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	<title>Portal Cultura PE &#187; cultura alimentar</title>
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		<title>Xukuru do Ororubá: imersão ensina sobre a potência da floresta e o respeito aos encantados</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2025 21:36:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Andréa Almeida Entre montanhas da Serra do Ororubá no município de Pesqueira, Agreste de Pernambuco, aprende-se sobre se comunicar com os ventos, ler paisagens, escutar florestas e respeitar os encantados. Os sapatos começam a apertar os pés que pedem o contato com a terra, quando o recado vem em forma de toante: &#8220;Pisa leve [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_119758" aria-labelledby="figcaption_attachment_119758" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Juana Carvalho/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.27.40-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119758" alt="Foto: Juana Carvalho/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.27.40-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Iran Xukuru em vivência na Casa das Sementes</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Andréa Almeida</strong></em></p>
<p>Entre montanhas da Serra do Ororubá no município de Pesqueira, Agreste de Pernambuco, aprende-se sobre se comunicar com os ventos, ler paisagens, escutar florestas e respeitar os encantados. Os sapatos começam a apertar os pés que pedem o contato com a terra, quando o recado vem em forma de toante: &#8220;Pisa leve e devagar para não tropeçar, mas pisa leve e devagar para conhecer o lugar&#8221;. Quem aconselha a pedir licença com chakras abertos e sentidos aguçados é Iran Xukuru, uma das lideranças indígenas do povo Xukuru do Ororubá que media vivências entre o mundo espiritual e o terreno na Casa das Sementes Mãe Zenilda. Em altitude estimada em 1.125 metros acima do nível do mar, o espaço cultural sediou uma imersão proposta pelo País da Cultura Alimentar neste sábado (16/08), dentro da programação do Festival Pernambuco Meu País, iniciativa do Governo de Pernambuco através da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE).</p>
<p>A Casa das Sementes é um lugar que reúne cultivo, alimento, cura, artesanato e contação de histórias. E é lá onde Iran Xukuru, ao lado de outras liderenças, transmite saberes sobre o &#8220;bem viver&#8221; com a natureza e a potência das florestas. Ele ensina sobre sutilezas e reza sem palavras, que é a reza de intenção. Fala também sobre transformação e não padronização, intuindo que tudo que é vivo é regenerativo. Agrônomo, curandeiro e mestre em Ciência do Solo, notou que precisava &#8220;desformar&#8221;. Idealizou o espaço cultural junto ao povo Xukuru para propagar os conhecimentos e saberes ancestrais.</p>
<p>&#8220;A nossa ideia na época era ter um espaço de formação e de encontros, aí fizemos o projeto da Casa Semente com essa arquitetura redonda, circular, inspirada um pouco na própria dança do toré, mas também para trazer essa circulação do conhecimento. Então aqui a gente não só guarda sementes, a gente inverte, nós somos sementes-guardiãs, porque o povo Xukuru é o povo-semente, germina para luta, para resistência. Essa germinação para insistir nessa condição de vida conectada à natureza, ao encantamento. E essa coisa do circular é também para a gente sair desse processo de formação, voltar para a &#8216;desformação&#8217;, sair dessa forma que é imposta por esse mundo globalizado. Experimentar um tempo que é um tempo dessa cosmologia, dessa forma de vida que é um tempo, espaço, tempo, elemento indissociável do encantamento. Então é uma versão de um tempo espiralar, que a gente fala, eu trago o termo como &#8216;encantário&#8217;. Ou seja, é um calendário, mas não é só tempo Khrónos, não passa, não se limita a isso. Ou seja, é um outro tempo ou não tempo, atemporal. É você viver e experimentar a vida na sua complexidade&#8221;, revela Iran Xukuru.</p>
<div id="attachment_119759" aria-labelledby="figcaption_attachment_119759" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Juana Carvalho/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.32.18.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119759" alt="Foto: Juana Carvalho/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.32.18-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Casa das Sementes</p></div>
<p>Entre uma história e outra, ele também conta que aprendeu a ser semente com o avô, quem era &#8220;doutor de plantas&#8221;, ensinava sobre os segredos da natureza e dos encantados: &#8220;Meu avô era guardião de uma semente chamada Feijão de Corda e Galo de Campina. Um dia ele perdeu a semente e me pediu para achar outra e trazer de volta. Eu não achei antes dele morrer. Mas se tornou a minha missão de vida achar e plantar meu avô através das sementes. Depois entendi que a missão é seguir o rastro de semente com nome de passarinho e hoje estou aqui por seguir essa missão do meu avô. Xukuru é a terra das sementes. Sementes-guardiãs desse encantamento&#8221;. Durante a contação, Iran Xukuru vai relembrando como era a infância na Serra do Ororubá, quando brincava com vagalumes, via rastro de fogo no céu que somente aparecia quando sentado em cima de pedras sagradas e hoje se define como um ser de luz da &#8220;vagalumagem&#8221;. Luz essa do pensar e do caminhar, entre reuniões com os espíritos encantados do povo Xukuru.</p>
