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	<title>Portal Cultura PE &#187; cultura popular</title>
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		<title>Governo do Estado fortalece protagonismo da cultura popular na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada pelo MinC</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2026 18:33:21 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_124071" aria-labelledby="figcaption_attachment_124071" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.10-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-124071" alt="Fotos: Victor Lacerda/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.10-1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Victor Lacerda/Secult-PE</p></div>
<p dir="ltr">O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), marcou de forma expressiva a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) entre os dias 19 e 24 de maio, em Aracruz, no Espírito Santo, único município com povos indígenas aldeados. O evento, com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, reuniu agentes culturais, povos tradicionais e gestores de todo o país para celebrar a diversidade e debater o papel da cultura na preservação ambiental. Com participação ativa em fóruns, plenárias, oficinas, seminários e articulações institucionais, a delegação pernambucana contribuiu diretamente para os debates sobre o fortalecimento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), sustentabilidade, justiça climática e ampliação da participação social nos territórios culturais do país.</p>
<p dir="ltr">A presença pernambucana ganhou destaque pela representatividade alcançada durante a Teia. Dos 30 delegados do estado presentes no encontro, 30% passam a integrar a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e os Grupos de Trabalho temáticos, ampliando a participação de Pernambuco nas decisões e encaminhamentos ligados à Política Nacional de Cultura Viva. Entre os principais resultados construídos ao longo do evento estão a elaboração da Carta de Gestores de Cultura Viva, da Carta dos Pontos e Pontões, fortalecimento do pacto federativo da PNCV, além da avaliação dos dois ciclos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.</p>
<p dir="ltr">Representando a Secult-PE, a secretária executiva de Cultura, Yasmim Neves, participou de encontros estratégicos ao longo de toda a programação, integrando o 2º Fórum Nacional de Gestores de Cultura Viva, reuniões de alinhamento entre representantes estaduais, plenárias nacionais e debates voltados à construção coletiva das políticas públicas culturais.</p>
<p dir="ltr">“Nossa participação na 6ª Teia Nacional reafirmou o compromisso do Governo de Pernambuco com uma gestão cultural compartilhada, participativa e territorializada. Mais do que um encontro, o evento fortaleceu a continuidade de um trabalho coletivo, que exige monitoramento permanente, execução comprometida e nos fez celebrar os novos caminhos para a Política Nacional de Cultura Viva em nosso estado. Saímos deste momento felizes pela firmeza e pela representatividade da nossa cultura popular, tão bem representada ao longo de toda a programação”, destacou a secretária.</p>
<div id="attachment_124072" aria-labelledby="figcaption_attachment_124072" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.08.jpeg"><img class="size-medium wp-image-124072" alt="A presença pernambucana ganhou destaque pela representatividade alcançada durante a Teia. Dos 30 delegados do estado presentes no encontro, 30% passam a integrar a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e os Grupos de Trabalho temáticos, ampliando a participação de Pernambuco nas decisões e encaminhamentos ligados à Política Nacional de Cultura Viva. " src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.08-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A presença pernambucana ganhou destaque pela representatividade alcançada durante a Teia. Dos 30 delegados do estado presentes no encontro, 30% passam a integrar a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e os Grupos de Trabalho temáticos, ampliando a participação de Pernambuco nas decisões e encaminhamentos ligados à Política Nacional de Cultura Viva.</p></div>
<p dir="ltr">A potência artística e simbólica de Pernambuco também esteve presente nas exposições “Cores de Paudalho” e “Inhamã: Caminho das Águas”, que destacaram a força criativa e a sensibilidade das mulheres da cultura do estado. A programação cultural pernambucana contou ainda, na quarta-feira (20), com as apresentações de Maciel Salú, Anderson Miguel e Isadora Melo, em um encontro marcado pela valorização das sonoridades tradicionais e contemporâneas da cultura popular do estado; na quinta-feira (21), com o show de Gean Pankararu, um dos precursores da música indígena contemporânea, direto do Sertão de Pernambuco; na sexta-feira (22), com a participação do Afoxé Oyá Alaxé, importante manifestação afro-brasileira fundamentada no Candomblé Nagô pernambucano, fundado e presidido pela Mestra da Cultura Popular Yakekerê e atual Yalorixá do Ilê Obá Aganjú Okoloyá – Terreiro de Mãe Amara, Yá Maria Helena Sampaio; e, no sábado (23), com o encontro musical entre Maestro Spok e Armandinho Macêdo, que uniu no palco o frevo pernambucano e a guitarra baiana em uma apresentação marcada pela celebração da cultura popular brasileira.</p>
<p dir="ltr"><strong>Presença de Pernambuco na agenda de atividades </strong></p>
<p dir="ltr">Já na quarta-feira (20), Pernambuco esteve presente no 2º Fórum Nacional de Gestores de Cultura Viva e na Feira da Economia Criativa e Solidária, levando o artesanato pernambucano como representação da identidade e da força cultural do estado, com obras do Sertão do Pajeú, comercializadas pelo Pontão de Cultura Cabras de Lampião, e com o artesanato do Ponto de Cultura Coletivo Moingobé, reunindo acessórios produzidos por mulheres indígenas.</p>
<p dir="ltr">O dia também marcou o encerramento do 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, com a consolidação de propostas voltadas ao fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva, com foco em sustentabilidade, justiça climática e ampliação da participação social nos territórios. A programação oficializou ainda a posse dos novos delegados estaduais que passam a integrar a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, agora estruturada em 25 Grupos de Trabalho.</p>
<p dir="ltr">“Pela primeira vez Santa Cruz do Capibaribe esteve representada na Teia Nacional, e isso tem um significado muito profundo para quem vem de territórios que, durante muito tempo, ficaram à margem dessas construções. Estar na Teia foi garantir acesso às trocas de experiências, aos saberes coletivos e à construção de políticas públicas mais diversas e democráticas. A Cultura Viva nos mostra que quando os territórios ocupam esses espaços, o Brasil se reconhece na sua pluralidade”, ressaltou Rafa Montteiro, uma das delegadas eleitas para representar o estado.</p>
<div id="attachment_124073" aria-labelledby="figcaption_attachment_124073" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.09.jpeg"><img class="size-medium wp-image-124073" alt="A potência artística e simbólica de Pernambuco também esteve presente nas exposições “Cores de Paudalho” e “Inhamã: Caminho das Águas”, que destacaram a força criativa e a sensibilidade das mulheres da cultura do estado. " src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.09-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A potência artística e simbólica de Pernambuco também esteve presente nas exposições “Cores de Paudalho” e “Inhamã: Caminho das Águas”, que destacaram a força criativa e a sensibilidade das mulheres da cultura do estado.</p></div>
<p dir="ltr">Na quinta-feira (21), as atividades começaram com o cortejo das tradicionais bandas de Congo, patrimônio imaterial do Espírito Santo que reúne música, dança e religiosidade popular. A programação institucional contou ainda com cerimônia que reuniu o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.</p>
<p dir="ltr">Na ocasião, foram assinados importantes instrumentos para o fortalecimento das políticas culturais no país, entre eles o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, além das portarias da Rede Nacional de Mestras e Mestres e do Programa Festejos Populares do Brasil.</p>
<p dir="ltr">A Secult-PE e a delegação pernambucana também participaram do 2º Seminário Internacional “Cultura Viva Comunitária: Uma Escola Latino-americana de Políticas Culturais”, fortalecendo o intercâmbio de experiências sobre cultura comunitária, cooperação internacional e políticas públicas construídas nos territórios.</p>
