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	<title>Portal Cultura PE &#187; Dirimbó</title>
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		<title>Miró se renova e transpira sua poesia urbana no Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2018 18:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias “Minha mãe dizia que eu não era poeta, era fofoqueiro, porque vocês vão perceber que na minha literatura, na minha forma de escrever, eu sou muito observador”. Foi com essas palavras que Miró respondeu a primeira de muitas perguntas sobre sua trajetória com a arte e a poesia urbana nesta última quarta-feira [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60680" aria-labelledby="figcaption_attachment_60680" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42121176922_285b2c94c1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60680" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42121176922_285b2c94c1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A conversa foi mediada pela também escritora e poetiza Cida Pedrosa, amiga de longas datas do poeta recifense</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p><em>“Minha mãe dizia que eu não era poeta, era fofoqueiro, porque vocês vão perceber que na minha literatura, na minha forma de escrever, eu sou muito observador”.</em> Foi com essas palavras que Miró respondeu a primeira de muitas perguntas sobre sua trajetória com a arte e a poesia urbana nesta última quarta-feira (16), durante sua participação na edição do <strong>Outras Palavras</strong> realizada na Escola Sílvio Rabelo, no Centro do Recife. <em>“A poesia é tudo na minha vida”,</em> resumiu ele, que é atualmente um dos poetas urbanos mais conhecidos e estudados no Brasil.</p>
<p>A conversa foi mediada pela também escritora e poetiza Cida Pedrosa, amiga de longas datas de Miró – destacada por ele, inclusive, como sua segunda mãe, depois de Dona Joaquina. “<em>Mediar Miró é quase impossível porque ele é ‘imediável’. Mas como estou aqui, vou provocá-lo a falar sobre a sua vida. Você é um crítico que percebe essas coisas da cidade, um cronista urbano. Como que isso acontece?”</em>, questionou Cida Pedrosa.</p>
<div id="attachment_60678" aria-labelledby="figcaption_attachment_60678" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266737405_0dce6ae0b9_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60678" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266737405_0dce6ae0b9_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Mediar Miró é quase impossível porque ele é ‘imediável’, brincou Cida Pedrosa antes de passar a palavra ao poeta</p></div>
<p><em>“Eu não precisei ir para a Universidade. Fiz vestibular para Jornalismo, mas não passei. E a poesia me veio através de um grande amigo, que é meu irmão até hoje, Maurício Silva, que eu conheci por volta dos anos 70 quando eu trabalhava na sua casa. Na época eu tinha uns 14 anos, e fazia uns serviços domésticos pra umas casas dali da região do Rosarinho pra ganhar uma grana. Uma época que a classe média do Recife ainda morava perto dos negros”,</em> começou a refletir Miró.</p>
<p><em>“O Maurício, que é poeta, uma vez me perguntou: ‘Miró, você sabe o que é poesia?’. Eu disse: ‘Sei, é Roberto Carlos’. Ele riu e me disse que ia dizer o que era uma. Eu já tinha uns 16 anos nessa época. Ai ele disse assim: Farda verde verde verde verde / Praça verde verde verde verde / e o coração bate continência a toda mulher que passa’. Eu fiquei na hora sem acreditar que aquilo era poesia, e fiquei com isso na cabeça. Se realmente era, eu podia fazer também”.</em></p>
<div id="attachment_60681" aria-labelledby="figcaption_attachment_60681" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42167513901_7f24983dbe_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60681 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42167513901_7f24983dbe_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Na conversa, ele teve a oportunidade de falar para uma plateia jovem sobre como começou no mundo da poesia</p></div>
<p>Miró contou que depois de três meses estava na beira da ponte Duarte Coelho, na frente do Cinema São Luiz. <em>“Se em uma coisa que eu gosto de fazer é observar a rua, olhar o que passa nela. Ai é quando minha mãe tem razão, eu gosto muito de escutar conversa atrás de mim. Adoro”,</em> brincou o poeta. <em>“Nesse dia vi um policial arrastando um negro parecido comigo pela orelha. Achei aquilo estranho. Ai daqui a pouco passou um cara atrás de mim dizendo ‘bora cara, já vai dar quatro horas’. Foi quando tive o estalo pra escrever minha primeira poesia (batizada de <strong>Quatro horas e um minuto</strong>)”,</em> disse ele, declamando em seguida para os jovens, arrancando aplausos com sua performance.