<p>&#8220;E a gente faz uma provocação sobre as sementes, porque a semente não é só o material genético que é semeado. A semente é tudo aquilo que garante luta, resistência, transformação. Então a gente trabalha aqui com a descoberta, transformações de criação cosmológica. Chega de ideias, eu sei que Krenak não quer falar isso, está longe dele. Mas chega de ideias para adiar fim de mundo. O que a gente está propondo aqui são ideias. Ideias para voltarmos a ser produtores de mundo. Você já ouviu falar da poética, da cosmo-poética do regresso? Ou seja, volta à Terra para, nessa desformação do humano desencantado, passar a ser humano-natureza na forma de &#8216;humanosfera&#8217;, camada humana, invólucro de proteção à Terra. O desafio é voltar a ter cheiro de terra, cor de terra, saber sentir a ciência da terra, se comunicar com os outros seres conectados com a terra, ou seja, o que a gente chama aqui de encantação é a comunicação com a Terra, e aí você vai saber que vai chover. Por quê? Não dá para explicar porque não tem palavra para explicar, mas eu sei que vai chover porque a natureza está para nos dizer, então é sobre isso e muito mais. Então a Casa das Sementes é uma ferramenta, é um instrumento para que nos ajude. Esse encaixe para, no nosso caso, a ecologia dos encantados&#8221;, expressa Iran Xukuru.</p>
<div id="attachment_119760" aria-labelledby="figcaption_attachment_119760" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Juana Carvalho/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.27.40-3.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119760" alt="Foto: Juana Carvalho/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.27.40-3-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Soberania alimentar</p></div>
<p>Durante a imersão na Casa das Sementes, também se aprende sobre o cultivo e o consumo de alimentos orgânicos. Lá, maxixe, xerém, legumes, beiju, mandioca ralada, macaxeira, farinha de milho, hortaliças&#8230; Tudo que é consumido é plantado e colhido nos quintais da Serra do Ororubá, onde se alcança uma soberania alimentar graças à conexão com o &#8220;bem viver&#8221; ensinado pelos ancestrais, espíritos encantados que aconselham e sopram aos ouvidos sensíveis os passos a seguir nessa guiança da vida. No território indígena a cura vem como aprendizado deixado pelos antepassados e também descobertos nesse movimento vivo de transformação, criação e perpetuação dos saberes. No local, a Sala de Medicinas Sagradas da Biodiversidade Xukuru do Ororubá é um laboratório que produz fitoterápicos, promovendo saúde através das plantas cultivadas no território. Hidratante, protetor labial, lambedor, remédios diversos, óleos, shampoo, sabonetes, tinturas, entre outros produtos essencialmente naturais, são criados pelas mãos dos indígenas e também comercializados numa lojinha que fica dentro da Casa das Sementes.</p>
<p>&#8220;A Casa das Sementes tem um trabalho há muito tempo com a ecologia, com a questão do banco de sementes, e está dentro desse território do povo Xukuru de Ororubá. A gente precisa valorizar realmente e abrir esses espaços para que as pessoas também venham até aqui. Então é uma oportunidade de aproveitar o trabalho que eles já fazem e compartilhar com o povo que está participando do Festival Pernambuco Meu País. Ano passado a gente já teve essa vivência aqui. Então isso tudo o que eles estão construindo, seja na questão da cura medicinal, que eles trabalham com fitoterápicos, seja no artesanato, que eles também tem aqui um ponto de artesanato, e da cultura alimentar, é importante para essa partilha&#8221;, ressalta a coordenadora de Gastronomia da Secult-PE, Dianne Souza.</p>
<div id="attachment_119761" aria-labelledby="figcaption_attachment_119761" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Juana Carvalho/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.27.40-4.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119761" alt="Foto: Juana Carvalho/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-16-at-18.27.40-4-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Sala de Medicinas Sagradas da Biodiversidade Xukuru do Ororubá</p></div>
<p><strong>Sobre o povo Xukuru do Ororubá</strong> &#8211; Na Serra dos Ororubás, hoje, estima-se que há cerca de 12 mil Xukurus. Os Xukuru do Ororubá são conhecidos pela luta pela demarcação de suas terras e pelo reconhecimento de seus direitos como povo indígena. A história dos Xukuru do Ororubá é marcada por conflitos com fazendeiros e políticos locais, além de mobilizações para afirmar seus direitos.</p>
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		<title>Festival Pernambuco Meu País promoveu encontro sobre cultura alimentar e sustentabilidade no Vale do Catimbau</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2025 06:06:30 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.41.24.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119453" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/ Secult=PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.41.24-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Terra de saberes alimentares ancestrais, o Vale do Catimbau abriu as portas do salão paroquial da igreja do centrinho da vila neste sábado (2) para uma tarde de partilha de conhecimentos sobre práticas gastronômicas. A programação do País da Cultura Alimentar, que se iniciou de manhã com a oficina de fermentação, foi retomada com uma aula prática seguida do Fórum Cadeia Produtiva da Cultura.</p>