<p dir="ltr">Na sexta-feira (22), a Secult-PE participou da oficina “Cultura Viva &#8211; Política de Base Comunitária do Sistema Nacional de Cultura”, reforçando a importância das manifestações populares na formulação das políticas públicas culturais. O dia também contou com oficinas práticas e atividades culturais voltadas aos saberes tradicionais, como “Ervas Sagradas &#8211; O Sagrado Cura!”, além da realização da Plenária Nacional Cultura Viva e da grande roda sobre direitos culturais, bem viver e justiça climática, reunindo representantes de fóruns e Teias de diferentes estados brasileiros.</p>
<div id="attachment_124075" aria-labelledby="figcaption_attachment_124075" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.08-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-124075" alt="Durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, foram assinados importantes instrumentos para o fortalecimento das políticas culturais no país, entre eles o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, além das portarias da Rede Nacional de Mestras e Mestres e do Programa Festejos Populares do Brasil." src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-27-at-15.04.08-1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, foram assinados importantes instrumentos para o fortalecimento das políticas culturais no país, entre eles o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, além das portarias da Rede Nacional de Mestras e Mestres e do Programa Festejos Populares do Brasil.</p></div>
<p dir="ltr">Após a programação oficial, a delegação pernambucana realizou um momento de alinhamento interno para sistematizar os principais encaminhamentos do encontro e reforçar estratégias voltadas à preservação, valorização e fortalecimento das tradições populares do estado.</p>
<p dir="ltr">No sábado (23), a delegação pernambucana participou de um encontro com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, reafirmando o compromisso de Pernambuco com a cultura viva dos territórios e com o fortalecimento das políticas culturais de base comunitária. O encerramento da Teia consolidou os diálogos e construções coletivas desenvolvidas ao longo da programação.</p>
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		<title>Dia da Ciranda: Conheça a vida e a obra do mestre Antônio Baracho</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes “O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123883" alt="Foto: Danilo Souto Maior/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/51754121584_ec3ced7d8c_c-607x369.jpg" width="607" height="369" /></a></p>
<p align="justify"><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p align="justify">“O mestre de ciranda e maracatu deve ser inventor. Criador. Compositor e autor”, dizia Antônio Baracho da Silva (1907-1988) ao falar sobre seu ofício. Tido por muitos como o maior dos mestres dessa arte, ele foi um dos responsáveis por popularizar a ciranda na Região Metropolitana do Recife, influenciando vários mestres que viveram em seu tempo e depois. Sua importância é tanta que o dia de seu nascimento, 10 de maio, foi definido como o Dia Estadual da Ciranda em Pernambuco, em 2019.</p>
<p align="justify">A ciranda tornou-se Patrimônio Imaterial do Brasil em 2021, e um elemento importante nesse processo foi o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) da Ciranda em Pernambuco, produzido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) entre 2013 e 2014. “Trata-se de uma das manifestações culturais mais significativas de Pernambuco. O Dia Estadual da Ciranda é emblemático para celebrarmos, promovermos debates e pensarmos em políticas públicas de cultura, fortalecendo a salvaguarda desse bem cultural”, diz a Superintendente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Jacira França.</p>
<p align="justify">Desde o início da atual gestão, o Governo de Pernambuco investiu, através da Fundarpe, R$1.454.915,25 no setor da ciranda. O valor diz respeito a contratações diretas nos ciclos do Carnaval, São João, nas edições do Festival Pernambuco Meu País, em ações dos equipamentos culturais estaduais e outros apoios a festejos locais, evidenciando uma política permanente de valorização e fortalecimento dessa expressão cultural ao longo de todo o ano, para além dos grandes ciclos festivos.</p>
<p align="justify">Em todos esses momentos, o nome de Baracho é reverenciado. Sua obra aparece também como elemento importante dentro do INRC, que reconhece a importância de seu trabalho e legado. “Acompanhei Baracho durante 4 anos, balancei muito ganzá enquanto ele cantava. Ele era muito grande, o mito da ciranda”, conta mestre João Limoeiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco e fundador da Ciranda Brasileira. “Baracho foi uma grande inspiração pro meu pai, tanto no maracatu rural quanto na ciranda”, lembra Pedro Salustiano, dançarino, produtor e empresário, filho de Mestre Salustiano (1945-2008). “Presenciei muitos momentos entre eles. Às vezes, por exemplo, ele acordava meu pai no meio da noite pra contar alguma história ou pra dizer algum verso que ele criou. Era um grande improvisador, grande poeta”, continua Pedro.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yHi74-rZpWs?si=Wp2m9E0NjQyKOWMw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p align="justify">Entre os artistas mais jovens que trabalham com ciranda, seu nome é influente. Em <i>live</i> durante a pandemia (2021), no Circuito Cepe de Cultura, o jovem mestre Anderson Miguel lembra que um dos primeiros refrões de ciranda que criou foi este: “Rei da Ciranda/ Rei da Ciranda/ Foi Baracho, grande cirandeiro/ Maracatuzeiro lá de Santa Fé/ O destino manda/ O destino manda/ Que eu seja o sucessor dele/ Ser rei como ele/ E honrar Nazaré”. O cantor e compositor Siba Veloso, em entrevista à revista <i>Continente </i>(2019), afirma que uma frase de Baracho, presente em um curta-metragem dos anos 1980, seria definidora para sua carreira: “Formiga vive do que carrega”. “Aquilo foi muito definidor durante meu conflito para escolher uma profissão. Baracho quis dizer que o poeta tinha que viver da poesia. Eu já sabia que queria ser músico ou artista. Mas, depois daquilo, despertei para a poesia, que é central para mim”, conta.</p>
<p align="justify">“A genialidade com que Baracho fazia improvisos move muitos a acreditar que ele foi o criador da ciranda e assim merecedor do respeito de mestres, mestras e da população em geral”, registra o INRC da Ciranda. Como pontua Deborah Callender em sua dissertação de mestrado em História (“Quem deu a ciranda a Lia?”, defendida em 2011 na UFPE), Baracho era tido, nos anos 1970, como um dos cirandeiros mais autênticos e tradicionais, e seu nome tinha alcance nacional, pois era conhecido entre quem acompanhava de perto a música popular brasileira no período. Era conhecido, já naquele tempo, como “o rei sem coroa”.</p>
<p align="justify">Esse reconhecimento coincide com o auge dessa manifestação cultural na Região Metropolitana do Recife (RMR), pois na década de 1970 e na anterior foram realizados os Festivais da Ciranda do Recife. Esses eventos davam visibilidade a essa arte e faziam circular o trabalho dos grupos e mestres, mas também de aproximar as formas de dançar e tocar ciranda da Mata Norte e da RMR, apesar das várias diferenças ainda existentes – a mais evidente delas é que, na Mata Norte, o ritmo é mais rápido e agitado, enquanto na RMR ele é mais lento e suave, acompanhando o embalo das ondas do mar.</p>
<p align="justify">A Mata Norte é o lugar de origem de Baracho, mas é a praia o cenário de sua composição mais famosa, conhecida na voz de Lia de Itamaracá: “Eu estava na beira da praia/ Ouvindo as pancadas/ Das ondas do mar/ Essa ciranda quem me deu foi Lia/ Que mora na Ilha/ De Itamaracá”. Segundo mestre João Limoeiro, Baracho tinha uma namorada em Itamaracá chamada Lia e esses versos foram inspirados nessa mulher, que não seria a famosa cirandeira, mas uma senhora homônima. A autoria dessa composição foi disputada pela própria Lia de Itamaracá, mas entre os cirandeiros parece prevalecer a versão de que o criador foi Baracho. Apesar dessa disputa, Lia e as duas filhas cirandeiras de Baracho, as mestras Severina (1953-2025), conhecida como Biu, e Dulce, cantam juntas há mais de 20 anos. “Ela [Lia] é a rainha, meu pai é o rei”, disse Dulce Baracho em vídeo de 2023 para o Paço do Frevo.</p>
<p align="justify">“Quando ele chegava, os outros cirandeiros ficavam com medo”, garante mestre João Limoeiro. “Uma vez, teve um jogo do Sport e Santa Cruz, e o Sport meteu 5, o Santa não fez gol nenhum. No mesmo dia, teve uma apresentação e Baracho subiu ao palco. Aí ficaram com medo que ele cantasse a goleada, e claro que ele cantou”, ri o cirandeiro.</p>
