<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; desterro: enquanto eles cresciam</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/desterro-enquanto-eles-cresciam/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2026 19:59:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Juliana Notari revela seu &#8220;Desterro&#8221; no Museu da Cidade do Recife</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/juliana-notari-revela-seu-desterro-no-museu-da-cidade-do-recife/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/juliana-notari-revela-seu-desterro-no-museu-da-cidade-do-recife/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2016 17:21:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desterro: enquanto eles cresciam]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Estado de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Notari]]></category>
		<category><![CDATA[Museu da Cidade do Recife]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=43048</guid>
		<description><![CDATA[Após um período de dois anos mergulhada em um processo de investigação do seu corpo, de descontrução de clichês atribuídos à beleza feminina, além da estética e da simbologia em torno dos pelos, a artista plástica pernambucana Juliana Notari abre no Recife a sua nova exposição individual sob o título Destero: enquanto eles cresciam. À mostra, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_43049" aria-labelledby="figcaption_attachment_43049" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MG_8907.jpg"><img class="size-medium wp-image-43049 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MG_8907-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dentre as peças integrantes está a Muda 1, réplica da cabeça da artista feita com cera e pelos de depilação</p></div>
<p>Após um período de dois anos mergulhada em um processo de investigação do seu corpo, de descontrução de clichês atribuídos à beleza feminina, além da estética e da simbologia em torno dos pelos, a artista plástica pernambucana Juliana Notari abre no Recife a sua nova exposição individual sob o título <em><strong>Destero: enquanto eles cresciam</strong></em>. À mostra, estarão fotografias, desenhos, esculturas e vídeos performances realizados pela artista como forma de registrar esse período.</p>
<p>O projeto contou com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, apoio do Museu da Cidade do Recife e poderá ser conhecido gratuitamente a partir do sábado (17) e até o o próximo dia 17 de janeiro. A exposição teve curadoria de Clarissa Diniz, do Museu de Arte do Rio, e possui recursos de audiodescrição, possibilitando o acessso de pessoas com deficiência.</p>
<div id="attachment_43051" aria-labelledby="figcaption_attachment_43051" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/frame-3_Muda_videodepilação.jpg"><img class="size-medium wp-image-43051 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/frame-3_Muda_videodepilação-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Exposição retrata os dois anos em que a artista ficou sem se depilar, assim como a depilação que concluiu a o processo</p></div>
<p>O processo teve início em 2014, quando a artista foi para o Rio de Janeiro estudar um mestrado que duraria dois anos.<em> “A ideia dessa exposição surgiu como proposta para ocupar esse tempo e realizar algo que mexesse com meu corpo. Eu diria que a questão da morte e da sexualidade é o que fecha todo o conceito das peças. Essas duas forças são duas coisas bem fortes na humanidade. A consciência da morte e o sexo sem ser para reprodução são algumas das características que nos separam dos outros animais”</em>, comenta Juliana Notari.</p>
<p>Para ela, a questão do pelo também é repleta de significações. <em>“O cabelo só é vivo na raiz. Ele persiste e tem pulsão e instinto, é algo que você não tem controle sobre. Em nenhum momento a exposição teve uma questão diretamente voltada ao feminismo. Começou tendo muito mais relação com a experiência de perceber o corpo, porém isso reverbera nessa questão, porque os pelos são uma parte do corpo das mulheres que é muito soterrada e reprimida”.</em></p>
<div id="attachment_43050" aria-labelledby="figcaption_attachment_43050" class="wp-caption img-width-525 aligncenter" style="width: 525px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MG_8924.jpg"><img class="size-medium wp-image-43050 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MG_8924-525x486.jpg" width="525" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A escultura é acompanhada da também inédita Muda 2, um vídeo que registrou todo processo da depilação da artista em detalhes</p></div>
<p>Pela primeira vez, Juliana Notari exibirá alguns resultados dessa experiência, como a realização da obra Muda 1, uma escultura da sua cabeça composta pelo resíduo da sua depilação com cera. <em>“A depilação foi feita em Belém do Pará, onde passei um tempo fazendo intercâmbio dentro do mestrado. A ideia era fazer o molde no Rio de Janeiro, mas acabei trazendo para Pernambuco as duas caixas de cera com meus pelos. Foi feito então um molde com a minha cabeça, com silicone, e depois preencheram com a cera. Esta peça tem uma relação muito forte com a morte e com a sexualidade, lembra até uma múmia”,</em> explica.</p>
<p>A escultura é acompanhada da também inédita Muda 2, um vídeo que registrou todo processo da depilação da artista em detalhes e aproximações que expressam a violência e a plasticidade da ação. <em>“Estes registros fazem parte do fechamento da exposição, quando eu já estava com os pelos grandes, e decidi filmar a depilação. Tirei todos os pelos do corpo, da cabeça pra baixo, foram quatro horas de depilação, saiu muito sangue. Tudo muito intenso e doloroso”.</em></p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/frame-1_Muda_videodepilação.jpg"><img class="size-medium wp-image-43052 aligncenter" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/frame-1_Muda_videodepilação-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a></p>
<p>A mostra traz ainda fotografias da série <em>Sorterro</em> e as vídeos performances <em>Mimoso e Soledad,</em> realizadas também ao longo dos dois anos. <em>“Depois que decidi passar os dois anos sem me depilar, comecei a fotografar o processo e fiz séries de desenhos e imagens sobre o assunto. Inclusive tem uma parte desse registro que faz parte da exposição. Estou também finalizando três desenhos inéditos e neles eu uso a estética da histeria, muito debatida por psicanalistas como Freud”,</em> revela a artista sobre a série <em>Ar-Dor.</em> Durante a abertura da exposição, às 18h, Juliana Notari participará de um bate papo com o público sobre os trabalhos em exibição e seu processo de criação.</p>
<p>Juliana Notari é doutoranda em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Já realizou várias exposições individuais, participou de diversas mostras e recebeu prêmios onde se destacam os Prêmio do Salão Arte Pará 2014; Prêmio Funarte – Mulheres nas Artes Visuais 2013; Prêmio Bolsa de pesquisa no Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco, 2004. Em colaboração com a crítica e curadora de arte Clarissa Diniz, Lançou o livro Dez Dedos, em 2011, o qual reúne fotos de trabalhos da sua primeira década de carreira com textos críticos de diversos, curadores e críticos de arte.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<strong>Exposição Desterro: enquanto eles cresciam, de Juliana Notari</strong><br />
Sábado (17) | 17h<br />
Visitação de 17 de dezembro de 2016 a 17 de janeiro de 2017<br />
Terça a domingo, das 9h às 7h<br />
Museu da Cidade do Recife (Praça das Cinco Pontas, s/n – São José, Recife)<br />
Gratuito | 18 anos</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/juliana-notari-revela-seu-desterro-no-museu-da-cidade-do-recife/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