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/B3NveRADXaU" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Ele seguiu narrando sua história, lembrando de quando trabalhou na década de 80 na antiga Sudene, como faxineiro. “<em>Um dia, enquanto eu lavava o banheiro e cantava Caetano Veloso, o poeta Wilson Araújo, que trabalhava por lá, ouviu e veio conversar comigo. Eu acabei falando que escrevia poesia e ele me pediu pra levar uns textos meus para que ele pudesse ler. Moral da estética. Wilson gostou do que leu e me pediu pra que eu levasse o que escrevia para uma amiga no Jornal do Commercio. Moral da histérica. Saiu no domingo, o dia de maior circulação do jornal, uma matéria de página completa sobre minha obra, com cinco poemas meus. Eles ainda arrumaram uma gráfica na época e fizeram uma surpresa pra mim, meu primo livro chamado Quem descobriu o azul anil”,</em> relembrou, emocionado.</p>
<div id="attachment_60682" aria-labelledby="figcaption_attachment_60682" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42167515311_6c2bb540bf_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60682 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42167515311_6c2bb540bf_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Aos 57 anos, Miró se prepara para lançar mais um livro. “Será uma espécie de diálogo entre mãe e filho, é o que posso contar agora”</p></div>
<p><em>“Depois disso desandei a escrever essas fotografias urbanas que reparo na rua e desde 1985 que eu não trabalho pra ninguém no sentido obrigatório. A partir deste ano, me tornei um homem livre. Vivo da minha poesia. E isso no Brasil, sendo negro, é uma coisa que me deixa muito feliz. É raro, raríssimo, um preto da periferia viver da poesia”,</em> concluiu, com lágrimas nos olhos, adiantando que está em fase de produção do seu próximo livro. <em>“Será uma espécie de diálogo entre mãe e filho, é o que posso contar agora”.</em></p>
<div id="attachment_60679" aria-labelledby="figcaption_attachment_60679" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266741605_68c0852f49_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60679 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266741605_68c0852f49_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Hoje vivo da minha poesia. E isso no Brasil, sendo negro, é uma coisa que me deixa muito feliz. É raro, raríssimo, um preto da periferia viver da poesia”, disse orgulhoso o poeta</p></div>
<p>Dentre dezenas de perguntas, uma outra respondida por Miró foi a feita pela estudante Juliana, que quis saber qual o conselho que ele poderia dar pra quem quer começar a escrever poesias. <em>“Primeiro ler. Porque só lendo é que você vai tentar imitar alguém, como imitei o Maurício, e depois você vai ser você. Você vai juntando coisas que admira e acaba ficando original fazendo o seu. E observar o seu universo ao redor. Eu comecei a ler Drummond, que é o que eu mais amo. Eu li pouco, mas quem eu li que amei eu li tudo”.</em></p>
<p>Os estudantes também conversaram sobre música independente com a banda Dirimbó, que é conhecida pelo público por fazer uma mistura do carimbó do Pará com a cultura pernambucana, através do forró e do coco de roda. <em>“A gente começou a estudar os sons paraenses, como guitarra e lambada, e percebemos um elo entre a música nordestina e a música caribenha”,</em> explicou Rafa Lira, vocalista e guitarrista do conjunto.</p>
<div id="attachment_60677" aria-labelledby="figcaption_attachment_60677" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266736175_bfbad3f846_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60677 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266736175_bfbad3f846_k-607x357.jpg" width="607" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">Já a banda Dirimbó compartilhou com a garotada como foi a sua sua turnê pelo Brasil pra divulgar o último EP, o Deixar Tu Loks</p></div>
<p>O grupo hoje, formado por Bruno Negromonte (bateria), Mário Zappa (baixo), Vitor Pequeno (guitarra) e Rafa Lira (vocal e guitarra), pincelou os fatos mais importantes da banda nos últimos três anos, como o lançamento do dois EPs lançados e disponíveis na internet (<strong>Dirimbó</strong> e <strong>Deixar Tu Loks</strong>), a turnê que fizeram pelo Brasil e a produção do primeiro disco autoral. <em>“Foi muito legal rodar o Brasil e ser bem aceito. Ir até cidades como Belém, Maceió, São Luís, Fortaleza, Natal, Aracaju e São Paulo e ver como a cultura pernambucana é bem quista em outros lugares. E como tem pernambucano em todo lugar do país, muita gente foi para os nossos shows só pra matar a saudade da terra e do sotaque”,</em> reforçou Bruno Negromonte, baterista da Dirimbó.</p>
<div id="attachment_60675" aria-labelledby="figcaption_attachment_60675" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266731325_cb9684b9bc_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60675 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41266731325_cb9684b9bc_k-607x362.jpg" width="607" height="362" /></a><p class="wp-caption-text">O grupo hoje é formado por Bruno Negromonte (bateria), Mário Zappa (baixo), Vitor Pequeno (guitarra) e Rafa Lira (vocal e guitarra) se prepara para gravar o primeiro disco autoral</p></div>