<p align="justify">Essa história indica a importância de Baracho para outros artistas e suas qualidades como improvisador, mas também aponta para a inteligência dele na forma de cativar o público. Isso fica mais evidente em outro causo. Conforme registra Deborah Callender, uma matéria do <i>Diario de Pernambuco</i>, publicada em 1975, conta uma história sobre Baracho, ocorrida em um festival de ciranda realizado em 1972. O evento, promovido pelo Sport Club do Recife e patrocinado pela Pitú, deveria decidir qual o maior cirandeiro do Recife. Baracho sobe ao palco e canta: Sou Baracho/ o cirandeiro afamado/ Arrespeitado desde o Norte até o Sul/ Eu digo a tu/ não mexa na minha sorte/ pois meu time é o Sport/ e minha cachaça era a Pitú”. Ele venceu, mesmo revelando uma informação no evento: seu time do coração era o Santa Cruz. Ou seja, ele agradou, com versos, ao público, ao realizador do evento e ao patrocinador, o que mostra seu tino comercial e também a força de sua arte, moldada para animar todos os envolvidos sem perder as qualidades poéticas que a caracterizam, como em um jogo ou brincadeira, acrescentando imaginação à realidade para vencer demandas.</p>
<p align="justify">Até o começo dos anos 1980, os engenhos eram locais importantes para a ciranda, mas a migração de moradores fez com que essa manifestação cultural passasse a ser fortemente associada às praias e a locais como o Pátio de São Pedro, no centro do Recife. Em meados da mesma década, os quase 20 anos de sucesso dos festivais de ciranda foram encerrados, sem que voltassem a ser realizados. Baracho viveu todo esse movimento, mas o amplo reconhecimento de suas qualidades de artista não se converteu em sucesso financeiro: ele faleceu em 5 de maio de 1988, empobrecido, após anos de saúde fragilizada, condição relacionada, entre outros fatores, ao consumo de álcool e cigarro. Consumou-se a previsão que ele mesmo fez no curta-metragem visto por Siba Veloso nos anos 1980, veiculado pela TV Viva e disponível no YouTube: “Agora fico bem satisfeito. Porque morro, [mas] meu nome fica na História. Como um rei sem coroa”.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123884" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/55118999921_01cc0d6929_o-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify"><b>TRAJETÓRIA </b>– A vida de Antônio Baracho não é documentada, então o que se diz dele vem das lembranças de amigos e familiares, além dos poucos registros deixados. Existem, portanto, diversas imprecisões sobre sua trajetória. Sabe-se que nasceu em 10 de maio de 1907, era mestre de maracatu rural e de ciranda. “Ele começou a cantar ciranda com 8 anos de idade”, contou mestra Severina Baracho (1953-2025) – conhecida como Biu, filha do mestre –, em vídeo gravado para a Ocupação Lia de Itamaracá, no Paço do Frevo. “A ciranda veio da palha da cana”, afirma mestra Dulce Baracho, irmã mais velha de dona Biu, com quem formava a ciranda As Filhas de Baracho. Quando indagada sobre o que significa essa frase, ela responde brevemente que o pai tirava ciranda (ou seja, criava os versos) enquanto trabalhava no eito cortando cana, indicando que ele teria sido não apenas o criador dessa manifestação cultural, mas também “quem botou ciranda no comércio”, ou seja, seria o pioneiro na transformação da ciranda em meio de sustento.</p>
<p align="justify">Mas, em entrevista ao <i>Jornal do Commercio</i> em 1978, o próprio Baracho afirma que a ciranda chegou depois em sua vida. “Morava em Nazaré da Mata. Meu causo era o maracatu. O maracatu eu comecei com 10 anos de idade. Era mestre. A ciranda eu descobri porque quando eu saí de Nazaré da Mata, tá fazendo 21 anos, aqui não dava maracatu. Eu tinha que viver da minha veia [de] poeta e inventei a ciranda”. A matéria, cujos trechos são reproduzidos por Deborah Callender na dissertação citada, ainda informa que ele era analfabeto e que sustentava a família com o que ganhava de sua arte. Era um homem alto, negro, magro e de braços grandes “de varrer a rua”, diz Dulce Baracho.</p>
<p align="justify">“Meu pai foi muita coisa”, lembra a filha do mestre. “Trabalhou em roçado, casa de farinha, corte de cana, mestre de alambique e por aí vai”. No curta-metragem citado, o próprio Baracho afirma ter sido mestre de açúcar do Engenho Santa Fé, em Nazaré da Mata. João Limoeiro também diz que ele foi “mestre carreiro” no Santa Fé. “E depois de sair do Santa Fé, fomos morar em Goiana e depois em Abreu e Lima, onde ele ficou. Antes de Nazaré, ele morou em Carpina, que foi onde eu nasci. A falta de trabalho fez a gente se mudar. O engenho virou usina, o corte da cana acabou. Ele foi pra Goiana ver se tinha emprego, mas moramos pouco lá, e a gente foi pra Abreu [e Lima] e aí ficou. Ele trabalhava pavimentando pista”, continua mestra Dulce.</p>
<p align="justify">A família chegou na cidade nos anos 1950. “A gente veio morar aqui [em Abreu e Lima] quando ainda se chamava Maricota. Então, fomos morar no Alto da Bela Vista, na casa de um amigo do meu pai. Aí, todo final de semana, pai fazia uma ciranda. Isso pagava o aluguel, já se tirava daquele dinheiro que se apresentava”, lembra dona Biu, em vídeo gravado para as redes sociais da Prefeitura de Abreu e Lima. Dulce Baracho afirma que sua mãe, Josefa Maria da Conceição, não tirava ciranda: “achava bonito, mas não ia muito”. Dos filhos do casal – Duda, Maria, Dulce, Lia e Severina –, apenas ela e Biu deram continuidade ao legado do pai (“Lia também cantava, mas depois foi pro Rio e voltou evangélica, não quis mais”, diz).</p>
<p align="justify">No auge da popularidade da ciranda, o mestre gravou o álbum <i>Baracho e seus cirandeiros </i>(1976). Em seus últimos anos, ele comparecia às cirandas, mas quem cantava eram as filhas. “Quando Baracho adoeceu, ele fez o último pedido a meu pai”, lembra Pedro Salustiano. “Ele queria ser enterrado em Nazaré da Mata. A família não queria, mas meu pai conversou com as filhas e convenceu. Ele faleceu no que era o Hospital Central de Paulista. Foi velado na sede do Maracatu Piaba de Ouro, já na nossa sede da Cidade Tabajara”.</p>
<p align="justify">No depoimento para a Prefeitura de Abreu e Lima, dona Biu conta como as coisas se deram após o falecimento do pai: “A gente parou. Depois de um tempo, apareceu Beto [Hees, produtor], com Lia de Itamaracá, gravou [que tinha gravado] umas cirandas de Baracho. Pensavam que não tinha mais ninguém da família. [...] Ela veio procurar a gente para pagar os direitos [autorais], resolver [isso] porque ela tinha gravado. Aí Beto – o empresário de Lia de Itamaracá – convidou eu e minha irmã pra gente ficar acompanhando Lia [mesmo] tendo a ciranda da gente, As Filhas de Baracho, e fazendo <i>back</i><i>ing</i><i> vocal </i>pra Lia”. Acompanhando Lia, mas sem deixar de ter a própria ciranda, elas visitaram diversos lugares e chegaram a se apresentar em uma edição Rock in Rio.</p>
<p align="justify">Mestra Dulce continua a se apresentar mesmo após o falecimento de dona Biu, em dezembro de 2025. Ela diz que seus filhos não brincam ciranda. “Mas uma bisneta minha de 8 anos, Maria, tá dizendo que quer substituir a tia-bisavó”, completa a artista, pontuando a necessidade de mais visibilidade para a ciranda e os cirandeiros de Pernambuco. Ainda assim, a roda continua a andar, sem esquecer o caminho aberto pelo velho professor – ou, como diz a canção “Baracho”, do Coco de Toré Pandeiro do Mestre: “Baracho/ eu acho uma roda que anda/ uma corda de ciranda/ que parece nunca acabar”.</p>
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		<title>Casa da Cultura celebra 50 anos como símbolo de memória e difusão cultural em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 17:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Casa da Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 100 lojas de arte e artesanato, teatro, anfiteatro, dois painéis de Cicero Dias, feira agroecológica toda sexta-feira e uma extensa programação de apresentações culturais e oficinas ao longo do ano: a Casa da Cultura completa nesta terça (14/4) 50 anos. Gerida pelo Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/Casa-da-Cultura-Eduardo-Costa-Cunha-Secult-PE-Fundarpe1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-120536" alt="Foto: Eduardo Cunha/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/Casa-da-Cultura-Eduardo-Costa-Cunha-Secult-PE-Fundarpe1.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p data-start="276" data-end="567">Mais de 100 lojas de arte e artesanato, teatro, anfiteatro, dois painéis de Cicero Dias, feira agroecológica toda sexta-feira e uma extensa programação de apresentações culturais e oficinas ao longo do ano: a Casa da Cultura completa nesta terça (14/4) 50 anos. Gerida pelo Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), a Casa funciona como centro de difusão para a cultura pernambucana, dada sua vocação turística, mas também agrega atividades culturais para os recifenses, operando como lugar de convivência cravado no Centro da capital pernambucana.</p>
