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	<title>Portal Cultura PE &#187; Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco</title>
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		<title>&#8216;O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos&#8217; lança catálogo no Recife</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2016 14:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_37466" aria-labelledby="figcaption_attachment_37466" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/cartografia1-702x336.jpg"><img class="size-medium wp-image-37466 " alt="cartografia1-702x336" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/cartografia1-702x336-607x290.jpg" width="607" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">Projeto contou com incentivo do Funcultura e gerou trabalhos inéditos a partir de investigação no acervo do DOPS/PE</p></div>
<p>Criado a partir de um conjunto de fichas de artistas que foi produzido pela Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco (DOPS/PE) entre os anos de 1934 e 1958, o projeto <strong>O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</strong> lança catálogo no Recife nesta terça-feira (28). A ocasião vai contar com palestras do professor e historiador Durval Muniz de Albuquerque Junior e da curadora Gleyce Heitor, que apresentará as três propostas artísticas desenvolvidas a partir de uma convocatória lançada no final de 2015: <strong>Vaga de Irma Brown</strong>, de Moacyr Campelo (PE),<strong> Folhetim dos Encontros</strong>, de Juliana Borzino (RJ) e <strong>Teta Lírica</strong>, de Marie Carangi (PE). O evento será realizado no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Apeje), a partir das 19h, com entrada aberta ao público.</p>
<p><em>“Uma pergunta que sempre norteou nossa pesquisa é o porquê dessas pessoas serem fichadas. E o que constatamos é que não foi por ideologia, e sim porque eram vidas que não se adequavam ao padrão que a sociedade esperava. Os dois primeiros transformistas registrados como artistas no Brasil, por exemplo, foram fichados pelo DOPS/PE. Outro dado interessante é que 60% das fichas são de mulheres, muitas delas que tinham hábitos que não se encaixavam no conceito ‘recatada e do lar’”</em>, explica Clarice Hoffman, uma das coordenadoras d’<strong>O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</strong>.</p>
<div id="attachment_37463" aria-labelledby="figcaption_attachment_37463" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/1_MRC_02982.jpg"><img class="size-medium wp-image-37463" alt="Imagem do Recife durante o período que o DOPS/PE iniciou o fichamento dos artistas  " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/1_MRC_02982-607x392.jpg" width="607" height="392" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do Recife durante o período que o DOPS/PE iniciou o fichamento dos artistas</p></div>
<p>Com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, e contemplado pelo programa Rumos, do Itaú Cultural, o <a href="http://obscurofichario.com.br/" target="_blank"><strong>site do projeto</strong></a> também vai receber outros conteúdos nesta nova etapa. Já estão disponibilizados no local, por exemplo, artigos dos pesquisadores Alexandre Figueirôa e Marcília Gama, que tratam respectivamente do panorama das diversões públicas e do seu controle entre 1930 e o final da década de 1950 no Recife, bem como o controle político e social exercido pela DOPS/PE no período.</p>
<p><em>“Temos percebido que o site é bastante acessado por pesquisadores, que o utilizam como fonte de informações. Devido a essa demanda estamos em busca de outros financiamentos para que o projeto siga em frente com outras ações”</em>, comenta Clarice Hoffman. Além dos artigos, serão inseridos no endereço eletrônico uma nova cartografia do Recife, feita a partir das informações registradas nos fichários, bem como a publicação de dezenas de novas resenhas, e a disponibilização das obras artísticas criadas a partir da convocatória.</p>
<div id="attachment_37465" aria-labelledby="figcaption_attachment_37465" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/casino_imperio_fichafuncionario.jpg"><img class="size-medium wp-image-37465" alt="Ficha de funcionário do Cassino Império, que funcionava no centro do Recife" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/casino_imperio_fichafuncionario-607x453.jpg" width="607" height="453" /></a><p class="wp-caption-text">Ficha de funcionário do Cassino Império, que funcionava no centro do Recife</p></div>
<p>Um dos resultados que também foi gerado a partir deste projeto é um ensaio do historiador Durval Muniz de Albuquerque Junior, publicado no site e no catálogo que será lançado no evento. O texto faz uma reflexão sobre as motivações que levaram a Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco a fichar tais artistas. O autor também sugere cinco possíveis cartografias para a cidade do Recife, criadas a partir da documentação da DOPS/PE que aponta para redes e territórios pouco conhecidos na história da cidade.</p>
<p>Exibidas virtualmente no site, as <strong>Cartografias das Delícias, Artes, Nomadismo, Paranoia e Política</strong> apresentam narrativas visuais e interativas da cidade do Recife, possibilitando aos visitantes do site acesso a imagens e informações sobre locais e eventos existentes entre os anos 1934 e 1958, assinalados em um mapa de 1952 e ilustrados por fotografias do Museu da Cidade do Recife.</p>
<p><strong>Sobre o projeto</strong></p>
<p>O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos é um projeto cultural elaborado e motivado pela existência de um conjunto de fichas produzido pela Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco (DOPS/PE) entre os anos de 1934 e 1958, com registros da passagem pelo estado daqueles indivíduos vistos e nomeados como artistas.</p>
<p>Das mais de mil fichas que compunham esse conjunto, apenas 403 foram conservadas e encontram-se, desde 1991, sob a salvaguarda do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE). São indícios da vida de mulheres e homens, brasileiros e estrangeiros, protagonistas de uma movimentação ocorrida na cidade do Recife, no campo da arte e do entretenimento, nas décadas de 1930, 1940 e 1950, que lançam luz sobre uma potente história cultural e política do estado e do país.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<em>Lançamento do catálogo d&#8217;O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</em><br />
Terça (28) | 19h<br />
Apeje (Rua do Imperador, 371, Bairro de Santo Antônio)<br />
Gratuito</p>
<p><strong>Saiba mais sobre as obras artísticas criadas a partir da convocatória:</strong></p>
<p><strong>Vaga de Irma Brown e Moacyr Campelo (PE)</strong><br />
O trabalho composto por vídeos, fotografia, perfomance e intervenção urbana. Foi idealizado com base no mapeamento dos espaços existentes na cidade do Recife fichados pela DOPS/PE, entrecruzando passado e presente, evidenciando ruínas e resistência. Ao subjetivar os lugares, os contextos e os ambientes do Recife, a proposta apresenta a cidade como a grande protagonista.</p>
<p><strong>Folhetim dos Encontros, de Juliana Borzino (RJ)</strong><br />
A artista entrecruza ficcionalização e arqueologia, criando um folhetim inspirado por aquele outrora distribuído pela loja de seu bisavô pernambucano, a Livraria Mozart. Diversamente ao folhetim da livraria, dedicado a grandes personagens e eventos da cidade, em seu Folhetim dos encontros, Borzino vai ao encontro de uma cidade fantasmática, experimentada por entre momentos de coletividade e recolhimento. Sua narrativa soma-se a uma iconografia que contrapõe pesquisa em arquivo e produção de imagens, relacionando história pública e familiar como história da cidade.</p>
<p><strong>Teta Lírica, de Marie Carangi (PE)</strong><br />
Conjunto de vídeos, performances e fotografias nas quais a artista produz som a partir do movimento de seus seios em frente a um teremim. Sua performance, que se dá em espaços cênicos em desuso da cidade (como um coreto e uma concha acústica), articula-se com as práticas e modos de vida de alguns artistas apresentados em O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos a partir de uma poética do corpo e da subversão.</p>
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