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	<title>Portal Cultura PE &#187; Encontro de Poesia Oral</title>
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		<title>Poesia falada e cantada ao fundo da alma</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 11:04:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Encontro de Poesia Oral, em Arcoverde, trouxe cantadores, emboladores, repentistas e poetas de todo o estado Por Leonardo Vila Nova Uma poesia não se resume apenas a letras impressas no papel. Um bom declamador pode dar voz e sentimento ao que muito se quer dizer em versos. Por vezes, nem mesmo o papel é preciso, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Encontro de Poesia Oral, em Arcoverde, trouxe cantadores, emboladores, repentistas e poetas de todo o estado</em></p>
<p><strong>Por Leonardo Vila Nova</strong></p>
<p>Uma poesia não se resume apenas a letras impressas no papel. Um bom declamador pode dar voz e sentimento ao que muito se quer dizer em versos. Por vezes, nem mesmo o papel é preciso, apenas inspiração e dom. Essa capacidade de transformar o mundo ao redor em emoção é uma tradição comum à oralidade dos poetas nordestinos. Mas pouco ainda se conhece sobre esses verdadeiros artesãos da palavra. Nesta quinta-feira (18/4) a Budega da Poesia, em Arcoverde, foi palco para vários desses declamadores, repentistas e emboladores pernambucanos. Dentro da programação do FPNC, o Encontro da Poesia Oral trouxe poetas de várias regiões do estado, celebrando suas diversas formas de dizer poesia.</p>
<p>Um copo numa mão, o limão na outra e os versos na ponta da língua. Alguns goles da “água que passarinho não bebe” para temperar ainda mais a poesia. “Isso é pra deixar a garganta quente e poder cantar direitinho as toadas”, disse Inácio de Roxim, de Sertânia, que, junto ao irmão Tinuca de Roxim, começaram a entoar aboios em versos  que comovem de cara. Com Dejacir do Sítio Macambira e Luiz Freire, também de Sertânia, formam um quarteto falante, empolgado e bastante atuante no município. Segundo eles, são poucos os que ainda sustentam a tradição da oralidade em sua terra. “Ainda tem alguns cantadores de toadas lá em Sertânia, mas de, no máximo, seus 40 anos. Os mais novos não se interessam hoje em dia. Mas eu sigo fazendo as minhas, que é o que me deixa feliz, que me dá força pra viver a vida”, confessou Dejacir.</p>
<p>E os versos surgem de repente, sem ensaio e sob qualquer situação. Um puxa e o outro segue, numa sintonia impressionante. De improviso. “A gente não tem aquele aprendizado de escola, de doutor, alguns até nem sabem ler. Mas a gente tem um dom que vem no sangue, que vem da família. Então, o verso vem junto. O mote pode ser qualquer um”, disse Tinuca. A vida dura que todos têm na lida com o gado e com o corte da madeira não transforma as poesias em lamúrias. Muito pelo contrário; são uma forma de dar uma resposta forte ao cansaço que o cotidiano impõe. “A gente gosta mesmo é de falar de alegria. Aqui não tem choro, não”, disse Luiz Freire.</p>
<p>Entre uma toada e outra, percebe-se que a voz incansável destes poetas carrega gerações a fio de inspiração e de um dom que não se explica e não se aprende. Apenas se tem. Falando e cantando versos que vem do fundo da alma e a ela se destinam. Um encontro desses que emociona quem vê. E Arcoverde viu.</p>
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		<title>Literatura nas ruas e budegas de Arcoverde e Sertânia</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 14:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Além de um festival repleto de música e espetáculos, o FPNC tem se firmado como um importante espaço para aproximar a instituição governamental dos agentes da cultura em suas mais diversas linguagens. Na Literatura, acontecem várias atividades gratuitas que buscam ainda o fortalecimento do setor através de seminários e ações. Segundo Wellington de Melo, coordenador da linguagem, a ideia é realizar encontros com a cadeia criativa e mediadora para mapear o setor em todas as regiões. “Em 2013 queremos conhecer mais sobre a realidade daqueles que lidam com leitura e literatura nas cidades”, afirma.</p>
<div id="attachment_5012" aria-labelledby="figcaption_attachment_5012" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/8621654804_38d5fc8351_z1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5012" alt="Encontros buscam o fortalecimento do setor literário em todo o estado. Foto: Costa Neto" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/8621654804_38d5fc8351_z1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Encontros buscam o fortalecimento do setor literário em todo o estado. Foto: Costa Neto</p></div>
<p><strong>Passeio Ciclístico da Poesia em Sertânia</strong></p>
<p>Uma novidade desta edição é o Passeio Ciclístico da Poesia que alia o incentivo ao hábito de usar bicicletas à fruição da poesia. A pedalada acontece na cidade de Sertânia, na quinta-feira, a partir das 19h, e será intercalada com recitais em cada parada. Também em Sertânia acontece o ‘A Gente da Palavra’, projeto que circula todo o estado e será realizado pela segunda vez no Sertão do Moxotó. A ação consiste em levar poesia de porta em porta e acontece na quinta-feira, na Vila da Cohab, das 09h às 11h, e no bairro Mário Melo, das 15h30 às 17h30.</p>
<p><strong>Budega é ponto da literatura em Arcoverde</strong></p>
<p>Já a cidade de Arcoverde recebe dois encontros, de Poesia Oral e de Escritores e Leitores, voltados para a cadeia criativa, ambos na Budega da Poesia, em São Cristóvão. O primeiro será realizado na quinta-feira (18/4), às 19h, está em sua sua segunda edição e visa mapear as manifestações literárias ligadas à oralidade na região. O segundo tem o objetivo de difundir a produção literária contemporânea de diversas vertentes e também é um espaço de discussão para a realidade dos escritores da região. O Encontro de Escritores e Leitores acontece na sexta-feira (19/4), a partir das 15h.</p>
<p>Dentre as ações em Arcoverde acontece ainda o Seminário de Leitura e Bibliotecas – parte 2: Sertão do Moxotó, que busca aproximar a Comissão Intersetorial em Defesa das Bibliotecas, do Livro e da Leitura dos gestores de bibliotecas de cada região e, além de propor um espaço de capacitação, elaborar uma escuta para saber as reais necessidades do setor nas regiões para servir de subsídio na construção de políticas públicas. A ação acontece nessa quinta-feira (19/4), na Agência do Trabalho, a partir das 09h30.</p>
<p>“Como um dos polos mais fortes de Literatura, nada mais normal que a programação no Moxotó ganhe corpo a cada ano. Ainda há muito por conhecer e a cada edição do FPNC ficamos felizes em descobrir gente que está produzindo coisas muito legais e que vamos incorporando a nossas ações”, afirma Wellington de Melo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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