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	<title>Portal Cultura PE &#187; diogo guedes</title>
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		<title>Cepe e Editora UFPE lançam no Mepe a 3ª edição de obra rara de Osman Lins</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 18:39:24 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_115592" aria-labelledby="figcaption_attachment_115592" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Osman-Lins-13.jpg"><img class="size-medium wp-image-115592" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Osman-Lins-13-607x394.jpg" width="607" height="394" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Osman Lins</p></div>
<p>No centenário de nascimento de Osman Lins (1924-1978) duas editoras públicas se unem para lançar a terceira edição de <em>Guerra sem Testemunhas: O Escritor, sua Condição e a Realidade Social</em>, depois de 50 anos da última tiragem, em 1974. O livro, com selo da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e da Editora da Universidade Federal de Pernambuco, é um ensaio profundo, irônico e ousado, com recursos do campo da ficção, sobre o ofício de escrever e a relação do escritor (e da escrita) com o mundo &#8211; dos editores e leitores aos censores. Produzido no fim da década de 1960, e atualmente uma raridade, o título é apresentado nesta sexta-feira (24), das 19h30 às 21h30, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), nas Graças, Zona Norte do Recife.</p>
<p>&#8220;A reedição de <em>Guerra sem Testemunhas: O Escritor, sua Condição e a Realidade Social</em> é de enorme contribuição para o debate público sobre a literatura na atualidade. Como intelectual latino-americano, Osman Lins sempre insistiu na necessidade do escritor engajar-se no enfrentamento dos problemas e desafios de seu país. É um escritor combativo, muito mais do que polemista&#8221;, declara o professor e organizador do livro, Fábio Andrade. Nascido no município de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, Osman Lins morreu precocemente, na cidade de São Paulo, em 8 de julho, três dias depois de completar 54 anos.</p>
<p>Com 332 páginas e capa de Ildembergue Leite, a nova edição tem uma pequena iconografia (imagens em preto e branco) que remete ao período de elaboração do livro e a sua repercussão, e um índice onomástico com pensadores, escritores e artistas citados pelo autor. &#8220;Fiz a apresentação, que busca assinalar certos aspectos do livro sintonizados com nosso tempo, e acrescentei notas que têm como principal objetivo ressaltar certos diálogos do pensamento crítico de Osman Lins com sua própria produção literária&#8221;, informa Fábio Andrade.</p>
<p>Osman Lins é autor de romances (<em>Avalovara</em>, <em>O Visitante</em>, <em>O Fiel e a Pedra</em>), contos (<em>Os Gestos</em>), narrativas (<em>Nove</em>, <em>Novena</em>), relatos de viagem (<em>Marinheiro de Primeira Viagem</em>), obra para teatro (<em>Lisbela e o Prisioneiro</em>) e ensaios. &#8220;Poucas, sabe-se, as possibilidades de alcançarmos, neste ofício, a recompensa de um livro duradouro. Por mais que cerremos o espírito aos desvios, destinam-se os escritos literários, em grande maioria, à existência curta: 80% desaparecem em um ano, 99% em 20 anos. Um massacre em que poucos sobrevivem&#8221;, escreveu o autor em <em>Guerra sem Testemunhas</em>.</p>
<p>No livro ele faz a defesa da escrita como ofício: &#8220;O profissional é aquele que professa &#8211; e professar, mais do que exercer, é abraçar, seguir. A ideia, portanto, deve envolver uma noção de entrega, de responsabilidade e de fé&#8221;. Traz reflexões sobre o trabalho criativo, a crítica literária, a circulação de livros, os leitores, o mercado editorial, as dificuldades para publicação de livros, a demora na análise de originais por parte das editoras e os espaços na mídia. Também reage à remuneração do escritor baseada no número de livros vendidos e não pela quantidade de exemplares impresso e à falta de republicação de obras esgotadas de autores novatos.</p>