<p>Às 14h foi iniciada a aula Licuri na Massa, com o chef George Luis, da Cábris Cozinha, para os moradores locais. O foco das receitas desenvolvidas por ele e preparadas na hora foi justamente o licuri &#8211; ou oricuri ou coco catolé, como conhecido em outros locais. Insumo abundante na região de Buíque e do Vale do Catimbau, esse coquinho tem sabor marcante e pode ser base para muitos alimentos. Durante a aula essa versatilidade do ingrediente foi comprovado (e provado) através dos pães doces e dos bolinhos de goma.</p>
<p>&#8220;Estou extremamente grato de estar aqui hoje no Vale do Catimbau, trazendo um pouco do conhecimento adquirido durante vários anos de estudo, realizando uma troca super importante com quem produz de fato comida. Aqui eu também aprendo com quem produz a comida, a trazer novos produtos para a terra. Acaba sendo muito gratificante realizar essa troca, trazer um conhecimento mais técnico e voltar daqui com um saber cultural ancestral&#8221;, celebrou o chef e professor.</p>
<p><strong>Fórum de Cultura e Mercado</strong> &#8211; Espaço de diálogo e partilha de saberes dedicado a refletir sobre as interseções entre cultura, sustentabilidade e economia solidária, o tema desta edição no Catimbau foi Quintais Produtivos. A nutricionista Wilka Rosane, a fitoterapeuta Vanda Kapinawá, e o agroecologista Niwá Kapinawá debateram o tema a partir de suas vivências junto à coordenadora de Gastronomia da Secult-PE, Dianne Souza, e ao representante da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), o engenheiro florestal Sérgio de Azevedo.</p>
<p dir="ltr">Para Dianne Souza, essa partilha é o grande objetivo da programação do País da Cultura Alimentar no PEMP. &#8220;O objetivo desse polo é estarmos alinhados aos territórios. Então aqui no Vale do Catimbau a gente tem o licuri e as atividades foram direcionadas a produtos com esse coco, para que principalmente a cooperativa das mulheres aqui do Catimbau pudesse pensar em novas possibilidades de preparos e comercialização. E o fórum é justamente esse espaço de partilha, de conversar do que a gente realmente tem aqui e o que uma gente pode contribuir para melhoria já que essa escuta vai pautar o fortalecimento das nossas políticas públicas.</p>
<p><strong>Funcultura</strong> &#8211; A tarde com os moradores do Catimbau também foi momento para a equipe do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura tirar as dúvidas dos produtores culturais locais. Em mais uma ação formativa descentralizada, foi mostrado como participar e se inscrever nos editais, como obter o Cadastro de Produtor Cultural (CPC) e mais informações acerca do fundo e de como articular projetos a partir dos talentos e experiências já existentes no local.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.33.26.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119456" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/ Secult=PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.33.26-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.41.37.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119458" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/ Secult=PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.41.37-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.41.31.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119457" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/ Secult=PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-16.41.31-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
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		<title>Pernambuco Meu País Descentralizado estreia no Vale do Catimbau com ação sobre cultura alimentar e saberes tradicionais</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2025 13:09:07 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_119415" aria-labelledby="figcaption_attachment_119415" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/foto-161.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119415" alt="Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/foto-161-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p></div>
<p>Teve início na tarde desta sexta-feira (1º), no Vale do Catimbau, a programação do Pernambuco Meu País Descentralizado, mais um polo inédito do Festival Pernambuco Meu País 2025, que reúne gastronomia, literatura, culturas populares e música. A abertura aconteceu às 14h, no salão paroquial da Capela São José, no centro da vila de moradores, em uma atividade integrada com o País da Cultura Alimentar, que conectou memória da terra, tradições orais e o protagonismo feminino.</p>
<p>A vivência de estreia foi a “Semente Crioula: Plantando História, Alimentando o Futuro”, ação que articulou temas como agroecologia, alimentação saudável, história dos grãos e oralidade ancestral, e contou com a participação de jovens estudantes, moradores e profissionais da educação da região, e visitantes do evento.</p>
