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	<title>Portal Cultura PE &#187; ecretaria de Cultura de Pernambuco</title>
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		<title>Projeto Outras Palavras chega a escolas públicas de Araçoiaba e Paulista</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2016 19:55:14 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_41061" aria-labelledby="figcaption_attachment_41061" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/20161011_161201.jpg"><img class="size-medium wp-image-41061" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/20161011_161201-607x364.jpg" width="607" height="364" /></a><p class="wp-caption-text">Ronaldo Correa de Britto ministrando o ´Notícias sobre Shakespeare&#8217;, para estudantes da rede pública estadual de Araçoiaba.</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Roberto Moraes Filho</em></p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo parte das ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe, que integram educação e cultura com o objetivo de disseminar conteúdos dedicados a estudantes e professores do estado, o projeto <i>Outras Palavras</i> iniciou na última terça-feira (11), um novo ciclo de suas atividades na Escola de Referência Maria Gayão, em Araçoiaba. Na pauta do projeto, que pela 5ª vez é realizado, o escritor e dramaturgo Ronaldo Correa de Britto abordou, para cerca de 130 estudantes do ensino médio, a vida e a obra de William Shakespeare como ponto de partida para adentrar no universo da literatura.</p>
<p style="text-align: justify;">Possibilitando um final de tarde repleto de curiosidades sobre o poeta inglês, além da adaptação do clássico ‘Romeu e Julieta’ para o teatro de mamulengos, o <i>Notícias sobre Shakespeare</i> incorporou pela segunda vez o projeto <i>Outras Palavras</i>, chamando a atenção para a construção de uma linguagem produzida de maneira coloquial, com a presença de gírias e expressões comumente utilizadas no cotidiano dos jovens, da mesma maneira que Shakespeare se tornou conhecido pelo processo de criação de suas obras.</p>
<div id="attachment_41063" aria-labelledby="figcaption_attachment_41063" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/20161011_164058.jpg"><img class="size-medium wp-image-41063" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/20161011_164058-607x364.jpg" width="607" height="364" /></a><p class="wp-caption-text">Teatro de mamulengos abordando o clássico &#8216;Romeu e Julieta&#8217;.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><i>“Mesmo conhecido por escrever a história de amor mais conhecida da humanidade (Romeu e Julieta), Shakespeare teve uma vida muito dura e difícil na infância e adolescência, assim como muito de vocês, estudantes da rede pública de ensino. Mas nem por isso ele deixou de sonhar e no auge dos seus 50 anos acabou se tornando um dramaturgo notável, especialmente por conceber dramas históricos como Júlio César, Hamlet e Macbeth”</i>, ressaltou Correa de Britto.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das características de Shakespeare abordada no projeto foi a deformação da masculinidade para que o feminismo pudesse aparecer em suas obras e também na produção teatral da época. <i>“Achei interessante todo o conteúdo abordado, especialmente por ficar bem próxima da realidade que temos hoje, mesmo se tratando de obras clássicas da literatura”</i>, comentou a estudante do 1º ano do ensino médio, Izabel da Paixão. Já para o estudante Eduardo Luiz Rodrigues, a adaptação de ‘Romeu e Julieta’ para o teatro de mamulengos também ficou chamativa pela maneira lúdica como foi retratada. <i>“Gostei da forma de expressão que os intérpretes dos mamulengos utilizaram, deixando a história engraçada e de uma maneira fácil de ser compreendida”</i>, disse Eduardo.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/20161011_161313.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-41064" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/20161011_161313-607x364.jpg" width="607" height="364" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesta quinta-feira (13), a Escola Estadual do Paulista também recebe a continuidade da 5ª edição do projeto, tendo como público alvo estudantes e professores do estabelecimento de ensino. <i>“Nesta edição, Ronaldo Correa de Britto trouxe para os estudantes a visão de que é necessário perseguir o sonho que se tem. Ele abriu essa possibilidade ao comentar sobre a vida e a obra de Shakespeare, para que a nossa juventude acredite que é viável escrever um livro, ser artista e assumir um protagonismo, porque esse mundo pertence a todos nós, em especial a nossa juventude”</i>, explicou Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe e idealizadora do projeto. <i>“Nós consideramos que o projeto Outras Palavras atua no sentido de integrar cultura e educação e nesse momento tem um papel fundamental de resistência, já que o governo ilegítimo procura reformular o ensino médio retirando artes do currículo escolar. Então, o que nós queremos é levar mais arte e mais cultura para as escolas”</i>, concluiu Antonieta.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Esther Lister, escritora iniciante e estudante de 15 anos da Escola Estadual do Paulista, a realização do projeto possibilitou um encontro de sua experiência enquanto leitora e ingressante no universo da literatura. <i>“Com a oportunidade de ouvir a palestra sobre Shakespeare, através do Ronaldo Correa de Britto, um dos pontos importantes foi sobre o que vale a pena ler. Eu leio muitos livros online e existem livros que são muito bons, com uma ortografia invejável, mas os autores não possuem tanto reconhecimento como deveriam. E existem outros livros que não são tão bons em comparação a outros, mas recebem notas altíssimas, estando em várias listas de leituras. A leitura é um hábito que todas as pessoas deveriam ter e é uma coisa que vai melhorar tanto o seu linguajar, quanto sua escrita e vai abrir a sua mente para outros horizontes e tudo mais. Quando você vai escrever algo, você não deve escrever pensando no que as pessoas vão achar, você tem que escrever algo pensando em você mesmo. Esse foi o projeto mais especial que eu tive e com a palestra que teve hoje eu talvez me sinta um pouco mais segura”</i>, avaliou Esther.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>“Quando você lê os contos de Shakespeare, as peças dele e tudo mais, você observa que ele era provavelmente um cara do século XIX, antigo, e por esse século ser cheio de limitações, de coisas que não te permitiam expor todo o teu pensamento, como a mulher no mercado de trabalho, ele deu a cara a tapa e fez, não estava ligando muito pro que as pessoas falaram. Acho que esse é o verdadeiro pensamento do escritor, ele tem que fazer e não pode ter barreiras o limitem, expressando o que realmente está sentindo em forma de papel”</i>, concluiu a futura escritora.</p>
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