<div id="attachment_115594" aria-labelledby="figcaption_attachment_115594" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leopoldo Conrado Nunes/Cepe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Fábio-Andrade-Foto-Leopoldo-Conrado-Nunes-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-115594" alt="Leopoldo Conrado Nunes/Cepe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Fábio-Andrade-Foto-Leopoldo-Conrado-Nunes-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O escritro Fábio Andrade</p></div>
<p>&#8220;<em>Guerra sem Testemunhas</em> é uma obra que merece ser mais reconhecida. Ensaio preciso, profundo e criativo. É, como aponta o organizador Fábio Andrade, um livro quase solitário na produção brasileira do século 20, com um olhar provocante sobre o ofício — e a solidão — do escritor diante do sistema literário e da sociedade. Nesta terceira edição, com notas e nova apresentação, a Cepe Editora e a Editora UFPE se unem para trazer de volta às prateleiras um título que estava se tornando uma raridade e que merece novas e renovadas leituras&#8221;, afirma o jornalista e editor da Cepe, Diogo Guedes.</p>
<p>Para Fábio Andrade, com a republicação do título &#8220;a maior conquista é justamente dar visibilidade, 50 anos depois, a um livro que ainda recende a pura pólvora, num país cheio de problemas estruturais graves e com certos setores elogiando nostalgicamente a opressão que Osman Lins tanto combateu&#8221;.</p>
<p><strong>FAMÍLIA -</strong> &#8220;Além de romances, contos, peças de teatro, textos para jornais e TV (episódios de <em>Caso Especial</em> da TV Globo), Osman Lins, meu pai, escreveu ensaios. Ora alguns que estudavam outros escritores (como Lima Barreto), ora sobre as dificuldades que enfrentam todos aqueles que se dedicam ao ofício de escrever. Lembro-me de um fato corriqueiro que muito o irritava, quando viajávamos juntos. A cada hotel a pergunta na recepção. Profissão? &#8216;Escritor&#8217;, ele respondia. Porém, o funcionário de plantão sempre indagava: &#8216;Como? Profissão?&#8217;. E ele, irritadíssimo, ratificava quase soletrando: &#8216;Es-cri-tor&#8217;. Isso acontecia até mesmo no exterior&#8221;, recorda a jornalista Letícia Lins.</p>
<p>&#8220;Tal comportamento traduz a forma como ele colocava em primeiro plano o ato de escrever, assim como a sagrada importância da palavra, a ferramenta de seu ofício. &#8216;Uma coisa não existe realmente enquanto não nomeada&#8217;. Para ele, se não pudesse escrever era melhor morrer. E usou de toda a alquimia que encontrou para produzir contos, peças, romances. Porém, apesar da dedicação, ser escritor no Brasil nunca foi fácil. Principalmente no fim dos anos 1960, quando o Brasil vivia uma ditadura e encarava a arte de criar como subversão. E cabia ao criador driblar as limitações políticas e a censura&#8221;, observa.</p>
<p>&#8220;Em <em>Guerra sem Testemunhas</em> há questionamentos que ele fez que ocorrem, ainda com mais intensidade, no século 21. Naqueles tempos, em que nem se sonhava com internet, ele questionava: &#8216;Caminha o livro para a extinção ou está mais vivo do que nunca?. Há pergunta mais atual? Também analisa o papel da literatura frente às comunicações de massa e a realidade política. Há discussão mais necessária hoje do que essa?&#8221;, destaca Letícia Lins.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span>:</strong></p>
<p><strong>Lançamento do livro <em>Guerra sem Testemunhas: O Escritor, sua Condição e a Realidade Social</em> e bate-papo com os professores Fábio Andrade e Eduardo César Maia -</strong> <em>sexta-feira (24), das 19h30 às 21h30, no Museu do Estado de Pernambuco (Avenida Rui Barbosa, nº 960, Graças, Recife-PE). Preço do livro: R$ 70 (impresso)</em></p>
<div id="attachment_115593" aria-labelledby="figcaption_attachment_115593" class="wp-caption img-width-353 alignnone" style="width: 353px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Guerra-sem-testemunhas-capa.jpg"><img class="size-medium wp-image-115593" alt="Cepe/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Guerra-sem-testemunhas-capa-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do livro Guerra sem Testemunhas: O Escritor, sua Condição e a Realidade Social</p></div>