<p>A nutricionista e técnica em agroecologia Wilka Araújo, que conduziu a atividade, destacou a força simbólica das sementes crioulas. “Toda semente é pequena, mas carrega um mundo. Falar de sementes crioulas é falar de ancestralidade, de herança viva. Quando a gente semeia, está cultivando memórias e modos de vida. Estou aqui por mim, mas também por quem veio antes e pelas pessoas que continuam plantando, semeando, cozinhando e tentando fazer com que a terra seja mais saudável”, destacou.</p>
<p>Wilka também ressaltou o envolvimento dos estudantes locais na atividade. “Eles são o solo mais fértil para essa troca e um público essencial quando falamos de preservar cultura. É neles que a gente planta o futuro”, enfatizou.</p>
<div id="attachment_119416" aria-labelledby="figcaption_attachment_119416" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/foto-17.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119416" alt="A vivência de estreia foi a “Semente Crioula: Plantando História, Alimentando o Futuro”, ação que articulou temas como agroecologia, alimentação saudável, história dos grãos e oralidade ancestral" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/foto-17-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A vivência de estreia foi a “Semente Crioula: Plantando História, Alimentando o Futuro”, ação que articulou temas como agroecologia, alimentação saudável, história dos grãos e oralidade ancestral</p></div>
<p>A ação ainda reforçou o compromisso do projeto com práticas sustentáveis, inclusão e protagonismo das mulheres. De acordo com Dianne Sousa, assessora de Gastronomia da Secult-PE, toda a curadoria foi pensada a partir das especificidades do território. “O Vale do Catimbau tem uma relação profunda com a agroecologia. Direcionamos as atividades para que dialogassem com a realidade local, incentivando a troca de técnicas e o uso de insumos da própria terra, como o licuri. Especialmente, reconhecendo o protagonismo do território, queremos que as mulheres das cooperativas possam replicar esses saberes nos seus ofícios cotidianos, por exemplo”, explicou.</p>
<p>Mais ações voltadas ao fortalecimento de práticas comunitárias e à difusão de expressões culturais conectadas à terra acontecem até este sábado, com o “Bora Fermentar” e a “Oficina de Panificação &#8211; Quintais Produtivos”. Já a programação do polo segue até este domingo (3), com diversas ações e muita música, com shows de Coco Santiago, Valdi Afonjah, Paulo Matricó, Gean Ramos e mais. Toda a programação está disponível no Instagram oficial do festival, o <a href="http://instagram.com/festivalpernambucomeupais">@festivalpernambucomeupais </a>e o <a href="http://instagram.com/culturape">@culturape</a>.</p>
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		<title>Na Jornada, patrimônio alimentar atravessa fronteiras municipais e estaduais</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Aug 2024 21:50:54 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo dia da 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar, nesta terça-feira (27), realizado na Biblioteca Setorial Manuel Correia de Andrade, no câmpus-sede da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no bairro de Dois Irmãos (Zona Oeste do Recife), foi dividido entre dois tipos de trocas de experiências. O primeiro, no intercâmbio entre a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) acerca de Gastronomia e Identidade Territorial; o segundo, sob o tema Gastronomia Pernambucana como Patrimônio, teve como foco os saberes sobre quatro tipos de doces: doce de guabiraba, de Paudalho (Zona da Mata Norte); bolo barra branca, de Bezerros (Agreste); cartola; e bolo de noiva.</p>
<p>Este ano sob o tema Cultura Alimentar e Identidade Territorial, o evento é fruto de uma parceria do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), com os cursos de gastronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Faculdade Senac (FacSenac). Integra a 17ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, que, apesar do nome, conta com programação desde o início deste mês de agosto.</p>
<p>Pela manhã, a professora Ericka Calabria, coordenadora do curso de Gastronomia da UFRPE, mediou a palestra A Experiência em Minas Gerias: Sistemas Culinários da Cozinha Mineira &#8211; o Milho e a Mandioca &#8211; Candidatura do Queijo Minas à Patrimônio da Humanidade. Para esse colóquio foi convidado Luis Molinari, diretor de Promoção do Iepha-MG, que dividiu a mesa ainda com Marcelo Renan de Souza, gerente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</p>
<p>Um dos reflexos da importância da gastronomia como vetor de identidade cultural, como apontou Marcelo Renan, tem sido o recente boom de pedidos para que vários produtos, e seus processos, tornem-se patrimônio cultural em Pernambuco. O mesmo, de acordo com Luis Monari, ocorre em Minas Gerais. Ambos os gestores falaram um pouco da experiência de construção da política de patrimônio cultural, com respectiva metodologia, para uma plateia formada em sua maioria por alunos de gastronomia da UFRPE.</p>