<p data-start="1180" data-end="1729">A programação comemorativa se estende ao longo do mês de abril, reunindo apresentações artísticas, exposições, visitas mediadas e ações formativas. No dia 14, data do aniversário, haverá feirinha com produtos desenvolvidos por jovens da Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco (Funase), das 9h às 16h, além da apresentação teatral <strong data-start="1524" data-end="1577">“Vozes e Memórias nos 50 Anos da Casa da Cultura”</strong>, conduzida por Marcelo Maracá, das 16h às 17h, com participação de alunos da EREM Oliveira Lima. As ações são abertas ao público, com entrada gratuita.</p>
<p data-start="1731" data-end="2256">Entre os destaques da programação, estão ainda visitas mediadas realizadas entre os dias 13 e 16 de abril, mediante agendamento; demonstração de artesanato com jovens da Funase (16/04, das 15h às 17h); vivência de dança com Neguinho do Frevo (18/04, das 11h às 12h), celebrando o ciclo junino; e a exibição de um mini documentário sobre os 50 anos da Casa, no dia 22 de abril, às 17h, com presença de representantes da Fundarpe. No mesmo dia, às 16h, haverá apresentação itinerante sobre a preservação do patrimônio cultural.</p>
<p data-start="2258" data-end="2733">A programação inclui ainda exposições como a mostra do artista Isac Vieira (15 a 24/04) e a exposição de arte naïf de Leandro Loureiro, na Galeria Régis (cela 102, raio sul), de 15 a 30 de abril. Também integra a agenda a instalação “Mesa Posta: 50 anos de artesanato na Casa da Cultura”, em cartaz de 14 a 24 de abril, além de visitas guiadas e ações educativas com grupos e instituições, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o projeto Jovens em Ação (SEPODE).</p>
<p data-start="2735" data-end="3468">“A Casa da Cultura é um dos maiores símbolos da capacidade de ressignificação do nosso patrimônio. Um espaço que foi por muitos anos um presídio hoje é lugar de encontro, criação e valorização da cultura pernambucana. Ao completar 50 anos como centro cultural, reafirma seu papel como equipamento vivo, que conecta tradição e contemporaneidade, fortalece a economia criativa e amplia o acesso da população às diversas linguagens artísticas”, ressalta a vice-presidente da Fundarpe atualmente em exercício, Lidiane Pessoa. “Celebrar essa data é também reconhecer o trabalho contínuo de quem mantêm esse espaço pulsante no coração da capital e reforçar o compromisso da gestão da governadora Raquel Lyra com o fomento à nossa cultura.”</p>
<p>Próxima a outros importantes construções históricas, como o Museu do Trem e a Ponte 6 de Março (a Ponte Velha), a Casa da Cultura é focada no comércio de artesanato, mas hoje também conta com outras atrações que levam o público a frequentar o espaço. De um lado, a programação é composta das ações produzidas pela Fundarpe – que abrangem os ciclos carnavalesco, junino e natalino, em que a Casa recebe atrações de todo o Estado, além de cursos e oficinas em renda renascença, upcycling, danças populares, entre outros. De outro, o edifício sedia programação livre, que ocorre na Sala Jota Soares, no Palco Nelson Ferreira (um anfiteatro) e no Teatro Clenio Wanderley, com artistas e grupos que ocupam a pauta desses espaços a partir de solicitação à administração.</p>
<div id="attachment_123519" aria-labelledby="figcaption_attachment_123519" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/Fundarpe-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/54904863465_abca067d30_c.jpg"><img class="size-medium wp-image-123519" alt="Foto: Silla Cadengue/Fundarpe-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/54904863465_abca067d30_c-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Painéis de Cícero Dias na Casa da Cultura</p></div>
<p>“Tanto os ciclos e formações oferecidos aqui via Fundarpe quanto os eventos agendados por agentes externos colaboram com a formação de plateia para diversas linguagens e para a visibilidade do equipamento, firmando a casa como espaço de cultura e lazer para todo o Estado, já que grupos de diversas partes de Pernambuco ocupam lugar aqui”, explica a gestora da Casa da Cultura, Jaqueline Araújo. Além disso, ela cita a visita regular de grupos escolares de instituições públicas e privadas – ela contabilizou visitas de mais de 500 estudantes em 2026. A Casa também conta com feira agroecológica toda sexta-feira (de 7h ao meio-dia), na área externa.</p>
<p>Comercialmente, o trânsito de turistas fortalece o espaço, em especial durante a temporada de cruzeiros, que ocorre de outubro a abril e garante um alto volume de visitantes à Casa. “Tenho essa loja aqui primeiramente por valor sentimental, porque era do meu pai e agora eu e minha família cuidamos, mas isso só é possível porque também dá retorno financeiro, claro”, explica a lojista Magali Costa, que conduz a Galeria Régis (na cela 102, raio sul do prédio) com o marido, Alexandre. Aberta desde 1976, o espaço inicialmente era conduzido pelo pai dela, o artista plástico Régis Loureiro, e vende telas e suvenires. Foi na Casa da Cultura que ela e o marido se conheceram. “Eu e uns amigos produzíamos algumas apresentações musicais aqui, e um dia eu a vi na frente da loja”, lembra Alexandre.</p>
<p>Também são realizadas parcerias entre a administração e os lojistas para expor produtos fora das lojas em datas comemorativas, como Páscoa e Dia das Mães, a fim de dinamizar a circulação dos itens no espaço da Casa nessas ocasiões.</p>
<p>Além de lojas, restaurante, lanchonete e dos espaços já mencionados (Teatro Clenio Wanderley, Palco Nelson Ferreira e Sala Jota Soares), também ocupam a Casa as sedes de algumas associações, como a Associação Pernambucana de Anistiados Políticos (APAP) e o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão (SATED).</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/54808182221_e85fe05ffa_c.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123518" alt="Foto: Juana Carvalho/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/54808182221_e85fe05ffa_c-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a></p>
<p><strong>HISTÓRIA</strong> – Uma das construções mais significativas feitas na capital pernambucana no século 19, a Casa da Cultura Luiz Gonzaga – antes Casa de Detenção do Recife – foi projetada pelo arquiteto José Mamede Alves Ferreira, que também assinou os projetos do Ginásio Pernambucano e do Hospital Pedro II. A Casa foi oficialmente inaugurada em abril de 1855, ainda incompleta; as obras foram concluídas em 1867. Sua construção em forma de cruz obedece ao modelo em voga na Europa, em no estilo pan-óptico, que permitia vigilância de todos os corredores de celas a partir de uma guarnição.</p>
<p>Entre os encarcerados célebres que passaram por lá estão João Dantas (assassino de João Pessoa, governador da Paraíba), Miguel Arraes, Gregório Bezerra, Francisco Julião, o cangaceiro Antônio Silvino e o escritor Graciliano Ramos.</p>
<p>A mudança de penitenciária para centro cultural foi idealizada e planejada pelo artista plástico Francisco Brennand, na época em que era chefe da Casa Civil do Governo do Estado, na primeira gestão de Miguel Arraes (1963-1964). Em entrevista concedida em 2019 à pesquisadora Josevane Francisco da Silva, para o artigo “Da Casa de Detenção à Casa da Cultura de Pernambuco (1963-1982)”, Brennand relatou que chamou os arquitetos Lina Bo Bardi e Jorge Martins para fazer o projeto de restauro do edifício. “Nós chegamos a fazer escultura, leituras, comparações etc., mas tudo isso ficou em cima de minha mesa”, lembrou o artista. A iniciativa foi interrompida pelo golpe de 1964.</p>
<p>A ideia não se perdeu; foi retomada anos depois com outros profissionais. A Casa de Detenção foi fechada em março de 1973, na gestão do governador Eraldo Gueiros, após quase 120 anos ininterruptos de ocupação carcerária. Foi reaberta como Casa da Cultura em 14 de abril de 1976, no mandato do governador Moura Cavalcanti, a partir de projeto de restauração dos arquitetos José Luiz da Mota Menezes e Fernando de Barros Borba. O restauro foi concluído no ano seguinte.</p>
<p>As mais de 110 celas do edifício, divididas em 3 blocos chamados de raios, ocupam o térreo e mais dois andares. Hoje, elas abrigam lojas, lanchonetes, restaurantes, sedes de associações e a administração do prédio, além do Teatro Clênio Wanderley, da Sala Jota Soares e da reserva técnica do Museu da Imagem e do Som (Mispe). Na área externa, há o anfiteatro.</p>
<p>Por sua importância histórica, a Casa da Cultura foi tombada como Patrimônio do Estado em 1980. Também abriga o painel Frei Caneca, de Cicero Dias, feito em 1982 e dividido em duas partes, que representa a Revolução de 1817 e a Confederação do Equador (1824).</p>