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		<title>Cepe abre inscrições para prêmios literários nacionais</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 19:08:15 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114529" aria-labelledby="figcaption_attachment_114529" class="wp-caption img-width-601 alignnone" style="width: 601px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leopoldo Conrado Nunes/Cepe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Diogo_Guedes_Foto-LeopoldoConradoNunes-Cepe.jpg"><img class="size-medium wp-image-114529" alt="Leopoldo Conrado Nunes/Cepe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Diogo_Guedes_Foto-LeopoldoConradoNunes-Cepe-601x486.jpg" width="601" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O editor da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Diogo Guedes</p></div>
<p>A Companhia Editora de Pernambuco abre, nesta terça-feira (19), as inscrições para o 8º Prêmio Cepe Nacional de Literatura e a 5ª edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil. Interessados nos concursos devem se inscrever exclusivamente por meio digital no <a title="Prêmio CEPE Nacional de Literatura - Adulto, Infantil e Juvenil" href="https://www.cepe.com.br/premio-cepe" target="_blank"><strong>site oficial</strong></a> até 14 de janeiro de 2025.</p>
<p>Para participar é necessário ser brasileiro ou estrangeiro naturalizado brasileiro. A obra precisa ser inédita tanto para o prêmio adulto, que receberá originais nas categorias Romance, Conto e Poesia, quanto para a premiação infantil (leitores iniciantes e em processo de iniciação à leitura) e infantojuvenil (leitores fluentes ou críticos).</p>
<p>Os temas são livres e os textos devem ser escritos em português. Serão aceitos trabalhos com, no mínimo, 200 mil caracteres, incluindo os espaços, para as categorias Romance e Conto. E, no mínimo, 25 mil caracteres, contando os espaços, para a categoria Poesia. Nos prêmios infantil e infantojuvenil, os textos devem ter, no máximo, 120 mil caracteres, incluindo os espaços.</p>
<p>O anúncio do resultado será divulgado até 31 de julho de 2025 e cada vencedor receberá R$ 20 mil, além de ter a obra publicada pela Cepe Editora. “Estamos retomando dois prêmios, o de adulto e o infantil e infanto juvenil, que vêm revelando bons escritores e jogando luzes em trabalhos de autores de todo o Brasil. É uma oportunidade para quem quer contar suas histórias”, destaca o editor da Cepe, Diogo Guedes.</p>
<p><em>Extremo Oeste</em>, romance vencedor do 6º Prêmio Cepe Nacional de Literatura, do paranaense Paulo Fehlauer, ganhou a categoria Escritor(a) Estreante (Eixo Inovação) do 65º Jabuti, a principal premiação literária do Brasil, em 2023, destaca Diogo Guedes. O livro de poesia <em>Meu Amor É Político</em>, do cearense Dalgo Silva, vencedor do 7º Prêmio Cepe Nacional de Literatura, é finalista do Jabuti, na categoria Escritor(a) Estreante &#8211; Poesia. A cerimônia de premiação acontece nesta terça-feira (19).</p>
<p>Diogo Guedes também cita os livros que receberam selo de Altamente Recomendável na seleção de 2024 da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil: <em>A Última Raposa do Mundo</em> (ganhador do 4º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantojuvenil), do paulista Moisés Baião e de Maria Júlia Rego (ilustrações); e <em>Dez Baleias na Estação Esperando pelo Trem</em> (vencedor do 4º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil), do carioca Cesar Cardoso e de Bruna Lubambo (ilustrações).</p>
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		<title>Publicação editada pela Cepe investiga conceito de justiça em “Grande Sertão: Veredas”</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/publicacao-editada-pela-cepe-investiga-conceito-de-justica-em-grande-sertao-veredas/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2021 15:18:34 +0000</pubDate>