<p>No debate após as palestras ficou mais evidente o percurso das experiências pernambucana e mineira. Enquanto a primeira geralmente parte do pedido de registro de um produto consolidado (como, por exemplo, o bolo de noiva, o queijo coalho, o doce de guabiraba, a mariscada, a manta de ovinos e caprinos de Petrolina ou o café de Taquaritinga do Norte), a segunda costuma ter início na identificação dos saberes, processos e práticas socioculturais associadas a cada produto.</p>
<p>&#8220;É extremamente importante para os órgãos de preservação manter intercâmbios técnicos com os de outros Estados&#8221;, ressaltou Marcelo Renan. &#8220;Este ano trouxemos a experiência do Iepha-MG, no reconhecimento da cozinha mineira e do queijo minas. É interessante para nós, porque temos o processo de reconhecimento do queijo coalho e de outros bens do patrimônio alimentar pernambucano. Para nós, técnicos, serve como uma troca de conhecimentos técnicos entre instituições; e, para os estudantes, a oportunidade de conhecer mais a fundo esses processos de reconhecimento do patrimônio alimentar&#8221;, compartilhou o gerente.</p>
<p>Já Luis Molinari considera que os profissionais de patrimônio cultural precisam desse tipo de intercâmbio e cada vez mais desses encontros para discutir procedimentos, metodologias, legislação e formas de fazer. &#8220;Existe, obviamente, um entendimento de como fazemos a proteção do patrimônio cultural, mas também o fazer dessa proteção é muito importante&#8221;, afirmou. &#8220;Eventos como esse são muito importantes para que possamos somar esforços, entender procedimentos e criar consensos em relação a formas de abordagens de patrimônios&#8221;, disse o diretor.</p>
<p><strong>DOCE QUE TE QUERO DOCE -</strong> A tarde da 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar, nesta terça-feira (27), na UFRPE, ficou ainda mais açucarada. Com mediação da antropóloga, Luciana Gama, assessora técnica da Fundarpe, doces pernambucanos com grande potencial de serem reconhecidos como patrimônios imateriais do Estado ilustraram a palestra e debate sob o tema Gastronomia Pernambucana como Patrimônio. A professora da casa Ericka Calabria voltou à mesa para falar sobre a cartola; as doceiras Lucia Maria dos Santos, Isabel Cristina Assis da Silva e Maria do Socorro de Assis defenderam o doce de guabiraba; e a também professora Cristianne Barros, da Faculdade Senac, retomou os assuntos dos bolos de noiva e barra branca, já abordados na segunda-feira (26), na FacSenac.</p>
<p>A emoção tomou conta da mesa formada apenas por mulheres, que compartilharam experiências dessas delícias de patrimônios que atravessam o Estado, do Litoral ao Agreste, passando pela Zona da Mata Norte. No debate suscitaram sugestões como a elaboração de uma cartilha do patrimônio alimentar e a instrumentização para tornar as pessoas doceiras aptas a concorrerem ao título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. A tarde, claro, terminou com uma degustação de amostras desses doces tão desejados.</p>
<p>A professora Ericka Calabria, que participa da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco desde a primeira edição, e há dois anos possui uma ligação ainda mais afetiva com a realização da Jornada do Patrimônio Alimentar, lembrou como o patrimônio imaterial ganhou maior representatividade ao longos dos anos. &#8220;Percebi também que a Semana foi se interiorizando, saiu mais do Recife, e cada vez mais as questões do patrimônio imaterial foram surgindo&#8221;, contou. &#8220;Fico muito feliz que a gastronomia, que já era reconhecida nos editais, vai se inserindo nas políticas culturais como uma linguagem, uma área dentro de patrimônio, e vai sendo valorizada. A UFRPE fica muito feliz por participar e cooperar com essa demanda&#8221;, celebrou.</p>
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		<title>Jornada do Patrimônio Alimentar tem início com delícias de vinhos e bolos pernambucanos</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 21:42:33 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Quem achava que a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco já havia acabado rasgou a boca. Ou melhor, encheu a boca. E os olhos. Em sua 17ª edição, o evento entrou em sua reta final, esta semana, com a realização da 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial. O evento é fruto de uma parceria do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), em com os cursos de gastronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Faculdade Senac (FacSenac). A estreia, nesta segunda-feira (26), na Faculdade Senac, foi dedicada aos vinhos produzidos na região do Vale do São Francisco (Sertão) e ao bolos que são patrimônios culturais pernambucanos.</p>
<p>A 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial continua até a próxima quinta-feira (29). Confira <a title="3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial" href="https://docs.google.com/forms/d/1lpWSRQJcTL49AD5KAj499jIRxeMavJYK5XvuOEskgGA/viewform?pli=1&amp;pli=1&amp;edit_requested=true" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> a programação completa.</p>
<p>Pela manhã, no Auditório da FacSenac, foi colocado o tema Indicação Geográfica: Vinhos do Vale do São Francisco. Robson Lustosa, coordenador de gastronomia da faculdade, mediou as palestras com Luciana Arruda, professora do curso de bacharelado em gastronomia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFRPE; e Yanne Moreira, economista e assessora de Arranjos Produtivos da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).</p>