<p><strong>OCUPAR A PAUTA</strong> – Além de receberem iniciativas da Fundarpe, a Sala Jota Soares (12,7m x 4,3m) o Teatro Clenio Wanderley (70 lugares) e o Palco Nelson Ferreira (anfiteatro com aproximadamente 100 lugares) estão com agenda aberta a interessados que desejem realizar eventos no 1º semestre. Lá, são realizados eventos como palestras, oficinas e espetáculos. Para realizar o agendamento, basta fazer a solicitação ao e-mail casadacultura.pe@fundarpe.pe.gov.br. Será feito um chamamento público para ocupação do espaço no 2º semestre, via redes sociais e outros meios.</p>
<p>Para espetáculos que concorrerão a editais (Funcultura, Lei Paulo Gustavo e outros), a administração da Casa cede carta de anuência de ocupação do espaço, mediante análise do projeto.</p>
<p><strong>VISITAS ESCOLARES</strong> – Escolas e demais instituições interessadas em conhecer o espaço de maneira guiada devem entrar em contato pelo e-mail casadacultura.pe@fundarpe.pe.gov.br ou pelo telefone 3184-3152. As instituições têm autorização para visitar o espaço sem agendamento, mas o guia é disponibilizado apenas aos grupos que entraram em contato previamente.</p>
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		<title>Ciranda marca etapa final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 17:58:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Gira para um lado, gira para o outro, movendo-se como as ondas do mar: a ciranda marcou a reta final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas 2026, iniciativa de Educação Patrimonial do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e da Secretaria de Educação, que leva mestres e agremiações da cultura popular para unidades [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123179" aria-labelledby="figcaption_attachment_123179" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119267334_f58eb4606e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123179" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119267334_f58eb4606e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dulce Baracho, herdeira e mestra da ciranda</p></div>
<p align="justify">Gira para um lado, gira para o outro, movendo-se como as ondas do mar: a ciranda marcou a reta final do ciclo carnavalesco do projeto Brincantes nas Escolas 2026, iniciativa de Educação Patrimonial do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe e da Secretaria de Educação, que leva mestres e agremiações da cultura popular para unidades educacionais em todas as regiões do Estado. Nesta sexta-feira (27), o grupo As Filhas de Baracho colocou alunos e professores para dançar ciranda em uma aula-espetáculo na Ilha de Itamaracá.</p>
<p align="justify"> A EREM Senador Paulo Guerra foi uma das unidades a receberem ícones da cultura popular na reta final deste ciclo do Brincantes nas Escolas. A aula foi a primeira apresentação das Filhas de Baracho após o falecimento de Dona Biu (1953-2025), que há mais de 20 anos se apresentava com a irmã, Dona Dulce, para divulgar a ciranda e preservar o legado do pai, Mestre Baracho (1907-1988), figura central na história dessa expressão cultural.</p>
<p align="justify"> “É importante termos essa iniciativa na escola porque Itamaracá é uma cidade cirandeira”, afirmou o professor João Machado, gestor da EREM Senador Paulo Guerra. “Ciranda é uma brincadeira de roda para todas as idades”, informou Dona Dulce aos alunos. “Mas isso vocês já devem saber, afinal Itamaracá é a terra de Lia”, completou, lembrando a mais conhecida cirandeira do país e Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p> Com músicas intercaladas por histórias, por explicações sobre a forma de dançar e sobre o papel dos instrumentos musicais, a aula-espetáculo contribuiu para o fortalecimento da cultura da ciranda entre os alunos. “Eu já conhecia a ciranda por conta de Lia, mas As Filhas de Baracho estou conhecendo hoje”, afirmou Lowgan Rodrigo, de 13 anos, aluno da EREM Senador Paulo Guerra. “É a nossa cultura, né? Acho importante conhecer melhor”, opinou Pedro Lucas, também de 13 anos e aluno da mesma unidade. Em fala aos estudantes, os músicos do grupo lembraram que a ciranda é uma manifestação cultural plural e solidária, pois nela se dá as mãos para quem está ao lado, independentemente de quem seja.</p>
<p align="justify">Focado no lado carnavalesco da cultura popular, este ciclo do Brincantes nas Escolas 2026 também fecha as iniciativas do Governo do Estado para o Carnaval, que abarcou ainda uma série de iniciativas, como o festival Pernambuco Meu País.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119326984_d99148dfe8_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123180" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55119326984_d99148dfe8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p align="justify"><b>O projeto </b>– Fruto de parceria entre a Secretaria de Educação (Seduc-PE),  a Secretaria de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o ciclo carnavalesco do Brincantes nas Escolas contemplou 150 escolas do estado nos meses de fevereiro e março. Ao colocar estudantes em contato com mestres e grupos da cultura popular pernambucana, o projeto amplia o repertório dos estudantes a partir de vivências que conectam conhecimento, sensibilidade e pertencimento, reafirmando o papel da educação na preservação da memória cultural.</p>
<p align="justify"> “O Brincantes nas Escolas integra o Programa Estadual de Educação Patrimonial, uma instância de implantação e execução de políticas públicas culturais em todo o Estado. Ao levar mestres e agremiações da cultura popular em escolas da rede estadual, a gestão Raquel Lyra reforça seu compromisso com a educação patrimonial, a preservação das tradições e a formação de novas gerações que reconhecem e se orgulham da cultura pernambucana”, ressalta a presidente da Fundarpe, Renata Borba. A educação patrimonial é prevista pela Lei Estadual n. 18.628/2024 e foi consolidada pelo Programa Estadual de Educação Patrimonial, lançado em 2025.</p>
<div id="attachment_123183" aria-labelledby="figcaption_attachment_123183" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55115966540_68c1aeb079_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123183" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55115966540_68c1aeb079_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Clube de Boneco Seu Malaquias</p></div>
<div id="attachment_123182" aria-labelledby="figcaption_attachment_123182" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118199925_40b4739ea8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-123182" alt="Foto: Silla Cadengue/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118199925_40b4739ea8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Boi Sorrizo</p></div>
<p align="justify"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118068224_df34a77b39_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123181" alt="Foto: Demison Costa/ Secretaria de Educação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/55118068224_df34a77b39_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
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		<title>3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco celebra a tradição Mamulengos com programação multicultural</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/3o-festival-internacional-mamulengando-pernambuco-celebra-a-tradicao-mamulengos-com-programacao-multicultural/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Galeria de Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carpina]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; 3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco celebra a tradição Mamulengos com programação multicultural Festa reunirá mestres, artistas, pesquisadores e grupos do Brasil, Peru e Moçambique, entre os dias 27 de fevereiro e 1o de março de 2026 no Shopping Carpina Um dos mais importantes encontros dedicados ao teatro de bonecos popular no Brasil, o Festival [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco celebra a tradição Mamulengos com programação multicultural</p>
<p>Festa reunirá mestres, artistas, pesquisadores e grupos do Brasil, Peru e Moçambique, entre os dias 27 de fevereiro e 1o de março de 2026 no Shopping Carpina</p>
<p>Um dos mais importantes encontros dedicados ao teatro de bonecos popular no Brasil, o Festival Internacional Mamulengando Pernambuco – FIMP reunirá mestres, artistas, pesquisadores e grupos do Brasil, Peru e Moçambique, entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março de 2026 das 13h às 18h no Shopping Carpina, promovendo uma ampla programação cultural, pedagógica e artística voltada à valorização do Mamulengo e de outras expressões tradicionais da cultura popular.</p>