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<p>A Cepe Editora apresenta aos leitores a publicação &#8220;Políticas de Riobaldo &#8211; A Justiça Jagunça e suas Máquinas de Guerra&#8221;. O livro nasceu da dissertação de mestrado defendida por Renan Porto, em 2019, na pós-graduação em direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Como disse o autor, não se trata, especificamente, de uma análise de Grande Sertão: Veredas, romance de Guimarães Rosa publicado em 1956. O foco, afirma Renan Porto, é o conceito de justiça existente na obra. O lançamento acontece nesta sexta-feira (24), a partir das 18h, numa live no canal da Cepe no YouTube (<a href="https://www.youtube.com/CepeOficial" target="_blank"><strong>www.youtube.com/CepeOficial</strong></a>), que contará com um bate-papo entre Renan Porto e o professor de direito Murilo Duarte Costa Corrêa, com mediação do jornalista e editor da Cepe, Diogo Guedes..</p>
<p>A história criada há 65 anos pelo mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) não perdeu o caráter de atualidade.<em> “O livro poderia ser reescrito hoje a partir dos conflitos entre facções que controlam as favelas, que assim como os bandos jagunços, cooptam negros e pobres para seus exércitos. Bandos que existiam sempre em relação &#8211; na maioria das vezes numa relação de serviço &#8211; com líderes políticos, fazendeiros e coronéis”</em>, escreve Renan Porto, numa das passagens de &#8220;Políticas de Riobaldo &#8211; A Justiça Jagunça e suas Máquinas de Guerra&#8221;.</p>
<p><em> “O romance de Rosa me permitiu explorar uma justiça da perspectiva nômade e anárquica dos jagunços em oposição a uma justiça do estado, dos juízes e dos tribunais”</em>, declara o autor.  O livro é prefaciado pelo ensaísta, romancista, professor e crítico Silviano Santiago.</p>
<p>Para compor o livro de 136 páginas, Renan Porto foi em busca de filósofos como Henri Bergson (1859-1941) e Gilles Deleuze (1925-1995), de antropólogos como Pierre Clastres (1934-1977) e de professores que estudaram o clássico de Guimarães Rosa, como Silviano Santiago e Willi Bolle (USP), entre outros. O Riobaldo do título é o jagunço que, num monólogo, narra a história de &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221;, considerada uma das obras mais significativas da literatura brasileira. O diabo, que nunca aparece nas páginas, e a guerra travada nos confins da Bahia e de Minas Gerais são o fio condutor do romance.</p>
<p>É o modo de viver e de agir dos jagunços, em especial de Riobaldo e suas noções de ética e de política, que Renan Porto explora ao enveredar em Grande Sertão. Um dos capítulos é dedicado ao julgamento de Zé Bebelo, um dos chefes de bando, cujo resultado é crucial para o desenrolar do romance de Rosa<em>. “A justiça que encontramos no Grande Sertão não se confunde com a lei e não é caracterizada pela sua transcendência e imutabilidade. A justiça que encontramos ali é produzida de modo imanente a partir do desejo que conecta uma coletividade em torno de uma luta pela justiça”</em>, observa Renan Porto no livro.</p>
<p>Diogo Guedes destaca o novo tratamento dado ao romance de Rosa na publicação. <em>“Renan Porto, diante de um livro tantas vezes lido e analisado, escolhe uma vereda distinta para sua investigação da obra-prima de João Guimarães Rosa: as ideias de guerra, justiça e violência. Assim, consegue propor a ideia de um imaginário jagunço, enxergando suas subjetividades e coletividades e fazendo a leitura de Grande Sertão pelo que ele traz &#8211; ou pode trazer &#8211; de questionamento das ordens vigentes no Sertão”</em>, comenta o editor da Cepe.</p>
<p><strong>O autor -</strong> Nascido em Florestal, distrito do município de Jequié (BA), Renan Porto é graduado em direito e vive atualmente em Londres, na Inglaterra, onde faz doutorado em direito na Universidade de Westminster. <em>“Desenvolvo uma pesquisa autoetnográfica sobre justiça espacial em torno da produção de cacau na região onde cresci na Bahia. Sou filho de gerações de trabalhadores do cacau e cresci ajudando meu pai com o cacau também. Agora estou trazendo isso para minha pesquisa”</em>, informa.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live de lançamento de &#8220;Políticas de Riobaldo &#8211; A Justiça Jagunça e suas Máquinas de Guerra&#8221; com Renan Porto, Murilo Duarte Costa Corrêa e Diogo Guedes<br />