<p>Antonieta Trindade, gestora do <strong>Outras Palavras</strong>, celebrou mais uma edição do projeto que, segundo ela, tem o objetivo de <em>“melhorar a qualidade da escola pública para que a nossa juventude tenha acesso ao conhecimento, no sentido mais amplo possível. Nós trazemos a literatura e a música viva pra dentro das escolas, para conversar não só sobre sua produção, mas também sua trajetória. Mostrar quanta perseverança é preciso ter para chegar aonde eles chegaram”,</em> ressaltou.</p>
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		<title>Música independente e literatura pernambucana pautam edição do Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Dec 2017 17:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias Uma conversa sobre a produção literária e a música independente pernambucana deu o tom da edição do Outras Palavras realizada na última terça-feira (12), na Escola Técnica Ministro Fernando Lyra, em Caruaru. Na ocasião, o escritor Whalter Moreira Santos falou um pouco sobre sua produção literária, que dentre as mais de 60 premiações [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56202" aria-labelledby="figcaption_attachment_56202" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142520118_c20d715bcd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56202 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142520118_c20d715bcd_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Escritor convidado, Whalter Moreira Santos, conquistou por duas vezes o Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Uma conversa sobre a produção literária e a música independente pernambucana deu o tom da edição do <b>Outras Palavras</b> realizada na última terça-feira (12), na Escola Técnica Ministro Fernando Lyra, em Caruaru. Na ocasião, o escritor Whalter Moreira Santos falou um pouco sobre sua produção literária, que dentre as mais de 60 premiações na bagagem conquistou por duas vezes o Prêmio Pernambuco de Literatura. Na sequência, foi a vez dos estudantes conversarem com a banda recifense <a href="https://www.instagram.com/bandadirimbo/" target="_blank">Dirimbó</a>, grupo que conta com dois EPs lançados e se prepara para gravar seu primeiro disco autoral, além de entrar em turnê pelo Brasil ano que vem.</p>
<p>Voltado para os alunos da rede pública do estado, o projeto da Secult-PE e Fundarpe alcança seu potencial máximo quando há o que aconteceu em Caruaru, a identificação dos alunos com o que é discutido durante os encontros. Identificação essa que se entende também durante a exibição do curta A Hora da Saída, produzido durante o projeto Cine Cabeça, levado às escolas como uma mostra do que os estudantes podem fazer juntos e através da arte.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/sjG1uWP-P2E" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><i>“Essa é uma aula diferente que a gente oferece a vocês, com apoio da escola, porque queremos construir um ambiente escolar agradável e que nos enriqueça ainda mais no ponto de vista do conhecimento. Deixo aqui para a biblioteca da instituição um kit do <b>Outras Palavras</b> com vários livros de escritores premiados no Prêmio Pernambuco de Literatura, e ressalto que muita gente já produziu peça de teatro com base nessas publicações. Então vamos usar nossa criatividade pra construir um ambiente escolar mais dinâmico e lúdico, e um mundo melhor pra nós todos”,</i> explicou Antonieta Trindade, gestora do projeto e vice-presidente da Fundarpe.</p>
<div id="attachment_56199" aria-labelledby="figcaption_attachment_56199" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142522978_d9fb8220e7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56199 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142522978_d9fb8220e7_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Queremos construir um ambiente escolar agradável e que nos enriqueça ainda mais no ponto de vista do conhecimento&#8221;, disse Antonieta Trindade sobre o Outras Palavras, projeto do qual é gestora</p></div>
<p>O jornalista e cineasta Marcos Henrique Lopes, mediador do <b>Outras Palavras</b>, abriu o debate com o escritor Whalter Moreira, que venceu a primeira e quarta edição do Prêmio Pernambuco de Literatura, respectivamente, com os livros de contos <b>O metal que somos feitos</b> e <b>Todas as coisas sem nome</b>. Sobre esta última obra, o mediador perguntou como surgiu a ideia dessa publicação.</p>
<div id="attachment_56203" aria-labelledby="figcaption_attachment_56203" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142521958_db12a89da3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56203 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142521958_db12a89da3_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Debate com o Whalter Moreira Santos foi mediado pelo jornalista e cineasta Marcos Henrique Lopes</p></div>