<p>Após uma breve introdução da assessora de Gastronomia da Secult-PE, Dianne Sousa, e do gerente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Marcelo Renan de Souza, cada expositor explicou, em sua área, como se deu o processo de registro de indicação geográfica (conferido a produtos ou serviços que são característicos de seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação a seus similares disponíveis no mercado) dos vinhos produzidos no Vale do São Francisco.</p>
<p>&#8220;A indicação geográfica do vinho é nossa primeira de alimentação no Estado&#8221;, lembrou Dianne Sousa. &#8220;Temos muitos outros produtos em potencial. Inclusive, temos um processo em andamento, que é o do queijo coalho do Agreste, que se encontra em fase de pesquisa e delimitação&#8221;, contou. &#8220;O caso de sucesso do vinho, sua implementação e desenvolvimento, desperta para outros mercados o interesse de buscar o selo de indicação geográfica, como nos casos do mel e do café de Taquaritinga do Norte&#8221;, exemplificou.</p>
<p>O debate que se seguiu com a plateia contou ainda com a participação da sommelière Mariana Dubeux, que ministrou, no fim da manhã, no salão de eventos da FacSenac, a oficina Degustando o Vale do São Francisco. Na workshop, fez uma breve apresentação sobre os rótulos locais e sua projeção comercial e pôde proporcionar uma experienciação de alguns tipos de vinhos produzidos no Estado.</p>
<p>A tarde foi dedicada a quatro concorridas oficinas gastronômicas sob o título Os Doces Patrimônio de Pernambuco, ministrada por professoras da FacSenac: Bolo de Rolo, com Juliana Costa; Bolo Barra Branca, com Tânia Bastos; Bolo de Noiva Pernambucano, com Cristianne Barros; e Bolo Souza Leão, com Renata Oliveira.</p>
<p>&#8220;A academia tem que inserir naquilo que está sendo desenvolvido no âmbito externo&#8221;, comentou Robson Lustosa. &#8220;Em nossas práticas educacionais consideramos também a discussão da gastronomia quanto aos aspectos culturais focando no conteúdo de desenvolvimento econômico regional&#8221;, disse. &#8220;Temos uma disciplina de confeitaria em que discutimos também o patrimônio. Na discplina de enogastronomia tratamos das indicações de procedência sempre trazendo à tona os vinhos que são produzidos na região do Vale do São Francisco. Na educação não faz sentido falar, tratar de alguns assuntos sem um olhar para o desenvolvimento local, na promoção do desenvolvimento regional&#8221;, explicou o professor.</p>
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		<title>Tradição gastronômica sertaneja no segundo dia País da Cultura Alimentar</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 08:03:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A culinária de Arcoverde foi a protagonista no segundo dia do País da Cultura Alimentar em Arcoverde, Sertão do Estado, neste sábado (24). Realizado mais uma vez no Centro de Gastronomia e Artesanato da cidade, o polo desenvolveu duas ações com o chef Rafael Diniz e com a Coperativa de Carrapana de Arcoverde. A Intervenção [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A culinária de Arcoverde foi a protagonista no segundo dia do País da Cultura Alimentar em Arcoverde, Sertão do Estado, neste sábado (24). Realizado mais uma vez no Centro de Gastronomia e Artesanato da cidade, o polo desenvolveu duas ações com o chef Rafael Diniz e com a Coperativa de Carrapana de Arcoverde.</p>
<p>A Intervenção Gastronômica: A Nova Charcutaria Sertaneja do Chef Rafael Diniz trouxe arte de preparar carne para produzir alimentos defumados, curados e embutidos dentro da gastronomia sertaneja. Rafael falou sobre as novas tendências desse preparo e ensinou uma receita de arroz carreteiro, feita apenas com produtos de fabricação artesanal.</p>
<p>Rafael é de Petrolina, mas passou a infância em Arcoverde e trouxe suas vivências na cidade sertaneja para o seu trabalho com Charcutaria. Em seguida, Maria Cleide Gonçalves representou a Cooperativa de Carraspana de Arcoverde. Carraspana é uma bebida típica da cidade, uma infusão preparada a base de cachaça ou aguardente com várias especiarias e cada produtor tem a sua receita própria.</p>
<p>Na intervenção, Maria falou sobre a história da Carraspana, preparou uma dose da cachaça e serviu degustação para o público. “A ideia é justamente trazer os profissionais, os fazedores da terra, para que o público conheça e para valorizar mesmo esses produtores da gastronomia local”, disse Dianne Sousa, Coordenadora da Linguagem de Gastronomia da Secretaria de Cultura de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Secult-PE e Fundarpe promovem 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 20:31:41 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/Card-1-Alimentar-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-112459" alt="Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/Card-1-Alimentar-1-427x486.jpg" width="427" height="486" /></a></p>