Quando: 24 de setembro de 2021 (sexta-feira), às 18h<br />
Transmissão pelo canal da Cepe no Youtube: <a href="https://www.youtube.com/CepeOficial" target="_blank"><strong>www.youtube.com/CepeOficial</strong></a><br />
Preço do livro: R$ 30 (impresso) e R$ 12 (e-book)<br />
Onde comprar: Lojas físicas e virtual da Cepe (<a href="https://www.cepe.com.br/lojacepe/" target="_blank"><strong>www.cepe.com.br/lojacepe</strong></a>)</p>
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		<title>Conexões Literárias &#8211; Como fazer literatura em Pernambuco?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 16:11:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Na primeira edição de 2021 do web programa &#8220;Conexões Literárias&#8221;, agora em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), um bate-papo entre Diogo Guedes (editor da Cepe Editora), Roberto Azoubel (coordenador de literatura da Secult-PE), João Paulo Parisio (autor de três títulos do nosso catálogo) e Marília Mendes (gestora do Espaço Pasárgada) sobre [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na primeira edição de 2021 do web programa &#8220;Conexões Literárias&#8221;, agora em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), um bate-papo entre Diogo Guedes (editor da Cepe Editora), Roberto Azoubel (coordenador de literatura da Secult-PE), João Paulo Parisio (autor de três títulos do nosso catálogo) e Marília Mendes (gestora do Espaço Pasárgada) sobre como fazer literatura aqui no Estado. Aperte o play e assista à live.</p>
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		<title>Bate-papo com os escritores premiados no VI Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2020 21:37:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dando continuidade à série de lives com os escritores premiados no VI Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, oferecido pelo Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, da Fundarpe e da Cepe Editora, o canal oficial do Youtube da Secult-PE (www.youtube.com/SecultPE) transmite nesta terça-feira (22), a partir das 19h, um bate-papo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dando continuidade à série de <em>lives</em> com os escritores premiados no VI Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, oferecido pelo Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, da Fundarpe e da Cepe Editora, o canal oficial do Youtube da Secult-PE (<a href="https://www.youtube.com/SecultPE" target="_blank"><strong>www.youtube.com/SecultPE</strong></a>) transmite nesta terça-feira (22), a partir das 19h, um bate-papo com Luís Serguilha e João Paulo Parisio, autores, respectivamente, dos livros &#8220;Hamartía&#8221; e &#8220;Retrocausalidade&#8221;. A mediação do encontro ficará a cargo do editor da Cepe, Diogo Guedes. Aperte o play e confira.</p>
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		<title>Ana Maria César lança livro &#8220;Três homens chamados João: Uma tragédia em 1930&#8243;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2020 17:59:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Até parece obra de ficção o drama de João Pessoa, assassinado pelo adversário político João Dantas, que foi morto na Casa de Detenção do Recife; e a morte de João Suassuna, acusado de cumplicidade no homicídio do então governador da Paraíba, vice na chapa de Getúlio Vargas à presidência da República pela Aliança Liberal. Os [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_79293" aria-labelledby="figcaption_attachment_79293" class="wp-caption img-width-331 alignright" style="width: 331px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/Capa.jpg"><img class="size-medium wp-image-79293 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/Capa-331x486.jpg" width="331" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A obra, editada pela Cepe, fala da Revolução de 30, sob o ponto de vista nordestino</p></div>
