pelo CEPPC (órgão responsável pela outorga do título), no antigo Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco.</p>
<p>A titulação será entregue no próximo dia 17/8 (Dia Nacional do Patrimônio Histórico), durante a 11ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.</p>
<p>Confira um breve histórico dos eleitos:</p>
<div id="attachment_62147" aria-labelledby="figcaption_attachment_62147" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Veríssimo/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Gonzaga-de-Garanuns_Foto-Fer-Verissimo-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62147" alt="Fer Veríssimo/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Gonzaga-de-Garanuns_Foto-Fer-Verissimo-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Gonzaga de Garanhuns</strong><br />No ano que completará 75 anos, Seu Gonzaga de Garanhuns torna-se Patrimônio Vivo de Pernambuco, como um dos ícones do Reisado e da literatura de cordel. Na primeira expressão, que atua desde sua infância, vem ativamente participando do processo de apropriação, difusão e transmissão de saberes, por ininterruptos 63 anos de atividades. Na produção literária atua desde a década de 1970, quando lançou seu primeiro cordel, intitulado “Lampião em Serrinha” (1973). Também é autor e referência de obras sobre a cultura da cidade de Garanhuns. É membro da Academia de Letras do município e reconhecido e premiado mestre do Reisado pernambucano.</p></div>
<div id="attachment_62149" aria-labelledby="figcaption_attachment_62149" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cavalo-Marinho-estrela-de-Ouro_Foto-Jan-Ribeiro-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62149" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cavalo-Marinho-estrela-de-Ouro_Foto-Jan-Ribeiro-2-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Cavalo-Marinho Estrela de Ouro de Condado</strong><br />O Cavalo-Marinho Estrela de Ouro de Condado tem uma história que se confunde com a história de vida da família do mestre Biu Alexandre. O Mestre atua desde os 12/13 anos de idade na brincadeira que herdou de seu pai, o também mestre Pedro de Quina. O grupo Estrela de Ouro foi fundado em 31/07/1979. Toda a família vem mantendo a brincadeira há quatro gerações. Nesse sentido, existe como elementos básicos para transmissão de saberes e fazeres a observação, a participação e reprodução das falas, cantigas e encenações das figuras vivenciadas ativamente pelos integrantes. O grupo possui sede própria e utiliza o espaço como escola de tradição popular, intitulado: &#8220;Centro Àgora de Tradição e Criação”, além de forte atuação em diferentes projetos artísticos que também ajudam na preservação e difusão da expressão cultural.</p></div>
<div id="attachment_62150" aria-labelledby="figcaption_attachment_62150" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cristina-Andrade-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-62150" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cristina-Andrade-3-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Maria Cristina de Andrade (Cristina Andrade)</strong><br />Representante das manifestações da cultura popular como a ciranda, o pastoril, o urso de Carnaval, a Bandeira de São João, a Lapinha, dentre outras, Cristina Andrade desde criança está ligada à cultura pernambucana. Aos seis anos de idade, começou a dançar pastoril, no bairro do Alto do Pascoal/Recife. Sua mãe teve forte influência para sua interação na cultura popular. Conhecida como Dona Dengosa, a mãe da candidata criou, em 1958, o Pastoril Estrela Brilhante e, dez anos mais tarde, a Ciranda Dengosa, da qual Cristina posteriormente se tornou mestra cirandeira. Cristina também se tornou cantora e organizadora dos corais dos blocos: Após Fun, Bloco do Amor, Diversional da Torre e Urso Cangaçá, colecionando diversos títulos em todos os folguedos que participa. Do mesmo modo, também tem preservado e transmitido seus valores para filhos, netos e bisnetos. Aos 71 anos de idade, a mestra cirandeira e carnavalesca é reconhecida como uma grande liderança dos folguedos.</p></div>
<div id="attachment_62152" aria-labelledby="figcaption_attachment_62152" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Banda-Saboeira-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62152" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Banda-Saboeira-2-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Sociedade 12 de Outubro (Banda Saboeira)</strong><br />Banda Saboeira, de Goiana, é a segunda mais antiga do Brasil em atividades, com 169 anos ininterruptos de história. É uma entidade reconhecida no Estado, uma referência para a cultura musical de bandas da Zona da Mata Norte. Tem vasta experiência de atuação com a comunidade, formando jovens, transformando-os em músicos profissionais dos mais diversos instrumentos musicais, projetando talentos da música para todo o Estado. Sua atuação contribui diretamente para a preservação das expressões artístico-culturais do universo da música.</p></div>
<div id="attachment_62154" aria-labelledby="figcaption_attachment_62154" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/casa-de-xambá.jpg"><img class="size-medium wp-image-62154" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/casa-de-xambá-607x239.jpg" width="607" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Organização Religiosa Africana Santa Bárbara Nação Xambá (Casa Xambá)</strong><br />Nos seus 88 anos de existência, a Nação Xambá modelou o crescimento da comunidade do Quilombo do Portão do Gelo, através de suas ações religiosas (cultos aos orixás de matriz africana) e de suas ações mais representativas como Coco da Xambá, Memorial Severina Paraíso, Afoxé Ylê Xambá, polo afro-carnavalesco, Grupo Bongar, centro cultural bongar, biblioteca xambá, cursos profissionalizantes e campanhas de saúde em geral. Estas ações ajudaram a demarcar o território da Casa Xambá como o primeiro quilombo urbano do norte-nordeste. A importância desta Casa é referendada por ser o único espaço na América Latina de culto xambá, ou seja, temos vários terreiros nagôs, jejes, mas, Xambá, temos apenas o terreiro Santa Bárbara, localizada no Quilombo do Portão do Gelo. Por toda sua história, ações e singularidade, a Nação Xambá se configura hoje como grande guardiã de parte do imaginário afro-brasileiro.</p></div>
<div id="attachment_62155" aria-labelledby="figcaption_attachment_62155" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Ze-do-Bibi-Cavalo-Marinho.jpg"><img class="size-medium wp-image-62155" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Ze-do-Bibi-Cavalo-Marinho-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>José Evangelista de Carvalho (Mestre Zé de Bibi)</strong><br />Representante da cultural do Cavalo-Marinho e do Mamulengo, Mestre Zé de Bibi celebra sua arte há mais de 50 anos. Segundo carta de recomendação do IPHAN, o mestre destaca-se por: manter o Sítio Histórico e Museu do Cavalo-Marinho em Glória do Goitá; foi vencedor do Prêmio Culturas Populares, do MinC, em 2007; detém o título de Construtor da Cultura pelo Conselho de Cultural da Cidade de Recife; conquistou o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do MINC/IPHAN, no ano de 2009, na categoria salvaguarda de bens de natureza imaterial. A solicitação para sambadas, os convites para participação em eventos em vários municípios, formações, concursos e a manutenção são ações pioneiras de um Museu voltado à difusão do Cavalo-Marinho que estão sob sua responsabilidade.</p></div>
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