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	<title>Portal Cultura PE &#187; dramaturgia dos orixás</title>
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		<title>Inscrições abertas para vivência &#8220;Dramaturgia dos Orixás&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2021 21:23:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
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		<description><![CDATA[A atriz, diretora e pesquisadora de teatro Agrinez Melo segue aprofundando sua pesquisa &#8220;Dramaturgia dos Orixás: possibilidades de novas narrativas para um corpo negro em cena&#8221;. Após realizar cursos da metodologia em modalidade presencial e on-line, a multiartista realiza uma nova demonstração de pesquisa com uma vivência inédita, que ocorre nos dias 20, 21 e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_81289" aria-labelledby="figcaption_attachment_81289" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Lana Lancet/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/Agrinez-Melo-no-solo-Histórias-Bordadas-em-Mim-Foto-Lana-Lancet-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-81289" alt="Lana Lancet/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/Agrinez-Melo-no-solo-Histórias-Bordadas-em-Mim-Foto-Lana-Lancet-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A proposta é de uma imersão de três dias nos princípios que compõem a pesquisa de Agrinez Melo, pautada na cultura afrobrasileira e nas religiões de matriz africana</p></div>
<p>A atriz, diretora e pesquisadora de teatro Agrinez Melo segue aprofundando sua pesquisa &#8220;Dramaturgia dos Orixás: possibilidades de novas narrativas para um corpo negro em cena&#8221;. Após realizar cursos da metodologia em modalidade presencial e on-line, a multiartista realiza uma nova demonstração de pesquisa com uma vivência inédita, que ocorre nos dias 20, 21 e 22 de janeiro, através das plataformas <a href="https://www.youtube.com/channel/UCkK_v--GTIyx211ExwofTXA" target="_blank"><strong>YouTube</strong></a> e Google Meet.</p>
<p>A proposta é de uma imersão de três dias nos princípios que compõem a pesquisa de Agrinez, pautada na cultura afrobrasileira e nas religiões de matriz africana. A demonstração, incentivada pela Lei Aldir Blanc em Pernambuco, dispõe de 15 vagas para artistas, pesquisadores cênicos e público em geral interessado em conhecer e vivenciar a técnica de forma gratuita e virtual. Será conferido certificado aos participantes.</p>
<p>No primeiro dia, haverá um documentário exclusivo sobre a pesquisa, feito especialmente para a vivência, além de bate-papo em tempo real com a atriz. O encontro acontece no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCkK_v--GTIyx211ExwofTXA" target="_blank"><strong>canal “I Pele Ti O Dun” no YouTube</strong></a> e contará com serviços de audiodescrição e intérprete de libras. A programação abordará trabalhos realizados por Agrinez, como o solo &#8220;Histórias Bordadas em Mim&#8221;, que estreou em 2016; e o &#8220;Aldeias&#8221;, fruto do curso Dramaturgia dos Orixás realizado em 2019. O público poderá entender como a técnica foi utilizada nos referidos espetáculos.</p>
<p>Nos dois dias seguintes, no Google Meet, os participantes trabalharão sob orientação da pesquisadora, utilizando as técnicas em cima de textos e letras de música para experimentar o conceito para além da teoria.<em> &#8220;Será uma experiência nova, na qual traremos o texto na frente do corpo. Uma nova modalidade de demonstração de como é possível criar possibilidades e obras cênicas a partir da Dramaturgia dos Orixás&#8221;</em>, comenta ela.</p>
<p>A proposta é conferir aos pesquisadores novos horizontes para a criação cênica. O imaginário de orixás como Xangô, Ogum, Iemanjá e Iansã; e de figuras como Pretos Velhos, Pombagiras e Caboclos, se transforma em combustível para abastecer o corpo e as criações cênicas. A pesquisa, portanto, não só abre espaço para marginalizadas expressões religiosas, como Candomblé, Umbanda e Jurema, como as valida enquanto rico arcabouço para dispositivos cênicos.</p>