<p>Até parece obra de ficção o drama de João Pessoa, assassinado pelo adversário político João Dantas, que foi morto na Casa de Detenção do Recife; e a morte de João Suassuna, acusado de cumplicidade no homicídio do então governador da Paraíba, vice na chapa de Getúlio Vargas à presidência da República pela Aliança Liberal. Os desdobramentos deste episódio levaram à deflagração da Revolução de 30, movimento que neste mês completa 90 anos. Oportunamente, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) publica &#8220;Três homens chamados João: Uma tragédia em 1930&#8243;, da escritora Ana Maria César. O lançamento será nesta quinta-feira (22), às 17h30, no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCI9qcytTbfViq_vr7igY6VQ/featured" target="_blank"><strong>Canal da Cepe no YouTube</strong></a>, com bate-papo entre a autora e o editor Diogo Guedes.</p>
<p>O livro traz um novo foco sobre o mais importante movimento revolucionário brasileiro, ratificando historicamente a vocação libertária de Pernambuco, que protagonizou a Revolução Pernambucana de 1817, a Convenção do Beberibe, a Confederação do Equador e a Revolução Praieira. Para escrevê-lo foram necessários quatro anos de dedicação ao tema, obedecendo à precisão historiográfica. Na pesquisa, a autora privilegiou os jornais locais a fim de captar o entusiasmo, a comoção, o desvario do povo vivendo um novo momento.</p>
<p>Além da perspectiva nordestina da história, e da sacada dos três homens chamados João, um importante diferencial do livro está na riqueza da linguagem narrativa, que se assemelha ao que há de melhor em estilo literário. Essas características, aliadas à capacidade imagética da escritora, conduzem o leitor ao ambiente da época. É como se a própria Ana Maria tivesse vivido os acontecimentos de então. O teor passional e trágico dos acontecimentos também permitiram à autora uma construção mais despojada. Algumas vezes até mesmo poética.</p>
<p><em>&#8220;Chego a ver o tumulto da Rua Nova na tarde de 26 de julho (data do assassinato de João Pessoa). Percebo a agonia de Augusto Caldas (preso injustamente com o cunhado João Dantas) na Casa de Detenção. Sinto o vento que dança nos cabelos de Ritinha (Rita de Cássia Dantas Villar, mãe do escritor Ariano Suassuna), no Porto do Recife, se despedindo de João Suassuna (que foi à capital, Rio de Janeiro, provar sua inocência, e lá foi morto). Ouço o martelar da máquina de escrever de João Dantas em Olinda, escrevendo mais um artigo contra João Pessoa. Acompanho a trajetória de desespero de Anayde Beiriz até o momento final. E então escrevo. Porque o que sou mesmo é escritora&#8221;</em>, define-se Ana Maria.</p>
<p>A fim de apreender armas e munições que pudessem ser usadas numa possível revolta, João Pessoa mandou a polícia revistar as casas dos suspeitos. No dia 10 de julho de 1930 invadiram o escritório do advogado e jornalista João Dantas.</p>
<p>Embora a polícia não tenha encontrado armamento, com a intenção de desmoralizar e atingir a honra de João Dantas, o jornal estatal A União iniciou a publicação dos papéis ali apreendidos, cartas e telegramas de familiares e correligionários, peças de processos de constituintes, promissórias, um diário, &#8220;confidência da mais repugnante politicagem&#8221;, alardeava a folha.</p>
<p>E no dia 26 de julho, o advogado entrou na Confeitaria Glória, no Recife, onde o presidente da Paraíba se encontrava, e matou João Pessoa com três tiros de revólver. A comoção popular levou ao movimento armado em 3 de outubro, considerado vitorioso em 24 de outubro.</p>
<p>Fascinada pela história, a escritora recifense ressalta a ancestralidade paraibana e sertaneja.<em> &#8220;Meus pais eram fervorosos adeptos da Aliança Liberal. Quando eu tinha 12 anos, na Praça João Pessoa, meu pai narrou para mim a Revolução de 1930. Claro que não lembro nada do que ele disse, mas possivelmente aquela narrativa ficou no meu inconsciente como uma epopeia do nosso povo. Agora me sinto em paz. É como se tivesse cumprido um pacto, contar a história do ângulo dos nossos dois Estados&#8221;</em>, destaca Ana Maria.</p>