<p>Com atividades presenciais e ações formativas, o FIMP transforma Pernambuco em um grande palco de celebração do teatro de bonecos, conectando saberes ancestrais, práticas contemporâneas e intercâmbio internacional. Espetáculos, apresentações, encontros com mestres da cultura popular, debates e atividades educativas integram a programação oficial do evento. No dia 1º de março, as atividades serão online.</p>
<p>O FIMP é uma realização da Armorial Interações Culturais LTDA, que atua há mais de dez anos na promoção de atividades culturais, e conta com parcerias institucionais, culturais e educacionais, como o Shopping Carpina, as Prefeituras de Carpina e Glória do Goitá, o Comitê Estadual de Cultura, Sebrae e a Associação Brasileira de Teatro de Bonecos &#8211; ABTB, fortalecendo a presença do teatro de bonecos como expressão viva da identidade<br />
nordestina para o mundo. O Festival Mamulengando Pernambuco é fruto do incentivo da Lei Paulo Gustavo do Estado.</p>
<p>O Mamulengando Pernambuco conta com a parceria da Tárbol Teatro de Títeres, companhia peruana fundada em 1999, em Lima, pela atriz e titiriteira María Laura Vélez e pelo titiriteiro Martín Molina.A Tárbol desenvolve espetáculos que dialogam com narrativas tradicionais, identidades culturais e temas contemporâneos, aliando rigor estético, pesquisa de linguagem e compromisso social.</p>
<p>Essa parceria fortalece o intercâmbio cultural latino-americano, promovendo a troca de experiências entre artistas do Brasil e do Peru, além de contribuir para ações formativas, circulação de espetáculos e ampliação do diálogo entre o Mamulengo pernambucano e outras tradições do teatro de títeres no continente.</p>
<p>Em Moçambique, o FIMP conta com a participação dos produtores Makhalla Macamo e Kwanja Zawaris, que representam vertentes do teatro africano contemporâneo em diálogo com tradições populares, pedagogia cultural e intercâmbio internacional, aproximando-se de experiências latino-americanas como o teatro de bonecos popular, o teatro comunitário e as<br />
práticas de educação pela arte.</p>
<p>Essas trajetórias contribuem para o fortalecimento de pontes culturais entre África e América Latina, especialmente no campo das artes cênicas, da formação artística e da preservação dos saberes tradicionais em contextos contemporâneos.</p>
<p>O FIMP estabelece parceria com a UNIMA Peru, Centro Nacional no Peru da Union Internationale de la Marionnette (UNIMA), a mais antiga e uma das mais importantes<br />
organizações internacionais dedicadas ao teatro de títeres, com status consultivo junto à UNESCO e atuação em mais de 90 países.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong><br />
3º Festival Internacional Mamulengando Pernambuco<br />
27/02 A 01/03 no Shopping Carpina<br />
13 hrs às 18 hrs</p>
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		<title>Exposição Espelho de Brincantes, de Juliana Souto chega ao Recife</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 20:32:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As indumentárias de mestres e mestras de grupos de reisado de Garanhuns, com suas cores fortes e riqueza de detalhes, foram a inspiração para a artista Juliana Souto criar as fotografias que compõem a exposição Espelho de Brincantes, uma jornada visual ao universo do reisado, que tem lançamento na terça-feira, dia 13, às 18h, na Arte Plural Galeria, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_122604" aria-labelledby="figcaption_attachment_122604" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Juliana Souto</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/Espelho-de-Brincantes-foto-Juliana-Souto.jpeg"><img class="size-medium wp-image-122604" alt="Foto: Juliana Souto" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/Espelho-de-Brincantes-foto-Juliana-Souto-607x486.jpeg" width="607" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Espelho de Brincantes</p></div>
<p>As indumentárias de mestres e mestras de grupos de reisado de Garanhuns, com suas cores fortes e riqueza de detalhes, foram a inspiração para a artista Juliana Souto criar as fotografias que compõem a exposição Espelho de Brincantes, uma jornada visual ao universo do reisado, que tem lançamento na terça-feira, dia 13, às 18h, na Arte Plural Galeria, no Bairro do Recife. Na criação de Espelho de Brincantes, a artista, que também é designer de moda, teve como base uma pesquisa histórica sobre a manifestação cultural do Reisado na cidade, suas origens e o legado artístico das personagens que mantém viva a tradição ao longo dos anos. O resultado dessa imersão ficará à disposição do público de todas as idades até 7 de fevereiro, de segunda a sábado, com entrada gratuita e audiodescrição.</p>
<p>Espelho de Brincantes tem curadoria de Joana D’Arc Lima e pesquisa histórica de Edvania Kehrle. Foram pesquisados a Mestra Zefinha e os mestres João Tibúrcio e Gonzaga, ícones de três grupos de reisado que atuam em Garanhuns desde a década de 1950. Eles foram fotografados em seus trajes de festa e nos quadros, que medem 1mx0,80cm, aparecem num ambiente onírico criado pela artista em tons de rosa. “Meu trabalho é uma mistura de fotografia de moda com a fotografia documental, onde mesclo a cultura pop internacional e a cultura regional. Esta exposição é minha forma de honrar estes mestres e mestra, chamando a atenção dos diversos públicos para a profunda conexão entre eles e suas deslumbrantes indumentárias festivas, revelando as raízes de suas tradições”, destaca Juliana Souto.</p>
<p>“Ao deslocar Seu Tibúrcio, Seu Gonzaga e Dona Zefinha, de seus lugares reais e colocá-los neste espaço fantástico, lúdico, mítico, Juliana Souto promove um gesto de dotar suas existências, suas histórias de dignidade e singularidade, sem necessariamente romper com suas origens, mas ao contrário, reforça suas tradições e seus modos de fazer e de existir na brincadeira do Reisado e na vida”, afirma a curadora Joana D’Arc Lima.</p>
<p>BRINCANTES –<strong> Dona Zefinha (Josefa Anália de Sousa, 1945)</strong> é natural de Brejão, no Agreste de Pernambuco. Ela cresceu acompanhando seu pai, José Laurentino, e seu tio, Cândido Sertanejo, nas brincadeiras do Reisado, em um contexto historicamente marcado pela predominância masculina. Aprendeu a confeccionar os adereços e as indumentárias do grupo e passou a brincar no Reisado Três do Oriente por volta de 1998. Sua atuação como mestra representa um marco importante para o Reisado em Garanhuns, afirmando a presença feminina em uma tradição que, por muito tempo, restringiu às mulheres papéis secundários ou invisibilizados. Como mestra, Dona Zefinha mantém vivos os saberes herdados de gerações anteriores, contribuindo para a preservação da memória do Reisado e inspirando novas mulheres a ocuparem espaços de liderança nas manifestações da cultura popular.</p>
<p><strong>Mestre João Tibúrcio (João Tibúrcio da Silva, 1946 – 2025)</strong> foi agricultor aposentado e residente no sítio Buraco d’Água, na zona rural de Garanhuns. Aprendeu o Reisado ainda na infância, por volta de 1955, com seu pai, Tibúrcio Caetano da Silva. Iniciou sua trajetória como contramestre, tornou-se rei e, posteriormente, mestre do seu grupo. Nos últimos anos, atuou como violeiro, mantendo viva a tradição musical do Reisado. Também dominava a produção das indumentárias, sendo responsável, junto com sua família, por toda a ornamentação do grupo. Autodidata, aprendeu a tocar viola observando outros violeiros. Cantava peças de mestres antigos e também composições de sua própria autoria. Mestre João Tibúrcio faleceu em 11 de dezembro de 2025, deixando um legado fundamental para a memória e a continuidade do Reisado em Garanhuns.</p>
<p><strong>Luiz Gonzaga de Lima (1943–2023)</strong> nasceu no sítio Sussuarana, localidade que hoje integra o município de São João. Iniciou-se no Reisado aos 13 anos, quando, inspirado pelo Mestre Cândido Sertanejo, decidiu formar seu próprio grupo ao lado de outras crianças. Ao longo de sua trajetória, integrou diversos grupos de Reisado em Garanhuns. Em 2017, foi reconhecido como Mestre da Cultura Popular pelo Ministério da Cultura e, em 2018, recebeu o título de Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco. Grande entusiasta do Reisado, teve papel fundamental na salvaguarda da tradição na região, atuando na formação de crianças e jovens e incentivando a criação de novos grupos, contribuindo de forma decisiva para a continuidade dessa manifestação cultural.</p>