<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), em parceria com os cursos de gastronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Faculdade Senac (FacSenac), anunciam a 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial. O evento acontece de segunda (26) a quinta-feira (29).</p>
<p>A ação integra a programação da 17ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco e tem como objetivo fortalecer o debate acerca das políticas públicas culturais voltadas ao contexto do patrimônio alimentar em Pernambuco; e promover trocas acadêmicas e divulgação de iniciativas da sociedade civil que contribuem com a preservação e a promoção dos patrimônios alimentares.</p>
<p>O evento é aberto ao público e acontece na Biblioteca Setorial Manuel Correia de Andrade da Universidade Federal Rural de Pernambuco, (Câmpus-Sede &#8211; Rua Dom Manuel de Medeiros, s/nº, bairro Dois Irmãos); e na Faculdade Senac Pernambuco (Rua do Pombal, nº 57, 22º andar, bairro Santo Amaro), no Recife. É necessária a inscrição prévia para garantia de vagas, sujeita à lotação dos dois locais.</p>
<p>Com foco no debate relacionado à cultura alimentar e às identidades territoriais, a programação está organizada em temáticas que envolvem: Indicação Geográfica e Alimentos; Gastronomia e Identidade Territorial; Gastronomia Pernambucana como Patrimônio; e Os Doces Patrimônio de Pernambuco. Além disso, em parceria com a FacSenac e a UFRPE, ocorre a vivência com mestras marisqueiras da comunidade de Vila Velha, na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife, Litoral Norte do Estadio. Há emissão de certificado para os presentes.</p>
<p>As inscrições, devem ser feitas exclusivamente <a title="3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial" href="https://docs.google.com/forms/d/1lpWSRQJcTL49AD5KAj499jIRxeMavJYK5XvuOEskgGA/viewform?pli=1&amp;pli=1&amp;edit_requested=true" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
<p>A programação da 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial também inclui o painel virtual Estratégias de Agregação de Valor de Produtos Agroalimentares. O objetivo é promover uma formação on-line voltada para gestores, professores e pesquisadores de todo o Estado ligados à gastronomia, turismo, economia criativa e cultura, entre outros.</p>
<p>Para essa ação as inscrições devem ser feitas exclusivamente <a title="3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial - Painel para Gestores" href="https://docs.google.com/forms/d/11YJTy-AEMY6WchEYT7NQMcDfK_pqewV8p1mfNDHglMQ/viewform?edit_requested=true" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>. Uma vez inscrito, o link do evento será enviado para o e-mail de cada participante cadastrado.</p>
<p>“A realização desse evento reforça a importância da discussão dos temas do patrimônio cultural sob diferentes perspectivas acadêmicas e traz ao debate como as características regionais podem fornecer elementos identitários para o que chamamos de gastronomia regional&#8221;, explica Marcelo Renan, gerente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe. &#8220;O foco deste ano é mostrar a importância da vinculação de pratos e produtos a suas características históricas, conceituais e técnicas, por exemplo, como aparece nas indicações geográficas e na patrimonialização de saberes gastronômicos ligados às identidades locais”, completa.</p>
<p>Para Ericka Rocha, professora e coordenadora do curso de bacharelado em gastronomia da UFRPE, e uma das organizadoras do evento, “a Jornada do Patrimônio Alimentar é um momento da Semana do Patrimônio de Pernambuco que está tomando fôlego e crescendo a cada ano, sinalizando a importância da temática para a sociedade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Para a comunidade acadêmica ligada aos cursos de gastronomia, ilumina e faz refletir sobre o legado presente nas práticas cotidianas ligadas à alimentação e seus rituais&#8221;, afirma ainda a docente. &#8220;É com muita alegria que a UFRPE participa desse evento trazendo excelentes discussões para os alunos do curso de gastronomia e a todos na área.&#8221;</p>
<p>Dianne Sousa, pesquisadora, produtora cultural e atual gestora da Assessoria de Gastronomia da Secult-PE, lembra que a cultura alimentar se revela por meio de práticas e saberes históricos, culturais, ambientais e territoriais e compreende todo o processo, do cultivo à forma de partilha dos alimentos. &#8220;A 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar proporcionará importantes reflexões e experiências acerca da identidade alimentar e das relações territoriais”, almeja.</p>
<p>A 3ª Jornada do Patrimônio Alimentar: Cultura Alimentar e Identidade Territorial traz à tona o debate acerca da gastronomia enquanto reflexo dos costumes e das tradições de uma sociedade para fortalecimento dos territórios, bem como possibilita, por meio da preservação de práticas e saberes, o enaltecimento contínuo da identidade cultural e dos laços comunitários. &#8220;Para além do empreendedorismo em negócios do segmento gastronômico, a gastronomia é expressão das potencialidades culturais, ambientais, sociais e econômicas de cada região em que seja promovida e destacada, incitando o locavorismo e a valorização das comunidades por meio de seus laços culturais, criando um legado duradouro para as futuras gerações em uma conexão imbricada que alinha tradição e inovação”, comenta Robson Lustosa, coordenador de Gastronomia da Faculdade Senac Pernambuco.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Confira a programação completa:</strong></span></p>
