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	<title>Portal Cultura PE &#187; desafios</title>
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		<title>Semana do Patrimônio discute os desafios dos museus na contemporaneidade</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2015 21:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29406" aria-labelledby="figcaption_attachment_29406" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/semana-do-patrimonio-cais-do-sertão-desafios-dos-museus-na-contemporaneidade.jpg"><img class="size-medium wp-image-29406" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/semana-do-patrimonio-cais-do-sertão-desafios-dos-museus-na-contemporaneidade-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O evento reuniu os gestores Betânia Correia (Museu da Cidade do Recife), Eduardo Sarmento (Paço do Frevo), Célio Pontes (Cais do Sertão), Regina Batista (ex-diretora do Museu do Homem do Nordeste) e a professora e museóloga Emanuela Ribeiro (UFPE)</p></div>
<p>Repensar os equipamentos culturais, atrair público, administrar o orçamento, cuidar e preservar o acervo. Essas e tantas outras questões permearam a roda de conversa que a 8ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco realizou na tarde desta quarta-feira (19), no Cais do Sertão, para discutir &#8220;Os desafios do Museu na contemporaneidade&#8221;. O evento, que contou com a participação dos gestores Betânia Correia (Museu da Cidade do Recife), Eduardo Sarmento (Paço do Frevo), Célio Pontes (Cais do Sertão), Regina Batista (ex-diretora do Museu do Homem do Nordeste) e da professora e museóloga Emanuela Ribeiro (UFPE), proporcionou ao público uma riquíssima troca de experiências e vivências, sob o viés de três palavras-chaves: <strong>novas tecnologias</strong>, <strong>gestão</strong> e <strong>sustentabilidade</strong>.</p>
<p>Quem abriu o debate foi Betânia Correia. À frente do Museu da Cidade do Recife há dez anos, a gestora destacou a criatividade como grande aliada para manter as instituições museológicas funcionando e ter que driblar os problemas que surgem no dia a dia. &#8220;Somos desafiados cotidianamente a manter nossas portas abertas e, principalmente, atrair público para nossos espaços. [...] Logo que cheguei ao Museu da Cidade, encontrei uma sala com 1.600 mapas enrolados, e um orçamento baixíssimo para dar conta, além da melhoria de nossa estrutura, da preservação e digitalização desse material. Graças às parcerias e aos contatos que fizemos ao longo desses anos, a maioria do nosso acervo já está catalogada e digitalizada&#8221;, contou.</p>
<p>Ex-diretora do Museu do Homem do Nordeste, pertencente à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), a museóloga Regina Batista destacou em sua fala que, embora haja uma demanda constante por novas tecnologias nos equipamentos culturais, é preciso manter um contato constante com a sociedade civil para saber o que ela deseja encontrar/ver/fruir nesses espaços. &#8220;Os museus há muito tempo já não ocupam quatro paredes. O cubo branco não existe há várias décadas. Ter página no Facebook, manter um site atualizado com informações relevantes ou ter projetores e novas mídias dentro dos museus, por si só, não representam interatividade com os visitantes. É preciso interagir com a comunidade, saber o que eles querem visitar no acervo. E mais do que isso: identificar quem é o público que frequenta esses espaços. A tecnologia deve ser usada como um meio e não como um fim&#8221;, disse.</p>
<p>A professora Emanuela Ribeiro aproveitou o gancho das novas tecnologias para trazer à tona a discussão da salvaguarda de objetos digitais que estão bem presentes no acervo dos novos museus. &#8220;Precisamos atentar para o fato que, ao contrário de quadros e objetos que apresentam um materialidade física, os metadados possuem uma especificidade bastante peculiar para preservá-los. Além criar ambientes interativos, temos que começar a nos preocupar como faremos para guardar a memória de tudo isso que já nasce no campo virtual&#8221;, afirmou.</p>
<div id="attachment_29409" aria-labelledby="figcaption_attachment_29409" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/semana-do-patrimonio-cais-do-sertão-desafios-dos-museus-na-contemporaneidade-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-29409" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/semana-do-patrimonio-cais-do-sertão-desafios-dos-museus-na-contemporaneidade-3-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Gestores relataram suas experiências à frente dos equipamentos culturais</p></div>
<p>Eduardo Sarmento, gestor do Paço do Frevo, fez questão de frisar que os museus estão mudando e que é preciso, além de criatividade, diminuir a distância que ainda existe entre o público e esses equipamentos. &#8220;Atualmente, as pessoas não querem só ir visitar as instituições museológicas. Elas querem participar, criar, interagir e contribuir com os acervos dos museus, que cada vez mais têm perdido esse aspecto impenetrável e autoritário de antes. Os gestores têm que aproveitar essa troca com os visitantes e, aliados a uma estratégia digital/tecnológica bem definida, construir um espaço de encontro e de fruição cultural, que consiga minimamente se autogerir&#8221;, relatou.</p>
<p>Já Célio Pontes, baseado em sua experiência na gerência do Cais do Sertão, contou que a tecnologia é um excelente recurso na promoção e gestão dos museus, desde que esteja atrelada a um propósito. &#8221;Temos um espaço que sabe aproveitar bem os recursos tecnológicos, mas eu quero dizer que a tecnologia sozinha não consegue trazer visitantes ao Cais. Há, por trás de tudo isso, uma curadoria que se preocupou em montar um acervo que não só dialogasse com a história do Luiz Gonzaga, bem como com a identidade do povo nordestino&#8221;, disse.</p>
<p>Mais do que soluções, a roda de conversa trouxe uma série de questões que fez todos os presentes repensarem a maneira como os museus são concebidos e geridos atualmente. Os desafios são muitos, mas é preciso enxergar, principalmente nas parcerias e vínculos firmados com outras instituições, oportunidades que mantenham vivo o acervo desses espaços e façam com que as pessoas se sintam atraídas a frequentar cada vez mais os equipamentos culturais.</p>
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