<p>A exposição Espelho de Brincantes, estreou em julho de 2025 no Centro de Produção Cultural do SESC GARANHUNS, é realizada via Fundo de Incentivo à Cultura do Governo de Pernambuco – FUNCULTURA.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Encerramento do Pernambuco Terra Natal movimenta a Torre Malakoff e o Maspe neste sábado (20)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 14:15:21 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/TORRE-MALAKOFF-2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-122315" alt="Foto: Dani Pedrosa/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/TORRE-MALAKOFF-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>O ciclo natalino em Pernambuco chega a mais um momento de celebração da cultura popular neste fim de semana com o encerramento da programação do Pernambuco Terra Natal, realizada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Desde o início de dezembro, a ação vem ocupando equipamentos culturais do Estado com atividades gratuitas que valorizam a memória, a cultura popular e a criação contemporânea, reunindo apresentações artísticas, exposições, recitais literários e grupos da tradição.</p>
<p>As últimas atividades acontecem neste sábado (20), com atrações distribuídas pelo Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe) e pela Torre Malakoff, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com o acesso democrático à cultura e a valorização das tradições do período natalino. Ao longo do mês, o público acompanhou apresentações de pastoril, reisado, cavalo-marinho, corais, ações literárias e exposições, muitas delas com a participação de Patrimônios Vivos de Pernambuco, fortalecendo a preservação e a difusão do patrimônio cultural imaterial do Estado.</p>
<p>“O Pernambuco Terra Natal reforça a importância de ocuparmos os equipamentos culturais com programações que dialogam com a memória e com a identidade do nosso povo. O encerramento coroa esse movimento de encontro do público com as tradições natalinas pernambucanas”, destaca Priscilla Marques, superintendente de Equipamentos Culturais da Fundarpe.</p>
<p>No Museu de Arte Sacra de Pernambuco, o encerramento acontece no dia 20 de dezembro, às 16h, com apresentação do Pastoril Estrela Brilhante e a abertura da exposição Presépios Regionais, que reúne produções em barro, madeira e fibras, destacando o artesanato tradicional e os símbolos do Natal pernambucano. O pastoril é liderado pela mestra Cristina Andrade, Patrimônio Vivo de Pernambuco, que fundou o grupo em 1958 e desde então mantém viva essa tradição tão pernambucana.</p>
<p>Já a Torre Malakoff recebe, no mesmo dia, às 19h, os grupos Reisado Imperial, Pastoril Profano da Véia Buchecha e Velho Cafuné, fechando a programação com manifestações que conectam ancestralidade, cultura popular e a ocupação dos espaços públicos no Bairro do Recife.</p>
<p>Com o encerramento do Pernambuco Terra Natal, a Fundarpe reafirma o papel dos seus equipamentos como espaços vivos de circulação cultural, encontros e celebração das tradições que formam a identidade de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_122316" aria-labelledby="figcaption_attachment_122316" class="wp-caption img-width-321 alignnone" style="width: 321px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult-PE/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/mestra-ana-lucia-MASPE-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-122316" alt="Foto: Jan Ribeiro/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/mestra-ana-lucia-MASPE-1-321x486.jpg" width="321" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Mestra Ana Lucia, Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
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		<title>Mestre Anderson Miguel segue com turnê de lançamento em janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 13:06:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois do lançamento oficial do seu novo álbum, Encanto e Poesia, o cirandeiro e mestre de maracatu Anderson Miguel segue em turnê de divulgação, com uma agenda de shows movimentada em Pernambuco e em outros estados. Assim, no dia 10 de janeiro, Mestre Anderson se apresenta no terreiro do Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do lançamento oficial do seu novo álbum, Encanto e Poesia, o cirandeiro e mestre de maracatu Anderson Miguel segue em turnê de divulgação, com uma agenda de shows movimentada em Pernambuco e em outros estados. Assim, no dia 10 de janeiro, Mestre Anderson se apresenta no terreiro do Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, como parte da celebração dos 108 anos do Maracatu Cambinda Brasileira, o maracatu rural (de baque solto) mais antigo em atividade no país, do qual, inclusive, ele é mestre.</p>
<p>O disco foi lançado pelo selo Terno da Mata e incentivado pelo Funcultura, Lei Paulo Gustavo, Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Ministério da Cultura e Governo Federal. Na obra, o artista explora temas que dialogam com experiências humanas, cotidiano e vivências que ultrapassam a Zona da Mata, sempre com a ciranda como linguagem central.</p>
<p>A festa também contará com a presença do Cavalo Marinho Boi Estrela, a Ciranda Raiz da Mata Norte e ticiqueiros. A realização é da Terno da Mata Produções, com incentivo do Funcultura, Fundarpe e Ministério da Cultura, por meio do Governo do Estado de Pernambuco.</p>
<p>A agenda movimentada vem na esteira de uma circulação que começou no Sudeste e seguiu por Pernambuco. No início de dezembro, Anderson se apresentou no Sesc Vila Mariana (dias 4 e 6) e no Sesc Bauru (dia 7), levando o maracatu rural para o público paulista. De volta ao estado natal, o mestre cirandeiro participou da Festa da Padroeira, em Ferreiros, no dia 8, dos festejos natalinos da Avenida Rio Branco, no dia 12, se apresentou em Murupé, em Vicência, no dia 13, e ainda marcou presença, no dia 14, em shows realizados nos municípios de Nazaré da Mata e Lagoa do Carro.</p>
<p>Com apenas 30 anos, Anderson Miguel vive um momento de destaque, reafirmando-se como um dos grandes nomes de sua geração na cultura popular. O novo álbum, Encanto e Poesia, já disponível nas principais plataformas de streaming, reforça essa fase. O trabalho reúne participações de Lia de Itamaracá, Mestre Canarinho e Laís de Assis, com direção musical de Guilherme Otávio e Jorge Klebeson — professores e músicos de sopro da Ciranda Raiz da Mata Norte.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mostra La Ursa das Artes celebra cultura negra em São Lourenço da Mata</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 13:30:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Música, cinema, dança, teatro e cultura popular se encontram na 2ª edição da Mostra La Ursa das Artes, que acontece nos dias 19, 21, 22 e 23 de novembro, em São Lourenço da Mata. Exaltando o Novembro Negro e criado para valorizar e fomentar as manifestações artísticas tradicionais e contemporâneas da cidade metropolitana, este ano, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121293" aria-labelledby="figcaption_attachment_121293" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-18-102450.png"><img class="size-medium wp-image-121293" alt="Foto: Urso Branco de Cangaçá/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-18-102450-607x451.png" width="607" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Urso Branco de Cangaçá/Divulgação</p></div>
<p dir="ltr">Música, cinema, dança, teatro e cultura popular se encontram na 2ª edição da Mostra La Ursa das Artes, que acontece nos dias 19, 21, 22 e 23 de novembro, em São Lourenço da Mata. Exaltando o Novembro Negro e criado para valorizar e fomentar as manifestações artísticas tradicionais e contemporâneas da cidade metropolitana, este ano, o projeto conta com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), e vai passar pelos bairros Tiúma e Parque Capibaribe, além da região central, com uma programação gratuita. O público vai poder assistir a sessões de filmes, apresentações musicais, além de participar de rodas de conversa sobre patrimônio, memória e identidade.</p>
<p dir="ltr">Após o sucesso da primeira edição, realizada em 2024, o evento retorna mantendo o compromisso de valorizar a cultura popular, desta vez, com atenção especial para a produção local e patrimônio cultural imaterial. Realizado pela Pareia Cultural Produções Criativas, o evento conta com intérpretes de Libras e celebra elementos culturais negros, que nascem nas ruas, nos bairros, nos terreiros e nas tradições que atravessam gerações em São Lourenço da Mata.</p>
<p dir="ltr">Para Thays Melo, idealizadora e produtora executiva do projeto, nascida e criada na cidade, a Mostra representa o ativismo pela valorização e visibilidade das manifestações culturais do território onde cresceu e aprendeu a amar a cultura popular. “São Lourenço da Mata é um município com grande potencial artístico que precisa de mais ações de fomento e difusão dos seus bens culturais. Temos uma juventude criativa que precisa ter mais oportunidades de acessar uma formação que contribua para o seu desenvolvimento e emancipação”, comenta Thays. A mostra representa o compromisso com a manutenção da memória e os saberes do povo preto, especialmente, que formam a identidade cultural na cidade, reconhecendo expressões vivas como ponto fundamental para a construção de uma sociedade mais diversa.</p>
