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	<title>Portal Cultura PE &#187; Dicionário dos Negacionismos do Brasil</title>
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		<title>José Szwako e José Luiz Ratton lançam &#8220;Dicionário dos Negacionismos do Brasil&#8221; no MEPE</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 20:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/Dicionado-dos-negacionismos-no-Brasil-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-92883" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/04/Dicionado-dos-negacionismos-no-Brasil-1-336x486.jpg" width="336" height="486" /></a></p>
<p>Com mais de 100 verbetes assinados por uma centena de pesquisadores das mais diversas áreas científicas, o livro<em> Dicionário dos Negacionismos do Brasil</em> discorre sobre atitudes de negação coletivas em áreas como ciência, história, educação e meio ambiente, e suas consequências devastadoras. Editada pela Cepe, a obra de 336 páginas é organizada pelos pesquisadores José Luiz Ratton e José Szwako, e será lançada na próxima terça-feira (19), às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), com a presença dos organizadores. E no dia 20 (quarta-feira), também às 19h, haverá uma conversa sobre a obra no canal oficial da Cepe no YouTube (<a href="https://www.youtube.com/CepeOficial" target="_blank"><strong>www.youtube.com/CepeOficial</strong></a>), com a presença dos organizadores e do antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, e da pesquisadora da USP Heloísa Buarque de Almeida.</p>
<p>Vale a pena abrir um parêntesis para esclarecer a diferença entre negação e negacionismo.<em> &#8220;O processo de negação é algo ao qual todos estamos sujeitos individualmente. Já o negacionismo é coletivo e costuma se espalhar em tempos de guerra ou de crise, incentivado por indivíduos com alguma influência sobre a coletividade&#8221;</em>, declara Ratton, professor de sociologia da UFPE. É o caso do filósofo Olavo de Carvalho, do presidente Jair Bolsonaro, do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do seu estrategista, Steve Bannon. Segundo o sociólogo, é através desses gurus do negacionismo que a democracia é posta em xeque, a partir de informações falsas que buscam somente atender aos interesses das indústrias.</p>
<p>O objetivo dos negacionistas, segundo os autores do livro, é gerar medo, insegurança e dúvida cognitiva na comunidade.<em> &#8220;A ampla variedade de negacionismos contemporâneos (científicos, políticos, raciais, de gênero e históricos, por exemplo) é fruto das estratégias de grupos hegemônicos ressentidos com a perda relativa de status e a expansão de direitos de coletividades historicamente oprimidas&#8221;</em>, escrevem Ratton e Szwako &#8211; que é doutor em ciências sociais pela Unicamp &#8211; na introdução do dicionário.</p>
<p>Atualmente não é comum encontrar blogs, sites e grupos das redes sociais compostos por propagadores e seguidores que negam a ditadura civil-militar e a tortura; o impacto climático e ambiental do aquecimento global; a pandemia de covid-19 e a eficácia da vacina; o racismo e o sexismo; o terraplanismo, entre outras negativas. <em>&#8220;Negar fatos difundidos pela ciência retira sua credibilidade e incorre em uma tentativa de revisionismo da história e de apagamento da memória histórica. A tecnologia empregada em redes sociais como Twitter, Youtube e Facebook proporciona um enorme alcance de público das fake news, também chamadas de pós-verdades&#8221;</em>, explica Ratton.</p>
<p>Para o doutor em sociologia pela Universidade de Oxford e colunista da Folha de São Paulo, Celso Rocha de Barros, autor da apresentação do livro, os pesquisadores que assinam os textos <em>&#8220;produziram um documento que atesta a teimosia da democracia, da busca pelos fatos e da paciência do diálogo. Os verbetes aqui elencados não são, de modo nenhum, a palavra final sobre os fatos; mas todos eles aceitam o teste dos dados, da lógica e da argumentação moral. Se o debate público brasileiro tivesse se pautado por estes princípios nos últimos anos, nossas instituições seriam mais sólidas, nossas vidas seriam melhores, e centenas de milhares de brasileiros que se foram durante a pandemia ainda estariam na conversa&#8221;</em>, escreve Celso.</p>
<p>Colocar em dúvida a ciência pode ser sinônimo de aumento da desigualdade social e da qualidade de vida. E não só isso. O pós-negacionismo consiste em um<em> &#8220;ataque violento à ciência e à democracia, como forma de intimidação, para constranger as pessoas e implantar um pós-fascismo&#8221;</em>, alerta o sociólogo.</p>
<p>Alguns verbetes e seus autores:</p>
<p><strong>Academia Brasileira de Ciência (ABC)</strong>, por Dominichi Miranda de Sá, pesquisadora da Fiocruz</p>
<p><strong>Água</strong>, por Eliana Mattos Lacerda, pesquisadora da London School of Hygiene and Tropical Medicine (LJHSTM)</p>
<p><strong>Aids e negacionismo</strong>, por Gustavo Gomes da Costa, professor e pesquisador da UFPE</p>
<p><strong>Artes visuais</strong>, por Júlio Cavani (jornalista, realizador e escritor) e José Luiz Ratton (professor e pesquisador da UFPE)</p>
<p><strong>China</strong>, por Marco Cepik, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)</p>
<p><strong>Comitê científico da covid-19 &#8211; Nordeste</strong>, por Sérgio M. Rezende, ex- Ministro da Ciência e Tecnologia (2005-2010)</p>
<p><strong>Genocídio à brasileira</strong>, por Paulo César Ramos, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP)</p>
<p><strong>Gripe espanhola (Brasil)</strong>, por Lilia Moritz Schwarcz, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e Princeton University</p>
<p><strong>Imprensa negacionista</strong>, por Daniela Pinheiro, jornalista, trabalhou na Folha de São Paulo, foi editora das revistas Veja e Piauí e diretora de redação da Revista Época. Faz mestrado na Universidade de Lisboa.</p>
<p><strong>Música Popular Brasileira</strong>, por Débora Nascimento, jornalista, trabalhou no Jornal do Commercio e no Diario de Pernambuco, atualmente é repórter especial e colunista da revista Continent</p>
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