<p><i>“Não sei se vocês se lembram, mas houve um acidente da TAM de um avião que ia pra Paris e que caiu próximo ao arquipélago de Fernando de Noronha. Eu soube de um casal que estava indo passar lá a sua lua de mel, e pensei em como isso era uma tragédia. Isso ficou na minha cabeça, porque me coloquei na pele dessas duas pessoas. Tem muita coisa envolvida nesse evento, porque além da tragédia, eles morreram juntos, quase como um Romeu e Julieta. Um dos contos do livro foi inspirado nisso”,</i> revelou.</p>
<p><i>“Outro conto foi inspirado em Judas, que é um personagem bíblico, na minha opinião, mal compreendido. Apesar dele ter vendido Jesus, eu tenho a impressão que ele não queria que ele fosse preso, porque Jesus sempre escapava. Há várias passagens na Bíblia que os centuriões chegavam para prendê-lo e ele não estava mais. Tanta prova que ele não queria vendê-lo de fato que devolve as moedas depois. Se coloquem na pele desse personagem. Ele queria o dinheiro, mas era pra causa do evangelho, porque ele era contador, e toda a parte financeira era Judas quem cuidava. Essa possível falsa interpretação desse homem foi outra coisa que me incomodou”,</i> disse Whalter Moreira.</p>
<div id="attachment_56197" aria-labelledby="figcaption_attachment_56197" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24149041407_1b1b6de85b_k-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-56197 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24149041407_1b1b6de85b_k-1-607x394.jpg" width="607" height="394" /></a><p class="wp-caption-text">Durante a conversa, Whalter Moreira deu detalhes da produção do seu livro &#8216;Todas as coisas sem nome&#8217;, que venceu a IV edição do Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p>O escritor aproveitou para opinar sobre como a literatura deve ser tratada no ambiente escolar, com estratégias para atrair o jovem a ler mais livros. <i>“Já pensou se chegam pra você e te obrigam a ficar ao lado de uma pessoa trinta dias e ainda fazer um relatório sobre a convivência? Isso não dá certo. Tá tudo errado nesse mecanismo. A gente precisa de uma escola que tenha uma variedade de livros e que promova uma série de encontros como esse para que a partir daí o adolescente escolha o que quer ler”.</i></p>
<p>Whalter Moreira contou que, por exemplo, começou a adquirir o hábito da leitura de uma maneira nada convencional. <i>“Meu pai era motorista de ônibus e de vez em quando alguém esquecia um livro no ônibus. Então eu lia os livros esquecidos, era toda a minha informação. Um dia esqueceram o <b>Chamado Selvagem</b>, do Jack London, que é um livro incrível, acho que todo adolescente deveria lê-lo. Acho que esse foi o primeiro que eu li e reli várias vezes”,</i> relembrou.</p>
<div id="attachment_56198" aria-labelledby="figcaption_attachment_56198" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142515898_d39cad05c2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56198 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142515898_d39cad05c2_k-607x451.jpg" width="607" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">Outras Palavras em Caruaru contou com forte participação dos estudantes, que fizeram diversas perguntas ao escritor</p></div>
<p>Vários blocos de perguntas foram feitas ao autor, e uma delas questionava a Whalter como foi que ele resolveu escrever. <i>“Sempre fui aluno de fundo de sala, ficava desenhando e escrevendo. Sempre tive diários, e tenho trabalhado com ilustração e design gráfico. Mas sou advogado de formação, e eu estava nesse mundo. Em 1999 eu vi uma entrevista de um editor no programa da Marília Gabriela falando que o autor brasileiro não era profissional, e aquilo me incomodou. Eu tinha um diário sobre bipolaridade que deu origem ao <b>Chuva Amarela</b>, e assinei com o pseudônimo William L. Esse livro vendeu mais de 50 mil exemplares”.</i></p>
<p>Sobre este livro, lançado em 2000, uma estudante da plateia quis saber se nesse livro o autor ajuda outras pessoas a lidar com esse transtorno mental. <i>“Já são dezessete anos de lançado, mas eu gosto muito de falar sobre o assunto. Eu usei o pseudônimo nesse livro porque no começo eu não queria falar, já me sentia contemplado em ter escrito. Mas ai eu passei uns dois anos fazendo palestras, participando de bienais, conversando com as pessoas, porque a gente precisa falar a respeito. Ainda há um preconceito muito grande. Um exemplo era no meu trabalho, quando eu dizia que ia ao oculista, e ninguém reagia, continuava trabalhando, e quando eu dizia que iria ao psiquiatra as pessoas levantavam a cabeça”</i>.</p>