<p dir="ltr">O nome do evento é inspirado na figura simbólica e popular da La Ursa, brincadeira tradicional que resiste e pulsa com força em São Lourenço da Mata. Por meio de uma programação diversa, a Mostra aproxima o público de grupos e artistas que reverberam o potencial criativo da cidade e do estado. Os espetáculos e apresentações artísticas são protagonizados por performances genuinamente pernambucanas que simbolizam a diversidade do território.</p>
<p dir="ltr">Este ano, a Mostra repete a parceria com o Quintal Capibaribe, que se une à programação por meio da realização do “Parque Criativo: Circuito de Oficinas e Inovações Culturais” nos dias 22 e 23. Haverá ainda uma feirinha criativa reunindo afroempreendedores locais.</p>
<p dir="ltr">Na Escola 10 de Agosto, localizada no Centro, haverá uma atividade formativa voltada para estudantes e professores da própria instituição com o tema “Patrimônio Cultural Imaterial: memória, identidade e resistência”. O encontro também vai contar com a participação de Vando do Urso (Urso Branco do Cangaçá) e Pai Noé (Maracatu Gavião de Ouro), representantes de manifestações reconhecidas como patrimônios culturais imateriais municipais e nacionais. A mediação será feita por George Messias, historiador e pesquisador.</p>
<p dir="ltr">Confira a programação <a href="https://docs.google.com/document/d/1gctjuDpL2-sHXA7B-ORgHhJyxsly-qLm56JxBy_bwn0/edit?tab=t.0">AQUI</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>CINEMA</strong></p>
<p dir="ltr">A edição deste ano contará com três sessões de cinema: Pau Brasil, Tarol e Ursinhas. Cada uma vai exibir até quatro curtas-metragens pernambucanos, além de apresentações artísticas de maracatu, roda de capoeira, orquestra, DJ, dança, teatro, entre outras. Thays Melo assina curadoria musical e da Sessão Pau Brasil.</p>
<p>O público mirim também tem programação especial dentro da Mostra. A programação de filmes infantis que compõem a Sessão Ursinhas é da artista multidisciplinar Iyadirê Zidanes, que atua com Cinema e Audiovisual, Música, Teatro e Poesia.</p>
<p dir="ltr">Os filmes serão exibidos no Sesc Ler São Lourenço, no bairro Tiúma, e na Sede do Quintal Capibaribe, no Parque Capibaribe. Entre os longas selecionados está “O Homem do Fraque Verde”, dirigido pelo cineasta Petrônio Lorena. O filme retrata o cortejo do &#8220;Homem da Meia-Noite&#8221;, que acontece no sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, desde 1932, sempre à meia-noite do sábado para o domingo de carnaval. Confira a programação audiovisual <a href="https://docs.google.com/document/d/1A_sosaog12tbOK0YJAZsOy9_QVcvNCiUjZF6rZrKeMM/edit?tab=t.0">AQUI</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>MOSTRA LA URSA</strong></p>
<p dir="ltr">Dias 19, 21, 22 e 23 de Novembro<br />
Locais: Parque Capibaribe, Tima e Centro &#8211; São Lourenço da Mata (PE)<br />
Instagram: <a href="https://www.instagram.com/mostralaursa/">@mostralaursa</a></p>
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		<item>
		<title>Azougue Festival de Cultura Popular homenageou os 80 anos do Mestre Salustiano com programação especial na Casa da Rabeca</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 14:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O último sábado (15) marcou uma noite especial na Casa da Rabeca, em Olinda, com a realização da 12ª edição do Azougue Festival de Cultura Popular. Este ano, a celebração ganhou um significado ainda mais profundo, por marcar os 80 anos de nascimento do Mestre Salustiano, Patrimônio Vivo de Pernambuco, Doutor Honoris Causa pela Universidade [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121279" aria-labelledby="figcaption_attachment_121279" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.18.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121279" alt="Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.18-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE</p></div>
<p dir="ltr">O último sábado (15) marcou uma noite especial na Casa da Rabeca, em Olinda, com a realização da 12ª edição do Azougue Festival de Cultura Popular. Este ano, a celebração ganhou um significado ainda mais profundo, por marcar os 80 anos de nascimento do Mestre Salustiano, Patrimônio Vivo de Pernambuco, Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e um dos homenageados do Pernambuco Meu País 2025. O festival celebrou a trajetória do mestre que levou o som da rabeca e a força da cultura popular pernambucana para o Brasil e o mundo, e que hoje tem seu legado preservado e mantido por sua família.</p>
<p dir="ltr">Realizado com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), o Azougue reuniu artistas, grupos tradicionais e novos talentos em uma programação que reforçou a Casa da Rabeca como território vivo de memória, criação e continuidade cultural.</p>
<p dir="ltr">“Pisar nesse solo é especial, é solo de maracatu, de cultura popular, de ancestralidade. Quem chega aqui se arrepia, sente a força da cultura de Pernambuco. Então, celebrar Mestre Salustiano, esse Patrimônio Vivo que segue vivo em sua obra, é celebrar uma história que se perpetua. Aqui vemos crianças, jovens, adultos e idosos, todos tocados pelo maracatu. A cultura popular tem esse papel de reunir, conectar, juntar gente. Por isso, desejo um viva para Mestre Salu, seu legado, toda sua força e da sua família”, ressaltou a secretária Executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves.</p>
<div id="attachment_121281" aria-labelledby="figcaption_attachment_121281" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121281" alt="A secretária Executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves, a gerente de Política Cultural da Secult-PE, Wanessa Santos, e Maciel Salú, multiartista e filho do Mestre Salustiano durante a celebração na Casa da Rabeca." src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A secretária Executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves, a gerente de Política Cultural da Secult-PE, Wanessa Santos, e Maciel Salú, multiartista e filho do Mestre Salustiano, durante a celebração na Casa da Rabeca.</p></div>
<p dir="ltr">A programação começou no início da noite com um cortejo do Maracatu de Baque Solto Piaba de Ouro, abrindo os caminhos para uma sequência de apresentações. Geo Salú, dando continuidade ao legado familiar, encantou o público com sua musicalidade. Em seguida, a Quadrilha Raio de Sol, reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, trouxe ao palco a energia e a coreografia marcanftes do ciclo junino.</p>
<div id="attachment_121280" aria-labelledby="figcaption_attachment_121280" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19.jpeg"><img class="size-medium wp-image-121280" alt="O Azougue reuniu artistas, grupos tradicionais e novos talentos em uma programação que reforçou a Casa da Rabeca como território vivo de memória, criação e continuidade cultural." src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-17-at-11.29.19-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Azougue reuniu artistas, grupos tradicionais e novos talentos em uma programação que reforçou a Casa da Rabeca como território vivo de memória, criação e continuidade cultural.</p></div>
<p dir="ltr">O ponto alto da noite foi o show ‘Família Salustiano e a Rabeca Encantada’, que recentemente integrou a programação do Festival Pernambuco Meu País 2025. O grupo apresentou a diversidade musical de Mestre Salustiano, reforçando a potência simbólica e afetiva de sua obra.</p>
<p dir="ltr">“O Azougue é isso, uma grande homenagem ao Mestre Salustiano e toda sua luta. Para mim, é uma honra, para mim e para meus irmãos, podermos realizar essa homenagem tão merecida. Também é muito importante contarmos com o apoio e o incentivo da PNAB, do Governo do Estado de Pernambuco. Sabemos que a cultura popular precisa, cada vez mais, desse incentivo e desse cuidado, porque ela gera milhares de empregos, diretos e indiretos. Ela é fruto de uma luta diária, de quem tira do próprio sustento para manter viva essa tradição. Por isso, agradecemos a gestão pública por cada vez mais cuidar do nosso patrimônio cultural”, destacou Maciel Salú, multiartista da cultura popular e filho do homenageado.</p>
<p dir="ltr">O festival contou ainda com apresentações do Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, do DJ Rimas Inc, das projeções visuais de Toni Braga e o Som na Rural, que animou os intervalos durante toda a noite.</p>
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