<p>Assim, a vivência abre portas e dá visibilidade a corpos negros em cena, ou mesmo corpos não-negros orientados pelos arquétipos de divindades do panteão afrobrasileiro. <em>&#8220;A vivência discute, sim, a existência do corpo negro na cena e sua ancestralidade, mas é aberto a qualquer pessoa que queira pesquisar em cima desse universo. A intenção é que mais pessoas possam aprender a criar cenas a partir da cultura negra”</em>, enfatiza Agrinez.</p>
<p><strong>O DESAFIO DO ONLINE -</strong> Ser mãe, mesclar a vida cotidiana com a profissional e fazer teatro em casa. A vida de Agrinez Melo como artista, mulher, mãe e empreendedora se transformou durante o isolamento social. A sala de casa, além de ambiente doméstico, virou palco para espetáculos virtuais, formações e lives.<em> “O desafio agora é manter o olho no olho, a atenção na respiração do outro, e principalmente a escuta, elementos que são fundamentais nas construções para teatro”</em>, revela ela.</p>
<p>Em 2019, Agrinez realizou bem sucedidas edições de cursos de Dramaturgia dos Orixás, mas, em 2020, devido à pandemia, se viu obrigada a adaptar a metodologia para o online. Após algumas oficinas de curta duração, surgiu, entre outubro e novembro, a oportunidade de uma turma semipresencial. Seguindo as regras de distanciamento social, a atriz coordena um grupo de atores-pesquisadores na construção do espetáculo &#8220;Um dia volto para casa&#8230; um dia hei de voltar&#8221;, ainda em desenvolvimento.</p>
<p>Para além disso, a pesquisa segue sendo aprofundada. Entidades como Zé Pilintra, e novos orixás como Oxumaré, vêm sendo levados às práticas cênicas, tornando a experiência virtual bastante real. <em>“Eu acredito que o ser humano não vive sem arte, ela está dentro dele. Mesmo online, há experiências muito bonitas e emocionantes, nas quais a cura está atrelada à criação artista”</em>, avalia Agrinez.</p>
<p><strong>SOBRE AGRINEZ MELO -</strong> Mulher negra, mãe, atriz, modelo, figurinista, diretora teatral, pesquisadora da antropologia do imaginário e do teatro antropológico, Agrinez Melo é uma multiartista. Formada em Teatro pela Universidade Federal de Pernambuco (2004), desenvolve trabalhos importantes no Estado de Pernambuco, e em outros estados, que vai desde formação teatral, atuação, pesquisa do corpo para cena, dramaturgia a partir do corpo e movimentos energéticos ancestrais dos Orixás, a eventos de moda. É integrante do grupo O Poste Soluções Luminosas desde 2006 e empreendedora em produção cultural na Doce Agri, focada em acessibilidade no teatro e nas atividades de formação em áreas como figurino, maquiagem e iluminação. Desenvolve cursos online e presenciais focados na dramaturgia ancestral, fincada nas matrizes africanas. Também faz parte da rede de Mulheres Afrocentradas e gerencia o canal &#8220;I Pele Ti O Dun&#8221; no YouTube, com conteúdo afrocentrado. Já recebeu prêmios como atriz em 2011 e 2014, com os espetáculos “Cordel do Amor Sem Fim” e “ “Anjo Negro”. Foi indicada a Melhor Figurino com os espetáculos “Ombela” e “Histórias Bordadas em Mim”, entre 2015 e 2016.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Demonstração de pesquisa “Dramaturgia dos Orixás: possibilidades de novas narrativas para um corpo negro em cena” (com acessibilidade)<br />
20 de janeiro &#8211; 19h às 21h, no canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCkK_v--GTIyx211ExwofTXA" target="_blank"><strong>I Pele Ti O Dun</strong></a>, no YouTube<br />
21 e 22 de janeiro &#8211; 14h às 16h, via Google Meet<br />
Inscrições gratuitas: até 20 de janeiro (quarta-feira), pelo e-mail <strong>agrinez@gmail.com</strong><br />
15 vagas disponíveis. Haverá certificado aos participantes.</p>
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