<p><strong>Segunda-feira, 26</strong></p>
<p>9h às 11h, Auditório da Faculdade Senac Pernambuco<br />
Tema: Indicação Geográfica: Vinhos do Vale do São Francisco<br />
Palestrantes: Luciana Arruda, professora do curso de bacharelado em gastronomia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFRPE; Yanne Moreira, bacharela em economia (UFPE) e assessora de Arranjos Produtivos (Adepe)<br />
Mediação: Robson Lustosa, coordenador de gastronomia da Faculdade Senac</p>
<p>11h às 12h, Salão de Eventos da Faculdade Senac Pernambuco<br />
Tema: Oficina Degustando o Vale do São Francisco (20 vagas, inscrição presencial)<br />
Palestrante: Mariana Dubeux, a sommelière da ViniBrasil/Rio Sol</p>
<p>13h às 17h, 7º andar da Faculdade Senac<br />
Tema: Os Doces Patrimônios de Pernambuco (40 vagas)<br />
Oficinas Gastronômicas:<br />
Bolo de Noiva Pernambucano, com Cris Barros, professora de gastronomia da FacSenac-PE;<br />
Bolo de Rolo, com Juliana Costa, professora da Senac-PE;<br />
Bolo Souza Leão, com Renata Oliveira, professora da FacSenac-PE;<br />
Bolo Barra Branca, com Tânia Bastos, professora da Senac-PE</p>
<p>14h às 16h<br />
Painel Virtual &#8211; dia 1: Estratégias de Agregação de Valor de Produtos Agroalimentares</p>
<p><strong>Terça-feira, 27</strong></p>
<p>9h30 às 12h30<br />
Biblioteca Setorial Manuel Correia de Andrade, UFRPE<br />
Tema: Gastronomia e identidade Territorial<br />
A Experiência em Minas Gerias: Sistemas Culinários da Cozinha Mineira: O Milho e a Mandioca &#8211; Candidatura do Queijo Minas a Patrimônio da Humanidade<br />
Palestrantes: Luis Molinari, diretor de Promoção do Iepha-MG; e Marcelo Renan Oliveira de Souza, gerente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.<br />
Mediação: Ericka Maria de Melo Rocha Calabria, coordenadora do curso de bacharelado em gastronomia da UFRPE</p>
<p>14h às 17h<br />
Tema: Gastronomia Pernambucana como Patrimônio<br />
Palestrantes: Doce de Guabiraba, com as doceiras Lucia Maria dos Santos e Isabel Cristina Assis da Silva;<br />
Bolo de Noiva e Bolo Branca, com Cris Barros, professora da FacSenac-PE<br />
Cartola, com Ericka Maria de Melo Rocha Calabria, coordenadora do curso de bacharelado em gastronomia da UFRPE<br />
Mediação: Luciana Gama, antropóloga e assessora técnica da Fundarpe</p>
<p><strong>Quarta-feira, 28</strong></p>
<p>Vivência para alunos de gastronomia com mestras marisqueiras de Vila Velha, Itamaracá (PE)</p>
<p><strong>Quinta-feira, 29</strong></p>
<p>14h às 16h<br />
Painel Virtual &#8211; dia 2: Estratégias de Agregação de Valor de Produtos Agroalimentares</p>
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		<title>País da Cultura Alimentar traz sabor e tradição à Gravatá por meio do Festival PE Meu País</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jul 2024 14:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_111132" aria-labelledby="figcaption_attachment_111132" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Juana Carvalho</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-27-at-11.17.19.jpeg"><img class="size-medium wp-image-111132" alt="Foto: Juana Carvalho" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-27-at-11.17.19-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Juana Carvalho</p></div>
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<p>Os confeitos de festa de Limoeiro não são simples bolinhas de açúcar; eles carregam uma rica tradição cultural. E foi saboreando esses doces que começou o dia daqueles que visitaram o polo País da Cultura Alimentar, presente no Mercado Cultural de Gravatá, no Agreste pernambucano, na manhã dessa sexta-feira (26), durante o Festival Pernambuco Meu País, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura de PE (Secult-PE) e a Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p>O confeito é feito com ingredientes naturais e oferece uma variedade de sabores, como ervas, amendoim e castanha. Segundo Maciel França, o confeiteiro responsável pelo preparo da guloseima, esta faz parte de sua vida desde a infância. Levar um confeito para casa é garantia de que a festa foi um sucesso, tudo preparado conforme a tradição. &#8220;Utilizamos água potável, açúcar cristal, erva-doce, castanha e amendoim, tudo feito artesanalmente pelas nossas mãos&#8221;, afirmou.</p>
<p>As embalagens criativas, como saquinhos coloridos e cones gigantes, são um verdadeiro atrativo para as crianças. Por isso, a agricultora Calcina garantiu os confeitos para seus netos. &#8220;Estou levando dois cones, um para cada um dos meus netos. Assim, quando chegarmos em casa, eles podem dividir&#8221;, disse ela com um sorriso no rosto.</p>
<p>Além disso, durante a tarde, o País da Cultura Alimentar apresentou uma intervenção gastronômica com polenta recheada de queijo coalho e ragu de chambaril, sob a direção da chef de cozinha Claudia Luna.</p>
<p>“O milho e o queijo coalho têm grande importância em nosso estado, tanto em pratos doces quanto salgados. É maravilhoso estar aqui no Festival Pernambuco Meu País e poder compartilhar nossos sabores”, afirmou Luna.</p>
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