<p>No prefácio, a professora e escritora pernambucana Margarida Cantarelli, ocupante da cadeira 9 da Academia Pernambucana de Letras, diz que muito já se escreveu sobre a Revolução de 30, mas que a autora conseguiu ir além do que já foi produzido sobre o tema. <em>&#8220;Ana conseguiu trazer fatos e interpretações novos ao que se supunha definitivamente esclarecido ou adormecido&#8221;</em>, diz Cantarelli.</p>
<p>Sobre o teor dramático da história e sua semelhança com a ficção, a acadêmica lembra o filme da cineasta Tizuka Yamasaki, Parahyba Mulher Macho. Em 1983, quando Margarida era chefe da Casa Civil do Governo de Pernambuco, presenciou algumas cenas gravadas nas dependências do Palácio do Campo das Princesas. No elenco, Tânia Alves, como Anayde; Walmor Chagas protagonizava João Pessoa; e Cláudio Marzo, João Dantas.</p>
<div id="attachment_79295" aria-labelledby="figcaption_attachment_79295" class="wp-caption img-width-577 aligncenter" style="width: 577px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/Ana-Maria.jpg"><img class="size-medium wp-image-79295" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/Ana-Maria-577x486.jpg" width="577" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Advogada e escritora, Ana Maria César fez um verdadeira imersão na vida dos personagens nordestinos envolvidos na Revolução de 30</p></div>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>NOVAS REVELAÇÕES</strong></span><br />
<em>&#8220;O subtítulo do livro &#8211; uma tragédia em 1930 &#8211; revela o que penso do assassinato dos três homens chamados João. Nessa trajetória, me irmanei com o drama dos personagens e, sobretudo, com o povo, em seu entusiasmo mais verdadeiro e em sua comoção mais aterradora&#8221;</em>, ressalta a autora.</p>
<p>Alguns capítulos foram reticulados, a pedido da escritora, para diferenciá-los dos demais, que tratam de política, dissensões partidárias, processos judiciais. Nesses, cujas páginas receberam uma cor acinzentada, Ana Maria descreve as tragédias, individuais ou coletivas. Optou por enumerar os 40 capítulos nos quais usa epígrafes e frases icônicas tomadas de empréstimo a personagens do livro para servir de abertura de cada capítulo.</p>
<p>Em relação à figura de Anayde, Ana Maria conta que pouco se sabia a seu respeito, apenas que havia morrido no Asilo Bom Pastor, no Recife, após ingerir veneno.<em> &#8220;Falava-se de uma carta que teria endereçada à mãe, antes de morrer, mas que havia desaparecido. No entanto, ao tomar conhecimento do meu trabalho, Margarida Cantarelli disse que o inquérito sobre a morte de Anayde, inclusive a carta que escrevera à mãe, encontravam-se no cofre do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. A importância desses documentos é trazer à luz da História um fato novo, até então desconhecido, prova de que a História não tem ponto final&#8221;</em>, destaca a autora de<strong> &#8220;Três homens chamados João: Uma tragédia em 1930&#8243;</strong>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SOBRE A AUTORA</strong></span><br />
Ana Maria César é pernambucana do Recife. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Recife (atual UFPE) e em Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica de Pernambuco. Publicou livros de ensaios, poesia, memórias, ficção e história, incluindo, pela Cepe Editora, A faculdade sitiada e Último porto de Henrique Galvão. É membro da Academia Pernambucana de Letras, da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro (onde exerceu a presidência em três gestões), da Academia Recifense de Letras e da União Brasileira de Escritores (UBE).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live de lançamento do livro &#8220;Três homens chamados João: Uma tragédia em 1930&#8243;, com participação da autora, Ana Maria César, e o editor da Cepe, Diogo Guedes<br />
Quando: 22 de outubro (quinta-feira), às 17h30<br />
Endereço: Inscreva-se no canal da Cepe no YouTube, <a href="http://bit.ly/canalcepe" target="_blank"><strong>bit.ly/canalcepe</strong></a><br />
O livro impresso está condicionado ao retorno das atividades presenciais do parque gráfico da Cepe, suspensas em função do isolamento social imposto pela pandemia no novo coronavírus.</p>
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