<div id="attachment_56204" aria-labelledby="figcaption_attachment_56204" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38296658664_bbc5e4febf_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56204 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38296658664_bbc5e4febf_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">A conversa com Whalter Moreira foi seguida de uma apresentação da banda Dirimbó, do Recife</p></div>
<p>O bate-papo foi seguido de uma apresentação da banda Dirimbó, do Recife, que teve seus trabalhos iniciados em 2013. Após dois anos de estudos e de diálogos entre as músicas amazônica e nordestina, a banda faz sua estreia no Recife e ainda no primeiro ano de circulação integrou o line-up de importantes festivais como o Coquetel Molotov, Festival de Inverno de Garanhuns, Circuito off da MIMO Olinda e Som na Rural, entre outros. Atualmente o grupo é formado por Bruno Negromonte  (bateria), Mário Zappa (baixo), Rafa Lira (vocal e guitarra) e Vítor Pequeno (guitarra), e conta com dois EPs lançados: <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CFV6vtP64Ew" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=pt-BR&amp;q=https://www.youtube.com/watch?v%3DCFV6vtP64Ew&amp;source=gmail&amp;ust=1513269924832000&amp;usg=AFQjCNF04c5kwJyv7aJiurh88T3YBjRXoA">Dirimbó (2015)</a></b> e <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RpOt-ubvZBY" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=pt-BR&amp;q=https://www.youtube.com/watch?v%3DRpOt-ubvZBY&amp;source=gmail&amp;ust=1513269924832000&amp;usg=AFQjCNEmzT0I0ihZbhl1v9Wk7rr8Re3bPw">Deixar Tu Loks (2017)</a></b> - este último conta um videorelease explicando a produção do trabalho.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k9Pkw_TRpdA" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Foi com essa bagagem de produção independente que alguns integrantes da banda conversaram com os estudantes. Bruno Negromonte, por exemplo, adiantou que em maio de 2018 a Dirimbó completa três anos de estrada. “E j<i>á temos dois EPs lançados e bem reconhecidos pela crítica e público. Pra quem não sabe o que é um EP, é como se fosse um disco só que com menos músicas. Ano que vem a gente lança nosso primeiro CD, com 12 faixas autorais, e vamos fazer uma turnê por alguns estados do Norte e Nordeste, depois São Paulo e Rio de Janeiro”</i>.</p>
<div id="attachment_56201" aria-labelledby="figcaption_attachment_56201" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38977027052_b818002df2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56201 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38977027052_b818002df2_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu já estive no lugar de vocês uma vez. Na minha escola se apresentou uma banda e isso influenciou demais a minha carreira&#8221;, disse Bruno Negromonte, baterista da banda</p></div>
<p>Questionado por um dos alunos sobre quais os maiores desafios que eles enfrentaram com a banda, Rafa Lira, vocalista e guitarrista do grupo, contou que é unanimidade entre o grupo que o maior deles é fazer as pessoas acreditarem que isso pode ser seu trabalho. <i>“Porque a música, assim como a arte em geral, é sempre vista ainda como um &#8216;hoobie&#8217;. Isso vem mudando porque o mundo está mudando, mas no tempo que a gente começou a tocar, com uns 15 anos de idade, eu tive que convencer muita gente de que era isso que eu queria ser profissionalmente”</i>, disse o vocalista, para em seguida puxar uma das canções autorais do grupo, intitulada <b>Deixar Tu Loks</b>. Outras músicas, como <b>Carimbó do Selfie</b> e <b>Medo Real</b> fizeram parte do repertório.</p>
<div id="attachment_56196" aria-labelledby="figcaption_attachment_56196" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24148898347_b1ff73f634_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56196 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24148898347_b1ff73f634_k-607x452.jpg" width="607" height="452" /></a><p class="wp-caption-text">Para Rafa Lira, vocalista da banda, o maior desafio do grupo é convencer as pessoas de que a música, assim como outras formas de arte, são profissões que exigem compromisso e dedicação, e não apenas um &#8216;hoobie&#8217;</p></div>
<p>Além de falar sobre seu trabalho autoral, divisão das funções dentro da banda e outros detalhes, o grupo foi questionado sobre qual sonho almejava com a Dirimbó. “<i>Eu já estive no lugar de vocês uma vez. Na minha escola se apresentou uma banda e isso influenciou demais a minha carreira. E hoje a gente está falando pra vocês. Isso aqui hoje é a realização de um sonho também. Depois do Carnaval, a gente vai pra São Paulo tocar em dois SESCs de lá, e isso é outro sonho que a gente como banda vai realizar. A gente trabalha todo dia pra que essas coisas sejam possíveis, pequenos e grandes realizações”,</i> contou o baterista da banda, que em janeiro próximo fará uma turnê por alguns estados do Nordeste e em Belém do Pará. Depois da conversa, a Dirimbó deu de presente alguns EPs para os alunos que participaram da atividade.</p>
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